TUMA Jr.: UM SECRETÁRIO NACIONAL DE JUSTIÇA QUE MANCHA A POLÍCIA CIVIL PAULISTA 43

Planalto cobra explicação convincente de Tuma Jr. para suspeitas da PF

Operação Wei Jin. Declarações do secretário nacional de Justiça foram consideradas insuficientes pelo ministro Luiz Paulo Barreto, o que pode tornar a situação ‘insustentável’; paralelamente, articuladores do governo tentam colocar ‘panos quentes’ no caso

06 de maio de 2010 | 0h 00

Tânia Monteiro e Leandro Colon, BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

O Palácio do Planalto considerou insuficientes as explicações do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, captado por escutas telefônicas legais da Polícia Federal em troca de favores com um dos chefes da máfia chinesa no Brasil, Li Kwok Kwen, o Paulo Li. 

Na avaliação do governo, o silêncio de Tuma Júnior – que é delegado da Polícia Civil de São Paulo – somado ao desdobramento das investigações pode tornar a situação do secretário “insustentável”. Paralelamente, articuladores do Planalto ainda tentam colocar “panos quentes” no caso.

Expoente da hierarquia do Ministério da Justiça, Tuma Júnior comanda áreas estratégicas como o Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), que é responsável pelo rastreamento de dinheiro ilegal no exterior, e o Departamento de Estrangeiros.

Como o Estado revelou na edição de ontem, o secretário nacional de Justiça mantinha estreita ligação com Paulo Li, hoje um presidiário na capital paulista.

Li foi preso pela PF com mais 13 pessoas, sob acusação de comandar uma quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados, procedentes da China, durante a Operação Wei Jin (trazer mercadoria proibida, em chinês), deflagrada em setembro de 2009.

Sob o impacto do noticiário, Tuma Júnior preferiu silenciar, dar declarações sucintas a imprensa e ofereceu explicações consideradas fracas para seu superior hierárquico, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Entrevista. O secretário chegou a convocar a imprensa para uma entrevista coletiva. Prometeu que se defenderia publicamente, mas depois desistiu.

Em um movimento para não atrair para o Planalto o escândalo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu a senha para Barreto exonerar o auxiliar.

Lula “despolitizou” Tuma Júnior, filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), aliado do governo, afirmando que esse era um assunto do Ministério da Justiça. “Eu vi informações hoje (ontem) sobre o delegado Romeu Tuma. Primeiro tem de esperar a investigação. Todo mundo sabe que é um delegado muito experimentado na polícia brasileira. É um homem que tem uma folha de serviços prestados ao País”, disse.

“Se há uma denúncia contra ele, a única coisa que temos de fazer, antes de precipitarmos decisão, é investigar da forma mais democrática possível”, afirmou o presidente Lula, no Palácio do Itamaraty, onde recebeu as credenciais de novos embaixadores estrangeiros.

Enredo. Mas as idas e vindas do secretário e a escassez de respostas colocaram o Planalto no enredo. À tarde, Barreto foi chamado para uma reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República.

Oficialmente, ele foi lá para tratar da Comissão da Verdade, prevista no decreto do Plano Nacional de Direitos Humanos. Barreto teria sido orientado a exigir explicações que sufocassem a crise ou a abreviasse, com a exoneração do secretário nacional de Justiça.

Depois do encontro com o presidente Lula e outros ministros, Barreto saiu sem falar com a imprensa.

Sob pressão. Ao chegar para trabalhar pela manhã, Tuma Júnior reuniu-se com seus principais assessores para analisar sua defesa. Foi então chamado para uma reunião às pressas com o ministro na hora do almoço. O encontro não estava agendado. Tuma Júnior defendeu-se e afirmou ao ministro que não havia praticado nada de irregular.

Antes desse encontro, a reportagem do Estado o abordou nos corredores do ministério. O secretário tentou demonstrar tranquilidade e afirmou que não era dono do cargo que ocupa no governo. “Eu não sou do cargo”, declarou Tuma Júnior.

Logo depois, minimizou as acusações: “Eu não fiz nada”. Indagado sobre as relações com o chinês Paulo Li, o secretário partiu para a ironia: “Eu não sou racista”.

No início da tarde, após a reunião com o ministro, foi questionado pelo Estado sobre sua permanência no governo. Ele desconversou: “Primeiro o serviço, depois a fofoca”.

A assessoria do Ministério da Justiça avisou os jornalistas que, para comentar as acusações, ele daria uma entrevista coletiva após a reunião que teria sobre Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), com a participação de secretários estaduais de Justiça, representantes do Ministério Público, da Advocacia Geral de União (AGU) e do Poder Judiciário.

Destino. Ele, aliás, comandou essa reunião da Enasp, que contou com a presença do ministro Barreto por alguns minutos. Tuma Júnior, no entanto, ausentou-se da sala por cerca de 40 minutos. Seu destino foi incerto. Depois da reunião, ele informou que não daria mais a prometida entrevista, alegando que não teve acesso à investigação.

Ô Tuma, sua filha é bonita, meu? Eu passei acabei de ser aprovado no concurso pra auxiliar de datislocopista. Serve? EDUARDO, BONITA PRA CACETE…PORRA MEU, LINDONA COMO O PAI, MAS NÃO VIVE COM O CARALHO NA BOCA! 5

 4 Carlos Tanabe 06 de maio de 2010 | 2h 32Denunciar este comentário

Se o secretário nacional de Justiça age dessa forma, o que esperar da justiça desse nosso sofrido país??? Será que só haverá a justiça feita com as próprias mãos??? Será a falência total das instituições??? Com certeza, nosso míope presidente (minúsculas por não merecer ser chamado de Presidente) dirá que nada sabe e nada viu…Muitas vezes tenho vergonha de ser brasileiro, um povo que escolhe tão mal seus representantes.

  3 eduardo araujo

06 de maio de 2010 | 1h 43Denunciar este comentário

A sujeira é tanta que o Lulla nem ordenou a demissão desse bandido. O mais correto é ter a prisão preventiva decretada porque corre o risco desse cara comprometer provas e intereferir no processo, mas como é bandido rico, nada acontece. Quero ver quem é o macho que vai pedir a prisão preventiva desse larápio. 

2 eduardo araujo

06 de maio de 2010 | 1h 41Denunciar este comentário

Ô Tuma, sua filha é bonita, meu? Eu passei acabei de ser aprovado no concurso pra auxiliar de datislocopista. Serve?  1 Leonel Colombo

06 de maio de 2010 | 0h 25Denunciar este comentário

Este filho do Senador Tuma, par começo de conversa, não deveria estar neste cargo, ocupa a mesma, graças, a um acordo, conchavo, maozinha, ou v]semvergonhice mesmo, do seu pai, o senador, na época, que foi nomeado, a impresa, publicou, que o Tuma, fez um acordo, nada ético, nem moral, que daria apoio ao planalto, em alguma safadeza, do planalto, em troca, da nomeação do filho, para este cargo, pelo visto, não vai dar em nada, pois o LULLA, disse, que precisa ser muito investigaddo, que a democracia e tal, … quando ele fala isto, é sinal que os petralhas não estão nem aí, com a verdade.. Mas, isto é o Brasil, o Tuminha que arranje outro genro, pois este é muito burro, para nçao passar em concurso par escrivão.

TUMINHA, TEU GENRO SEGUIRÁ A TRAJETÓRIA DA FAMÍLIA: “INGRESSO PELA PORTA DOS FUNDOS”…ALIÁS, CONTA PRA NÓS COMO VOCÊ FOI APROVADO EM 1986? AH, REVISÃO DE PROVA! 7

PF mostra lobby de Tuma Jr. em favor de ‘genro’

05 de junho de 2010 | 0h 01

Ligações mostram que delegado ficou irritado quando soube que namorado da filha não foi aprovado em concurso para escrivão da Polícia Civil

Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Novos diálogos interceptados pela Polícia Federal revelam detalhes de uma articulação do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, para conseguir aprovar o genro em um concurso público para preenchimento de vagas de escrivão da Polícia Civil de São Paulo.

De acordo com as gravações, às quais o Estado teve acesso, antes mesmo da aplicação das provas, Tuma Júnior já havia feito chegar à Academia de Polícia de São Paulo, órgão encarregado de realizar os concursos da Polícia Civil, o heterodoxo pedido: queria, de todo modo, que o namorado da filha fosse aprovado.

As conversas mostram que Tuma Júnior ficou irritado quando soube que seu “futuro genro” havia ficado fora da lista de aprovados. É quando começa uma sucessão de telefonemas para tentar reverter o resultado. Do outro lado da linha, em todos os diálogos, estava o policial Paulo Guilherme Mello, o Guga, braço direito de Tuma Júnior no Ministério da Justiça.

Mello, um dos alvos da investigação da Polícia Federal, havia sido encarregado por Tuma Júnior para cuidar da “aprovação” do genro do secretário.

‘Pedidos’.

O próprio secretário nacional de Justiça trata do assunto num dos telefonemas, em 19 de junho do ano passado. “Vê com aqueles cornos lá o que aconteceu lá, naquele rapaz lá, que cê foi falar aquela vez”, ordenou a Mello.

Como o resultado já estava publicado, o próprio Tuma sugeriu que uma solução seria o genro apresentar um recurso – o que, em sua avaliação, poderia ajudar a reverter a reprovação. “Eu mandei ele fazer recurso”, disse o secretário.

O assessor Mello relata as providências que adotara para atender ao pedido do chefe. “Eu falei com a pessoa que cê mandou eu falar (…) e aquele dia mesmo ele já ligou pra alguém, né, na minha frente.” Tuma Júnior lamenta mais uma vez: “Que sacanagem, cara”. Nas conversas, nem ele, nem seu assessor dizem o nome do genro do secretário.

Ao ouvir a cobrança do chefe, o assessor afirma que voltou à pessoa que havia procurado inicialmente para transmitir o pedido: “Eu falei inclusive hoje de novo com ele, com o moço lá, e ele… ele falou que ia falar com o cara.” Por fim, Mello atalha: “Agora, se tem essa possibilidade do recurso, depois eu entro em contato com ele, já me dá uma cópia aí eu levo pra ele de novo.”

A pessoa com quem Mello disse ter conversado, de acordo com os relatórios da Polícia Federal, é o delegado Antônio Carlos Bueno Torres, atualmente lotado no Denarc.

No contato, duas horas antes do diálogo com Tuma, Mello cobrou do delegado: “Escuta, você lembra que eu fui te visitar e o Leocádio (segundo a PF, Leocádio é como o assessor se refere a Tuma) pediu pra eu te passar o nome de uma pessoa?”. “Positivo”, responde Torres. “Então, ele chegou (…) de viagem hoje cedo e me cobrou isso aí, falou que não virou lá o negócio, né, e pediu pra ligar pra você pra perguntar o que aconteceu (…) Depois você liga pra ele lá, hein.”

O delegado Torres de pronto lembra do pedido – “P., era do futuro genro dele” – e afirma ter repassado a demanda para um certo Adilson, que a PF ser o delegado Adilson Vieira Pinto, diretor da Academia de Polícia de São Paulo. “Pô, falei direto com o Adilson, que é o diretor lá. Eu vou tentar reconstituir aí”, diz o delegado. “Então, ele vai te cobrar aí”, afirma o assessor. O delegado promete empenho: “C…, eu vou correr atrás aí…”

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Esse “Cornão Gordo”  faz da Polícia Civil uma latrina. Maldita a eleição que votei nesse  filho de outro corno classe especial.

“Não tive acesso nenhum a essa investigação, portanto é impossível falar sobre ela. Fica um compromisso meu a vocês de falar sobre isso tão logo eu saiba”, 13

05/05/2010 18h43 – Atualizado em 05/05/2010 19h09

Tuma Jr. diz desconhecer operação que o liga a máfia chinesa

Gravações da PF mostram telefonemas de Paulo Li a secretário, diz jornal.
Chinês foi denunciado pelo MP por formação de quadrilha e está preso.

Débora Santos e Mariana Oliveira Do G1, em Brasília e em São Paulo

Não tive acesso nenhum a essa investigação, portanto é impossível falar sobre ela. Fica um compromisso meu a vocês de falar sobre isso tão logo eu saiba”
Romeu Tuma Júnior, secretário nacional de Justiça

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse nesta quarta-feira (5) que só vai se manifestar sobre sua suposta ligação com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li e apontado pela Polícia Federal como o chefe da máfia chinesa em São Paulo, após ter informações sobre a investigação do órgão.

Gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal, durante investigação sobre contrabando, apontam ligação entre Tuma Júnior e Paulo Li, segundo reportagem publicada nesta quarta pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. Li foi denunciado pelo Ministério Público Federal no fim do ano passado por formação de quadrilha e descaminho e está preso.

“Não tive acesso nenhum a essa investigação, portanto é impossível falar sobre ela. Fica um compromisso meu a vocês de falar sobre isso tão logo eu saiba”, disse Tuma Júnior no final da tarde a jornalistas que esperavam há mais de três horas por seu pronunciamento no Ministério da Justiça.

Antes do pronunciamento, o secretário se reuniu com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. No final da tarde, Barreto foi para o Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo, para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro não estava na agenda oficial da Presidência. Segundo a assessoria do ministério, a reunião foi convocada por Lula.

O secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior, em coletiva de imprensa nesta quarta (5)O secretário de Justiça, Romeu Tuma Júnior,
nesta quarta (5) (Foto: Ed Ferreira/Ag. Estado)

Investigações
A suposta ligação entre Tuma Júnior e o chinês teria sido identificada em gravações telefônicas durante as investigações da Operação Wei Jin, em setembro do ano passado. Segundo reportagem publicada nesta quarta pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, ao ser preso sob suspeita de comandar uma quadrilha de contrabando, Paulo Li teria telefonado para Romeu Tuma Júnior na frente dos agentes federais que cumpriam o mandado.

Dias após a prisão, Tuma Júnior teria ligado para a Superintendência da PF em São Paulo, onde corria a investigação, e pediu para ser ouvido. O depoimento teria ocorrido em um sábado e o secretário alegou, segundo o jornal, que não sabia de atividades ilegais de Li.

As gravações revelariam, segundo a reportagem do jornal, que o secretário de Justiça era cliente do suposto esquema de contrabando. Paulo Li, apontado como chefe da quadrilha, está preso desde setembro.

A denúncia, que não cita Tuma Júnior, foi oferecida pelo Ministério Público Federal em outubro e recebida pela Justiça Federal no mesmo mês. Paulo Li e outras pessoas foram acusadas de formação de quadrilha e descaminho. Nesta sexta-feira (7), serão realizadas audiências das testemunhas de defesa.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende Paulo Li, afirmou que desconhece uma suposta ligação entre seu cliente e o secretário de Justiça. “Ele nunca comentou qualquer relação com uma ou outra pessoa”, disse.

Informações privilegiadas
Além da suposta ligação entre Paulo Li e Tuma Júnior, as investigações também indicam que um dos réus no processo, Lee Men Tak, tinha informações privilegiadas sobre as operações da Polícia Federal.

“A defesa de Lee Men Tak (…) manifestou-se aduzindo ser imprescindível a verificação, na portaria da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, de quantas visitas fez o acusado àquele órgão, e em quais repartições se dirigiu, já que não há dados, nos autos, de que o corréu visitava constantemente aquele órgão. Justifica seu pedido alegando que, apesar da afirmação de que o corréu teria amigos e contatos dentro da Polícia Federal, nenhuma pessoa foi indicada como sendo o seu contato. Além disso, aduz não ter sido indicado sequer uma informação sigilosa a respeito de operações realizadas pela Polícia Federal. Afirma que, com o deferimento do pleito, será possível verificar se de fato o réu visitou aquele órgão, a fim de que se possa contrapor a sua palavra frente à de seus interlocutores, registradas na interceptação telefônica”, diz um trecho do processo em andamento na 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A defesa de Paulo Li diz também desconhecer que ele recebesse informações privilegiadas da PF.

O G1 procurou as superintendências da PF de São Paulo e em Brasília, mas ambas não se pronunciaram sobre as investigações. A PF de Brasília não confirmou se há uma investigação em andamento relacionada ao secretário de Justiça.

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2010/05/05 at 8:29 –  SUELY

Dr.Guerra,

Não acredito que o Sr.gastou seu dinheiro suado, para comprar este livro .
Existem no mercado excelentes autores de livros juridicos, não me lembro de professores terem indicado a compra destes autores , a não ser internamente falando.

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O livro –  por cuidado da editora – traz na capa: INDICADO PARA PROVAS E CONCURSOS POLICIAIS.

 Em face dessa advertência não pode ser qualificado como estelionato doutrinário. Obra limitada a comentários perfunctórios fundados em doutrinadores vetustos, jurisprudência superada e provas de concursos antigos. Metade do livro apresenta coletânea de legislação policial – de outros estados, inclusive – com breves anotações.

Por tudo não merece a apresentação feita pelo Doutor REGIS FERNANDES DE OLIVEIRA, pois não se trata de obra profunda e séria,  cientificamente falando. Aliás, o apresentador é defensor do princípio da tipicidade do ilícito administrativo, enquanto os dois –  fundados em conceitos de antanho – professam que o direito disciplinar seja orientado pelo princípio da atipicidade.

Com efeito, os  “juristas” autores da obra “Direito Policial”, nem sequer, de passagem, mencionam a obra “Infrações e Sanções Administrativas”, do prefaciador Regis Fernandes de Oliveira, RT 2ª edição, 2005Imperdoável deselegância para com o ex-Desembargador e atuante deputado federal em prol dos Delegados

Nenhuma, outrossim, das grandes  lições de Egberto Maia Luz (ex- professor da Acadepol). Se bem que Egberto, em linhas gerais, reputava os membros do Conselho da Polícia de ignorantes.  

Tampouco Edmir Netto de Araújo: Curo de Direito Administrativo (de 2009)   ou “O Ilícito Administrativo e seu Processo” (estudos de 1982 e 1983, portanto durante a vigência da Ditadura Militar). Nada, também, das mais modernas teorias ensinadas por Sérgio Ferraz e Adilson Abreu Dallari: Processo Administrativo.  

Entre tantos outros administrativistas cientificamente  contemporâneos.

Os autores nadam muito raso, não passam das praias dos denominados cursos “esquematizados ou sistematizados”.

Verdade, verdade, nada mais que a verdade…Somos escória!  (palavras do Nestor Sampaio P. Filho,  na Adpesp, comentando o meu escrito Gênese do Delegado Covarde ).

Verdade Nestor, nem para escrever  livro sobre a Lei Orgância da Polícia nóisss presta.

TUMA DIZ QUE PROCURARÁ A ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO PARA PREPARAR SUA DEFESA…MELHOR IR PREPARANDO O BOLSO, A AGU NÃO FOI CRIADA PARA DEFESA DE INVESTIGADOS 24

05/05/2010- 10h38

Tuma Jr. discute futuro com ministro da Justiça após escândalo da máfia chinesa

LUCAS FERRAZ
da Sucursal de Brasília

Atualizado às 11h53.

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, vai se reunir hoje à tarde com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, para definir seu futuro. Tuma Júnior é acusado de manter ligação com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li e apontado em inquérito da Polícia Federal como chefe da máfia chinesa em São Paulo.

Segundo reportagem publicada na edição desta quarta-feira de “O Estado de S.Paulo”, o secretário foi flagrado em interceptações telefônicas e em troca de mensagens com o chinês, que tinha trânsito livre no órgão do Ministério da Justiça e é acusado de contrabandear produtos eletrônicos da China.

Jamil Bittar/Reuters
O secretário de Justiça, Tuma Jr., apontado pela PF em ligação com máfia chinesa.
O secretário de Justiça, Tuma Jr., apontado pela PF em ligação com máfia chinesa.

Segundo o jornal, quando foi preso na operação da PF, em setembro do ano passado, Li Kwok Kwen ligou para Tuma Júnior. O secretário, que é filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), chegou a prestar depoimento à polícia. Ainda segundo a reportagem, Li negociava também o visto de permanência de chineses no país, atribuição ligada diretamente ao posto ocupado pelo secretário no ministério. Tuma Júnior também dirige o CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria), que assumiu no final de abril.

A interlocutores do ministério, Tuma Júnior disse nesta manhã que não sai do cargo, no que depender dele, e que vai procurar a AGU (Advocacia Geral da União) para preparar sua defesa. Ele reclamou ainda de perseguição política. Mas tudo, contudo, vai depender de sua conversa com Luiz Paulo Barreto.

TÁ APREENDIDA! AQUI TEM DONO!…VIEGAS, FIQUE TRANQUILO!…PARA O DELEGADO GERAL ADJUNTO E SEU ASSISTENTE, TAIS CONDUTAS MESMO QUE FOSSEM VERDADEIRAS NÃO O DESABONARIAM…NÃO INGRESSARÁ NO LIVRO DOS “PERSONAE NON GRATAE”; TAMPOUCO SOFRERÁ REMOÇÃO OU PUNIÇÃO SEM AMPLA DEFESA 14

publicado em 04/05/2010 às 22h06:

Delegado que prendeu cinegrafista da Rede
Record será investigado por abuso de poder

Ele é acusado de ter uma empresa de segurança que funciona ilegalmente

Do R7, com Rede Record

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Corregedoria da Polícia Civil vai investigar se houve abuso de poder na atitude tomada pelo delegado José Carlos Alves Viegas, do 22º DP, que prendeu o cinegrafista da TV Record durante uma reportagem. O incidente aconteceu na segunda-feira (11) e a câmera usada também chegou a ser apreendida, pois, segundo Viegas, não havia autorização para filmagem.

A reportagem feita Rede Record denunciou que carros apreendidos eram usados por policiais do 22º DP. A repercussão da prisão do cinegrafista Hebert Mota fez com que o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB) se pronunciasse:

– Tudo isso será apurado e, se houver desvio de função, o delegado será penalizado.

Viegas é acusado de ter uma empresa ilegal de segurança na zona leste da capital, pois ela não tem autorização da Polícia Federal para funcionar. Confira a reportagem do Jornal da Record.

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Vai pra casa meu velho!
Veste pijama, pois Vossa Senhoria ainda não percebeu que estamos no ano de 2010 do século XXI
Resposta boçal a sua: “a câmera está apreendida porque aqui tem dono!”
Quem é o dono?

OUTRA PROVA DE QUE O AUMENTO DA CRIMINALIDADE É CAUSADO PELO ESVAZIAMENTO DO QUADRO POLICIAL CIVIL E MILITAR DO INTERIOR E LITORAL PARA A CAPITAL 1

DQuarta-feira, 5 de maio de 2010 – 06h38

Papo com Editores

Região apresenta índices de violência elevados e supera os números da capital paulista

Da Redação

Créditos: Edison Baraçal

Nos três primeiros meses do ano, Cubatão, Praia Grande e São Vicente registraram índices de violência maiores que o da Capital Paulista. Os três municípios (com mais de 100 mil habitantes) somaram 37 homicídios ante 376 crimes em São Paulo (números absolutos). No entanto, quando considerada a taxa de delito por 100 mil habitantes, os índices ultrapassam a maior cidade do País.

Enquanto em São Paulo houve 3,40 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes, em Cubatão o número é mais que o dobro da capital: 7,14 crimes. Já em Praia Grande, o índice foi de 6,26 e em São Vicente de 3,58.

A taxa por 100 mil habitantes permite comparar os crimes em regiões com populações de tamanhos diferentes.

Quando a comparação é feita com o total de crimes registrados no Estado, cinco cidades da Baixada Santista têm índices maiores de violência: Cubatão, Praia Grande,São Vicente,Guarujá  e Santos.

Entre janeiro e março deste ano, as noves cidades da Baixada Santista somaram 77 homicídios, conforme estatísticas da Secretaria de Segurança Pública divulgadas no último final de semana. O número é 40% maior que o registrado no mesmo período do ano passado: 55.

Em números absolutos, a cidade que teve mais crimes no primeiro trimestre foi Praia Grande, com 16 casos. Depois dela aparece Santos, com 13 homicídios, São Vicente, com 12 e Guarujá, com 10.

Quando considerados os três primeiros meses do ano desde 2008, apenas Itanhaém conseguiu registrar queda no índice de homicídios. Já Guarujá vem mantendo a quantidade de assassinatos nestes períodos.

Para o subcomandante interino do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6), coronel Edinaldo Cirino dos Santos, diagnosticar os índices elevados no período é tarefa difícil. “Apenas quando a Polícia consegue identificar os autores e mapear os crimes é possível falar com propriedade”.

No entanto, Cirino admite que a elevação nos crimes registrada no primeiro trimestre pode ter relação com o tráfico de drogas. “O maior fator é entorpecente”. Conforme o subcomandante, há indícios de que houve muitos casos de cobrança de dívidas entre fornecedores e comerciantes de drogas.
 
A Tribuna tentou por dois dias falar com o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6), Waldomiro Bueno Filho, para que ele comentasse a elevação no número de homicídios, mas não conseguiu.

No interior

Considerando toda a região do Deinter-6/CPI-6, que integra além das cidades da Baixada Santista outros 14 municípios do Vale do Ribeira, o crescimento da taxa de homicídios no primeiro trimestre deste ano em comparação com 2009 foi de 27%.

Quando apenas o número absoluto de crimes (85 no total) é comparado com os dados das demais áreas do Interior (divididas em outras oito regiões), o Deinter-6/CPI-6 é a segunda área mais violenta do Estado. Perde apenas para o Deinter-1/CPI1 (São José dos Campos), com 92 assassinatos. Esta éa primeira vez que isso acontece desde 2005. Nos anos anteriores, a região ocupou no máximo a quarta colocação.

Tropa de Choque

Se os números do começo do ano já foram elevados, a tendência é que no segundo trimestre os índices se mantenham alto. Isso porque é no próximo relatório da Secretaria de Segurança Pública que as execuções de abril registradas em várias cidades da Baixada estarão computadas.

Por causa da onda de mortes na região, o policiamento foi reforçado pela Tropa de Choque. Desde a semana passada, o efetivo policial tem o apoio de cerca de 200 homens. Segundo o coronel Cirino, por enquanto não há uma data definida para que esse reforço seja extinto. Ele explicou que os policiais militares estão vindo de São Paulo diariamente para atuar em áreas definidas pelo comando da Polícia e que, como a onda de crimes já acalmou, pode ser que o reforço seja diminuído aos poucos.

Alerta do consulado é mantido

A sequência de mortes registrada no mês passado na região fez com que o consulado dos Estados Unidos em São Paulo divulgasseum alerta para que os cidadãos norte-americanos evitassem viagens para Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá. O comunicado com data de 23 de abril foi disparado por e-mail.

Ontem, a assessoria de imprensa do órgão confirmou que o consulado mantém o alerta.

CORRUPÇÃO PASSIVA: ESSE TUMA É UM ZÉ MANÉ…O OTÁRIO REGULA MICHARIA PRA COMPRAR UM WII DE R$ 900,00 “COM NOTA FISCAL E GARANTIA” 5

Tuma Jr. – Deixa eu te falar: lá na Vinte e… lá na Paulista vende aquele jogo Wii?

(…)

Tuma Jr. – Dá pra saber quanto é que é? Eu preciso comprar pra Renata mas na Europa tava caro.

Li – Eu vou, vou dar uma passadinha lá pra ver, tá bom?

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Prefere “ganhar”  o game do mafioso…Tem que se phoder seu otário!

Com esse papo – ” dá pra saber quanto é” –  você, na verdade, solicitou o presentinho.

Ouça o diálogo entre Tuma Junior e Li interceptado pela PF 4

Leia trechos das conversas interceptadas pela PF

Em um dos contatos, Tuma Júnior pede para se encontrar com chinês que seria chefe da máfia em São Paulo

05 de maio de 2010 | 0h 19

Veja a seguir trechos das conversas entre o secretário nacional de justiça, Romeu Tuma Júnior, e o chefe do contrabando chinês, conhecido como Paulo Li. Contatos foram interceptados pela Polícia Federal, que investigava a máfia chinesa em São Paulo.

Ouça o diálogo entre Tuma Junior e Li interceptado pela PF – Áudio 1; Áudio 2; Áudio 3

25 jul 2009

11h05min26s

Tuma Jr. diz a Paulo Li que precisa encontrá-lo. Li diz estar com muitos problemas e que também gostaria de falar com o secretário. No mesmo telefonema, Tuma Jr. pergunta a Li se chegou um aparelho de celular sobre o qual haviam conversado. O secretário pede que Li providencie um videogame importado.

Tuma Jr. – Vamos encontrar à noite pra gente conversar e ver como é que tá (sic) as coisas.

Paulo Li – P., precisa conversar, viu? Muito problema, precisa conversar.

Tuma Jr. – Quer ir sete e meia?

Li – Sete e meia, tá bom?

(…)

Tuma Jr. – Escuta, aquele telefone do Fran chegou, não?

Li – P. que pariu! Chegou uma que não é aquele lá! Chegou preto.

Tuma Jr. – Igual aquele?

Li – Igual aquele lá, mas preto.

Tuma Jr. – É 1.600 também?

Li – Eu trazer pra você ver.

Tuma Jr. – Traz pra mim (sic) ver.

Li – Chegou, mas ninguém tem no Brasil. Ninguém tem. Só esse aqui.

Tuma Jr. – Se for igual, eu troco e dou o meu pra ele. Fica frio.

Li – É, mas não fica bonito. É preto, né caralho!

Tuma Jr. – Deixa eu te falar: lá na Vinte e… lá na Paulista vende aquele jogo Wii?

(…)

Tuma Jr. – Dá pra saber quanto é que é? Eu preciso comprar pra Renata mas na Europa tava caro.

Li – Eu vou, vou dar uma passadinha lá pra ver, tá bom?

Tuma Jr. – Tá bom (…) Daí me fala, aí eu já levo o dinheiro pra você.

Li – Tá bom, Tá bom.

Tuma Jr. – Até já, tchau.

27 Jul 2009

20h16min09s

Por telefone, Tuma Jr. dá satisfação a Paulo Li sobre um dos processos de seu interesse. Trata-se de um pedido de legalização de permanência no Brasil, em trâmite no Ministério da Justiça. Li aproveita para cobrar de Tuma Jr. providências sobre o andamento de outro procedimento. O secretário afirma que transmitirá a demanda a um d re seus subordinados, o diretor do Departamento de Estrangeiros do MJ, Luciano Pestana.

Tuma Jr. – Deixa eu te falar: você tinha pedido um negócio pro Luciano de ‘Uang Hualin Chen Ian’.

Paulo Li – Caramba. O quê que é isso?

Tuma Jr. – Ah, não sei. Era uma permanência. Já tá publicado já, tá?

Li – Ah, é. Daquele negócio lá (…) Tá bom, tá bom, jóia. Que mais?

Tuma Jr. – Publicou dia 16 de julho.

(…)

Li – Como é que chama o cara?

Tuma Jr. – É. Uang Haulin…

(…)

Tuma Jr. – Como é que é o nome do Tomas?

Li – Tomas?

Tuma Jr. – É. É Fang ‘Tche’, é isso?

Li – Fang Ze? Fang Ze é o Tomas. Fang Ze. É.

Tuma Jr. – Como é que fala? Como é que escreve? Fang?

(…)

Li – É, verificar quando que ele chegou aqui no Brasil. Publicou no (ininteligível) permanente dele. Quinze anos contando aquele data.

Tuma Jr. – Quinze anos de permanência. Tá. Eu vou ver aqui.

(…)

Li – Ah, tá bom, tá bom. Você vai ver negócio pra mim, né? Tá bom, então.

Tuma Jr. – Tô vendo tudo já.

Li – Pelo amor de Deus! Porque…

Tuma Jr. – Eu vou passar pro Luciano. Ele vai ver… Vai esclarecer isso aqui.

Li – Esclarecer… E o, e o… Não, não é só esclarecer, né?

É NÓISSSSSS!!!.”ROUBANDO E PHODENDO O POVO”

PF liga Tuma Júnior, secretário nacional de Justiça, a chefe da máfia chinesa

Interceptação de gravações telefônicas e mensagens eletrônicas aponta contato frequente com Li Kwok Kwen, também conhecido como Paulo Li

04 de maio de 2010 | 0h 01

Rodrigo Rangel, de O Estado de S.Paulo

Gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal (PF) durante investigação sobre contrabando ligam o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, ao principal alvo da operação, Li Kwok Kwen, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

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A relação de Tuma Júnior com Kwen, também conhecido como Paulo Li, foi mapeada ao longo dos seis meses da investigação que deu origem à Operação Wei Jin, deflagrada em setembro de 2009.

Paulo Li foi preso com mais 13 pessoas, sob a acusação de comandar uma quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados, importados ilegalmente da China.

Ao ser preso, Paulo Li telefonou para Tuma Júnior na frente dos agentes federais que cumpriam o mandado. Dias após a prisão, ao saber que seu nome poderia ter aparecido no inquérito, Tuma Júnior telefonou para a Superintendência da PF em São Paulo, onde corria a investigação, e pediu para ser ouvido. O depoimento foi tomado num sábado, para evitar exposição. Tuma declarou que não sabia de atividades ilegais de Li. O surgimento do nome Tuma Júnior no inquérito seguia em segredo até agora.

O esquema, estimou a PF à época, girava R$ 1,2 milhão por mês. Os aparelhos eram vendidos no comércio paralelo de São Paulo e no Nordeste. Denunciado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de formação de quadrilha e descaminho, Li seguia preso até ontem.

Além de ocupar um dos postos mais importantes da estrutura do Ministério da Justiça, Tuma Júnior preside, desde o último dia 23 de abril, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.

Foi investigando Paulo Li – a quem a PF se refere nos relatórios como comandante de “uma das maiores organizações criminosas de São Paulo e do Brasil” – que os policiais descobriram seus laços com Tuma Júnior. Entre os telefonemas gravados com autorização judicial, são frequentes as conversas de Li com o secretário nacional de Justiça.

Li, que de acordo com as investigações também ganhava dinheiro intermediando a emissão de vistos permanentes para chineses em situação ilegal no País, tinha livre trânsito na secretaria.

Vistos. De acordo com o inquérito, Li conseguia agilizar processos em tramitação no Departamento de Estrangeiros, órgão subordinado diretamente ao secretário. Os telefonemas também revelam o secretário como cliente assíduo do esquema: sem hesitar, ele fazia encomendas por telefone de aparelhos celulares, computador e até videogame.

As gravações mostram Li especialmente interessado nos bastidores da aprovação da lei que deu anistia a estrangeiros em situação irregular no País. Assim que a lei foi sancionada, em julho passado, o chinês logo passou a intermediar a aprovação de processos de anistia.

As demandas de Paulo Li eram transmitidas abertamente a Tuma Júnior – muitas delas, por telefone. Nos contatos, o secretário se mostrava diligente, de acordo com a PF. Num deles, em 1º de agosto de 2009, ele convida Li para uma conversa em Brasília ou em Ribeirão Preto, onde daria palestra dias depois. “Eu tenho um monte de respostas daqueles negócios. Se você quiser vir…”, disse.

Tuma demonstra ter proximidade com Li, a ponto de convidá-lo para dividir o quarto de hotel caso quisesse encontrá-lo durante seu compromisso oficial em Ribeirão Preto. “Mesmo que você tenha que dormir lá, você dorme comigo no quarto. Não tem problema. E você não paga hospedagem”, afirmou.

Busca e apreensão. Durante busca e apreensão no escritório de Li, os policiais federais apreenderam cartões de visita, com brasão da República e tudo, em que o chinês se apresentava como “assessor especial” da Secretaria Nacional de Justiça, comandada por Tuma Júnior.

Nos contatos com o secretário, Li se mostrava ansioso pela aprovação da anistia. “Está todo mundo esperando a anistia, hein, caramba!”, disse, em 29 de maio. “Eu sei, eu vou ver esta semana”, respondeu Tuma.

Assim que a lei foi aprovada no Congresso, semanas depois, Tuma se encarregou de dar a notícia ao amigo chinês. “Já aprovou, viu?”, anunciou. “Ih, caramba! Coisa boa!”, festejou Li. “Só que mantiveram a data de primeiro de fevereiro”, ressalvou o secretário, referindo-se ao fato de a lei beneficiar imigrantes que ingressar no Brasil até 1º de fevereiro de 2009.

“Agora vai pro presidente, ele vai marcar uma data pra assinar”, diz Tuma. O chinês pede: “Me avisa, hein”. Tuma não só avisou mas colocou Li, à época já investigado pela PF, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia em que a lei foi sancionada, em 2 de julho

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Li mandava e-mail a Tuma Júnior com lista de processos

Documentos obtidos durante a investigação da Polícia Federal indicam que pedidos feitos pelo chinês tinham tratamento especial

04 de maio de 2010 | 0h 01

Rodrigo Rangel, de O Estado de S.Paulo

O chinês Paulo Li costumava mandar números de processos em tramitação no Ministério da Justiça direto para o e-mail particular do secretário Romeu Tuma Júnior. Suas demandas, indicam os documentos obtidos durante a investigação da Polícia Federal, tinham tratamento especial.

Num dos casos, em e-mail a Tuma Júnior, o diretor do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Luciano Pestana Barbosa, festeja após atender a mais um pedido do chinês: “É o caso do Paulinho!! Mais um caso resolvido. É nóisssssss!!!!.”

A demanda havia sido enviada a Pestana pelo próprio Tuma Júnior, seu superior imediato. A sequência de mensagens revela o empenho do diretor. Num e-mail anterior, enviado a Tuma, ele faz um pedido para facilitar a solução do problema na burocracia da pasta: “Será que ele (Paulinho) poderia digitalizar os documentos e encaminhar?”

As encomendas de Tuma a Li também eram frequentes. Num telefonema em 22 de maio, o secretário pergunta: “Sabe onde tem aquela mala marrom? (…) É igual àquela marrom e bege, sabe, que você levou (…) em Brasília. Tem uma que é preto e cinza. Será que tem?”

Li promete conseguir a mala. Dois dias depois, Tuma, em viagem ao exterior, pede para o chinês saber o preço de uma câmera Sony em São Paulo. “Se aí for mais barato, eu não vou comprar.” Ao saber que custa R$ 1.200, autoriza que Li compre.

A relação de Tuma Júnior com Paulo Li levou a PF a propor a abertura de um inquérito específico para investigar indícios de crimes praticados pelo secretário.

Em expedientes internos, os investigadores sugerem haver indícios de advocacia administrativa e prevaricação – o primeiro pelos favores ao chinês e o segundo por não ter adotado providências ao saber das atividades ilegais de Li. O inquérito também investigará indícios de corrupção e tráfico de influência.

Anistia. Os contatos entre os dois indicam, segundo documentos da PF, que o secretário sabia da existência de um mercado ilegal destinado a agenciar processos de anistia de estrangeiros.

Em mensagem datada de 29 de julho, com a anistia já em vigor, Li dá conhecimento ao secretário de um esquema similar ao que, segundo a PF, ele próprio mantinha. “Eles estão cobrando R$ 350 para a realização do agendamento, incluindo taxa e xerox.” Os telefonemas revelam que, na comunidade chinesa, Tuma se esforçava para ser reconhecido como responsável pela aprovação da anistia, numa disputa com o deputado William Woo, autor do projeto original.