CASA VERRE EM 2002 DOOU R$ 4.000,00 , PARA REELEIÇÃO DE GERALDO ALCKIMIN…FRAUDOU LICITAÇÕES E FATUROU ( dividindo com quem de direito ), R$ 40.000.000,00…KIPUTA INVESTIMENTO! 31

Casa Verre fez doação para campanha de Alckmin em 2002

Empresa estaria por trás da vitória em nove dos dez lotes de lacração e emplacamento de veículos em SP

 Rodrigo Alvares, do estadao.com.br

Prestação de contas publicada no site Transparências mostra que a empresa Casa Verre doou R$ 4 mil para a campanha à reeleição do então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), em 2002.

A empresa é investigada desde 1997  pelo Ministério Público Estadual por ter sido contratada pelo Detran sem licitação e por meio de contratos de emergência – a situação provocou a queda, em 2005, do então diretor do órgão, José Francisco Leigo.

Em reportagem publicada nesta sexta-feira, 22, o estadão.com.br informou que Alckmin teria recebido informações apontando a manipulação de um pregão do Detran de 2006 que deu a empresa Cordeiro Lopes o controle dos serviços de emplacamento de carros no interior do Estado de São Paulo.

Segundo a reportagem, a Casa Verre estaria por trás da vitória da Cordeiro Lopes em nove dos dez lotes de lacração e emplacamento de veículos do Estado, licitados no pregão de 2006.

Segundo investigação do próprio Detran, a Cordeiro é suspeita de inflar prestações de contas dos serviços prestados ao Estado, num golpe que pode ter causado um prejuízo de R$ 40 milhões aos cofres públicos.

Após operação da corregedoria do Detran na sede das duas empresas no último dia 14, novas evidências de que a Cordeiro Lopes serviria de fachada para a Casa Verre foram encontradas.

Além das sedes das duas serem vizinhas e de possuírem o mesmo advogado, foi na Casa Verre que toda a documentação da Cordeiro foi localizada, como revelado pelo Estado no último dia 15.

Esquema desvia R$ 40 milhões do Detran de SP Pagamentos de contratos para emplacar carros seriam superfaturados em 200%; laranjas controlam empresas

Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo Empresas contratadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para emplacar veículos em São Paulo são acusadas de fraudes que deram prejuízo estimado de pelo menos R$ 40 milhões. Delegados e empresários são suspeitos de participar do suposto esquema milionário. Laranjas controlariam a principal empresa contratada pelo departamento. A fraude principal seria o superfaturamento de até 200% da medição dos serviços contratados. Ela envolveria centenas de Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) de São Paulo – o Estado tem 344. O esquema era simples. As Ciretrans enviavam todo mês ao Detran um documento atestando que a empresa emplacara mais carros do que havia efetuado. O atual diretor do Detran, Carlos José Paschoal de Toledo, suspendeu os pagamentos nos últimos três meses e constatou que as empresas deviam receber só um terço do que pleiteavam. Passou a pagar só o que devia. Os pagamentos a mais eram feitos sem que os gestores dos contratos – alguns deles carcereiros – confrontassem a prestação de contas das empresas com os registros de veículos emplacados nas Ciretrans. Eram as prestações de contas das empresas que serviam de comprovação para a liberação dos pagamentos pelo governo. Quem mandava pagar com base nesse documento era a Divisão de Administração do Detran. O esquema começou a desmoronar quando o presidente da Associação dos Fabricantes de Placas de Automóveis, Hélio Rabello Passos Junior, denunciou o caso à Secretaria da Segurança Pública em 3 de julho. O titular da pasta, Antônio Ferreira Pinto, determinou a apuração. Passos Junior afirmava a existência de irregularidades no cumprimento dos dez contratos do Detran com as empresas Cordeiro Lopes e Centersystem – elas negaram as acusações. As empresas assinaram em 2006 os contratos com o Detran depois de vencerem licitação oferecendo o menor preço. Deveriam fornecer a placa comum por R$ 2,2 em São Paulo (Centersystem) e R$ 4,5 no restante do Estado (Cordeiro Lopes). E aí é que começavam os problemas. Os valores são, segundo Passos Junior, inexequíveis, pois abaixo do preço de custo fixado por laudo da Universidade de São Paulo (USP). Como as empresas conseguiam fornecer placas por esse preço? Segundo Passos Junior, por meio de uma série de fraudes. Ao depor na Corregedoria da Polícia Civil, ele enumerou 14 tipos delas que, somadas, teriam causado prejuízo em R$ 40 milhões – a Centersystem recebeu R$ 9 milhões pelos serviços de janeiro de 2008 a julho deste ano e a Cordeiro, R$ 64,8 milhões. O empresário relata que já havia batido em muitas portas para contar o que sabia, inclusive na do então diretor do Detran, delegado Ruy Estanislau Silveira Mello, para que práticas abusivas e ilegais cessassem. “Mas nada foi feito. O Detran decidiu prorrogar tais contratos, contrariando novamente os princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência”, afirmou, ao depor. Mello diz que mandou apurar tudo e informou os superiores.

Osasco

 Um mês depois de o empresário fazer a denúncia, assumiu a Ciretran de Osasco o delegado Gilberto Barbosa da Silva. Logo no primeiro mês no cargo, o delegado foi conferir a prestação de contas da Cordeiro Lopes. Esta dizia ter direito a receber R$ 277,7 mil pelos serviços de lacração em junho, referentes a 13.590 veículos emplacados. “Todavia, a Ciretran de Osasco expediu para lacração 4.007 documentos, constatando-se uma diferença a mais de 9.853 casos”, diz relatório do delegado. Só naquele mês, a empresa teria recebido R$ 200 mil a mais. Em junho, a Cordeiro havia dito que tinha R$ 346 mil a receber. “A realidade a receber gira em torno de R$ 80 mil.” Haveria também nesse mês um superfaturamento na medição do serviço de cerca de R$ 260 mil. Diante disso, o delegado informou os chefes e o Detran. A iniciativa ajudaria a formar a crise que levaria à mudança da direção do Detran – Mello foi substituído em outubro no cargo por Toledo. Ao depor, o delegado Silva contou que foi procurado por representantes da Cordeiro Lopes que “insistiam em convidá-lo para um almoço”. Uma funcionária da empresa disse que ele “não sabia a força que eles tinham”. “Apesar de todas essas intimidações, estou com a consciência tranquila, pois fiz o que era meu dever.”

Fábrica de placa ilegal funcionava no Detran

Postos do departamento em SP e no interior abrigavam esquema irregular Marcelo Godoy Uma suposta rede de fábricas clandestinas em postos do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) está sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Civil. A existência dela provaria mais uma forma de fraude aos contratos assinados entre o Detran e as empresas contratadas para emplacar e lacrar veículos no Estado. O prejuízo do departamento com as fraudes na execução dos contratos assinados em 2006 é estimado em pelo menos R$ 40 milhões. “É preciso haver uma brutal conivência de funcionários do Detran e da divisão de licenciamento para que essas fábricas clandestinas funcionem”, afirma o empresário Hélio Rabello Passos Junior, presidente da Associação dos Fabricantes de Placas do Estado. O empresário foi o autor da denúncia que levou à instauração do inquérito que ameaça dezenas de policiais, empresários e laranjas usados para acobertar o esquema milionário. As fábricas teriam sido instaladas nos principais postos de lacração de carros do Detran na capital e no interior. Por meio deles, os vencedores da licitação feita em 2005 burlariam a obrigação contratual de manter em estoque placas comuns necessárias para 15 dias de serviço. Essas placas foram oferecidas na licitação por R$ 2,50 a R$ 4,50, preços que seriam abaixo do custo das placas, fazendo as empresas Cordeiro Lopes e Centersystem vencerem a licitação pelo critério do menor preço. Como não existiriam em estoque, as empresas montam as minifábricas, burlando a concorrência com os demais fabricantes, a fim de fazer na hora a placa. Mas fazem nos postos as placas especiais, que custam de R$ 60 a R$ 100 para o consumidor que já pagou a taxa de lacração e teria direito à placa comum sem custo extra. “Eles só fazem a placa comum quando o consumidor sabe que tem o direito e exige o produto”, disse o empresário Passos Junior. A Corregedoria constatou os problemas por meio de uma diligência no posto do Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, e na antiga sede do departamento no Parque do Ibirapuera, na zona sul. O local foi fotografado por peritos do Instituto de Criminalística para constatar a presença das empresas. Os corregedores verificaram ainda a existência de sistema semelhante em postos de lacração de carros em Jundiaí e em São José dos Campos. No caso da capital, as minifábricas teriam sido montadas pela Centersystem e, no interior, pela Cordeiro Lopes. “O mesmo esquema que existe em todas as principais cidades do Estado”, disse Passos Junior. De acordo com a acusação do empresário, apesar de fazer a placa especial para o consumidor, ganhando por vender uma placa de preço em média 20 vezes maior, as empresas também lesariam o governo. É que, mesmo vendendo a placa especial, eles teriam de fabricar e entregar a placa comum. Quando fosse o caso de o consumidor exigir a placa especial, a placa comum deveria ser cortada e enviada como sucata ao Fundo Especial de Solidariedade do Palácio dos Bandeirantes. Em todo caso, o governo pagaria os R$ 2,50 ou R$ 4,50 pela placa comum que virou sucata. Mas a Corregedoria suspeita que essas placas comuns, que teriam de ser fabricadas mesmo quando o consumidor exige a placa especial, nunca foram feitas. O Fundo de Solidariedade também não teria recebido nada como sucata. Vilma Pereira de Araújo, oficialmente dona da Cordeiro Lopes, disse ao depor que não havia fraude e afirmou que as placas eram enviadas ao Fundo de Solidariedade. Vilma não informou como arrumou o dinheiro para comprar 95 % da Cordeiro em maio – uma empresa que recebeu de janeiro de 2008 a julho de 2009 R$ 64,8 milhões do Detran. Vilma mora em casa alugada no Jardim Japão, zona norte, com o marido, o pintor de faixas e cartazes Nilton Araújo. A suspeita da Corregedoria é de que por trás da Cordeiro esteja a empresa Casa Verre, do empresário Humberto Verre. De acordo com Passos Junior, foi Verre quem garantiu toda a estrutura da Cordeiro Lopes. O advogado da Cordeiro Lopes, Cássio Paoletti Junior, afirmou que empresa e diretores só se manifestariam no momento oportuno.

NÚMEROS

 R$ 40 milhões é o prejuízo estimado do Detran com fraudes na execução de contratos assinados em 2006 R$ 2,50 foi o preço mínimo oferecido por cada placa na licitação, valor considerado abaixo do praticado no mercado Detran terá devassa em contratos de prestadores de serviço Auditoria foi motivada por denúncia de irregularidades ‘evidentes’ na lacração e emplacamento de veículos Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo Todos os contratos em vigor firmados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vão passar por auditoria da Secretaria da Fazenda e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A devassa atingirá serviços e empresas contratados pelo departamento e foi motivada pelas irregularidades constatadas no emplacamento de veículos, reveladas ontem pelo Estado. A medida foi pedida pelo diretor do Detran, delegado Carlos José Paschoal de Toledo, e recebeu o aval do secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. “Trata-se de um saneamento em face das irregularidades muito evidentes nos contratos da Cordeiro Lopes”, disse Toledo. A Cordeiro Lopes & Cia Ltda é a empresa responsável por nove dos dez contratos mantidos pelo Detran – uma para cada região do Estado – com empresas responsáveis pelo serviço de lacração e emplacamento de veículos. O décimo é da Centersystem, empresa que cuida só da cidade de São Paulo. De janeiro de 2008 a julho deste ano, a Cordeiro recebeu R$ 64,8 milhões do Detran, e a Centersystem, R$ 9 milhões. Denúncias feitas por empresários e por policiais à Corregedoria da Polícia Civil dão conta de que uma série de fraudes no cumprimento dos contratos provocou um prejuízo de pelo menos R$ 40 milhões ao Detran. A principal fraude é o superfaturamento da medição do serviço. A Cordeiro Lopes mandaria prestação de contas com número muito maior de veículos emplacados do que efetivamente haviam sido nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans). “Uma série de cláusulas contratuais foram ignoradas na prestação de contas. Inexistem documentos que comprovem a realização dos serviços nos valores reivindicados pelas empresas”, afirmou Toledo. Por causa disso, o diretor do Detran suspendeu por três meses os pagamentos. Constatou que a Cordeiro Lopes devia receber um terço do que pedia – em média, isso significou uma redução de R$ 6 milhões para R$ 2 milhões mensais. O problema é que cada relatório de prestação de contas da empresa era avalizado por um policial na Ciretran e por outro no Detran, responsável pela gestão do contrato. Centenas de policiais terão de explicar à Corregedoria como a fraude passou despercebida – bastava comparar as prestações de contas da empresa com o número de lacrações de carros registrado pela Ciretran na Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodesp). A Cordeiro e a Centersystem assinaram os contratos com o Detran em 2006. “Por enquanto não encontramos os mesmos indícios de fraudes na prestação de contas da capital”, disse o diretor do Detran. O advogado da Cordeiro Lopes, Cássio Paoletti Junior, afirmou que a empresa não se manifestará. “É prematuro.” Na tarde de ontem, o empresário Gilberto Camilo Colagiovanni, da Centersystem, cancelou seu depoimento na Corregedoria.

 Alckmin foi avisado em 2006 de suspeita de fraude no Detran

Ex-governador recebeu documentos que apontavam conluio para favorecer empresa fantasma em pregão André Mascarenhas, do estadao.com.br

O ex-governador Geraldo Alckmin e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública do governo de São Paulo foram alertados, em janeiro de 2006, de fortes indícios de manipulação em um pregão que garantiu o controle de todo o serviço de emplacamento de veículos no interior do Estado a uma única empresa, a Cordeiro Lopes, suspeita de ser uma firma fantasma. A denúncia foi protocolada no Palácio do Governo por um perito contábil que participou do pregão, que afirma também ter alertado pessoalmente o então governador. A Cordeiro Lopes é hoje, quatro anos após Alckmin ter sido avisado das suspeitas, alvo de investigação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que analisa a quebra do contrato. Contratado para fazer um estudo de custos para uma das empresas que participou do pregão, o perito Diógenes Gonzaga de Moraes reuniu uma série de documentos e informações que, em linhas gerais, apontavam para a formação de conluio entre as empresas Cordeiro Lopes, Maxi Placas, Nortear e Casa Verre, com o objetivo de garantir a vitória da Cordeiro – o que só foi possível, ainda segundo a denúncia, pela oferta de preços inexequíveis pela vencedora. A documentação apresentada pela empresa ao Detran à época do pregão mostra ainda que a Cordeiro Lopes, antes de se aventurar no concorrido setor automotivo paulista, era uma microempresa de consertos de fogões, com capital social de R$ 5 mil, cuja matriz era uma sala localizada em São José, cidade da periferia de Florianópolis. “Tudo estava na denúncia”, diz Moraes que, antes de alertar o então governador, teria apresentado as suspeitas ao pregoeiro no dia da licitação, respeitando as regras do certame. A desconfiança começou ali mesmo, no momento em que começaria o pregão. “Nós tínhamos olhado a documentação da Cordeiro. Vimos que era uma microempresa, com capital social ínfimo, sem provas de estrutura de empregados. O edital dizia que indícios de irregularidade documental deveriam ser apresentados à mesa, para a desqualificação da empresa suspeita. Mas quando tentamos nos pronunciar, o delegado falou ‘olha, estamos em cima da hora, se começarmos a fazer isso agora, vai atrapalhar muito. Vamos começar o pregão e, ao final, a gente ouve as reclamações'”, descreve o perito. Com início marcado para as 9 horas, o processo só terminou à meia-noite. Moraes seguiu a recomendação do delegado e tentou novamente apresentar a denúncia – o que foi descartado, devido ao avançado da hora. A recomendação passou a ser de que as empresas apresentassem suas alegações em três dias úteis. “Ali já houve um vício”, lamenta o perito, que desconfiou da postura do pregoeiro e decidiu procurar o governo. A partir daí, não apenas a empresa representada por Moraes, mas praticamente todas as derrotadas entraram com recursos contra o resultado do pregão. Apesar das afirmações de que os valores ofertados pela Cordeiro Lopes seriam inexequíveis, o Detran manteve o resultado da licitação. Nove dias após o pregão, Moraes encontrou-se com Geraldo Alckmin no Palácio do Governo, onde sustenta ter participado de uma audiência rápida com o então governador, em uma sala ao lado do Salão Nobre, que estava em reforma. Nela, teria exposto rapidamente as suspeitas de que a Cordeiro Lopes e outras três empresas agiram em conluio, demonstrado que os valores que resultaram na vitória da empresa eram inexequíveis e apresentado a documentação que comprovaria se tratar de uma empresa sem estrutura para se manter no negócio. Mas foi enfático ao descrever a omissão do pregoeiro quando confrontado com as denúncias. Segundo o perito, Alckmin teria se comprometido a apurar as denúncias. Um assessor do ex-governador recomendou que ele protocolasse a documentação num guichê ao lado do salão nobre do Palácio. Procedimento padrão Contatada pela reportagem do estadao.com.br no último dia 15, a assessoria de Alckmin, que atualmente é secretário de Desenvolvimento do governo de São Paulo, deu versões conflitantes sobre o caso. Inicialmente, em conversa preliminar, alegou ser improvável que o ex-governador tenha sido informado pessoalmente das denúncias, uma vez que em situações como essa ele deveria “receber pessoalmente a documentação”. Num segundo contato, no dia 18, garantiu faltar uma autenticação mecânica no ofício protocolado por Moraes. O carimbo que consta no documento é da Casa Civil, e está datado de 13 de janeiro de 2006. Informada de que a reportagem seria publicada, a assessoria de Alckmin apresentou outra versão, e disse que a providência tomada foi “o procedimento padrão”, que consistiria em encaminhar a denúncia à Secretaria de Segurança Pública (SSP) que, por sua vez, deveria notificar a Corregedoria da Polícia Civil. A assessoria afirmou ainda que o “governador não tem como investigar pessoalmente todas as denúncias”, e informou que ele não daria entrevista para esclarecer o assunto. “Ele disse que iria tomar as providências cabíveis e apurar. E garantiu que eu seria avisado do andamento”, lembra Moraes. “Nunca tive nenhum retorno, seja do governador, seja da Secretaria de Segurança Pública, seja da Corregedoria. É como se a denúncia não existisse.” Contatada, a SSP “informa que, oficialmente, não recebeu nenhuma denúncia referente ao contrato licitatório à época da assinatura”, mas diz “que a apuração sobre possíveis irregularidades administrativas foi iniciada pela Corregedoria do próprio Detran, em 2006.” No mesmo dia em que esteve com Alckmin, Moraes repetiu o procedimento por duas outras vezes, nos gabinetes do então secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e de seu sub à época, Marcelo Martins de Oliviera. Ele ressalta, entretanto, não ter sido recebido por ambos. “No mínimo, (a denúncia) deveria ter sido mandada para o Tribunal de Contas”, desabafa. Mais uma vez, a atual gestão da SSP nega responsabilidade sobre o caso. Com relação às denúncias feitas diretamente ao órgão, afirma que, em 2006, a gestão era outra e que, por isso, não é possível responder por que nenhuma providência foi tomada à época. O órgão do governo estadual destaca, entretanto, que “atualmente, a Corregedoria Geral da Polícia Civil apura as denúncias de irregularidades referentes ao contrato assinado durante a antiga gestão, em inquérito policial instaurado no ano passado. As investigações continuam e outros detalhes não serão divulgados neste momento”.

Modus Operandi

Os indícios de que houve uma articulação entre quatro das empresas que participaram do pregão estão num dos documentos protocolados no Palácio. No laudo, o perito relata a existência de parentesco entre os proprietários da Casa Verre e da Maxi Placas, além de utilização do mesmo nome fantasia pela Casa Verre e a própria Cordeiro Lopes. Mas mais do que a existência dessas relações, o que parece confirmar a atuação em bloco para garantir a vitória da Cordeiro Lopes foi a maneira como essas empresas, com a ajuda de uma quarta, a Nortear, aturam durante o pregão. Em nove dos dez lotes do certame, Cordeiro Lopes, Maxi Placas e Nortear apresentaram ofertas idênticas, com valores muito abaixo do considerado exequível pelo mercado. Sempre na segunda rodada de cada lote, as últimas desistiam da disputa em favor da Cordeiro Lopes. Esse modus operandi é minuciosamente descrito pelo advogado empresarial Luiz Marcelo Breda Pereira, que entrou com ações em favor de algumas das empresas derrotadas. Ele dá o caminho que explica como um negócio baseado em preços considerados inexeqüíveis tornou-se uma verdadeira mina de ouro. Além do superfaturamento de até 200% na medição dos serviços contratados, como revelado pelo Estado em novembro, a Cordeiro Lopes valia-se da venda de placas especiais, várias vezes mais caras do que o valor ofertado no pregão, para garantir a lucratividade na operação. Segundo reportagem de dezembro, o esquema contaria com a falta de informação do consumidor, que quase sempre não sabe ter direito a uma placa comum, sem custo extra, no momento em que paga o emplacamento. Como o pagamento pelo Estado pelas placas comuns, no valor estabelecido pela licitação, é obrigatório, a Cordeiro Lopes ganhava duas vezes: com a venda forçada da placa especial e com o superfaturamento no número de carros emplacados. “Isso comprova tudo o que dissemos à época do pregão. O preço que foi aplicado não remunera o serviço, por isso que dizemos que o preço da placa é inexequível”, diz Breda, para quem o Estado também acaba lucrando com a operação, já que o valor da taxa de lacração está em cerca de R$ 90, muito acima dos cerca de R$ 2,50 pagos por cada placa comum instalada. “Como o preço pago pela placa comum é muito baixo, o Estado fatura com a diferença.”

_______________

KIPUTA INVESTIMENTO PHODENDO O CIDADÃO!

Bem, R$ 4.000,00 ,  é a doação contabilizada, né?

EM RAZÃO DESTA POSTAGEM ARMARAM A BUSCA E APREENSÃO DOS MEUS COMPUTADORES E INVADIRAM NOSSA CASA.

Tom Jobim completaria 83 anos.

TOM JOBIM

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.

É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento da bossa nova. É praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical.

O FLIT SE TIVESSE DE INDICAR O MELHOR CANDIDATO AO GOVERNO DE SÃO PAULO, DIRIA: ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO 37

O governador José Serra elogiou ontem o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, cotado para disputar o governo do Estado pelo PSDB.

“Se tivesse de indicar um responsável pela excelente relação com municípios e a Assembleia, diria que é o Aloysio. Eu e o Aloysio somos complementares”, disse, em evento de liberação de R$ 34 milhões para convênios com prefeituras.

Ele citou a literatura econômica, na qual há bens complementares e substitutos.

Deu como exemplo o café e o açúcar. “Não diria que eu sou café e ele açúcar. Mas, interessante, a gente realmente se complementa.”

Originalmente publicado no Estado de São Paulo no dia 16 de setembro de 2009

Serra: "Eu e o Aloysio somos complementares”

800 delpol investigados pela corró…ZÉ, O ZÉ SERÁ PRESIDENTE…EM RELAÇÃO A ESSES DELEGADOS O HISTÓRICO DE DESMANDOS É MUITO ANTIGO; O NOSSO MOVIMENTO SÓ TENDE CRESCER COM ELES FORA DO CAMINHO…O MOVIMENTO E O SAL ÁRIO…SERRA COM ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO! SEM GERALDO E DELEGADOS APADRINHADOS DO PMDB E PTB ( A TURMA DA BOQUINHA POLICIAL ) 13

Forwarded message
From: jf>
Date: 2010/1/24
Subject: 800 delpol investigados pela corró
To: flit guerra <dipol>

Caro Guerra: Será que queimei minha lingua ao falar do Careca. Devo trata-lo agora como Prof° Serra, futuro presidente. Ou esta generalização é uma manobra para esvaziar nosso movimento e desmoralizar a Civil. Gostaria que você, delegado bem mais experiente que eu, discorresse sobre este assunto. E a Marilda? Como ficamos nesta? Apenas a título de lembrança, remeto-o à leitura de “Códigos da Vida”, de Saulo Ramos, em que ele narra a desmoralização de Roseana Sarney pela PF comandada pelo Dr. Aloysio Nunes. O debate está lançado. Abraços, Zé Francisco.

———————————————–

A MARILDA DEVE APLAUDIR…
ELA REPRESENTA DELEGADOS COMPROMISSADOS, HUMILDES;  QUE PAGAM ALUGUEL.
MUITOS APOSENTADOS  QUE NÃO AMEALHARAM PATRIMÔNIO…VIVEM APENAS COM O DINHEIRO DA APOSENTADORIA.
ALGUNS UM POUCO MAIS AFORTUNADOS COM R$ 40.000,00 NA CADERNETA DE POUPANÇA,  UMA CASA SIMPLES E UM CARRO USADO.
MEIA DÚZIA –  POR JORNADA DUPLA COMO PROFESSORES –  DEPOIS DE 30 ANOS DE TRABALHO ORGULHOSAMENTE SÃO DONOS DE HONESTA RIQUEZA DE R$250.000,00.
VALENDO DIZER: A MARILDA REPRESENTA A GRANDE MAIORIA QUE TRABALHA OU TRABALHOU SEM ATRAVESSAR A LINHA DA DIGNIDADE. NÓS NÃO FOMOS MERCENÁRIOS,  ACHACADORES, TORTURADORES, HOMICIDAS…

TAMPOUCO,  A MAIORIA DE NÓS ,  É FILHO , PARENTE OU APADRINHADO DE TORTURADORES LATROCIDAS…

ENQUANTO CONVIVERMOS COM ESSA ESPÉCIE DE GENTE E SUA HERENÇA;  DEIXANDO QUE SEJAM CULTUADOS COMO SE FOSSEM HERÓIS, NÃO ALCANÇAREMOS O NOSSO SONHADO E  –  PELA MAIOR PARTE DE NÓS – MERECIDO RECONHECIMENTO…

RECONHECIMENTO E BOA PAGA!

 Marighella é homenageado como herói na Câmara de São Paulo
Marighella aponta para o ponto em que foi baleado, em 1964, no começo da ditadura
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Sentados um ao lado do outro, o chefe de gabinete do governador tucano José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), e o ex-presidente do PT José Dirceu. Mas a mesa da cerimônia que concedeu o título de cidadão paulistano a Carlos Marighella, na noite desta quarta-feira (4), contava com representantes de vários outros movimentos políticos e sociais.


Túmulo de Marighella, desenhado por Oscar Niemeyer, em Salvador, onde está enterrado

Renzo Borges Angerami, filho do número 2 da Polícia Civil, o delegado-geral-adjunto Alberto Angerami, é investigado sob a suspeita de tentar extorquir R$ 300 mil de um suposto estelionatário 12

Hoje, sem as históricas interferências corporativas, a Corregedoria até consegue desenvolver ações como a que atinge o investigador Renzo Borges Angerami, filho do número 2 da Polícia Civil, o delegado-geral-adjunto Alberto Angerami.
Renzo é investigado sob a suspeita de tentar extorquir R$ 300 mil de um suposto estelionatário (no mesmo caso citado acima, do policial Caetano).
Renzo foi transferido do Setor da Investigações Gerais da 4ª Seccional Norte (central da Polícia Civil) na zona norte para a de São Bernardo do Campo.
A reportagem tentou, mas não conseguiu localizar Renzo na sexta-feira. Seu pai, o delegado-geral-adjunto Alberto Angerami, disse que o filho não tem participação na extorsão e não é investigado por nenhum crime.

ANDRÉ CARAMANTE

DE UM LEITOR DO TERRA: A POLÍCIA É COMO A IGREJA 3

ASSIM NAO VALE

postado:
24/01/2010 – 09h02

agora pensem bem ,quem é mais criminoso que esses delegados;;;É SIMPLES …O RESPONSÁVEL DE ,EM VEZ DE EXONERAR(COLOCAR NA RUA,NAO O FAZ ,SIMPLESMENTE OS TRANSFERE DE DELEGACIAS………..ISTO É ,A PRÓPRIA CORREGEDORIA……………..ADOTAM O MESMO ‘ESQUEMA ‘QUE A IGREJA ,QUANDO DESCOBREM UM PADRE PEDÓFILO,EM VEZ DE MANDAR PRENDE-LO OU EXONERA-LO DO CARGO QUE OCUPA,SIMPLESMENTE O TRANSFERE PARA OUTRA PARÓQUIA ,PRA ELE CONTINUAR SEUS CRIMES

Delegados são investigados pela polícia de SP; ouça trechos de escutas telefônicas 2

24/01/2010 – 07h53

Delegados são investigados pela polícia de SP; ouça trechos de escutas telefônicas

da Folha Online

Hoje na FolhaCerca de 800 dos 3.313 delegados de SP (24%) são investigados hoje pela Corregedoria da Polícia Civil numa das maiores tentativas de depuração dos 104 anos da corporação, informa reportagem assinada por André Caramante e publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
São procedimentos abertos pelas mais variadas suspeitas (extorsão, enriquecimento, violência, prevaricação, mau uso de dinheiro público etc.) e que atingem nomes dos mais importantes da Polícia Civil, que tem 33 mil integrantes.
As investigações se intensificaram em 2009, quando o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, vinculou a Corregedoria diretamente ao seu gabinete. O secretário também afastou 418 policiais da própria corregedoria e de órgãos como Deic e Denarc.
Em alguns casos, as investigações foram baseadas no conteúdo de escutas telefônicas.
Ouça trechos das gravações:
Delegado Antonio Carlos Bueno Torres

[object 0]

Emidio Machado Neto

[object 1]

Elson Alexandre Sayão

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u683355.shtml

ESQUECERAM DE MIM: CALÚNIA, DIFAMAÇÃO, INJÚRIA, QUEBRA DE SIGILO FUNCIONAL E ATÉ CRIME CONTRA A SEGURANÇA NACIONAL…NÃO É PIADA! 2

Cerca de 800 delegados são investigados por crimes em SP
24 de janeiro de 2010 06h25

Cerca de 800 delegados da Polícia Civil de São Paulo são investigados pela Corregedoria da Polícia Civil, com procedimentos relativos a suspeitas de extorsão, enriquecimento, violência, prevaricação e mau uso de dinheiro público, entre outros. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. O número atinge 24% dos 3.313 delegados da Polícia, envolvendo nomes importantes da cooperação.
Segundo a reportagem, o aumento no número de investigações teria ocorrido depois que o secretário da Segurança, Antonio Pinto, suspeitou de corporativismo na análise dos casos. Desde agosto de 2009, quando assumiu a corregedoria, mais de 8,5 mil casos teriam sido abertos, com 418 remoções de policiais da Corregedoria, do Deic (que verifica roubos) e do Denarc (Departamento de Narcóticos). Entre os removidos, estariam delegados ligados ao PCC, suspeitos de enriquecimento ilícito, prevaricação, dispensa de licitação e extorsão. Outro delegado teria sido deslocado por ameaçar um preso, que revelou a localização de um suspeito de envolvimento na morte do juiz Antonio Machado Dias.

Ruy Ferraz Fontes foi colocado na “geladeira” depois que surgiram suspeitas contra policiais da sua equipe 18

“Ex-xerife” do combate ao PCC está na periferia Ruy Ferraz Fontes foi colocado na “geladeira” depois que surgiram suspeitas contra policiais da sua equipe

Um outro caso que chama atenção na polícia é o de um delegado que, anos atrás, foi flagrado por superiores ao circular em uma Ferrari

Juca Varella – 1º.out.03/Folha Imagem
c2401201001.jpg

Delegado Ruy Ferraz Fontes, na época em que atuava no Deic; hoje, ele está à frente do 69ºDP

DA REPORTAGEM LOCAL

As recentes mudanças na Polícia Civil de SP têm atingido até mesmo policiais como o delegado Ruy Ferraz Fontes, o xerife do Deic (departamento de roubos), considerado durante anos como o número 1 no combate à facção criminosa PCC.
Com grandes divergências com o secretário da Segurança Pública de José Serra (PSDB), Antonio Ferreira Pinto, Fontes foi sacado da chefia da 5ª Delegacia de Roubos a Bancos e, hoje, está à frente do 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela), no extremo leste de SP.
O 69º é um distrito onde quase nenhum policial quer trabalhar. É muito distante do centro, tem pouca estrutura e atua em uma das áreas mais violentas da cidade. Questionado sobre o seu afastamento do posto de destaque no Deic, onde constantemente comandava ações com grande exposição na mídia, Fontes disse ter sido ele que pediu a transferência.
Nos bastidores da polícia, a história que se conta é outra. Fontes teria perdido prestígio depois que policiais de sua equipe começaram a ser investigados por suspeita de extorsão de dinheiro de criminosos, inclusive membros do PCC.
Em um dos casos, o investigador Wilson de Souza Caetano foi preso em flagrante há um mês sob acusação de exigir R$ 300 mil de um suspeito de estelionato, que teve seus bens apreendidos irregularmente. A Folha tentou localizar, sem sucesso, o advogado de Souza para ouvir sua versão sobre o caso.

Ferrari
Um outro caso que chama atenção na chamada operação de depuração da Polícia Civil é o de um delegado que, anos atrás, foi flagrado por superiores ao rasgar as ruas do Jardim Europa a bordo de uma Ferrari.
Espantado com a cena, o chefe do delegado à época mandou ele se desfazer do carro para não chamar atenção. O nome desse policial está na lista dos que hoje estão na mira da Corregedoria, mas é mantido em sigilo, pois o caso ainda está na fase de apuração de provas.
Num outro caso ainda mais curioso, um policial aposentado, também investigado, costuma se gabar de ser dono de uma pequena vila na Itália.
A Corregedoria encontra dificuldades de obter provas de enriquecimento ilícito contra esses delegados porque eles normalmente usam nomes de “laranjas” ou parentes para registrar os bens.
Outro problema da Corregedoria é que muitas apurações foram retardadas e até comprometidas por antigos funcionários do órgão, hoje afastados pelo secretário Ferreira Pinto. Suspeita-se que recebiam propina de policiais para avisá-los sobre investigações e, em casos mais graves, retardá-las.
Hoje, sem as históricas interferências corporativas, a Corregedoria até consegue desenvolver ações como a que atinge o investigador Renzo Borges Angerami, filho do número 2 da Polícia Civil, o delegado-geral-adjunto Alberto Angerami.
Renzo é investigado sob a suspeita de tentar extorquir R$ 300 mil de um suposto estelionatário (no mesmo caso citado acima, do policial Caetano).
Renzo foi transferido do Setor da Investigações Gerais da 4ª Seccional Norte (central da Polícia Civil) na zona norte para a de São Bernardo do Campo.
A reportagem tentou, mas não conseguiu localizar Renzo na sexta-feira. Seu pai, o delegado-geral-adjunto Alberto Angerami, disse que o filho não tem participação na extorsão e não é investigado por nenhum crime
. (ANDRÉ CARAMANTE)

800 delegados são investigados em SP; 24% do total de delegados da corporação; 418 policiais foram removidos 17

800 delegados são investigados em SP Investigações da Corregedoria da Polícia Civil atingem 24% do total de delegados da corporação; 418 policiais foram removidos

Procedimentos foram abertos por suspeitas como prevaricação e violência e atingem alguns dos nomes mais importantes da polícia

ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

Cerca de 800 dos 3.313 delegados de SP (24%) são investigados hoje pela Corregedoria da Polícia Civil numa das maiores tentativas de depuração dos 104 anos da corporação.
São procedimentos abertos pelas mais variadas suspeitas (extorsão, enriquecimento, violência, prevaricação, mau uso de dinheiro público etc.) e que atingem nomes dos mais importantes da Polícia Civil, que tem 33 mil integrantes.
As investigações se intensificaram em agosto de 2009, quando o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, suspeitando de corporativismo (muitos dos casos se arrastavam havia anos), decidiu reformular a Corregedoria, vinculando-a diretamente ao seu gabinete, e nomear pela primeira vez uma mulher para a chefia do órgão, a delegada Maria Inês Trefiglio Valente.
Além de acelerar as apurações e incentivar a abertura de novos procedimentos (um total de 8.579 casos contra policiais de várias funções), Ferreira Pinto removeu 418 policiais de três dos principais órgãos da instituição, a própria Corregedoria, o Deic (departamento de roubos) e o Denarc (narcóticos).
São policiais contra quem pesam suspeitas ou que simplesmente não têm o “perfil” desejado -Ferreira Pinto os afastou por acreditar que eles não estavam preparados para atuar em departamentos importantes.
Nessas trocas, delegados até então considerados intocáveis foram colocados na “geladeira” -postos de menor destaque. Exemplos:

A) Ruy Ferraz Fontes, “xerife” do combate à facção criminosa PCC, hoje está em uma delegacia na periferia.

B) Everardo Tanganelli Jr., ex-Denarc, hoje no setor de cartas precatórias, é suspeito de enriquecimento ilícito. Em férias, não foi achado pela Folha.

C) Maurício Lemos Freire, ex-n.º 1 da Civil, hoje no setor de helicópteros, é suspeito de não apurar fraude em concurso. Está em férias e não foi localizado.

 D) Antonio Carlos Bueno Torres, que ocupou cargo importante no Detran, está em função de menor importância. É suspeito de dispensar licitação. À reportagem, afirmou: “Vá cuidar da sua vida!”.

E) Pedro Pórrio, importante delegado do Denarc, hoje em funções burocráticas, foi denunciado à Justiça sob acusação de extorquir US$ 800 mil da quadrilha do traficante Juan Abadía. Daniel Bialski, seu advogado, diz que ele é inocente.

Caso do informante
Um outro delegado foi escanteado após ter sido descoberto que ele e membros de sua equipe ameaçaram de morte os familiares de um presidiário informante que “falou demais”.
O preso havia dado às autoridades a localização de um suspeito de envolvimento na morte do juiz Antonio Machado Dias, de Presidente Prudente -ocorrida em 2003. O nome do delegado é mantido em sigilo pela secretaria, que busca provas.

A PREFEITA PETISTA DEVERIA EXPLICAR A QUEM SEUS COLEGAS DE OUTRAS CIDADES PAGAM “UM AUXÍLIO MUNICIPAL” 3

23/01/2010 at 16:05  ( STANDEUTER )

Alguma coisa tem. A prefeita de Cubatão, em entrevista a um jornal ai da baixada deu a entender que havia uma espécie de pagamento, mas não esclareceu a quem. A repórter também não insistiu, talvez não interesse à direção do Jornal comprar a briga, mas a coisa não ficou muito bem explicada não.

“Há uma espécie de conflito”, destacou a prefeita de Cubatão, Márcia Rosa. De acordo com ela, o pagamento atualmente é variável. Algumas cidades, para não ficar sem segurança, são obrigadas a pagar um auxílio municipal, e isso deve acabar.

Fonte: A Tribuna on-line

OS DOUTORES PERITOS DA POLÍCIA CIENTIFICA – A TERCEIRA POLÍCIA DO ESTADO CONFORME PROPALAM – DE VEM EXPLICAR O PORQUÊ DA DESQUALIFICAÇÃO DO LAUDO DO DOUTOR MOLINA…FOI PURO PROFISSIONALISMO , ALIVIADA DE AMIGO PARA AMIGO OU COAÇÃO HIERÁRQUICA? 5

22/01/2010 – 09h18

Governo anula segunda fase de concurso suspeito de fraude em SP

ROGÉRIO PAGNAN
ANDRÉ CARAMANTE
da Folha de S.Paulo

O secretário da Segurança de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, anunciou na quinta-feira (21) no “Diário Oficial” a anulação de toda a segunda fase –entrevista pessoal e exame oral– do concurso para fotógrafo do IC (Instituto de Criminalística). Em dezembro, suspeitas de ligação com fraudes derrubaram dois diretores do IC.
Em 30 de novembro, a Folha revelou que o concurso para fotógrafo pericial, que teve 17.621 inscritos, havia sido fraudado para beneficiar candidatos ligados a funcionários. Em julho, a reportagem já havia registrado em cartório nomes de três candidatos que seriam aprovados.
A investigação em andamento na Corregedoria-Geral da Polícia Civil está na fase em que os beneficiados serão interrogados. Não há como dizer se a primeira fase da disputa por um cargo com salário de R$ 2.246 será ou não anulada.
Existe a suspeita, pela corregedoria, de que os beneficiados na segunda fase também tenham sido ajudados com uma espécie de cursinho preparatório para a prova escrita (a primeira etapa), dentro do IC.
A segunda fase será refeita, mas as datas não foram definidas, diz a secretaria. Dos 415 candidatos nesta etapa, 128 haviam sido aprovados. Nenhum chegou a assumir o posto. A decisão do secretário Ferreira Pinto foi tomada a partir da análise do setor jurídico.
Os dois principais responsáveis pelo concurso, os delegados Adilson José Vieira Pinto (diretor da Academia de Polícia) e Jurandir Correia de Sant’Anna (presidente da comissão do concurso), não quiseram se manifestar ontem.
Um dos candidatos aprovados na prova oral, André das Eiras Braiani é parente do ex-diretor do IC José Domingos Moreira das Eiras, afastado do cargo no fim de dezembro. Ontem, Eiras disse não ter sido o único a entrevistar candidatos e que a corregedoria precisa ir atrás dos outros entrevistadores também.
Segundo Ricardo Fadul das Eiras, filho e advogado do ex-chefe do IC, não houve benefício a Braiani. Na prova oral, Braiani não conseguiu responder corretamente questões como a definição de um quadrado ou em qual região fica a Bahia.
Outro concurso também está sob investigação. O segundo homem mais importante da hierarquia do IC até dezembro, quando deixou o cargo, Osvaldo Negrini Neto, foi acusado por seis integrantes da banca do concurso para peritos de 2005 de vender gabaritos e incluir irregularmente reprovados na lista de aprovados. Negrini, que presidia a banca, nega as acusações.

DE ALFREDO SOUZA ALBERTO: Fotos do I. E. E. MARTIM AFONSO – SÃO VICENTE – 1960 8

———- Forwarded message ———-
From: alfredo souza alberto

Date: 2011/2/10
Subject: FW: fotos do IEMA de 1960
To: dipol@flitparalisante.com

Recordações do I.E.E.M.A – Instituto Estadual de Educação Martim Afonso de Souza – São Vicente 130

ESTUDOU NO M.A.EM QUE ANO,GUERRA?

juan-50

22/01/2010 em 20:46 Editar

JUAN-50

De 1970 a 1977. Bons tempos de infância e adolescência. Apesar das aulas do Professor Joaquim dentro do 2º BC.

Quando eu ingressei no ginásio, depois do tal vestibulinho, ainda usávamos uniforme e havia aulas aos sábados.

O Jarbas Passarinho fez algo de bom ( pra mim ) acabou com as aulas aos sábados… rs

Bem, ele acabou mesmo foi com o ensino público.

No lugar de Filosofia, reforço de Educação Moral e Cívica… rs.

Criou mais uma turma encurtando as aulas e os intervalos.

Nada como um Coronel do Exército pra dar solução para a falta de vagas…

Ah, além da reforma ortográfica de 71, para  nos phoder a partir de 72…

Levei uns 10 anos para deixar de grafar êle, nêle, êsse…etc.

Agora , já que não preciso de nota ( apenas cédulas ), quero que a atual reforma se phoda…rs.

Imperdoável acabar com o trema, pois só apedeutas  escreverão qüinqüênio…

Mas não posso reclamar da minha educação no “Afonsinho”, pois aos 10 anos já tinha lido 26 livros do Monteiro Lobato…

A trilogia do Tesouro dos Martírios,  de Francisco Marins…

E as memórias de Hans Staden “Duas viagens ao Brasil ( tinha umas 1000 páginas ).

Bastou complementarmos  essa vasta cultura com a revista MAD,  a revista Geração Pop ( que sempre foi uma merda, pois a maioria dos colaboradores não sabia nada de nada; acabavam inventando ).

Bem depois – QUANDO A DITA ABRANDOU –  com todas as revistas “Ele e Ela” , “Status” e depois “Playboy”.

Eu era apaixonado pela Rose Di Primo; tinha até um pôster dela montada acho que numa moto Triumph.

Fiquei tão letrado que ganhei um banheiro exclusivo no fundo do quintal.

Tapetão do Itararé – São Vicente

Eu era um bom garoto até que o meu pai teve uma idéia brilhante: para eu parar de fazer barulho com a guitarrinha comprou, quando completei 15 anos, um Yamaha RD 50, azul, a primeira motocicleta Made In Manaus.

Assim, quando no 3º ano colegial rumava para o Afonsinho pela praia, pois “soy latino americano e nunca me engano“.

O problema é que não dava pra ficar com a bunda na cadeira agüentando aulas como  as Professor Renato ( Física ).

Numa das escapadas fui  imitar o Adu Celso  – ( Eduardo Celso Santos ,  falecido em 5 de fevereiro de 2005, em Juquey-SP, um famoso  piloto de motocicletas e empresário de São Vicente, um dos filhos do Sr. Celso Santos, dono da Cidade Náutica Imóveis e de toda a praia de Pernambuco ,  no Guarujá, Hanga Roa, Bertioga, Juqueí, etc.  ) – ; acabei atropelando um coqueiro da Avenida Padre Manoel da Nóbrega ( também conhecida como “Tapetão” do Itararé).

Resultando, prá mim, 5 meses de cama; para o meu pai quase uma “cana”.

O diploma ficou para depois; a faculdade de Direito, idem.

No ano seguinte, muito revoltado porque ” andava a pé e achava que assim estava mal” , mudei para o período noturno, já que depois de quase um ano gessado e de muletas – não tinha porrada que me fizesse levantar da cama as 6h30.

No período noturno redescobri a alegria de viver; passei a estudar no Batidão e no Cruzeiro do Sul.

Além de aprender política, filosofia e ficar falando Jacomi, também aprendemos a arte de  causar curto-circuito no Afonsinho e explodir bombinhas de São João no banheiro ( quatro das gordinhas bem amarradas); aprendi a saborear o bom e velho Fogo Paulista.

Culpa de uma turma de celerados que migraram compulsoriamente do Vidrobrás para o Afonsinho, pois acabaram  com o curso colegial da Escola Vidrobrás. O que foi muito bom, pois as moças eram mais interessantes e emancipadas.

A maioria já trabalhava, inclusive. Até hoje não entendo a razão de as moças da época, embora mais baixinhas, nascerem mais bonitas e harmoniosas do que as das gerações posteriores.

Naquele tempo não chovia o ano inteiro na Baixada; a madrugada era estreleda e perfumada pela dama-da-noite.

Não tinha ladrão armado.

O que estragava o sossego de quem andava na madruga eram as “Barcas da Polícia Civil” e do “Juizado de Menores”.

A PM –  com os fusquinhas e veraneios acho que nas cores vermelho e preto  – não incomodava.

Mas como na PC, da época, a maioria era ganso com carteirinha de inspetor de quarteirão, todo cuidado era pouco.

Cabeludo com violão sofria: aí  “maluco beleza” ( era o sucesso do Raul daquele ano )  balança o pinho pra gente ver se não tem bagulho!

E leva aí “Abismo de Rosas” prá gente conferir se tu sabe tocar…Mas seu guarda, só aprendi solar “O Milionário”…

Playboy,  que guarda?

Tá vendo guarda onde?

Aqui é Polícia, apito tu vai ouvir na orelha… já, já!

“De menor” na rua de madrugada, tu tem pai?

Tenho sim senhor! Ele deixa? Não, esperei ele dormir e pulei o muro!

Filho da puta…sobe…sobe…sobe! Pelo amor de Deus, deixa eu ir embora…

O caralho! Farei melhor “seu punheta” vou te deixar no colo da mamãe.

Fui salvo pelo rádio, mas o guarda grandão da “petra e branca” me fez tirar o sapato e sumir correndo pela av. Quintino Bocaiúva… FDP, ainda não era asfaltada…cheia de pedregulho; eu correndo com o violão debaixo do braço e os sapatos na outra mão…

Mas achei melhor obedecer e não olhar pra trás.


Assim , em dezembro de 77, em vez de velinhas e bolo de aniversário, bomba levei eu.

Com direito a honrosa jubilação para outra escola  mais compatível com o meu elevado nível intelectual e cultural.

O restante contaremos daqui a dez anos, ainda não cheguei à fase de escrever minhas memórias.

Mas eu amava aquela escola; amava mais ainda três pessoas: A Dnª Suely, nossa professora de Geografia; a Dnª Iracema, professora de História e a Dnª Cleuza, Diretora; que apesar de muito austera foi uma espécie de anjo protetor.

E tinha uma que eu odiei por anos: a professora Zuleica. O Pink Floyd fez a música The Wall, certamente inspirados nalgum professor como ela.

Eu tinha lá algumas limitações matemáticas; durante quatro anos eu lhe dei trabalho extra no mês de fevereiro.

Pois sistematicamente no 1º bimestre ela me dava 0 ( zero ), no 2º 0,5 ( meio ), no 3º uns 2,5 ( dois e meio ), só começava a melhorar no final do ano, tirava 5,0 ( cinco ).

Assim já sabia que passaria as férias , todos os dias,  acompanhado de professora particular.

E chegava para fazer a prova na base do tudo ou nada, ou seja: precisando no mínimo de 9,5 ( dez né? ).

Eu conseguia, dias depois começava tudo novamente.

Por uma única razão, como era um dos menores e  o mais novo, quando um ano a dois, alguns três anos mais velhos,  faz uma baita diferença, entrava apanhando e saia apanhando.

Logo no primeiro bimestre, do primeiro ano do ginásio, as minhas notas nas duas provas foram 0 ( zero ).

A mulher fazia questão de mostrar as provas e anunciar as notas nominalmente; fazendo seus comentários.

Iniciava pela maior nota e decrescia: eu fui o último.

Ela disse em voz alta: o nº 33, “seu” Roberto Conde Guerra, 0 ( zero ) na primeira e 0 ( zero ) na segunda, média final 0,5( meio ).

A classe desabou na gargalhada.

Constrangido só me restou dizer em voz alta: Dnaª Zuleica, a Srª se enganou, zero mais zero não é igual a meio!

A mulher possessa: meio em respeito ao trabalho do seu pai que pagou as folhas de papel almaço.

Tá bom professora, mas então arredonda prá um.

Meio pelo trabalho do meu pai que compra as folhas ; meio pelo trabalho da Srª em me ensinar!

Fora! Fora! Prá diretoria. O senhor ( naquele tempo as professoras tratavam as crianças por senhor ), em matéria de cinismo é um “Einstein”  (prá mim era o humorista da foto com a língua de fora…rs ).

Vai contar piada pra Inspetora.

Phodeu-se! Daquele dia em diante deixei de ser o “Marciano”, virei o Einstein piadeiro…

Chegava o dia da prova era um massacre: estudou Einstein? Vai tirar dez hoje Einstein?

Fala Einstein piadeiro!

 Só depois de uns dez anos eu compreendi o motivo de tanta raiva.

Ela estava me humilhando dando meio para o trabalho do meu pai; pensou que com a minha resposta estivesse dando meio pelo trabalho dela como professora.

Mas eu não possuía inteligência para compreender, tampouco responder,  conscientemente,  daquela maneira.

Estava absolutamente arrasado pela vergonha, pela gargalhada da classe…

Ela viu cinismo, não viu nosso choro sufocado.

E os anos passam, mas , intercorrentemente, fatos semelhantes vão se sucedendo.

Lembro de uma outra antipatia plantada inconscientemente,  sem nenhuma malícia.

Nos primeiros anos da carreira,  desconhecendo regras protocolares de tratamento, endereçava requerimento aos Seccionais, Regionais, empregando o tratamento Excelência.

A uma: fomos advogados por certo tempo.

E advogado novinho  –  pelo menos naquela época –  mesmo no interior de uma livraria jurídica, tratava a todos por Excelência…

Vossa Excelência daqui…Sua Excelência ali…

Tinha livro ou autos embaixo do braço era Excelência.

A duas: um Delegado Seccional, um Delegado Regional, no final dos anos de 1980, eram autoridades de grande relevo.

Bem, eu acreditava fossem.

Ou seja,  dentro dos quadros profissionais do Poder Executivo, altas autoridades. 

Certo dia, depois de apresentarmos um requerimento endereçado ao Dr. LEVINO MANOEL RIBEIRO, fomos  –  na presença de uma Escrivã e de um Escrivão  –  corrigidos pelo assistente JOSÉ ALVES DOS REIS, o “Português”. 

Ele  arvorava-se  –  soberbamente  – profundo conhecedor da arte de bem escrever. 

Destarte ou Des’arte ( termo ridículo de largo emprego por Delegados afetados ),  deselegantemente, achou devido nos dar aula na presença de outras pessoas.

Disse: Guerra  venho percebendo que você dá tratamento de Excelência ao Delegado Seccional. Está errado, o correto é Vossa Senhoria.

Simploriamente respondemos: mas doutor acredito que um Delegado Seccional  deva ser considerado uma  autoridade de elevada hierarquia.

Não Guerra, consulte o Aurélio!

Ele chutou; devolvi:  eu só uso o Caldas Aulete ( aquele que nas antigas edições enciclopédicas, trazia milhares e milhares de verbetes, gravuras,  exemplos de emprego por grandes escritores , etc.).

O homem de branco foi avermelhando até ficar roxo.

Deve ter achado uma grande insolência ouvir tal resposta do Investidura Temporária.

Pela vida é assim: uma besta por te  achar um simples burro nunca aceita coice trocado.

ROSE DI PRIMO – NO TEMPO QUE MULHER TINHA CABELOS E NÃO FAZIA MUSCULAÇÃO

Obs.: OSPB (Organização Social e Política Brasileira) Disciplina que, de acordo com o Decreto Lei 869/68, tornou-se obrigatória no currículo escolar brasileiro a partir de 1969, juntamente com a disciplina de Educação Moral e Cívica (EMC). Ambas foram adotadas em substituição às matérias de Filosofia e Sociologia e ficaram caracterizadas pela transmissão da ideologia do regime autoritário ao exaltar o nacionalismo e o civismo dos alunos e privilegiar o ensino de informações factuais em detrimento da reflexão e da análise. O contexto da época incluía a decretação do AI5, desde 1968, e o início dos “anos de chumbo” – a fase mais repressiva do regime militar cujo “slogan” mais conhecido era “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

Dessa forma, as duas matérias foram condenadas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996, por terem sido impregnadas de um “caráter negativo de doutrinação”.

Citação bibliográfica: MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos.”OSPB (Organização Social e Política Brasileira)” (verbete). Dicionário Interativo da Educação Brasileira – EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2002, http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=365, visitado em 9/7/2012.

Educação Moral e Cívica (EMC ) , foi criada nos anos de 1940, por Francisco Campos,  no curso da Ditadura Vargas.