DA CADEIA PARA A ACADEMIA DE POLÍCIA? Resposta

ACADEMIA DE POLÍCIA
“DR. CORIOLANO NOGUEIRA COBRA”
Comunicado
Proc. Acadepol nº 317/2007 – Seleção de Professor
Temporário de “Inquérito Policial”. A Comissão de Seleção de
Professor Temporário de Inquérito Policial, cumprindo o disposto
do item VI – da Avaliação da Prova, do edital do concurso
publicado no D.O. de 26-4-2007, torna publica a relação dos
candidatos aprovados com as respectivas médias:
Nome do Candidato/Rg/Média
1 – André Luiz Martins Di Rissio Barbosa, RG 10.157.037,
nota 99,00
2
– Gérson Carvalho, RG 2.675.667, nota 96,00
3 – Juliana Pereira Ricci, RG 27.003.783, nota 92,00
4 – Ricardo Casciano Farabulini, RG 5.188.719, nota 91,00
5 – Zuleika González Araújo, RG 16.776.349, nota 88,00
A Comissão comunica ainda que os candidatos aprovados
poderão apresentar títulos consoante disposto no inciso VII dos
Títulos e sua Avaliação, do Edital, nos dias 10,11,12/09/2007
das 09:00 as 17:00 horas na Secretária de Concursos Públicos da
Academia de Polícia – Ala 9 – sala 89, sita à Pça. Prof. Reynaldo
Porchat, 219 – Cidade Universitária – Butantã – São Paulo.

Acusado será professor da Academia da Polícia
Acusado de ter cometido uma série de crimes, o delegado André Luiz Martins Di Rissio Barbosa foi aprovado em um concurso para ser professor da Academia de Polícia Dr. Coriolano Nogueira Cobra, de São Paulo. Processado pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual por uso de documentos falsos, descaminho, contrabando e corrupção, ele deve ensinar a disciplina de inquérito policial. A nomeação foi publicada ontem no Diário Oficial do Estado.
» Di Rissio é processado por corrupção » PF prende dois delegados em Campinas » MP denuncia Di Rissio por escuta ilegal » Opine sobre o assunto
O delegado responde ainda por formação de quadrilha, escuta clandestina, tráfico de influência, contrabando e advocacia administrativa (patrocinar interesse pessoal junto à administração pública, valendo-se do cargo). Ele nega todas as acusações.
De acordo com o Diário Oficial, Di Rissio ficará lotado no setor reservado às ações da Secretaria da Segurança Pública. Além dele, outras quatro pessoas foram aprovadas. O delegado, porém, tirou a nota mais alta: 99 de um total de 100.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Jordão Toledo Leme, o diretor da academia da polícia, Marco Antonio Desgualdo, precisa ainda homologar a aprovação.
AcusaçõesDi Rissio foi um dos presos na Operação 14 Bis da Polícia Federal, em junho do ano passado, acusado de participar de um esquema que liberava ilegalmente mercadorias importadas no aeroporto de Viracopos, em Campinas. Na época, ele presidia a Associação dos Delegados de SP e renunciou dias depois da prisão.
Em 2006, o delegado foi três vezes presos e, em todas elas, acabou conseguindo habeas-corpus. Este ano, ele foi denunciado pelo Ministério Público por formação de quadrilha e interceptação telefônica sem autorização judicial.
Na época em que foi preso pela primeira vez, ele vivia em um apartamento no Morumbi avaliado em R$ 1 milhão, tinha salário de R$ 7 mil, dois automóveis Jaguar (que valeriam, juntos, R$ 300 mil), jóias, uma coleção de relógios de luxo e se vestia com ternos de grife.

Vale o dito popular: pode roubar desde que divida!

Não é mal exemplo. É apenas um mártir; e como é filho de Desembargador – ainda que a impobridade seja incontestável – goza da garantia do princípio da inocência.

A Polícia Civil parece não ter vergonha de membros com ele; não são considerados desleais.

Será que desleal na Polícia Civil é ser correto?

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