Mas a gorda vai lá para o Morumbi!
A Polícia Civil fez um espetáculo vergonhoso…De quem rouba e mente sem parar ! 3
Repique na cara dura …
Prender quem já está preso é moleza…
E prender a moça varzeana rende manchetes para o “carioca” …
Uma polícia de merda!
Sem a menor credibilidade.
Desabafo : Puta Que Me Pariu, desde quando Futebol é Coisa Séria? 4
Porra , caralho , futebol sempre foi evento circense…
Ficar racionalizando sobre uma mera indústria recreativa – que nada de bom agrega em prol do torcedor apaixonado – é uma baita ignorância …Ou desfaçatez de quem quer um pedaço …( da grana )
E pra acabar: futebol não é socialismo de sapatos e sandálias !
MATANDO E MENTINDO SEM PARAR – Segundo Capitão da Corregedoria da PM o Agente Rafael Moura cometeu suicídio 10

O relatório da Corregedoria da Polícia Militar sobre a morte do policial civil Rafael Moura escondeu a verdade do caso
A apuração disciplinar tentará requalificá-la para absolver antecipadamente o homicida e, de quebra, transferir para a vítima a culpa pela própria morte.
Coisa típica de órgãos violentos e fraudulentos: a culpa é sempre da vítima!
Certamente a PM foi intoxicada pelos manuais de procedimento de contrainformação israelenses.
O ponto mais escandaloso do documento é chamar de “injusto” o comportamento do policial civil por empunhar uma arma em serviço, em operação real, em área sensível , como se isso fosse equivalente a ameaçar dolosamente um policial militar fardado.
De se ver pela matéria da jornalista Milena Vogado do Metrópoles :
“Ainda que o agente de telecomunicações estivesse devidamente identificado como policial, é injusto ele apontar uma arma carregada na direção de um policial militar devidamente fardado e de serviço que nada de errado estava fazendo”, afirmou o capitão Conrad Rodrigues no relatório final da Corregedoria, apresentado à Justiça em dezembro do ano passado.
Injusto, na verdade, é um policial civil no exercício da função ser executado em uma viela por um sargento da Rota que corria armado, sem abordagem progressiva, sem voz de parada clara e trazendo a chave do portão usado pelos traficantes na comunidade.
Sim, o sargento tinha a chave da “atividade”!
A encontrou no chão da casa do Caralho …O Caralho!
Injusto é a vítima morrer alvejada sem possibilidade de defesa , no exercício do trabalho e, depois, ser responsabilizada – póstuma e subjacentemente – por não usar colete balístico e por portar uma arma de fogo .
Ora, o Capitão Conrad Rodrigues poderia ter sido mais corajoso e ter ido além afirmando que: agente de telecomunicações não é policial operacional de campo e morreu por culpa do governo do Estado que autoriza desvios de funções na Polícia Civil.
Mas querer coragem intelectual de oficial da PM é querer demais…
Se houver , talvez do Corpo de Bombeiros que , para muitos da PM , não são policiais de verdade.
Ainda bem !
O sofisma central da Corregedoria
O relatório administrativo tenta transformar duas coisas profundamente diferentes em um só: empunhar uma arma no contexto operacional e apontar especificamente uma arma para matar ou afrontar um policial militar.
Essa (con) fusão retórica contorcionista é o coração do sofisma, porque apaga a dinâmica real dos fatos e simplifica a cena para fazer caber, à força, a tese de defesa legítima.
As imagens das bodycams e a denúncia do Ministério Público caminham em direção oposta.
O que aparece é uma ocorrência instantânea, malconduzida, sem verbalização inequívoca e com disparos quase imediatos, no contexto em que os policiais civis também estavam armados para estarem em missão oficial.
Nada disso autorizava a conclusão automática de que Rafael Moura “apontou” arma de forma injusta; menos ainda autoriza dizer que a culpa por sua morte foi dele próprio.
O Sargento ingressou na viela com sangue nos olhos , ou seja , para matar , pois tinha informações e domínio do local .
A inversão moral: a vítima vira culpada
Caso o agente de telecomunicações estivesse identificado como policial civil, certamente o 3º Sgt PM Mendes não teria atirado na sua direção. E, se Rafael estivesse com colete de proteção balística, nenhum dos 3 tiros que atingiram seu tórax teriam penetrado o corpo e ele estaria vivo”, diz trecho do relatório do Excelentíssimo Doutor Capitão Conrad
Ao sustentar que Rafael estaria vivo se estivesse de colete e “devidamente identificado”, a Corregedoria pratica uma dupla inversão moral: minimizar a conduta dos atiradores e deslocamento o foco da ação letal para supostas falhas da vítima.
Esse raciocínio equivale a dizer que o problema principal não foi o PM disparar contra um colega de outra corporação sem abordagem técnica suficiente, mas sim o fato de o policial civil não ter se protegido do erro alheio.
Isso é inaceitável em qualquer leitura minimamente séria do caso.
Se um agente público é morto por outro agente estatal durante atividade funcional, a pergunta central deve ser: por que o autor dos disparos atirou sem confirmar o alvo, sem abordagem gradual e em situações tão confusas?
Substituir essa pergunta por outra — “por que a vítima não estava de colete?” — é uma estratégia clássica de autodefesa esfarrapada .
Vergonhoso é um órgão fazer defesa de um assassino por blindagem institucional .
A chave do portão e a sombra sobre a narrativa oficial
Há um dado especialmente grave, ressaltado nas matérias anteriores e no próprio Flit Paralisante: o sargento da Rota portava a chave do portão instalada – segundo a própria versão dos policiais militares – pelo tráfico de drogas na área de ocorrência.
Esse elemento desmonta a pose asséptica do policial “que nada de errado fazia”, expressão usada no relatório correcional para reforçar a imagem de um agente surpreendido por agressão ilegítima.
Um policial militar que ingressa em uma viela supostamente controlada pelo crime organizado , com a chave do portão da comunidade, não está em um cenário neutro nem pode ser protegido por fórmulas burocráticas de autoabsolvição.
Ao contrário, esse detalhe exige apuração rigorosa sobre vínculos com criminosos , autorizada circulação no território e grau de conhecimento prévio da área ; exatamente em franca oposição ao fechamento do apressado relatório disciplinar produzido pela Corregedoria PM.
E sem esquecer , tratava-se de um policial novato na ROTA sob a pressão de ser filho de um policial homicida e estuprador que se encontra no Romão Gomes.
O Verbo Empunhar não é grego
Esse ponto precisa ser aqui esclarecido de forma simples e inequívoca: empunhar arma em serviço não é a mesma coisa que apontar de modo injusto para um policial militar “devidamente fardado” .
Observem , segundo o Capitão Conrad, não é nem pecado apontar arma e matar gente civil , mas é injusto passível de pronta reação apontar arma para um PM fardado !
Policiais civis em incursão armada não caminham com as mãos vazias; caminhamos armados porque a função, o terreno e o risco assim impõem.
A própria descrição das imagens mostra Rafael com as mãos na altura do abdômen e arma empunhada, isso, por si só, resolve a questão jurídica sobre ameaça concreta, direção do cano, tempo de reação , eventual identificação e possibilidade real de comando verbal prévio.
Com efeito , as imagens comprovam acima de quaisquer dúvidas : Rafael não apontou sua arma para o Sargento da Rota…
Nem tempo teve!
Rafael foi assassinado pelo PM.
A Corregedoria policial militar salta por cima dessas nuances e decreta, com toda a sua conhecida isenção e conhecimento técnico-jurídico , a “injustiça” da conduta da vítima como se deu diante de prova plena e incontroversa, quando o próprio Ministério Público denunciou o sargento por homicídio qualificado e o Poder Judiciário recebeu a denúncia.
Certamente , o Tribunal do Juri virou o picadeiro dos “advogados militares” e provavelmente o sargento acabará absolvido e a vítima com seus familiares mais uma vez ultrajadas .
Com a contribuição desonesta da Corregedoria da PM , que em vez de reconhecer que houve falha operacional grave, ausência de abordagem técnica e ambiguidade relevante nas imagens e nos áudios, a Corregedoria preferiu uma conclusão peremptória, conveniente e funcional: o sargento agiu em defesa legítima e a vítima, no fundo, contribuiu para morrer.
Não é relatório esclarecedor; é enredo fraudulento para auxiliar a defesa do “parceiro” de farda!
O abismo entre a Corregedoria e o Ministério Público
A denúncia do Ministério Público sustenta que a conduta do sargento afastou a alegação de legalidade, inclusive porque ele teria continuado a atirar mesmo após alerta de que as vítimas eram policiais.
Já a Corregedoria adota como eixo argumentativo a suposta agressão injusta do policial civil e a imagem de um PM fardado reagindo a perigo iminente.
Esse abismo mostra que o relatório correcional não apura o caso; ao contrário, revela disputa institucional aberta sobre o sentido jurídico dos mesmos fatos.
Quando uma instância administrativa trata como praticamente lícita uma morte que o Ministério Público enquadra como homicídio qualificado, o problema já não é apenas probatório: é também político, corporativo e moral.
Não foi fatalidade; foi a gramática da impunidade
O relatório da Corregedoria reproduz a velha cartilha da impunidade policial: matar, alegar percepção de risco, reduzir a vítima a um erro operacional de si mesma e converter tudo em defesa legítima burocraticamente homologada.
Essa cartilha é ainda mais perversa quando a vítima é um policial civil negro, em serviço, que passa a ser tratado como se houvesse produzido a própria execução por não portar o equipamento ideal ou por estar armado em missão.
Injusto não foi Rafael Moura empunhar sua arma.
A injustiça foi ser assassinado por um PM da Rota e depois ouvir de “uma autoridade corregedora ” do Estado que talvez estivesse vivo se tivesse se preparado melhor para sobreviver ao erro — ou à violência — de outro agente estatal.
Injusto é o corporativismo mafioso enraizado nas instituições de Estado !
E nesse sentido o Excelentíssimo Capitão Conrad Rodrigues conseguiu um feito raro na lógica: transformar um policial civil em serviço, armado em área de risco, numa espécie de suicida jurídico que “provoca” a própria morte ao empunhar o instrumento de trabalho, tudo isso enquanto absolve, em linguagem engomada, o sargento da Rota que entrou em via secundária correndo, com a chave do portão do tráfico no bolso, sem abordagem técnica, sem verbalização clara e atirando para para matar e só depois pensar: ou melhor, para depois mentir !
Injusto, enfim, é roubar , matar e mentir sem parar.
Por analogia : certamente o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto seria , de plano , absolvido do assassinato da soldado Gisele .
Afinal , ela cometeu uma injustiça ao rejeitar o marido – provedor das contas – que apenas exercia o seu legítimo direito de estuprar a esposa!
MPSP vê ligação entre “chave do tráfico” e PM que matou policial civil Resposta
Denúncia do MPSP contra sargento da Rota destaca que o militar tinha acesso prévio a uma chave de portão instalado por traficantes
Milena Vogado do Metrópoles
15/05/2026 02:15, atualizado 15/05/2026 06:55

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Uma chave que abre um portão instalado por traficantes na comunidade Fogaréu, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, não foi esquecida pelo Ministério Público do Estado (MPSP) em denúncia contra o sargento das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) Marcus Augusto Costa Mendes. O militar matou a tiros o policial civil Rafael Moura, em julho do ano passado.
Marcus foi formalmente denunciado pela promotoria por homicídio qualificado contra um agente do Estado com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ter ferido outro policial civil por erro na execução do disparo.

3 imagens


Na denúncia, o promotor Rogério Leão Zagallo apontou que a comunidade onde os policiais estavam era repleta de pontos de vendas de drogas. Para dificultar a ação das forças de segurança e preservar o tráfico no local, criminosos instalaram diversos portões metálicos pelo território, fechados a chave.
O sargento da Rota tinha uma dessas chaves em mãos. Por isso, ele conseguiu abrir um dos portões e acessar uma viela erma, onde Rafael estava em incursão enquanto investigava uma tentativa de latrocínio ocorrida dias antes.
Zagallo destaca que os portões bloqueavam “os locais mais críticos da traficância”, aos quais “somente pessoas certas e determinadas teriam acesso”.
“O sargento tinha em seu poder uma chave que liberava um desses portões que foram instalados pelos traficantes, sendo que, no dia dos fatos, em razão dessa posse estratégica, Marcus Augusto e Robson, por conta da determinação dada pelo denunciado, adentraram em uma viela controlada pelos traficantes e nela passaram a incursionar, sem qualquer estratégia, em desabalada carreira e em desrespeito aos procedimentos operacionais preconizados pela Polícia Militar, eis que deixaram de adotar manobras preventivas esperadas em situações como essa, tais como avanço tático, realização de varredura, de tomada de ângulo, de identificação positiva de risco e ameaça”, considerou o promotor.
PM diz que encontrou chave por acaso
A versão dos PMs é de que a chave teria sido encontrada em uma escadaria próximo ao portão. Em interrogatório no dia 26 de agosto, o delegado afirmou que a equipe de investigação teria tido acesso a outras imagens, anteriores às divulgadas, em que os PMs aparecem na rua de trás. Segundo Antônio Giovanni, em nenhum momento, é possível ver o sargento encontrando a chave.
“A gente tem a bodycam e a gente tem filmagens do percurso de vocês, de vocês chegando antes. E essa chave em nenhum momento foi encontrada. Pelas filmagens que a gente tem, dá para ver que vocês já tinham posse, pelo menos o sargento Marcos já tinha posse dessa chave”, afirmou o delegado, de acordo com a transcrição do interrogatório anexada ao processo.

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Um cabo da Rota envolvido na ação insiste na versão de que o objeto teria sido achado na escadaria. “Não, não tínhamos posse [da chave], doutor. Os outros membros inclusive da viatura também não sabiam da existência da chave.”
O advogado do PM, Wanderley Alves, que estava presente durante o interrogatório, pediu, então, para ter acesso às novas imagens. Questionado pelo Metrópoles, ele disse que o vídeo não capta o local em que a chave teria sido achada.
“Clara intenção letal”
Segundo a denúncia, o sargento da Rota tinha “clara intenção” de matar quando passou a disparar sua arma de fogo contra os policiais civis. Rafael foi atingido no tórax e morreu cinco dias depois. O outro agente ficou ferido.

Para Zagallo, a conduta de Marcus “afasta qualquer alegação de legalidade”. O promotor apontou que o militar continuou atirando mesmo após ser alertado de que as vítimas eram policiais – fato que é debatido entre o MPSP, a Corregedoria da PM e a Polícia Civil com base nas imagens das câmeras corporais. Tudo acontece muito rápido.
A promotoria pediu que seja fixada uma indenização em favor da família de Rafael, em valor não inferior a R$ 200 mil, e também em favor do outro policial civil ferido na ocasião, o investigador Marcos Santos de Souza, em valor não inferior a R$ 50 mil.
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Partido de Ladrões …Polícia Federal neles !
A culpa é toda do engenheiro privatizador – Capitão Tarcísio Bom Fim! 7
A explosão causada
no Jaguaré foi consequência direta de uma obra da Sabesp que perfurou uma tubulação de gás da Comgás, caso típico em que falhas técnicas e de supervisão matam pessoas e destroem casas no contexto de uma empresa recém‑privatizada, pressionada por custo e prazo.
O episódio ocorreu na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, na tarde de 11 de maio, por volta de 16h10. Uma equipe da Sabesp executava obra de remanejamento de tubulação de água quando atingiu uma rede de gás encanado da Comgás, provocando vazamento e, em seguida, uma explosão que atingiu dezenas de imóveis.
O saldo imediato foi trágico: um homem de 45 anos morto, outras pessoas feridas, inclusive em estado grave, e dezenas de casas e comércios interditados pela Defesa Civil, deixando mais de uma centena de moradores subitamente sem teto, bens e segurança.
A própria Sabesp, em nota oficial, admitiu que suas equipes perfuraram a tubulação de gás momentos antes da explosão, alegando que paralisa a obra e aciona a concessionária de gás assim que identifica o dano. Sabesp e Comgás anunciaram o pagamento de um valor emergencial por família, hospedagem em hotéis para os desalojados, promessa de ressarcimento de prejuízos materiais e oferta de assistência social e psicológica.
O governo do Estado, por sua vez, declarou que haverá apuração das responsabilidades, inclusive criminais e administrativas, e garantiu que os danos patrimoniais serão indenizados.
O quadro fático, porém, aponta para algo bem mais grave do que um “acidente” inevitável.
Havia rede de gás mapeada na região, e, ainda assim, a perfuração atingiu o duto em uma área densamente habitada.
Em termos técnicos, isso é compatível com, no mínimo, imperícia e negligência na execução e na supervisão da obra, o que remete à responsabilidade de engenheiros, responsáveis técnicos, supervisores e de toda a cadeia de comando que aprovou projeto, sondagens, plano de risco e procedimentos de interface com a rede de gás.
Não se trata de um episódio isolado: já houve outros casos em São Paulo de obras da Sabesp – muitas vezes realizadas por terceirizadas – perfurando dutos da Comgás e provocando vazamentos, incêndios, evacuações e condenações judiciais para indenizar famílias.
À luz da responsabilidade civil, estamos diante de uma típica atividade de risco, em que o prestador de serviço público responde objetivamente pelos danos causados, independentemente de culpa.
Isso abre caminho para ações civis públicas, ações individuais por danos materiais e morais e, em tese, também para imputações criminais por culpa grave, além de responsabilização administrativa.
A discussão jurídica não pode ignorar o contexto político‑econômico em que tudo isso acontece: uma Sabesp recentemente privatizada, expandindo obras e contratos em ritmo acelerado, submetida a metas de redução de custos e aumento de rentabilidade, com denúncia de enxugamento de quadros próprios e dependência crescente de terceirizações.
Entidades de trabalhadores já vinham alertando que a combinação de terceirização intensa, cronogramas apertados e redução de pessoal experiente eleva a probabilidade de falhas de projeto, de sondagem prévia e de supervisão de campo. É exatamente esse tipo de cadeia de erros que resulta em perfurar um duto de gás em meio a uma comunidade popular, com casas coladas umas às outras.
A explosão no Jaguaré evidencia, de forma brutal, o que significa aplicar a lógica da “eficiência financeira” a serviços de altíssimo risco técnico em áreas urbanas: o risco é empurrado para a população mais vulnerável, que não participou das decisões de privatização, não se beneficia dos lucros e, no entanto, paga com a própria vida, com a perda da moradia e com o trauma.
Sob o ponto de vista político, o caso desmonta a retórica de que privatizar é sinônimo de modernizar e tornar mais eficiente.
O que se vê, na prática, é a externalização de riscos e custos sociais: enquanto a empresa privada persegue dividendos, moradores do Jaguaré se organizam para tentar reconstruir suas vidas com um auxílio emergencial irrisório e promessas de indenização futura.
A explosão causada por operários da Sabesp que perfuraram tubulação de gás por imperícia e negligência de supervisão não é um ponto fora da curva, mas um sintoma de um modelo que precariza serviços, desvaloriza a experiência técnica e trata obras de alto risco como linha de custo a ser comprimida em planilha.
No fim, o saldo da privatização é este: lucros privatizados, risco socializado e tragédias anunciadas como as que vimos no Jaguaré.
A maior responsabilidade é de quem inconsequentemente votou em alguém suspeito de fraudar , logo de cara , o próprio domicílio eleitoral…
Um bem feito !
LIBERTE-SE DO PASSADO E DOS LIVROS – A Incoerência de Boteco – Espinosa, Krishnamurti e Lemmy no Mesmo Balcão de Puteiro Resposta

Aos vinte anos, quando nasci em Gotham City , joguei um livro de Krishnamurti no chão.
Ele tinha acabado de me dizer:
“Não acredite em nada que alguém lhe diz, eu inclusive.”
Pensei: “Pra que continuar lendo então?”
Junto a “bíblia” …
O repositório da escravidão intelectual …
O reservatório de todos que nos escravizam!
Quarenta e cinco anos depois, entendo que aquele gesto — metade rebeldia, metade sacação filosófica — foi mais “krishnamurtiano” do que terminar o livro reverentemente numa estante de autoajuda.
Naquela época virei macrobiótico, bebia chá verde – melhor seria fumar um verde – , e provavelmente acreditava que carne vermelha atrapalhava a iluminação.
Meu tempo intempestivo de Love Devotion Surrender do Carlos Santana & John McLaughlin…
Puta música chata do caralho” …( O Titio Artrite faria melhor ! )
Época que durou poucos meses!
Desde sempre prefiro churrasco, uísque, e conversas de boteco – ou de bocas – que só fazem sentido depois da terceira ou quarta dose.
Alguns diriam que regredi.
Eu digo que finalmente entendi Espinosa.
O filósofo judeu português- holandês — excomungado por judeus, odiado por cristãos, e incompreendido por quase todo mundo — tinha uma ideia simples e perigosa: a virtude não está em negar a natureza humana, mas em compreendê-la.
O Judeu que depois de Jesus faz diferença para a humanidade…
Os demais , que me desculpem!
Não os considero judeus!
Sem perder o foco , eu sempre perco , não existe pecado cósmico em gostar de cerveja, mulheres ou guitarra distorcida.
E sem machismo , existo pela minha mãe e pelas mulheres que gostaram de mim e me protegeram até hoje!
No assunto , problema é viver mecanicamente, repetindo padrões por medo, culpa ou obediência cega a algum guru (religioso, político ou nutricional).
Krishnamurti dizia exatamente isso, só que com vocabulário oriental.
Ele passava horas explicando que deveríamos nos libertar do passado ; não no sentido de perder a memória como um personagem de novela, mas de parar de viver prisioneiro das experiências acumuladas.
O “eu” que você acha que é só uma construção mental.
Você ( nós ) não precisa carregar esse personagem pela vida inteira como quem arrasta um cadáver.
Aí entra Lemmy Kilmister, baixista do Motörhead, bebedor profissional de Jack Daniels, e filósofo acidental do rock’n’roll.
Lemmy tinha uma regra simples: “I don’t do regrets.”
Ele não perdia tempo remoendo o passado nem planejando futuros utópicos.
Tocava alto, bebia pesado, transava quando dava – mentia muito – e morreu fazendo exatamente o que gostava ; sem culpa, sem desculpas, sem teatro existencial.
Salvo o Jacomi mais de mil …risos
Espinosa chamaria isso de viver segundo a própria natureza.
Krishnamurti diria que é liberdade do condicionamento psicológico.
Lemmy só ligava o amplificador no 11 e tocava “Ace of Spades”.
Letra meio esquisita tipo British Steel …
Melhor deixar pra lá , já que hoje é crime falar sobre tais coisas …
Tipo criticar no Brasil o tal sionismo…
Afinal , que porra é essa de sionismo à brasileira?
A filosofia do boteco
Eu digo , tem algo profundamente filosófico nas conversas de boteco às três da manhã.
Ali, longe da pose acadêmica e da solenidade dos seminários, as pessoas falam o que realmente pensam.
Não há plateia para impressionar, nem currículo Lattes para engordar. Só gente bêbada o suficiente para ser honesta e sóbria o suficiente para ainda articular ideias.
Depois das cinco da manhã …Só merda!
Espinosa dizia que o conhecimento verdadeiro vem da razão livre, não da autoridade. Krishnamurti insistia que a verdade não pode ser encontrada em livros, mas na investigação direta da própria mente.
E Lemmy?
Lemmy simplesmente vivia sem pedir permissão a nenhum manual de conduta.
Eu aprendi a rejeitar dogmas — todos, sem exceção — salvo aqueles que consigo fundamentar racionalmente: direitos naturais, como a vida , a liberdade individual, dignidade humana em todos os aspectos .
O resto é teatro social. Moral de rebanho.
Gente, repetindo o que ouviu de alguém que ouviu de outro alguém que leu num livro escrito por quem nunca viveu o que pregava.
Absurdamente , convivi com doutores que negam a existência de um direito vindo na natureza humana …
Eles preferem afirmar que são meros instintos e que o direito é simples norma imposta pelo Estado …
Pode ser!
Tanto que não me sinto obrigado a cumprir e respeitar uma grande parte dessas normas de conduta …
E com jeitinho a gente aprende a burlar para o bem ou para o mal…
Até a suposta leis de Deus!
O paradoxo da memória
Claro, tem o paradoxo: como me libertar do passado se ainda lembro dos livros que li? Krishnamurti distinguia entre memória funcional (lembrar onde você mora, como dirigir) e memória psicológica (aquela que transforma experiências em identidade fixa, mágoa permanente, script que você repete automaticamente).
Eu lembro que tentei ser macrobiótico idiotia .
Orientalista…
Um VEGAN0, como se autodeclaram atualmente…
Mas não sou – nunca fui – aquilo.
Lembro que joguei o livro de Krishnamurti no chão.
Mas não vivo definido por aquele gesto.
A memória existe, mas não me controla como um arquivo que você consulta quando necessário…
Não como uma prisão onde você mora.
Espinosa diria que isso é liberdade: compreender as causas que te determinam sem ser escravo delas. Quanto mais você entende por que age de certa forma, menos age por puro automatismo.
Gosto de cerveja, churrasco e rock pesado (contra o moralismo teísta e o vegano-macrobiótico).
Mas , ainda, me mantenho o apaixonado por Espinosa, por teoria do delito e debates filosóficos (contra o Anti-intelectualismo rasteiro).
Curto Motörhead e garotas ( delas apenas lembro ) , alguma leitura sem método ou falsa pretensão erudita…
Nunca soube escrever análises profundas sobre nada …
Apenas sobre mim mesmo!
Escrevo , talvez bem , contra a boçalidade de detergente!
Não vejo contradição nisso.
Espinosa foi perseguido justamente por dizer que a virtude não está em negar a natureza, mas em vivê-la racionalmente.
Krishnamurti foi marginalizado por dizer que a verdade não vem de autoridades externas, mas da percepção direta.
E Lemmy?
Lemmy foi Lemmy ; e isso, filosoficamente, é impecável.
Conclusão (que não é conclusão)
Se Espinosa, Krishnamurti e Lemmy estivessem no mesmo boteco às três da manhã, aposto que concordariam numa coisa: viva autenticamente, sem imitar modelos externos.
Questione tudo (inclusive a si mesmo).
Não carregue o passado como fardo.
E, pelo amor de Deus (ou da Natureza, ou do Nada), não seja chato.
Cuidado com os “dogmas dos pais” …
Eu joguei o livro no chão.
Parei de beber chá.
Voltei a comer carne.
E nunca estive tão filosoficamente coerente.
Porque coerência não é repetir o que você disse ontem.
É ter coragem de mudar quando a vida — e não algum “Livro” ou Sacerdote — te mostra que é hora.
A Juíza de Direito Estuprada e Abortada em Mogi das Cruzes Resposta
“In Vitro, In utero”…Rape Me ( ou Aborte-me )
“Não, ela não foi lá para interromper uma gestação. Foi lá para ‘congelar’ o futuro. Ainda assim, foi abortado: o projeto de vida que a sustentou foi interrompido por um sistema que vende esperança em protocolo e chama tudo de ‘risco aceito’.”
Ela veio de longe. Do Rio Grande do Sul a Mogi das Cruzes, quase sete horas, um salto na rotina de juíza, na lógica de um corpo que, em teoria, já estava no controle: juíza, jovem, forte, dona de um futuro brilhante administrando sistemas , protocolos , prazos e sentenças estéreis .
Sim , sentenças sem vida , sem criação e sem comprometimento com o resultado para as partes.
Mas, quando se trata de útero, a verdadeira mãe criadora , a “natureza” de deus , o Estado apenas assiste.
O mercado, sim, decide o que fazer com ele.
Ela não foi lá para desmanchar um filho, mas para “congelar” o tempo.
In vitro, no útero, no futuro.
Quem orienta uma mulher de 34 anos a atravessar o país para doar seu sangue, sua dor e sua anatomia em troca de um diferimento da procriação !
Diferir , ou seja , adiar por conta própria sem o deferimento da natureza …
Ou sem o consentimento de Deus , como alguns dirão!
Uma clínica que promete “segurança”, um médico que calcula taxas de sucesso, um sistema que vende esperança como se fosse um plano de saúde para o útero.
Ela entrou sedada, como se fosse um obséquio voluntário ao próprio corpo: “vou preservar minha fertilidade”.
Não entrei lá – ela diria numa petição – para correr risco de vida, mas para cumprir uma sentença que me foi emitida por uma sociedade que sussurra que, depois dos 35, tudo desmorona.
A clínica virou um tribunal de tubos de ensaio, onde a carne é ré, mas o processo é pago e “legítimo”.
O que se chama de “complicação rara” para a estatística foi , para ela, morte.
Qual o quê!
A promessa de um óvulo preservado em nitrogênio líquido não compensa as artérias uterinas rompidas, o sangue que não para o corpo que se nega a obedecer à ordem de “futuro seguro”. In vitro virou, de fato, em valor: um corpo virou gelo antes das cinzas , um desfecho virou manchete.
Uma juíza morreu buscando assegurar a maternidade !
Quem lucra com isso?
A indústria que vende a possibilidade de atrasar o relógio biológico, que transforma a ansiedade da gravidez em pacote de tratamento, que faz com que as mulheres como ela sintam que, se não congelarem agora, serão “falhas” amanhã.
Um crime!
Não é um crime de um profissional isolado, é um crime de um modelo que vende sonhos muito , estimulados por protocolos de falsa medicina , consentimentos em papel, procedimentos em clínicas “obscuras” …
E depois a tudo isso se chama de “risco aceito”.
Não é preciso suspeitar que ela tenha ido lá para abortar para entender que foi violada.
A violência não é apenas um instrumento, é o sistema inteiro que a convenceu de que o corpo dela era matéria‑prima para um projeto de futuro que não lhe pertence de verdade.
A clínica, o marketing, o discurso de “autonomia”, o silêncio sobre mortes raras demais para preocupar as igrejas , os políticos conservadores e todos que faturam bilhões .
Isso é o que merece o nome sujo de aborto institucional.
Rape Me, nesse caso, não é um grito de compaixão à violência sexual, mas um espelho de como uma mulher, em nome de um futuro prometido, foi autorizado a entregar seu corpo a um procedimento que, ao mínimo, está cheio de arrogância “científica“!
E a sociedade, mais uma vez, olha para o cadáver e diz: “mas ela quis, ela assinou , ela pagou”.
Ela quis, sim, continuar viva. Quis ter tempo. Quis escolher em que útero, com quem, quando, sob quais condições, um filho surgiria.
Mas a máquina que vende essa escolha não se submete a ela, submete ela a si.
E aí , o título gritante, duro e sem concessão:
In Vitro,
In Utero…
Rape Me…In Paz!
Ao corpo, mas nunca à indústria que se autoriza, em nome da ciência e da autonomia, a levar as mulheres ao limite entre o projeto de vida e o fim prematuro.
–
Advertência : o texto é uma crônica manifesto, em duas vozes , sem densidade teórica e na tonalidade peculiar do Flit .
O que se tenta fazer aqui é colocar a morte da juíza no centro de um processo maior : o corpo feminino como fronteira entre natureza, tecnologia e mercado, onde o “Rape Me” é um berro de dor.
Trilha sonora: Nirvana
Alcolumbre, o Judas terrivelmente ladino do Messias 19

Davi Alcolumbre não se comportou como “Rei Davi” que protege o ungido, mas como o Judas profissional da política da pátria que o pariu , que calcula o valor de cada punhalada antes de cravá‑la.
No balcão de negócios do Senado, ele converteu a indicação de Jorge Messias ao STF em peça de leilão, erguida e rebaixada conforme o humor dos compradores habituais: governo fraco, centrão voraz, oposição cínica.
A derrota de Messias não caiu do céu , ou seja , não foi justiça divina como afirmou a ex primeira-dama e eterna falsa moralista.
Uma crente de fogo estranho, mais íntima do caixa do que do Evangelho.
A “humilhação histórica” foi preparada em prestações, nos adiamentos, nos recados cifrados à imprensa, nas portas fechadas – com até tu , Alexandre? – finalizando o momento do espetáculo em plenário, quando Alcolumbre pôde entregar o corpo político do indicado como troféu a quem quisesse ver sangue institucional.
Quem sangra é o Brasil assaltado por bandidos eleitos por otários e por outros judas!
O governo Lula, nesse teatro, aparece como apóstolo atrapalhado, incapaz de montar maioria mínima, enquanto Alcolumbre posa de guardião da liturgia, ao mesmo tempo em que negocia nos bastidores a cotação do “Messias” no câmbio paralelo das traições de Brasília.
As “30 moedas” aqui – mensurada em bitcoins – não têm brilho metálico, mas cheiro de poder: controle da pauta, capacidade de chantagear o Planalto, blindagens seletivas ( Master ) vinganças antigas travestidas de prudência republicana.
O preço da traição, como sempre, é pago por fora: a República aceita que a escolha de um ministro do STF vire mercadoria miúda num mercado de canalhas recorrentes; e o Senado se habitua ao papel de casa de leilões, onde cada Judas encontra seu Messias de ocasião.
O Brasil é o templo salomônico de maldades das pessoas horrorosas que se dizem crentes …
Do dinheiro e do nosso sacrifício !
Tal espetáculo é a prova viva de que Deus – por aqui – não governa “porra nenhuma”…
Se governa : escolheu os pilantras como seus filhos favoritos!
Advertência : As referências a “Judas”, “Messias”, “crentes” e demais imagens de natureza bíblica neste texto são metáforas político literárias. Não se trata, em hipótese alguma, de ofensa ou incitação ao ódio contra judeus, cristãos ou qualquer pessoa que cultive religiosidade sincera, nem contra aqueles que pautam sua vida por princípios universais de ética, honestidade e probidade. A crítica aqui dirige-se exclusivamente a agentes públicos e políticos concretos, bem como à utilização oportunista do discurso religioso como instrumento de poder e manipulação.
Mais uma contradição escancarada …A nomeação da Coronela com a sua Cabine Lilás é só mais uma farsa eleitoral 5

Em 18 de fevereiro de 2026, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto assassinou a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana , de 32 anos, com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal no Brás, Centro de São Paulo.
Para piorar: ele manipulou a cena do crime, posicionando a arma na mão da vítima para simular suicídio .
Criminoso covarde!
Laudos periciais e o inquérito da Polícia Civil desmontaram a farsa.
Enquanto a Justiça Militar – distorcendo a lei – brigava pelo monopólio de julgar o homicida como autor de crime militar.
O MP denunciou por feminicídio e fraude processual , descrevendo o relacionamento como “tóxico, autoritário e possessivo” , com o oficial defendendo que uma mulher deveria ser submissa.
O corporativismo mafioso é a cereja do bolo: a PM – a toque de caixa – o aposentou com salário integral ; mesmo estando o criminoso preso preventivamente.
Ah, para preservar a sua subsistência e de familiares !
Que se fodam por culpa exclusiva dele!
Por sua vez, em 3 de abril de 2026, a soldada Yasmin Cursino Ferreira , de 21 anos, matou Thawanna da Silva Salmázio , de 31 anos, durante abordagem em Cidade Tiradentes, zona leste de SP.
A justificativa mentirosa : um tapa no rosto.
A câmera corporal capturou outro PM questionando Yasmin imediatamente após o disparo: “Você atirou? Você atirou nela? Por quê, caralho ?” .
Mas , posteriormente , mentiu para proteger a colega!
Thawanna agonizou por cerca de 40 minutos antes de receber socorro.
Absurdamente , essa mesma PM-SP, que produz abuso mortal , sexual e feminicídio dentro de seus próprios quadros e durante abordagens rotineiras – aqui em sentido amplo – se apresenta ao público como protetora das mulheres vítimas de violência doméstica.
Ora, essa Cabine Lilás é cosmética; é só mais uma criatividade de marketing eleitoral.
O professor Alcadipani da FGV reconheceu que a nova comandante enfrentará resistências internas e terá que mudar a cultura da corporação.
Mas a cultura não se muda nomeando – providencialmente – uma mulher para o cargo mais elevado do órgão ou com a linha telefônica lilás .
Muda-se com reforma total e eficaz dos métodos rigorosos de seleção e de formação ; sem privilégios de casta.
Enquanto isso não acontecer, a nova comandante geral não passará de uma figura exótica e passageira com direitos a aposentadoria – daqui a poucos meses – privilegiada !
PAPAGAIO COME MILHO, O CABO LEVA A FAMA…Ou: como a PM vende operações do MP, paga de vítima e ainda quer Ciclo Completo de investigação 12
A culpa é sempre do Cabo !
O que aconteceu — para quem não acompanhou

Em 6 de outubro de 2021, o promotor Lincoln Gakiya titular do Gaeco, se reuniu no quartel da Rota com um informante, um policial penal e policiais militares.
Tudo muito nebuloso!
Promotor e policiais com atribuições por todo o estado . Uma verdadeira suruba !
O objetivo era planejar operação contra o PCC.
O resultado foi outro: a gravação daquela reunião sigilosa chegou às mãos da facção por R$ 5 milhões.
Policiais militares da Rota — a pretensa tropa de elite da PM paulista — são investigados por ter vendido o áudio.
O coronel comandante da época foi avisado ainda em 2021 pelo próprio Gakyia sobre os vazamentos e sobre PMs fazendo bico para empresas ligadas ao PCC.
Nada foi feito.
O primeiro inquérito só foi aberto em outubro de 2024 — três anos depois — e foi arquivado.
Um novo IPM foi instaurado em 2026. Quase cinco anos após os fatos.
Nesse intervalo: operações frustradas, alvos protegidos, e pelo menos um delator executado por policiais militares no aeroporto de Guarulhos.
Enquanto isso, o MP de São Paulo, traumatizado com os vazamentos, decidiu dispensar os serviços da Polícia Civil para determinadas investigações.
Alegou falta de confiança. É aí que a história fica interessante.
Eis que o Ministério Público de São Paulo, num gesto de rara lucidez, resolveu dispensar os serviços da Polícia Civil.
Motivo?
“Não é de confiança”.
Justo.
A Polícia Civil, essa instituição que prende quem mora em favela porque é mais fácil do que investigar quem mora em condomínio, que forja flagrante com a desenvoltura de quem assina nota de rodapé, que mata e depois preenche boletim com a mesma desculpa que Israel usa no Líbano — “estava em posição de ameaça existencial ” — e entrega ao plantão como se fosse relatório de produtividade.
Realmente não inspira confiança para trabalhar com o Ministério Público.
Mas aí você pergunta: e a Polícia Militar, essa sim é confiável?
Claro que é!
Afinal, a PM , especialmente a Rota , é a reserva moral do Estado , destinada aos heróis , a nata , os águias : jamais venderia informações sigilosas do MP para o PCC, não é mesmo?
Ah, peraí…
Penso que nem “suicidaria” a própria esposa e , logo após , ainda em vez de socorro médico pedir socorro jurídico de um Desembargador , né?
Pois é, leitor.
Enquanto o MP faz cara feia para os policiais civis, os próprios PMs da Rota estavam vendendo gravação de reunião do Gaeco por R$ 5 milhões.
Isso mesmo: o sigilo das operações estava à venda, e o boleto era pago pelo Primeiro Comando da Capital.
Promotor perdeu o fôlego? Perdeu.
Mas o pior não é o crime.
O pior é a ginástica moral que vem depois.
Num Estado sério, reunião de planejamento operacional não é roda de samba onde todo mundo senta junto.
Agente de inteligência não aperta a mão do promotor.
Informante não sabe quem é o executor.
A separação não é burocracia: é o que impede que um único Judas venda toda a operação por 5 milhões.
Quando o promotor Gakyia presidiu aquela reunião misturada, ele involuntariamente criou um único ponto de vazamento com preço de tabela.
O erro não é de caráter : é de imperícia e de protocolo.
E protocolos existem para proteger exatamente quem os viola por excesso de confiança.
Ora, acreditar no “princípio da confiança” é pedir para ser traído!
Ainda mais tratando-se de polícia!
E quando a merda bate no ventilador, quem vai levar a culpa?
O papagaio come milho, mas o periquito é que leva a fama.
Deixa eu traduzir: os PMs vazam, ganham dinheiro, protegem bandido grande, e no final a culpa cai na “falta de estrutura”, ou no “sistema” ou no “coitado do coronel que não sabia de nada”.
Ah, o coronel sabia sim. Foi avisado em 2021. Dormiu no ponto.
Ou – quem vai saber – no colchão de notas.
E só progrediu de lá para cá!
Quando o suspeito investiga o roubo, não é investigação : é encenação.
E quando a própria PM conduz o IPM sobre o vazamento que partiu da PM, o resultado já está escrito antes da primeira oitiva.
No caso , a culpa é do Cabo, porra!
Mas há uma pergunta que ninguém quer fazer em voz alta, mas que este bloguinho tem plena legitimidade para fazer: o áudio vazado era de uma reunião que o próprio MP organizou. Os PMs são investigados, sim.
Mas o informante presente na sala , quem era? De quem dependia? A quem respondia?
Era uma operação decorrente de uma investigação formal ou uma conspiração ?
Mas aí a gente chega no ponto central dessa crônica bombástica: o fetiche.
Porque a Polícia Militar de São Paulo tem um fetiche inconfessável ; e não apenas por estrelas ou por caveirinhas no ombro.
É o fetiche por investigação. Eles querem investigar.
Eles babam para fazer operação “planejada”, disfarçada, com escuta, com informante, com tudo o que é atribuição constitucionalmente da Polícia Civil.
Os PMs querem ser detetives só que sem largar a farda, a viatura e o hábito de atirar primeiro e perguntar “de quem é a queixa” depois.
E qual é o resultado desse fetiche?
Esse mesmo: vazamento de dados, corrupção generalizada, e uma blindagem mútua que faria qualquer outra corporação corar de vergonha.
Porque na PM, o camarada vende informação para o PCC e ainda é tratado como herói.
No dia que a casa cai, aposentam ele com honras de “vítima do sistema”.
O coronel sabia desde 2021. Foi avisado nominalmente, pelo promotor titular, sobre vazamentos e sobre PMs fazendo bico para o PCC. Sua resposta foi silêncio administrativo. Sua recompensa foi aposentadoria com bônus de Comandante; aqueles 20% extras pelo exercício do posto máximo na PM , privilégio que o estatuto militar garante e que nenhum servidor civil jamais veria.
No Brasil civil, isso se chama improbidade e inconstitucionalidade .
Na farda, chama-se carreira encerrada com honras.
E aí o MP, coitado, depois de tanto levar chifre da Rota, resolve cortar a Polícia Civil que, convenhamos, nem é tão confiável assim, mas pelo menos não tem histórico comprovado de vender gravação para facção.
Cinco anos.
Em cinco anos, uma criança aprende a ler, escrever e descobrir que o herói da historinha nem sempre é o moço de farda.
Em cinco anos, nenhum inquérito avançou. O áudio circulou, as operações falharam, o delator foi para o caixão e a PM abriu IPM.
Em 2026. Para investigar 2021.
A justiça não é lenta: ela foi represada. A pergunta não é retórica , é cirúrgica: quem tinha interesse em que essa investigação não avançasse por cinco anos?
No fim, o papagaio está de papo cheio.
O periquito – que no caso é o delegado , o escrivão, o investigador que nunca viu um milho na vida – responder – depois de acusado pelo Ministério Público – por prevaricação e improbidade administrativa porque perdeu um prazo de inquérito sem autor conhecido .
E a Rota?
A Rota continua rodando, vendendo informação, plantando droga, matando , colhendo bônus e dormindo o sono do impune, porque a fama de corrupto , essa, sempre sobra para o outro.
Ah, São Paulo.
Terra da corrupção premiada e do “cada um no seu quadrado” ; salvo quando o quadrado vale bom preço.
Fontes para contextualização: reportagens de Josmar Jozino, jornalista especializado em segurança pública e crime organizado, com décadas de cobertura das entranhas da PM paulista e do PCC.,… –
O judeu que mudou o mundo : Jesus 9
Delegado de Polícia e o fetiche do indiciamento – Alessandro Vieira prova que quase todo delegado é um anão jurídico invejoso das carreiras do Direito 12

Como um relatório frágil expõe o complexo de inferioridade da cultura policial
Por Roberto Conde Guerra
Desde 2019, o senador sergipano e delegado de polícia Alessandro Vieira se apresenta como uma espécie de Delegado Corregedor do Supremo Tribunal Federal.
Veste a fantasia de guardião da Constituição, distribui lições de “moral jurídicas” e posa de fiscal das mais altas autoridades judiciárias da República.
Nada obstante apresentar-se como moderado – e independente – atua com o mesmo método e a mesma retórica do bolsonarismo.
Hoje, com o relatório final da CPI do Crime Organizado, ele apenas comprovou algo que muitos operadores do Direito sempre souberam, mas poucos têm coragem de escrever.
Ele prova que faz parte de um segmento da cultura policial arbitrária que emprega o “indiciamento” como instrumento de condenação unilateral que há seculos penaliza sem culpa milhões de brasileiros hipossuficientes .
Além de – pelas próprias palavras – mostrar que , além de invejoso das carreiras jurídicas de Estado, é um anão jurídico.
Em 2019, ainda em início de mandato, Vieira inaugurou seu personagem com o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, acusando-os de crime de responsabilidade pelo inquérito das fake news.
Na análise técnica dele , alegando sem demonstrar , o STF teria , então , usurpado funções do Ministério Público …
Interessante, um delegado defensor do MP…
Quando conveniente, não é?
Desde então, passou a atuar como se fosse um corregedor do STF: cada movimento da Corte virava pretexto para entrevista indignada, notinha em rede social, projeto performático ou ameaça de representação.
A moldura era sempre a mesma: o delegado convertido em senador que, sozinho, teria coragem de enfrentar a “casta” do Judiciário.
Faltava combinar com a técnica e, sobretudo, com a prova.
Chegamos, então, à CPI do Crime Organizado.
Instalada para mapear facções, milícias, lavagem de dinheiro, infiltração no Estado e o caos prisional, a comissão oferecia ao relator uma chance rara: produzir um diagnóstico sério sobre a engrenagem do crime organizado no Brasil.
Em vez disso, o que se vê no desfecho é um desvio de objetivo deliberado: a CPI termina mirando mais o STF e a PGR do que o PCC, o CV ou as dezenas de facções mapeadas pelos órgãos de segurança.
E as Polícias Civis , seriam o quê ?
Ah, meramente corruptas!
Não se confunda corrupção institucionalizada – como talvez seja o nosso Congresso – com organização criminosa …
Né?
O próprio Vieira confessou a manobra.
Em suas declarações, admite que não tinha fundamento probatório para imputar crimes comuns – corrupção, lavagem, organização criminosa – a quem quer que fosse na cúpula dos poderes.
Faltaram, segundo ele, “quebras de sigilo mais robustas”, acesso pleno a dados e oitivas que foram esvaziadas por decisões judiciais.
Em outras palavras: a prova não chegou aonde ele queria.
E já que não tem tu…
Vai em tu assim mesmo!
Diante disso, em vez de reconhecer o limite do Direito, decidiu contorná-lo pela política.
Optou por concentrar o relatório em “crimes de responsabilidade” imputados a ministros do STF e ao procurador-geral da República, justamente porque esse tipo de acusação pode ser processada diretamente pelo Senado, escapando do filtro jurídico das instituições que o contrariaram.
É aqui que o anão jurídico aparece em tamanho natural.
O relator admite que não tem prova de crime comum, mas, em vez de recuar, recalibra a mira para encaixar os desafetos em infrações político-administrativas.
Algo que conhecemos bem: “procedimento irregular de natureza grave”, ou seja , qualquer coisa abstrata segundo o julgamento moral do acusador.
A CPI que nasceu para enfrentar o crime organizado termina como instrumento de revanche política e institucional.
Vieira não segue a prova: ele adapta a tese à conveniência do alvo.
Não é o Direito que conduz o relatório; é o ressentimento, a perversidade e a vontade de demonstrar poder .
É o velho fetiche do indiciamento: lança‑se a rede, inverte‑se o ônus da prova e se deixa o acusado sangrar em praça pública.
Certamente , aprendeu na Polícia Civil a levantar suspeitas e acusações em forma de “tarrafa” : coisa típica nas corregedorias policiais.
E inverter o ônus da prova !
Mas esqueceu que o outro lado é muito poderoso ; não se trata de um pobre coitado subordinado .
Na delegacia, o indiciado é vulnerável; aqui, o alvo são atores com poder real de reação (STF/PGR), o que torna o gesto politicamente temerário e juridicamente frágil.
E o enredo dele é obscuro !
As decisões do STF que limitaram quebras de sigilo, converteram convocações em convites e garantiram direitos básicos a investigados são apresentadas como “obstáculos” à CPI.
Em vez de aceitá-las como controle de legalidade sobre excessos investigatórios – algo que qualquer jurista minimamente sério compreende – ele as transforma em justificativa para mirar os próprios ministros, agora sob o rótulo de “crimes de responsabilidade”.
A mensagem subliminar é simples: se não me deixam investigar como eu quero, eu os acuso .
A toga vira inimigo, e o relatório vira libelo acusatório mais poderoso do que denúncia do Ministério Público.
Do ponto de vista jurídico, o resultado é pífio.
O texto faz barulho, produz manchete, alimenta os convertidos, mas nasce com baixíssima efetividade.
Mesmo que a comissão do Senado aprove o relatório, a maior probabilidade é que o custo político recaia sobre o senador delegado e seus pares oportunistas…
Muito pior: e contra todos os delegados de polícia do Brasil!
É o típico artefato para consumo político imediato, sem densidade técnico-jurídica capaz de se sustentar diante de um escrutínio sério.
A CPI prometia radiografar as facções; entrega um panfleto contra ministros.
E é nesse ponto que se confirma o diagnóstico incômodo: o comportamento de Vieira expõe, com nitidez, um traço recorrente de parte da cultura policial : a inveja crônica das carreiras do Direito, travestida de cruzada moralista.
Delegado – Juiz ou promotor – que se encanta com o palanque, confunde instauração de inquérito ou processo com ato de soberania e acredita que o controle judicial de seus atos é perseguição pessoal, cedo ou tarde escorrega para esse papel: o do “grande jurista” que cita Constituição em fala de corredor, mas erra na base mais elementar da técnica , que é a relação honesta entre prova, tipicidade e consequência.
Apurações , inquéritos, CPIs , não estão compromissadas com resultado , com defesa, com acusação …O compromisso é com a demonstração ou não demonstração!
E nesse sentido o relatório é um monstrengo!
O que ele provou, com seu relatório, é que quase todo delegado sofre do mesmo complexo que diz combater : acha que “inqueritar” é sentenciar, que suspeitar é provar e que o controle externo é obstrução ou perseguição ao inquisidor .
Ao transformar uma CPI de segurança pública em palco de ajuste de contas com o maior órgão Judiciário, o senador não apenas trai o objeto da comissão como destrói a própria narrativa que o fez crescer na política.
O homem que dizia combater abusos de autoridade , repita-se , termina praticando exatamente aquilo que denuncia: o uso de instrumentos de Estado para perseguir quem o contrariou.
O delegado que se dizia maior do que os “corporativismos” jurídicos revela, no fim, que sua verdadeira ambição sempre foi outra: disputar, no grito, o protagonismo das carreiras para as quais nunca teve vocação.
Diga-se, nem qualificação!
Mas , desde já, se apresenta como futuro candidato a uma das vagas no STF.
No fim das contas, o relatório da CPI do Crime Organizado não derruba ministros, não desarticula facções, não reforma o sistema prisional.
O que ele faz, com surpreendente eficiência, é revelar o tamanho real do seu autor.
Ao tentar humilhar ministros de tribunais superiores, Alessandro Vieira apenas se exibiu como aquilo que há anos muitos já descrevem em privado: mais um delegado que, invejoso das carreiras jurídicas de Estado, insiste em posar de grande jurista – e termina, diante de qualquer leitura séria – como um anão jurídico.
