A culpa é toda do engenheiro privatizador – Capitão Tarcísio Bom Fim! Resposta



A explosão causada

no Jaguaré foi consequência direta de uma obra da Sabesp que perfurou uma tubulação de gás da Comgás, caso típico em que falhas técnicas e de supervisão matam pessoas e destroem casas no contexto de uma empresa recém‑privatizada, pressionada por custo e prazo.

O episódio ocorreu na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, na tarde de 11 de maio, por volta de 16h10. Uma equipe da Sabesp executava obra de remanejamento de tubulação de água quando atingiu uma rede de gás encanado da Comgás, provocando vazamento e, em seguida, uma explosão que atingiu dezenas de imóveis.

O saldo imediato foi trágico: um homem de 45 anos morto, outras pessoas feridas, inclusive em estado grave, e dezenas de casas e comércios interditados pela Defesa Civil, deixando mais de uma centena de moradores subitamente sem teto, bens e segurança.

A própria Sabesp, em nota oficial, admitiu que suas equipes perfuraram a tubulação de gás momentos antes da explosão, alegando que paralisa a obra e aciona a concessionária de gás assim que identifica o dano. Sabesp e Comgás anunciaram o pagamento de um valor emergencial por família, hospedagem em hotéis para os desalojados, promessa de ressarcimento de prejuízos materiais e oferta de assistência social e psicológica.

O governo do Estado, por sua vez, declarou que haverá apuração das responsabilidades, inclusive criminais e administrativas, e garantiu que os danos patrimoniais serão indenizados.

O quadro fático, porém, aponta para algo bem mais grave do que um “acidente” inevitável.

Havia rede de gás mapeada na região, e, ainda assim, a perfuração atingiu o duto em uma área densamente habitada.

Em termos técnicos, isso é compatível com, no mínimo, imperícia e negligência na execução e na supervisão da obra, o que remete à responsabilidade de engenheiros, responsáveis técnicos, supervisores e de toda a cadeia de comando que aprovou projeto, sondagens, plano de risco e procedimentos de interface com a rede de gás.

Não se trata de um episódio isolado: já houve outros casos em São Paulo de obras da Sabesp – muitas vezes realizadas por terceirizadas – perfurando dutos da Comgás e provocando vazamentos, incêndios, evacuações e condenações judiciais para indenizar famílias.

À luz da responsabilidade civil, estamos diante de uma típica atividade de risco, em que o prestador de serviço público responde objetivamente pelos danos causados, independentemente de culpa.

Isso abre caminho para ações civis públicas, ações individuais por danos materiais e morais e, em tese, também para imputações criminais por culpa grave, além de responsabilização administrativa.

A discussão jurídica não pode ignorar o contexto político‑econômico em que tudo isso acontece: uma Sabesp recentemente privatizada, expandindo obras e contratos em ritmo acelerado, submetida a metas de redução de custos e aumento de rentabilidade, com denúncia de enxugamento de quadros próprios e dependência crescente de terceirizações.

Entidades de trabalhadores já vinham alertando que a combinação de terceirização intensa, cronogramas apertados e redução de pessoal experiente eleva a probabilidade de falhas de projeto, de sondagem prévia e de supervisão de campo. É exatamente esse tipo de cadeia de erros que resulta em perfurar um duto de gás em meio a uma comunidade popular, com casas coladas umas às outras.

A explosão no Jaguaré evidencia, de forma brutal, o que significa aplicar a lógica da “eficiência financeira” a serviços de altíssimo risco técnico em áreas urbanas: o risco é empurrado para a população mais vulnerável, que não participou das decisões de privatização, não se beneficia dos lucros e, no entanto, paga com a própria vida, com a perda da moradia e com o trauma.

Sob o ponto de vista político, o caso desmonta a retórica de que privatizar é sinônimo de modernizar e tornar mais eficiente.

O que se vê, na prática, é a externalização de riscos e custos sociais: enquanto a empresa privada persegue dividendos, moradores do Jaguaré se organizam para tentar reconstruir suas vidas com um auxílio emergencial irrisório e promessas de indenização futura.

A explosão causada por operários da Sabesp que perfuraram tubulação de gás por imperícia e negligência de supervisão não é um ponto fora da curva, mas um sintoma de um modelo que precariza serviços, desvaloriza a experiência técnica e trata obras de alto risco como linha de custo a ser comprimida em planilha.

No fim, o saldo da privatização é este: lucros privatizados, risco socializado e tragédias anunciadas como as que vimos no Jaguaré.

A maior responsabilidade é de quem inconsequentemente votou em alguém suspeito de fraudar , logo de cara ,   o próprio domicílio eleitoral…

Um bem feito !

LIBERTE-SE DO PASSADO E DOS LIVROS – A Incoerência de Boteco – Espinosa, Krishnamurti e Lemmy no Mesmo Balcão de Puteiro Resposta

Aos vinte anos, quando nasci em Gotham City , joguei um livro de Krishnamurti no chão.

Ele tinha acabado de me dizer:

“Não acredite em nada que alguém lhe diz, eu inclusive.”

Pensei: “Pra que continuar lendo então?”

Junto a “bíblia” …

O repositório da escravidão intelectual …

O reservatório de todos que nos escravizam!

Quarenta e cinco anos depois, entendo que aquele gesto — metade rebeldia, metade sacação filosófica — foi mais “krishnamurtiano” do  que terminar o livro reverentemente numa estante de autoajuda.

Naquela época virei  macrobiótico, bebia chá verde – melhor seria fumar um verde – , e provavelmente acreditava que carne vermelha atrapalhava a iluminação.

Meu tempo intempestivo de Love Devotion Surrender do Carlos Santana & John McLaughlin…

Puta música chata do caralho” …( O Titio Artrite faria melhor ! )

Época que durou poucos meses!

Desde sempre  prefiro churrasco, uísque, e conversas de boteco – ou de bocas – que só fazem sentido depois da terceira ou quarta  dose.

Alguns diriam que regredi.

Eu digo que finalmente entendi Espinosa.

O filósofo  judeu português- holandês — excomungado por judeus, odiado por cristãos, e incompreendido por quase todo mundo — tinha uma ideia simples e perigosa: a virtude não está em negar a natureza humana, mas em compreendê-la.

O Judeu que depois de Jesus faz diferença para a humanidade…

Os demais , que me desculpem!

Não os considero judeus!  

Sem perder o foco , eu sempre perco , não existe pecado cósmico em gostar de cerveja, mulheres ou guitarra distorcida.

E sem machismo , existo pela minha mãe e pelas mulheres que gostaram de mim e me protegeram até hoje!   

No assunto ,  problema é viver mecanicamente, repetindo padrões por medo, culpa ou obediência cega a algum guru (religioso, político ou nutricional).

Krishnamurti dizia exatamente isso, só que com vocabulário oriental.

Ele passava horas explicando que deveríamos nos libertar do passado ;  não no sentido de perder a memória como um personagem de novela, mas de parar de viver prisioneiro das experiências acumuladas.

O “eu” que você acha que é  só uma construção mental.

Você  ( nós ) não precisa carregar esse personagem pela vida inteira como quem arrasta um cadáver.

Aí entra Lemmy Kilmister, baixista do Motörhead, bebedor profissional de Jack Daniels, e filósofo acidental do rock’n’roll.

Lemmy tinha uma regra simples: “I don’t do regrets.”

Ele não perdia tempo remoendo o passado nem planejando futuros utópicos.

Tocava alto, bebia pesado, transava quando dava – mentia muito –  e morreu fazendo exatamente o que gostava ; sem culpa, sem desculpas, sem teatro existencial.

Salvo o Jacomi mais de mil …risos

Espinosa chamaria isso de viver segundo a própria natureza.

Krishnamurti diria que é liberdade do condicionamento psicológico.

Lemmy só ligava o amplificador no 11 e tocava “Ace of Spades”.

Letra meio esquisita tipo British Steel …

Melhor deixar pra lá , já que hoje é crime falar sobre tais coisas …

Tipo criticar no Brasil o tal sionismo…

Afinal , que porra é essa de sionismo à brasileira?   

A filosofia do boteco

Eu digo , tem algo profundamente filosófico nas conversas de boteco às três da manhã.

Ali, longe da pose acadêmica e da solenidade dos seminários, as pessoas falam o que realmente pensam.

Não há plateia para impressionar, nem currículo Lattes para engordar. Só gente bêbada o suficiente para ser honesta e sóbria o suficiente para ainda articular ideias.

Depois das cinco da manhã …Só merda!

Espinosa dizia que o conhecimento verdadeiro vem da razão livre, não da autoridade. Krishnamurti insistia que a verdade não pode ser encontrada em livros, mas na investigação direta da própria mente.

E Lemmy?

Lemmy simplesmente vivia sem pedir permissão a nenhum manual de conduta.

Eu aprendi a rejeitar dogmas — todos, sem exceção — salvo aqueles que consigo fundamentar racionalmente: direitos naturais,  como a vida , a liberdade individual, dignidade humana em todos os aspectos .

O resto é teatro social. Moral de rebanho.

Gente,  repetindo o que ouviu de alguém que ouviu de outro alguém que leu num livro escrito por quem nunca viveu o que pregava.

Absurdamente , convivi com doutores que negam a existência de um direito vindo na natureza humana …

Eles preferem afirmar que são meros instintos e que o direito é simples norma imposta pelo Estado …

Pode ser!

Tanto que não me sinto obrigado a cumprir e respeitar uma grande parte dessas normas de conduta …

E com jeitinho a gente aprende a burlar para o bem ou para o mal…

Até a suposta leis de Deus!

O paradoxo da memória

Claro, tem o paradoxo: como me libertar do passado se ainda lembro dos livros que li? Krishnamurti distinguia entre memória funcional (lembrar onde você mora, como dirigir) e memória psicológica (aquela que transforma experiências em identidade fixa, mágoa permanente, script que você repete automaticamente).

Eu lembro que tentei ser macrobiótico idiotia .

Orientalista…

Um VEGAN0, como se autodeclaram atualmente…

Mas não sou – nunca fui –  aquilo.

Lembro que joguei o livro de Krishnamurti no chão.

Mas não vivo definido por aquele gesto.

A memória existe, mas não me controla  como um arquivo que você consulta quando necessário…

Não como uma prisão onde você mora.

Espinosa diria que isso é liberdade: compreender as causas que te determinam sem ser escravo delas. Quanto mais você entende por que age de certa forma, menos age por puro automatismo.

Gosto de cerveja, churrasco e rock pesado (contra o moralismo teísta e o vegano-macrobiótico).

Mas , ainda,   me mantenho o apaixonado por  Espinosa,  por teoria do delito  e debates filosóficos (contra o Anti-intelectualismo rasteiro).

Curto Motörhead e garotas ( delas apenas lembro ) , alguma leitura sem método ou falsa pretensão erudita…

Nunca soube escrever análises profundas sobre nada …

Apenas sobre mim mesmo!

Escrevo ,  talvez bem , contra a boçalidade de detergente!

Não vejo contradição nisso.

Espinosa foi perseguido justamente por dizer que a virtude não está em negar a natureza, mas em vivê-la racionalmente.

Krishnamurti foi marginalizado por dizer que a verdade não vem de autoridades externas, mas da percepção direta.

E Lemmy?

Lemmy foi Lemmy ; e isso, filosoficamente, é impecável.

Conclusão (que não é conclusão)

Se Espinosa, Krishnamurti e Lemmy estivessem no mesmo boteco às três da manhã, aposto que concordariam numa coisa: viva autenticamente, sem imitar modelos externos.

Questione tudo (inclusive a si mesmo).

Não carregue o passado como fardo.

E, pelo amor de Deus (ou da Natureza, ou do Nada), não seja chato.

Cuidado com os “dogmas dos pais” …

Eu joguei o livro no chão.

Parei de beber chá.

Voltei a comer carne.

E nunca estive tão filosoficamente coerente.

Porque coerência não é repetir o que você disse ontem.

É ter coragem de mudar quando a vida — e não algum  “Livro” ou Sacerdote   — te mostra que é hora.

A Juíza de Direito Estuprada e Abortada em Mogi das Cruzes Resposta

“In Vitro, In utero”…Rape Me ( ou Aborte-me )

“Não, ela não foi lá para interromper uma gestação. Foi lá para ‘congelar’ o futuro. Ainda assim, foi abortado: o projeto de vida que a sustentou foi interrompido por um sistema que vende esperança em protocolo e chama tudo de ‘risco aceito’.”

Ela veio de longe. Do Rio Grande do Sul a Mogi das Cruzes, quase sete horas, um salto na rotina de juíza, na lógica de um corpo que, em teoria, já estava no controle: juíza, jovem, forte, dona de um futuro brilhante administrando sistemas , protocolos , prazos e  sentenças estéreis .

Sim , sentenças sem vida , sem criação e sem comprometimento com o resultado para as partes.  

Mas, quando se trata de útero, a verdadeira mãe criadora , a “natureza” de deus , o Estado apenas assiste.

O mercado, sim, decide o que fazer com ele.

Ela não foi lá para desmanchar um filho, mas para “congelar” o tempo.

In vitro, no útero, no futuro.

Quem orienta uma mulher de 34 anos a atravessar o país para doar seu sangue, sua dor e sua anatomia em troca de um diferimento da procriação !

Diferir , ou seja , adiar por conta própria sem o deferimento da natureza …

Ou sem o consentimento de Deus , como alguns dirão!

Uma clínica que promete “segurança”, um médico que calcula taxas de sucesso, um sistema que vende esperança como se fosse um plano de saúde para o útero.

Ela entrou sedada, como se fosse um obséquio voluntário ao próprio corpo: “vou preservar minha fertilidade”.

Não entrei lá – ela diria numa petição – para correr risco de vida, mas para cumprir uma sentença que me foi emitida por uma sociedade que sussurra que, depois dos 35, tudo desmorona.

A clínica virou um tribunal de tubos de ensaio, onde a carne é ré, mas o processo é pago e “legítimo”.

O que se chama de “complicação rara” para a estatística foi , para ela, morte.

Qual o quê!

A promessa de um óvulo preservado em nitrogênio líquido não compensa as artérias uterinas rompidas, o sangue que não para o corpo que se nega a obedecer à ordem de “futuro seguro”. In vitro virou, de fato, em valor: um corpo virou gelo antes das cinzas , um desfecho virou manchete.

Uma juíza morreu buscando assegurar a maternidade !

Quem lucra com isso?

A indústria que vende a possibilidade de atrasar o relógio biológico, que transforma a ansiedade da gravidez  em pacote de tratamento, que faz com que as mulheres como ela sintam que, se não congelarem agora, serão “falhas” amanhã.

Um crime!

Não é um crime de um profissional isolado, é um crime de um modelo que vende sonhos  muito , estimulados por protocolos de falsa medicina , consentimentos em papel, procedimentos em clínicas “obscuras” …

E  depois  a tudo isso se chama de  “risco aceito”.

Não é preciso suspeitar que ela tenha ido lá para abortar para entender que foi violada.

A violência não é apenas um instrumento, é o sistema inteiro que a convenceu de que o corpo dela era matéria‑prima para um projeto de futuro que não lhe pertence de verdade.

A clínica, o marketing, o discurso de “autonomia”, o silêncio sobre mortes raras demais para preocupar as igrejas , os políticos conservadores  e todos que faturam bilhões .

Isso é o que merece o nome sujo de  aborto institucional.

Rape Me, nesse caso, não é um grito de compaixão à violência sexual, mas um espelho de como uma mulher, em nome de um futuro prometido, foi autorizado a entregar seu corpo a um procedimento que, ao mínimo, está cheio de arrogância “científica“!

E a sociedade, mais uma vez, olha para o cadáver e diz: “mas ela quis, ela assinou , ela pagou”.

Ela quis, sim, continuar viva. Quis ter tempo. Quis escolher em que útero, com quem, quando, sob quais condições, um filho surgiria.

Mas a máquina que vende essa escolha não se submete a ela, submete ela a si.

E aí , o título gritante, duro e sem concessão:


In Vitro,

In Utero…

Rape Me…In Paz!


Ao corpo, mas nunca à indústria que se autoriza, em nome da ciência e da autonomia, a levar as mulheres ao limite entre o projeto de vida e o fim prematuro.








Advertência : o texto é uma crônica manifesto, em duas vozes , sem densidade teórica e na tonalidade peculiar do Flit .

O que se tenta fazer aqui é colocar a morte da juíza no centro de um processo maior : o corpo feminino como fronteira entre natureza, tecnologia e mercado, onde o “Rape Me” é um berro de dor.

Trilha sonora: Nirvana

Alcolumbre, o Judas terrivelmente ladino do Messias 19

Davi Alcolumbre não se comportou como “Rei Davi” que protege o ungido, mas como o Judas profissional da política da pátria que o pariu , que calcula o valor de cada punhalada antes de cravá‑la.

No balcão de negócios do Senado, ele converteu a indicação de Jorge Messias ao STF em peça de leilão, erguida e rebaixada conforme o humor dos compradores habituais: governo fraco, centrão voraz, oposição cínica.

A derrota de Messias não caiu do céu , ou seja , não foi justiça divina como afirmou a ex primeira-dama  e  eterna falsa moralista.

Uma crente de fogo estranho, mais íntima do caixa do que do Evangelho.

A “humilhação histórica” foi preparada em prestações, nos adiamentos, nos recados cifrados à imprensa, nas portas fechadas – com até tu , Alexandre? – finalizando o momento do espetáculo em plenário, quando Alcolumbre pôde entregar o corpo político do indicado como troféu a quem quisesse ver sangue institucional.

Quem sangra é o Brasil assaltado por bandidos eleitos por otários e por outros judas!

O governo Lula, nesse teatro, aparece como apóstolo atrapalhado, incapaz de montar maioria mínima, enquanto Alcolumbre posa de guardião da liturgia, ao mesmo tempo em que negocia nos bastidores a cotação do “Messias” no câmbio paralelo das traições de Brasília.

As “30 moedas” aqui – mensurada em bitcoins – não têm brilho metálico, mas cheiro de poder: controle da pauta, capacidade de chantagear o Planalto, blindagens seletivas ( Master )  vinganças antigas travestidas de prudência republicana.

O preço da traição, como sempre, é pago por fora: a República aceita que a escolha de um ministro do STF vire mercadoria miúda num mercado de canalhas recorrentes; e o Senado se habitua ao papel de casa de leilões, onde cada Judas encontra seu Messias de ocasião.

O Brasil é o templo salomônico de maldades das  pessoas horrorosas que se dizem crentes …

Do dinheiro e do nosso sacrifício !  

Tal espetáculo é a prova viva de que Deus – por aqui – não governa “porra nenhuma”…

Se governa : escolheu os pilantras como seus filhos favoritos!


Advertência : As referências a “Judas”, “Messias”, “crentes” e demais imagens de natureza bíblica neste texto são metáforas político literárias. Não se trata, em hipótese alguma, de ofensa ou incitação ao ódio contra judeus, cristãos ou qualquer pessoa que cultive religiosidade sincera, nem contra aqueles que pautam sua vida por princípios universais de ética, honestidade e probidade. A crítica aqui dirige-se exclusivamente a agentes públicos e políticos concretos, bem como à utilização oportunista do discurso religioso como instrumento de poder e manipulação.

Mais uma contradição escancarada …A nomeação da Coronela com a sua Cabine Lilás é só mais uma farsa eleitoral 5

Em 18 de fevereiro de 2026, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto assassinou a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana , de 32 anos, com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal no Brás, Centro de São Paulo.

Para piorar: ele manipulou a cena do crime, posicionando a arma na mão da vítima para simular suicídio .

Criminoso covarde!

Laudos periciais e o inquérito da Polícia Civil desmontaram a farsa.

Enquanto a Justiça Militar – distorcendo a lei – brigava pelo monopólio de julgar o homicida como autor de crime militar.

O MP denunciou por feminicídio e fraude processual , descrevendo o relacionamento como “tóxico, autoritário e possessivo” , com o oficial defendendo que uma mulher deveria ser submissa.

O corporativismo mafioso é a cereja do bolo: a PM – a toque de caixa – o aposentou com salário integral ; mesmo estando o criminoso preso preventivamente.

Ah, para preservar a sua subsistência e de familiares !

Que se fodam por culpa exclusiva dele!

Por sua vez, em 3 de abril de 2026, a soldada Yasmin Cursino Ferreira , de 21 anos, matou Thawanna da Silva Salmázio , de 31 anos, durante abordagem em Cidade Tiradentes, zona leste de SP.

A justificativa mentirosa : um tapa no rosto.

A câmera corporal capturou outro PM questionando Yasmin imediatamente após o disparo: “Você atirou? Você atirou nela? Por quê, caralho ?” .

Mas , posteriormente , mentiu para proteger a colega!

Thawanna agonizou por cerca de 40 minutos antes de receber socorro.

Absurdamente , essa mesma PM-SP, que produz abuso mortal , sexual e feminicídio dentro de seus próprios quadros e durante abordagens rotineiras – aqui em sentido amplo –  se apresenta ao público como protetora das mulheres vítimas de violência doméstica.

Ora, essa Cabine Lilás é cosmética; é  só mais  uma criatividade de marketing eleitoral.

O professor Alcadipani da FGV reconheceu que a  nova comandante enfrentará resistências internas e terá que mudar a cultura da corporação.

Mas a cultura não se muda  nomeando – providencialmente – uma mulher para o cargo mais elevado do órgão ou  com a linha telefônica lilás .

Muda-se com reforma total e eficaz dos métodos  rigorosos de seleção e de formação ; sem privilégios de casta.

Enquanto isso não acontecer,  a nova comandante geral não passará  de uma figura exótica e passageira com direitos a aposentadoria – daqui a poucos meses – privilegiada !

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/04/29/posse-da-nova-comandante-da-pm-de-sao-paulo.ghtm

PAPAGAIO COME MILHO, O CABO LEVA A FAMA…Ou: como a PM vende operações do MP, paga de vítima e ainda quer Ciclo Completo de investigação 12

A culpa é sempre do Cabo !

O que aconteceu — para quem não acompanhou

Em 6 de outubro de 2021, o promotor Lincoln Gakiya titular do Gaeco, se reuniu no quartel da Rota com um informante, um policial penal e policiais militares.

Tudo muito nebuloso!

Promotor e policiais com atribuições por todo o estado . Uma verdadeira suruba !

O objetivo era planejar operação contra o PCC.

O resultado foi outro: a gravação daquela reunião sigilosa chegou às mãos da facção por R$ 5 milhões.

Policiais militares da Rota — a  pretensa tropa de elite da PM paulista — são investigados por ter vendido o áudio.

O coronel comandante da época foi avisado ainda em 2021 pelo próprio Gakyia sobre os vazamentos e sobre PMs fazendo bico para empresas ligadas ao PCC.

Nada foi feito.

O primeiro inquérito só foi aberto em outubro de 2024 — três anos depois — e foi arquivado.

Um novo IPM foi instaurado em 2026. Quase cinco anos após os fatos.

Nesse intervalo: operações frustradas, alvos protegidos, e pelo menos um delator executado por policiais militares no aeroporto de Guarulhos.

Enquanto isso, o MP de São Paulo, traumatizado com os vazamentos, decidiu dispensar os serviços da Polícia Civil para determinadas investigações.

Alegou falta de confiança. É aí que a história fica interessante.

Eis que o Ministério Público de São Paulo, num gesto de rara lucidez, resolveu dispensar os serviços da Polícia Civil.

Motivo?

“Não é de confiança”.

Justo.

A Polícia Civil, essa instituição que prende quem mora em favela porque é mais fácil do que investigar quem mora em condomínio, que forja flagrante com a desenvoltura de quem assina nota de rodapé, que mata e depois preenche boletim com a mesma desculpa que Israel usa no Líbano — “estava em posição de ameaça existencial ” — e entrega ao plantão como se fosse relatório de produtividade.

Realmente não inspira confiança para trabalhar com o Ministério Público.

Mas aí você pergunta: e a Polícia Militar, essa sim é confiável?

Claro que é!

Afinal, a PM ,   especialmente a Rota , é a reserva moral do Estado , destinada aos heróis , a nata , os águias : jamais venderia informações sigilosas do MP para o PCC, não é mesmo?

Ah, peraí…

Penso que nem “suicidaria” a própria esposa e , logo após , ainda em vez de socorro médico  pedir socorro jurídico de um Desembargador , né?

Pois é, leitor.

Enquanto o MP faz cara feia para os policiais civis, os próprios PMs da Rota estavam vendendo gravação de reunião do Gaeco por R$ 5 milhões.

Isso mesmo: o sigilo das operações estava à venda, e o boleto era pago pelo Primeiro Comando da Capital.

Promotor perdeu o fôlego? Perdeu.

Mas o pior não é o crime.

O pior é a ginástica moral que vem depois.

Num Estado sério, reunião de planejamento operacional não é roda de samba onde todo mundo senta junto.

Agente de inteligência não aperta a mão do promotor.

Informante não sabe quem é o executor.

A separação não é burocracia: é o que impede que um único Judas venda toda a operação por 5 milhões.

Quando o promotor Gakyia presidiu aquela reunião misturada, ele involuntariamente criou um único ponto de vazamento com preço de tabela.

O erro não é de caráter : é de imperícia e de protocolo.

E protocolos existem para proteger exatamente quem os viola por excesso de confiança.

Ora, acreditar no “princípio da confiança” é pedir para ser traído!

Ainda mais tratando-se de polícia!  

E quando a merda bate no ventilador, quem vai levar a culpa?

O papagaio come milho, mas o periquito é que leva a fama.

Deixa eu traduzir: os PMs vazam, ganham dinheiro, protegem bandido grande, e no final a culpa cai na “falta de estrutura”, ou no “sistema” ou no “coitado do coronel que não sabia de nada”.

Ah, o coronel sabia sim. Foi avisado em 2021. Dormiu no ponto.

Ou – quem vai saber – no colchão de notas.

E só progrediu de lá para cá!

Quando o suspeito investiga o roubo, não é investigação : é encenação.

E quando a própria PM conduz o IPM sobre o vazamento que partiu da PM, o resultado já está escrito antes da primeira oitiva.

No caso , a culpa é do Cabo, porra!

Mas há uma pergunta que ninguém quer fazer em voz alta, mas  que este bloguinho tem plena legitimidade para fazer: o áudio vazado era de uma reunião que o próprio MP organizou. Os PMs são investigados, sim.

Mas o informante presente na sala , quem era? De quem dependia? A quem respondia?

Era uma operação  decorrente de uma investigação formal ou uma conspiração ?

Mas aí a gente chega no ponto central dessa crônica bombástica: o fetiche.

Porque a Polícia Militar de São Paulo tem um fetiche inconfessável ;  e não apenas por estrelas ou por caveirinhas no ombro.

É o fetiche por investigação. Eles querem investigar.

Eles babam para fazer operação “planejada”, disfarçada, com escuta, com informante, com tudo o que é atribuição constitucionalmente da Polícia Civil.

Os PMs querem ser detetives só que sem largar a farda, a viatura e o hábito de atirar primeiro e perguntar “de quem é a queixa” depois.

E qual é o resultado desse fetiche?

Esse mesmo: vazamento de dados, corrupção generalizada, e uma blindagem mútua que faria qualquer outra corporação corar de vergonha.

Porque na PM, o camarada vende informação para o PCC e ainda é tratado como herói.

No dia que a casa cai, aposentam ele com honras de “vítima do sistema”.

O coronel sabia desde 2021. Foi avisado nominalmente, pelo promotor titular, sobre vazamentos e sobre PMs fazendo bico para o PCC. Sua resposta foi silêncio administrativo. Sua recompensa foi aposentadoria com bônus de Comandante;  aqueles 20% extras pelo exercício do posto  máximo na PM , privilégio que o estatuto militar garante e que nenhum servidor civil jamais veria.

No Brasil civil, isso se chama improbidade e inconstitucionalidade .

Na farda, chama-se carreira encerrada com honras.

E aí o MP, coitado, depois de tanto levar chifre da Rota, resolve cortar a Polícia Civil que, convenhamos, nem é tão confiável assim, mas pelo menos não tem histórico comprovado de vender gravação para facção.

Cinco anos.

Em cinco anos, uma criança aprende a ler, escrever e descobrir que o herói da historinha nem sempre é o moço de farda.

Em cinco anos, nenhum inquérito avançou. O áudio circulou, as operações falharam, o delator foi para o caixão  e a PM abriu IPM.

Em 2026. Para investigar 2021.

A justiça não é lenta: ela foi represada. A pergunta não é retórica , é cirúrgica: quem tinha interesse em que essa investigação não avançasse por cinco anos?

No fim, o papagaio está de papo cheio.

O periquito – que no caso é o delegado , o escrivão, o investigador que nunca viu um milho na vida –  responder – depois de acusado pelo Ministério Público – por prevaricação e improbidade administrativa porque perdeu um prazo de inquérito sem autor conhecido .

E a Rota?

A Rota continua rodando, vendendo informação, plantando droga, matando , colhendo bônus e dormindo o sono do impune, porque a fama de corrupto , essa, sempre sobra para o outro.

Ah, São Paulo.

Terra da corrupção premiada e do “cada um no seu quadrado” ; salvo quando o quadrado  vale bom preço.

Fontes para contextualização: reportagens de Josmar Jozino, jornalista especializado em segurança pública e crime organizado, com décadas de cobertura das entranhas da PM paulista e do PCC.,… –

https://noticias.uol.com.br/colunas/josmar-jozino/2026/04/21/ex-cabo-da-rota-e-principal-suspeito-de-vazar-informacoes-sigilosas-ao-pcc.htm

O judeu que mudou o mundo : Jesus 9

Depois dele :  Espinoza; Carl Marx e Einstein , este graças às escolas suíças …

Laicas ou católicas. 

A genialidade pertence aos persas , aos árabes e semitas da cor…

Tristeza, o povo branco só é bom em fazer armas e roubar a terra alheia …

Em legítima defesa da existência!

Foda-se quem mata e mente!

Delegado de Polícia e o fetiche do indiciamento – Alessandro Vieira prova que quase todo delegado é um anão jurídico invejoso das carreiras do Direito 12

Como um relatório frágil expõe o complexo de inferioridade da cultura policial

Por Roberto Conde Guerra

Desde 2019, o senador  sergipano e delegado de polícia Alessandro Vieira se apresenta como uma espécie de Delegado Corregedor  do Supremo Tribunal Federal.

Veste a fantasia de guardião da Constituição, distribui lições de “moral jurídicas” e posa de fiscal das mais altas autoridades judiciárias da República.

Nada obstante apresentar-se como moderado – e independente – atua com o mesmo método e a mesma retórica do bolsonarismo.

Hoje, com o relatório final da CPI do Crime Organizado, ele apenas comprovou algo que muitos operadores do Direito sempre souberam, mas poucos têm coragem de escrever.

Ele prova que faz parte de um segmento da cultura policial arbitrária que emprega o “indiciamento” como instrumento de condenação unilateral que há seculos penaliza sem culpa milhões de brasileiros hipossuficientes .

Além de – pelas próprias palavras – mostrar que , além de invejoso das carreiras jurídicas de Estado, é um anão jurídico.

Em 2019, ainda em início de mandato, Vieira inaugurou seu personagem com o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, acusando-os de crime de responsabilidade pelo inquérito das fake news.

Na análise técnica dele , alegando sem demonstrar , o STF teria , então , usurpado funções do Ministério Público …

Interessante, um delegado defensor do MP…

Quando conveniente, não é?

Desde então, passou a atuar como se fosse um corregedor do STF: cada movimento da Corte virava pretexto para entrevista indignada, notinha em rede social, projeto performático ou ameaça de representação.

A moldura era sempre a mesma: o delegado convertido em senador que, sozinho, teria coragem de enfrentar a “casta” do Judiciário.

Faltava combinar com a técnica e, sobretudo, com a prova.

Chegamos, então, à CPI do Crime Organizado.

Instalada para mapear facções, milícias, lavagem de dinheiro, infiltração no Estado e o caos prisional, a comissão oferecia ao relator uma chance rara: produzir um diagnóstico sério sobre a engrenagem do crime organizado no Brasil.

Em vez disso, o que se vê no desfecho é um desvio de objetivo deliberado: a CPI termina mirando mais o STF e a PGR do que o PCC, o CV ou as dezenas de facções mapeadas pelos órgãos de segurança.

E as Polícias Civis , seriam o quê ?

Ah, meramente corruptas!

Não se confunda corrupção institucionalizada –  como talvez seja o nosso Congresso – com organização criminosa …

Né?  

O próprio Vieira confessou a manobra.

Em suas declarações, admite que não tinha fundamento  probatório para imputar crimes comuns – corrupção, lavagem, organização criminosa – a quem quer que fosse na cúpula dos poderes.

Faltaram, segundo ele, “quebras de sigilo mais robustas”, acesso pleno a dados e oitivas que foram esvaziadas por decisões judiciais.

Em outras palavras: a prova não chegou aonde ele queria.

E já que não tem tu…

Vai em tu assim mesmo!

Diante disso, em vez de reconhecer o limite do Direito, decidiu contorná-lo pela política.

Optou por concentrar o relatório em “crimes de responsabilidade” imputados a ministros do STF e ao procurador-geral da República, justamente porque esse tipo de acusação pode ser processada diretamente pelo Senado, escapando do filtro jurídico das instituições que o contrariaram.

É aqui que o anão jurídico aparece em tamanho natural.

O relator admite que não tem prova de crime comum, mas, em vez de recuar, recalibra a mira para encaixar os desafetos em infrações político-administrativas.

Algo que conhecemos bem: “procedimento irregular de natureza grave”, ou seja , qualquer coisa abstrata segundo o julgamento moral do acusador.

A CPI que nasceu para enfrentar o crime organizado termina como instrumento de revanche política e institucional.

Vieira não segue a prova: ele adapta a tese à conveniência do alvo.

Não é o Direito que conduz o relatório; é o ressentimento, a perversidade e a vontade de demonstrar poder .

É o velho fetiche do indiciamento: lança‑se a rede, inverte‑se o ônus da prova e se deixa o acusado sangrar em praça pública.

Certamente , aprendeu na Polícia Civil a levantar suspeitas e acusações em forma de “tarrafa”  :  coisa típica nas corregedorias policiais.

E inverter o ônus da prova !

Mas esqueceu que o outro lado é muito poderoso ; não se trata de um pobre coitado subordinado . 

Na delegacia, o indiciado é vulnerável; aqui, o alvo são atores com poder real de reação (STF/PGR), o que torna o gesto politicamente temerário e juridicamente frágil.

E o enredo dele é obscuro !

As decisões do STF que limitaram quebras de sigilo, converteram convocações em convites e garantiram direitos básicos a investigados são apresentadas como “obstáculos” à CPI.

Em vez de aceitá-las como controle de legalidade sobre excessos investigatórios – algo que qualquer jurista minimamente sério compreende – ele as transforma em justificativa para mirar os próprios ministros, agora sob o rótulo de “crimes de responsabilidade”.

A mensagem subliminar é simples: se não me deixam investigar como eu quero, eu os acuso .

A toga vira inimigo, e o relatório vira libelo acusatório mais poderoso do que denúncia do Ministério Público.

Do ponto de vista jurídico, o resultado é pífio.

O texto faz barulho, produz manchete, alimenta os convertidos, mas nasce com baixíssima efetividade.

Mesmo que a comissão do Senado aprove o relatório, a maior probabilidade é que o custo político recaia sobre o senador delegado e seus pares oportunistas…

Muito pior: e contra todos os delegados de polícia do Brasil!

É o típico artefato para consumo político imediato, sem densidade técnico-jurídica capaz de se sustentar diante de um escrutínio sério.

A CPI prometia radiografar as facções; entrega um panfleto contra ministros.

E é nesse ponto que se confirma o diagnóstico incômodo: o comportamento de Vieira expõe, com nitidez, um traço recorrente de parte da cultura policial :  a inveja crônica das carreiras do Direito, travestida de cruzada moralista.

Delegado – Juiz ou promotor – que se encanta com o palanque, confunde instauração de inquérito ou processo com ato de soberania e acredita que o controle judicial de seus atos é perseguição pessoal, cedo ou tarde escorrega para esse papel: o do “grande jurista” que cita Constituição em fala de corredor, mas erra na base mais elementar da técnica , que é a relação honesta entre prova, tipicidade e consequência.

Apurações , inquéritos, CPIs , não estão compromissadas com resultado , com defesa, com acusação …O compromisso é com a demonstração ou não demonstração!

E nesse sentido o relatório é um monstrengo!

O que ele provou, com seu relatório, é que quase todo delegado sofre do mesmo complexo que diz combater : acha que “inqueritar” é sentenciar, que suspeitar é provar e que o controle externo é obstrução ou perseguição ao inquisidor .

Ao transformar uma CPI de segurança pública em palco de ajuste de contas com o maior órgão Judiciário, o senador não apenas trai o objeto da comissão como destrói a própria narrativa que o fez crescer na política.

O homem que dizia combater abusos de autoridade , repita-se , termina praticando exatamente aquilo que denuncia: o uso de instrumentos de Estado para perseguir quem o contrariou.

O delegado que se dizia maior do que os “corporativismos” jurídicos revela, no fim, que sua verdadeira ambição sempre foi outra: disputar, no grito, o protagonismo das carreiras para as quais nunca teve vocação.

Diga-se, nem qualificação!

Mas , desde já, se apresenta como futuro candidato a uma das vagas no STF.

No fim das contas, o relatório da CPI do Crime Organizado não derruba ministros, não desarticula facções, não reforma o sistema prisional.

O que ele faz, com surpreendente eficiência, é revelar o tamanho real do seu autor.

Ao tentar humilhar ministros de tribunais superiores, Alessandro Vieira apenas se exibiu como aquilo que há anos muitos já descrevem em privado: mais um delegado que, invejoso das carreiras jurídicas de Estado, insiste em posar de grande jurista – e termina, diante de qualquer leitura séria – como um anão jurídico.

PÓS-ESCRITO – SOBRE OS MONSTROS DA LEI E A HORA DA CALMA VIGILANTE 4

Classe Especial para Todos sem Bajulação: Lei, Feudos e os Alisadores de Tarcísio de Freitas

A nova lei pode vir a ser justa – desde que executada –   para que muitos cheguem à Classe Especial – sobretudo na reta final da carreira – mas seria uma imprudência histórica tratá-la como vitória sem reservas.

Ainda mais rasgando elogios ao atual governo com seus conhecidos cantos de sereia.

Há monstros ocultos na sua engenharia normativa, e eles merecem ser estudados com a mesma atenção com que durante décadas se denunciaram os antigos “feudos”.

O primeiro monstro é o risco de um novo monopólio da direção, agora revestido de suposto tecnicismo.

Ao concentrar o acesso aos cargos de comando na Classe Especial filtrada por cursos específicos e com vagas limitadas, a lei abre a possibilidade de trocar a velha casta dos 139 “iluminados” por uma nova elite credenciada, numericamente pequena, que controlará a Polícia Civil com verniz de meritocracia.

Quem será habilitado a frequentar o curso?

A casta muda de roupa, mas continua casta.

O segundo monstro é o limite de 12 anos em funções de direção.

À primeira vista, parece um antídoto contra a eternização nos cargos.

Mas, analisado com a lupa do detetive rabugento , pode significar algo bem diferente: a criação de uma “marca” funcional que, atingido o prazo, transforma o delegado experiente em alguém permanentemente interditado à direção, ainda que continue apto, produtivo e respeitado.

Aparentemente racional, pode esconder problemas de constitucionalidade e etarismo.

Há ainda o capítulo das blindagens transitórias – como as vantagens concedidas à turma do CSP de 2026 –, que garantem privilégios específicos justamente a quem já estava mais próximo do topo. Em nome da transição, corre‑se o risco de cristalizar velhas desigualdades sob a capa da segurança jurídica, premiando um grupo restrito enquanto o grosso da carreira ainda tateia na escuridão do novo modelo.

Por tudo isso, este espaço faz um convite à calma vigilante. Não é hora de euforia nem de desespero, mas de estudo sério: linha por linha da lei, cotejo com a Constituição, análise das repercussões práticas na vida funcional de delegados e demais policiais civis.

Antes de cantar vitória definitiva ou declarar derrota antecipada, é preciso ver como o governo vai regulamentar os dispositivos, como a ACADEPOL ofertará os cursos, como serão feitas as avaliações, como se comportará a cúpula na aplicação concreta das novas regras.

A lei abriu uma porta importante, mas também colocou novos cadeados.

A luta agora não é mais apenas para mudar o texto legal – é para impedir que, na prática, os monstros normativos devorem o sentido da conquista.

Estudar, discutir, questionar e fiscalizar deixou de ser opção: tornou‑se dever de sobrevivência institucional.

Por fim: agradecer o governador é coisa de alisador , oportunista e traidor da classe!

Aos Delegados de Polícia de São Paulo: Este é o Legado do Flit Paralisante 9

A aprovação da lei que extingue os “feudos” na Polícia Civil de São Paulo representa, em boa medida, o desfecho de uma luta que este blog travou quase solitariamente por décadas: a democratização do acesso à Classe Especial, pela via do duplo critério de merecimento e antiguidade, nos moldes das carreiras da Magistratura e do Ministério Público.

Classe especial era  casta e propriedade de poucos

Durante anos, o topo da carreira dos delegados foi tratado como um condomínio fechado, reservado a uma minoria escolhida “a bico de pena”, por critérios tão discricionários quanto obscuros.

A Classe Especial, em vez de ser a culminância natural da carreira para quem dedicou uma vida de trabalho, foi sequestrada por um sistema que misturava conveniências políticas,  financeiras , amizades pessoais e a velha cultura do “feudo” institucional.

Criou-se um funil artificial: poucos podiam chegar!

E entre os que podiam chegar , nem todos com o direito de permanecer em cargos relevantes; ocupados – em regime de rodízio –  e quase sempre pelos mesmos.

Enquanto isso, delegados e demais policiais civis honestos – os “sem-corrida” – e comprometidos com a Instituição , com décadas de serviço prestado e currículos respeitáveis, eram mantidos eternamente na antessala, como se fossem funcionários de segunda categoria dentro da própria polícia.

Esse modelo não tinha paralelo nas carreiras de Estado que o governo gosta de citar como referência.

Juízes e membros do Ministério Público  – há décadas – ascendem ao topo com base em um binômio claro e constitucionalmente desenhado: antiguidade e mérito, aferidos por critérios objetivos, com publicidade e controle.

Na Polícia Civil, ao contrário, o “mérito” foi muitas vezes sinônimo de docilidade ao poder de plantão ou ao corporativismo mafioso.

A campanha pela Classe Especial para Todos

Foi contra esse arranjo quase feudal que o este espaço  – sem autoelogio – se insurgiu desde os primórdios, ou seja, desde 2007.  

Muito antes do tema ganhar manchetes, o Flit com a ajuda dos leitores –  denunciava o sequestro da Classe Especial por uma casta de favorecidos, denunciava promoções seletivas e apontava o óbvio: carreira de Estado sem topo acessível a todos os que cumprem os requisitos é carreira mutilada.

Ao longo de anos, artigos, manifestos – às vezes violentos e generalizantes – e cobranças públicas às entidades de classe bateram na mesma tecla: a Classe Especial não é prêmio de loteria, é etapa de carreira; o acesso deve ser regulado por regras estáveis e impessoais; a régua deve ser semelhante àquela adotada para a Magistratura e o Ministério Público, com duplo critério de merecimento e antiguidade, transparência e possibilidade de recurso; nenhum delegado honesto, nenhum policial civil, deveria ter sido impedido de alcançar o topo por alinhamento pessoal, conveniência política ou motivações nada republicanas.

Ex-delegado geral  e diretores de departamentos não podem permanecer até os 75 anos de idade exigindo ou mendigando Diretorias ou Seccionais como se fossem galináceos ciscando o milho nosso de cada dia.   

No plano sindical e associativo, não foram poucas as ocasiões em que este blog cobrou das entidades de classe uma postura firme, e não apenas notas protocolares.

A promoção à classe especial apenas por merecimento e condicionada ao curso superior da ACADEPOL – que nem todos podem frequentar- era uma farsa .

A grande maioria dos inscritos no curso sabiam que nunca seriam promovidos.

Obviamente , a maior parcela dos que chegaram à classe especial eram merecedores . Certamente , deste grupo ,  poucos ocuparam cargos relevantes. E de boa parcela destes , nem tiveram tempo  suficiente para implementar inovações. Logo foram para a Nasa!  

Sem autoelogio , quando parecia haver acomodação, o  Flit Paralisante  , aqui , lembrava, com certo incômodo para alguns, que a defesa da carreira não se faz apenas com jantares e fotos ao lado de secretários, mas com enfrentamento político e jurídico bem orientado.

Diga-se , como candidato independente à presidência da ADPESP , em 2007 , um dos fundamentos da nossa campanha era a defesa intransigente da promoção à  classe especial para todos.

Segundo o nosso pensar , ainda que fosse para fins de aposentadoria,  todo policial civil deveria ter o direito de alcançar o topo final da classe pelo tempo de serviço .

A nova lei e o fim formal dos “feudos”

A lei recentemente aprovada – que limita a perpetuação de dirigentes, abre o acesso a cargos antes monopolizados por um punhado de nomes e submete a ascensão a critérios objetivos – não é um milagre legislativo, mas é um corte histórico com o passado.

(Parênteses, tal limitação carece de melhor atenção e reflexão , aparentemente , o texto , neste aspecto , é inconstitucional …)

Por ora, superficialmente , registro que esse ponto merece controle de constitucionalidade, porque interfere na estabilidade da trajetória funcional.

Contudo , ao atacar a lógica da “casta”  e dos respectivos “feudos”, ela toca na raiz da distorção: a ideia de que alguns são “naturalmente” talhados e mais qualificados para liderar  e os demais para “colaborar” , independentemente de quem trabalhe mais, se qualifique mais ou tenha melhor folha de serviços.

No plano simbólico, a mensagem é contundente: a Polícia Civil não é mais propriedade de um grupo restrito de “iluminados” de Classe Especial escolhidos a dedo, mas uma instituição em que qualquer delegado, cumpridos requisitos de tempo, conduta e capacitação, pode aspirar ao topo da carreira e a funções de direção.

E tal grupo sempre mentiu !

Por décadas , obstaculizaram  a promoção  por antiguidade alegando que seria prêmio para vagabundos; assim que promovidos passariam a exigir cargos .   

É precisamente isso que por anos se defendeu aqui: que o teto da carreira deve ser a consequência lógica da vida funcional, não um favor negociado em gabinetes.

A aproximação dos mecanismos de promoção da Polícia Civil com aqueles já consagrados na Magistratura e no Ministério Público corrige um anacronismo institucional e recoloca a carreira no patamar de verdadeira função de Estado.

Mérito, antiguidade e a lição das carreiras de Estado

Nas carreiras judiciais e do parquet, não há contrariedade  em reconhecer que antiguidade é um valor.

Tempo de serviço significa experiência acumulada, visão de conjunto, maturidade institucional.

Mas o sistema não se contenta com o relógio: ao lado da antiguidade, há o mérito agregado , aferido por produtividade, qualidade técnica, conduta e formação.

O que se pede – e o este espaço sempre sustentou – é apenas que a Polícia Civil seja tratada com o mesmo respeito.

O delegado – o policial civil em geral – que dedicou 25, 30 anos de vida à instituição, mantém ficha limpa, produz investigação de qualidade, qualifica-se , atualiza‑se  – ainda que por conta própria e sem títulos  acadêmicos – e suporta a pressão diária do crime e da política, tem direito a chegar à Classe Especial por critérios que não dependam de simpatia pessoal de chefe algum.

Quando a lei rompe o monopólio dos 139 “escolhidos” e abre o topo da carreira ao corpo inteiro de delegados, ela importa, para dentro da Polícia Civil, essa lógica de dupla aferição – tempo e mérito – que há muito rege os tribunais e o Ministério Público.

Não se trata de privilégio: trata‑se de isonomia entre carreiras que compartilham o mesmo status de funções essenciais à Justiça e à segurança jurídica.

Vitórias, limites e o papel de quem não se calou

Seria ingenuidade afirmar que uma lei, sozinha, extirpou o espírito feudal da instituição.

Cultura organizacional não se muda por decreto, e os vícios de décadas continuarão tentando se reorganizar sob novas embalagens.

Ainda veremos tentativas de capturar critérios de mérito, de manipular avaliações, de transformar cursos e certificações em novos filtros de conveniência.

Mas também seria desonesto não reconhecer que há, aqui, uma vitória histórica.

Se hoje a pauta da Classe Especial regulada por merecimento e antiguidade, nos moldes da Magistratura e do Ministério Público, está normatizada, é porque muita gente falou quando o silêncio era mais confortável.

E entre essas vozes, o este espaço esteve – e segue – na linha de frente.

Reiterando: sem autoelogio e messianismo barato.

Este blog nunca se pretendeu “institucional”, no sentido asséptico e conformista da palavra.

Sempre assumiu sua condição de crônica incômoda de uma Polícia Civil que podia – e devia – ser melhor.

Ao ver parte de suas bandeiras transformadas em texto de lei, não há espaço para euforia, mas há, sim, direito a registrar: a persistência valeu.

Não posso esconder : de certa forma me sinto vencedor sem nenhum proveito …

E sem sabor de vingança, diga-se!  

A partir daqui a tarefa muda de natureza: de campanha para implementação.

Fiscalizar a aplicação concreta dos critérios, denunciar novas formas de desigualdade travestidas de “meritocracia”, cobrar transparência nas avaliações e publicização das decisões.

A lei abriu a porta; quem acompanha a corporação de perto sabe que será preciso manter a vigilância para que ninguém a feche novamente – por dentro.

Se a Classe Especial, um dia, foi sinônimo de casta, que passe a ser, finalmente, sinônimo de trajetória.

Que cada delegado, ao fim da carreira, possa olhar para trás e ver que chegou ao topo não porque pediu, agradou ou serviu, mas porque trabalhou, resistiu e mereceu.

Essa sempre foi – e agora se prova – a aposta ganhadora do Flit Paralisante.

Modernização de fachada: como a ALESP e Tarcísio empurram a LONPC com a barriga 16

A Alesp acaba de entregar ao governo Tarcísio um “pacote de modernização” da Polícia Civil que, visto mais de perto, tem muito de rearranjo contábil e pouco de verdadeira reforma institucional. Em dois movimentos coordenados – o novo plano de carreira e o reajuste linear de 10% – o recado à base foi claro: reorganiza-se o organograma, barateia-se a paz social com um aumento modesto e vende-se isso como se fosse revolução.

O novo plano de carreira é apresentado como conquista histórica: fim da dependência de vagas para promoção, critérios objetivos, progressão “automática” com base em tempo, avaliação e curso. No papel, parece avanço civilizatório. Na prática, a pergunta incômoda permanece: para quem, exatamente, esse modelo foi desenhado?

A forma como o texto foi conduzido, negociado e aprovado revela um padrão velho conhecido : cúpulas conversam entre si, entidades são chamadas mais para chancelar do que para deliberar, e as carreiras da base, novamente, assistem ao filme como figurantes.

A grande crítica dos policiais civis não é só ao conteúdo, mas ao método. A chamada “modernização” mexe em classes, prazos e fluxos de promoção, mas não enfrenta o que qualquer plantonista conhece de cor: efetivo insuficiente, sobrecarga desumana, delegacias sucateadas, adoecimento físico e mental em larga escala.

Trocar degraus de uma escada que segue encostada no mesmo muro não transforma o prédio : apenas torna a subida menos escandalosa aos olhos do público.

No plano salarial, o reajuste linear de 10% é vendido como gesto de reconhecimento e esforço fiscal.

A realidade é mais árida: em meio a anos de defasagem, perdas inflacionárias acumuladas e disparidade com outros estados, o percentual tem cara de remendo.

É o típico aumento que ajuda a compor manchete e discurso, mas não altera de forma estruturante a vida de quem sustenta turno, plantão e meta de produtividade.

Pior: parte do sistema de segurança (como policiais penais) sequer foi contemplada, aprofundando a sensação de tratamento seletivo dentro do mesmo conjunto funcional repressivo.

O que mais incomoda é o desenho político do pacote.

Aprova-se o que é financeiramente previsível (um reajuste limitado e controlável) e o que é funcionalmente conveniente (um plano que reorganiza a carreira sem discutir a fundo sua missão constitucional), enquanto a Lei Orgânica da Polícia Civil, que poderia redesenhar atribuições, garantias e deveres em outro patamar, continua na gaveta do “em estudo”.

Não é casual.

Uma lei orgânica robusta exige debate público, confronto de visões, enfrentamento de interesses – muito mais custo político do que decretar uma “modernização” de papel.

No fim, o governo sai em rede social com o discurso de que valorizou as polícias, o parlamento posa de protagonista da segurança pública, e a base continua fazendo contas, remendando o orçamento doméstico e adoecendo em silêncio.

O risco principal agora é o uso cínico desse pacote como escudo: toda vez que a categoria cobrar algo mais profundo, ouvirá que “já houve a maior reestruturação das últimas décadas” e que “não há espaço fiscal para novos avanços”.

O mais irônico é que, enquanto se fala em meritocracia nas promoções, o que se pratica na arena política é exatamente o contrário: as mudanças fundamentais são eternamente adiadas, e o sistema se contenta com meia dúzia de ajustes superficiais que preservam, intocados, os mecanismos reais de poder internos.

Moderniza-se o vocabulário – “carreira moderna”, “gestão por competências”, “eficiência” – mas conserva-se a lógica de sempre: decide-se longe da base, comunica-se como favor e cobra-se, em troca, gratidão.

Em tempo: a reestruturação de verdade – aquela coerente com a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei 14.735/2023) e com a Constituição Federal, que há décadas autoriza uma carreira condizente com a natureza e a complexidade do cargo – não sairá agora por uma razão prosaica e eleitoral.

Qualquer reforma estadual realmente alinhada à LONPC seria dar palanque e capital simbólico ao governo Lula, que sancionou o marco nacional depois de mais de uma década de luta corporativa.

Em ano de disputa, prefere-se esticar o improviso paulista, empurrar com a barriga o que é pauta antiga e constitucionalmente legítima, e fingir que o problema é “falta de espaço fiscal”, quando o que falta, de fato, é coragem política para implementar o que já está escrito na lei e na Constituição.

O retorno do Delegado Luiz Carlos do Carmo ao DEINTER-6: uma nova etapa no combate ao crime organizado na Baixada Santista 5

A recente decisão administrativa que orientou o retorno do delegado de polícia Luiz Carlos do Carmo à chefia do DEINTER-6 – Santos marca uma nova fase na política de segurança pública do litoral paulista.

A medida reflete o direcionamento da Secretaria da Segurança Pública em fortalecer o enfrentamento ao crime violento e estruturado , apostando em gestores experientes na repressão à organizações criminosas violentas;  e de confiança ilibada.

Com ele, reassume parte de sua excelente e experiente equipe !

Profissionais que se destacam pela integração operacional e pela dedicação nas investigações mais complexas, especialmente nas frentes que envolvem o tráfico internacional e a criminalidade organizada na região portuária.

Trata-se da retomada de um modelo de comando baseado em liderança técnica, busca de plena eficácia e transparência nos resultados.

Cabe destacar o excelente trabalho desenvolvido por seu antecessor , o Delegado de Polícia Classe Especial Flávio Ruiz Gastaldi , que retorna com a sua equipe à Delegacia Seccional de Praia Grande: unidade complexa e muito trabalhosa ; que conhece profundamente e onde deixou marcada sua atuação discreta, porém firme e altamente eficiente.

O Delegado Gastaldi, digno representante da classe, é reconhecido por seus pares como profissional de rara dedicação e equilíbrio, cujo estilo de gestão combina firmeza com humanidade.

Sua recondução à Seccional é comemorada por muitos policiais e pela própria comunidade local, que o tem em alta conta pela seriedade e compromisso com o serviço público.

Assim, o litoral paulista continua contando com dois quadros de excelência — Luiz Carlos do Carmo , no comando do DEINTER-6, e Flávio Ruiz Gastaldi , à frente da Seccional de Praia Grande — ambos com trajetórias que simbolizam o melhor da tradição da Polícia Civil de São Paulo: técnica apurada, comando humanístico respeitado e espírito público inegociável.

Em tempos de crescente complexidade criminosa, a escolha de líderes deste nível reforça a esperança de que ainda é possível gerenciar segurança com inteligência, liderança institucional e fidelidade à lei ; valores que, infelizmente, nem sempre inspiram as decisões da alta cúpula, mais afeita a conveniências políticas do que ao mérito.

Ainda assim, o registro fica otimista: a Baixada Santista volta a respirar um ar de competência e comprometimento. 

Que a experiência e o senso de dever de Carmo e Gastaldi sempre prevaleça sobre os ventos da burocracia e da política de ocasião.

Praia Grande saiu ganhando com a “dança das cadeiras “ 4



Na Polícia Civil paulista, diretor de Deinter virou móvel de escritório caro: empurra-se para lá e para cá conforme a conveniência política, jamais segundo critérios públicos e objetivos, de modo que até delegado correto, digno e compromissado como Flávio Ruiz Gastaldi é “premiado” com remoção pra baixo . E  enquanto o governo finge modernização de gestão o “restopol”  aprende, mais uma vez, que ser sério é quase sempre um péssimo  negócio.

Parabéns para a Seccional de Praia Grande!

A PM de São Paulo  dita as regras da reestruturação 21

A reestruturação das forças policiais em São Paulo escancara uma contradição que não pode ser ignorada: enquanto a Polícia Militar conseguiu ampliar horizontes de carreira e valorização, a Polícia Civil permanece aprisionada em um modelo antiquado, que condena seus servidores à estagnação precoce.


Na Polícia Militar, o soldado que antes se aposentava como Terceiro Sargento agora pode chegar até Subtenente. Essa mudança não é apenas simbólica: significa que o militar terá 35 anos de progressão funcional, acumulando aumentos salariais e reconhecimento ao longo de toda a vida profissional. É um avanço concreto, que valoriza o praça e dá dignidade à sua trajetória.


Já na Polícia Civil, o cenário é desolador. O policial civil encontra seu “fim de carreira” por volta dos 18 anos de serviço, quando atinge o topo da progressão possível. A partir daí, sua vida funcional se torna uma espera pela aposentadoria, sem horizontes de crescimento. A reestruturação ignorou a Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil, que prevê a aglutinação de cargos como Escrivão, Investigador e Papiloscopista em um único cargo de Oficial Investigador. Essa medida poderia simplificar a estrutura, ampliar a mobilidade e valorizar de fato a categoria.

Mas São Paulo preferiu manter a fragmentação, perpetuando a duplicidade de funções e a estagnação salarial.


O contraste é brutal: o policial militar terá uma carreira longa e ascendente, com ganhos significativos até o fim; o policial civil, por sua vez, terá sua vida funcional “morta” na metade da trajetória. É uma injustiça institucionalizada. Se a PM conseguiu avançar, por que a PC não pode ter um modelo semelhante, iniciando na 6ª classe e chegando à 1ª classe ao se aposentar, com aumentos proporcionais e equivalentes aos da PM?


A verdade é que a reestruturação paulista foi tímida e desigual. Valorizou os militares, mas deixou os civis à margem. Se o objetivo é fortalecer a segurança pública, não faz sentido manter uma corporação motivada e outra desanimada. A sociedade precisa de policiais civis e militares igualmente valorizados, com carreiras dignas e horizontes de crescimento.


Enquanto essa disparidade persistir, a mensagem transmitida é clara: em São Paulo, há policiais de primeira e de segunda categoria. E isso, em um Estado que depende da integração entre suas forças, é um erro estratégico que mina a eficiência e a justiça dentro da própria segurança pública.

Título: Flit

Texto: Agente da Entorpecente

A transfobia de uma delegada abstrata…Mulher madura cisgênero sem filhos pode ser tratada como mulher abstrata? 9

https://youtube.com/shorts/B93E_t5ONPY?si=kNJ1s0n5QGsvyXRQ

Também pensei muito antes de escrever estas linhas, justamente para não reproduzir a mesma leviandade do vídeo – Derrota para as Mulheres –  em que a delegada Raquel Gallinati diz falar “como mulher”  – e não como delegada , apesar de , aparentemente , estar no interior de uma repartição pública portando arma e distintivo – para insinuar que a eleição de Erika Hilton, mulher trans, à presidência da Comissão da Mulher seria uma espécie de usurpação.


Ela dramatiza uma suposta “estranheza” com termos como “pessoas que gestam” e acusa o uso de categorias mais amplas ( mulheres trans )  de ser uma “abstração” que apagaria mulheres;  fingindo que o problema está na linguagem, quando na verdade é só nojo político travestido de feminismo.


Feminicídio, violência obstétrica e todo o restante da violência de gênero não são monopólio retórico de quem se arvora dona da definição de “mulher”, mas realidades que o Estado tem a obrigação de enfrentar, inclusive quando atingem mulheres trans; reduzir isso a medo de “perder espaço” revela mais sobre o ego de certas autoridades do que sobre a realidade das vítimas.

No caso , verdadeiramente , é apenas vontade de conquistar espaço!


Pensei muito, sim, e continuo convencido de que abstração ;  ou, para ser literal, aberração moral, ética e intelectual  não é a existência de Erika Hilton nem das mulheres trans, mas o discurso – eleitoreiro intempestivo –  de Raquel Gallinati, que tenta apagar pessoas concretas em nome de um monopólio imaginário sobre a palavra mulher .

Destaco:  ela – delegada  de roupinha de couro – trocou aberração por abstração , no contexto do seu “tictoc” pré-eleitoral , sutilmente manipulados como sinônimos…

Será que a delegada Raquel talvez  não seja uma mera abstração diabolicamente construída por interesses pessoais ?

Uma aberração funcional !  

E todos sabem que não se preocupa  muito com a Instituição …nunca se preocupou , assim como tantos e tantos outros .

Mais um caso de vocação tardia na carreira dos Delegados…

Assim como não se preocupa com as mães de filhos trans…

Falando teoricamente sobre as mulheres , mas que nunca teve filhos .

Será que mulher sem filhos pode ser tratada como mulher abstrata?