Delegado Waldir critica tratamento diferenciado dado por Bolsonaro aos militares 22

Líder do PSL: governo errou ao dar tratamento diferenciado a militares

FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado Delegado Waldir é o líder do PSL na Câmara Imagem: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Mariana Haubert e Camila Turtelli

Brasília

21/03/2019 17h56

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), voltou a criticar duramente o projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso que trata da reestruturação das carreiras das Forças Armadas e da aposentadoria dos militares. Para ele, o governo errou ao dar tratamento diferenciado a uma categoria e acabou enviando “um abacaxi” para os parlamentares “descascarem com o dente”.

O deputado, que é líder do partido do presidente Jair Bolsonaro e da maior bancada da Câmara (junto com o PT), criticou o fato de o governo ter prometido uma coisa para a Câmara e ter entregado outra em relação à reforma da previdência dos militares. A principal crítica é a inclusão da reestruturação da carreira.

Em sua avaliação, o ruído atrapalhou o andamento da tramitação da proposta que trata do Regime Geral da Previdência, apresentado ao Congresso há mais de um mês. “A Câmara quer votar, quer agir, mas precisamos que o governo explique as propostas. O projeto dos militares não atende ao que o governo se propôs a trazer para esta Casa”, disse.

O deputado reclamou que a equipe econômica não procurou a Câmara em nenhum momento antes da apresentação da reforma, tendo deixado os parlamentares à mercê do que seria apresentado. Para ele, o diálogo do governo com o Congresso precisa melhorar para viabilizar a aprovação das reformas.

“Não tive nenhum diálogo com representantes do governo sobre o projeto dos militares. O Parlamento quer participar e não participamos da festa, da construção dessa proposta. Meu gabinete está de portas abertas para receber qualquer emissário a qualquer momento”, disse. Ele chegou a fazer uma brincadeira sobre a falta de comunicação: “Vou ter que passar em uma delegacia para prestar queixa”.

O líder do PSL disse, ainda, que o partido poderá entregar seus 54 votos desde que a reforma da Previdência seja igualitária para todos. “Ou o governo faz as mudanças no texto dos militares como queremos, ou deixa a Câmara fazer. Mas, neste caso, ele tem que assumir que deu tratamento diferenciado a uma categoria”, afirmou.

  1. Isso que dá colocar um Delegado como líder de paetido.
    Um desastre.
    Restitui esse traíra ou lembrem a ele donde veio a votação que o elegeu…

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  2. O bolonauro durante quase 30 anos fez 2 coisas em cargos eletivos: Falou merda e propôs projetos beneficiando militares.

    Quem esperava alguma coisa diferente é muito inocente. Inocente não, trouxa mesmo.

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  3. O pior cego, como Bolsonaro, não quer ver nada
    POR FERNANDO BRITO · 21/03/2019

    Jair Bolsonaro, no Chile, fez declarações dizendo que as pesquisas de opinião que apontaram o veloz declínio de sua aprovação porque não teria se preocupado com elas , porque “não tem credibilidade no Brasil, assim como as eleitorais”, embora as pesquisas eleitorais, no primeiro e no segundo turno, tenham predito a sua vitória.

    Bolsonaro é o caso típico do autoengano dos novos tempos, aquele que se mede por “curtidas”, “likes” e seguidores nas redes sociais. São fatores, sim, que permitem medir o número de “fans” – qualquer semelhança com fanáticos é mera etimologia – mas não para medir o apoio entre a sociedade em geral.

    Bolsonaro ganhou a eleição sobre uma esquerda destroçada, seja pela crise do governo Dilma, seja pela Operação Lava Jato e, sobretudo, pela exclusão forçada de seu maior e mais simbólico líder, o ex-presidente Lula.

    Não fossem suas limitações, tinha condições de montar uma coalisão de forças políticas, parlamentares e judiciais que nos soterraria e nos mandaria, como ele mesmo dizia, “para a ponta da praia”.

    Escolheu o caminho que sempre seguiu, porém, o da solidão dos líderes de seita.

    Não soube – mais provavelmente, não quis – desmobilizar suas falanges. Chegou a ensaiar uma “realpolitik”, mas dela logo se arrependeu e o fuzilamento público de seu pragmático ministro Gustavo Bebianno demonstrou que não há espaço para quem não o trate como um Jim Jones do Vale da Ribeira, exceto os militares, com quem tem uma relação em que surge como o “cavalo” de uma reocupação da vida nacional pelas Forças Armadas.

    Cavalo xucro, já se vê, pelas tensões que vai acumulando com a caserna, reduzida à ocupação de cargos no governo e na obtenção de vantagens pecuniárias.

    Bolsonaro vive da destruição, vive do inimigo, vive de fazer a sociedade criar mitos que a realidade desmente, como está desmentindo os de que ele traria o fim da política, da corrupção, da devassidão de costumes, como se um Super-Homem nos pudesse restituir a glória sem mudar as realidades deste país.

    Porque não tem visão alguma de país senão a de ser sabujo. Dos EUA, do “mercado”, das seitas evangélicas dos espertalhões, dos descerebrados pitbulls.

    Repete, em escala menos ousada e mais , muito mais, grosseira, o que fez Collor, embora com a “vantagem” (para ele) de termos uma sociedade mais brutalizada.

    Se seu dano é grande e duradouro, e isso é certo, tudo começa a apontar para que seu tempo será curto.

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    • “O pior cego, como Bolsonaro, não quer ver nada” – Não poderia haver maior ironia na vida do que você escrever isso, ainda fazendo o corte cola do blog deste pateta FERNANDO BRITO · 21/03/2019.
      Você que se diz portadora de visão reduzida, dificuldade física, vive postando as m…..que este pateta escreve no seu blog, ai já é dificuldade mental.
      Sempre com a “desculpa” que este governo não vai cuidar dos pobres e blá, blá, blá…..dando a entender que no governo PeTralha os pobres tiveram vezes.
      Sugiro a você procure no blog deste pateta, Fernando Brito, uma única “reportagem” ou postagem da roubalheira ocorrida do fundo de pensão dos correios, na gestão PeTralha, uma única.
      O resumo da opera é o seguinte eles, os PeTralhas, roubaram para BARALHO este fundo de pensão, a ponto dos funcionários terem que socorrer o fundo com contribuições extras, por anos, para que o fundo não quebre.
      E não me consta que a imensa maioria dos funcionários do correios sejam ricos, muito pelo contrário, ganham muito pouco, sobre este fato este “jornalista” nunca escreveu uma única linha, por que será?
      Deve ser porque ele é a turma que ganhava uma nota para falar bem daqueles governos, simples assim, e como a mamata secou fica postando m…atrás de m….
      Também não vi você fazendo campanha para derrubar naquela época o(a) presidente ou presidANTA que colocaram ladrões para roubar o dinheiro da aposentadoria dos pobres carteiros.
      Seria cegueira seletiva essa sua não!

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  4. Tão significativa charge que faz parte da notícia, pena que se perdeu na moderação. Mesmo tenndo sido postado em apartado.

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  5. Não adianta nada reclamar, espernear, etc. É só não aprovar esta merda de proposta indecente. Estamos nas mãos do congresso. Já que não haverá o toma lá dá cá, pelo menos é o que dizem, é só o congresso rejeitar a proposta com a maior naturalidade.

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    • Concordo.
      Não aprova.
      Principalmente a PLC dos militares. É só não aprovar nada.
      Deixa tudo como está.
      Já a PEC que se dane…não estamos nela mesmo.
      Melhor ainda…não aprova nada e daqui a 6 meses coloca a do Temer em votação.

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      • Se me permitir uma aparte
        “Melhor ainda…não aprova nada e daqui a 6 meses coloca a do Temer em votação”
        E mais 6 seis meses, começa o atraso no pagamento das aposentadorias, depois dos fornecedores e mais um pouco os salários só servidores Executivo, como aconteceu no Rio de Janeiro, depois e primeiro plano estaremos muito parecido com a Grécia, de uns anos atrás, e em poucos anos estaremos igualzinho à Venezuela.

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  6. Ponderado a análise do parlamentar. A reforma previdenciária se faz necessária na modernização do Estado. Entretanto, como apresentada de forma segmentada é discriminatória, por esse governo Teocrático -militar, evidencia-se um comportamento corporativista inominável, assombroso. Além de excluir, irresponsavelmente, castas estabelecidas como o judiciário, ministérios públicos e a contaminada classe política, cria e desenvolve apartadamente uma nova casta: a dos militares, em detrimento de um povo sofrido, miserável, abandonado à própria sorte, no lombo do qual silvará a chibata, mais uma vez.

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  7. Verdade é que se governo cobrasse os impostos das empresas e empresários que devem ao Estado, conta fechava. Esta reforma vai por um acaso nivelar salários dos três poderes ? Não. Daí começa errada e terminará, caso passe, pior ainda.

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  8. Hahahaha… Quem mandou votar no ” Capitão” acho é pouco, o duro é que põe no nosso que não votamos nesse senhor

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  9. Basta o congresso fazer as alterações no PL e jogar os guerreiros de cinco tiros no sistema geral de previdência, as votações são simples, Já PEC é por três quintos em duas votações nas duas casas. Essa PEC não passa de jeito nenhum. Militares são bons em autoelogio, mas bastou o Maduro acionar os radares de seus S-300 para que mudassem de idéia com relação a “ajuda humanitária” que queriam fazer o Maduro aceitar a força. Agora inventaram um tal de “sistema de proteção social dos militares”, para dizer que continuam disponíveis a vida inteira, mesmo saindo da ativa com menos de 50 anos de idade.

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    • Senhor J Claudio

      O senhor só não atentou, que os governadores (todos os partidos, inclusive pt) sentaram na mesa e ofereceram apoio integral e todos os esforços para aprovar a tal PEC, motivo, TODOS OS ESTADOS ESTÃO QUEBRADOS ou parados na ladeira da falência, sentados em uma barra de sabão, basta uma garoa…
      Governador ainda tem força politica sobre deputado federal, não creio que ela passará da forma que veio, mas posso garantir que com pequenas alterações apenas para não perder a mão.

      C.A.

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      • C.A.,
        .
        Os governadores são favoráveis a PEC da previdência conforme prevista para os funcionários públicos e regime geral de previdência, agora do forma que o presidente Bolsonaro propôs quebra os Estado, pois, o que se aplica aos militares da União também se aplica aos militares estaduais.
        .
        O presidente Bolsonaro não tá fazendo reforma da previdência para os militares, está fazendo um excelente plano de carreira, ainda mais vantajoso do que já é atualmente.

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        • Senhor J.Claudio

          E isso não seria um forte incentivo para que apenas a União possua Militares?

          C.A.

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  10. Continua tudo igual, senão pior!!!! As polícias na mesma situação crítica, a criminalidade crescendo assustadoramente, policiais morrendo à todo lado, as leis continuam as mesmas, nem projeto de mudanças que sempre foram citadas nas campanhas eleitorais, audiencia de custódia soltando tudo e, quando fica , algumas semanas tá na rua. Certos da impunidade e que nada vai ser feito, o que mais se ve é a criminalidade subindo à cada dia. Enquanto nao houver pena sendo cumprida na sua totalidade, tendo seus agravantes em casos específicos, não resolve-se nada!!!

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  11. O que quebrou o Rio de Janeiro foi a roubalheira dos últimos governadores, não a folha de pagamento do funcionalismo!

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  12. Antes de falarem sobre os militares, propõem a eles todo tipo de carreira que a policia Civil tem!! Exemplo ´´e que um Agente da Policia civil chega a receber no final de carreira igual a um primeiro Sgt da PM sem prestar um concurso seguer, enquanto um soldado tem que concorrer a concursos, Pois acredito que se unificar os mesmo direitos da Civil aos militares tudo bem tem mesmo que ser igual a todos. Pois os comentaristas que aqui estão nunca fazem comentários criticas inteligentes mas comentem somente injuria, criticam tudo de forma preconceituosa e parcial, criticam a própria classe.

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    • Entendi sua frustração em todos crescerem os zoios em vcs. Isso é muito chato mesmo. Só farei um aparte… Não prestamos concurso interno pq é proibido pela CF. O senhor não sabia disso? Pois é né. Eu preferiria que existisse, mas só para a PM. Incrível não? Está conseguindo vislumbrar de nossa frustração também?

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