I shot the sheriff…but I did not shoot the deputy 13

REVISTA ÉPOCA | BRASIL
JUDICIÁRIO | POLÍCIA FEDERAL

Um tiro no delegado

O secretário de Justiça pede férias depois de flagrado em conversas com acusado de contrabando. Não deverá voltar
Leonel Rocha

Pablo Valadares

SEM RETORNO
Romeu Tuma Júnior, na semana passada. Ele luta para ficar, mas já perdeu a confiança dos chefes

O delegado da Polícia Civil de São Paulo Romeu Tuma Júnior foi nomeado secretário Nacional de Justiça em setembro de 2007. Ganhou o cargo como resultado de um acordo político que incluiu a transferência de seu pai, o senador Romeu Tuma (SP), do oposicionista DEM para o PTB, partido da base de apoio do governo. Filiado ao PMDB paulista, Tuma Júnior ganhou mais poderes no dia 23 de abril deste ano, quando passou a presidir o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.

 

Na terça-feira, Tuma Júnior pediu um mês de férias para preparar sua defesa na Comissão de Ética Pública, onde é acusado de ter ligações com o chinês naturalizado brasileiro Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li e apontado como um dos chefes do contrabando no Brasil. Tuma Júnior não retornará ao cargo. Ele perdeu a confiança do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que já informou ao presidente Lula sobre a gravidade das descobertas da Polícia Federal (PF) a respeito do suposto envolvimento do delegado com a máfia do contrabando.

 

A misteriosa amizade de Tuma Júnior com o chinês foi revelada há duas semanas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a partir de relatório da Operação Wei Jin, realizada pela Polícia Federal em setembro de 2009. O documento reproduz interceptações telefônicas de conversas entre Tuma Júnior e Paulo Li. Uma das gravações mostra um telefonema de Paulo Li para o delegado no momento em que o chinês era preso pela acusação de formação de quadrilha e descaminho, nome técnico para a sonegação de impostos de importação. Antes de ser preso, Paulo Li circulava livremente pelo Ministério da Justiça. A PF também o acusa de intermediar a emissão de vistos para chineses em situação irregular no país.

 

Em agosto de 2009, segundo a PF, Tuma Júnior convidou Li para um encontro em Brasília ou Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. “Tenho um monte de respostas daqueles negócios. Se você quiser vir…”, diz o delegado. Demonstrando intimidade, Tuma Júnior sugere que os dois dividam o mesmo quarto de hotel. Durante a operação de busca e apreensão da PF no escritório e na casa de Paulo Li, os policiais encontraram mensagens trocadas entre Paulo Li e Tuma Júnior na memória de um computador. Numa delas, o delegado comemora a resolução de um dos casos de emissão de vistos. Na mensagem enviada ao chefe do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Tuma Júnior escreve: “É o caso do Paulinho!! Mais um caso resolvido. É noisssssssssssssssss!!”.

 

O delegado também chefiava o Departamento de Recuperação de Ativos do ministério e era responsável pelo rastreamento de dinheiro enviado ilegalmente ao exterior. Depois das denúncias, Tuma Júnior disse que só falaria quando tivesse acesso ao inquérito.

 

O senador Tuma, pai do delegado, evitou comentar o caso. A amigos, disse que o filho sofre perseguição política de opositores dentro da própria PF. O envolvimento de Tuma Júnior com a máfia chinesa deve dificultar ainda mais a vida política de Tuma pai. Ele quer disputar a reeleição ao Senado, mas até a semana passada não tinha espaço em nenhuma das alianças já formadas no Estado.

“É questão de honra. Não vamos deixar sem resposta”, disse Moron…ERA MELHÓ DE BÃO FAZÊ UMA VAQUINHA ENTRE OS BACHAREL RICO DESSA ZONA PRÁ MODE FINGIR RECUPERAR O DIN DIN 13

Retrato falado.

Os trancos que levou do ladrão na tentativa de arrancar a bolsa causaram um hematoma e uma forte distensão muscular no braço direito. Ela foi medicada no mesmo dia. Ontem, achava difícil recuperar o prejuízo. “Vou reclamar para quem? Para o bispo?”

A Corregedoria da Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso.

O delegado seccional de Sorocaba, André Moron, disse que a conduta dos policiais que estavam no local – uma atendente, um carcereiro e um escrivão – será investigada.

De acordo com Moron, o escrivão estava numa sala contígua à recepção quando ouviu o tumulto. “Ele saiu, mas demorou para entender o que se passava e pensou realmente que era briga de marido e mulher. A situação era tão absurda que os outros policiais ficaram sem ação.”

O delegado acredita que nem os bandidos sabiam que ali era uma repartição policial – o prédio não tem identificação externa nem conta com câmeras de vigilância. “Onde apareceu a oportunidade, eles atacaram.”

Um agente da capital foi a Salto apenas para fazer o retrato falado do criminoso e a polícia da cidade estava empenhada ontem em prendê-lo.

“É questão de honra. Não vamos deixar sem resposta”, disse Moron.

O delegado seccional de Sorocaba, André Moron, disse ao G1 que talvez os criminosos tenham confundido o distrito com qualquer outra repartição pública 17

14/05/2010 13h18 – Atualizado em 14/05/2010 18h19

‘Qualquer um se sentiria seguro ali’, diz mulher assaltada em delegacia

Comerciante do interior de SP tinha R$13,5 mil em bolsa levada por dupla.
Ela conta que foi arrastada por um dos homens para fora da delegacia.

Emilio Sant’Anna Do G1 SP

“Quem não se sentiria seguro dentro de uma delegacia? Qualquer um se sentiria”, desabafa a comerciante de 52 anos assaltada dentro do 1º Distrito Policial de Salto, a 107 km de São Paulo, na tarde de quinta-feira (13). Ela, que foi ao local registrar uma queixa de furto de seu celular, viu dois homens levarem R$13,5 mil que estavam em sua bolsa. “Ainda estou tentando entender tudo isso”, disse ela ao G1 nesta sexta-feira (14). Ela não quer se identificar.

A comerciante tinha acabado de sacar o dinheiro no banco, passou em uma loja de penhores e de lá foi direto para a delegacia. O dinheiro seria usado para pagar dívidas e para quitar as despesas com a viagem de seu filho que voltou da Inglaterra há poucos dias.

Segundo ela, os dois homens entraram na delegacia e foram direto em sua direção. “O rapaz entrou e não viu mais nada, nem ninguém, foi direto para minha bolsa”, diz.

Ela conta que agarrou a bolsa e foi sendo arrastada por um dos assaltantes, enquanto o outro homem gritava para que o colega atirasse nela. Ela acabou tendo o braço ferido e precisou receber atendimento médico. “Acho que ele não atirou porque não tinha bala ou por medo de atingir o outro homem que estava me puxando”, afirma.

O dinheiro levado pelos dois homens veio de uma herança recebida pelo marido da vítima, R$15 mil. Como ela havia pagado cerca de R$2 mil na loja de penhores, não restou nada da herança. “Sinceramente não tenho esperança de rever esse dinheiro, nem mesmo que os ladrões sejam presos”, diz.

Ou eles não sabiam que era uma delegacia ou sabiam que não tinha muita segurança lá”
Vítima

Ninguém tentou impedir o roubo dentro da delegacia. Estavam no local, um escrivão, uma carcereira e uma funcionária da prefeitura. Os dois primeiros estariam armados. “O escrivão falou na minha frente que achou que era uma briga de casal”, conta a comerciante.

Após o roubo, o caso tomou grandes proporções na cidade, onde, segundo ela, não se fala em outra coisa. “Ou eles não sabiam que era uma delegacia ou sabiam que não tinha muita segurança lá”, afirma.
 

Policiais dizem que não viram
O escrivão e a carcereira do 1º Distrito Policial de Salto que estavam na delegacia contestaram nesta manhã à Corregedoria da Polícia Civil e aos seus superiores a versão de que eles viram a ação criminosa e não fizeram nada porque teriam confundido o roubo com uma briga de casal. Eles alegam que estavam trabalhando em salas separadas do plantão policial e, por isso, não assistiram ao assalto. Disseram ainda que ouviram uma “gritaria”, acharam se tratar de uma briga de casal, quando se deram conta foram ver o que acontecia e viram homens saírem com a bolsa da mulher. Só depois eles teriam percebido que eram assaltantes em fuga.

O delegado seccional de Sorocaba, André Moron, disse ao G1 que talvez os criminosos tenham confundido o distrito com qualquer outra repartição pública. “Como a delegacia funciona numa casa improvisada, ao lado de uma creche, os policiais acham que os assaltantes não são da região. Eles acreditam que os bandidos não pensaram que estavam dentro de uma unidade policial. Afinal de contas, foi uma ação bastante ousada”, disse o delegado Moron.

Polícia Civil ameaça entrar em greve caso proposta de piso salarial nacional não seja votada 20

14/05/2010 – 15h37 / Atualizada 14/05/2010 – 20h44

Polícia Civil ameaça entrar em greve caso proposta de piso salarial nacional não seja votada

Raquel Maldonado*
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Os sindicatos estaduais dos policiais civis de todo o país estão reunidos na tarde desta sexta-feira (14) para decidir se aderem à greve proposta pela Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). A entidade prevê paralisação por tempo indeterminado, a partir da próxima quarta-feira (19), caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 446/09 não seja votada na Câmara dos Deputados até dia 18.

O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, disse ao UOL Notícias que os Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Acre já deliberaram pela adesão à paralisação. Também já votaram pela greve os profissionais de Alagoas, Bahia e Paraíba. Já os policiais civis de Goiás resolveram realizar uma nova assembleia na próxima quarta-feira para ratificar a adesão à greve nacional convocada pela Cobrapol.

“Esperamos agora que os demais Estados votem para que possamos decidir, em conjunto, de acordo com o que resolveu a maioria dos sindicatos”, complementou. A decisão deve sair até a manhã desta sábado.

A Proposta
A PEC 446/09 prevê a criação de um piso nacional para a categoria com o objetivo de acabar com disparidades entre os salários de servidores dos diversos Estados. O salário de um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, por exemplo, é quatro vezes maior do que um militar da mesma patente no Rio de Janeiro.

Segundo a assessoria de imprensa da Cobrapol, na última terça-feira (11) o órgão encaminhou ofício ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), solicitando reunião para discutir o retorno da proposta à pauta de votação do plenário.

No documento, a Cobrapol informava sobre a realização das assembleias estaduais para deliberar sobre a proposta de greve geral dos policiais civis. De acordo com Gandra, após o envio, Temer haveria sinalizado a favor de votar a PEC 446/09 no dia 18.

*Com informações da Agência Brasil

17 DE MAIO: DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À HOMOFOBIA 33

Há vinte anos, em 17 de Maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou a retirada do código 302.0, correspondente à homossexualidade, da Classificação Internacional de Doenças. Neste dia, a OMS declarou: “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão”. Essa nova classificação foi um marco para a conquista dos direitos LGBT e a luta contra a homofobia no mundo, uma vez que a homossexualidade era considerada doença desde 1948 pela instituição. Entretanto, apesar do reconhecimento pela OMS, ainda hoje pessoas de diversas orientações sexuais estão sujeitas ao preconceito irracional que leva ao medo e à aversão, os quais, conseqüentemente, desencadeiam atitudes discriminatórias (algumas vezes até mesmo violentas).

O major Dhaubian Braga Brauioto Barbosa, do 32º Batalhão da Polícia Militar, é suspeito de ter usado, no horário de serviço, armas, munição, viatura, pessoal e outros equipamentos do Estado para ministrar um curso particular de tiro 12

MP investiga curso de tiro dado por major

Oficial é suspeito de ter usado arma, viatura, colete e munição da PM em aula particular

Josmar Jozino, josmar.jozino@grupoestado.com.br

O major Dhaubian Braga Brauioto Barbosa, do 32º Batalhão da Polícia Militar, é suspeito de ter usado, no horário de serviço, armas, munição, viatura, pessoal e outros equipamentos do Estado para ministrar um curso particular de tiro. O Ministério Público Estadual (MPE) abriu inquérito para apurar as denúncias.

O Jornal da Tarde teve acesso a 36 fotografias com imagens do oficial dando instruções de tiros, num estande em Suzano, na Grande São Paulo. Os alunos, estranhos à corporação, seriam antigos funcionários da Prefeitura de uma cidade vizinha a Suzano e um tenente-coronel aposentado da Polícia Militar.

Uma das fotos mostra cinco caixas lotadas de munição de vários calibres. O material está sobre uma mesa. Em outra foto aparece o major Dhaubian manuseando armas ao lado dos antigos funcionários da Prefeitura. Há também imagens de pistola Glock, calibre 9 mm, pistola ponto 40. – armamento utilizado pelos policiais militares – e uma carabina, provavelmente de calibre 22.

Em outras fotos aparecem, sobre a mesa, coletes à prova de bala, com logotipo da Polícia Militar. Dois alunos usam o colete da PM. O terceiro aluno, o oficial aposentado da PM, aparece atirando com uma arma de longo alcance. À frente dele está a viatura Blazer, de prefixo 32026, do 32º Batalhão. O major Dhaubian é o subcomandante da unidade.

O oficial disse anteontem ao Jornal da Tarde que as fotos obtidas pela equipe de reportagem referem-se a um evento entre a PM e a Prefeitura da cidade vizinha. O major acrescentou ainda que existem procedimentos investigativos sobre o caso no Ministério Público e na Justiça Militar.

Dhaubian disse que conhece o autor das denúncias. O major afirmou, sem dar maiores detalhes, que o denunciante quer vingar-se dele. As denúncias foram feitas ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos, na Grande São Paulo. A promotora Celeste Leite dos Santos, da 4ª Promotoria de Justiça de Suzano, foi designada para acompanhar o caso e instaurou um inquérito civil.

Segundo a promotora, o caso está na fase de investigação. Celeste disse que o major vai ser ouvido oportunamente. Afirmou ainda que enviou ofício ao Comando da Polícia Militar pedindo informações sobre o episódio.

A promotora acrescentou que só depois de colher todas provas e ouvir o major é que terá uma análise conclusiva do procedimento. Celeste explicou também que o caso poderá ter dois desfechos: Se houve autorização da PM para o curso de tiro, ela pedirá o arquivamento. Se for constatado a prática de ato de improbidade administrativa, ela irá propor a abertura de uma ação civil pública.

Informações

No ofício enviado ao Comando da Polícia Militar, a promotora pede, num prazo de 10 dias, informações sobre o nome, qualificação e local em que se encontram lotados os PMs que aparecem nas fotos. Ela também solicita o nome dos responsáveis pelas armas.

A promotora quer saber ainda o horário de trabalho dos PMs desde dezembro de 2009; se havia autorização para instrução de tiros com o uso de armas e munição da corporação e se foi instaurada sindicância e processo administrativo para apurar a responsabilidade dos envolvidos.

O Ministério Público pediu à Polícia Militar a identificação das armas e da munição, para saber se pertencem à corporação. E solicitou ainda apresentação de notas fiscais da munição adquirida pela PM em 2009 e 2010.

A PM informou ontem, por meio de seu Serviço de Comunicação Social, que a corporação também investiga o caso e que irá se manifestar ao Ministério Público Estadual no prazo estabelecido.

CRIMES DE MAIO: Ato realizado na Capital, com a participação de familiares de vítimas de grupos de extermínio, pede investigação na esfera federal 8

JORNAL A TRIBUNA DE SANTOS

Acontece hoje na Associação Comercial de Santos, às 15 horas, audiência pública para tratar dos crimes de maio de 2006.

O Ouvidor Nacional da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Fermino Fechio, além de autoridades policiais, Ministério Público, movimento Mães de Maio, Defensoria Pública e Assembleia Legislativa participam da discussão. 

RENATO SANTANA
ENVIADO A SÃO PAULO
O que uma assinatura pode significarparaumconjuntodepessoas? Para mães e familiares de vítimas de grupos de extermínio, mortos em maio de 2006, a fronteira entre a impunidade e a esperança. Ontem, na Praça do Patriarca, coração financeiro da Capital paulista, foi assinado o pedido para que os Crimes de Maio sejam investigados e julgados em âmbito federal. “Hoje (ontem) fez quatro anos da morte do meu filho. Depois de tanta dificuldade, estamos chegando em algum ponto”, disse entre lágrimas Edinalva Santos. As assinaturas das quatro mães, foram feitas em um ato público para lembrar os quatro anos de impunidade dos crimes e os 122 de abolição da escravatura. “O Estado Brasileiro foi constituído com base no racismo e nesses crimes. Jovens negros e pardos foram as maiorias das vítimas”. A opinião é de Douglas Belchior, dirigente da UNE afro, grupo que articula núcleos de atuação comunitária nas periferias. Para ele, a polícia faz o que o capitão do mato fazia nos tempos de escravidão: pegar negro fugido. O pedido chega hoje a Brasília. A Defensoria acrescentou dados do perito Ricardo Molina sobre as mortes. Também, um relatório da Ouvidoria da Polícia do Estado, de maio de 2006 até o final do ano passado. De um total de 81 homicídios, em 49 casos há participação de grupos de extermínio compostos por policiais. “Isso comprova que de lá para cá isso não acabou. Veja que é o reconhecimento de um órgão oficial”, disse o defensor público Antônio Maffezoli. Para Débora Maria da Silva, líder do movimento Mães de Maio, o estado não deu nenhuma satisfação para as famílias. “O colarinho branco rouba e o pobre é que é penalizado”. Para ela, cada jovem que for morto pelos grupos de extermínio, se tornará um filho do movimento.
BUSCA POR ISENÇÃO
A Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura (Acati), juntamente com a Defensoria Pública, ONG Justiça Global e Associação de Mães e Familiares Vítimas da Violência, pedem a federalização dos processos. Gorete Marques, representando a entidade, disse esperar que o Procurador Geral da República acate o pedido, pois no âmbito estadual os processos não foram bem tratados. “Terá maior isenção porque não é possível os processos serem arquivados com tantas provas disponíveis e informações publicadas”, A Acati acompanha o caso desde outubro do ano passado. Se o pedido de federalização não for aceito,os processos seguirão para a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Na praça, por todo canto era possível ver mães e familiares chorando e buscando forças entre si. Edinalva, uma das mais emocionadas, chegou a ser presa por oito dias. A polícia encontrou drogas em sua venda de pastel. Militante do movimento de mães, a Defensoria Pública acredita em retaliação. No ato de ontem, uma carta foi protocolada no Governo do Estado pedindo explicações sobre a violência policial contra os negros.
MOVIMENTO NACIONAL
Uma caravana com mães e familiares de vítimas do Rio de Janeiro participou do ato. Na bagagem, centenas de fotos de jovens mortos pela violência policial e de grupos de extermínio. Maristela dos Santos mora em Santa Tereza. Teve um irmão executado por policiais em abril do ano passado, no Morro da Coroa. No boletim de ocorrência, resistência seguida de morte. No entanto, o laudo cadavérico diz que o rapaz foi morto com um tiro na nuca e estava ajoelhado. “Desde então minha vida mudou. Passei a ser ameaçada e um outro irmão meu sofreu um atentado. Não saio mais à noite”, afirmou. No caso de Márcia Honorato, a vida passou a ser clandestina. Em 2005, ela testemunhou uma chacina em Nova Iguaçu. Vinte e nove mortos. Passou a organizar movimentos e a receber ameaças. Tornou-se a primeira protegida do Programa Nacional de Defensoria dos Direitos Humanos. “Hoje posso defender qualquer pessoa que tenha direitos violados. Recebo proteção e moro numa casa que nem meus filhos sabem onde fica”. Em São Paulo, Francisco Gomes ainda procura o filho desaparecido desde 16 de maio de 2006. No auge dos ataques, Paulo Alexandre Gomes saiu para encontrar a namorada e nunca mais voltou. Estava em liberdade condicional, mas comemorava o iminente fim dela, além do trabalho recém conquistado. “Saí procurando em todo lado e ainda tenho a esperança de encontrá-lo. Cheguei a ir falar com traficantes para saber se eles o mataram. Me disseram que quando matam deixam o corpo para a família enterrar. Só pode ter sido a polícia”, desabafou.
WALTER MELLO

Leitura rápida

Audiência

Entre as mães de vítimas da violência, estava Elza Pinheiro dos Santos. Seu filho foi espancado até a morte nos fundos da 13ª Delegacia de Polícia da Casa Verde, Zona Norte da Capital, no último dia 10 de abril. No mesmo terreno funciona a 1ª Companhia da Polícia Militar. O caso teve repercussão nacional. Eduardo discutia com dois outros rapazes quando uma ronda da PM os abordou. O rapaz, que trabalhava como entregador de água e botijão de gás, levou um soco no peito. Ao tentar se defender, levou um jato de spray de pimenta no rosto e muitos tapas. Foi levado para o distrito em uma viatura. Os outros dois rapazes em outra. “Só fui dar conta da ausência dele na segunda-feira. Achei que tivesse feito as pazes com a namorada porque estava muito entusiasmado com o aniversário da filha”, lembrou Elza. Com o irmão de Eduardo, foi até a delegacia. Nenhuma ocorrência registrada. Acharam o corpo do rapaz no Instituto Médico Legal (IML). O relatório dizia que Eduardo foi localizado numa rua em Santana, bairro que morava. Testemunhas, incluindo os dois garotos que estavam com Eduardo, garantiram que ele foi colocado dentro de uma viatura da PM. A história não bateu. Doze policiais envolvidos foram presos: uma tenente, um sargento e dez soldados, entre eles uma mulher. “Vim aqui hoje (ontem) para somar forças contra esses assassinatos”, disse a mãe. O irmão da vítima, Cláudio Roberto Pinheiro dos Santos, informou que a família aguarda o encerramento da investigação policial para adotar medidas jurídicas de reparação por parte do Estado.

Uma esperança contra a impunidade


Ato realizado na Capital, com a participação de familiares de vítimas de grupos de extermínio, pede investigação na esfera federal

As mães de jovens assassinados fizeram um protesto pacífico na praça, onde, entre lágrimas e apelos, foram coletadas assinaturas pedindo apuração dos Crimes de Maio

“Vim aqui para somar forças”
 

http://200.210.166.155/reader/zomm.asp?pg=atribuna_4152010/74717

É preciso mudar. São Paulo não pode viver mais guiado pelo medo. 6

sexta-feira, 14 de maio de 2010

/ On : Sexta-feira, Maio 14, 2010 – Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com

Marcos Martins

Ao longo de 16 anos governando o Estado de São Paulo, o PSDB tem contribuído substancialmente para o aumento da audiência dos noticiários policiais, do medo e do terror. Durante a gestão dos tucanos Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra a segurança pública de São Paulo sempre esteve na berlinda.

Nesta semana, acompanhamos com espanto duas chacinas que ocorreram na Grande São Paulo, uma em São Bernardo do Campo e outra na região norte da capital. Só neste ano já ocorreram seis chacinas na região metropolitana, com total de 25 pessoas mortas.

A Polícia Militar tem problemas em sua corporação, sendo acusada de espancar e matar dois motoqueiros, contribuindo negativamente com o alto grau de violência no Estado. É preciso salientar que a PM não é composta em sua totalidade por homens violentos ou corruptos. A grande maioria dos policiais são pessoas de bem e tentam proteger o cidadão. No entanto, os investimentos, tanto no salário como na capacitação dos policiais da PM e da Civil, são os piores do Brasil.

Os salários foram reajustados em 6,5% a partir de novembro de 2008 e 6,5% a partir de agosto de 2009, propiciando uma greve dos policiais civis. A greve só terminou depois de uma lamentável guerra campal entre PMs e civis nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, ocorrida pela simples falta de diálogo do governo estadual com os policiais.

Enquanto isto, os índices de criminalidade aumentam. Em levantamento realizado pela Liderança do PT na Assembleia Legislativa, entre 2008 e 2009, houve um crescimento de todas as modalidades criminosas, à exceção de roubos a bancos. Ocorrências como latrocínio (roubo seguido de morte) subiram 29,23% e de roubos a veículos 25,42%.

Diante do quadro, a inércia política do PSDB em modernizar os instrumentos de investigação e de prevenção continuam no mundo das ideias.

Como tem defendido o senador Aloizio Mercadante (PT), é preciso uma nova política de segurança em São Paulo em parceria com o governo federal. Os resultados da parceira da União com o Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, na implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, compravam que a violência diminuiu – os homicídios tiveram redução de 16,6% no Estado e, na capital, de 22,3%.

É preciso mudar. São Paulo não pode viver mais guiado pelo medo.

* Marcos Martins é deputado estadual pelo PT-SP

Vítima tinha ido dar queixa de celular clonado, mas saiu sem bolsa do 1º DP…EM DUAS PALAVRAS: ESCULACHO E AVACALHAÇÃO 44

Edição do dia 14/05/2010 

Corregedoria da Polícia Civil apura caso da mulher roubada em delegacia

Vítima tinha ido dar queixa de celular clonado, mas saiu sem bolsa do 1º DP.
Assaltante levou R$ 13,5 mil dela em Salto; policiais viram e não fizeram nada.

Kleber Tomaz Do G1 SP 

A Corregedoria da Polícia Civil apura a responsabilidade dos policiais do 1º Distrito Policial em Salto, a 108 km de São Paulo, que não teriam ajudado uma mulher que afirma ter sido assaltada dentro da própria delegacia no final da tarde de quinta-feira (13). Ela contou a TV TEM que foi ao plantão policial registrar queixa do seu celular que havia sido clonado, mas saiu de lá sem R$ 13,5 mil que estavam dentro de sua bolsa que foi roubada por dois criminosos que entraram no DP. Ela havia sacado a quantia no banco horas antes. A bolsa foi encontrada jogada na rua sem o dinheiro.

 

A mulher, que pediu para não ser identificada, disse ainda que dois escrivães que estavam no local viram tudo e ficaram estáticos sem fazer nada para impedir o crime. “Entrou um rapaz alto, forte dizendo ‘eu quero a bolsa’”, afirmou a mulher à reportagem. “O escrivão disse depois que não intercedeu porque achou que era uma briga de marido e mulher. Eu achei um absurdo”

 

De acordo com o que a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública afirmou ao G1 nesta sexta-feira (14), “o delegado titular da 7ª Corregedoria Auxiliar de Sorocaba, Marcio Vieira Rodrigues, informou que já foi instaurado um inquérito policial para apurar todos os fatos relacionados à ocorrência.”

 

Todos os policiais que estavam na delegacia serão chamados a prestar esclarecimentos na corregedoria sobre o caso no âmbito administrativo da Polícia Civil. Não há informações se os agentes de segurança continuam trabalhando ou se foram afastados. Caso sejam considerados culpados por omissão de socorro, os policiais poderão ser punidos ou desligados. A secretaria informou que o 1º DP registrou um boletim de ocorrência sobre o roubo da bolsa na delegacia. O órgão não tinha informações se a queixa do celular clonado também havia sido feita.

 

Polícia procura criminosos

 

Ainda, segundo a assessoria da secretaria, o “delegado diretor do Departamento de Polícia Judiciária de SP Interior da região de Sorocaba (Deinter 7), Weldon Carlos da Costa, informou que a Polícia Civil realiza investigações para tentar prender ainda hoje (sexta-feira) os dois homens que teriam roubado a comerciante.”

 

Ela relatou que chegou a entrar em luta corporal com os assaltantes para tentar impedi-los de levar a bolsa. “Ele [assaltante] puxou a bolsa de um lado, eu puxei do outro. Eu arremessei a bolsa por cima do balcão, que passou por cima dos atendentes e caiu do lado de dentro. Ele [criminoso] subiu no balcão, pulou do lado de dentro, pegou a bolsa e eu pendurei nele”, afirmou a vítima.

 

“Como ele [assaltante] viu que não se livraria de mim de jeito nenhum, ele gritou para o comparsa dele: ‘atira nela’. Daí, eu soltei”, disse a mulher. Na confusão, machucou o braço, que precisou ser enfaixado e imobilizado.

 

Segundo a TV TEM, o delegado do 1º DP confirmou a história, mas não quis gravar entrevista. O G1 tentou falar com o delegado da delegacia onde ocorreu o fato, mas ninguém atendia aos telefonemas. A reportagem também não conseguiu localizar os escrivães do DP para comentar o assunto.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/05/corregedoria-da-policia-civil-apura-caso-da-mulher-roubada-em-delegacia.html

 

Se o Secretário está pedindo que a Polícia Civil prevarique, tal “pedido” indecoroso deve ser sumariamente ignorado.A investigação cabal e escorreita poderá ser, inclusive, a grande oportunidade para o hoje “Departamento” (DHPP) começar a fazer jus ao próprio “marketing” que criou em torno de si.E, para se redimir, também, pelo fato de ter parido tantos “trastes” que alçaram a cúpula. 12

2010/05/13 at 17:52 – DELTA UNO

Devem estar pressionando (leia-se ameaçando) inlcusive o próprio Secretário.

Seria o caso do Secretário se impor e dizer, como de seu hábito: “não passem vontade, não passem vontade…”.

O problema é um só: Bandido é bandido, com ou sem farda, com ou sem distintivo, com ou sem diploma.

Se o Secretário está pedindo que a Polícia Civil prevarique, tal “pedido” indecoroso deve ser sumariamente ignorado.

No mais, é ir “pra cima”, investigar corretamente e responsabilizar quem deve ser responsabilizado.

Outra coisa: os críticos de sempre da Polícia Civil podem guardar suas insinuações de que os Delegados da Homicídios estariam com medo.

Em conversa com colegas do DHPP, não senti medo, nem recuo.

Senti a estupefação pela ousadia destes criminosos e a surpresa pela “amarelada” do Secretário.

Mas os Delegados que investigam eses homicídios estão trabalhando. E, trabalhando com a legislação ao alcance da mão. A legislação e todos os demais “instrumentos de trabalho” que devem ser mantidos, igualmente, ao alcance da mão.

2010/05/13 at 18:01 – DELTA UNO 

Nos anos 70, deu-se um “jeito” para a então Divisão de Homicídios do DEIC não “precisar” esclarecer os casos do esquadrão da morte sem passar, por isso, atestado de incompetência: Alterou-se sua competência territorial (como os corpos eram desovados na grande SP, a Homicídios só se responsabilizava pela investigação na cidade de SP).

Espera-se que não ocorra, aogra, um novo “jeitinho”…

A investigação cabal e escorreita poderá ser, inclusive, a grande oportunidade para o hoje “Departamento” (DHPP) começar a fazer jus ao próprio “marketing” que criou em torno de si.

E, para se redimir, também, pelo fato de ter parido tantos “trastes” que alçaram a cúpula.

O delegado plantonista de Ribeirão Pires, Hélio Gomes Hotts, 41 anos, foi encontrado morto na noite de domingo dentro de seu apartamento em Santos no litoral paulista. HOTTS MORREU DEVIDO A GRANDE DOSE DE HUMANIDADE ANOS ATRÁS MINISTRADA PELA CÚPULA SANTISTA 14

Matéria Publicada em: 12/5/2010 às 14:12:01
Delegado de Ribeirão é encontrado morto dentro de apartamento em Santos
O delegado plantonista de Ribeirão Pires, Hélio Gomes Hotts, 41 anos, foi encontrado morto na noite de domingo dentro de seu apartamento em Santos no litoral paulista. A causa da morte foi diagnosticada como infarto.

De acordo com informações da Delegacia, o delegado, que trabalhava há cerca de dois anos no município, fez o seu último plantão de quarta para quinta-feira da última semana.

Familiares de Hotts estranharam que ele não apareceu na casa da mãe no último domingo em que se comemorava o Dia das Mães e ligaram constantemente para a casa do policial, mas ninguém atendia aos chamados.

Por volta das 22h do domingo, o pai da vítima resolveu ir até o apartamento do delegado. Foi necessário arrombar a porta e encontraram Hotts caído no chão com a televisão ligada.

O médico assinou o óbito como infarto fuminante e acredita que ele tenha sofrido o infarto possivelmente no sábado a noite.

O corpo foi velado e enterrado na cidade de Santos e colegas de trabalho de Ribeirão Pires e Santo André prestaram a última homenagem ao amigo.

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nos termos do art.36, II, da LC 207/79,

a pedido, no DEINTER 6 – SANTOS, e designa a Delpolmun

de Guarujá, para sede de exercício do Dr. LUIZ RICARDO DE

LARA DIAS JUNIOR, RG. 24.545.033, Delegado de Polícia de 5ª

classe, padrão I, lotado na DGP, anteriormente classificado no

DEMACRO, com sede de exercício na Delpolmun de Mauá.(DGP-

3432-P)

a pedido, no DEMACRO, e designa a DelPOLMUN de Mauá,

para sede de exercício do Dr. HELIO GOMES HOTTS, RG.

17.599.358, Delegado de Polícia de 4ª classe, padrão II, lotado

na DGP, anteriormente classificado no DEINTER 6 – SANTOS, com

sede de exercício na Delpolmun de Guarujá.(DGP-3433-P)

HUMANIDADE com direito a remoção “extorquida”, inclusive!  

A MISSA DE 7º DIA será realizada amanhã, 14 de maio, as 19 horas, na Igreja Coração de Maria, avenida Ana Costa 74 – Santos.

EX-PM CONFESSA TER MATADO TRÊS POLICIAIS CIVIS 7

publicado em 13/05/2010 às 01h29:

Ex-policial confessa que cobrava
até R$ 50 mil para matar

Jairo Ramos dos Santos integraria quadrilha de matadores de aluguel de São Paulo

Do R7, com Jornal da Record 

Um ex-policial militar que foi expulso da corporação há dez anos confessou que agia como matador de aluguel. Ele admitiu que foi contratado para matar oito pessoas. Entre as vítimas, há policiais civis e empresários ligados a jogos ilegais. O Jornal da Record teve acesso ao seu depoimento e detalhes das investigações.

O ex-policial Jairo Ramos dos Santos prestou serviço de segurança a donos de bingos do ABC paulista. Mesmo com funcionamento proibido, as casas de jogos ilegais seguem funcionando, o que alimenta esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro do crime organizado.

– Ele (Jairo) tinha treinamento dado pelo Estado, através da polícia, para ser útil à sociedade, e ele o utilizou para praticar crimes – disse o diretor do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), Marcos Carneiro Lima. 

A empresa de extermínio em que o ex-policial trabalhava possuía até uma tabela de preços. As mortes custariam entre R$ 7.000 e R$ 50.000, de acordo com a importância do alvo. Para matar policiais a quadrilha cobrava mais caro. Em caso de erros do assassino, o valor pago caia pela metade.

O ex-PM está ligado a vários crimes que ficaram conhecidos pela polícia e pela população, mas as investigações não descartam o envolvimento dele e dos comparsas em outros assassinatos.

vídeo:

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/ex-policial-confessa-que-cobrava-ate-r-50-mil-para-matar-20100513.html

FUNCIONÁRIA ENCARREGADA DAS CIRETRAN DE SUMARÉ E HORTOLÂNDIA – DENUNCIADA POR FORMAÇÃO DE QUADRILHA – É DEMITIDA POR PROCEDIMENTO IRREGULAR DE NATUREZA GRAVE 7

4 Réu RITA DE CÁSSIA ALVES NIEPS

 

Tipo de Documento Nº do Documento UF Órgão Expedidor
Nº do Processo:
604.01.1999.016938-0
RG 20547111-0 SP
Qualificação da Parte
Sexo
Feminino
Cidade/UF
Sumaré/SP
Cor da Pele
Parda
Nacionalidade
Brasileira
Estado Civil
Casado
Escolaridade
2º Grau
Data de Nascimento
19/08/1967
Profissão
Funcionário Público Estadual
Denúncia da Parte   
Oferecida em
22/08/2005
Recebida em
06/12/2005
Artigo(s)
Código Penal, 297, c.c. art. 29, ambos do CP

Resoluções
De 11-5-2010
Aplicando:
à vista do apurado nos autos de Processo Administrativo
Disciplinar GS/670/07 – DETRAN/8.119.1/07, e nos termos dos
artigos 251, inciso IV, 252 e 260, inciso II, da Lei n.º 10.261, de
28 de outubro de 1.968, alterada pela Lei Complementar n.º
942, de 06 de junho de 2.003, a pena disciplinar de DISPENSA
a RITA DE CASSIA ALVES, RG nº 20.547.111, Oficial Administrativo,
em caráter temporário, padrão 1-B, Nível Intermediário, do
QSSP, classificada no DETRAN, em exercício na CIRETRAN de
Hortolândia, por infração ao disposto nos artigos 241, incisos III
e XIII e 256, inciso II, do mesmo dispositivo legal, c.c. artigo 35,
inciso IV, da Lei 500/74. Defensor: Dr. Pedro Alves Cabral – OAB/
SP nº 131.873

HC-FORMAÇÃODEQUADRILHACNH

 

 

AMIGO DO DR. PHODAS

Tuma Júnior levou contrabandista em visita oficial ao governo chinês 13

Tuma Júnior levou contrabandista em visita oficial ao governo chinês

O objetivo da viagem era discutir a cooperação nas áreas de combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro

13 de maio de 2010 | 6h 26

Cláudia Trevisan, correspondente

Foto: Departamento de Segurança do Distrito de Haidian/Pequim, China – 20/02/2009    

Apontado pela Polícia Federal como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, acompanhou o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, em viagem oficial que fez a Pequim em fevereiro de 2009, a convite do governo da China.

Veja também

lista Tudo que foi publicado sobre o caso Tuma Júnior

Fontes ouvidas pelo Estado afirmaram que apenas Tuma Júnior era convidado do Ministério da Segurança da China e disseram desconhecer em que condição Paulo Li integrava a comitiva do secretário, que não viajou acompanhado de nenhum assessor do Ministério da Justiça.

Outra fonte confirmou que Li participou de almoço oferecido a Tuma Júnior por autoridades do Ministério da Segurança no dia 20 de fevereiro do ano passado.

O objetivo da viagem era discutir a cooperação nas áreas de combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, principalmente por meio da capacitação de pessoal. A ideia era ter um acordo que pudesse ser assinado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, em maio de 2009. Porém as discussões não avançaram e a proposta de acordo foi abandonada.

Li foi preso em setembro, sete meses depois da viagem à China com Tuma Júnior. Interceptações de conversas telefônicas e de e-mails realizadas pela Polícia Federal (PF) em um período de seis meses indicaram que Li contrabandeava telefones celulares da China, adulterava os aparelhos com a colocação de marcas consagradas e os vendia por cerca de R$ 200 cada um. A PF estimou na época que o esquema movimentava R$ 1,2 milhão por mês.

Os laços entre Li e o secretário foram revelados pelo Estado na quarta-feira da semana passada, quando o jornal publicou trechos de diálogos entre ambos. Nas gravações telefônicas, feitas pela Polícia Federal com autorização judicial, os dois discutem a emissão de vistos para chineses em situação irregular no Brasil e o secretário chega a encomendar mercadorias.

Afastado. Anteontem, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, decidiu afastar por 30 dias Romeu Tuma Júnior da Secretaria. Informalmente, ele disse que resolveu “tirar férias” para se defender.

Naturalizado brasileiro, Li tem longa ligação com a família Tuma e trabalhou em campanhas do senador Romeu Tuma (PTB-SP). Dono de academia de kung fu no bairro da Liberdade, em São Paulo, Li deu aulas de artes marciais a policiais no período em que o senador foi superintendente da PF.

Li foi preso com 15 pessoas na Operação Wei Jin – que, em chinês, significa trazer mercadoria proibida. No ato da prisão, ligou para Tuma Jr., na frente dos policiais. Depois, o secretário pediu para ser ouvido na investigação da PF.

A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou que “o secretário viajou a convite do governo chinês”. Sobre a viagem de Paulo Li, Tuma Júnior mandou dizer, por meio da assessoria, que “o jornal deve procurar o advogado do empresário”.

A SEMANA

Dia 5

‘Estado’ revela que investigação da PF liga Tuma Jr. a Paulo Li

Dia 6

Secretário nega envolvimento, mas não se explica

Dia 7

‘Estado’ publica relatório em que a PF coloca o secretário como suspeito de ter usado o prestígio do cargo para liberar mercadorias apreendidas

Dia 8

Novas escutas mostram Tuma Jr. tentando relaxar apreensão de US$ 160 mil em Guarulhos

Dia 10

Secretário diz que o caso foi encerrado no ano passado e voltou à tona por causa de seus ataques ao crimes organizado

Ontem

Ministro da Justiça afasta Tuma Jr. do cargo por 30 dias