Por que os paulistanos rejeitam Serra? 19

Dilma Rousseff chegou a 41% das intenções de voto na cidade São Paulo, contra 35% de José Serra. Pesquisa do DataFolha, 26 de agosto.

 

Assombro geral. Será o milagroso carisma do padim Lula? A onda vermelha? O Bolsa Família? Dilma tirou de Serra o apoio da Fiesp? Tudo tem explicações. Encontrar algumas exigem esforço. Outras estão no nariz. Comece procurando a principal.

 

 

Em dezembro de 2009, 61% dos paulistanos desaprovavam o governo do prefeito Gilberto Kassab, do DEM, sendo que 27% consideravam seu desempenho ruim ou péssimo.

Mês seguinte, a cidade foi inundada. Em fevereiro de 2010, a revista Época São Paulo publicou uma reportagem de capa corajosa sobre o tema, baseada em pesquisa do Ibope e em um mergulho nos orçamentos da prefeitura. O dado mais chocante: metade dos paulistanos desejava deixar a cidade.

 

Mais que tanto os paulistanos viam de defeito em Kassab? A lista é longa. Transporte? Caiu a verba da Secretaria de Transportes 29%, que ao mesmo tempo ficou mais caro. Melhor andar a pé? Não, as calçadas estão podres, e o investimento para reformá-las caiu 40%.
Vamos sair nadando, então, que as enchentes continuam, e o investimento em drenagens e saneamento em 2010 será 45% menor que o de 2009, segundo o orçamento do município.Vamos à segurança? 87% dos paulistanos acham a cidade muito insegura e 52% têm mais medo que sair à noite do que no ano passado.
Vamos enfrentar o crime? Claro que não. A verba prevista no Orçamento para a Secretaria Municipal de Segurança Urbana que inclui Defesa Civil e Guarda Civil Metropolitana, foi reduzida em 15%.Faltam recursos?
É tempo de crise? Não. A economia brasileira cresce rápido. E os impostos em São Paulo também. O IPTU subiu até 30% para casas e até 45% para imóveis comerciais, mas como mudou a base de cálculo, teve casos de aumento de 100% no IPTU.
Mas o problema vai bem além de ter dinheiro no orçamento. Mesmo quando há verba prevista, a administração Kassab não usa. Exemplos sobram. Só um: em 2009, foram previstos R$ 90 milhões para construir hospitais em Parelheiros, Vila Matilde e Brasilândia, três bairros muito carentes. Para 2010, as obras terão metade dos recursos. Dá trabalho construir hospital. É mais fácil fazer propaganda.

Serra se candidatou três vezes a prefeito de São Paulo 

Em 2009, o orçamento para publicidade da prefeitura foi de R$ 31 milhões. O previsto no orçamento de 2010 era de R$ 126 milhões, podendo chegar até R$ 200 milhões. Ano de eleição, já viu. Resultado de tanta propaganda: segundo levantamento de julho, 58% dos paulistanos não aprovam o trabalho de seu prefeito, Gilberto Kassab.
Com ou sem anabolizante, a nota que ele ganhou da população em julho, de zero a dez, foi 5,5. A dois meses das eleições!Para que tentar limpar a barra, se a eleição para prefeito é daqui a dois anos e Kassab não concorre a nada desta vez? A questão é que São Paulo é a vitrine número um de José Serra e Kassab, seu herdeiro político na cidade.
Uma figura irrelevante em termos eleitorais, ex-malufista, se elegeu prefeito da maior cidade do país exclusivamente porque Serra o colocou lá.Nós, paulistanos natos ou transplantados, não perdoamos essa. Ainda mais depois de tudo que Serra fez para ser prefeito.
José Serra era deputado federal quando foi candidato a prefeito de São Paulo pela primeira vez em 1988, 22 anos atrás. Ficou atrás de Luiz Erundina, João Leiva e Paulo Maluf. Se reelegeu deputado federal com votação recorde no estado, 340 mil votos. Em 1994, se elegeu senador com 5,4 milhões de votos. O que fez em 1996? Concorreu de novo à prefeitura. Perdeu para Celso Pitta e ficou atrás de Luiza Erundina.
Depois foi ministro do planejamento, da saúde, candidato a presidente em 2002 contra Lula e – adivinha – se candidatou de novo a prefeito. Na sua terceira tentativa, Serra foi eleito prefeito de São Paulo. Foi no segundo turno, com 55% dos votos válidos, 3,3 milhões. Para isso, se dispôs a assinar um documento, prometendo que, caso eleito, não abandonaria o mandato para concorrer em outra eleição.
Tomou posse dia 1º de janeiro de 2005, para um mandato que deveria ser cumprido até 1º de janeiro de 2009.Pois um ano e três meses depois, dia 31 de março de 2006, deixou a prefeitura na mão de Gilberto Kassab, seu vice. Para, claro, se candidatar a governador.
Os paulistanos escolheram um prefeito tucano, que obssessivamente buscava ser prefeito de sua cidade fazia décadas. Levaram no lugar um obscuro malufista no lugar, ex-secretário de Celso Pitta.

Boris para Serra: ” O Senhor recomenda que os eleitores nunca mais votem no Senhor caso abandone o mandato pela metade?” 

Nas eleições para governador em 2006, naturalmente era forte o rumor de que Serra queria se eleger Governador só como trampolim para uma nova candidatura à Presidência. Em um debate na Record, Boris Casoy perguntou se ele cumpriria mandato até o final: “o senhor recomenda seus eleitores a não votarem mais no senhor se fizer o oposto”?
Serra disse: compromisso assumido.Serra se elegeu, contra Aloísio Mercadante, com 58% dos votos. Assumiu dia 1º de janeiro de 2007. No meio de 2009 já era claro que seria o candidato a presidente pelo PSDB, largando novamente o mandato antes da hora. Foi o que fez.
Mas antes disso, Serra tomou a decisão que selou seu destino na cidade.Nas eleições de 2008 para prefeito de São Paulo, ele apoiou seu apadrinhado Kassab, do DEM, e não o tucano Geraldo Alckmin. Pegou muito mal. Lealdade não é tudo mas é 100%. Ainda mais que Alckmin é querido de muitos paulistas e paulistanos. Foi vice de Covas, governador etc.
Embora seja do interior, é quase uma caricatura de paulistano feito por um cartunista carioca. É pálido, careca, só fala de trabalho e parece tomar banho de gravata.Em 2008, vinha de enfrentar Lula em 2006, e não deu moleza. Queimou a fita de Serra trair a confiança dos paulistanos na eleição para prefeito. Tostou, repetir o feito na eleição para governador.
Mas no meio disso, ainda teve esta bola nas costas de Alckmin, seu companheiro de partido, para apoiar Kassab.Que se elegeu exclusivamente graças a Serra, numa marola de factóides. Se tivesse feito um mandato brilhante nos anos seguintes, talvez a cidade desse um desconto para Serra.
Mas foi a tragédia acima, e completa com denúncias de desvios, jogatina imobiliária, truculência com miseráveis etc. Tudo isso é público, e um bom repórter investigativo encontraria muito mais argumentos que os que você acabou de ler.
Sou só um cara que sabe ler, que mora nesta cidade faz 27 anos e vê ela piorar ano após ano, e que desistiu de votar faz tempo. Esta é a principal explicação de porque Serra perde para Dilma na cidade de São Paulo. Nós, paulistanos, como o resto dos brasileiros, não conhecemos Dilma. Mas conhecemos Serra.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/08/31/por-que-os-paulistanos-rejeitam-serra/

Justiça Estadual retira Polícia Civil de São Paulo de apuração sobre quebra de sigilos 13

14/09/2010 – 10h44

Justiça tira polícia de São Paulo de apuração sobre quebra de sigilos

FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

Decisão da Justiça de Santo André (ABC) considerou que o inquérito sobre o uso de procurações falsas para quebrar o sigilo fiscal da filha de José Serra não deve tramitar no Judiciário de São Paulo, o que, na prática retira a Polícia Civil paulista das investigações do caso.

A medida frustra a expectativa do PSDB de que as apurações da Polícia Civil de São Paulo, sob o governo do partido, levassem à demonstração da ligação das violações a filiados do PT antes das eleições de outubro.

Os tucanos duvidam que o inquérito conduzido pela Polícia Federal sobre as quebras ilegais de pessoas ligadas a Serra seja concluído antes do primeiro turno.

A Polícia Civil havia pedido na quinta a quebra do sigilo telefônico de dois suspeitos, o contador Antônio Carlos Atella Ferreira e o office-boy Ademir Estevam Cabral.

Ao analisar esse requerimento, o juiz da 1ª Vara Criminal de Santo André, José Carlos Camargo, considerou que a falsificação e o uso das procurações em nome de Veronica são crimes que atingiram “serviços e interesses da União (Receita)”, e por isso deve ir para a Justiça Federal.

O juiz então determinou a remessa do inquérito da Polícia Civil e o pedido de quebra de sigilo telefônicos para o Judiciário Federal. Segundo o advogado de Veronica, Sérgio Rosenthal, a medida fará com que o inquérito seja repassado à Polícia Federal.

O delegado Marcos Carneiro Lima, chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Macro SP não comentou a decisão, mas ressaltou que a investigação da Polícia Civil tinha o objetivo de apurar a eventual atuação de quadrilha de falsificadores também em órgãos estaduais.

O Ministério Público pode recorrer contra a medida.

A Receita Federal em São Paulo pediu ontem o retorno imediato da servidora Ana Maria Rodrigues Caroto Cano ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Na noite de quinta-feira, ela e seu marido foram detidos pela Polícia Civil suspeitos de tentar “esquentar” violações.

A vantagem de Dilma sobre Serra de 17,6% passou para 24,1%, indica pesquisa CNT/Sensus

Por Carol Pires, do estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 14/9/2010 11:22

Dilma segue na frente com 50,5% das intenções de voto, indica CNT/Sensus

BRASÍLIA – Candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff mantém a liderança na pesquisa Sensus divulgada nesta terça-feira, 14, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) com 50,5% das intenções de voto. José Serra, do PSDB, aparece em segundo lugar, com 26,4% das indicações, e Marina Silva em terceiro com 8,9%.

Os outros seis presidenciáveis não chegaram a alcançar um ponto percentual cada. Não souberam responder somam 9,1%, enquanto votos brancos e nulos ficaram em 3,5%.

Dos pontos válidos (excluídos brancos e nulos e redistribuído os indecisos proporcionalmente entre os candidatos), Dilma soma 57,8% dos votos, contra 42,2% dos demais candidatos somados. Essa conta aponta vitória de Dilma no primeiro turno.

A vantagem de Dilma sobre Serra, que era de 17,9 pontos percentuais na última pesquisa, divulgada em 24 de agosto, passou para 24,1 pontos neste último levantamento. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.

Segundo Turno

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista ganharia o pleito com 55,5% dos votos, contra 32,9% do tucano. Não souberam responder: 5,7%. Brancos e nulos: 5,9%. Na pesquisa divulgada em 24 de agosto, os índices eram similares: Dilma venceria o pleito com 52,9% e Serra ficaria com 34%.

A pesquisa Sensus também levantou o percentual de eleitores que acreditam na vitória dos seus candidatos. Dos entrevistados, 71,8% afirmaram que Dilma Rousseff vencerá as eleições. O número é bem maior dos que indicam voto nela, 50,5%. Em contrapartida, José Serra, que foi apontado como candidato por 26,4% dos entrevistados, foi indicado como vitorioso dessas eleições por apenas 16,1%.

Marina Silva foi apontada como provável eleita por 1,8%. Os demais candidatos não receberam nem 1% cada. 9,1% não souberam responder.

Horário Eleitoral

O levantamento CNT/Sensus quis saber quantos eleitores estão assistindo os programas eleitorais, sendo que 62,3% dos entrevistados responderam ter assistido pelo menos em parte. No final de agosto, 42,9% tinham visto as propagandas eleitorais.

Dentre os eleitores que tomaram conhecimento dos programas, 60,3% consideram o programa de Dilma Rousseff o melhor entre os candidatos. 29,5% avaliaram sendo o programa de Serra como o melhor, enquanto 9,1% votaram na propaganda de Marina Silva.

No final de agosto, dentre os que tinham assistido ao horário eleitoral gratuito, 56% tinham gostado mais do programa de Dilma, 34,3% de Serra, e 7,5% de Marina.

Opção de voto

A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira apurou que 72,7% dos entrevistados já tem o voto para presidente definido, enquanto 11,2% não definiram voto e 12,4% podem mudar de candidato. Outros 3,8% não souberam responder a esta questão.

Entre os 12,4% que poderiam mudar o voto, a maioria (2,8%) trocaria de candidato se percebessem que outro postulante tem mais capacidade administrativa.

Outros 2,7% mudariam de voto se outro candidato fosse mais capaz de gerir programas sociais; 1,7% seriam atraídos por argumentos de outras campanhas; 1,5% poderiam votar em outro candidato que mostrasse mais inidoneidade; e 0,8% se seu candidato perdesse o apoio de lideranças. Os demais não souberam responder.

Dos 15% dos que ainda não definiram candidato, 3,1% definirão voto assistindo os debates na TV; 2,9% avaliarão através dos noticiários; 1,7% através de entrevistas; 1,1% pelos programas eleitorais. Os demais 6,1% não souberam responder.

Ainda segundo a pesquisa, Marina Silva, candidata do PV, é a segunda opção de voto da maioria dos eleitores: 22,4% poderiam votar nela. José Serra é segundo voto de 17,8%, e Dilma de 16,8%. Zé Maria, do PSTU, e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, foram citados por 1,3% e 1,2% dos entrevistados cada. Brancos e nulos somam 22,9% nesta questão, enquanto 15,7% não souberam responder.

A 104º. Pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 10 e 12 de setembro, em 24 estados, com dois mil entrevistados. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.

CAMPANHA TUCANA TEM A IMPRENSA NO BOLSO…GOVERNO DE SÃO PAULO CONTRATOU ASSINATURAS ANUAIS DE JORNAIS DE TODAS AS REGIÕES…JORNAL DE PIRACICABA É UM DELES 52

  
  
Ops…!! PERALÁ!!!   Mas Generosidade tem um precinho!!  hehe… CONFIRA AQUI QUANTO, NO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO:  http://bit.ly/bWwVop
  
  
**Obs: esta entrevista foi reproduzida em TODOS OS JORNAIS DA REDE APJ http://www.apj.inf.br/associados.php  , que o JP faz parte.
  
Detalhe: a maioria dos Jornais da  Rede APJ teve facilitação em compras de assinaturas SEM LICITAÇÃO num total  apx de R$ 550.205,00   CONFIRA AQUI: http://namarianews.blogspot.com/2010/09/o-toma-la-da-ca-da-educacao-de-sp.html
 

JORNAL DE PIRACICABA de 12/9/10 dá 2 PÁGINAS PARA O SERRA. QUANTA GENEROSIDADE!!‏

A delegada Vera D’Antracoli é altamente idônea 5

12.set.2010     
Delegada absolvida de acusações

A delegada Vera D’Antracoli, diretora da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, e ex-titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), foi absolvida na Sindicância Administrativa, instaurada, ano passado, e apurada pela Corregedoria da Polícia Civil no Estado de São Paulo. O Inquérito Policial aberto paralelamente na Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes também foi arquivado pelo juiz corregedor Freddy Lourenço Ruiz Costa. A autoridade foi acusada falsamente pelos seus próprios policiais de destratá-los, intrujar drogas e forjar flagrantes de tráfico de entorpecentes, além de fazer uso de viaturas para entregar panetones e permitir acesso a jornalista ao sistema da Polícia Civil. O motim na Dise à época ocorreu após ela mudar as equipes, visando agilizar o trabalho no combate a narcotraficantes.

Nada ficou comprovado por parte dos delatores e um representante de uma entidade de classe da região, os quais serão responsabilizados nas esferas Cível e Criminal, segundo disseram ontem a O Diário os advogados José Beraldo e William Amanajás. “Já existem ações em andamentos e cópias da decisão da Sindicância serão anexadas, deixando claro a inocência da doutora Vera, o que havíamos garantido desde o início. Outras ações serão propostas à Justiça ainda nesta semana”, ressaltou Beraldo.

A manifestação da Corregedoria, que reuniu em um ano de apuração 6 volumes da Sindicância entre declarações dos envolvidos e provas apresentadas pela delegada D’Antracoli, foi proposta ao delegado geral Domingos Paulo Neto, da Polícia Civil, que aprovou a decisão. O delegado seccional João Roque Américo já informou oficialmente a medida à ex-titular da Dise.

“Evidentemente, o resultado da Sindicância que foi a absolvição é o reflexo da Justiça porque a delegada Vera D’Antracoli é altamente idônea. Com o trabalho extremamente técnico jurídico demonstramos que as acusações dos policiais eram totalmente infundadas”, afirmou o criminalista William Amanajás. “Aqueles que procuraram difamar, caluniar e injuriar a delegada Vera devem ser punidos pelas condutas avessas à lei, pois uma autoridade pública, sobretudo, merece respeito

ARRANCADA: PT PRIORIZARÁ CAMPANHA DE MERCADANTE 9

› Arrancada
São José do Rio Preto, 12 de Setembro, 2010 – 3:30
PT vai priorizar campanha ao Estado

Rodrigo Lima

 
Rubens Cardia
Zé Dirceu veio a Rio Preto manifestar apoio a João Paulo Rillo

Durante plenária promovida em Rio Preto, representantes do PT na região chegaram à conclusão que o momento é de priorizar a candidatura ao governo do Estado para levar Aloizio Mercadante ao segundo turno. “Vamos focar na campanha do Mercadante sem dar bobeira. Temos mais 20 dias de campanha pela frente”, disse João Paulo Rillo (PT).

Além de Mercadante, estiveram presentes ao evento o ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, Zé Dirceu, e os candidatos a senador Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B). Durante o evento não faltaram ataques ao governo tucano e a certeza de que a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) será eleita ainda no primeiro turno.

O evento foi realizado na sede do Palestra Esporte Clube, que foi alugado pelo PT, segundo o coordenador da campanha de Rillo, Ailton Bertoni. O valor gasto não foi revelado pelos petistas. Rillo comentou a ausência do prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), no evento do PT na cidade. O evento petista ocorreu um dia depois da visita a Rio Preto feita pelo candidato a presidente José Serra (PSDB) e o candidato a governador Geraldo Alckmin (PSDB). Valdomiro acompanhou os candidatos tucanos pelo município.

“Nunca acreditei no apoio do Valdomiro. Ele só subirá no palanque da Dilma quando perceber que o resultado das pesquisas (eleitorais) é irreversível”, afirmou. Para o candidato petista, o prefeito deve ficar “do lado de quem for ganhar a eleição.” Mercadante já disse que a expectativa é de Valdomiro declare apoio ao PT no segundo turno.

Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital

SÃO PAULO NÃO SUPORTA MAIS O PSDB…ALCKMIN NERVOSO TEME DERROTA PARA ALOIZIO MERCADANTE 13

Campanha
São José do Rio Preto, 11 de Setembro, 2010 – 1:46
São Paulo está ‘cansado’ do PSDB, diz Mercadante

Rodrigo Lima  

 
Rubens Cardia
Mercadante e Netinho,em restaurante em Rio Preto

O candidato a governador pelo PT, Aloizio Mercadante, afirmou que o Estado de São Paulo “está cansado de 16 anos de PSDB”. Em Rio Preto, o petista disse ontem acreditar na realização do segundo turno na disputa com o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas de intenção de votos. “Estamos em um crescimento e sentimos o entusiasmo nas ruas, vamos continuar nossa campanha apresentando propostas para São Paulo. Meu adversário que está nervoso. Se estivesse tão tranquilo não estava me atacando a cada programa”, afirmou Mercadante. Ele foi acusado pelos tucanos de se ausentar em sessões no Senado durante votações de empréstimos para o Estado. Para justificar uma de suas ausências, o petista disse que estava com problema de saúde. “Me ataca com coisas infundadas e improcedentes e vamos responder com tranquilidade. São Paulo está cansado de 16 anos do PSDB”, disse Mercadante.

O petista comentou ainda os ataques feitos pelo candidato a presidente José Serra (PSDB) contra a candidata do PT à presidência Dilma Rousseff. O tucano esteve na última quinta-feira em Rio Preto e criticou Dilma sobre sua ausência nos debates na televisão e o vazamento de informações do Imposto de Renda de pessoas ligadas a ele e ao PSDB.

“É um candidato desesperado, que vem desabando nas pesquisas. Todo mundo sabe que ele (Serra) é um candidato derrotado nessa eleição. Ele não consegue nem mais sair de São Paulo para fazer campanha”, afirmou Mercadante. O candidato a governador pelo PT disse que o caso envolvendo a divulgação dos dados de Verônica Serra, filha do ex-governador está sendo apurado com rigor pela Polícia Federal (PF), o Ministério Público e a Polícia Civil. “A cada dia que passa as coisas vão ficando claras e teremos revelações importantes nesse episódio.”

Euclides

Ao tomar conhecimento da promessa de Alckmin de não instalar pedágios na rodovia Euclides da Cunha – SP-320 -, Mercadante voltou a criticar o governo tucano. “A licitação já era para ter sido efetivada e eles estão embargando e dificultando a escolha das empresas que podem fazer a construção. Posso garantir que vamos duplicar sem pedágio. Duvido muito que eles não coloquem pedágio porque colocaram no Estado inteiro. Acho que aqui não será diferente”, disse.

Mercadante afirmou que pretende retomar o transporte ferroviário de passageiros. Ele mencionou que o projeto vai chegar também à região de Rio Preto. “Precisamos desenvolver transporte coletivo sobre trilhos diante dos preços abusivos dos pedágios ”, disse. O petista afirmou que vai acabar com a progressão automática na educação. “Quem não foi capaz de fazer bem tem de ser reprovado na eleição. Nada justifica o que aconteceu com a educação. É desleixo.”

Ingratidão

Mercadante comentou ainda sobre o apoio do prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), aos candidatos do PSDB. O petista mandou o recado ao prefeito: “Cada um na democracia faz suas escolhas e colhe o que planta.” O petista disse que foi ele quem ajudou a cidade no período das enchentes. “Isso vai ficar como lição para o futuro”, afirmou.

Farpas

O candidato ao Senado Netinho de Paula (PC do B) partiu para cima de Aloysio Nunes, candidato do PSDB a senador. O comunista não digeriu o fato de Aloysio ter mencionado no seu programa que “quem bate em mulher é covarde.” Netinho admitiu que agrediu sua esposa no passado.

“Modéstia à parte acho que ele tem problema com pretos. Paulo Preto, com o Netinho. Pau no preto aqui. É problema dele e não o meu”, afirmou Netinho ao citar Paulo Preto, ex-diretor da Dersa e que, segundo reportagem da revista “Isto É” teria arrecadado R$ 4 milhões para a campanha do PSDB, mas o dinheiro não teria entrado no caixa do partido. Paulo Preto é amigo pessoal de Aloysio.

“Tive sim o problema de agressão e me arrependi. Acho que não tem ninguém mais feminista do que eu para admitir que foi um ato covarde e errado. Insistir no erro seria covardia. Sou defensor da Lei Maria da Penha. Não concordo com o jeito que ele (Aloysio) vem agindo na televisão. Acho que isso é um equívoco e um erro. Se ele acha que com isso vai ganhar votos do povo vou mostrar para ele que o negrão é do povo”, afirmou Netinho.

Ontem, Mercadante, Netinho, a candidata ao Senado Marte Suplicy (PT) participaram de evento no Palestra ao lado dos candidatos a deputado estadual João Paulo Rillo (PT) e a deputado federal Manoel Antunes (PDT). Antes, com exceção de Marta, o grupo fez caminhada no Calçadão de Rio Preto.

Assista aqui na TV Diário entrevista com Aloisio Mercadante

BLOG DO BACALHAU REVELA INVESTIGAÇÃO SOBRE A “MEXICANIZAÇÃO” DA POLÍCIA CIVIL…DIGA-SE, MEXICANIZAÇÃO COM O INCENTIVO DO GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN 6

PM/09/11 às 20:30 – REPÓRTER AÇO

Olhaí, Guerra. O Bacalhau divulgou mais uma das boas.

Fonte: Cabeça de Bacalhau

11/09/2010

A Corregedoria da Polícia Civil está investigando delegados e investigadores donos de empresas de segurança em São Paulo.

http://cabecadebacalhau.wordpress.com/2010/09/11/corregedoria-da-policia-civil-de-sp-investiga-delegados-donos-de-empresas-de-seguranca/

Além de trabalharem para as Casa Bahia, entre outras grandes empresas, tais “firmas” fazem contratos suspeitos com o setor público: municípios e governo estadual.

O traço marcante: a maioria delas não presta serviços, apenas vendem notas fiscais de prestação de serviços.

Dinheiro bom e grande os donos ganham  na Polícia!

Entre a empresa de segurança e o DEIC, um valoroso Delegado fingiu abandonar a empresa e ficou com o DEIC.

Puro espírito público!

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O méxico  possui a POLÍCIA MAIS NEOLIBERAL DO MUNDO.

Ou seja, empresarial, vagabunda e  corrupta.

Medidas de segurança em concursos públicos.Intenção é reduzir as fraudes ao longo de todo o processo seletivo. Entre as propostas, está a previsão de prisão de dois a oito anos 5

TRABALHO

Medidas de segurança em concursos públicos

Intenção é reduzir as fraudes ao longo de todo o processo seletivo. Entre as propostas, está a previsão de prisão de dois a oito anos

Cristiane Bonfanti

Do Correioweb

 

Bombardeado por uma série de denúncias de irregularidades nos concursos públicos em todo o Brasil, o governo decidiu se mexer. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão anunciou ontem que vai adotar medidas para garantir a segurança de todas as etapas das seleções, desde a autorização, a contratação da entidade responsável e a aplicação das provas até a nomeação dos aprovados. Entre as propostas, está o envio de projeto de lei ao Congresso criando o crime específico de fraude nos certames. Hoje, por falta de um tipo penal especial, quem é pego responde por estelionato ou falsidade ideológica, por exemplo.

De acordo com o Planejamento, as medidas ainda serão detalhadas e não têm prazo definido para implantação, já que dependem de regulamentação por decretos e portarias. “Os processos estão em elaboração nas secretarias do ministério. O assunto é tratado com a devida prioridade”, garantiu o órgão por meio de nota. As soluções apresentadas são resultado do grupo de trabalho instituído em junho para tratar da transparência dos exames, depois da deflagração da Operação Tormenta pela Polícia Federal. Na época, o governo anunciou que tomaria algumas iniciativas para evitar os problemas e punir eventuais desvios. Só agora elas devem sair do papel.

Segundo o diretor-presidente do grupo Gran Cursos, Wilson Granjeiro, atualmente quem manipula concurso público acaba não sendo preso por falta da tipificação do crime no Código Penal. Mas, se a lei for aprovada nas comissões e nos plenários da Câmara e do Senado, o código será alterado, acrescentando as fraudes como crime. Dessa forma, tanto quem comprar como quem vender e entregar um gabarito sofrerá processo criminal. “Essa é a grande revolução dessa medida. Quem fraudar uma seleção será punido. Isso vai valer tanto para os corruptores quanto para os candidatos. A pena será de reclusão, que pode variar de dois a oito anos, além do pagamento de multa, obrigação de ressarcir os danos e outras medidas”, ressaltou.

Na avaliação do diretor da Academia do Concurso, Paulo Estrella, a principal estratégia diz respeito ao estabelecimento de critérios a serem seguidos pelos órgãos na contratação da empresa organizadora. “Hoje, muitas instituições escolhem quem vai promover o certame sem fazer licitação. É importante que haja uma concorrência que inclua todas as regras impostas pelo governo”, afirmou. “Precisamos saber se a estratégia vai chegar a esse desdobramento ou se é apenas uma manobra para o governo não ficar calado diante das fraudes.”

O professor destaca ainda a importância da fixação de um prazo maior entre a publicação do edital do concurso e a data da prova, hoje de 60 dias. “Não se pode determinar apenas o tempo mínimo. A demora também é péssima, pois os inscritos ficam desanimados, como no concurso dos Correios”, constatou. Para a concurseira Marisa Costa, 30 anos, o ideal seria um prazo de três meses. “Com isso, poderíamos nos preparar bem. Quanto mais rigor nas seleções, melhor para todos”, disse.

 

Anseios

Na visão do coordenador do Movimento pela Moralização dos Concursos Públicos (MMC) e diretor do Grancursos, José Wilson Granjeiro, as medidas correspondem aos anseios dos candidatos em todo o Brasil. “Elas corroboram nossas propostas, como o aumento do prazo entre o edital e a prova e a criminalização das fraudes. Vivemos um momento extraordinário na área de concursos e precisamos aproveitar isso”, afirmou.

O governo também quer que haja treinamento para todos os envolvidos na realização de concursos, o que inclui fiscais de provas e profissionais responsáveis pela posse e pelo transporte dos cadernos. “Muitas vezes, eles conversam, comem, atendem ao telefone e nos deixam ainda mais estressados. O esforço de anos pode se perder no momento da prova. O treinamento dos profissionais evitaria essas situações”, considerou a arquiteta e estudante Catarina Tokatjian, 33. A administração do Distrito Federal já havia anunciado medidas para coibir as fraudes nos concursos dos órgãos locais. Agora, a instância federal vai seguir o exemplo. (Colaborou Manoela Alcântara)

 

Providências

# Envio de proposta ao Congresso Nacional para criminalizar fraudes em concursos

# Fixação de prazo maior entre a publicação do edital e as provas

# Proposta de regulamentação da identificação dos candidatos por meio de impressões digitais

# Definição de orientações sobre a contratação de empresas organizadoras

# Determinação para que os contratos exijam treinamento de todos os envolvidos na realização do concurso público

# Determinação para que os editais especifiquem número mínimo e tipos de questões

# Proibição da saída de cadernos de provas antes dos 15 minutos finais do período previsto em edital

# Apuração mais rigorosa dos aprovados e da documentação por eles apresentada

# Uniformização dos procedimentos de segurança em todos os órgãos e entidades do Poder Executivo Federal

# Instituição de Câmara Técnica, para acompanhamento dos concursos públicos, formada por integrantes do Poder Executivo e da União

O PSDB paulista é um partido de velhos e funcionários públicos aposentados que continuam na ativa…É, enfim, uma casta de cabelos brancos… 7

· 10 horas atrás

O PSDB paulista é um partido de velhos e funcionários públicos aposentados que continuam na ativa, sentados na cabeça dos mais jovens, que não tem mobilidade. É por isso que eles são contra o sindicalismo e a favor do gerencialismo – ou choque de gestão – porque os gerentes, que avaliam o desempenho dos outros e não querem reclamação nem mudança, são eles mesmos. É, enfim, uma casta de cabelos brancos…
Escrito por Helcid 74p não espere dos demônios, as virtudes dos anjos…

 http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emir-sader-vida-falta-de-paixao-e-morte-dos-tucanos.html

VERÔNICA SERRA 12

10 de setembro de 2010 às 19:31

Leandro Fortes: Verônica Serra expôs 60 milhões de brasileiros

Sinais Trocados

por Leandro Fortes, na CartaCapital

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.

Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.

Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.

A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.

A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.

A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.

A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.

Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.

Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.

Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.

Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.

Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.

Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.

Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.