Às vésperas das eleições delegado é demitido a bem do serviço público por ter emprestado veículo apreendido para candidato do PSDB em 2008 23

04/10/2012

Delegado é expulso da Polícia Civil por crime eleitoral

 

Celso Taira, que concorre a uma vaga para assumir uma das cadeiras da Câmara Municipal da Cidade de Itatinga perdeu seu cargo de delegado. A notificação de seu desligamento da Polícia Civil foi feita pelo delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto, depois de uma investigação feita pela Corregedoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

O interessante é que o fato que gerou a sentença que tirou Taira da Polícia Civil, aconteceu na campanha de 2008 quando exercia sua função de delegado e não nessa campanha de 2012 onde pediu seu afastamento para concorrer a vereança itatinguense.

Consta que o então delegado, em apoio a um candidato, permitiu que um carro que era produto de apreensão da polícia e usado em trabalhos investigativos para fazer campanas foi entregue para que fosse adesivado com propaganda eleitoral em 2008. Além disso, o veículo teve as placas adulteradas, para dificultar uma fiscalização.

A reportagem apurou que a denúncia dessa irregularidade cometida pelo delegado foi feita de maneira anônima, com muitas imagens da campanha eleitoral de 2008, com a utilização do carro. O caso foi investigado e correu em sigilo até que a decisão da Corregedoria fosse tomada tirando o cargo de delegado de Taira, sendo a decisão publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Pelo seu tempo de serviço na polícia ele poderia se aposentar daqui a três anos.

05/10/2012

Delegado exonerado vai entrar com ação de recurso

O delegado Celso Taira, ficou bastante abatido com a decisão de Corregedoria de Polícia Civil em tirar seu cargo sob acusação de crime eleitoral. Uma pessoa bastante ligada a ele encaminhou um comunicado à redação do jornal Acontece e, posteriormente, por telefone, alegando que Taira se sentiu prejudicado com a decisão da Corregedoria e irá recorrer. Disse que preferiria que seu nome não fosse divulgado, fornecendo todos os seus dados pessoais, mas deixou esse critério (identificação) para a redação decidir.

“Quem conhece o Dr. Taira como nós conhecemos sabe de sua idoneidade e caráter. A reportagem não errou, pois a matéria foi esclarecedora e colocou a realidade do ocorrido. Porém, o caso ainda cabe recurso. Ele apenas emprestou um carro velho apreendido que não estava sendo usado para fins políticos, mas acho que a falta não foi tão grave assim para lhe tirarem o cargo que defendeu com muita dignidade há 18 anos. Nesse tempo todo ele foi um profissional exemplar e honrado. Por um pequeno deslize julgaram um cidadão que serviu o Estado por anos e anos a fio”, destacou.

Ele ainda revelou que Celso Taira, candidato a vereador em Itatinga, deverá ter uma votação histórica. “Essa decisão da Corregedoria não vai abalar o trabalho que foi feito, mas ele está se sentindo injustiçado com a rigidez da punição e a população de Itatinga sabe quem ele é. Eu, pessoalmente, não vou dizer que foi certo a história do carro e ele também tem consciência disso, mas também não era pra tanto”, coloca.

Acredita que a punição foi muito severa e a ação de recurso vai poder esclarecer alguns pontos importantes. “Para mim todo cidadão é honesto até que se esgotem todos os recursos legais. As providencias estão sendo tomadas e continuo a acreditar que a justiça se fará”, concluiu.

A matéria

A notificação do desligamento de Celso Taira da Polícia Civil foi feita pelo delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto, depois de uma investigação feita pela Corregedoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública. 0 fato que gerou a sentença e que acabou tirando Taira da Polícia Civil, aconteceu na campanha de 2008 quando exercia sua função de delegado e não nessa campanha onde concorre a vereança itatinguense.

Na ocasião dos fatos, o então delegado, em apoio a um candidato, permitiu que um carro que era produto de apreensão da polícia fosse entregue para ser adesivado com propaganda eleitoral. A denúncia contra o delegado foi feita de maneira anônima, com muitas imagens da campanha eleitoral de 2008. O caso foi investigado e correu em sigilo até que a decisão da Corregedoria fosse tomada tirando o cargo de delegado de Taira, sendo a decisão publicada esta semana no Diário Oficial do Estado (DOE).

Fonte: Acontece Botucatu

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Ele apenas emprestou um carro velho apreendido que não estava sendo usado para fins políticos, mas acho que a falta não foi tão grave assim para lhe tirarem o cargo que defendeu com muita dignidade há 18 anos. Nesse tempo todo ele foi um profissional exemplar e honrado. Por um pequeno deslize julgaram um cidadão que serviu o Estado por anos e anos a fio”, destacou.

De fato, há centenas de casos muito mais graves que simplesmente foram ENGAVETADOS.

ERA APENAS MAIS UM DOS NOSSOS – Investigador do Detran levou 17 tiros de metralhadora do crime organizado…Ninguém viu nada, ninguém soube nada ; ninguém quis saber ! 22

Relembrando a eficiência policial:

20/12/2001– 18h13 –

Investigador do Detran é assassinado em São Paulo

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da Folha Online
Claudio Aurora, investigador do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), foi assassinado em frente a sua casa, na manhã desta quinta-feira.
A polícia ainda não tem informações sobre como aconteceu o crime e não tem suspeitos. O investigador levou 17 tiros de metralhadora.
Aurora foi levado com vida para o Hospital Heliópolis, mas não resistiu e morreu.

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A vítima foi para além-túmulo como bandido ; ninguém do DHPP ou da CORREGEDORIA teve interesse em solucionar a morte de “mais um dos nossos”.

Executar policial: IMPUNIDADE QUASE CERTA!  

E no caso do Claudio Aurora – ex- DENARC –  provavelmente as 17 balas eram amigas.

Ingenuidade acreditar na eficiência e empenho do Governo em relação a apuração dos atuais  atentados sofridos por policiais militares e civis.

Há muito tempo, em São Paulo, conforme a notícia acima,  policiais estão sendo executados sem o obrigatório esclarecimento da autoria e motivação desses crimes.

Promotor diz que Baixada Santista vive ‘guerra civil’ 27

DO ENVIADO AO GUARUJÁ DE SÃO PAULO DO “AGORA”

O promotor Cássio Roberto Conserino, que investiga o crime organizado na Baixada Santista, diz que a região é palco de uma guerra civil entre criminosos e policiais.

Motoqueiros matam sete em menos de 20h no Guarujá (SP)

Segundo ele, há um grande acervo no Gaeco (grupo que investiga o crime organizado) com casos em que policiais foram atacados por bandidos vinculados à facção PCC e indícios de que policiais mataram civis em represália à morte de seus colegas.

“Não são casos isolados. Há indícios veementes de que os atentados foram praticados pela facção criminosa. Há uma guerra civil”, afirma.

O governo paulista diz não ser possível afirmar que os assassinatos de policiais militares estejam relacionados.

Sobre as mortes de sete pessoas no Guarujá, Conserino diz ser prematuro afirmar que é mais um caso de vingança por parte de policiais. “Podem ser os próprios criminosos atacando para colocar a culpa na polícia.”

Em 2010, houve um caso de um PM que foi indiciado por matar oito pessoas de forma semelhante logo após o assassinato de um colega.

De acordo com a Promotoria, desde então, o órgão passou a trabalhar em parceria com a Corregedoria da PM.

A Folha apurou com membros da cúpula da Segurança Pública que PMs disseram que, a cada policial morto, seis bandidos seriam assassinados em represália.

A partir dessa informação, setores de inteligência entraram em atenção para monitorar casos com mortes de civis em circunstâncias similares às do litoral.

EMBU DAS ARTES

Três jovens –de 16, 20 e 22 anos– foram baleados ontem por dois motoqueiros armados quando, segundo a polícia, usavam drogas em um terreno baldio em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

O crime foi na região onde trabalhava o policial militar Renato Ferreira da Silva Santos, 29, morto com um tiro no peito anteontem à noite em suposta tentativa de assalto. (ROGÉRIO PAGNAN, AFONSO BENITES, ANDRÉ CARAMANTE E LÉO ARCOVERDE)

Editoria de arte/Folhapress