A pergunta: é verdade que um terço da Polícia Civil está envolvida com corrupção ?
PM – mentiroso e irresponsável .
A pergunta: é verdade que um terço da Polícia Civil está envolvida com corrupção ?
PM – mentiroso e irresponsável .
Efeitos da violência – Na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, a violência mudou a rotina da população, que evita sair à noite com medo do fogo cruzado entre a polícia e os bandido
Durante todo o ano de 1999, um paulistano era assassinado a cada uma hora e meia. Foi o auge da barbárie na cidade, mas a rotina das pessoas não se alterava, os restaurantes e bares continuavam cheios, o assunto não dominava as conversas – não se ouvia a palavra guerra. Depois de mais de uma década de queda acentuada nas estatísticas de homicídios, São Paulo terminou 2011 com uma morte violenta a cada oito horas e meia. Mas a percepção dos cidadãos nem sempre acompanha a realidade, conforme mostra reportagem de VEJA desta semana. Escaldados pela onda de atentados terroristas do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006, quando a cidade ganhou ares de Ensaio sobre a Cegueira com suas sempre movimentadas avenidas desertas em plena luz do dia, os 11 milhões de habitantes de São Paulo tornaram-se mais receosos. Agora, estão mais uma vez com medo. Mas por quê?
A criminalidade, de fato, aumentou muito nos últimos seis meses. Em outubro, houve 149 assassinatos, quase o dobro dos 78 no mesmo período de 2011. Ainda assim, isso significa uma morte a cada cinco horas – um número muito mais baixo que o de dez anos atrás. O principal motivo desse novo surto de violência em São Paulo é, sim, um confronto velado entre policiais e criminosos do PCC. Mas, para entender o que se passa, é preciso fugir do retrato alarmista e superficial e analisar friamente os casos. A verdade é que nem todo policial assassinado foi vítima do PCC, e nem todos os civis mortos foram alvo de vingança de policiais. Do início do ano até quinta-feira, 92 PMs foram mortos no estado – vinte a mais que a média dos últimos cinco anos. O patamar é inaceitável, mas não se deve apenas a uma “matança” das forças de segurança. Investigações policiais encontraram indícios de execução em 40% desses casos – e nem todos estão ligados à facção c riminosa. “Teve PM assassinado porque assediou a mulher do traficante e PMs envolvidos com a máfia dos caça-níqueis que foram mortos por seus companheiros de crime. É preciso separar situações como essas dos ataques atribuídos ao PCC para ter a real dimensão dos acontecimentos”, diz o coronel José Vicente, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Na segunda-feira, dois policiais foram mortos no centro, a poucos metros do quartel da Rota. Logo se pensou em um ataque do PCC. Mas eles estavam fazendo bico como seguranças de um banco e morreram num assalto.

Do outro lado, o número de assassinatos na capital sobe desde março, sem sinal de recuo. Nos primeiros doze dias de novembro, houve 72 homicídios – em 2011, foram registrados 96 ao longo de todo o mês. Um levantamento do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa sobre os casos deste ano ajuda a divisar melhor o que está acontecendo. Em cerca de trinta dessas 72 mortes há sinais de crime encomendado: em grande parte, pressupõe-se, eram maus policiais, fora de serviço, à caça de suspeitos de participação em crimes contra as forças de segurança. No mais, são crimes do cotidiano das grandes cidades, como o do filho que esfaqueou o pai e a mãe, e tantas outras tristes histórias.
A explicação serve para desmontar discursos políticos inconsequentes, mas não para acalmar a população. Repórteres de VEJA percorreram nos últimos dias os bairros mais afetados pela violência, em todas as regiões da cidade, e conversaram com mais de uma centena de moradores. As ruas estão mais vazias, e a maioria evita chegar tarde em casa. A avenida da foto acima era movimentada à noite há alguns meses. Boatos de “toque de recolher” determinado por criminosos se espalham, mas ninguém nunca vê quem deu a ordem. São, no mais das vezes, apenas isso, boatos. O sentimento difuso de medo não tomou conta de todos os bairros da cidade; em alguns, a vida continua normal. Uma outra parte de São Paulo se sente, no entanto, sitiada, assustada, não sem razão, com a alta nos assassinatos. O que está por trás, então, da violência que alterou a rotina de enormes bolsões da periferia?
Integrantes da cúpula que elabora a política estadual de segurança afirmam que, no início deste ano, o serviço de inteligência da polícia paulista detectou que o PCC preparava uma nova geração de líderes, que, para se legitimar, planejava grandes roubos e atentados. Por essa narrativa, a ação da Rota – a tropa de elite da Polícia Militar – não foi uma ofensiva aleatória, mas estratégica. “A Rota não dispersou forças, agiu com inteligência em cima de pontos estratégicos do PCC”, afirma um dos responsáveis. Em um aspecto, a avaliação do governo estadual coincide com a de policiais que estão nas ruas na linha de frente de combate ao crime e também dos bandidos: em determinado momento, a letalidade do poder público aumentou. Em maio, a Rota matou seis integrantes do PCC na Zona Leste. Em setembro, nove criminosos foram mortos enquanto promoviam um julgamento em um sítio na Grande São Paulo. As apreensões cresceram também. Em uma ação, a polà cia conseguiu capturar uma quantidade de drogas, armas, dinheiro e explosivos que equivale ao faturamento de um ano de roubos do PCC. Os criminosos, seja pelo abalo financeiro, seja pelo que perceberam como uma quebra das “regras do jogo”, reagiram.
O acirramento da violência e a sensação de insegurança passaram a prejudicar os negócios da facção, principalmente o tráfico de drogas. Desde o fim de setembro, gravações em poder da polícia mostram líderes do PCC ordenando que cessem os ataques a policiais. Mas, por vários motivos, a situação já havia saído de controle. Hoje, o PCC não é mais tão bem organizado quanto era nas ações de 2006. Não há um comando unificado. O mais famoso líder do grupo, Marco Willians Camacho, o Marcola, está preso há seis anos e perdeu poder. “Hoje o Marcola é uma espécie de rainha da Inglaterra do crime”, afirma um promotor que investiga a facção. Dois bandidos brigam pela sua sucessão – Roberto Soriano, o Beto Tiriça, e Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka -, o que provoca uma divisão entre os membros da facção que estão na rua. Mais violento e menos estrategista, Vida Loka defendeu a continuidade dos ataques mesmo depois de a maior parte do bando te r recuado. Para piorar a situação, bandidos comuns, sem ligação com a facção, aproveitaram a onda de violência para eliminar desafetos e atribuir as mortes ao PCC. O grupo criminoso é um inimigo real, e não um grupo em processo de extinção, como alguns assessores do governador Geraldo Alckmin (PSDB) insistem em dizer. Mas o poder da facção não chega perto do de grupos criminosos do Rio de Janeiro, como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando e as milícias comandadas por ex-policiais.
Um dos efeitos mais nefastos da percepção de que o crime pode confrontar o poder público é o encorajamento dos bandidos. Um exemplo disso ocorreu na semana passada em Santa Catarina. Descontentes com a linha-dura em uma prisão de segurança máxima, criminosos lançaram uma ofensiva à la PCC. Quase quarenta veículos, entre ônibus e carros, foram incendiados no estado, onde bandidos chegaram a atirar contra postos da polícia – três marginais acabaram mortos. Mais cedo ou mais tarde, vão perceber o óbvio: é impossível para uma quadrilha, por mais organizada que seja, derrotar a força do estado.
Cristiano Estrela/Ag Res/FolhaPress
Cópia fiel – Ônibus incendiado por criminosos em Florianópolis, onde bandidos descontentes com a rigidez do sistema carcerário lançaram ataques inspirados pela ação do PCC
Com reportagem de André Eler, Carolina Rangel, Julia Carvalho, Rafael Foltram e Victor Caputo

Apesar do dia de tensão, dos boatos e do temor de ataques de criminosos contra policiais, ontem ninguém conseguiu encontrar o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, em São Paulo.
Segundo policiais, ele viajou para Buenos Aires, na Argentina, para assistir à final entre o Corinthians e o Boca Juniors, pela Copa Libertadores da América. O secretário é corintiano fanático e chegou a tatuar no peito o distintivo do clube.
As assessorias do governo e da Segurança Pública não confirmaram nem desmentiram a informação. Durante o dia de ontem, a cúpula da PM se reuniu com o governo para definir estratégias de combate aos atentados.
Ferreira Pinto assumiu a Secretaria de Administração Penitenciária em 2006 para substituir Nagashi Furukawa, que pediu demissão durante a crise dos ataques do PCC. Ele se tornou secretário de Segurança no governo de José Serra (PSDB).
ATENÇÃO!!!!!!!!
Guarda Municipal de Estiva Gerbi , Marcio Aparecido Juliare, foi baleado em um posto de gasolina. Foi socorrido, mas infelizmente faleceu. Ocorrido no Sábado, 17/11/2012, por volta das 19:00 hrs. Inicialmente trabalha-se com a hipótese de roubo. .
17/11/12 – 15h46
Publicado Por: Mariana Riscala Rádio Joven Pan
da Livraria da Folha
O confronto entre Polícia Militar e facções criminosas transformou a Baixada Santista no palco do novo faroeste brasileiro. “As baixas, dos dois lados, aconteceram em maior número na Praia Grande, Santos, São Vicente e Guarujá”, conta o repórter Josmar Jozino em “Xeque-Mate”.
| Divulgação |
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| Relata a ação dos tribunal do crime e dos letais boinas pretas em SP |
Segundo o autor, a guerra já acontecia no Estado de São Paulo, mas se intensificou após os ataques de maio de 2006. A execução de policiais fora do horário de trabalho é uma das marcas das mortes no “varejo”.
“Na Baixada Santista, os PMs não eram alvo dos bandidos somente quando estavam de folga”, diz Jozino. “Mesmo fardados e em serviço ou na volta do trabalho, os policiais eram atacados”.
Com o subtítulo “O Tribunal do Crime e os Letais Boinas Pretas”, o livro apresenta o cenário atual da segurança pública de São Paulo.
O jornalista, considerado um especialista na facção criminosa PCC, também assina “Casadas com o Crime”, um retrato dos presídios brasileiros e finalista do Prêmio Jabuti 2009 na categoria de livro-reportagem, e “Cobras e Lagartos”, edição sobre o partido do crime, ganhou menção honrosa no Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2005. Atualmente, escreve para o “Agora São Paulo”, do Grupo Folha.
Abaixo, leia um trecho de “Xeque-Mate”.
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Acabou, mano
No início da madrugada de 6 de abril de 2009, o soldado Edmundo Andréa Júnior, de 32 anos, do 39º Batalhão do Interior, foi morto a tiros no bairro Catiopã, em São Vicente. Ele trabalhava na escolta de presos. Quando foi executado estava de folga.
Júnior recebeu um telefonema e marcou um encontro. O soldado foi ao local combinado e sofreu uma emboscada. Nada foi roubado do PM. Nem a moto nem a arma que carregava na cintura. Um mês antes, o tenente Sílvio França da Silva foi executado a tiros em São Vicente. O assassinato aconteceu na Vila Valença. A família do oficial presenciou o crime. A vítima também estava de folga naquele dia. De acordo com a Polícia Militar, Silva sofreu tentativa de sequestro relâmpago.
Em 23 de março, criminosos mataram o soldado Márcio Luiz Bueno, na Praia Grande. A PM informou que o policial foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) quando fazia um serviço particular. Transportava malote com dinheiro.
Em 3 de agosto de 2008, criminosos mataram mais um policial militar na Baixada. O soldado Mauro de Lara Torquato foi assassinado com tiros de fuzil na Vila Caiçara. Em 3 de outubro do mesmo ano, o soldado Marcos Rantiguieri foi morto com 18 tiros de fuzil. No dia 19 de outubro, o cabo Anderson Lira teve o mesmo destino trágico.
As mortes dos policiais militares aterrorizaram a população da Baixada Santista. O comando da PM sempre alegou que os assassinatos de seus homens eram casos pontuais e que não tinham qualquer relação com ações de integrantes do PCC.
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“Xeque-Mate” Autor: Josmar Jozino Editora: Letras do Brasil Páginas: 282 Quanto: R$ 33,00 (preço promocional*) Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
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Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra
Desabafo de delegada ganha as redes sociais
Blogs e sites noticiosos apoiam manifestação isolada de autoridade policial de Sorocaba
ADRIANE SOUZA adriane.souza@bomdiasorocaba.com.br
O clamor da delegada de Sorocaba, que protestou publicamente contra a postura da Secretaria de Segurança Pública diante dos constantes crimes registrados na capital paulista e que já apresentam sinais no Interior, foi ouvido por milhares de pessoas.
Após o BOM DIA publicar, com exclusividade, o desabafo da delegada com a foto do vidro traseiro do seu veículo com a frase: “Vem PCC to facinha pra você! Se o secretário de Segurança não tá nem aí, eu me preocupo. Poupe pais, mães de família e o coitado do povo inocente”, seu ato foi reproduzido por dezenas de blogs, sites noticiosos e chegou nas mídias sociais.“Com meu protesto, quero mobilizar a população e familiares de inocentes mortos, militares ou não. Que as pessoas se reúnam e façam um movimento para que a segurança pública seja executada com mais inteligência”, disse a delegada ao BOM DIA, na tarde de quarta-feira.
Noticiosos/ Em blogs e sites noticiosos, o apoio à manifestação isolada da delegada ganhou apoio. “Isso [a reportagem do BOM DIA] mostra que policial não pode se expressar, deve guardar sua opinião pra si e fazer apenas o que lhe for ordenado, o Robocop do Estado. É fácil o comando repreender quem protesta, ficam sentados o dia todos em seus escritórios”, diz o responsável pelo blog ‘Nejao666’, que reproduz notícias da imprensa de Sorocaba e região.
Já o responsável pelo jornal Flit Paralisante, que também reproduziu a reportagem do BOM DIA, comentou ao final da publicação que a delegada precisará de um bom advogado. “A delegada de Sorocaba que desafia o PCC e ataca o secretário pode preparar o bolso para pagar bom advogado, pois a democracia ainda não chegou para policiais e a liberdade de expressão custa muito caro em São Paulo”, destaca.
Compartilhamentos/ Nas mídias sociais, a fotografia exclusiva do veículo da delegada, feita pelo fotógrafo Gilson Hanashiro, foi compartilhada milhares de vezes.
Entre afirmações de apoio e frases que pedem cuidado, o desabafo da profissional da Polícia Civil foi conhecido por pessoas de todo o território nacional.“Desafiou os políticos essa delegada. Perigoso ser afastada e demitida. Brincou com a menina dos olhos do Geraldo Alckmin, vai ter de mudar de país”, disse Milton Gonçalves no Facebook, ao comentar a fotografia do BOM DIA, postada pela página Admiradores Rota.
Vítimas da capital/ A Capital registrou mais uma madrugada violenta. De acordo com a polícia, cinco pessoas foram assassinadas a tiros. Entre as vítimas está um menino de quase dois anos, que não teve a identidade divulgada.
A criança foi baleada e morreu dentro do carro da família, durante o ataque a sua mãe e seu padrasto São Bernardo do Campo. O casal não foi atingido. O menino chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Além dos crimes envolvendo tiros, um outro ônibus foi incendiado. Desde a noite de quarta-feira – após as declarações da delegada sorocabana – a onda de violência na Capital e nos demais municípios da Grande São Paulo deixou 16 mortos e 17 feridos, até a tarde de ontem.
Em Sorocaba/ No município, nenhum caso direto, envolvendo ataques de facção criminosa, foi registrado. Porém, o clima de insegurança entre os membros das forças policiais permanece, além de sinais de supostas ameaças.
Apesar disso, os policiais militares, civis e membros da Guarda Civil Municipal continuaram a exercer as atividades normalmente.
“Essa merece o nosso respeito e apoio!!!!”
Matheus Henrique
“O Brasil tem que parar de passar a mão na cabeça de assassinos”
Selma Calmon
“Basta de ser brasileiro bonzinho, temos que colocar nossos direitos em prática… Temos o direito de exigir nossos direitos. Chega, queremos nossa polícia bem paga, queremos nossos bravos policiais sendo condecorado e não sendo presos por matar um bandido. Queremos nossos diretos, já!!!”
Rosângela Angel
“Enquanto o governo tenta esconder que tudo vai uma maravilha pais de famílias estão morrendo. Vergonha, Governador!”
Adriano Ramos Jr.
“Corajosa e destemida. São essas pessoas que fazem a diferença”
Rosi Pereira
“Teve muita coragem essa delegada, mais até do que muito homem contemporâneo (a exemplo do seu governador)!!! Espero que ela tenha o apoio da imprensa e principalmente da população”
Jadilson Almeida Lima
“Vou deixar meu silêncio protestar”
Claiton Marcos
“Você é muito corajosa, não sei se é muito inteligente”
Orleandro Sousa
“Essa tá enrolada. Como delegada não deveria agir assim”
Luiz Stolf
“Parabenizo a coragem desta delegada. Que sirva de exemplo para muitos marmanjos com poder que se escondem atrás das suas escrivaninhas!!!!”
Toni Ricardo Rodrigues
“Essa delegada tem duas bolas, ao contrário de muito homem por aí!”
Iago Carraro
“Certamente se expôs e será punida por indisciplina. Mas mostrou que precisamos fazer algo pra acabar com isso. Digo nós mesmos, sociedade. E fez o que achou que deveria. E que nós poderíamos fazer? Precisamos encontrar uma forma, além de Face e a Imprensa…”
Mario Santos
“Esse é um desabafo, acima de tudo, de uma cidadã que, assim como todos, está cansada dessa violência. Espero que essa imagem seja repassada e chegue a todas a autoridades do judiciário (INCLUSIVE A PRESIDENTA DILMA) e que tomem decisões para ACABAR com esse massacre. Por favor, repassem”
Kepler Sant’Anna
“Será que ela fez a coisa certa? Eu não sei não… Tem outras formas de protesto, mas enfim…”
Clevison Rossi
Presidente de sindicato vem a Sorocaba
Na tarde desta sexta-feira (16), o BOM DIA recebeu o delegado e presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, George Melão. Ele veio a Sorocaba para prestar apoio e esclarecimentos à delegada que protestou contra a situação da segurança pública do Estado. “Quero deixar claro que avaliei como inadequada a conduta da profissional por ter colocado sua vida em risco, mas ela tem o direito de protestar”, esclarece Melão. Na avaliação do líder sindical, a Corregedoria da Polícia Civil não deve punir administrativamente a conduta da profissional. “Ela [a delegada] não ofendeu a hierarquia da Polícia Civil, afinal dizer que o secretário de Segurança Pública não está nem aí é a mais pura verdade”, defende o delegado, dizendo que a postura da Secretaria de Segurança Pública em negar a onda de crimes mostram descaso. “Dizer que todos esses ataques que matam muitas pessoas são incidentes isolados é a mesma coisa que dizer ao cidadão que o Estado não está nem aí.”
A possível perda da titularidade de um distrito, citada pelo delegado seccional André Moron (publicada com exclusividade pelo BOM DIA na edição de quinta-feira), é avaliada como desnecessária pelo sindicato. “Já foi direcionada uma punição sem a devida apuração dos fatos. É necessário verificar se o ato da delegada atenta, de fato, contra a administração pública”, complementa Melão.
Para o líder sindical, a revolta da delegada sorocabana é a mesma sentida por toda a força policial do Estado de São Paulo. “A insatisfação é generalizada, de uma forma ou de outra”, explica. Fundamentando tal afirmação, dezenas de funcionários da Polícia Civil enviaram manifestações de apoio à posição do sindicato.
O órgão, que foi o único a pedir publicamente a saída do secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto [no início do governo de Geraldo Alckmin], garante que dará todo o amparo necessário, inclusive jurídico, à delegada. “Nosso desejo é ter a melhor força policial do mundo, mas, para isso, é preciso um projeto de segurança. É necessário investir na inteligência policial para que os criminosos sejam identificados e presos, sem nenhum único tiro ser disparado”, finaliza.
Defasado
Campanha realizada por Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo mostra que desde 1994 nenhum novo cargo foi criado dentro da Polícia Civil. Com isso, o número de policiais não acompanhou o crescimento populacional e, consequentemente, o aumento da criminalidade.
5.803 novos cargos precisam ser criados na Polícia Civil para acompanhar o crescimento populacional do Estado, desde 1994, que foi de 26%, segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado
17/11/2012-06h45
Leitores falam sobre a segurança pública em São Paulo.
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No artigo “Crime organizado, Estado desorganizado” (Tendências/Debates), a presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, preferiu ocultar fatos e mentir, esquecendo-se de que participa pessoalmente de atos e conquistas importantes.
A Polícia Civil não está enfraquecida. O trabalho de Polícia Judiciária foi intensificado.
O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) tem índice de 44% de esclarecimento e o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) aumentou em 19,89% os inquéritos policiais.
A valorização do policial é constante. Prova disso é a promoção automática por tempo de serviço e a transformação da carreira de delegado em jurídica. Os policiais tiveram aumento de 27,7% no salário-base e foram contratados 903 policiais civis. Além disso, não se pode jogar no lixo o esforço dos policiais paulistas na diminuição dos índices de criminalidade.
MARCOS CARNEIRO, delegado-geral de polícia do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)
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Demonstração:
5a. classe. , 4a. classe, 3a. classe , 2a. classe , 1a. classe e classe especial. Já que o inicial era salário de lixeiro e o governo não poderia aumentar o inicial sem aumentar as demais classes, fez a mesma coisa que MONTORO fez em 1985, acabou com a 5ª e 4ª classe.
Sim, acabar com a 5a. e 4a. classe não é novidade.
Quem era classe especial, 1a. ou 2a. continuou como estava. A maioria dos 1a. classe continuarão até a aposentadoria como estão.
Com uma pequena diferença : GANHANDO – salvo o tempo de serviço – POUCO MAIS QUE O ESTAGIÁRIO.
Quem era 2a. estava duas classes acima da classe inicial ( 5a. ) ; agora está apenas uma. No interior , onde as Unidades são de 2a. classe, o novato já chega encostando no mais antigo na disputa por titularidades. Ganhando sempre o mais desleal e subserviente.
Em breve , com a média de idade dos Delegados ultrapassando os 50 anos , a maioria , com quase 25 anos de carreira , será 1a. classe.
Então o DGP baixará outra Portaria: de agora em diante apenas classe especial deixará de ser plantonista.
Serão todos idosos (depois dos 60 anos ) e ainda plantonistas. Não há titularidade para mais de 1000 Delegados.
Cadê a promoção?
Carreira jurídica é um piada, pois a administração que aí está não tem o mínimo respeito por atos de Delegados contrários à estupidez jurídica esposada pela DGP.
Aumento de 27,7% ?
Isto sim é que é mentir e ocultar fatos!
Enganar por meio de números é a especialidade dessa Administração.
Em vez de números tente provar por meio de cédulas do nosso bom Real.
Marilda mentiu?
Mas qual foi a mentira?
Para se ter uma ideia do quanto a polícia está enfraquecida basta ver a postura de beija- mão do Secretário , adotada por Vossa Excelência e pelo Excelentíssimo Comandante Geral da PM.
DURANTE CINCO MESES OS SENHORES NADA FIZERAM ALÉM DE LUDIBRIAR A OPINIÃO PÚBLICA.
LAVE A BOCA E A CUECA PARA DIZER QUE MARILDA OCULTOU FATOS E MENTIU!
Ela não é da sua trupe.
CAPÍTULO VI
PATIFARIA SEM LIMTES GANHA AVAL DO TJM/SP
Depois de 10 (DEZ) dias sem exercer função, surgiu-me, enfim, a ardilosamente “arrumada” pelo Comandante do 10º Batalhão, em 24/04/02, durante reunião de Oficiais na qual me incumbiu de “apertar” os PM do CDP de Santo André, reiterando que eu “metesse a caneta neles” em razão de várias denúncias, anônimas, destinadas à Ouvidoria e à Corregedoria, sobre as vantagens ilícitas que ele recebia, em dinheiro, de comerciantes da cidade de Santo André, conforme critério de “escolha” dos PE – Pontos de Estacionamentos – das Bases Comunitárias Móveis da Polícia Militar nos setores comerciais “privilegiados”. Sem que eu movesse um dedo, veio-me a tradução da metáfora proferida, havia poucos dias, pelo Capitão Quesada. À minha frente estava o “tio ‘Wirso’ das Bases Comunitárias”. Ponderei que se valesse da própria Corregedoria para investigar tais denúncias, mas, retrucou alegando que ela “tava enchendo o saco”, mediante telefonemas, cobrando detalhes daquelas “vantagens”. Sugeri que empenhasse aquele Serviço Reservado no levantamento da origem das denúncias, todavia, alegou que o P/2 dele “tinha mais o que fazer”. Invoquei valores éticos que me impossibilitavam de “meter a caneta” em subordinados, sem a devida motivação legal, entretanto ele rebateu, aduzindo que era ‘pra’ eu “quebrar o galho” dele, orientando que bastaria eu entregar os documentos, nas mãos dele, diretamente, para as “providências disciplinares”, pois ninguém poderia interferir ou duvidar do teor deles. Em meio àquela teimosia, eis que dentre os aproximadamente 18 (DEZOITO) Oficiais presentes, apenas o então 1º Tenente Joseane Monteiro dos Santos Lodi pôs-se a contestar aquele absurdo, tentando convencê-lo de que nunca outro Oficial daquele Batalhão havia sido escalado numa “guarda de cadeia” daquele CPA, contudo, o nominado Comandante mostrava-se irredutível, acudindo que por se tratar policiamento composto de Equipes cujos componentes equivaliam ao de um Pelotão, “cabia” a um Oficial subalterno comandar. O Tenente Joseane continuou discordando, mas, o Comandante persistiu na decisão, findando, rapidamente, aquela reunião, a pretexto de não prolongar a polêmica. A seguir, me dirigi ao mencionado CDP onde o encarregado de equipe (Sargento Torres, o qual eu não conhecia) passou a me apresentar os respectivos integrantes, bem como, as instalações físicas, a começar pelo pavimento superior. Percebi, do alto da muralha, um veículo (tipo fusca, cor bege), estacionado sob a placa de trânsito proibitiva, fixada junto ao canto direito do prédio. Quando o condutor percebeu que eu observava, arrancou rumo ao centro da cidade, pela Rua Dom Jorge Marco de Oliveira, antiga Rua Ilha Bela, frontalmente àquele estabelecimento “detencional” (na prática, prisional). Sem que o referido Sargento percebesse, fui àquele “salojamento” – a miséria humana sob indecifrável simbiose que retratava a mistura de minúscula sala com esquisito “alojamento” -, a contatar o COPOM-ABC. Tratava-se, pelo emplacamento, de um caminhão da cidade de Regente Feijó – SP, motivo pelo qual orientei sobre a necessidade das necessárias buscas, pela saturação do patrulhamento, no presumível destino, objetivando abordá-lo. Foi minha primeira impressão de local vulnerável, a começar pela citada Avenida, ou, melhor, “autódromo”, como passei a denominá-la, porque absolutamente incabível na frente de qualquer construção predial àquele fim destinada. Recomendei ao identificado Chefe de Equipe, depois de aproximadamente meia-hora, que contatasse o COPOM-ABC e perguntasse sobre o resultado das buscas àquele veículo. Surpreso, sem entender a recomendação, tive que detalhar a recente evasão. Logo depois, achegou-se, assustado e incrédulo, revelando que era rotina a aparição do citado veículo naquele mesmo local. Adverti-o da necessidade de maior perspicácia, e da OBRIGAÇÃO LEGAL de abordar tal veículo, caso retornasse. Dia seguinte, deparei-me com o outro encarregado de equipe, Sargento Luís Carlos Maceu, a quem eu já conhecia pela retidão de caráter, de profissionalismo e de conduta ilibada. Relatei-lhe o ocorrido no dia anterior, tocante ao veículo evadido, a propósito de lhe incutir total monitoramento dos freqüentadores daquele ambiente, apesar da inacessibilidade dos PM àquela sala de monitoração, propriamente dita (por câmeras), além do alarme danificado, havia uns oito meses, conforme eu já constatara, no dia anterior, ao conhecer as instalações. Percebi-o cético, frio, sob completo desalento. Indaguei-o daquele aparente abatimento moral, o que não me parecia inerente ao seu estilo, apesar de sempre calado, por natureza. Surpreendeu-me o grau de revolta, permeado de tão inusitadas informações, conforme passou a relatar, sob desabafo, ignorando o motivo pelo qual havia sido trocado pelo Cabo Hélio, na função de CGP, conforme decisão do Comandante da 2ª Companhia, o qual lhe viera com umas “estórias” de “pegar no pé” ou “ficar de olho” no pessoal da guarda daquele CDP, sem esclarecer, objetivamente, as razões. Atinei com o que me dissera o Comandante daquele Batalhão, contudo, segurei o sigilo. Era minha obrigação de Oficial enxergar a floresta, não apenas a árvore. De repente, ele tascou: “Conheço o senhor há muito tempo. Eu acho que o senhor vai dar um jeito nisso aqui. É ladrão lá nos ‘X’, trancado, é ‘ladrão fardado’ aqui, na equipe! Não é mole trabalhar, desse jeito. Acho que vou pedir baixa’ ou tentar ir para o Corpo de Bombeiros”. De imediato, cientifiquei daqueles fatos o Comandante da 2ª Companhia, Capitão José Robson da Silva, solicitando retirar o Soldado Dota daquele serviço. Respondeu-me, friamente, que caso o Sargento Maceu pedisse “baixa”, ele mandaria outro substituí-lo. Alegou que o referido Soldado continuaria naquela guarda, “como castigo”. Em vão, ainda insisti nos fortes indícios autoria de dois crimes de roubo, à mão armada, durante a folga, além do assassinato de uma testemunha. Retornei àquele CDP convicto de que, em termos de patifarias, somente um certame competitivo poderia definir o campeão entre o CPA/M-6, o 30º e o 10º Batalhões, pois desde que eu havia deixado o 10º, em 1998, todos os envolvidos no acidente de trânsito das viaturas M-10220 e M-10290, direta e indiretamente, continuavam no “status quo”, absolutamente intocáveis, inamovíveis a depender da “conveniência do serviço, muito ao contrário do que comigo acorria, submetido a três transferências no decorrer de três anos e seis meses, intercaladas de períodos em que fiquei sem função, além de assumir algumas inéditas, e, mais grave, sem deliberação dos documentos encaminhados à administração pública, salvo raríssimas exceções, como a do elaborado no 30º Batalhão, dia 29/01/02, decorrente da “sugestão” do respectivo Subcomandante para que eu pedisse transferência, quando ele se viu premido pelo protocolado no dia 25/01/02 (Parte nº 30BPMM-005/01/02). Essa tramitação – “tramoiatação” – que me empurrou para o 10º Batalhão, e este, para aquela guarda de CDP, jamais me corromperia a consciência, tornando-a compactuada com injusta e indecente proposta daquele insensato Comandante de Batalhão. Eram evidentes os escárnios, não apenas a mim impingidos, sobretudo ao interesse comum, afinal, já perfaziam 35 (TRINTA E CINCO) dias os três períodos nos quais me vi privado do exercício de função pública, todos, por “coincidência”, depois que relatei falcatruas na motomecanização do CPA/M-6. Os Procedimentos Disciplinares remanescentes que o Trigésimo Batalhão forjou, não honrando instaurá-los, por covardia, pois sabia fadado à vala do arquivo que sepultara os demais, foi instaurado pelo Décimo Batalhão, ou seja, mais uma clara demonstração de que estava incumbido de continuar a escavação do túnel da patifaria, cada vez mais propenso a alcançar o TJM. Não documentei a novidade que levei ao então Capitão Robson, sobre o “ladrão fardado”, do que me arrependo, embora, a julgar pelas dezenas e dezenas de outros expedientes que se tornaram letras mortas, certamente seria mais um. Resta-me o alento jurisprudencial pelo qual não importa a inicial notícia-crime verbalmente comunicada a quem de direito, o que não lhe desmerece e nem modifica o mérito, como ocorre na maioria, depois, devidamente formalizadas (escritas). Quero dizer: quem prevaricou foi o referido Comandante de Companhia, abstendo-se da imediata instauração de IPM acerca de tão graves indícios criminais, ressalvando que o ex-Soldado Claudinei Dota havia sido enxotado da Força Tática, não por acaso, e, antes de mim, chegara àquela “segurança” presidiária. Arrependimento deveras amargo, sem que eu me acovarde com desculpas inexeqüíveis, guardo por não ter documentado a PROPOSTA INDECOROSA feita pelo então Comandante do Décimo Batalhão, naquele dia 24 de abril, ocasião em que não tive mais dúvida que o sistema militar é uma fábrica de covardes, em série, apesar das suas inúmeras vantagens, do ponto de vista estratégico, para fins beligerantes (não é ou não deveria ser o caso de emprego das Polícias como tal, apesar de estarmos em guerra não declarada com essa “lenda urbana” que o governo paulista não lhe consegue mensurar o potencial). Embora não existisse telefone celular, eu poderia, imediatamente depois daquela famigerada reunião de Oficiais, ter confabulado com alguns daqueles borra-botas, separadamente, persuadindo-os a expressarem opiniões ou pareceres quanto a me respaldarem no registro daquele deplorável episódio. Obviamente que até os ”cegos”, “surdos” e “mudos” se expressariam, em “off”, porém, da forma evasiva como hoje imagino da qual seriam capazes: “não me ponha nesse rolo”; “naquele barulho, nem ouvi direito”; “você pode até ‘por isso no papel’, mas não posso bater de frente com o homem”; “tô aqui, na minha, acho que não posso me envolver nisso”; “será que foi isso que ele quis dizer? O Comandante ‘tava’ nervoso”; e, daí por diante. Haveria, portanto, imprescindível condição para que eu resgatasse a comprovação de tão ridícula (e criminosa) conduta desviante: gravação das opiniões de cada um daqueles Oficiais, exceto o que já se manifestara durante a aludida reunião, “providencialmente” logo transferido para Guarulhos (no mês de maio de 2002). Afirmo isso, não por meras elucubrações, é porque se tivessem o mínimo de respeito a si próprios e ao interesse comum, imagino que pelo menos uns três ou quatro teriam me declarado apoio incondicional, para não dizer que ao mais antigo caberia registrar e rebater, de imediato, aquele absurdo, sob pena de se permitir desmoralizado e condescendente com o Comandante que transformara a própria sala num balcão de negócios. Ou teria sido “lenda” a tão conhecida “Caixinha do Guarujá”, retratada na reportagem da Folha de São Paulo, em 12/04/94, sob a manchete: ESCÂNDALO DERRUBA CHEFE DA PM NA BAIXADA? De posse da imaginada gravação, aí, sim, eu teria total condição e garantia de registrar tal safadeza, pois, desprevenido, muito provavelmente todos teriam “tirado o corpo fora” e, eu, tachado de mentiroso, maluco e leviano, prato cheio para instauração de Conselho de Justificação, passaporte para demissão, ou, na mais branda das hipóteses, afastamento do serviço “para tratamento psicológico”. Não me custa relembrar que a reportagem do Jornalista Marcelo Godoy (do Estadão) veiculada no dia 11 de maio daquele ano anterior (2001), oferecia riqueza de detalhes de como o Centro Médico PM já se havia transformado num antro em que falcatruas, mediante ludos médicos forjados, “enlouquecendo” Policiais sadios e vice-versa, tudo ao sabor de interesses escusos dos respectivos Comandantes, certamente fizeram Hipócrates se contorcer de vergonha no túmulo. Na oportuna ocasião – para preservar a ordem cronológica dos acontecimentos – direi da proeza e do hercúleo esforço para que fosse resgatado o nexo de causa da escala de serviço que cumpri no tal CDP com o emprego das citadas Bases Comunitárias, apontado pelo referido Comandante, isso depois que a repercussão perdera muita intensidade, já quase nula, porque tardia.
Restou-me, depois de uns cinco dias, “avaliar” a idoneidade do então Soldado Claudinei Dota: sugeri que elaborasse documento sobre “comentários” que o punham em situação duvidosa, quanto à possível conduta delitiva, todavia, preservei a fonte, obviamente. Ele desconversou, mostrou-se instável, hesitante, alegando que não passava de boatos. Naquela semana seguinte (meado de maio de 2002), sem prévio conhecimento do Sargento Maceu, foi alterado para outra equipe, passando a atuar no serviço noturno.
O suporte familiar, quando não decisivo, pelo menos é fator preponderante para reflexo, direto, no plano profissional. Haja persistência quando ambos sofrem simultâneos reveses. Em 17/05/00, nasceu minha filha, prematuramente, depois de quatro meses que eu, feito degredado, estava no “inferno”, denominado de 30º Batalhão. É sabido que no oitavo mês de gestação os pulmões do nascituro estão na fase retrativa, segundo avaliação pediátrica, como a realizada na minha bebê. O contrário do que ocorre nos meses ímpares, da fase expansiva, por isso melhor tivesse nascido no sétimo mês, ao invés do oitavo. No final de janeiro de 2002, quando da “sugestão” do Subcomandante do 30º Batalhão para minha transferência para o 10º, previ o fim do distanciamento familiar que o Estado me havia impingido, desde 14/01/00. Minha filha já estava com um ano e onze meses de idade quando passei a experimentar a satisfação do convívio familiar mais realçado, vendo-a no correr do dia, hora do almoço, ainda que muito rapidamente porque, uma vez que não exerci função na sede do tal Batalhão, a dois quarteirões de distância de onde eu morava (Rua Porto Carrero), passando a exercê-la no identificado CDP, um pouco mais distanciado. Apesar dos percalços, eu agradecia a Deus por me confiar no mesmo dever de consciência que não se calara e nem se acovardara diante dos sonhos do casal de noivos estraçalhado no acidente das viaturas M-10220 e M-10290, e, muito menos, dos que naturalmente a mãe do menino Wilson nutrira, em relação ao imaginado futuro de quem fora tão precocemente arrebatado do seu convívio, por bala perdida, durante a anunciada tragédia no Hospital Nardini à qual o Trigésimo Batalhão não hipotecara mínima prevenção primária. Na semana seguinte à que me ocorreram tais sentimentos, o Comandante do 10º Batalhão convocou os Oficiais, extraordinária e emergencialmente, para reunião durante a qual, tomado de costumeiro descontrole emocional (o que ninguém mais estranhava, pois era conhecido como “doido”) a nos perguntar como poderia ser recebida a imprensa (TV Record), já a caminho, de posse de incontestáveis provas de que os escombros da viatura M-10290 haviam sido recuperados sobre o chassi de um veículo roubado, cujo proprietário já havia gravado entrevista. O Capitão Sardano insinuou que eu era mais familiarizado com a imprensa, portanto, mais indicado para recebê-la. Aproveitando o “gancho”, o referido Comandante perguntou-me o que eu poderia declarar à imprensa. Rispidamente respondi, rememorando um pensamento “do próprio” Capitão Sardano (possivelmente apócrifo): “Na política não importa o fato, mas, a versão que a ele se dá”. Percebi que a ira tomara os semblantes de ambos. Nisso, a jornalista chegou. Diante do microfone, aquele Comandante tentou se safar de quaisquer responsabilidades, jogando-as para o “Tenente da motomecanização” daquela Unidade Operacional, numa tão deslavada mentira que até se “esquecera” da extinção do referido setor automotivo, desde 22/06/99, em virtude da centralização de todos na sede do CPA/M-6. Tal escândalo foi deflagrado por várias emissoras de TV. Considerando-se que desgraça pouca é bobagem, a cidade de Santo André se fez recordista absoluta do Estado de São Paulo, nos anos de 2001, 2002 e 2003, tocantes a furtos e roubos de veículos, como não bastasse a desfaçatez daquele Comandante mantendo o “ladrão fardado” na mencionada equipe noturna de “segurança” do tal CDP. Nenhuma contrapartida de todos os documentos que lavrei, em relação às incongruências e vulnerabilidades daquele estabelecimento prisional, certamente pela frustração do imoral Comandante porque nas mãos sujas dele jamais entreguei nenhum com base em perseguição gratuita a subordinado, mediante infundada “metida de caneta”, como pretendia. Era “carne e unha” com o anterior Comandante daquele Policiamento de Área, o “amigo do japonês das farmácias”, por isso seguia, à risca, a canhestra missão que lhe delegara o 30º Batalhão, pela cartilha da safadeza. Quando os absurdos ganharam proporções alarmantes, elaborei a Parte s/nº, no dia 29/05/02, para ACORDAR quem assinava a escala de serviço (Capitão Robson) da raposa que cuidava do galinheiro (Soldado Dota) alertando-o das 39 (TRINTA E NOVE) portinholas de aço, da mesma ala de xadrezes, anuladas no objetivo proposto (reforço daquela segurança) pela estranha retirada dos respectivos cadeados. No último dia daquele mês, como de praxe, em todo início e final de expediente ordinário, fui à sede do famigerado Batalhão, por força de tradicional, além de nojento, “beija-mão” – cumprimento formal ao Comandante – o qual estava atônito, mais “doido” do que de costume, desvairado, lamentando o ocorrido naquela noite anterior. O Oficial P/2 (Tenente Fernando Signorelli) deu-me a conhecer a fuga de 11 (onze) presos daquele CDP, dentre eles um influente integrante do “PCC”. O Comandante, por sua vez, aproveitou seus manifestos lamuriosos para tentar persuadir os demais Oficiais à crença de que me escolhera para o policiamento daquele CDP “porque estava preocupado com a segurança”. Senti-me na obrigação moral de desmenti-lo, porque na noite da fuga, às 22h10min, não havia nenhum Oficial “escolhido”, na condição de meu sucessor, no mais crítico período (noturno), aliás, nem durante aquele dia da fuga eu lá estive (feriado de Corpus Christi”), pois eu obedecia ao horário de expediente ordinário, o mesmo dos Oficiais da atividade-meio, enquanto as quatro equipes se revezavam, diuturnamente. A reportagem do Jornal Diário do Grande ABC daquele dia seguinte (1º de junho) tascou a seguinte manchete: FUGA DO CDP DE SANTO ANDRÉ TEM SUSPEITA DE FACILITAÇÃO. O texto de apoio dizia das tais portinholas, como passagem dos fugitivos. Caiu a máscara do Comandante mentiroso, juntamente com a do “castigador de ladrão fardado” e a do Serviço Reservado que “tinha mais o que fazer”, saindo-se com a tacanha “justificativa” pela qual “o Soldado Claudinei Dota era ficha limpa”. Outra mentira, porque bateu com os costados no Presídio Militar Romão Gomes, na primeira semana daquele mês, juntamente com o seu comparsa, outro Soldado do mesmo Batalhão, confessos daquela prática delitiva. Especulações deram conta de que andaram se estranhando na partilha dos supostos R$ 400.000,00 (QUATROCENTOS MIL REAIS). O “ficha limpa” foi expulso, conforme DOE/SP de 15/10/04, ainda preso, entretanto respondia a SETE delitos, incluso o de facilitação de fuga. Muito estranhamente, continuava acusado no PAD Nº CPM-04/13/01, muito tardiamente arquivado (11/01/05) por perda de objeto (Boletim Geral nº PM-7/2005). Enfatize-se que quando acusado no aludido PAD, em 2001, eu ainda pertencia ao efetivo do 30º BPM/M, e isso significava que o 10º já criava a “raposa”, por isso a gratidão (“castigo”, uma ova!) de ser remanejada para se alimentar naquela equipe do período noturno durante o qual as “galinhas” tem visão reduzida (por isso o apoio de tão longa escada, de alumínio, para facilitar o transporte, afinal, ninguém é de ferro) o que não se pode dizer dos olhos de cifrão daquele Comandante, tido como “doido”, mas, o DOE/SP de 07/04/05 não deixou dúvidas quanto ao “cristalino diagnóstico”, indeferindo-lhe “venda” das férias. Em resumo: era “doido” por dinheiro!
A notícia de que minha esposa estava novamente grávida serviu-me para mitigar a humilhação, naquele tão conspurcado ambiente profissional, já que eu poderia me fazer mais presente, a lhe prestar apoio, sobretudo quando chegasse o último mês da gravidez, em recompensa ao que sofremos na anterior, em que houve parto prematuro, durante a tumultuada perseguição que eu sofria no 30º Batalhão. No entanto, a graça não me viera de graça. Afinal, o 10º Batalhão dava continuidade àquela implacável perseguição. Para agravar minha situação, exame médico de rotina lhe apontara resultado positivo quanto à toxoplasmose, já no quarto mês de gestação. Constatou-se inexeqüível o aborto. Melhor seria arriscar a concepção do nascituro congenitamente deformado e ou deficitário em alguns sentidos, mais propensamente a visão, segundo orientações do infectologista, a dizer dessa grande probabilidade, dependendo da espessura da placenta quando contaminada pelo transmissor (protozoário). Na impossibilidade de pagar exame de ultrassonografia morfológica em hospital particular, para celeridade no resultado, agendei-o na rede pública de saúde. O Dr. Maurício Bartasevícius (advogado) não tem a menor obrigação de confirmar onde fora parar meu dinheiro, arrastado pela torrente de “exames”, oriundos de tantos Procedimentos Disciplinares da fonte contaminada – 30º BPM/M – pelos mais temíveis e avassaladores “protozoários do Estado bandido”, mas, não me furtarei à de provar como ele protagonizou cena tão deprimente, no mês de abril do ano passado, tachando de mentirosos todos os integrantes do Cartório da 4ª Auditoria do Tribunal que havia muito tempo esperava a PATIFARIA para recepcioná-la sob o manto da hipocrisia que “esconde”, feito peneira, o Processo nº 53.872/09. Certa feita, isolado e desolado no mencionado CDP, refletindo que Oficiais daquele Batalhão, muito mais modernos, chefiavam Seções com efetivo de até uma dúzia de Sargentos, enquanto eu, chefiando um, incapaz de perceber veículo em evasão, e, outro, absolutamente indignado a ponto de implorar para servir no 8º GB, de onde nunca mais saiu, ocorreu-me um pensamento de Victor Hugo: “Nada é tão irresistível quanto uma idéia cujo tempo lhe é chegado”. Em nome da insensatez do meu novo Comandante, “segurei a barra”, coração partido. Jamais sociabilizei meus problemas pessoais com os dotados de espírito rasteiro, leviano. Isso costuma ter efeito contraproducente. A melhor resposta para certas idiotices é o silêncio, o mesmo do qual me vali para sair da sala do então Cmt daquela Companhia, de retorno ao mencionado CDP, para dizer ao Sargento Maceu que nada havia conseguido, além de mais desilusão da “ética” daquela Unidade Operacional.
Nós, cidadãos brasileiros, eleitores do PSDB-SP, estamos, compulsoriamente, sendo expulsos desse partido. A prova mais cabal disso tudo se deu nas últimas eleições para prefeito, com a” rejeição” e derrota do candidato José Serra, mas infelizmente as coisas estão piorando, ainda mais. A inépcia desse governo, que vem à mídia dizer que São Paulo é maior que a Argentina, como se isso pudesse justificar tanto sangue derramado dos 92 policiais assassinados covardemente. Isso nos leva a crer que esse partido não tem o menor respeito por si próprio e pela vida das pessoas, como por exemplo os policiais que estão sofrendo uma verdadeira carnificina por parte do grupo assassino PCC, aonde o número de assassinatos já passa de 92 policiais mortos, em tão pouco tempo. É preciso, urgentemente, que o governo tome alguma atitude eficaz contra o crime organizado, antes que esse mal cresça e se espalhe pelo interior do estado causando um mal, ainda maior. Os (bons) policiais e seus familiares merecem todo o nosso respeito !
Delegada que desafiou o PCC é repreendida
Delegado seccional André Moron classifica a conduta da profissional como inadequada
ADRIANE SOUZA ADRIANE.SOUZA@BOMDIASOROCABA.COM.BR
As declarações publicadas nesta quinta-feira (15) pelo BOM DIA, que foram concedidas com exclusividade por uma delegada de Sorocaba que optou por não se identificar, trouxeram surpresa ao comando da Polícia Civil.
De acordo com o delegado seccional André Moron, a conduta da profissional foi considerada inadequada. A mesma afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, George Melão.
Na tarde desta quarta-feira (14), a delegada pagou por um adesivo que atacava diretamente o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Ferreira Pinto, e transitou com o veículo pelas ruas da cidade, em sinal de protesto contra a onda de crimes que se espalha pela capital paulista.
Preocupante/ Para o delegado seccional, a atitude da delegada não é a postura que a Polícia Civil costuma ter. “Esta é uma atitude isolada, que se confundiu com o fato de ela ser uma delegada de polícia”, comenta.
A Delegacia Seccional avalia que o desabafo foi feito por uma cidadã e não é compatível com o cargo que ela possui. “Realizamos reuniões semanais e, por isso, se ela tivesse algo para ser dito, deveria ter feito nas reuniões fechadas. Ali sua insatisfação seria ouvida e avaliada”, complementa o delegado.
Ainda segundo André Moron, a faixa no carro desrespeitou os colegas delegados e a instituição, além das hierarquias. “Nós, enquanto funcionários públicos de segurança, recebemos ordens e as executamos. Não nos cabe discutir política e sim combater o crime”, avalia.
A união entre os membros das forças policiais de Sorocaba também é sentida por parte da Polícia Civil. “Num momento conturbado como este, lutamos juntos contra o inimigo comum, que é o criminoso, portanto esta atitude não contribuiu em nada com a sensação de segurança que lutamos tanto para manter”, diz.
Correções/ O fato de o nome da delegada não ser revelado faz com que as demais delegadas se envolvam no caso, segundo avaliação do seccional. “A Corregedoria da Polícia Civil já foi acionada para tomar as medidas administrativas cabíveis, após a avaliação da conduta da delegada”, adianta André Moron. “Estamos elaborando um documento sugerindo que a delegada perca a titularidade da delegacia que é responsável, pois temos a convicção que a postura dela fez com que ela perdesse a credibilidade perante à comunidade e junto à Delegacia Seccional.”
Desnecessário/ “Chamar para si a responsabilidade e criticar os superiores não resolve o problema”, destaca o delegado André Moron, que diz considerar o secretário de Segurança Pública, que é um profissional de confiança do Governo do Estado, um homem de postura séria. “Lamentável e desnecessária a atitude desta delegada, em todos os aspectos. Avalio que tal conduta é irresponsável. Faltou maturidade profissional antes de tomar tal decisão.”
O delegado finaliza destacando que em nenhum momento desconsidera a existência de facções criminosas e ressalta que a Polícia Civil está atenta a qualquer tipo de incidente. “Esses atos lamentáveis contra a vida mostram que este grupo deixou de ser criminoso e age como terrorista.” Sindicato acompanha o caso
Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo fala sobre o protesto
O BOM DIA entrou em contato com o delegado George Melão, que é o responsável pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (15).
Por telefone, ele explicou que soube do caso envolvendo a delegada sorocabana por meio da imprensa, mas que os advogados do sindicato já foram acionados e irão acompanhar o trabalho da corregedoria. “O sindicato vê o caso com preocupação, pois não recomendamos este tipo de exposição”, avalia.
George Melão explica ainda que, em casos semelhantes, o delegado deve procurar a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo ou o próprio sindicato. “Não acredito que houve ferimento da hierarquia, pois segundo a constituição, o delegado-geral responde diretamente ao governador”, diz.
O líder sindical comenta que o cargo de secretário de Segurança é político e administrativo, não devendo interferir diretamente nas ações das forças policiais. “Infelizmente o secretário e o governador não estão cumprindo a lei em vários aspectos, como no ato de fazer com que a corregedoria responda diretamente ao secretário.”
Sobre a corregedoria, o delegado acredita que, apesar do nome – que faz menção a correção de atos – a Corregedoria da Polícia Civil tem atuado de forma ofensiva. “Vemos um festival de punições desnecessárias. [A corregedoria] está mais focada na política do que na correção de atos.”
Amparo/ Para o líder sindical, a manifestação da delegada de Sorocaba é válida, apesar de ter sido executada de forma inapropriada. “Todo o cidadão pode e deve se manifestar, afinal a segurança pública está ruim e em falta”, diz. “Estamos num momento no qual não sabemos qual proteção oferecer aos cidadãos do Estado, se nós mesmos não estamos protegidos”, complementa.
O delegado George Melão finaliza avaliando que o protesto da delegada mostra que a Capital vive um conflito aberto que pode chegar ao Interior. Governo do Estado pede calma à população
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou ontem que o tamanho da cidade deve ser levado em consideração antes de se avaliar a onda de violência. “O Estado tem tamanho de país. Aqui é maior que a Argentina. A região metropolitana é a terceira maior metrópole do mundo, tem 22 milhões de pessoas. Então é preciso cautela para não criar uma campanha contra São Paulo e uma situação de pânico na população”, afirma.
João Alkimin
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
Reportagem de Sandro Barboza
Imagens de Josenildo Tavares
Edição de Roberta Kerpen
15/11/2012 11h23 –
Suspeito de matar investigador na Grande SP é preso
Crime ocorreu em 5 de outubro, em Juquitiba.
Suspeito teria dito à polícia que morte foi acerto de contas com facção.
Do G1 São Paulo
Polícia prende suspeito de matar investigador em Juquitiba
Foi preso nesta quinta-feira (15) mais um suspeito de participar da morte do investigador João Antonio Pires, de 62 anos, em Juquitiba, na Grande São Paulo. O suspeito foi detido em Peruíbe, no litoral paulista. O crime ocorreu no dia 5 de outubro, no estacionamento de um mercado na cidade. Outro suspeito de participar da morte já havia sido preso em 8 de outubro, de acordo com a polícia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o investigador colocava as compras em seu carro quando dois criminosos em uma moto o abordaram na Avenida 31 de Março. O homem que estava na garupa atirou várias vezes no policial, que morreu no local. Na manhã desta quinta, a polícia prendeu o suspeito de efetuar os disparos contra o policial. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime. “Ele nos disse, em depoimento, que tinha uma dívida com uma facção criminosa e que deram a ele dez dias para executar um policial militar. Ao término do prazo, como ele não estaria conseguindo, deram mais 24 horas para a execução e deixaram que fosse um policial civil”, informou o delegado Josimar Ferreira de Oliveira, titular da Delegacia de Juquitiba, ao G1 por telefone. Poucos dias após o crime, policiais já tinham encontrado um dos suspeitos em um sítio na Estrada dos Padeiros, em Juquitiba. De acordo com a Polícia Civil, o homem disse que havia dado apenas uma carona para um amigo, que atirou no policial. Com o preso foram apreendidos dois capacetes, uma pistola, munições, a moto utilizada no dia do crime e uma folha com anotações. Madrugada violenta Entre a noite desta quarta (14) e esta madrugada, três policiais foram baleados capital paulista. Na Zona Sul, na esquina da Avenida Cupecê com Rua Antônio Gil, dois homens passaram em um carro e dispararam contra um PM de folga. Pouco depois, a dupla suspeita de fazer o ataque foi presa. Segundo a polícia, eles confessaram o crime. O policial ferido no ombro foi medicado e passa bem. Também na Zona Sul, um policial civil foi atingido por um tiro no bairro da Pedreira, no limite com Diadema, no ABC, no final da noite desta quarta. Dois homens em uma moto atiraram contra o investigador, que foi atingido no peito e em uma das mãos. Ele foi socorrido e não corre risco de morrer. Já na Zona Leste, duas pessoas foram baleadas durante uma tentativa de assalto a uma lanchonete na Penha. Um dos feridos é um policial militar que estava no balcão do estabelecimento e reagiu à ação de dois homens armados. Um cliente também foi baleado. A polícia trabalha com as hipóteses de tentativas de roubo e de execução. Seis pessoas morreram e 15 ficaram feridas entre a noite desta quarta e a madrugada desta quinta-feira na Grande São Paulo. As mortes ocorreram na capital e nas cidades de Itapevi e Pirapora do Bom Jesus.
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O Secretário com a sua linguarão maldosa e mentirosa andou aventando a possibilidade de ter sido acerto de contas entre bandido e policial corrupto.
Parabéns aos policiais de Juquitiba; honraram o irmão.