O governo tem consciência do desafio que enfrenta. Ele tenta explicar aos PMs que a procuradoria era obrigada por lei a recorrer da decisão que dava ganho de causa aos policiais – os vencimentos com o valor recalculado eram pagos desde 2011. A ação no STF feita pelo procurador-geral do Estado, Elival dos Santos Ramos, é anterior ao início da matança de policiais em junho.
Novo chefe da PM enfrenta polêmica de corte de salário 25
Ação no STF provocou redução de até 20% nos vencimentos; caso provocou revolta e governo promete conversar com associações
26 de novembro de 2012 | 2h 05
Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo
O governo de São Paulo anuncia hoje o coronel Benedito Roberto Meira como comandante-geral da PM e o delegado Luiz Maurício Souza Blazeck como o delegado-geral da Polícia Civil. Na tarde de ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi ao gabinete do novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, acertar novas ações da pasta e detalhes do anúncio que ocorre hoje, em meio a uma onda de violência que não dá trégua e a sinais de perda de controle da disciplina na Polícia Militar.
O problema não é apenas o fato de os PMs terem se tornado alvo de ações do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou a possível reação de policiais que estariam por trás de ações de extermínio na periferia. O imbróglio envolve também uma ação da Procuradoria do Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma decisão da Justiça de São Paulo que beneficiava os PMs, mudando a forma de cálculo de seus vencimentos.
A procuradoria obteve no STF uma liminar que fez com que cerca de 70 mil PMs tivessem seus rendimentos cortados em 5% a 20% no último mês. “Houve quem falasse em greve no meu batalhão. Como explicar esse corte de salário para uma tropa que teve policial assassinado pelos criminosos?”, disse um dos coronéis ouvidos pelo Estado.
O governo tem consciência do desafio que enfrenta. Ele tenta explicar aos PMs que a procuradoria era obrigada por lei a recorrer da decisão que dava ganho de causa aos policiais – os vencimentos com o valor recalculado eram pagos desde 2011. A ação no STF feita pelo procurador-geral do Estado, Elival dos Santos Ramos, é anterior ao início da matança de policiais em junho.
A Associação de Cabos e Soldados da PM, a maior e mais importante entidade de classe da corporação, refutou os apelos de greve feitos por policiais. “Devemos mostrar que nossos princípios estão muito acima de nossos líderes”, afirmou em nota o presidente da associação, cabo Wilson de Morais. Seu documento termina com uma advertência: “A insensibilidade dos fortes provocará a revolta dos fracos”.
O governo alega que não podia pagar agora o que mandava a Justiça paulista sem que houvesse uma decisão definitiva. Isso colocaria em risco o Erário. O novo secretário da Segurança está ciente do problema e decidiu ontem que vai conversar com as entidades de classe da PM a fim de tentar encontrar uma saída.
Apoio.
Grella conta ainda com o novo comandante-geral para pacificar os coronéis – muitos dos quais estavam em colisão com o ex-comandante Roberval França. Meira hoje é o secretário-chefe da Casa Militar. Fez carreira em Bauru e tem perfil conciliador. Ele terá ainda que esclarecer as mortes de policiais, conter os homicídios e recuperar estruturas da PM afetadas nos últimos três comandos, como a 2.ª Seção da PM (Informações). Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,novo-chefe-da-pm-enfrenta-polemica-de-corte-de-salario-,965177,0.htm
Reconhecido pelos méritos operacionais, Carneiro caiu por sua inabilidade política. 26
De estilo mais técnico, Blazeck chefiará Civil
26 de novembro de 2012 | 2h 06
O Estado de S.Paulo
Em meio à pressão causada pelo domingo violento e pela diminuição da aprovação de seu governo na cidade de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o seu novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, definiram que a Polícia Civil será chefiada por Luiz Maurício Souza Blazeck. Com um perfil mais técnico, ele deve substituir Marcos Carneiro de Lima, que era conhecido como um delegado marcadamente operacional.
Blazeck esteve na sexta-feira à tarde no gabinete do secretário. Conversaram por 40 minutos. Durante o fim de semana, ele procurou amigos e começou a fazer contatos. Blazeck fez carreira em Sorocaba, onde foi delegado-seccional e diretor da polícia na região. É conhecido pela capacidade administrativa – foi diretor do Departamento de Administração e Planejamento (DAP) da Polícia Civil e estava na Academia da Polícia. Era o candidato preferido pelo grupo do ex-secretário da Segurança Pública e atual dos Transportes, Saulo Abreu.
Na Polícia Civil, o maior desafio da nova gestão será manter o estilo de trabalho de departamentos que têm, segundo o governo, boas estatísticas e prisões importantes realizadas, como o Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e corrigir aqueles com resultados mais fracos.
A decisão de retirar Carneiro da Delegacia-Geral havia sido tomada pelo governo antes de se pensar em mudar a direção da secretaria. Carneiro irritava o Palácio dos Bandeirantes com suas declarações à imprensa, que para muitos só colocavam mais lenha na fogueira. Reconhecido pelos méritos operacionais, Carneiro caiu por sua inabilidade política. / M.G.
Análise: Desconfiança alimenta medo dos paulistanos 45
25/11/2012-07h00
MAURO PAULINO DIRETOR GERAL DO DATAFOLHA ALESSANDRO JANONI DIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFOLHA
A pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha reflete o peso da violência urbana no imaginário do paulistano e também a distância existente entre o universo da gestão pública, da cobertura feita pela mídia e a realidade das ruas.
São raros os assuntos que em pesquisas de opinião alcançam quase a totalidade de conhecimento.
Apesar dos esforços de setores da imprensa para não propagarem a sigla, 98% dos moradores da capital já ouviram falar no PCC.
Mesmo com a relutância do governo em admitir uma guerra velada, 96% tomaram conhecimento da onda de homicídios dos últimos dias.
| Eduardo Anizelli-02.nov.2012/Folhapress | ||
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| Familiares de homem que foi morto a tiros no início deste mês observam local do crime no Jd. Arpoador, em SP |
Se há algo democrático hoje em São Paulo é o medo. Quase todos os entrevistados revelam algum grau de temor de serem pessoalmente atingidos pela onda de violência. Essa tendência beira o pânico na periferia, regiões da cidade onde as chacinas são mais frequentes.
Para se ter ideia dos efeitos imediatos dessas mortes na rotina da população, a taxa dos que se sentem muito inseguros ao andarem à noite pelas ruas de seus bairros disparou 35 pontos percentuais se comparada à do DNA Paulistano realizado até o último mês de agosto.
Talvez porque boa parte dos moradores identifique naqueles que deveriam protegê-los uma ameaça concreta. O índice expressivo dos que enxergam a formação de grupos de extermínio por parte de policiais é equivalente ao dos que reconhecem a participação do PCC nos episódios recentes.
São significativas também as taxas dos que dizem ter mais medo do que confiança nas forças policiais, especialmente na Polícia Militar, principal responsável pela crise, segundo os paulistanos.
Com isso, num confronto entre polícia e bandido, apenas metade diz temer mais os bandidos.
O vetor que catalisa o medo é a desinformação gerada pela falta de transparência.
Para a grande maioria dos paulistanos, o governo vem escondendo dados sobre a onda de homicídios, há a impressão majoritária de que boa parte das vítimas era inocente e a imparcialidade da imprensa no tratamento dos episódios divide opiniões.
Os dados mostram um cenário preocupante do ponto de vista da opinião pública e historicamente familiar.
Grupos de extermínio, sonegação de dados, facções criminosas, imagem de parcialidade da mídia, disseminação do medo.
A gestão da segurança pública mantém raízes na repressão, é um tabu da redemocratização.
Fora dos períodos eleitorais, não há representação política reconhecida na periferia que dê voz aos que se encontram na linha de fogo. Não é surpresa que “a sigla” ameace ocupar esse espaço.
Folha de S.Paulo
Para 43%, PM ‘justiceiro’ não deve ser punido 38
25/11/2012-07h00
Para 43%, PM que mata bandido não deve receber punição
MARIO CESAR CARVALHO DE SÃO PAULO
O policial que participasse de um grupo de extermínio fora do horário de trabalho não deveria ser punido se matasse um criminoso para 43% dos paulistanos.
A revelação faz parte da pesquisa Datafolha que retrata o estado da população da capital após a onda de violência que começou em junho e se intensificou em outubro.
O percentual que defende a prisão desse policial é ligeiramente inferior em relação aos que defendem a impunidade -40%. Para 11%, ele deveria ser expulso da polícia, mas não preso.
O levantamento, feito na última quinta-feira, ouviu 1.082 paulistanos.
O medo de andar à noite nas ruas de São Paulo mais do que dobrou em cerca de três meses.
Na última quinta-feira, 61% diziam se sentir muito inseguros com caminhadas noturnas no bairro onde moram. Na pesquisa DNA Paulistano 2012, finalizada em agosto, o índice era de 26%. Em 2008, também de acordo com a pesquisa DNA, era de 20%.
Só 11% dos paulistanos afirmam se sentir muito seguros ao andar à noite. Em 2012 e 2008, esse índice era o dobro do atual (19% e 21%, respectivamente).
A zona norte de São Paulo, palco de ataques, é considerada insegura por 83% dos paulistanos -um aumento de 34 pontos percentuais em relação à pesquisa DNA 2012, concluída em agosto.
O índice é superior aos das zonas leste e sul, mais violentas do que a região norte. A leste e a sul são apontadas como inseguras por 82% e 72%.
O centro é considerado inseguro por 75%. A zona oeste, uma das áreas menos violentas da cidade, é tida como insegura por 71%.
Notícias de toques de recolher já foram ouvidas por 44% dos paulistanos. Na zona norte, esse índice chega a 54%.
A fonte da onda de violência são as facções criminosas ou bandidos, segundo 34% dos paulistanos.
Para 17%, trata-se de um acerto de contas entre criminosos e polícia. Só 5% consideram que o PCC (Primeiro Comando da Capital) dirige os ataques.
O percentual é idêntico ao dos que dizem que os homicídios decorrem de vingança de criminosos por causa da morte de membros do PCC.
Para 18%, foi o governo que motivou os ataques por desleixo ou falta de controle. Os mesmos 18% põem a culpa na falta de estrutura policial, baixos salários ou ausência de um planejamento estratégico por parte da polícia.
A corrupção policial em geral é apontada como o principal motivo dos ataques para 18% dos paulistanos.
Luiz Maurício Souza Blazeck é o preferido do governador Alckmin para assumir a direção geral da POlícia Civil 82
25/11/2012 06:42
Sorocabano pode comandar Polícia Civil
Luiz Maurício Souza Blazeck é o preferido do governador Alckmin para assumir o comando geral
Pedro Guerra pedro.guerra@bomdiasorocaba.com.br
Onda de violência derruba aprovação de Geraldo Alckmin 34
DE SÃO PAULO
A onda de violência que atinge São Paulo derrubou a aprovação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), segundo pesquisa do Datafolha.
Para 43%, PM que mata bandido não deve receber punição Análise: Desconfiança alimenta medo dos paulistanos
O índice de paulistanos que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 40% em setembro deste ano para 29% na última quinta-feira.
Nesse período, o percentual dos que avaliam que a gestão é ruim ou péssima subiu de 17% para 25%.
O governo é regular para 42% -esse índice era de 40% há dois meses.
A avaliação de Alckmin no quesito segurança é pior do que a do então governador Cláudio Lembo durante os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em maio de 2006, quando 154 pessoas morreram em oito dias.
Para 63%, a atuação do governador na área de segurança é ruim ou péssima. Em 2006, 56% tinham essa mesma avaliação sobre Lembo. O índice de 63% é o maior desde 1997. Há 15 anos, quando Mário Covas (1930-2001) governava o Estado e os homicídios passavam por uma explosão, 57% classificaram a atuação dele na segurança como ruim ou péssima.
O governo não informa o número de mortos em ataques durante a atual crise. Há, no entanto, alguns indicadores oficiais de que a violência está aumentando.
Em outubro, houve um salto de 113% no número de vítimas de homicídios dolosos (praticado com a intenção de matar) quando se compara com o mesmo mês de 2011.
A pergunta sobre a avaliação do governador foi feita em primeiro lugar na pesquisa, antes que o tema da segurança fosse introduzido, para evitar que esta questão contaminasse as respostas.
Alckmin é responsabilizado diretamente pela crise, segundo o levantamento. Para 55% dos paulistanos, ele tem muita responsabilidade sobre os ataques –o mesmo índice atribuído ao comando da Polícia Civil.
Só o comando da Polícia Militar, com 62%, obteve um percentual superior ao do governador quando se pergunta quem teve muita responsabilidade sobre a crise.
A presidente Dilma Roussef (PT) é apontada por 39% como alguém que teve muita responsabilidade sobre a onda de violência.
Praticamente 3 em cada 4 paulistanos (ou exatos 71%) dizem acreditar que o governo Alckmin está escondendo informações sobre as mortes das últimas semanas.
Pouco mais da metade dos entrevistados (53%) dizem sentir mais medo do que confiança na Polícia Militar.
Durante os ataques do PCC, em maio de 2006, esse índice era de 56%. Os que dizem ter mais medo do que confiança na Polícia Civil são 46%.
Apesar de algumas rádios e emissoras de TV nunca pronunciarem o seu nome, o PCC é conhecido por 98% dos paulistanos.
ISTO É Independente – A queda do um – INCOMPETENTE – prepotente…( Tem homem que acha que sabe, mas não sabe…É o vaidoso que deve ser evitado a todo custo ) 171
N° Edição: 2246 | 23.Nov.12 – 21:00 | Atualizado em 24.Nov.12 – 15:16
A queda de um prepotente
O secretário que negava a onda de violência em SP e os ataques do crime organizado deixa o comando da polícia. Será que agora o governador Alckmin consegue dar tranquilidade à população?
Natália Martino
DISPUTA Ferreira Pinto comprou briga com a Polícia Civil ao retirar da corporação a corregedoria
As notícias diárias de homens encapuzados em motocicletas que atiram na calada da noite contra pessoas indefesas ou PMs viraram rotina em São Paulo. Nas últimas semanas, a capital paulista passou a registrar cerca de dez assassinatos por noite. Todas as manhãs contam-se as vítimas da guerra surda entre o crime organizado e a polícia. Em outubro, houve 176 homicídios, um aumento de 114% em relação ao mesmo mês do ano passado. Apesar da crescente violência, o então secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto negava qualquer crise e relutou em aceitar ajuda federal para lidar com o problema. Na semana passada, porém, ele e sua prepotência foram derrotados. Ferreira Pinto deixou o cargo para o qual o governador Geraldo Alckmin indicou Fernando Grella Vieira, ex-procurador-geral de Justiça.Ligado à Polícia Militar, Ferreira Pinto comprou uma briga com a Polícia Civil ao retirar a corregedoria da entidade e chamá-la para si e ao reforçar o papel do Batalhão de Choque Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na apuração de crimes.
Pessoas próximas do ex-secretário dizem que, por conta dessas medidas, a Polícia Civil estaria fazendo uma espécie de “operação tartaruga” nas investigações. Além disso, também foi enfraquecido com a informação de que uma banda podre da PM teria vendido a bandidos do Primeiro Comando da Capital (PCC) uma lista com o nome e endereço de 100 policiais. A corregedoria da PM averigua o caso.
TAREFA Fernando Grella chega com a missão de conter o crime organizado e selar a paz entre as polícias civil e militar
Por isso, a missão de Grella não é fácil. Em seu discurso de posse, ele reconheceu que a situação atual foge da normalidade e que o crime organizado precisa ser combatido. “Isso será feito com planejamento, inteligência e capacidade de atuação concorrente em todos os entes que compõem a Federação”, afirmou. Um dos desafios do novo secretário será enfrentar os supostos grupos de extermínio formados por policiais militares. Demissionário, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, afirmou que os indícios de envolvimento de policiais em alguns dos crimes recentes são muitos. Segundo ele, em pelo menos um dos homicídios a vítima teve sua ficha criminal pesquisada pela polícia pouco antes do assassinato. “Bandido mata e foge porque tem medo de ser pego. Matar várias pessoas em um mesmo lugar e depois ainda eliminar provas não é comum”, disse Carneiro.
Para resolver essa questão, é necessário fortalecer os serviços de inteligência, historicamente exercidos pela Polícia Civil, e conter o uso da força pela PM. Uma das grandes críticas ao ex-secretário de segurança pública foi exatamente ter seguido o caminho inverso. No discurso de despedida, de meia hora, Ferreira Pinto deixou clara sua opção. “Sempre prestigiei sim, e me orgulho disso, o trabalho da Rota”, declarou. Para Theodomiro Dias Neto, professor da Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em segurança pública, o novo secretário tem grandes desafios para conseguir o respeito da população. No caso da PM, é preciso controlar o uso da força por parte da corporação. No caso da Polícia Civil, é necessário combater a corrupção. “O principal passo nesse caminho é a escolha dos comandos das polícias”, afirma.

Outra tarefa espinhosa é a conciliação e a integração de forças das polícias civil e militar. De acordo com Olímpio Gomes, major da reserva da PM e deputado estadual, a tensão entre as duas instituições acirrou-se principalmente depois de 16 de outubro de 2008, quando os militares impediram uma passeata dos civis que estavam em greve e caminhavam em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Houve embate e tiroteio. “Desde então, as rixas só aumentaram, mas elas não serão resolvidas com reuniões de líderes e festas de confraternização”, diz ele.
Um dos motivos para a escolha de Grella foi seu temperamento conciliador que, agora, será posto à prova. Ele tem a vantagem também de contar com mais interlocução junto à sociedade civil. “Acho que podemos esperar mudanças em direção a uma gestão mais moderna e eficiente. Estou otimista”, diz Luciana Guimarães, diretora do Instituto Sou da Paz.
Dr. Luiz Mauricio Blazeck é o novo Delegado Geral 208
23/11/2012 22h22– Atualizado em 23/11/2012 22h59
Mauricio Blazeck chefiará Polícia Civil em SP, e Benedito Meira, a PM
Mudança deve ser anunciada na segunda-feira (26). Troca ocorre após posse do novo secretário da Segurança.
Os responsáveis pelo comando das polícias Civil e Militar de São Paulo serão substituídos. A decisão foi tomada um dia após a posse do secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, que assumiu a pasta na quinta-feira (22). O novo delegado-geral da Polícia Civil será Luiz Mauricio Blazeck, enquanto o comandante-geral da Polícia Militar será Benedito Roberto Meira.
A mudança deve ser anunciada na segunda-feira (26), conforme informou Renata Lo Prete no Jornal das Dez, da Globo News.
Com a mudança, deixarão o cargo o comandante-geral da PM, Roberval França, e o delegado-geral Marcos Carneiro de Lima. As alterações na cúpula da Segurança são as primeiras anunciadas na gestão de Grella.
Benedito Meira ocupa atualmente o cargo de secretário-chefe da Casa Militar. Blazeck é o atual delegado Divisionário da Assistência Policial.
Cargo à disposição O delegado-geral Marcos Carneiro de Lima já havia anunciado na quinta-feira (22) que entregaria o comando da Delegacia-Geral de Polícia (DGP) em consideração ao então secretário da Segurança Pública (SSP), Antonio Ferreira Pinto, que o havia convidado para a função.
A saída de Carneiro foi confirmada um dia depois de ele também ter dito que parte das vítimas executadas nos ataques no estado tiveram suas fichas criminais pesquisadas horas antes de serem mortas. Policiais militares são investigados por suspeita de pertencerem a grupos de extermínio de criminosos. Uma facção criminosa ordenou os assassinatos de policiais em agosto. Desde então, os PMs estariam montando milícias para matar bandidos como forma de vingar a morte dos colegas de farda.
Quando foi empossado no Palácio dos Bandeirantes, o secretário da Segurança havia dito que iria discutir eventuais mudanças nos setores responsáveis pela segurança no estado.
Outra secretaria importante que estaria sendo avaliada é a da Administração Penitenciária, comandada por Lourival Gomes. A diferença é que uma mudança na pasta teria de ser feita pelo governo.
A permanência do diretor da Polícia Técnico-Científica, Celso Perioli, também foi questionada por pessoas ligadas à cúpula da Segurança.
Como entram celulares nos presídios?…( O Flit responde: pela sala da diretoria! ) 50
Agentes penitenciários são eficientes, apreenderam mais de 8.000 celulares somente este ano.
A grande questão é: COMO ENTRAM OS CELULARES NOS PRESÍDIOS SR. SECRETÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA?
Eu que sou agente penitenciário há 18 anos não sei responder essa pergunta. Pois sou revistado todos os dias que entro para trabalhar, e em todas as cadeias que trabalhei quando eu chego ao setor de portaria me sinto lindo e maravilhoso, pois pelo menos três ASPs desse setor ficam me olhando e acompanhando meus passos.
Apenas sei que não existem bloqueadores de celular e SCANNER CORPORAL nos presídios, o governo fala tanto em aparelho de RAIOS-X, mas esses são apenas para sacolas, precisamos de SCANNER CORPORAL e BLOQUEADORES DE CELULAR.
(…..melhor suprimir o nome , né )
Secretário da SAP vai sair tambem? 26
Escrivães fazem rodízio de DPs em Ribeirão Preto…são disputados ‘a tapas’ 45
Efetivo pequeno estaria atrapalhando andamento de inquéritos da Polícia Civil
Jucimara de Pauda
Foto: 19.mar.2012 – Tiago de Brino / Especial
Membros de conselhos de segurança dizem que escrivães são disputados ‘a tapas’ nos DPs
A falta de escrivães nos Distritos Policiais de Ribeirão Preto e o aumento de criminalidade na cidade mobilizaram os nove presidentes do Conselho de Segurança de Bairros de Ribeirão Preto. Segundo funcionários dos Distritos Policiais, a situação é caótica e os escrivães fazem rodízio entre os DPs para conseguirem manter o serviço em ordem.
Os presidentes se reuniram com o coordenador estadual dos Consegs, Edvaldo Roberto Coratto, para pedir mais efetivo para a Polícia Civil da cidade. Segundo eles, os delegados estão disputando “a tapas” o profissional que está em falta nos Distritos Policiais. “Vou levar o pedido ao novo Secretário de Segurança Pública que tomou posse”.
Na reunião, os presidentes dos conselhos citaram que a falta de escrivão é alarmante a ponto de um distrito emprestar o profissional para o outro. “Nossos Distritos Policiais estão falidos e precisamos de mais efetivo”, diz Honor Alberto Vicente, presidente do Conseg de Ribeirão Preto.
Segundo a reportagem apurou, os escrivães estão fazendo um rodízio entre os distritos. Um deles, por exemplo, sai três vezes por semana de Cássia dos Coqueiros para trabalhar em Ribeirão. A Seccional também está emprestando seus escrivães para os DPs.
Um delegado da Polícia Civil, que não quer ser identificado, confirmou à reportagem a falta de escrivão. “Não tem como aplicarmos tolerância zero na criminalidade sem efetivo humano.”
Integrantes do Conseg Oeste, na região da Vila Tibério, também acham um absurdo o pequeno número de policiais do 3º DP. “São poucos para atender uma região de mais de cem mil habitantes. É humanamente impossível”, diz Honor.
José Golfieri, do Conseg do Centro, afirma que Ribeirão Preto pede socorro para combater o aumento de criminalidade. “Estamos com poucos policiais que não dão conta de atender todas as ocorrências e isto precisa ser mudado”.
Por e-mail, a assessoria de imprensa da Delegacia Seccional informou que não comentaria o assunto porque o delegado seccional Adolfo Domingos da Silva Júnior estava fazendo correições nas cidades da região.
Dr. Mário Leite de Barros Filho poderá vir a ser o próximo Delegado Geral 54
Grella entrega nomes para a chefia da polícia em São Paulo
Delegado Mário Leite e coronel Benedito Roberto Meira estão na lista de cotados para assumir comandos das polícias Cívil e Militar, respectivamente
João Alkimin: CORAGEM TARDIA 11
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
Caro Governador Alckmin, os policiais militares acreditam que – pela sua grandeza e firmeza de caráter – Vossa Excelência determinará o imediato recálculo dos adicionais por tempo de serviço; estendendo os mesmos benefícios – desde agora – aos Policiais Civis independendemente de ações judiciais 164
E quem quiser os “atrasados” ( os desde então ) que ingresse com ação!


