

Governadores são avisados de que, entre eles e Bolsonaro, PMs ficam com presidente
Portanto, não surpreendem as declarações do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, de que a PM local soube com antecedência que haveria ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último fim de semana, mas nada fez para evitá-los. Para reforçar a autoridade sobre a corporação, Ibaneis exonerou o subcomandante da PM do DF, Sérgio Luiz Ferreira de Souza.
O clima mais belicoso entre governadores e PM está em São Paulo. São muitas as manifestações públicas de que os policiais militares estão contra o governador João Dória. Em mensagens que circulam pelas redes sociais, os policiais sustentam uma série de ataques a Doria, chamado de “traidor” e “incompetente”.
Gabinete do ódio
Ciente desse apoio explícito, integrantes do Palácio do Planalto mantêm contatos diários com lideranças das PMs. Muitos desses contatos são intermediados pelo chamado gabinete do ódio, que identificou entre os policiais militares uma das bases mais fieis ao presidente da República.
“Com certeza, o índice de apoio a Bolsonaro é maior nas PMs do que na Forças Armadas, para as quais todos ficam olhando”, diz um assessor do presidente da República. “As PMs, certamente, farão o que o presidente pedir. Não há dúvidas disso”, acredita.
A determinação dos grupos bolsonaristas é manter a tensão entre as PMs e os governadores no grau mais elevado possível, de forma a reforçar o poder que persuasão que Bolsonaro tem entre os policiais militares. “As manifestações de ruas nos ajudam nisso”, afirma o mesmo assessor.
Os governadores sabem o perigo dessa situação, mas preferem crer que a situação está sob controle e, quando testadas, as PMs cumprirão o papel que lhes cabe na Constituição. No Planalto, a visão é totalmente diferente. Trata-se de um quadro alarmante.
Brasília, 16h51min

| Cicero cicerofalcao1312@gmail.com 73.60.58.35 |
Péssimo. Totalmente desinformado. Olímpio é um traidor mentiroso. Sabemos bem que Moro foi um safado pilantra. Mais uma narrativa de arrependido de alguém que provavelmente nem votou no Bolsonaro e se votou não sabe nem consegue entender o cenário político. |
Não é fácil não cidadão, ser abordado pela polícia e ser submetido a um desses “protocolos de espancamento ou linchamento”.
Ter que agradecer para não ser submetido ao “protocolo do passamento” como ocorreu, ao que tudo indica, com o jovem de Americanópolis, ou ainda, se tiver melhor sorte, só baterem sua carteira.
Agora eu sei pra que serve esse cabide de emprego criado pelo governador, Secretário Executivo da PM, é para explicar e não justificar na mídia as execuções patrocinadas pela PM.
Polícia, pra que polícia?
Adriano e outro policial militar foram flagrados em uma câmera de segurança que está sob posse do DHPP. Nas imagens, em determinado momento, é possível observá-lo com uma arma de fogo em mãos. “Ele vai ficar detido e a gente vai tentar fazer com que ele nos ajude a encontrar o outro participe, o seu co-autor”, afirmou o delegado ao UOL. Segundo o policial, o sargento se resguardou, num primeiro momento, ao direito de permanecer calado. [ x ] Um outro soldado da PM, identificado como Paulo, também é suspeito de ter participado diretamente da morte do adolescente. “Soubemos informalmente que eles ouviram o soldado Paulo e teriam liberado o mesmo”, informou o delegado. DHPP e Correg… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/06/17/corregedoria-prende-sargento-suspeito-de-matar-adolescente-negro-de-15-anos.htm?cmpid=copiaecola
Infernópolis” merece um prêmio. É uma manifestação artística que reproduz de forma instantânea e incomum a tragédia que aconteceu.
O que aconteceu em Barueri e no Jardim Tranquilidade não é fato isolado. É o mais do mesmo. É recorrente nas madrugadas das periferias das grandes cidades. O que fez a diferença, foi a coragem de alguns moradores da comunidade em filmar as atrocidades.
É o mesmo “modus operandi”, agora rotulado com a expressão “protocolo de procedimento”, da emblemática escola “favela naval”, que só ocorreu, por reproduzir outras anteriores, e que vai continuar ocorrendo, enquanto a impunidade campear na sociedade brasileira.
Para fechar com chave de ouro, coagiram a vítima a mentir na delegacia de polícia, induzindo a erro a autoridade policial no registro preliminar dos fatos. Em seguida, fizeram incursões no local com vistas a intimidar testemunhas e identificar o autor do vídeo.
O que assistimos nos dois casos é um “mix” da mais pura selvageria e covardia.
Acha que se fosse nos Jardins, Moema, Higienópolis, teriam o mesmo “protocolo de procedimento” ?
Essa é a conhecida “RESERVA MORAL DO ESTADO”?
E AÍ “DEFENDA PM” o que tem a dizer?
A Polícia Militar afastou 14 agentes envolvidos em dois casos de agressões durante abordagens nos dias 12 e 13 de junho, na Grande São Paulo. Os policiais foram identificados após imagens das agressões gravadas por testemunhas terem repercutido nas redes sociais.
Na noite da sexta-feira (12), policiais militares agrediram um homem rendido no bairro Jardim Belval, em Barueri (Grande SP). Os PMs ainda bateram em vizinhos que tentaram proteger a vítima. O vídeo feito por uma testemunha mostra que o homem estava sentado na calçada com o celular na mão quando uma viatura estaciona. Policiais saem do carro e um deles imobiliza a vítima com um mata-leão.
As imagens mostram que três vizinhos saem de casa e pedem aos PMs que soltem o homem. Neste momento, mais policiais deixam a viatura e começam a agredir o trio com golpes de cassetete.
Já na madrugada no sábado (13), PMs foram filmados agredindo um jovem que já estava rendido próximo ao cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã (zona norte de SP). Os policiais apresentaram a ocorrência na delegacia como desacato e resistência.
Segundo o delegado do 73º DP (Jaçanã) Denis Kiss, o jovem disse que os ferimentos no rosto foram provocados por uma queda na escada. Após a divulgação das imagens, o delegado fez um boletim de ocorrência complementar de tortura e falso testemunha. Segundo ele, o jovem agredido não foi localizado para prestar novo depoimento
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, gestão João Doria (PSDB), os 14 policiais militares envolvidos nos casos foram afastados do serviço operacional até a conclusão das investigações da Corregedoria da PM. O Ministério Público será notificado sobre os casos, segundo a nota.
A pasta informa que as circunstâncias relativas às ocorrências estão sendo investigadas pelo 73º DP (Jaçanã), pela delegacia de Barueri e pela Polícia Militar, por meio de Inquéritos Policiais Militares.
A nota ainda informa que “os excessos registrados são lamentáveis e não condizem com as práticas da Policial Militar”. (com UOL
Caro amigo Guerra, em pleno momento de protestos pulverizados por todo o mundo contra a violência, o preconceito e o arbítrio das polícias, o comentário é o retrato fiel da realidade brasileira nas periferias das grandes cidades.
Neste final de semana, tivemos a oportunidade de assistir, em quase todos os programas jornalísticos das emissoras de
televisão do Brasil, quiça de outros países do mundo, o quão violentas e arbitrárias são boa parte das abordagens feitas pela polícia militar. Numa delas( Município de Barueri), o rapaz está sentado na calçada e, de repente, estaciona a viatura da PM, dela desembarcando policiais que, graciosamente, passaram a distribuir socos, chutes, golpes de cassetete, tanto no rapaz, bem como em quem dele se aproximava.Na outra(Jardim Tranquilidade/Jaçanã), o mesmo “modus operandi” acrescido do fato de terem arrastado a vítima ao subirem uma escadaria do local.
Parabéns ao Delegado de Polícia que, em um dos casos, ao ao assistir o vídeo e constatar que foi induzido a erro pelos policiais militares que noticiaram o fato, tempestivamente, lavrou outro RDO por TORTURA e FALSO TESTEMUNHO tendo como indiciados os policiais militares que apresentaram inicialmente a ocorrência.
Com certeza a “DEFENDA PM” deve estar ajuizando ações para “trancar” eventuais investigações feitas pela Polícia Civil a respeito, ou para impedir que instrumentos usados na prática criminosa sejam apreendidos para a devida perícia.
Espero que as autoridades judiciais da região de São José do Rio Preto tenham assistido também as reportagens, o que, com certeza, vai auxiliar na formação do livre convencimento fundamentado ao decidir questões afetas às atribuições das instituições policiais quanto à apuração das infrações penais COMUNS perpetradas por policiais militares.
Não obstante às inúmeras manifestações mundiais de protestos contra a violência policial, paradoxalmente o Ministério dos Direitos Humanos do Brasil, em flagrante contramão de direção em relação a todas as demais nações democráticas, no relatório anual sobre violência, SONEGOU a mais importante das informações, ou seja, a que consolidava os casos de violência policial.
Que ministra dos direitos humanos do cacete é essa?
É a do cacete e bala, só pra agradar o chefe e preservar a cadeira é lógico.
A Folha e os cartunistas Laerte, João Montanaro, Alberto Benett e Claudio Mor estão sendo interpelados na Justiça pela publicação de cinco charges críticas à violência policial no Brasil em dezembro de 2019.
Seis meses depois, a Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar, Defenda PM, entrou na Justiça com pedido de esclarecimento criminal para que o Grupo Folha e os artistas explicassem as charges, consideradas pela entidade como “constrangedoras” a ela e a seus cerca de 2.000 associados.
Fundada em 2016, a associação é reconhecida entre seus pares por abrigar uma ala mais conservadora e radical da Polícia Militar, hoje associada ao bolsonarismo.
Seu presidente, o coronel Elias Miler da Silva, é assessor parlamentar do senador Major Olímpio (PSL-SP).
O pedido de esclarecimento criminal é uma espécie de prelúdio de uma ação penal e, como tal, é indissociável de contornos intimidatórios.
“Considerei a interpelação impertinente, autoritária e despida de lógica”, afirma o advogado Luís Francisco de Carvalho Filho, que representa o jornal. “A intenção de quem faz isso é intimidar a imprensa.”
Entre as perguntas colocadas na peça da Defenda PM estão dúvidas sobre os desenhos se referirem a algum episódio específico, sobre a existência de intenção de desqualificar profissionalmente integrantes das forças policiais e sobre haver algum tipo de arrependimento por parte de seus autores sobre as obras.
Para o chargista João Montanaro, 24, as questões “parecem fruto de uma falta de interpretação visual”. E, para além disso, são “sintoma de toda essa atmosfera que estamos vivendo”.
“Nunca tive de lidar com algo deste tipo. Achei que poderia ser algo sério. Mas depois me pareceu algo extremamente esdrúxulo”, avalia ele, cuja charge, à época, provocou reações de entidades de policiais em redes sociais.
“Explicar charge é uma coisa deprimente”, desabafa o cartunista Alberto Benett, 46. “Se estamos contando uma história por meio de um desenho, explicá-lo é matar a ideia e sua interpretação.”
Benett compara a situação da interpelação a sua própria charge interpelada, que retrata uma senhora horrorizada com um desenho publicado num jornal que cobre um corpo estirado no chão, potencialmente alvo da ação de policiais. “É como se o desenho fosse mais chocante que o fato que ele retrata.”
As cinco charges questionadas pela Defenda PM foram elaboradas no rescaldo da ação da PM de São Paulo em um baile funk na favela de Paraisópolis que provocou a morte de nove jovens no dia 1º de dezembro do ano passado.
Duas delas fazem referência a cenas daquela madrugada registradas em vídeos que viralizaram ao exporem a truculência de alguns policiais.
“O chargista reage a uma ação. A gente não inventa notícias, mas se baseia nelas e expressa críticas. Então, eu vejo esse caso como uma tentativa de censura”, diz Claudio Mor, 40.
A violência policial no Brasil é um fenômeno sistêmico que extrapola qualquer episódio específico. Em cinco anos, as mortes decorrentes de intervenções policiais cresceram 181%, e levantamentos apontaram que mais de 70% dessas vítimas são pessoas negras.
Em 2018, os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo tinham as mais altas proporções de mortes provocadas por policiais em comparação com o total de homicídios: 23% e 20% respectivamente.
Em 2020, mesmo diante da queda dos índices de criminalidade durante a pandemia do coronavírus, a letalidade provocada por policiais militares e civis de São Paulo cresceu 31% entre janeiro e abril em comparação com o mesmo período de 2019, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Os exemplos de excessos policiais no Brasil são muito numerosos, evidentes e têm se intensificado. A linguagem do humor tem o dever de ir em cima disso”, avalia a cartunista Laerte.
“A polícia brasileira é conhecida mundialmente pela truculência e pela letalidade. Portanto nenhuma dessas charges têm como motivação birras ou implicâncias. São linguagens humorísticas, mas necessariamente agressivas, amplamente calçadas em fatos, fotos e exemplos.”
Para ela, o gesto do pedido de esclarecimento “está sintonizado com o momento de crescimento de uma situação autoritária no Brasil”.
Laerte cita a exclusão de indicadores de violência policial praticada no Brasil em 2019 do relatório anual do governo federal sobre direitos humanos. “Se instalou um clima de desinformação e censura que é muito sério.”
Benett enxerga o caso como “prelúdio de uma perseguição mais acirrada contra a imprensa e o jornalismo crítico —algo que é parte da cultura deste governo [federal]”.
“Não é normal que um presidente peça para as pessoas cancelarem assinaturas de um jornal ou que empresas deixem de anunciar em suas páginas. Assim como ele pede para pessoas invadirem hospitais, daqui a pouco as pessoas podem achar que devem invadir Redações.”
A Defenda PM foi questionada pela reportagem da Folha sobre as motivações para o pedido de esclarecimento criminal seis meses depois da publicação das charges, sobre o potencial intimidatório da medida, comprometendo a liberdade de imprensa e de expressão, e sobre o comportamento ideológico da entidade. A associação não quis responder aos questionamentos.
Ainda que tenha afirmado, em nota, que “não se envolve, institucionalmente, em questões partidárias ou de caráter eleitoral”, seu presidente, o coronel Miler da Silva, chegou a gravar vídeos pedindo votos para Major Olímpio e Jair Bolsonaro durante as eleições.
A mesma nota afirma que a entidade “não apoia, emite juízo de opinião ou crítica aos poderes constituídos, aos representantes eleitos”, a página principal de seu site estampa em letras garrafais: “Governador João Doria. Despreparado para SP. Despreparado para o Brasil”.
Já dá pra saber quem foi parido por uma puta, né?
Neste momento de tristeza, mais uma pra exemplificar como a PM dá tratamento VIP para policiais civis.