Tem que acabar com a vitaliciedade para prevaricadores como esse cara de pau – O juiz que se diz endividado com fim do auxílio-moradia deveria aprender a ordenar as suas despesas ou procurar uma profissão melhor como DJ 5

Com salário de R$ 19 mil, juiz se diz endividado com fim do auxílio-moradia

O juiz Ralph Moraes Langanke - Divulgação/Câmara dos Vereadores de Ibirubá (RS)

O juiz Ralph Moraes Langanke Imagem: Divulgação/Câmara dos Vereadores de Ibirubá (RS)

Vinicius Konchinski

Colaboração para o UOL, de Curitiba

30/10/2019 04h03

Resumo da notícia

  • Juiz de Ibirubá (RS) disse estar endividado após corte de auxílio-moradia
  • Por dever a banco, se negou a julgar processo contra o Banrisul
  • Magistrado ganha mais de R$ 19 mil por mês
  • Ele diz querer abrir discussão sobre salário com sua decisão

O juiz Ralph Moraes Langanke, da comarca de Ibirubá (RS), disse ao UOL estar passando por uma situação financeira delicada. Apesar de ganhar mais de R$ 19 mil por mês, cerca de 19 salários mínimos, ele afirmou ter se endividado desde de que seu auxílio-moradia de quase R$ 2.000 mensais foi cortado, após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

E essa dívida, agora, tem o impedido de realizar seu trabalho como magistrado. Por ser devedor do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul), Langanke já se declarou suspeito para julgar cerca de 20 ações em que a instituição financeira está envolvida.

“Em razão da redução real dos salários da magistratura gaúcha provocada pela cessação do pagamento do auxílio-moradia (no meu caso, a redução nominal do salário foi de quase R$ 2.000), tornei-me devedor do Banrisul, visto que, para recuperar o limite do cheque especial, tive que contrair dois empréstimos consignados, cujo pagamento será feito em 84 prestações mensais e sucessivas. Declaro-me suspeito para julgar a presente ação”, declarou ele, num processo.

“Salário injusto e defasado”

Langanke é juiz há 22 anos. Sempre trabalhou para a Justiça Estadual do Rio Grande do Sul. Reclamou, porém, que o estado paga baixos salários a seus juízes na comparação com outras unidades da federação.

“Não acho justo”, afirmou ele, em entrevista. “Pelo trabalho que exerço, pelo risco que corro todos os dias, acho que merecia ganhar mais.”

O juiz disse que tem duas filhas pequenas. Desde que elas nasceram, suas despesas triplicaram. E vêm subindo mês a mês, diferentemente do seu salário. “Meu salário é bom para uma pessoa solteira. Para quem é casado, tem duas filhas, é pouco.”

Langanke reconhece que o valor que recebe mensalmente como magistrado está bem acima do salário da grande maioria dos trabalhadores. Ele reclama, porém, que chefes de estatais gaúchas ganham mais que um juiz. “Um DJ que vai tocar na minha cidade por uma hora vai ganhar R$ 10 mil”, complementou, citando Ibirubá, onde mora.

Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um trabalhador brasileiro, com mais de 14 anos, recebe em média R$ 2.234 por mês. A metade mais pobre da população recebe em média R$ 820 por mês, ou seja, menos que um salário mínimo (R$ 998)

Governador João Doria apresentou pacote de valorização da segurança pública nesta quarta 85

Estado anuncia 5% de reajuste para policiais, bombeiros e agentes penitenciários

O governador João Doria (PSDB) anunciou, na tarde desta quarta-feira, em São Paulo, um aumento de 5% no salário base dos policiais militares, civis e técnico-científicos, agentes de segurança penitenciária e de escolta e vigilância penitenciária e bombeiros.

A medida beneficia os mais de 280 mil profissionais da ativa, aposentados e pensionistas dessas categorias profissionais.

O reajuste faz parte de um pacote de medidas para valorizar o trabalho das forças de segurança, segundo o governador. Todas as medidas passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2020, incluindo o reajuste.

O impacto no orçamento será de R$ 1,5 bilhão por ano, aumento que será coberto, como informou o governo, com o crescimento previsto de 2% para o orçamento estadual do ano que vem.

“Temos a melhor polícia do Brasil e ela merece ser tratada como tal”, disse Doria.

“Durante os quatro anos de governo, promoveremos melhorias para as polícias, bombeiros e agentes do sistema prisional, com melhores condições de trabalho, salário e estrutura”, completou.

Além do reajuste, o governo prometeu que o Estado assumirá a defesa jurídica dos policiais. A defesa deles em ações judiciais será feita pelo governo, que contratará escritórios de advocacia. A medida não se aplicará a policiais respondendo medidas administrativas e a casos de corrupção.

O programa de pagamento de bônus será ampliado e estendido a bombeiros e funcionários das áreas administrativas das polícias e delegacias especializadas. Até então, somente os agentes operacionais tinham direito à bonificação.

Além disso, o pagamento, antes trimestral, será realizado a cada dois meses, contabilizando seis bônus por ano. A estimativa é de que haja um acréscimo de R$ 450 milhões em relação ao valor referente a 2018 (pago em 2019), podendo chegar a R$ 900 milhões por ano.

O valor do auxílio alimentação de todos os policiais –civis, científicos e militares (incluindo os bombeiros)– será equiparado, chegando a R$ 796, variando de acordo com a jornada de trabalho de cada profissional. O benefício passa a ser reajustado anualmente de forma automática.

Além disso, o adicional de insalubridade, concedido a trabalhadores que são expostos a agentes nocivos à saúde, será contabilizados a partir do início do exercício da função, evitando a judicialização do tema.

“O investimento na segurança é permanente, com policiais sendo treinados em vários países. Em abril de 2020, o governo entregará as primeiras 1.500 viaturas blindadas às polícias Militar e Civil”, afirmou Doria.

https://www.ovale.com.br/_conteudo/nossa_regiao/2019/10/90689-estado-anuncia-5–de-reajuste-para-policiais–bombeiros-e-agentes-penitenciarios.html

Governo vai pagar advogado para policial que matar a partir de 2020…( Se for pagar pela tabela da assistência judiciária : CADEIA, NA CERTA ! ) 13

Governo vai pagar advogado para policial que matar a partir de 2020

João Doria anunciou um pacote de medidas para agentes de segurança do Estado, que inclui ainda reajuste salarial e equiparação de auxílio-alimentação

Doria anunciou reajuste salarial

Reprodução/Governo SP

O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na tarde desta quarta-feira (30) uma série de reajustes e bonificações para todos policiais militares, civis e técnico-cientifícos, além de agentes e vigilantes penitenciários, da ativa e da reserva, a partir de janeiro de 2020.

Conforme o anúncio de Doria, todos policiais passarão a receber assistência jurídica a partir do ano que vem para todas as ocorrências que se envolverem, exceto, segundo o governador, para questões administrativas e corrupção.

O anúncio acontece no mesmo dia que os dados oficiais do Governo apontam aumento no número de pessoas mortas por policiais militares em serviço. Nos nove primeiros meses deste ano, 513 pessoas foram mortas por PMs em serviço em casos registrados como resistência.

Sobre o número de mortes por policias militares em serviço, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) disse que “trabalha para reduzir a letalidade policial no Estado”.

O anúncio do Governo também indicou que todos agentes de segurança do Estado vão receber um reajuste salarial de 5%. Todos policiais também terão o direito de receber o adicional de insalubridade pelo risco no trabalho.

Doria também anunciou que o programa de bonificação por resultados passará a ser pago bimestralmente (hoje é trimestral), e será estendido para 40 mil policiais, incluindo bombeiros, membros das corregedorias, entre outros.

Os policiais e agentes também passarão por uma equiparação do auxílio-alimentação, e todos passarão a receber o mesmo valor, que pode ultrapassar R$ 700 mensais, dependendo da jornada de trabalho.

Policiais aguardam angustiados o anúncio do aumento salarial prometido por João Doria…Abaixo de 30% nem sequer restabelecerá a perda inflacionária desde 2013 72

Governo de São Paulo anuncia aumento salarial de policiais e bombeiros
Por Lucas Jozino – Rádio Bandeirantes

O governo de São Paulo vai anunciar , amanhã,  quinta-feira (31) um aumento salarial de policiais civis, militares, técnico-científicos, agentes penitenciários e do Corpo de Bombeiros. Promessa de campanha de João Doria, este será o primeiro reajuste para a categoria.

Membros da Secretaria da Segurança Pública confirmaram à Rádio Bandeirantes que os policiais terão um aumento salarial por ano até 2022.

Hoje, a categoria tem uma das mais baixas remunerações comparado aos outros estados da federação. Na Polícia Civil, por exemplo, os salários iniciais de um delegado, investigador e escrivão estão entre os piores do Brasil.

 

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Não acreditamos que o governo disponha de recursos para , neste primeiro momento , conceder reajustes na ordem de 30% …

Aliás, trinta por cento que não representa quase nada para a grande maioria dos policiais civis e militares.

Possivelmente, o governador é quem ficará angustiado com os apupos.

Lembrando, também,  que o PSDB não atende a reivindicações desta ou daquela classe funcional…

Atende apenas às reivindicações universais e republicanas…

Salvo de  uma ou de outra categoria, ou seja, aqueles  funcionários que trabalham  sobre grande pressão: procuradores, fiscais de rendas , defensores, assessores , secretários; etc.  

 

Polícia e Direitos Humanos: um diálogo (im)possível? 2

Polícia e Direitos Humanos: um diálogo (im)possível?

Um dos maiores consensos existentes no Brasil do século XXI é o que fala que os Direitos Humanos defendem “vagabundos” criminosos. Qualquer crime de grande repercussão que ocorra, essa ideia surge impreterivelmente, avançando para o conceito de pena de morte ou até mesmo execuções sumárias realizadas por “cidadãos de bem” armados ou pelas forças policiais, podendo estas agirem fora dos padrões legais e técnicos para realizarem a vingança que parte da sociedade tanto almeja.

Primeiramente, é necessário compreendermos o que são os chamados “Direitos Humanos”. Antes de tudo, são uma construção histórica que surge com o avanço das sociedades na busca de relações mais justas e harmônicas, principalmente após a Revolução Americana (Estados Unidos da América) e a Revolução Francesa (França), ambas ocorridas no século XVIII e, posteriormente, com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Via de regra, os Direitos Humanos são divididos em três dimensões. A primeira dimensão diz respeito à liberdade, dando conta da relação dos indivíduos frente à atuação do Estado, ou seja, este ente poderoso não pode interferir na liberdade dos seus cidadãos sem existirem regras claras e motivação razoável para isso. A segunda dimensão está focada na igualdade, sendo a tônica os direitos sociais, econômicos e culturais como, por exemplo, o direito à aposentadoria e acesso à saúde gratuita. Por fim, temos a terceira dimensão, que trata sobre a fraternidade e solidariedade, relacionadas ao desenvolvimento e progresso, ao meio ambiente e à autodeterminação dos povos.

É importante ressaltar que o principal diploma dos Direitos Humanos foi escrito em contraponto aos horrores do fascismo e do nazismo, após milhões de mortes de inocentes, e possui forte cunho liberal e capitalista. Esse documento, conhecido como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, traz diversos preceitos sobre o respeito à vida (Artigo III), à liberdade (Artigo III), à propriedade (Artigo XVII) e, principalmente, à segurança pessoal (Artigo III).

É possível imaginar que ninguém seria contra estes preceitos. Então, qual seria o motivo de existir no Brasil uma resistência e uma crítica tão agressiva vinculando-os à proteção da criminalidade? Para compreendermos esse fenômeno, é necessário retornarmos ao período da ditadura cívico-militar que ocorreu no Brasil a partir de 1964. Nesse período, os órgãos policiais e militares realizavam perseguições, torturas, estupros e execuções dos dissidentes políticos. Diversas organizações, vinculadas à defesa dos Direitos Humanos, passaram a denunciar tais abusos, que feriam frontalmente à Declaração Universal, principalmente o Artigo V deste documento, o qual o Brasil é signatário.

Com a redemocratização, lenta e gradual, e a anistia ampla e irrestrita, os crimes cometidos pelos agentes públicos, membros das forças de segurança, permaneceram impunes e estes seguiram atuantes dentro dos seus respectivos órgãos, propagando a ideia de que os opositores ao regime ditatorial, principalmente membros da esquerda, eram criminosos. Ao mesmo tempo, o colapso do sistema prisional brasileiro avançou e, mais uma vez, os grupos militantes de Direitos Humanos passaram a denunciar as condições degradantes nos presídios e os abusos cometidos pelo Estado contra os detentos.

A partir dessa realidade, o terreno estava pronto para ser germinado. Quando, ainda dentro do período ditatorial, os índices de criminalidade dispararam, o medo passou a fazer parte da rotina nacional, com jornais e programas sensacionalistas propagando notícias sobre violência e impunidade.

A vinculação entre Direitos Humanos e criminalidade passou a ser realizada de forma automática, assim como a vinculação da esquerda como portadora desta pauta, mesmo que, historicamente, tenha sido um conceito eminentemente liberal.

A polícia no Brasil é uma das que mais mata, mas, ao mesmo tempo, somos o país em que mais policiais são executados. Nesse contexto, é de extrema relevância que façamos reflexões sobre a manutenção e ampliação dos Direitos Humanos no Brasil, pois todos os lados estão perdendo em uma guerra travada no âmbito interno de uma nação.

Primeiramente, é necessário que se realize um debate sério e racional sobre o militarismo dentro das Polícias Militares, que acabam por tratar determinados cidadãos como inimigos a serem abatidos e eliminados, o que seria exatamente o conceito contrário da ação policial, focada na prevenção do crime e na prisão dos criminosos para que estes possam ser julgados pelos poderes competentes. Não por acaso, manifestantes sejam tratados com extrema violência, mesmo que dentro das suas demandas estejam contidas a justa defesa da previdência e do serviço público de qualidade, o que atingiria positivamente os próprios policiais e suas famílias.

Ao mesmo tempo que o militarismo acaba tendo um reflexo negativo frente à sociedade, com sua lógica estrutural focada na eliminação do inimigo, ele ainda ataca os Direitos Humanos dos próprios policiais, com jornadas abusivas, obediência a comandos ilegais e imorais, com salários irrisórios, sem direito de manifestação ou organização de classe, correndo o risco de se submeterem à prisão administrativa caso o seu superior hierárquico assim o decidir. Não por acaso, ao lado dos professores, recebem os piores salários do país, principalmente aqueles que trabalham de sol a sol na linha de frente do combate à criminalidade.

Foto: Eduardo Saraiva

A estrutura policial, pensada para dividir os policiais por castas, também acaba sendo uma afronta à tão falada meritocracia e dignidade dos profissionais da segurança pública. Alguns entram pela parte “de baixo” (agentes e praças) e outros entram pela parte “de cima” (delegados e oficiais), o que não ocorre em nenhuma outra nação desenvolvida. Dessa forma, se perpetua a divisão de classes dentro das próprias polícias, que acabam sendo órgãos ineficientes na medida em que não valorizam seus membros mais capazes e experientes, acabando por desmotivar seus quadros, em troca da manutenção do controle da base nas mãos de um seleto grupo, via de regra, proveniente de uma elite financeira que foca sua trajetória na realização de concursos públicos. Temos então, um abismo salarial e de condições de trabalho dependendo da forma de ingresso nas forças policiais, demonstrando mais uma vez uma afronta aos direitos mais básicos desses cidadãos.

O governo Bolsonaro, que se elegeu defendendo a pauta da segurança pública e de valorização policial, já demonstrou que pretende aprofundar ainda mais a lógica do confronto, expondo os agentes da segurança pública a maiores enfrentamentos armados e instigando dia-após-dia a lógica do inimigo, tratando a oposição como um grupo criminoso a ser combatido. Porém, em relação a melhorias salariais e garantias dentro da reforma da previdência, acabou por atacar os direitos humanos e fundamentais destes trabalhadores e de suas famílias. Em nenhum momento foi proposto um piso salarial nacional para a categoria, nem foi pensado qualquer tipo de atendimento psicológico ou social, qualquer tipo de reforma estrutural a fim de valorizar os policiais e que garantam uma aposentadoria digna para aqueles que colocam sua vida em risco em prol da sociedade, nem tampouco investimentos pesados em capacitação e equipamentos que podem salvar a vida desses profissionais.

O que se vê é um incentivo estatal aos abusos e às execuções sumárias, característica de grupos milicianos, discurso este embasado em uma suposta ordem e retorno a um passado de segurança, um típico discurso fascista.

O caso atual mais claro de uso político-partidário das forças policiais para manutenção do status quo em nosso continente, pode ser verificado no Chile, onde até o momento mais de 18 pessoas foram executadas, além de centenas de denúncias de tortura, estupro e prisões arbitrárias cometidas pela polícia local, instigada pelo discurso de manutenção da ordem e de que estão combatendo um inimigo “poderoso”, no caso, seu próprio povo. Sem dúvidas, os policiais também sofrem com os desmontes dos serviços públicos e ganharão com a vitória das manifestações, pois também pertencem à classe dos trabalhadores.

É de extrema importância que se compreenda que não existem Direitos Humanos sem segurança pública e nem segurança pública sem Direitos Humanos, pois um depende do outro para ser colocado em prática de forma plena. Roubo, latrocínio, homicídio, todo e qualquer tipo de crime, são uma afronta direta aos seus preceitos básicos.

Um diálogo entre as instituições estatais e a população, buscando uma aproximação verdadeira e um entendimento das demandas, pode trazer uma maior sensação de segurança por parte da sociedade e melhoras estruturais relevantes para as instituições policiais e seus profissionais.

Não há defesa de criminosos por parte dos Direitos Humanos que, na realidade, protegem os indivíduos de qualquer tipo de abusos, indiscriminadamente, buscando a dignidade, a paz e a justiça no maior grau possível, o que só traz benefícios para toda a sociedade. É urgente que essa verdade chegue até onde as “Fake News” já fizeram morada.

NEM TODO DELEGADO É PILANTRA E VAGABUNDO COMO CERTOS OFICIAIS MILITARES – Bolsonaro emprega a mesma tática dos criminosos contumazes: culpa o Delegado de Polícia e aciona o seu cão de guarda MOR ( o ) para instrumentalizar a Polícia Federal em sua defesa 20

Bolsonaro aciona Moro para porteiro prestar depoimento à Polícia Federal

Em resposta a TV Globo, Jair Bolsonaro deixa em dúvida concessão da emissora - Em resposta a TV Globo, Jair Bolsonaro deixa em dúvida concessão da emissora

Em resposta a TV Globo, Jair Bolsonaro deixa em dúvida concessão da emissora Imagem: Em resposta a TV Globo, Jair Bolsonaro deixa em dúvida concessão da emissora

Luciana Amaral

Do UOL, em Riad (Arábia Saudita)

30/10/2019 04h54Atualizada em 30/10/2019 07h23

Resumo da notícia

  • Porteiro disse que suspeito de matar Marielle foi à casa de Bolsonaro
  • Presidente quer que a Polícia Federal tome o depoimento do porteiro
  • Bolsonaro disse que estava na Câmara, em Brasília, no dia do assassinato de Marielle

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje estar conversando com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que o porteiro de condomínio onde mantém residência no Rio de Janeiro possa ser ouvido novamente em depoimento na investigação que apura a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), mas pela Polícia Federal.

“O porteiro ou se equivocou ou não leu o que assinou. Pode o delegado [da Polícia Civil] ter escrito o que bem entendeu e o porteiro, uma pessoa humilde, né, acabou assinando embaixo. Isso pode ter acontecido. Estou conversando com o ministro da Justiça, o que pode ser feito para a gente tomar, para a polícia pegar o depoimento novamente. O depoimento agora desse porteiro pela PF”, declarou.

Bolsonaro disse ainda estar “aguardando a TV Globo ter a dignidade” de o convidar para uma entrevista ao vivo no “Jornal Nacional”, principal telejornal da emissora, a fim de esclarecer menção a seu nome na investigação que apura a morte de Marielle em março de 2018.

“Aguardo a TV Globo me convidar para o horário nobre do ‘Jornal Nacional’ falar sobre o caso Marielle no conjunto onde eu moro”, declarou, ao sair do hotel em Riad, capital da Arábia Saudita, onde está hospedado.

A matéria relata que o porteiro do condomínio onde Bolsonaro mantém residência no Rio de Janeiro afirmou que o suspeito de matar a vereadora Marielle Franco pediu para ir à casa do presidente no dia do crime. O condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro tem casa, é o mesmo onde vivia o policial militar reformado Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil como o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson.

O porteiro do condomínio onde morava Bolsonaro à época disse em depoimento que alguém com a voz dele autorizou a entrada de um dos suspeitos da morte da vereadora no dia do crime. Bolsonaro, no entanto, neste dia estava na Câmara dos Deputados, segundo registro de presença da Casa.

Fac-símile do controle de acesso ao condomínio Vivendas da Barra mostra registro do nome "Élcio", do carro "Renault Logan, placa AGH-8202" e da casa número "58", imóvel de Bolsonaro - Reprodução
Fac-símile do controle de acesso ao condomínio Vivendas da Barra mostra registro do nome “Élcio”, do carro “Renault Logan, placa AGH-8202” e da casa número “58”, imóvel de Bolsonaro

Imagem: Reprodução

Minutos após a divulgação da matéria no Brasil e na madrugada de Riad, seis horas à frente do horário de Brasília, Bolsonaro fez a transmissão ao vivo nas redes sociais. Ele mostrou grande indignação com o conteúdo da reportagem, atacou a imprensa e disse que está disponível para ser ouvido no processo. O presidente afirmou que conseguiu dormir apenas uma hora nesta noite.

Hoje, ele chamou a reportagem de mentirosa e disse que foi produzida com o objetivo de “prejudicar os negócios do Brasil” enquanto viaja pela Ásia e pelo Oriente Médio.

Bolsonaro nega envolvimento em caso Marielle e ataca Globo e Witzel

UOL Notícias

Bolsonaro defendeu que estava na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia do crime e voltou a criticar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por supostamente vazar o processo que corria em segredo de Justiça.

“Você [Witzel] sabia que esse processo corria em segredo de Justiça. Isso quem vazou para a Globo foi você, como sempre a Globo vazando”, disse, citando coluna da revista Veja que afirma que Witzel sabia antecipadamente da reportagem da emissora e estava contente com os fatos a serem revelados.

Witzel nega interferência na investigação e nega as acusações de que teria vazado informações à imprensa.

Bolsonaro ainda falou que Witzel teria comentado a ele que “o processo está no Supremo [Tribunal Federal]” em um encontro inesperado entre os dois no Clube Naval do Rio de Janeiro em 9 de outubro. Ao ser questionado sobre que processo seria esse, Witzel teria confirmado se referir ao de Marielle.

Ao perguntar o que teria a ver com o processo de Marielle, relatou Bolsonaro, Witzel teria dito que o porteiro do condomínio citou o nome do presidente.

“Então, no meu entendimento, o senhor Witzel estava conduzindo o processo com delegado da polícia civil para tentar me incriminar ou pelo menos manchar meu nome com essa falsa acusação que poderia estar envolvido na morte da senhora Marielle”, falou Bolsonaro.

Para Bolsonaro, o porteiro está sendo usado pelo delegado da Polícia Civil por ser uma pessoa pobre. O presidente voltou a falar que Witzel só se elegeu por ter se colado à imagem dele e de um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e agora quer prejudicar a família Bolsonaro para se eleger à Presidência da República em 2022.

 

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O fato de não estar presente no local da execução não significa que não possa estar envolvido nos homicídios com eventual mandante ou participante.

O porteiro pode perfeitamente  ter sido atendido por um dos filhos e confundindo a voz e maneira de falar acreditado ser o próprio “seu Jair” .

Quem atendeu o interfone pode ter se dirigido à casa do PM acertando os últimos detalhes da empreitada criminosa, levando parte do pagamento, inclusive.

Com essa farsa pretendiam forjar um álibi para os executores e para os mandantes…

Mas há sempre um câmera delatora no caminho…kkk

E sempre um delegado pilantra como os membros da corja do Bolsonaro.