VALE A PELA LER DE NOVO: Um traficante preso em São Paulo explica à mulher que precisa levantar dinheiro para comprar um habeas corpus em Brasília. Não dá nomes, mas fala em quantias: ‘Quatrocentos mil dólar, muié (…) Uma máfia completa lá, sabe? 4

JUSTIÇA – TOGAS SOB SUSPEITA

Força estranha

Investigações de conexões entre juízes e crime organizado chegam ao Superior Tribunal de Justiça

CARLOS ALBERTO JR.

Roberto Stuckert Filho/Ag. O Globo
OUTRA VEZ
Convencido a pedir licença na Câmara e no PMDB, Pinheiro Landim aparece agora em conversas com outros dois traficantes

Na tarde do sábado 20, o presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, telefonou para o ministro Vicente Leal, que estava em Fortaleza. Pediu que o colega voltasse a Brasília para ser inquirido em uma sessão extraordinária convocada às pressas para o dia seguinte. Leal respondeu que não poderia ir, porque queria acompanhar o casamento de uma sobrinha. ‘Quem vai casar é ela, não você’, respondeu Vidigal. Na manhã do domingo, 21 dos 31 ministros da corte postaram-se no plenário do tribunal. Leal apareceu na hora marcada. Chegou irritado. ‘Não entendo o porquê desta inquisição’, afirmou. Em seguida, mudou o tom. Disse que estava vivendo um inferno astral e chorou ao relembrar os obstáculos que superou ao longo de sua carreira. Ainda assim, os demais ministros pediram que ele assinasse um requerimento autorizando uma investigação de seus atos na corte. É a primeira vez que o STJ – a segunda maior instância da Justiça brasileira – abre processo administrativo para apurar denúncias contra um de seus integrantes. Leal é acusado pela Polícia Federal de participar de uma fábrica de habeas corpus para tirar traficantes de cadeias. Não foi afastado de seu cargo. Mas conviverá com três colegas que, junto com policiais, vão esquadrinhar as decisões que tomou nos últimos dois anos.

Dos cinco Tribunais Regionais Federais do Brasil, três investigam denúncias de conexões entre seus integrantes e o crime organizado. Nos últimos dois anos, pelo menos sete juízes e desembargadores foram expulsos de tribunais pelo país afora, sob acusação de vender sentenças a traficantes. A investigação em curso no STJ pretende passar a limpo a suspeita estarrecedora de que essas ligações tenham chegado também às instâncias superiores da Justiça brasileira – um tipo de conexão comum a países contaminados pela relação atávica entre o crime e autoridades constituídas, como a Colômbia.

A acusação que paira sobre Vicente Leal resultou de uma investigação feita durante três anos pela Polícia Federal – que produziu um baú de onde não param de sair novos nomes. Ao fazer escutas telefônicas com autorização judicial para monitorar a quadrilha do megatraficante Leonardo Dias de Mendonça em cinco Estados e no Distrito Federal, os policiais gravaram 400 horas de conversas. Trata-se de um conjunto de diálogos que mostra como os traficantes trocam informações e conversam com advogados sobre supostos esquemas de suborno para tirá-los da cadeia. Vicente Leal é citado nelas como uma das pessoas que estariam no ‘esquema’ de ajuda aos criminosos. Referências feitas por criminosos não podem ser vistas como provas numa investigação séria. Há mais do que isso, porém. Em outubro de 2000, o ministro derrubou um pedido de prisão preventiva contra Leonardo Mendonça. Alegou que o réu estava preso havia mais de 81 dias, prazo máximo previsto em lei para casos de detenção preventiva. O relator do processo, ministro Fontes de Alencar, tinha decidido manter o traficante preso. Leal pediu vistas e, na votação, convenceu a maioria dos presentes a liberar o criminoso. Isoladamente não há nada de errado nesse comportamento. Mas, quando se liga a soltura do supertraficante com conversas sobre esquemas de venda de sentenças, é difícil negar que o caso merece um exame mais detalhado. (Leia os diálogos reproduzidos ao longo desta reportagem.)

Nascido na pequena cidade de Jaicós, no Piauí, Leal tem uma carreira surpreendente. Formou-se oficial da Polícia Militar do Ceará em 1961. Foi promovido até o posto de capitão. Mas abandonou o quartel 13 anos depois para dar uma guinada em seu currículo. Virou juiz de Direito substituto na Comarca de Orós. No fim de 1994, foi indicado para o STJ. É conhecido nos corredores da corte como um ministro discreto mas vaidoso. Costuma dizer que suas decisões contêm uma dose de humanismo por influência de uma forte formação católica e que sua ascensão profissional se deve a sua inteligência privilegiada. Tem hábitos simples. Mora num amplo apartamento de quatro quartos na Asa Sul de Brasília. Católico fervoroso, é ministro de eucaristia e todos os anos promove uma missa em ação de graças. Sempre que pode, volta ao Piauí e ao Ceará. Como ministro do STJ recebe um salário de R$ 12.084. Agora, só uma investigação mais detalhada poderá dizer se, de fato, sua biografia se cruzou com a do traficante conhecido no submundo do crime como Leo. A Polícia Federal está convencida de que as sentenças eram vendidas num esquema triangular. Pelo que já se apurou, as outras duas pontas da operação estão identificadas com mais nitidez – os compradores e os intermediários do negócio


Força estranha

CARLOS ALBERTO JR.

 

Roberto Stuckert Filho/Ag. O Globo
‘ESQUEMA’
Em conversas com Leonardo Mendonça, Fernandinho Beira-Mar discute estratégias e honorários de defensores que podem ajudá-los a sair da cadeia

As investigações que resultaram nos grampos – batizadas de Operação Diamante – encontraram em poder de Mendonça um dote formado por 1,2 tonelada de cocaína, 1,4 tonelada de maconha, 42,4 quilos de crack e 6 quilos de pasta-base de cocaína, US$ 757,5 mil, R$ 4 mil e diamantes no valor de R$ 2 milhões. O traficante também é dono de aviões monomotores e bimotores, postos de gasolina, empresas de factoring, casas de câmbio, frigoríficos, transportadoras e fazendas com pistas clandestinas. Nascido em Mambaí, em Minas Gerais, há 36 anos, foi criado em Goiânia. Envolveu-se com o narcotráfico no fim da década de 80, quando começou a trabalhar com garimpo no Pará. De lá para cá, sua rede de influência só aumentou. Pelos caminhos que parecem sair das investigações da Polícia Federal, ela pode ter alcançado o Judiciário e o Congresso Nacional.

O político flagrado pelos grampos – o deputado federal Pinheiro Landim (PMDB-CE) – está cada vez mais enrolado. O relatório produzido pelos policiais que investigaram o caso aponta o parlamentar como o elo entre traficantes e integrantes do Judiciário. Por conta da coleção de indícios contra Landim, a executiva do PMDB espera parecer do corregedor-geral da Câmara, deputado Barbosa Neto (PMDB-GO), que pediu cópia do processo, para decidir se é favorável à cassação, caso em que Landim será expulso do partido. Mas, para evitar constrangimentos imediatos, Landim já foi convencido a se licenciar do mandato e da legenda. A despedida temporária do deputado deve ser anunciada ainda nesta semana.

Transcrições divulgadas na semana passada mostram o parlamentar em contato direto com Leonardo Mendonça. Nas conversas, ele marca encontros em um aeroporto e até briga com o megatraficante porque seus advogados pediram um habeas corpus sem consultá-lo. ‘Ou vocês deixam o assunto ser tratado com a pessoa que eu acertei, ou então tô fora. Ficar metendo gente não resolve p… nenhuma. Tu nunca resolveu nada, nem teu povo’, esbraveja o deputado. Trechos obtidos por ÉPOCA revelam o parlamentar falando com outros dois narcotraficantes de alto calibre, Silvio Rodrigues da Silva e Wilson Torres, sócios de Mendonça e encarregados de cuidar de parte da contabilidade de seus negócios. As conversas também reforçam suspeitas do que pode ser uma linha de contato entre o deputado e outra ponta da Justiça, o desembargador Eustáquio Silveira, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1a Região. O elo entre os dois é o filho do desembargador, Igor Silveira, assessor de Pinheiro Landim. Como Igor aparece nas conversas falando com traficantes e intermediando encontros entre o pai e o deputado, o TRF decidiu investigar o desembargador. Assim como acontece no STJ, é a primeira vez que o tribunal investiga um de seus pares.

As denúncias de conexões de juízes e crime organizado já freqüentam o noticiário faz algum tempo. A novidade é que nunca se havia chegado a degraus tão altos. Há duas semanas, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu, por unanimidade, afastar o juiz Marcos Antônio Sanches. Em 1999, Sanches foi denunciado pela CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados por ter libertado o traficante Ruben Binatti. Em troca, teria ganho de presente uma locadora de veículos. ‘A acusação foi feita por um advogado e não foi provada’, afirma o advogado Joaquim José de Souza, que defende o magistrado. No fim do ano passado, o juiz paulista Paulo Theotônio Costa foi afastado de suas funções no Tribunal Regional Federal da 3a Região sob a acusação de mandar soltar um dos principais traficantes de Mato Grosso do Sul, o major da Polícia Militar Sérgio Roberto de Carvalho. Preso em flagrante com 237 quilos de cocaína em sua fazenda em Rio Verde, interior de Mato Grosso do Sul, o major – dono de uma rede de postos de gasolina e de uma transportadora – é considerado pela polícia um traficante em franca ascensão. O magistrado é acusado de ter violado o sistema de distribuição de processos do TRF-SP, quando comandava o plantão nas férias forenses de janeiro de 1998, para poder dar um habeas corpus ao traficante. Um mês antes, um pedido idêntico a favor do major fora negado no mesmo tribunal. Além de ter sido afastado, Paulo Theotônio Costa responde a duas ações penais no STJ. Uma delas, por conta da gambiarra que teria feito para ajudar o traficante. ‘Houve apenas um erro, ou falha, de distribuição que posteriormente foi corrigido’, alega o advogado Fernando Neves da Silva, que defende o juiz no processo. A outra ação é por enriquecimento ilícito. Na semana passada, o Ministério Público Federal pediu o bloqueio dos bens do juiz em ação de improbidade administrativa. Em 1998, uma de suas empresas comprou a Fazenda Rio Negro, uma propriedade de 2.393 hectares em Rio Verde, a mesma cidade em que o major Carvalho foi preso. Condenado a 18 anos em regime fechado, o traficante conseguiu progressão de pena. Desde abril, só passa as noites em um quartel em Campo Grande.

Na Bahia, o juiz Ivan José de Oliveira Rocha foi afastado duas vezes – até ser aposentado compulsoriamente no ano passado. O juiz coleciona histórias folclóricas. Na Comarca de Juazeiro, costumava dormir durante o dia e abrir o fórum à noite, para emitir liminares permitindo que pessoas usassem títulos podres na compra de terras. Também aproveitou as férias da titular de outra comarca para mandar soltar três ladrões de cargas ligados ao grupo de Wander Dornelles, que, além de comandar uma das maiores quadrilhas do Estado, se dedica ao tráfico de drogas. Vinte minutos depois de emitir o parecer, foi pessoalmente ao presídio retirar os criminosos. Um deles, Eydimar Medrado, acabou preso outra vez por roubo de cargas e porte de moedas falsas. Conseguiu novo habeas corpus, emitido pelo desembargador Mario Albiani. Pouco tempo depois – mais uma vez – foi parar na cadeia. Outro pedido de habeas corpus caiu nas mãos de outro desembargador, Lourival Ferreira. Em novembro de 1999, Lourival entregou ao presidente do Tribunal de Justiça um despacho acusando o colega Mario Albiani de pressioná-lo para soltar o acusado. O caso foi investigado pelo TJ. ‘Nunca tive nada com isso. Foi armação para me enxovalhar’, diz Albiani, já aposentado.

As gravações que resultaram da Operação Diamante mostram um submundo que se movimenta com a certeza de que pode pagar bons defensores e corromper o Judiciário se for necessário. Em uma delas os traficantes Leonardo Mendonça e Fernandinho Beira-Mar – que depois acabaram brigando – falam sobre o preço cobrado por potenciais defensores e de um ‘esquema Vicente Cernichiaro’, que vem a ser o nome de um antigo ministro do STJ.
Procurado por ÉPOCA, o ex-ministro do STJ disse que trabalhou uma única vez para o traficante, há um ano. ‘Atendi a uma consulta feita pela advogada de Beira-Mar. Ele queria transferir para o Brasil a irmã presa na Colômbia’, explica. Segundo Cernichiaro, ele apenas levou a advogada de Beira-Mar ao departamento do Ministério da Justiça que cuida do assunto. ‘Estive com ele na carceragem da PF para tratar da questão.’

Em outra conversa, um traficante preso em São Paulo explica à mulher que precisa levantar dinheiro para comprar um habeas corpus em Brasília. Não dá nomes, mas fala em quantias: ‘Quatrocentos mil dólar, muié (…) Uma máfia completa lá, sabe?’, comenta.
As investigações sobre o Judiciário encontram-se em sua etapa inicial, mas têm ocorrido fatos estranhos que recomendam cautela com o que se fala e se ouve. A divulgação de trechos de conversas gravadas produziu uma cena nobre, que foi a decisão do STJ de abrir uma investigação sobre Vicente Leal e qualquer outro magistrado que possa ser colocado sob suspeita. Ao longo da semana, contudo, outro magistrado procurava os órgãos de comunicação com mais transcrições, que poderiam incriminar outros juízes. É bom que todos os indícios encontrados sejam apurados e investigados até o fim. Nada seria tão pernicioso, neste momento, quanto uma guerra civil entre juízes

 

‘QUATROCENTOS MIL DÓLAR, MUIÉ’
Traficantes conversam sobre suposta indústria de habeas corpusNovos trechos obtidos por ÉPOCA de transcrições feitas pela Polícia Federal revelam o deputado Pinheiro Landim conversando com três traficantes e a lógica de criminosos convictos de que podem corromper o Judiciário.FIGURINHASConversa em 5/6/2001

Fernandinho Beira-Mar e Leonardo Mendonça discutem o preço de eventuais defensores:

Beira-Mar – Então, não, ele vai se unir, pode encontrar com o Vicente. Ou tu acha que o Vicente ou a doutora?
Leonardo – Não, melhor a doutora… pra ele o que que tem, certo?
Beira-Mar – Hum hum.
Leonardo – Tem que aproveitar. Deixa te falar uma coisa: o ano que vem é o ano que troca todo mundo, entendeu? Então ele falou que é a grande chance por isso, certo?
Beira-Mar – Mas como é que vai poder resolver? Esse negócio tá na minha cidade ainda.
Leonardo – Não, vão pegar e levar tudo pro centro (Brasília, segundo a PF).
Beira-Mar –Ah, entendi. Olha só! O doutor Vicente falou o seguinte: que resolve, mas, antes de dois anos, não, por causa da imprensa. Então é uma coisa séria o cara dizer que resolve e depois me deixar a ver navios.
Leonardo – E ele falou… esse doutor que falou contigo pediu o quê?
Beira-Mar – Um verde (US$ 1 milhão, segundo o relatório da polícia) pra resolver tudo. Cinqüenta por cento na mão e 50% no dia que resolver, entendeu?
Leonardo – Hum.
Beira-Mar – E a despesa do advogado eu pagaria a Carla (uma das advogadas de Beira-Mar). A Carla, eu ia dar a ele 100, 100 verde (US$ 100 mil).
Leonardo – Você é tão inteligente ou mais inteligente que eu. Então, cabe a você decidir. Agora, do outro lado, vamos supor… dar uma força…
Beira-Mar – Deixa eu te fazer uma pergunta: não é o mesmo esquema do Vicente não, né?
Leonardo – Ué! Eu não sei qual é esse que você tá falando, bicho.
Beira-Mar – O Cernichiaro, Vicente Cernichiaro?
Leonardo – Hã?
Beira-Mar – Do Vicente Cernichiaro? O ex-ministro?
Leonardo – Ah! Não, não, não. É… eu te digo o seguinte: é acima.
Beira-Mar – Então tá bom. Vamos mudar de assunto então. E amanhã eu aguardo o cara aqui.

CONEXÕES 1

Conversas de 2/5/2002

O desembargador Eustáquio Silveira pergunta ao filho Igor sobre o deputado Pinheiro Landim. Diz que gostaria de apresentá-lo ao chefe do Banco do Brasil no Ceará:

Eustáquio – Igor?
Igor – Oi, pai!
Eustáquio – Cadê o deputado?
Igor – O deputado vai estar aqui domingo de noite.
Eustáquio – Ah. Hoje ele não tá aqui, não?
Igor – Não tá, não. Que que era?
Eustáquio – Eu tô com um grande amigo meu aqui que é lá do Ceará…
Igor – Hã?
Eustáquio – Que é o… o nosso grande chefe do Banco do Brasil.
Igor – Ah, legal.
Eustáquio – Nós estamos almoçando aqui na Vila Planalto (bairro de Brasília).
Igor – Hã?
Eustáquio – Eu queria botar o Pinheiro com ele, mas o Pinheiro não tá aí, né?
Igor – Pois é, ele só chega domingo à noite…

ORDEM DE PAGAMENTO

Conversa em 9/4/2001

Leonardo Mendonça fala com seu secretário, Luiz Antônio, sobre diversos pagamentos realizados. Entre eles, um supostamente para Pinheiro Landim, identificado pelos dois como ‘Ceará’.

Leonardo – Quinhentos do André, tá lá nos quatro quinhentos e setenta e oito, né?
Luiz – Exatamente, positivo.
Leonardo – Tá, tudo bem. Mil, abastecimento de avião, não tem nada a ver, é aí vem entrada trinta mil daquela primeira OP (ordem de pagamento), depois quarenta e quatro, depois dezenove anterior, depois Ceará OP (referindo-se a Pinheiro Landim), tem do Olímpio (traficante interlocutor de Landim), tem do Júlio Bernardes vinte e cinco, tá? Vinte e um, cento e vinte e cinco demonstrativo, vinte cinco e duzentos, demonstrativo, OP São Miguel. Isso tá aqui.

CONEXÕES 2

Conversa em 20/7/2001

O desembargador Eustáquio pergunta ao filho Igor sobre o deputado Pinheiro Landim. Diz que precisa ver o parlamentar:

Eustáquio – Igão?
Igor – Oi, paizão.
Eustáquio – Seu chefe, o deputado, tá na cidade?
Igor – Tá, mas já tá indo embora. Vai embarcar agora.
Eustáquio – Poxa, queria encontrar com ele.
Igor – Pois é. Ele queria te ver.
Eustáquio – É…
Igor – Tô levando ele pro aeroporto agora. Cê tá onde?
Eustáquio – Ah, eu tô chegando em casa. Quando é que ele volta?
Igor – Quando é que o senhor volta, deputado? Terça? Terça ele tá aqui.
Eustáquio – Pois é. Então terça, fala com ele pra gente se encontrar.
Igor – Tá jóia, vou falar.
Eustáquio – Dá um abraço nele aí.
Igor – Eu vou até passar… eu queria saber alguma notícia, eu vou passar lá rapidinho. Ver se tem alguma notícia.
Eustáquio – Hum?
Igor – Tá?
Eustáquio – É… tá cuidando.
Igor – Tá bom, então.
Eustáquio – Tchau.

‘MÁFIA COMPLETA’

Conversa em 23/10/2001

Orlando Marques dos Santos, traficante preso em São Paulo, diz a sua ex-mulher Antônia Gonzaga que precisa de US$ 400 mil para ‘um habeas corpus’:

Orlando – Achei um jeito pra resolver aquele negócio em Brasília, mas é caro demais.
Antônia – Ah, meu Jesus amado.
Orlando – É bom que resolve, sabe?
Antônia – É lógico, vamos desfazer de alguma coisa pra pagar.
Orlando – Quatrocentos mil dólar, muié.
Antônia – Tem um carro aqui que vale cento e trinta.
Orlando – Uma máfia completa lá, sabe? Por isso que quando é um cara famoso assim…
Antônia – Certo.
Orlando – Entendeu? Então, simples, os cara aí, eles num conhece, não. Eu descobri através do Dica. Tem um cara que é lá do Pará (referem-se a Leonardo Mendonça) que rodou com um avião carregado (de drogas) e em três meses tiraram ele.
Antônia – O importante é resolver.
Orlando – Ah é. Imóvel não vende, pra começar.
Antônia – Hã?
Orlando – Imóvel não vende. Seu carro só vale 50 mil dólar, mulher.
Antônia – Ué, mas 50 mil dólar não é dinheiro não, ô. Já não ajuda no montante, não.
Orlando – Mas vai vender pra tu vê se tu acha isso.
Antônia – Ôxi, tu é muito pessimista. Tem de ser otimista. Eu sempre digo eu vou conseguir, eu vou, vou conseguir…

PRUDÊNCIA

Conversa em 25/10/2001

O deputado Pinheiro Landim diz para o traficante Wilson Torres, sócio de Leonardo Mendonça, ‘ficar calado’ e ‘esperar o resultado’, para que possam resolver satisfatoriamente. ‘Como as outras vezes’:

Wilson – Bão, como é que andam as coisas?
LANDIM – …Tá sendo preparada daqui pra segunda-feira.
Wilson – Hã?
Landim – Daqui pra manhã, segunda tá dando entrada.
Wilson – É?
Landim – Tá.
Wilson – Certeza?
Landim – Certeza. Tá dando entrada, não é a… não é decisão.
Wilson – Ah, tá dando entrada ainda?
Landim – Lógico.
Wilson – Eu tinha dado entrada.
Landim – Não… tem que ter muita cautela, viu? Muita cautela, muita cautela. Eu tenho reclamado muito, vim aqui só reclamar, fofoca, num sei o quê, isso não ajuda; qualquer tipo de pressão só prejudica.
Wilson – É…
Landim – Isso é assunto pra ficar calado esperando o resultado. Você sabe que já é uma reincidência, né?
Wilson – É ..eu achei que tinha dado pelo menos entrada.
Landim – É, mas tem que ser na hora certa, para cair na pessoa certa. Isso tem uma estratégia.
Wilson – É… tá certo… deve demorar mais uns…
Landim – …quase tudo envolvido com isso.
Wilson – Aí ninguém sabe quando, né?
Landim – Na próxima semana eu te dou uma posição. Isso não é assunto fácil, requer toda prudência, toda discrição, tá entendendo? Para que a gente possa resolver satisfatoriamente, como resolvemos as outras duas vezes, só que essa já é uma terceira vez, que, evidentemente, a gente tem é informações bem mais precisas de uma análise profunda, que tem grande possibilidade, como teve das outras vezes. Agora, na base do tem que ser hoje, tem que ser amanhã, não funciona, e não existe isso.

LÁ EM BRASÍLIA

Conversa em 5/11/2001

Orlando Marques, traficante preso em São Paulo, fala com Valdemar Ferreira, um dos gerentes da quadrilha:

Orlando – Vou pagar US$ 250 mil pro cara resolver aquele problema meu lá.
Valdemar – É mesmo, cara?
Orlando – Lá em Brasília. O cara queria quatrocentos. A máfia que tem lá, né?
Valdemar – Pelo amor de Deus.
Orlando – Tem até ministro no meio. Mas vale a pena, num vale?
Valdemar – Ah, sei lá. Você tá correndo atrás desse objetivo de limpar seu nome, né? Eu encaminhava pra outro caminho, mas você já gastou o maior dinheiro, né, fazer o quê?
Orlando – Anula pelo menos a cadeia, não fica condenado lá, não tem mais risco de ir pra cadeia de São Paulo, né?

PAPEL

Conversa em 20/3/2002

Leonardo Mendonça diz ao sócio Wilson Torres que Pinheiro Landim ajuda sua campanha:

Leonardo – Ele (Landim) ainda falou o seguinte pra mim: manda ele seguir a vida dele e caçar um jeito de arrumar papel pra campanha (risos). Já não deixou de dar uma cantada, né?

ENCONTRO

Conversa em 9/5/2002

Pinheiro Landim, Leonardo Mendonça e Silvio Rodrigues marcam encontro:

Landim – Eu vou agora pro aeroporto e a gente se encontra antes. Tem um posto de gasolina…
Leonardo – Pera aí, explica pro Silvio que ele entende melhor. Eu não conheço nada.
Landim – Silvio, antes do aeroporto não tem um posto de gasolina?
Silvio – Tem, chegando lá no aeroporto.
Landim – A gente se encontra naquele posto, tá?
Silvio – Combinado.

O PROCURADOR

Conversa em 25/1/2001

Leonardo Mendonça e Wilson Torres conversam sobre suposto controle que teriam sobre procurador da República no Maranhão:

Wilson – O Cabeção.
Leonardo – Não, o Cabeção tá no Comprido. O cara marcou com ele lá no final de semana, entendeu? Ele vai inclusive almoçar com o cara no domingo. Não tem… os dois, tem um que assina e tem um que pede?
Wilson – É exatamente.
Leonardo – Ele vai almoçar com o que pede, entendeu?
Wilson – Ah, mas o importante é o que decreta.
Leonardo – Não… não… não, mas num é, porque ele decreta se o outro pedir, né? Na verdade, o outro é que bota fogo, né?

O DINHEIRO ATRASOU

Conversa em 5/12/2000

Luiz Antônio de Abreu, secretário de Leonardo Mendonça, explica a Núbia Zanine, mulher do traficante Ecival de Pádua, que Ecival e outro criminoso não saíram da prisão porque a parcela do suborno atrasou:

Luiz Antônio de Abreu – E o careca… também tudo olho grande, começa fazer, não então liga pras muié, vamos falar que o trem tá tudo dando errado… Agora o trem lá é certeza… Sabe o que eles falaram. Não, num saiu os meninos aí, porque tinha uma parcela do Menino (a PF acha que é Igor Silveira), que atrasou oito dias, pode um trem desse? Era pra ter pagado dia 24, pagou dia 30, atrasou na realidade seis dias.
Núbia Zanine – É, tanto é que ele ligou aqui esses dias e falou que num sei o quê, tá entendendo, falou isso também.
Luiz – Você entendeu?
Núbia – Hum hum.
Luiz – Quer dizer… realmente atrasou, mas você acha que um motivo desses de atrasar seis dias numa parcela naquele valor… volume que é, e você sabe que os volume é grande, né?
Núbia – Sei, sei.

O CAPA PRETA

Conversa em 2/1/2001

Helder Mendonça, irmão de Leonardo, fala com Luiz Antônio de Abreu sobre um processo que está com o desembargador Eustáquio Silveira, do Tribunal Regional Federal, do Distrito Federal:

Luiz Antônio – Você sabe: é hoje, é amanhã, é hoje, é amanhã, e tá na mesma situação, assim, só que tá na mão do pai do Igor (desembargador Eustáquio Silveira), você entendeu? Você sabe quem é, né?
Helder – Sei.
Luiz – Tá lá na casa dele, e ele falou que só… na mesma situação do outro menino lá.

O PEQUENO

Conversa em 10/2/2001

Antônio Carlos Ramos e Silvio Rodrigues Silva, sócios de Leonardo Mendonça no tráfico, falam sobre habeas corpus de Leonardo que está na 4a Turma do TRF.

Antônio Carlos – Você tá olhando o papel aí direto?
Silvio Rodrigues – Tô olhando, tô olhando… ainda não, só se tiver alguma notícia. Mas eu acho que só segunda-feira, porque… desceu pra turma de lá, vai pra pauta, quando desce pra lá, de lá vai pra plenário, aí tem que ver que dia que tem sessão, como é lá no TRF, não sei, tinha que ir lá para saber.
Antônio Carlos – Quero saber o do Pequeno (Leonardo Mendonça).
Silvio – É isso mesmo, na 4a Turma. E aí, como é que tá aí?
Antônio Carlos – Só agoniado, aguardando a posição.

O DESESPERO DOS PAULISTAS: Alguns governantes tornam-se conhecidos por construir estradas. Outros, por lotá-las de pedágios e fazer a festa de seus apoiadores de campanha 10

2010/05/30 at 19:42 – REPÓRTER AÇO

Postando o artigo na sua totalidade.

Salvo engano, demonstra o desastre demo-tucano.

30 de maio de 2010 às 6:17

Mauro Carrara: O desespero dos paulistanos      ( DESESPERO DOS PAULISTAS, acho mais apropriado )

Você é um paulistano desesperado? Então, fique sabendo…

Desgoverno, caos e sofrimento humano na degradada São Paulo

Mauro Carrara*, no Arlesophia

Você também não agüenta mais viver em São Paulo? Não vê retorno nos altíssimos impostos pagos ao Governo do Estado e à Prefeitura?

Você já se cansou de passar horas e horas no trânsito? Já não suporta ver semáforos quebrados ou desregulados? Já se indigna com a indústria de multas?

Já precisa tapar o nariz para andar pelas ruas lotadas de lixo?

Já teme perder seu carro numa enchente relâmpago?

Já se apavora ao saber que a cidade praticamente não tem mais polícia, e que são suas orações que protegem seus familiares nos trajetos urbanos?

Já se questiona se o suor do trabalho não é suficiente para lhe garantir um mínimo de eficiência nos serviços públicos?

Já se pergunta por que a imprensa nunca lhe dá respostas?

Já nota que o jornal e o portal de Internet nunca lhe fornecem a explicação que você procura?

Talvez, então, você esteja no grupo dos 57% de paulistanos que deixariam a capital caso pudessem, conforme apurou o Ibope.

Talvez, esteja no time dos 87% que consideram São Paulo um lugar completamente inseguro para se viver.

Mas, afinal, como chegamos a esta situação caótica na maior cidade do Brasil?

Analisaremos questões específicas (enchentes, trânsito, segurança, entre outras) do processo de degradação da qualidade de vida em São Paulo.

Porém, comecemos pelo geral.

1) Sua angústia, paulistano, tem basicamente três motivos:

a) A incompetência, a negligência e a imperícia dos grupos que, há muitos e muitos anos, se apoderaram da máquina pública no Estado de S. Paulo. Aqui, o “capitão da província” é sempre da mesma tropa.

b) O sistema desonesto de blindagem e proteção dessas pessoas pelos veículos de comunicação, especialmente a Folha de S. Paulo, o Estadão, a Rede Globo e a Editora Abril, aquela que publica a Veja.

c) A vigência de uma filosofia de gestão pública que nem de longe contempla as necessidades humanas. O objetivo da máquina de poder, hoje, em São Paulo, é privilegiar uma pequena máfia de exploradores do Estado e da cidade. O governo dos paulistas e dos paulistanos exige demais, mas oferece de menos.

2) Em pleno século 21, os velhos políticos ainda administram São Paulo como coronéis de província. São tão arrogantes quanto preguiçosos.

a) Não temos um plano coordenado de construção de “qualidade de vida” na metrópole, que coordene ações na área de saúde, educação, cultura, transporte e moradia. Todas as outras 9 grandes cidades do mundo têm, hoje, grupos multidisciplinares trabalhando duramente em projetos desse tipo.

b) Não temos um projeto sério, de longo prazo, para reestruturação e racionalização da malha viária.

c) Não temos um sistema de transporte coletivo decente. Entre as 10 maiores cidades do mundo, São Paulo é aquela com o menor número de quilômetros servidos por metrô.

3) Por que a doce chuva virou sua grande inimiga?

a) Porque os governantes de São Paulo não pensam em você quando autorizam a construção de novos condomínios e habitações. Onde havia terra e árvores, passa a existir concreto. O solo não absorve a água, que corre desesperadamente para o Tietê.

b) Porque a prefeitura simplesmente abandonou os trabalhos de construção dos piscinões. Você tem medo de morrer afogado no Anhangabaú? Pois bem, os recentes dramas no túnel teriam sido evitados se José Serra e Gilberto Kassab tivessem seguido o projeto de construção dos reservatórios de contenção nas praças 14 Bis e das Bandeiras. Até o dinheirinho já estava garantido, com fundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Mas os dois chefões paulistas consideraram que as obras não eram necessárias. Agora, você paga por este descaso.

c) Lidar com água, uma das mais importantes forças da natureza, exige pesquisa e conhecimento. Em São Paulo, as obras são feitas de acordo com o humor dos governantes, muitas vezes em regime de urgência. Na pressa, o resultado quase sempre é desastroso. No Grajaú, por exemplo, os erros de engenharia na canalização de córregos acabaram por gerar entupimentos, enchentes e destruição. As famílias da região perderam móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos. Ou seja, obra sem planejamento gera mais prejuízo que benefício.

d) São Paulo tem a sua Veneza. É o Jardim Romano, que vai afundando a cada enchente. Como se trata de periferia, a prefeitura simplesmente abandonou os projetos de drenagem e captação de águas. O resultado é água imunda dentro das casas, doença e morte. Para minimizar o problema, o governo do Estado resolveu lançar um “carro anfíbio”, apresentado com pompa pelo bombeiros. Será que, não satisfeitos com o estrago, ainda querem rir da cara do cidadão?

e) O descaso com a cidade pode ser provado facilmente. Um levantamento técnico mostra que o número de pontos de alagamento aumenta assustadoramente de ano para ano. Em 2007, a cidade tinha 9 pontos fixos de alagamento. No ano seguinte, já eram 43. Atualmente, há 152 lugares por onde o paulistano pode perder seu carro durante uma chuva. É isso aí mesmo: 152! Sem dúvida, anda chovendo bastante. Mas não se pode negar que problemas de escoamento estão gerando o caos em áreas antes seguras. É o caso da Avenida Brasil com a Alameda Gabriel Monteiro da Silva, nos Jardins. Quem podia imaginar que até mesmo a região nobre de São Paulo sofreria com alagamentos, lama e fedor insuportável?

f) O dinheiro que a Prefeitura gasta em câmeras, multadores automáticos e propaganda na imprensa poderia muito bem servir à erradicação de alguns desses problemas. No entanto, o drama da população parece não sensibilizar o prefeito nem o governador. Veja o caso dos alagamentos da Marginal Pinheiros com a Ponte Roberto Rossi Zuccolo. O problema já é grave, mas as obras nem foram contratadas, como admite a prefeitura. No caso da Zachi Narchi com Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, a prefeitura limita-se a dizer que há um “projeto para futura implantação”. Tudo muito vago. Nenhuma pressa. No caso da Alcântara Machado (Radial Leste) com Guadalajara, a confissão oficial de incapacidade é assustadora: “as interferências não configuram possibilidades de obras para solucionar o caso de imediato”.

4) Por que São Paulo fede?

a) Porque a gestão Serra-Kassab simplesmente reduziu em cerca de 17% o investimento em varrição e coleta de lixo, especialmente na periferia. Aliás, limpeza urbana é algo que não se valoriza mesmo em São Paulo, vide as declarações do jornalista Boris Casoy sobre os garis.

b) Porque os projetos de coleta seletiva e de usinas regionais de reciclagem foram reduzidos, desmantelados ou sumariamente engavetados.

c) Porque a política de “higienização social” tem dificultado extremamente o trabalho dos catadores e recicladores.

d) Nem é preciso dizer que o lixo que se amontoa nas ruas da cidade vai parar nos bueiros. Vale notar que, nas enchentes, boa parte do lixo boiando está devidamente ensacado. Trata-se de uma prova irrefutável de que o “porco” nesta história não é o cidadão paulista, mas aquele que o governa.

5) Padarização: por que São Paulo é tão insegura?

a) O governo Serra praticamente sucateou o sistema de Segurança Pública. Paga mal os agentes da lei e ainda fomenta a rivalidade entre policiais civis e militares.

b) Em seu ímpeto privatista, o governo paulista incentiva indiretamente os empreendimentos de segurança particular.

c) Mal pagos, mal aparelhados e mal geridos, os policiais paulistas são o retrato da desmotivação.

d) Criou-se informalmente um sistema de “padarização” das patrulhas. Normalmente, os agentes da lei se mantêm na porta de uma padaria ou mercado, reduzindo drasticamente as rondas pelas áreas internas dos bairros. De certa forma, acabam se tornando uma guarda particular dos comerciantes locais. Esse fenômeno atinge não somente a periferia da Capital e de outras grandes cidades, mas também os bairros de classe média.

e) Essa mesma polícia invisível nas ruas, entretanto, ocupou o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) durante ato em defesa do Programa Nacional dos Direitos Humanos. Exigiam explicações sobre o encontro… Ora, que terrível bandido se esconderia ali? Ou será que voltamos à época da Operação Bandeirantes, que visava a perseguir os inimigos do regime militar?

f) Cabe dizer: o pouco que restou da Segurança Pública é resultado do esforço pessoal de policiais (militares e civis) honestos, dedicados, que ainda arriscam a vida para proteger o cidadão. Esses, no entanto, raramente são premiados por suas virtudes.

6) Politicalha na calçada, trânsito, impostos e desrespeito ao cidadão.

a) Sem qualquer fiscalização da imprensa, o governante paulista julga-se hoje acima da lei. Não precisa dar satisfações a ninguém.

b) É o caso da Calçada da Fama, já apelidada de Calçada da Lama, no bairro de Santa Cecília. Inspirada na homônima de Hollywood, foi condenada por todos os moradores locais. Mesmo assim, a prefeitura colocou 18 homens da Subprefeitura da Sé para trabalhar na obra (afinal, eles não têm bueiros para limpar). Cabe lembrar que os “testes” de homenagens foram realizados com a colocação de duas estrelas. Uma delas tinha o nome do ex-governador Geraldo Alckmin. A outra, do atual, José Serra, o único governador do Brasil que, entre amigos, se gaba de acordar ao meio-dia.

c) Para obras desse tipo, supõe-se, o prefeito Kassab busca um “aumentaço” no IPTU, tanto para imóveis comerciais quanto residenciais.

d) Cedendo ao cartel das empresas de ônibus, Kassab também decretou aumento nas passagens, de R$ 2,30 para R$ 2,70. A poucos metros da Câmara dos Vereadores, com bombas de efeito moral e balas de borracha, a polícia de Serra reprimiu violentamente os estudantes que tentavam se manifestar contra a majoração. Agressão desse tipo, aliás, já tinha sido vista na USP, em episódio que lembrou a invasão da PUC-SP por Erasmo Dias, em 1977.

e) Se o trânsito é cada vez mais caótico em São Paulo, raras são as ações destinadas a reformar a malha viária, revitalizar o transporte público e constituir um sistema inteligente e integrado de locomoção urbana. Os técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego ainda planejam suas ações conforme modelos da década de 60. A obsolescência no campo do conhecimento é a marca da gestão da CET.

f) Se o tráfego paulistano é um horror, confuso e mal gerido, o mesmo não se pode dizer da indústria de multas. Em 2009, foram arrecadados R$ 473,3 milhões, valor maior do que o orçamento de cinco capitais brasileiras. Só 62 municípios do Brasil recebem, entre todos os tributos, aquilo que o governo paulistano obtém com esse expediente punitivo.

g) Com esse valor, seria possível instalar 2 mil semáforos inteligentes (raros aqueles em perfeito funcionamento na cidade) e 40 terminais de ônibus.

h) Curiosamente, se falta dinheiro para a reforma dos equipamentos de controle de trânsito, sobra para a compra de radares e aplicadores de multas. Foram 105 novos aparelhos em 2009. E a prefeitura projeta a instalação de pelo menos mais 300 em 2010.

i) Se os radares estão atentos ao motorista, dispostos a lhe arrancar até o último centavo, também é certo que não há olhos para as máfias de fiscais nas subprefeituras, especialmente na coleta diária de propinas nas áreas de ambulantes. Em 2008, membros da alta cúpula da subprefeitura da Mooca foram protagonistas de um escândalo, logo abafado pela imprensa paulistana. Hoje, os esquemas de cobrança ilícita seguem firmes e fortes. Faturam milhões, à luz do dia, na região do Brás, da Rua 25 de Março e da Lapa, entre outros, conforme denúncias dos próprios camelôs.

7) Até para fugir, o paulistano pagará caro… Dá-lhe pedágio!

a) Alguns governantes tornam-se conhecidos por construir estradas. Outros, por lotá-las de pedágios e fazer a festa de seus apoiadores de campanha. É o caso de José Serra. Em média, um novo pedágio é implantado em São Paulo a cada 30 dias. O ritmo de inaugurações deve crescer em 2010. Somente nas estradas do litoral, o governador quer implantar mais dez pedágios.

b) José Serra desistiu temporariamente de sua ideia obsessiva de implantar pedágios também nas marginais do Tietê e do Pinheiros. O desgaste político poderia inviabilizar, de uma vez por todas, seu projeto de ocupar a presidência da República.

c) Fora dos centros urbanos, entretanto, a farra do pedágio continua. Em Engenheiro Coelho, na região de Campinas, por exemplo, uma família já precisa pagar pedágio para se deslocar de um lado a outro de seu sítio, cortado pela rodovia General Milton Tavares de Souza (SP-332). Agora, para cuidar do gado, os sitiantes precisam pagar a José Serra e seus amigos da indústria do pedágio. Nessa e em outras cidades, o cerco dos pedágios deixam “ilhados” moradores da zona rural e de condomínios habitacionais. Nem mesmo o “direito de ir e vir” é respeitado.

Como resgatar São Paulo

Nos últimos anos, São Paulo vem sendo destruída e seus cidadãos humilhados. Está perdendo seu charme e carisma. Aumenta-se a carga de impostos, ao passo que os direitos básicos do cidadão são negados pela autoridade pública.

Mas nada comove a imprensa surda, muda e partidarizada. As enchentes, o lixo acumulado, as obras inacabadas, o apagão no trânsito, a fábrica de analfabetos do esquema de “aprovação automática”, as máfias de propinas, a falta de segurança e a fábrica de multas não sensibilizam os jornalistas.

A ordem nas redações é botar a culpa na sorte, nas gestões anteriores ou em São Pedro. Nenhuma tragédia é atribuída aos governantes locais. Jamais.

Quando a cratera do metrô engoliu trabalhadores, pais e mães de família, a imprensa silenciou sobre a culpa daqueles que deveriam fiscalizar a obra.

E o prefeito Gilberto Kassab ainda se divertiu, transformando a tragédia alheia em piada. Nem a Folha nem o Estadão escreveram editoriais indignados sobre o episódio.

A imprensa também se fez de boba quando a ponte do Rodoanel desabou sobre a pista, destruindo veículos e ferindo pessoas.

Aliás, os jornais estampam enormes manchetes quando se constata qualquer atraso em alguma obra do PAC. Mas não encontram relevância no atraso das obras do Rodoanel.

Já são doze anos de embromação, casos de superfaturamento e destruição do patrimônio natural nos canteiros de obras.

Na Capital, José Serra e Gilberto Kassab criaram fama ao inventar a lei “Cidade Limpa”, uma restrição sígnica ao estilo “talebã” que deixaria os habitantes de Nova York e Tóquio perplexos.

Eliminaram praticamente toda a publicidade local e, automaticamente, canalizaram milhões e milhões de Reais para jornais, TVs, rádios e portais de Internet. Um golpe de mestres.

Portanto, aquele que sofre diariamente em São Paulo precisa urgentemente revisar seus conceitos políticos, reeducar-se para a leitura dos produtos noticiosos e mobilizar-se para viabilizar a urgente mudança. Se São Paulo pode ser salva, será você, paulistano sofrido, o artífice dessa proeza.

* Mauro Carrara é jornalista, paulistano, nascido no Brás, em 1939

QUAL O VALOR DE UM POLICIAL ? 17

A Polícia Militar prestou e presta relevantes serviços em benefício da coletividade, contudo o lado bom é emporcalhado pelo inconseqüente culto a honra, tradição e imagem de um organismo estatal; que durante décadas vende uma falsa aparência de moralidade, tripudiando da inteligência do cidadão mediano.

Sempre  protagonizando barbáries como os episódios do Carandiru, Operação Castelinho; além de incontáveis chacinas em todo o Estado;   Baixada Santista,  apenas exemplificando,  o caso dos rapazes mortos sob ordens de um Oficial da Cavalaria, a do Jardim Rio Branco em 1999 ( 8 mortos ), e da Praia Grande em 2001 ( 5 mortos ).

Os dois últimos com o envolvimento de policiais da 3ª Cia de São Vicente. Nestes a Corregedoria da PM foi absolutamente omissa, pois dolosamente sonegou informes e evitou quaisquer colaborações.

 A única providência: escolta dos PMs (os inocentes) para cumprimento de prisão disciplinar em razão do “bico” como seguranças de um show do tal Frank Aguiar.  

Órgão não possui honra, ou goza ou não goza de bom conceito popular. A honra é atributo dos membros isoladamente considerados, maior será o conceito do órgão quando maior a honorabilidade da maioria dos membros.

A Polícia Civil não goza de bom conceito; a Polícia Militar não goza de bom conceito. Dizem que a primeira rouba sem parar; enquanto a segunda mata desnecessariamente, também, sem parar.

Assim dizem: uma é corrupta; a outra violenta. 

Para o cidadão de bem: AMBAS NÃO VALEM UMA NOTA DE TRÊS REAIS (parafraseando o nosso presidente José Serra, em relação aos reclamos bolivianos).  

POR OUTRO LADO: DEZENAS DE POLICIAIS MILITARES FORAM MORTOS NA BAIXADA SANTISTA EM 2009…

O  ALTO COMANDO –  SEDIADO NA CAPITAL –  NÃO DEU A MPORTÂNCIA ESPERADA.

Policiais mortos quando em folga ou trabalhando informalmente como seguranças, NÃO ABALAM O MORAL DA “INSTITUIÇÃO”, não tem o mesmo significado de uma pedra atirada contra o vidro de uma viatura… De uma cusparada dada por um bêbado na frente de uma guarnição.

ESTES SIM  ATENTADOS  A DIGNIDADE DA INSTITUIÇÃO.

As mortes do mês de abril despertaram a atenção do governo por razões meramente econômicas, ou seja, pelo alerta da Embaixada dos EUA para  americanos, de passagem pelo Brasil, evitarem esta região.

O Governo, a PM, políticos locais e a imprensa, não demonstrariam maior interesse NÃO FOSSE A POSSIBILIDADE DE PREJUÍZOS POLÍTICOS E FINANCEIROS.

Os mortos de ambos os lados: NÃO VALEM NOTA DE R$ 3,00.

Por Rejane Lima, Agencia Estado, Atualizado: 1/11/2009 15:57

Policial é executado no dia de folga em Cubatão-SP

Um policial militar à paisana e de folga foi executado com mais de 20 tiros de metralhadora hoje em Cubatão, na Baixada Santista. O soldado da 4ª. Companhia do 21º Batalhão da PM, Eduardo Inácio de Assis de Souza, de 34 anos, foi alvejado por volta das 10h50 quando estava parado em uma calçada perto de sua casa, no Jardim Costa e Silva.

Segundo informações da Polícia Militar, os tiros foram executados por uma pessoa que estava em um veículo, encontrado abandonado horas depois no bairro Gleba 2, em São Vicente. O policial foi atingido por diversos tiros na região do peito e da cabeça e morreu no local. O crime foi registrado na Delegacia Sede de Cubatão.

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O PCC ASSASSINA EM SÃO VICENTE MAIS UM SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR…O PCC AGORA EMBOSCA POLICIAIS DURANTE A FOLGA E NA PRESENÇA DOS FAMILIARES

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Sexta-Feira, 2 de Outubro de 2009, 12:57 

Soldado da PM é executado em São Vicente 

De A Tribuna On-line 

O soldado Antonio Marcos da Silva, de 40 anos, foi executado na noite desta quinta-feira no bairro Tancredo Neves, em São Vicente. 

A vítima foi morta quando chegava em casa de carro acompanhado da filha e de uma neta. Segundo familiares, ao descer do carro, ele foi abordado por quatro homens que efetuaram pelo menos 10 disparos. 

O carro utilizado pelos marginais foi um produto de roubo em Santos no último dia 29. O veículo foi abandonado próximo da Rodovia dos Imigrantes. 

Segundo a polícia, ele já vinha sofrendo ameaças e seria transferido de apartamento. Foi o quinto policial militar que atuava na Cidade assassinado neste ano. 

Há um mês, no bairro Japuí, o policial Marco Antonio Vieira, de 44 anos, foi assassinado na casa de um vizinho. As informações são da TV Tribuna.
_________________________ 

PCC – PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL. 

Escrito por roberto conde guerra Editar 

02/10/2009 em 13:59 

Publicado em Sem-categoria 

O soldado Marcos Rantiguieri foi morto com 18 tiros de fuzil na Praia Grande, litoral sul, em 3 de outubro do ano passado…Do outro lado Sargento roubava munição do Estado e vendia para marginais

com 2 comentários 

Policiais mortos em poucos meses na Baixada Santista 

31/08/2009 

Marco Antonio Vieira levou dez tiros em São Vicente 

06/04/2009 

O soldado Edmundo Andreia Junior morto a tiros em São Vicente em uma emboscada 

04/03/2009 

O tenente Silvio França da Silva executado a tiros em São Vicente 

23/03/2009 

O soldado Marcio Luis Bueno é morto em Praia Grande 

03/08/2008 

Soldado Mauro de Lara Torquato assassinado em Praia Grande 

03/10/2008 

O soldado Marcos Rantiguieri é morto a tiros em Praia Grande 

19/10/2008 

Cabo Anderson Lira é morto com tiros de fuzil na frente dos filhos em Praia Grande 

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POLICIAL QUE TRAFICA  MUNIÇÃO MERECE PENA DE MORTE? POLICIAL QUE TRAFICA MUNIÇÃO MERECE PENA DE MORTE? 

Escrito por roberto conde guerra Editar 

05/09/2009 em 11:06 

Publicado em Sem-categoria 

MAIS UM POLICIAL MILITAR EXECUTADO NA BAIXADA SANTISTA…VIROU ROTINA!

com 4 comentários 

Domingo, 30 de Agosto de 2009, 06:47 

PM é executado na casa de parentes no Japuí 

Da Redação 

LUIZ GOMES OTERO
 

Um policial militar foi assassinado com 10 tiros no início da tarde de ontem, em São Vicente. O crime, que teve requintes de execução, mobilizou as polícias Civil e Militar do Município, que trabalham para identificar os autores dos disparos. 

O comando da Polícia Militar do Município já havia recebido denúncias de ameaças contra policiais da 1ª Companhia da corporação. E vinha monitorando o trabalho da equipe que trabalha na área. 

O assassinato aconteceu por volta das 14 horas, na casa de parentes, no Japuí. O soldado Marco Antônio Vieira tinha 44 anos de idade, 23 deles na corporação. 

A vítima estava nos fundos da residência conversando com familiares. Uma testemunha contou que estava de costas quando ouviu tiros. 

De acordo com o tenente-coronel Marcelo Prado, comandante do 39º Batalhão da PM de São Vicente, foi neste momento que um homem subiu em cima do muro da casa e passou a atirar, acompanhado de outro marginal. Há suspeita de que outros dois homens aguardavam em um veículo estacionado próximo do local. 

Atingido por pelo menos dez tiros, Vieira foi levado de carro pelos parentes para o Hospital Municipal de São Vicente (antigo Crei), onde chegou a ser atendido mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. Ele foi atingido na cabeça, tórax, braços e pernas. 

Em pouco tempo, viaturas da PM chegaram ao hospital, bem como os familiares do policial morto. O irmão da vítima estava inconsolável e só se limitava a dizer que não acreditava no que havia acontecido. A esposa do soldado teve que ser amparada ao entrar na unidade de emergência. 

Durante as diligências efetuadas ainda ontem em São Vicente, os policiais militares localizaram um veículo Corsa prata, abandonado na área próxima da Favela México 70, na Vila Margarida. No interior do carro foi encontrado um revólver calibre 38, que foi recolhido para análise da perícia técnica da Polícia Científica. 

Embora ainda seja cedo para relacionar o veículo como crime, os policiais não descartam a hipótese de o carro ter sido utilizado pelo grupo que executou o PM. 

As testemunhas ainda não conseguiram identificar com clareza o modelo exato do carro usado na fuga. 

O tenente-coronel Prado revelou ontem que a Corregedoria da PM já havia recebido uma denúncia de ameaça contra policiais da 1ª Companhia, que atuam na área do Japuí. “Desde então vínhamos monitorando todos que trabalham na área para tentar prevenir qualquer tipo de ação criminosa. Infelizmente aconteceu isso. Vamos apurar o que ocorreu 

Os 10 mandamentos do SUS…É fácil ser médico no SUS e nos Postos de Saúde da Prefeitura…RECEITAS DO Dr. BONFIM PARA UM BOM FIM 15

É fácil ser médico no SUS e nos Posto de Saúde da Prefeitura

 

 

Os 10 MANDAMENTOS

1 – Se você não sabe o que tem, dá VOLTAREN;

2 – Se você não entende o que viu, dá BENZETACIL;


3 – Apertou a barriga e fez ‘ahhnnn’, dá BUSCOPAN;

 

4 – Caiu e passou mal, dá GARDENAL;

5 – Tá com uma dor bem grandona? Dá DIPIRONA;

6 – Se você não sabe o que é bom, dá DECADRON;

7 – Vomitou tudo o que ingeriu, dá PLASIL;

8 – Se a pressão subiu, dá CAPTOPRIL;


9 – Se a pressão deu mais uma grande subida, dá FUROSEMIDA!


10 – Chegou morrendo de choro, ponha no SORO.

…e mais…

Arritmia doidona, dá AMIODARONA…


Pelo não, pelo sim, dá ROCEFIN.


…e SE NADA DER CERTO, NÃO TEM NEUROSE…

DIGA QUE:

É SÓ ESSA NOVA VIROSE!!!



Parece brincadeira mas é verdade!!!!

A formação do policial militar…CORONEL, OUTRORA OS OPONENTES NÃO EXECUTAVAM POLICIAIS…MAS POLICIAIS BANDEIRANTES – HÁ MAIS DE 40 ANOS – PRATICAM EXTERMÍNIO DEFORMANDO NOVOS “GILSON LOPES” e “CABOS BRUNOS”…A VIOLÊNCIA E CORRUPÇÃO FAZ PARTE DA CULTURA POLICIAL; EM NADA SE RELACIONANDO COM JORNALISTA QUE MATA A NAMORADA, COM NAMORADA QUE MATA CORONEL ENVIAGRADO, COM PROCURADORA QUE TORTURA FILHA ADOTIVA 16

Os recentes episódios envolvendo erros de conduta de alguns policiais militares ensejaram matérias que questionam o treinamento da corporação. Algumas denotam desconhecimento sobre o processo de seleção e treinamento da Polícia Militar. Comenta-se que o lado psicológico estaria deixando a desejar. Por certo não se procurou saber qual a exigência para ingressar na corporação, pois, se assim fosse feito, saber-se-ia que a seleção exige perfil psicológico onde vários requisitos são avaliados, e, somente os candidatos que os atingem são selecionados. São exames escritos, de aptidão física, médicos, psicológicos e de avaliação de conduta social. Vale dizer que de 80.000 inscritos, somente 9.000 chegam a fazer o exame psicológico, e metade não preenche os requisitos. Ao final, pouco mais de 3% iniciam a escola de formação. A corporação realiza, constantemente, estudos para a melhoria da seleção e aperfeiçoamento do ensino, e para isso conta com profissionais das respectivas áreas. Fruto disso é que nossos cursos de formação foram reconhecidos como sendo de nível superior, por intermédio de decreto nº 54.911/09. O currículo de formação de soldados possui 1.920 horas de intenso treinamento, incluindo matérias relativas ao Direito. O sistema de tiro defensivo utilizado pela PM é reconhecido e divulgado internacionalmente pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, sendo aplicado em diversos países. A PM de São Paulo foi escolhida como difusora do modelo japonês de polícia comunitária para toda a América Latina. Entretanto, nossa corporação é integrada por seres humanos, falíveis e dotados de livre arbítrio, e devem responder por seus atos. Grupos de torcedores que deveriam ir a estádios para torcer, frequentemente vão para se digladiarem com as torcidas “oponentes”. Outrora isso não ocorria, pois sequer havia separação de torcidas. As faculdades não ensinam seus alunos a dar trote nos novatos, queimando-os com agentes químicos ou jogando-os em piscinas, para que morram afogados. Se um jornalista mata friamente sua namorada por motivos fúteis ou se uma procuradora do Estado tortura uma criança, devemos debitar essas condutas aos bancos universitários? Tais atitudes são individuais e, como tais, devem ser tratadas. A imensa maioria dos PMs trabalha corretamente e recebeu formação profissional com base no respeito à vida, à integridade física e à dignidade da pessoa humana. Aqueles que erraram exerceram o livre arbítrio, e devem ser responsabilizados por isso. Importante salientar que a PM puniu com demissão cerca de 300 PMs no ano passado, além de serem impostas as sanções penais correspondentes. Somos uma Polícia Legalista, não compactuamos com condutas erradas, e contamos com a imensa maioria de nossos policiais militares que atendem 150.000 ligações/dia no Estado, e que diuturnamente atendem, eficientemente, ocorrências das mais diversas. Esses acreditam nos valores cultuados no seio familiar, nas escolas, na corporação e, acima de tudo, em Deus e na Justiça. São os nossos heróis anônimos. Que Deus os proteja e lhes permita continuar acreditando que vale a pena trabalhar na segurança pública para ajudar a construir uma sociedade melhor. E que a justiça também seja feita ao não denegrir a Instituição Polícia Militar e seus bons policiais.

SÉRGIO DEL BEL JR.
Coronel-PM, comandante do Policiamento do Interior 6.

DE A TRIBUNA DE SANTOS: A formação do policial militar 7

A formação do policial militar


O novo corregedor da Polícia Militar, coronel Admir Gervásio Moreira, acaba de assumir o cargo com uma missão prioritária: apurar as denúncias de que elementos da corporação estão envolvidos no assassinato de 23 pessoas na Baixada Santista em apenas 11 dias, semanas atrás. Os crimes teriam ocorrido em represália pela morte de um PM, a mando de um traficante de Guarujá, e vitimou não apenas marginais da região, mas também pessoas sem antecedentes criminais. De qualquer forma, caso confirmadas as suspeitas, tratou-se de um justiçamento, totalmente à margem da lei, inadmissível portanto. Segundo consta, o coronel Moreira é um oficial rigoroso e cumpridor dos deveres, ou seja, cabe esperar dele o máximo de empenho no esclarecimento dos fatos, acima e além de eventuais implicações corporativas. É assim mesmo que tem de ser, uma vez que estão em jogo o prestígio, a credibilidade e até a honra da Polícia Militar, com a sua secular tradição de bons serviços prestados ao povo de São Paulo. Resgatar a confiança da sociedade na PM é o que se impõe. Sem alarde, mas com firmeza, o coronel Moreira já começou a trabalhar, e a expectativa é de que obtenha os resultados que o seu antecessor não conseguiu. Condições para isto ele parece ter e, logrando êxito, será muito bom, tanto para a população em geral quanto, sobretudo, para a própria Polícia Militar.

Políciais Militares da Baixada Santista viram alvo da Corregedoria da PM…NÃO HÁ NADA A TEMER, A FINALIDADE NÃO É CORRIGIR E PUNIR…É APENAS NÃO DEIXAR A PM COM UMA IMAGEM RUIM (nos EUA) 16

Sábado, 29 de maio de 2010 – 22h56 

Onda de violência

Baixada Santista vira alvo da Corregedoria da PM

Renato Santana

Créditos: Davi Ribeiro
Coronel Admir Gervásio: ´Ninguém aponta culpados, mas suspeitas sobre policiais são fortes

Há cinco dias no cargo, o novo corregedor da Polícia Militar, coronel Admir Gervásio Moreira enviou para a Baixada Santista oito viaturas do Patrulhamento Disciplinar Ostensivo (PDO) e uma equipe do Setor Reservado.

O objetivo é agilizar o esclarecimento sobre a participação de policiais na matança ocorrida na região, entre os dias 18 e 26 de abril, vitimando 23 pessoas.

Em entrevista a A Tribuna, coronel Gervásio afirmou que a estratégia das diligências, além de fiscalizar os PMs, é se aproximar dos policiais honestos para chegar aos responsáveis pelos crimes. “Uma das nossas prioridades é a Baixada Santista. Estamos com viaturas atuando dia e noite para combater esses casos que colocam em risco o nome da instituição”.

A onda de violência ocorrida em abril foi motivada pela execução de um policial da Força Tática, em Vicente de Carvalho, Guarujá, a mando de um traficante. Em retaliação, grupos de extermínio iniciaram uma série de assassinatos. Vinte e duas pessoas foram mortas.

“Não há testemunhas e até agora nenhum policial foi afastado de suas funções e preso. Pedimos para quem tiver informações: denuncie”, disse. Para o corregedor, a situação é complexa: ninguém aponta culpados, mas as suspeitas do envolvimento de policiais são fortes.

O novo corregedor, além das medidas tomadas para a Baixada Santista, assumiu o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga a morte do comandante da Polícia Militar na Zona Norte de São Paulo, José Hermínio Rodrigues, assassinado em 2008 quando investigava um grupo de extermínio. 

A Tribuna.

Considerado linha dura, coronel Gervásio disse que esse estigma surge de sua postura correta e de que não tolera falcatruas. Se considera um disciplinador desde que entrou na PM, em 1975. Virou oficial em 1981. E foi aqui em Santos que iniciou sua carreira, no 6o Batalhão. “Fiquei lá até prestar a Academia de Polícia. Alguns anos depois passei a atuar na Corregedoria”. Na ocasião passou a fazer parte da equipe do coronel Luiz Perine, corregedor da PM no fim dos anos 1980 e início dos 90. Ali ganhou a fama de durão e o próprio coronel Perine como mentor.Nessa primeira passagem pela Corregedoria ficou 17 anos.

Participou das investigações que levaram à captura do ex-policial Florisvaldo de Oliveira, o Cabo Bruno,em1991.

Sua principal característica é priorizar ações operacionais.

Não gosta de burocracia.  ( Vibradores, idem

Perdeu as contas de quantos policiais criminosos prendeu e defende que os ataques a PM partem de pessoas que querem o fim dela.  ( Os portadores de desvios congênitos: DE BERÇO )

Costuma dizer que é capaz de ficar dias sem ir para casa quando está com um caso para elucidar. A rotina de trabalho só é interrompida em dias de jogo do Palmeiras, seu time do coração.

RENATO SANTANA
ENVIADO A SÃO PAULO

O novo corregedor da Polícia Militar, coronel Admir Gervásio Moreira, de 57 anos e há cinco dias no cargo, enviou para a Baixada Santista oito viaturas do Patrulhamento Disciplinar Ostensivo (PDO) e uma equipe do Setor Reservado. 

O objetivo é agilizar o esclarecimento sobre a participação de policiais na matança ocorrida na região, entre os dias 18 e 26 de abril, vitimando 23 pessoas.

Coronel Gervásio disse a A Tribuna que a estratégia das diligências, além de fiscalizar os PMs, é se aproximar dos policiais honestos para chegar aos responsáveis pelos crimes. “Uma das nossas prioridades é a Baixada Santista. Estamos com viaturas atuando dia e noite para combater esses casos que colocam em risco o nome da instituição”.

 A onda de violência ocorrida em abril foi motivada pela execução de um policial da Força Tática, emVicente de Carvalho,Guarujá, a mando de um traficante. Em retaliação, grupos de extermínio iniciaram uma série de assassinatos. Vinte e duas pessoas foram mortas. “Não há testemunhas e até agora nenhum policial foi afastado de suas funções e preso. Pedimos para quem tiver informações: denuncie”, disse.

 Para o corregedor, a situação é complexa: ninguém aponta culpados, mas as suspeitas do envolvimento de policiais são fortes. A morosidade das investigações derrubou o antigo corregedor, coronel Davi Nelson Rosolen, na semana passada. Por isso, coronel Gervásio frisou que as ações tomadas logo em sua posse devem trazer fatos novos que levem a Corregedoria aos autores dos crimes. Entretanto, não há prazos e as diligências ocorrerão até que se esgotem todas as possibilidades de identificação dos culpados.

 
IMAGEM RUIM

 
O trabalho da Corregedoria dá apoio à Polícia Civil, responsável pelas investigações. Caso a participação de policiais seja confirmada, os envolvidos serão presos e julgados pela Justiça Militar.

Combater aquilo que o coronel Gervásio chama de policial ruim é prioridade para não deixar a Polícia Militar com uma imagem ruim. “Vamos discutir essa questão internamente e tomar alguma atitude. É algo que envolve toda a PM. Esse tipo de conduta deve ser reprimida”, disse o corregedor.

Coronel Gervásio pretende sugerir ao comando a criação de um grupo de estudo para detectar esse tipo de ação. Sobre o aumento da letalidade policial, com crescimento de 40% na PM de São Paulo no primeiro trimestre deste ano, o corregedor salienta que a violência aumentou e as organizações criminosas estão mais agressivas: “Os bandidos passaram a atacar a polícia com mais ousadia e agressividade. Isso gera mais conflitos e combate policial”.

OUTRA MISSÃO

O novo corregedor, além das medidas tomadas para a Baixada Santista, assumiu o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga a morte do comandante da Polícia Militar na Zona Norte de São Paulo, José Hermínio Rodrigues, assassinado em 2008 quando investigava um grupo de extermínio.

“Uma das nossas

prioridades é a
Baixada Santista”
“Somos legalistas
e vamos aplicar
o regulamento.
A ideia é fechar o
cerco contra os
policiais envolvidos
nestes assassinatos”
Coronel Gervásio, corregedor da PM

Carreira

teve início
em Santos

Corregedor prioriza Baixada Santista


Coronel Admir Gervásio Moreira enviou para a região 8 viaturas do Patrulhamento Disciplinar Ostensivo e uma equipe do Setor Reservado


Legalidade

Objetivo das medidas de Admir Gervásio é preservar o nome da PM
DAVI RIBEIRO

A-4


Baixada Santista

A TRIBUNA Domingo 30
http://www.atribuna.com.br maio de 2010

PIADA: Vaticano ameaça padres pedófilos com pena no inferno…ENTÃO LIBEROU GERAL PARA OS TARADOS DE BATINA 4

publicado em 29/05/2010 às 16h24:

Vaticano ameaça padres pedófilos com pena no inferno

Imagem da Igreja Católica foi manchada por pedofilia

Do R7, com France Presse 
Vincenzo Pinto/29.05.2010/AFPFoto por Vincenzo Pinto/29.05.2010/AFP

Papa Bento 16 em audiência especial no Vaticano; estudantes e
seminaristas participaram de evento no qual falaram sobre pedofilia 

Grupos de estudantes e seminaristas das universidades católicas de Roma participaram neste sábado (29), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, de uma manhã de rezas por causa dos escândalos de pedofilia que abalam a Igreja Católica.

As orações foram conduzidas pelo monsenhor Charles Scicluna, principal pesquisador da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada de investigar os casos de pedofilia dentro do clero católico. Ele alertou os padres culpados dos abusos e disse que eles vão enfrentar uma “pena no inferno” mais dura que a dos outros pecadores.

Ele também disse que será dura com os sacerdotes envolvidos nesse delito.

Após as repercussões desastrosas e saída em massa de fieis da instituição, a Igreja Católica mudou seu discurso em relação aos casos de pedofilia. Agora o Vaticano responde as acusações, algo que antes não costumava acontecer e orientou seus seguidores a denunciar tais casos na Justiça comum.

 

O golpe nos procedimentos da Igreja Católica aconteceu quando, no fim de 2009, surgiu a revelação de que a instituição escondeu por mais de 30 anos abusos cometidos por padres.

O escândalo tomou tais proporções que o papa Bento 16 teve de se desculpar com os irlandeses, por meio de uma carta, em uma reparação considerada como não suficiente por muitos.

Neste ano, escândalos e suspeitas afastaram da igreja altos nomes de sua hierarquia e, na Alemanha, o bispo Walter Mixa, que foi nomeado ao posto que ocupava pelo próprio Bento 16.

As suspeitas de uma possível complacência do atual papa não foram descartadas, principalmente após a imprensa revelar documentos nos quais ele autorizava a transferência de um religioso suspeito e alertava para os perigos que tais casos poderiam representar para sua igreja.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA NEGA ACOLHIMENTO A APELAÇÃO DE MEMBROS DO CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL EM AÇÃO POR DANOS MORAIS PROMOVIDA CONTRA A FOLHA DE SÃO PAULO…EM FACE DE DIVULGAR O DISCURSO DO DEPUTADO TUCANO PEDRO TOBIAS AFIRMANDO QUE A GREVE DIMINUIA A CORRUPÇÃO E QUE TEMIA MAIS A POLÍCIA CIVIL DO QUE O PCC…APARENTEMENTE OFENDER A IMAGEM DE DELEGADO DE POLÍCIA É ILÍCITO IMPOSSÍVEL 15

Detalhes do Processo

Dados do Processo
Processo 990.10.007330-3    Julgado  
Classe Apelação
Assunto DIREITO CIVIL – Responsabilidade Civil – Indenização por Dano Moral
Origem Comarca de São Paulo / Foro Central Cível / 42ª Vara Cível
Números de origem 583.00.2009.120797-3/000000-000
Distribuição 8ª Câmara de Direito Privado
Relator SALLES ROSSI
Revisor JOAQUIM GARCIA
Volume / Apenso 3 / 0
Valor da ação R$ 20.000,00      
Última carga Origem: S.T. I – Digitalização de Imagens e Arq. de Microfilmes / STI 1.2.3 Serviço de Digitalização e Imagens de Microfilmes Remessa: 06/05/2010
  Destino: Serviço de Processamento de Grupos/Câmaras / SJ 3.1.4.2 – Seção de Proces. da 8ª Câmara de Dir. Privado Recebimento: 06/05/2010

Partes do Processo (Todas)

Participação Partes e Representantes
Apelante Mauricio Jose Lemos Freire
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Alberto Angerami
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Ana Paula Batista Ramalho Soares
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Antonio Mestre Junior
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Carlos Jose Pascoal de Toledo
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Dirceu Jesus Urdiales
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Elson Alexandre Sayão
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Everardo Tanganelli Junior
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Gaetano Vergine
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante George Henry Millard
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Godofredo Bittencourt Filho
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Jose Carneiro de Campos Rolim Neto
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Kleber Antonio Torquato Altale
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Marco Antonio Martins Ribeiro de Campos
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Paulo Afonso Bicudo
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Pedro Herbella Fernandes
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Renato Curz Swensson
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Ruy Estanislau Silveira Mello
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Tabajara Novazzi Pinto
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Waldomiro Bueno Filho
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Weldon Carlos da Costa
Advogado Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelante Youssef Abou Chain
Advogado
 Paulo Alves Esteves 
Advogado SERGIO LUIZ VILELLA DE TOLEDO 
Apelado Empresa Folha da Manhã S/A
Advogada MONICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVAO 

Despacho
Cuida-se de Apelação interposta contra a r. sentença proferida nos autos de Ação de Indenização por Danos Morais que, decidindo pelo mérito o pedido deduzido na petição inicial, decretou sua improcedência, condenando os autores no pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios, estes arbitrados em R$ 2.000,00. Inconformados, apelam os vencidos (fls. 352/361), sustentando a necessidade de reforma da r. sentença recorrida, na medida em que são Delegados da Polícia Civil do Estado e desfrutam de respeito perante a sociedade. No entanto, as matérias jornalísticas publicadas pela apelada e objeto da presente ação, ao reproduzir ofensas proferidas pelo parlamentar Pedro Tobias, ofendeu a imagem dos apelantes, bem como a dignidade e decoro. Que se cuida de ofensa generalizada, dirigida a uma classe específica e que enseja a pretensão reparatória a título de danos morais. Citaram jurisprudência. Prosseguem os apelantes dizendo que as declarações reproduzidas naquelas matérias não trouxeram qualquer informação objetiva sobre fatos que pudesse ser tidos como atos de corrupção policial. No entanto, atribuiu a todos os policiais civis a pecha de corruptos, fazendo comparação que representa manifesto insulto à dignidade da pessoa humana. Por conta desses argumentos, requerem o provimento do recurso, com o decreto de procedência da ação proposta, nos termos da exordial. O recurso foi recebido pelo r. despacho de fls. 364 e respondido às fls. 365/378. É o relatório. Ao Exmo. Sr. Desembargador Revisor. São Paulo, 31 de março de 2010. Salles Rossi Relator

28/04/2010   Não-Provimento
28/04/2010   Julgado
Não conheceram da preliminar e negaram provimento ao recurso. V. U.

Discurso sobre a Polícia Civil em 11/02/2009

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados presentes nesta sessão, depois do recesso, é a primeira vez que assomo à tribuna para fazer uso da palavra.

Sr. Presidente, estou muito preocupado, porque todo dia têm saído na imprensa acusações contra a Polícia, corrupção, problema na Secretaria da Polícia Civil.

Há três anos, este Deputado apresentou um projeto para a criação de uma Corregedoria independente, fora do quadro. Dentro de uma corporação, a Corregedoria não resolve. Espero que este projeto vá para a pauta.
Hoje, falei com o Procurador e disse que a Corregedoria deve ser ligada ao Procurador do Estado. Corregedoria dentro da Polícia Civil não vai apurar, porque o delegado é amigo, o funcionário é amigo. É como nós, nesta Casa. Corregedoria interna não resolve nada.

Quero fazer um apelo ao nosso Governador José Serra. Sabemos que, onde tem dinheiro, existe o risco de dar confusão. O Detran deveria sair da Polícia Civil e, por meio de um convênio, ir para as Prefeituras. Em muitos estados brasileiros, é a prefeitura que cuida de todo o serviço do Detran. Na França, é a prefeitura que faz carteira de motorista, passaporte. 

Dessa maneira, podemos ficar mais tranquilos. Todo dia a imprensa dá uma notícia ruim sobre a corporação. Hoje, mais ainda, tanto na “Folha de S. Paulo” como no “O Estado de S. Paulo”. Espero que esse projeto de uma Corregedoria independente seja aprovado.

O Detran precisa sair da Polícia Civil, porque, a cada seis meses, um ano, sai um escândalo. A Prefeitura tem condição de cuidar de carta de motorista, documentação de carro.

07/11/2008 – 09h19

Deputado diz temer mais Polícia Civil de SP do que “a facção criminosa PCC”

ROGÉRIO PAGNAN
da Folha de S.Paulo

O deputado Pedro Tobias (PSDB) fez duras críticas ontem aos policiais civis paulistas, em greve há 53 dias. Disse, em plenário e dirigindo-se a um grupo deles, que tem mais medo da “Polícia Civil do que da facção criminosa PCC”.

“A população não está sentido falta de vocês porque [vocês] não trabalham nada, não apuram nada. A polícia não faz falta, e nunca fez, porque há menos corrupção quando há greve. Se vocês ficarem em greve, é melhor para população”, disse, falando para o grupo de policiais civis que estava na galeria acompanhando os trabalhos na Assembléia Legislativa.

Tobias começou os ataques ao comentar uma investigação feita pela polícia de Bauru que, segundo ele, está sendo conduzida para não achar os culpados de uma ameaça feita contra ele.

Sem dar mais detalhes, ele passou a falar dos projetos de aumentos salariais para os policiais civis enviados pelo governador José Serra (PSDB), mesmo partido do deputado. “Espero que a greve termine. Mas, se ela não acabar, ninguém está sentindo falta da Polícia Civil. Vocês não estão fazendo falta nenhuma”, disse.

Ele deixou o plenário sob vaias e sem dar declarações.

Para o presidente do sindicato dos delegados, José Leal, o “deputado Pedro Tobias está mal informado” e “com tendências desrespeitosas”. “Seria melhor ele ter outra atividade do que ser um legislador da Assembléia Legislativa mais importante do país”, disse.

Já André Dahmer, diretor da associação dos delegados, disse que irá estudar medidas judiciais contra Tobias. “Lamento muito um deputado estadual se manifestar dessa forma. Se isso tivesse um fundo de verdade, seria culpa do PSDB, que está há 14 anos no poder e nada fez para mudar essa situação.”

Sem discussão

A base do governo esvaziou ontem o congresso de comissões que discutiria os projetos de reajuste. Sem quórum, as discussões não foram realizadas. “É hora de colocar água na fervura”, disse o líder do governo Barros Munhoz (PSDB).

A nova oferta do governo é de um reajuste de 6,5% já neste mês -anteriormente, ele seria pago em 2009. O segundo aumento, no mesmo percentual, seria dado em novembro do ano que vem -há a possibilidade de antecipá-lo para o primeiro semestre.

A categoria reivindica 15%, além de mais duas parcelas de 12% em 2009 e em 2010

https://flitparalisante.wordpress.com/2009/08/20/denegrir-a-imagem-da-policia-civil-e-crime-impossivel-somos-como-os-deputados-e-senadores-corruptos-e-vagabundos/

Pesquisa do Vox Populi, encomendada por um partido, mostra Dilma cinco pontos à frente de Serra 3

Direto da Fonte

Sonia Racy – O Estado de S.Paulo

Sem decisão

Se não tivesse prazo para terminar, o imbróglio sobre o vice de Serra poderia seguir os caminhos da novela O Direito de Nascer, que durou dois anos.

Assim que chegou de viagem, essa semana, Aécio declarou firmemente que não fará dupla com o candidato tucano.

No entanto, depois de ter conversado com o mineiro por telefone, FHC desligou acreditando existir chance de Aécio voltar atrás. Sentimento oposto do apurado por Tasso Jereissati, que falou pessoalmente com o ex-governador.

Conversa direta entre Aécio e Serra?

Antônio Anastasia é o mediador de campo.

E se não fosse tarde, há quem acredite que teria sido ele, Anastasia, a melhor escolha para Serra.

A confirmar
Tucanos estavam ontem, pela manhã, algo desanimados. Souberam que pesquisa do Vox Populi, encomendada por um partido, mostra Dilma cinco pontos à frente de Serra.

29 de maio de 2010 | 0h 00

Delegados da Polícia Civil lançam outdoor criticando duramente Governo do Estado 7

Delegados da Polícia Civil lançam outdoor criticando duramente Governo do Estado

 Terça-Feira, 25 de maio de 2010 
 
Não é só Airton Garcia e o PT de São Carlos que lançam outdoors com tom político. A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo também lançou uma campanha onde critica duramente a não contratação de servidores pelo governo do Estado de São Paulo desde 1995, hoje chefiado pelo PSDB. O outdoor diz: “Enquanto a população cresceu 21% desde 1995, o Estado manteve o mesmo número de policiais civis”. O outdoor é assinado pelo “Movimento pela Segurança Pública” e tem o seguinte lema: “Polícia Civil valorizada, sociedade amparada!”
Em São Carlos um dos pontos onde o outdoor pode ser visto é na avenida Comendador Alfredo Maffei, entre as ruas Totó Leite e Manoel de Mattos.
 
História
 
A ADPESP – Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – foi fundada no dia 11 de novembro de 1949. Segundo as atas feitas após a fundação, o principal objetivo da entidade é o de “congregar os Delegados de Polícia na defesa dos interesses da classe, ligados à sociedade, à segurança pública e ao desenvolvimento da Polícia de São Paulo”. A defesa da sociedade sempre esteve em primeiro lugar entre suas prioridades, e devido a esse aspecto, a ADPESP é reconhecida nacional e internacionalmente, sendo uma das entidades mais antigas e pioneiras no país em associação de Autoridades Policiais civis.
 
Idealizada, entre outros, pelo Dr. Antônio Ribeiro de Andrade, considerado o “Pai da Associação”, a ADPESP representa hoje mais de quatro mil e quinhentos Delegados de Polícia do Estado, organizados em carreira desde 23 de dezembro de 1905, quando o então presidente do Estado de São Paulo, Jorge Tibiriçá, propiciou o surgimento de uma polícia profissional, em detrimento daquela vigente, constituída por leigos. A ADPESP conta atualmente com mais de 4.000 associados e sede própria inaugurada em 11 de novembro de 1969.
 
O lema dos Delegados de Polícia reflete o orgulho, o destemor, a competência, o profissionalismo e a solidariedade com que encaram a sua missão: “Ação, Lealdade e União”. Em 30 de outubro de 1950 a Assembléia Legislativa de São Paulo declarou a ADPESP como entidade de utilidade pública (Lei estadual nº 816/50). http://www.saocarlosemrede.com.br/noticia.php?id=9688

PARABÉNS AO PRESIDENTE DO IPM QUE CONSEGUIU CONCLUIR E REMETER OS AUTOS COM PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA POUCAS HORAS DO TERMO FINAL DA PRISÃO TEMPORÁRIA…MAGANÃO! A CORREGEDORIA DA PM É LETÁRGICA OU APRENDEU OS MACETES 9

Liberdade

Policiais acusados de matar motoboy em quartel de SP são soltos

Publicada em 28/05/2010 às 18h41m

 SÃO PAULO – A Corregedoria da Polícia Militar (PM) encerrou o inquérito que apurava as responsabilidades da morte do motoboy Eduardo Luis Pinheiro de Souza, supostamente assassinado por PMs dentro de um batalhão na Zona Norte de São Paulo no início de abril. Os 12 suspeitos foram soltos na madrugada desta sexta-feira. Junto com o inquérito concluído, a Corregedoria da PM encaminhou o pedido de prisão preventiva. A prisão temporária, a qual os 12 acusados estavam submetidos desde o dia 28 de abril , venceu nesta sexta-feira, colocando os suspeitos em liberdade já na madrugada.

 

O Ministério Público (MP) recebeu o inquérito, mas ainda irá analisar o documento e confrontá-lo com o que for apurado pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ainda vai concluir a investigação.

O promotor Marcos Hideki Ihara disse a familiares da vítima que vai aguardar as informações do DHPP para, então, avaliar se fará o pedido de nova prisão e contra quais policiais. O temor do MP é incorrer em um pedido de prisão pouco fundamentado, o que facilmente seria alvo de um habeas corpus, que colocaria os acusados novamente em liberdade.

O motoboy foi morto no dia 9 de abril, após se envolver em uma discussão na Casa Verde, na Zona Norte da capital. Segundo testemunhas, Eduardo Luis Pinheiro de Souza foi torturado e espancado até a morte dentro de um quartel da Polícia Militar, ao lado do 13º Distrito Policial (Casa Verde). O motoboy e outras três pessoas foram detidas após uma discussão sobre o sumiço de uma bicicleta.

___________________________________

Qualquer leigo sabe que um Promotor, em casos gravíssimos como esse,  não  possui condições de oferecer denúncia e representar pela prisão preventiva em poucas horas; tampouco o Juiz receber os autos e , fundadamente, decretar as prisões. 

A CORREGEDORIA DA PM  É LETÁRGICA  OU  APRENDEU OS MACETES? 

Coronel Admir Gervásio Moreira: Eu entrei como soldado e, como tal, nunca aceitei nenhum café. Por quê? Por que são valores que eu aprendi no berço, com meu pai, minha mãe…CONVERSA, O MEIO PRESSIONA E CORROMPE! 20

29/05/2010- 03h00

“Prendemos muito mais do que matamos”, diz novo corregedor da PM

ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

O novo corregedor da Polícia Militar de São Paulo, o coronel Admir Gervásio Moreira, vê no aumento de notícias sobre crimes envolvendo policiais uma campanha que inclui a intenção de alguns setores de acabar com as PMs.

Aumento de mortes causadas pela PM de SP não preocupa novo corregedor

Para o policial, o crescimento de 40% da letalidade da PM paulista no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, não o preocupa. “Nós não estamos mais agressivos. Muito pelo contrário. Nosso oponente é que está muito mais ousado, mais agressivo.”

Na entrevista concedida à Folha na tarde desta sexta-feira (28), Gervásio afirmou que a PM é uma das instituições menos racistas do país, pois tem em seus quadros 30% de negros ou descendentes. “O racismo está em cada pessoa.”

Disse que, de folga, já foi vistoriado por policiais e foi bem tratado, ao contrário do que já passou na escola.

É de berço que as pessoas aprendem a ser preconceituosas“, afirma o coronel.

Folha – Tem havido mais crimes de policiais militares ou é a divulgação que tem sido maior?

Admir Gervásio Moreira – Não tem acontecido mais casos. Está numa sequência [de divulgação de notícias]. Estão voltando [a divulgar]. Falam um pouquinho, param, depois voltam. É o momento [político]. Não quero falar a palavra [política], você sabe o momento a que estou me referindo. Fica subentendido.

Estamos vivendo uma fase também em que existem grupos que querem falar de desmilitarização. Então vai por aí a fora: “Vamos atacar a Polícia Militar”.

Folha – Não se ouvia falar de grupos de extermínio formados por PMs, como “Os Highlanders”. Esses casos já existiam e a gente não sabia disso?

MoreiraSão casos pontuais. É conduta individual. Não é conduta institucional. Não podemos dizer que dentro da polícia existe isso. Dá uma conotação de que está instituído.
Não concordo. [São] Pessoas, com problemas graves, que não têm nenhum compromisso institucional.

Folha – O sr. acha que os mecanismos da Polícia Militar hoje são suficientes para detectar essas pessoas?

Moreira – Vamos dar uma sugestão para o comando para criarmos um grupo de estudo. O que levou a esse tipo de conduta. E não só detectar, mas tratar também.

Folha – O número de mortes de civis em confrontos com a PM cresceu neste ano. Há uma preocupação quanto a isso?

Moreira – Os marginais estão mais ousados. A ousadia do marginal cresceu de forma violenta, inclusive com armamento. Eles têm um potencial de fogo considerável.

Folha – Essa é uma questão que não preocupa o sr.?

Moreira – Em princípio, não. Estamos equivalentes. De todos os confrontos, por exemplo, em que há quatro indivíduos, um é baleado e três são presos. Nós não estamos mais agressivos. Muito pelo contrário. Nosso oponente é que está muito mais ousado, mais agressivo. Nós estamos prendendo muito mais do que matando.  

Folha – A promotora Eliana Passareli [que trabalhou no Tribunal de Justiça Militar] diz que a PM perdeu o comando da tropa. Isso aconteceu?

Moreira – Negativo. Em hipótese alguma. Posso lhe garantir. A instituição jamais perderá o comando da sua tropa.

Folha – A PM é racista?

MoreiraNão concordo piamente. Vamos tirar a figura do policial. Seria hipócrita se dissesse que não há racismo no Brasil. A instituição PM não é racista.
Se verificar o nosso efetivo quase 140 mil homens e mulheres, da ativa e da inatividade, acredito que mais de 30% sejam negros ou têm a raça negra na sua origem. A instituição não é racista. O racismo está em cada pessoa.

Folha – O sr. já foi abordado pela PM estando de folga?

Moreira – Já fui, e o tratamento não foi discriminador. Trataram-me com dignidade. Eu já sofri Já sofri discriminação em colégio, em internato, administrado pela Igreja Católica.

Folha – Ficou com trauma?

MoreiraNão, meu intelecto é muito superior a isso. A minha formação de berço não deixou que eu incurtisse isso. É do berço que as pessoas aprendem a ser preconceituosas.

Folha – Pelo cargo que ocupa, o sr. se protege de forma diferente?

Moreira – Não vejo necessidade. Se tivesse algum temor, não aceitaria o cargo. A grande maioria, 99,99% são bons policiais, honestos, dignos, legalistas, humanistas. Esses me protegerão.

Folha – Qual missão o sr. recebeu?

Moreira – Dar agilidade às investigações, principalmente aquelas que estão em andamento e aquelas que poderão chegar. Chegando, precisam ter uma resposta o mais rápido possível.

Folha – Isso não era feito?

Moreira – Isso sempre foi feito. A Corregedoria sempre trabalhou com o imediatismo. Posso me considerar como filho daquela casa. Antes de ser coronel, eu trabalhei, eu vivenciei aquilo por 17 anos.

Folha – Os policiais violentos, como os que se envolveram nos casos dos motoboys, são oriundos de onde? Da zona leste, zona sul, do interior?

Moreira – Não temos um estatística, um estudo voltado para isso. A Polícia Militar é uma instituição aberta. A seleção é feita naturalmente.

Passam por um processo de seleção, de investigação social, muitas vezes não se detecta qualquer anomalia comportamental do indivíduo que está entrando.

Mas, de repente, quando ele coloca isso daqui [a farda], ele acha que pode tudo. Aí, tem questão de valores. De ética, moral, de berço.

Por que um policial militar as vezes aceita uma propina?

Não foi a instituição que ensinou.

 Isso está incutido no “eu” dele. São os valores que adquiriu de berço.

Eu entrei como soldado e, como tal, nunca aceitei nenhum café. Por quê?

Por que são valores que eu aprendi no berço, com meu pai, minha mãe.

Folha – O sr. vem com status de “remédio” para a PM. O que fazer para não acontecerem casos como os dos motoboys?

Moreira – Meu principal remédio é o exemplo. Ser exemplo positivo. Ser mais transparentes, ser mais ágeis. Dar uma resposta com mais rapidez.
A todos que carecem de uma resposta, inclusive a própria família da vítima. Por que não? Aquilo que foi apurado precisa ser levado à família da vítima, ou à vítima.

Folha – A Polícia Civil diz que a PM dificultou as investigações em um dos casos dos motoboys, não forneceu fotos…

Moreira – Não é verdade. Não é verdade. De imediato foram presos os envolvidos e tudo está nas mãos da Justiça. Isso não procede. O que pode ter acontecido naquele momento foi uma falha de comunicação. Tenho quase certeza de que foi isso.

Folha – O sr. diz que tem berço e, como policial, nunca aceitou um café. Quando ouve essas notícias, como sr. fica?

Moreira – Isso causa um mal estar. Não foi isso que a instituição ensinou. A instituição não nos preparou para isso. Providências precisam ser tomadas, e contundentes.

Folha – Pretende aumentar o número de policiais da Corregedoria?

Moreira – Tenho total apoio tanto do coronel Camilo, do secretário e do governador. Os claros [vazios] serão preenchidos.

Folha – Já fizeram a comparação do sr. e o corregedor negro [o ator Milton Gonçalves] do seriado policial [“Força Tarefa”] da TV Globo?

Moreira – Vou ser bem diferente. Lá é fantasia, aqui é realidade

______________________________

Polícia aceitando uma notinha, polícia extorquindo e matando: DEFEITO DE BERÇO…

Polícia doente mental, alcoólatra, sexualmente impotente, hipertenso, diabético, enfartado: DEFEITOS CONGÊNITOS.

A CULPA NÃO É DA INSTITUIÇÃO, É DO PAI E DA MÃE!

O Coronel é um baita de um  preconceituoso que acredita piamente não ter preconceitos !

Pois bem,  policiais civis, nesta semana,  prenderam um traficante com 100 quilos de cocaína.

O rapaz de 25 anos é filho de um Capitão da PM de Roraima.

Logo, a culpa  é  do pai.

A culpa é do avô, já que o Capitão não soube transmitir  valores; é do bisavô que não soube ensinar valores ao avô do traficante. 

Coitado!

Que culpa o rapaz tem de nascer filho desse Capitão?

Enfim, há inúmeros fatores que podem contribuir para que uma pessoa acabe tomando rumo completamente diverso daquele  ensinado pelos genitores.

Ora, há filhos honestos de homens desonestos; assim como criminosos nascidos e criados em berços virtuosos.

 O Coronel defende a pureza de 99,99% dos policiais militares: PAPO FURADO!

Conversa de  Santa Madre Igreja.

O policial ingressa puro, a maioria AINDA MENINOS ou MENINAS,   cheio de ideais e sonhos. 

Observando-se que, filho de criminoso, de vagabundo,  não senta praça na Polícia. É reprovado, pagando pela culpa do pai, as vezes de um  irmão ou mesmo um simples tio.

Favelado, também,  não ingressa na Polícia. É punido pelo local em que vive.

Quem ingressa é submetido a profundas transformações: A POLÍCIA DEFORMA quem possuia formação de berço, A POLÍCIA APRIMORA quem possuia tendência para atravessar a linha da moralidade; A POLÍCIA ANESTESIA os mais briosos.

Afinal, quantos de nós  aprendeu  a matar com pai e mãe?

Ora, nove entre dez policiais ouviu dos pais o seguinte: “meu filho não seja policial, além de ser perigoso prender bandido, você vai  aprender  fazer coisa que não presta!” 

Incutido no “Eu”, fala sério Coronel!

Incutido no “eu” está a fantasia do menino entrar na Rota e fazer subir  gás de oponentes.

Valores difundidos, por meio de propagandas institucionais e eleitorais,  pelos Doutores ROUBA MAS FAZ:  Rota na Rua  ou  Bandido bom é bandido morto!

( Tanto faz: seja a  Polícia Civil ou  Militar, ambas podem deformar os melhores caráteres. )

Dilma diz que eleição deste ano vai apontar uma mulher para presidente 3

28/05/2010 – 22h38

Dilma diz que eleição deste ano vai apontar uma mulher para presidente

Rayder Bragon
Especial para o UOL Eleições
Em Belo Horizonte

Em clima de campanha, a pré-candidata do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff, disse na noite desta sexta-feira (28) em Belo Horizonte que o país não pode retroceder e atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a abertura de “caminho para uma nova era de prosperidade”.

A plateia, formada por aproximadamente 600 mulheres, ouviu da pré-candidata que esta será a campanha “que vai levar pela primeira vez uma mulher à Presidência da República”.

“Sabemos que nessa luta vai aparecer muita gente falando, criticando, e sobretudo, tentando que a roda da vida volte para trás. Nós nos livramos de um modelo que era de estagnação, de desemprego e de desigualdade. Abrimos caminho para uma nova era de prosperidade”, disse durante o 5º Congresso Nacional da Ação da Mulher Trabalhista (AMT), instituição ligada ao PDT, partido do qual a ex-ministra era filiada.

Dilma ressaltou os avanços conquistados pelas mulheres no governo Lula. Segundo ela, a prioridade de dar a titularidade do cartão do Bolsa Família a mulher, e não ao homem, foi um dos exemplos de valorização.

“Temos de dar continuidade a esse projeto de transformação que o presidente Lula iniciou com os partidos da base aliada”, afirmou.

Aos gritos de “Dilma presidente”, a ex-ministra prometeu criar 6.000 creches no âmbito do PAC 2, no período de 2011 a 2014, e erradicar a miséria do país. A pré-candidata ressaltou ainda que o país se livrou de pressões internacionais, principalmente de organismos como o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Mineira e gaúcha
Durante discurso de oradoras que a precederam, a ex-ministra foi citada como gaúcha e mineira por duas mulheres.

“Dilma, tu é gaucha”, disse a prefeita de Santa Margarida do Sul, Cláudia Goulart, em referência a sua vida política, construída no RS. Por sua vez, a vereadora de Belo Horizonte Neuza Santos (PT) disse que Dilma saiu das montanhas de Minas e a classificou de “nossa menina de Belo Horizonte”. A ex-ministra é natural de MG.