Estamos quase mortos…
Oncologista não promete cura a ninguém e não tem quaisquer responsabilidades pelos resultados…
Médico que trata de câncer é quase como o Caronte…kkk
Com todo respeito ao nosso amigo do Flit !

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Publicado 07/04/2020 – 11h09 – Atualizado 07/04/2020 – 11h09
Por Alenita Ramirez

Ex-delegado rouba mercado e esfaqueia homem

Há duas semanas, a soldado Maria (nome fictício) da Polícia Militar de São Paulo foi diagnosticada com covid-19, a doença causada pelo coronavírus. Ela afirma estar se tratando em casa, isolada da família e dos colegas de farda. “Me afastaram para evitar contaminar a tropa”, relata.
A militar pediu que seu nome real e idade não fossem revelados, tampouco sua área de atuação, por medo de ser penalizada pela corporação. Ela trabalha em um dos batalhões da capital paulista.
“A polícia está temerosa com a contaminação da tropa. Os médicos estão afastando os policiais aos menores sintomas, porque não existe prevenção”.
Maria afirma que os policiais não têm máscara, álcool em gel ou outros itens de proteção em quantidade suficiente para lidar com a pandemia. A PM diz que fornece todas as condições necessárias.
Desde que a covid-19 chegou ao Brasil, dois membros da corporação tiveram mortes confirmadas pela doença: uma sargento de 46 anos e um militar que já não estava na ativa.
O governo de São Paulo não informa quantos dos mais de 5.000 infectados no estado (até a última quarta) eram militares. Mas diz que afastou preventivamente cerca de 450 policiais militares e 150 civis por suspeita de infecção por coronavírus.
Maria afirma que os primeiros efeitos que sentiu lembraram os de uma gripe: um pouco de coriza e dor de cabeça. “Trabalhei normalmente. No segundo dia, trabalhei espirrando, mas me foi dito por superiores que eu estava bem e que, se tivesse falta de ar, era para ir ao médico”, relembra.
A soldado conta que, no terceiro dia, se sentiu muito ofegante ao ir ao mercado. “No quarto dia, fui ao médico da polícia, que me afastou e receitou antibiótico. Senti muita dor no peito e nas costas, dificuldade para respirar e febre baixa”, afirmou.
Tratando-se sozinha em casa, ela afirma que, quando percebeu que a falta de ar não passava, voltou ao Hospital da Polícia Militar, onde foi diagnosticada com covid-19. Foi prescrito a ela isolamento em casa e azitromicina, um antibiótico. “Ainda tenho um pouco de dor no peito e tosse. Me informaram que devo ficar afastada até o término dos sintomas”, afirmou.
Ao se curar, ela sabe que terá de voltar às ruas e enfrentar uma rotina exaustiva.
Não houve diminuição da carga horária do efetivo operacional. Todos estamos trabalhando 12h nas ruas, com risco iminente.Soldado da PM de SP com covid-19
Um outro policial militar entrevistado pela reportagem, que esteve no Hospital da Polícia Militar nesta semana, afirmou que, no local, havia 16 PMs em observação, sete confirmados com covid-19 e outros 5 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Procuradas, PM e SSP (Secretaria da Segurança Pública) não confirmaram nem desmentiram a informação.
O tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da PM paulista, afirmou que a corporação está seguindo os protocolos da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde. “Se não houver gravidade, recomenda-se o isolamento em casa”, disse.
Ainda segundo o porta-voz, o Hospital da Polícia Militar foi ajustado para receber policiais com covid-19. “Está ainda muito distante do limite da internação. Triplicamos a quantidade de leitos de UTI e reservamos um andar inteiro para covid-19, com a possibilidade de reverter outro, se necessário”, afirmou.
“Trabalhamos realmente com a possibilidade de termos um grande número de casos, mas estamos longe desse possível pico ainda. Tomara que continuemos assim”, complementou.
Em nota, a SSP afirmou que todo policial com suspeita de covid-19 recebe suporte necessário para a recuperação e que o Hospital da Polícia Militar funciona regularmente dentro dos padrões e normas estabelecidos.
“Independentemente da pandemia, todo policial militar pode procurar a unidade integrada de saúde mais próxima para uma avaliação médica, podendo ser colocado em licença compulsória, se necessário. O número de policiais afastados corresponde a 0,5% do efetivo das três polícias paulistas”, pontuou a pasta.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mais de 550 policiais estão afastados por suspeita do novo coronavírusForças policiais relatam medo de perder efetivo por conta do coronavírus e reclamam de falta de auxílio. Sindicatos de instituições de segurança, como a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo, têm relatado preocupações semelhantes no trabalho em meio à pandemia.
A falta de materiais de higiene e o medo de perder servidores afastados com suspeita de covid-19 são os principais pontos levantados.
Segundo a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal, Tânia Prado, todos os servidores foram treinados para redobrar a atenção com a higiene pessoal.
“O policial já, pela própria profissão, está exposto a risco. Agora, mais ainda. Eles não podem simplesmente deixar de exercer a função porque a Segurança Pública é um bem supremo da sociedade.”
Já a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de São Paulo, Raquel Galinatti, conta que as delegacias estão com número reduzido. “A Polícia Civil de São Paulo já tem mais de 150 policias afastados por suspeita de covid-19. O crescimento da doença é agravado pela falta de assistência do governo do Estado.”
A Jovem Pan ouviu também oficiais da Polícia Militar de São Paulo que relataram o mesmo receio da contaminação diante da falta de materiais de higiene nas viaturas e batalhões.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mais de 550 policiais estão afastados por suspeita do novo coronavírus. De acordo com a pasta, isso corresponde a 0,5% do efetivo total da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Já a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo tem pelo menos 130 agentes afastados por suspeita da covid-19. Cerca de 30 deles trabalham diretamente nas ruas.
Em outras cidades, como Nova York e Londres, por exemplo, centenas de policiais foram afastados após o diagnóstico da doença.
O governo de São Paulo afirma que todo policial com suspeita ou confirmação de Covid-19 é devidamente afastado, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus.
Segundo o executivo estadual, estão sendo adotadas todas as medidas necessárias para garantir a proteção, como aquisição e distribuição de novos Equipamentos de Proteção Individual, máscaras e luvas para os servidores e agentes de segurança.
*Com informações do repórter Leonardo Martins
postado em 07/04/2020 17:30 / atualizado em 07/04/2020 17:37

O governo de Minas Gerais ainda não definiu a data de pagamento de salários de parte dos servidores públicos. Em entrevista ao Estado de Mina, jornal do grupo Diários Associados, na tarde desta terça-feira (7/4), o governador Romeu Zema (Novo) pediu desculpas e disse que ainda não há como prever quando os recursos estarão à disposição.
O Governo de Minas Gerais informa que os servidores das áreas da Saúde e da Segurança Pública receberão o pagamento integral na próxima quinta (9/4). Esse é um grande esforço do fluxo de caixa do Estado para contemplar os profissionais da linha de frente do combate ao coronavírus
Na última semana, voltaram a circular como se fossem atuais vídeos antigos de depredações e de tumultos na região da cracolândia, no centro de São Paulo, incluindo um episódio que terminou com tiros, agressões e roubo de arma de um guarda municipal.
A Polícia Civil de São Paulo afirmou ao UOL, hoje, que os boatos de ataques na região central de São Paulo agora, em meio ao isolamento necessário devido à covid-19, são “fake news”.
A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou à reportagem, por meio de nota, que não recebeu, entre ontem e hoje, nenhum chamado de ocorrência na região da cracolândia. Não houve acionamento da PM (Polícia Militar) e também não houve operação da Polícia Civil, segundo a pasta.
Um vídeo produzido pela SSP mostra Roberto Monteiro, delegado titular da 1ª Seccional Centro, e o chefe dos investigadores da 1ª Seccional, Luiz Zaparolli, desmentindo os boatos, como estratégia para acalmar a população.
“Tudo o que está correndo nas redes sociais sobre o centro, dizendo que está tendo arrastões, depredações, dano ao patrimônio público, até assaltos praticados por pessoas que vivem na cracolândia e são usuários de drogas, nada disso está acontecendo”, afirma o delegado Monteiro.
O delegado complementou que tando a Polícia Civil quanto a Polícia Militar e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) estão se empenhado. Segundo ele, a população tem ajudado o trabalho da polícia, mantendo a ordem e o isolamento social. “Não acreditem em fake news”, acrescentou.
Chefe dos investigadores do centro, Zaparolli complemetou dizendo que a polícia está monitorando, em tempo integral, tudo o que está ocorrendo na região. Os policiais pediram para a população ficar em casa, seguindo orientação de quarentena definida pelo governo estadual.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que, durante a quarentena, houve queda de 56% no número de roubos e furtos de celulares em todo o estado. Os dados são provisórios. A previsão é de que os dados oficiais de março sejam divulgados em 24 de abril.
De acordo com a pasta, “independentemente do número de pessoas em circulação, todas as atividades de policiamento preventivo, ostensivo, judiciária estão mantidas e são realizadas diuturnamente, de acordo com as escalas e jornadas estabelecidas”.
Ainda segundo a secretaria, “o patrulhamento em áreas residenciais, bem como nas proximidades de hospitais, farmácias e supermercados foi intensificado, sem prejuízo aos demais programas de patrulhamento e o atendimento às chamadas de emergência”.
Em meio à insegurança sobre quais serão as consequências no pós-coronavirus, não apenas em termos de saúde como sociais e econômicos, apenas de uma coisa se tem certeza: o mundo não será o mesmo.
Em termos de instituições, umas mais, outras menos, todas sofrerão o impacto, alterarão práticas centenárias, adaptarão seus orçamentos, reescreverão a sua história. No que toca ao Judiciário, em artigo nesta coluna, finalizei dizendo: “Enfim, aí está um novo mundo que se avizinha e que o Coronavírus teve o importante papel de antecipar”.i
E a Segurança Pública, como ficará? Previsões são voos da imaginação, realizações possíveis das quais não se pode ter certeza, meras probabilidades. É assim que aqui elas são feitas.
O crescimento do uso eletrônico e virtual, é o que mais chama a atenção. E não será propriamente uma novidade. Vejamos um entre tantos exemplos. No Estado de Tocantins, em março de 2018, a Delegacia Regional da Polícia Civil de Paraíso de Tocantins implantou a Central de Boletins de Ocorrências.ii
Em São Paulo, desde 2000 a central da Delegacia Eletrônica atende a população ininterruptamente, possibilitando boletins à distância em 13 espécies de situações. A Delegacia Eletrônica analisa o caso e entra em contato com a vítima por telefone para checar alguma informação ou colher mais dados. Examinados os requisitos (v.g., se não houve decadência do direito), se aprovado, o B.O. será encaminhado ao Distrito Policial da área onde ocorreu o crime, que o investigará.iii
Todos os passos em tal sentido são relevantes. Mas, porque não pensar em uma Delegacia de Polícia Virtual que não apenas selecione os boletins de ocorrência, mas sim faça todo o inquérito policial?
A DPV poderia ser especialiazada e cobrir determinada região, eventualmente, até todo o estado. Imagine-se uma DPV de Crimes de Apropriação Indébita e Estelionato, que não tem características de violência e que reclamam prova técnica. O encaminhamento eletrônico poderia ir do início ao fim, orientando a vítima nas suas ações.
O disque denúncia deverá ser fortalecido. O 190 da Polícia Militar é uma experiência de grande sucesso, está no subconsciente de todas as pessoas e é a primeira reação a quem se sente atacado. Outros podem surgir.
Vejamos o caso da Polícia Ambiental, órgão da PM que atua em quase todos os estados. Prestigiado pela população, o Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo, nos meses de janeiro a maio de 2018, atendeu nada menos do que 1.158 denúncias.iv Ótimo.
Ido além, imagine-se que uma pessoa vê alguém jogando lixo em uma área de preservação ambiental. Tira uma foto com o celular e envia ao órgão ambiental, informando o local. A depender da disponibilidade, o órgão receptor poderá enviar policiais ambientais ao local e autuar a pessoa no ato ou logo após a sua consumação. Isto não é uma quimera, já existe na Polícia Ambiental de São Paulo, que oferece um aplicativo para tal finalidade.v Há sistemas semelhantes no Amazonas (Meu Ambiente) e em Alagoas (IMA Denuncie).vi
Nos inquéritos policiais, a colheita de depoimentos, a depender do nível cultural da localidade e o tipo de crime, também poderá ser feita por meio de videoconferência. O atendimento à população através de aplicativo e de forma virtual (sem prejuízo da presencial em determinados casos), poderá evitar a ida de centenas de pessoas ao prédio da Polícia Civil ou Militar.
O atual isolamento social tem feito que muitas iniciativas estejam sendo aplicadas em unidades policiais, sem mesmo ter havido tempo hábil para preparação. Isso demonstra que é nas dificuldades que as instituições se reinventam. Deixam de lado as objeções dos puristas, que nos seus devaneios acabam não fazendo e nem deixando que os outros façam.
Outro fato decorrente do Coronavirus a alterar comportamentos, será a união de esforços. Com efeito, nestes dias a solidariedade vem se sobressaindo e atores diversos são obrigados a conviver e a se auxiliar reciprocamente.
Vejamos um exemplo a ser pensado. Os órgãos policiais têm enorme carência de peritos e as agências de serviços da administração direta possuem pessoas altamente especializadas que fazem exames na esfera administrativa. Não está na hora de formalizar-se convênios entre tais órgãos e evitar-se anulações de ações penais por ausência de laudo formal?vii
Reuniões virtuais. Na Segurança Pública, tal qual em todas as áreas da administração pública ou da iniciativa privada, é evidente que reuniões serão, na absoluta maioria, virtuais. É mais prático, direto e econômico. As presenciais serão reduzidas aos casos de assuntos reservados ou que suscitem grandes divergências. Um novo delegado regional que queira apresentar-se e conhecer os delegados de sua área, pode preferir uma reunião presencial. Mas, se meses depois, ele tiver que discutir medidas administrativas, por certo optará pelo encontro virtual.
Cursos a policiais são presenciais, à exceção dos dados com sucesso pela SENASP, alcançando pessoas de todo o Brasil. Mas nas Escolas de Polícia Civil e Academias de Polícia Militar, a regra é que sejam presenciais. Por exemplo, o site da Polícia Militar de Minas Gerais, faz referência a vários cursos à distância, todos presenciais.viii É possível que, com o isolamento social atual, centenas de alunos estejam sem aulas.
O maior entrosamento, a assistência recíproca, poderão ensejar maior colaboração entre a polícia dos 26 estados e do distrito federal. O que há poucos anos era um nada, com disputas inúteis e desconfianças recíprocas, melhorou muito com a criação da Secretaria de Operações Integradas junto ao MJSP, que vem promovendo trabalho integrado de grande sucesso.ix Em verdade, é preciso fortalecer no âmbito federal e nos estados, a atuação conjunta, coordenada, sistêmica e integrada dos órgãos de segurança pública e defesa social, meta perseguida no art. 1ª da Lei 13.675/18.
Registre-se que tal prática é comum na União Europeia, onde o “o Serviço Europeu de Polícia (Europol) tem como missão contribuir para uma Europa mais segura, prestando assistência às autoridades responsáveis por garantir o cumprimento da lei nos países da EU”.x
Mas é preciso a população colaborar. No Rio Grande do Sul, onde a Delegacia Online existe desde 2002, campanha de utilização dos seus serviços foi divulgada em agosto de 2019, porque apenas 15% da população que desejava registrar perda de documentos estava fazendo-o via internet.xi Como é óbvio, se o serviço for oferecido e a sociedade não o prestigiar, o esforço da administração terá sido em vão.
Em suma, aí está um novo tempo. A criatividade dos brasileiros, a incrível evolução dos serviços eletrônicos e o profissionalismo dos agentes da segurança pública saberão adequá-los à nossa realidade. Em frente.
PS. Agradeço, pelas informações fornecidas, ao Secretário Nacional de Operações Integradas, Rosalvo Ferreira Franco, e aos Delegados da Polícia Civil, Rubens Almeida Passos de Freitas e Adriano Bini (SC) e Francisco Sannini (SP).
i FREITAS, Vladimir Passos de. O Judiciário não será o mesmo depois do coronavírus. Revista eletrônica Consultor Jurídico, “Segunda Leitura”, 29/3/2020. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2020-mar-29/segunda-leitura-judiciario-nao-mesmo-depois-coronavirus. Acesso em 1/4/2020.
ii Disponível em: http://surgiu.com.br/2018/03/01/policia-civil-implanta-central-de-boletins-de-ocorrencia-em-paraiso-to/. Acesso em 3/4/2020.
iii Disponível em: https://www.ssp.sp.gov.br/acoes/leAcoes.aspx?id=33364. Acesso em 2/4/2020.
iv Disponível em: https://pm.es.gov.br/batalhao-de-policia-ambiental-recebe-1158-den. Acesso em 2/4/2020.
v Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/aplicativos/). Acesso em 2/4/2020.
vi Disponível em: https://www.boletimambiental.com.br/noticia/2017-07-06/aplicativos-contra-os-crimes-ambientais/. Acesso em 4/4/2020.
vii STJ, ARESP 1571857, Rel. Min. Reynaldo Fonseca. Disponível em: https://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?aplicacao=processos.ea&tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&termo=AREsp%201571857. Acesso 3/4/2020.
viii Disponível em: https://www.policiamilitar.mg.gov.br/portal-pm/apm/principal.action. Acesso em 3/4/2020.
ix Disponível em: https://www.justica.gov.br/agendas/secretaria-de-operacoes-integradas. Acesso em 3/4/2020.
x União Europeia. Serviço Europeu de Polícia (EUROPOL). Disponível em: https://europa.eu/european-union/about-eu/agencies/europol_pt. Acesso em 2/4/2020.
xi Disponível em: https://ssp.rs.gov.br/policia-civil-lanca-campanha-para-estimular-uso-da-delegacia-online. Acesso em 3/4/2020.
Segundo o governador João Doria, esses afastamentos dos policiais neste momento não vão gerar problemas na segurança do estado


A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (2) que 0,5% do efetivo total de policiais que atuam no estado de São Paulo está afastado de suas atividades por suspeita de infecção por coronavírus. Como o total do efetivo é de mais de 112 mil policiais no estado, entre civis e militares, então aproximadamente 560 policiais estariam afastados.
“A SSP informa que todo policial com suspeita ou diagnóstico de covid-19 está devidamente afastado, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus”, informou a secretaria, em nota. “A pasta também tem adotado todas as medidas necessárias para garantir a proteção acerca de covid-19, como aquisição e distribuição de novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), máscaras e luvas, para os servidores e agentes de segurança.”
Em coletiva no início da tarde de quinta, o governador de São Paulo, João Doria, confirmou o afastamento de 438 policiais no estado, mas disse que nem todos os afastamentos foram motivados por infecção por coronavírus. “Nem todos os 438 policiais são suspeitos ou foram diagnosticados [com coronavírus]. Há afastamentos por outras razões de saúde. Isso é normal em uma corporação com 88 mil policiais militares”, disse o governador. Esse balanço feito pelo governador não englobou os policiais civis que também estão afastados.
Segundo o governador, esses afastamentos dos policiais neste momento não vão gerar problemas na segurança do estado. “Não há nenhum risco nos programas de segurança. Posso reafirmar que as pessoas podem se sentir seguras. A Polícia Militar assim como a Polícia Civil, a Científica, o Instituto Médico Legal e o Corpo de Bombeiros estão em funcionamento regular. Há percentual de reposição normal em qualquer período e no período de contingência também. Temos também número considerável de policiais militares em treinamento que poderão ser convocados para atuação. Mas ainda não é o caso, estamos dentro do nível perfeitamente suportável e de regularidade”, disse.
Há ainda, segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 130 guardas civis metropolitanos da capital afastados. Para suprir esse déficit, disse o prefeito, o efetivo está sendo reorganizado, fazendo com que as pessoas de grupos de risco sejam colocadas para trabalhar na área administrativa. “Todas as restrições impostas para servidores com mais de 60 anos ou com imunodeficiência não valem para os servidores das áreas de saúde e de segurança pública. Mas muitos acabam pedindo afastamento neste momento. Por isso os secretários estão tentando reorganizar o efetivo liberando o pessoal do administrativo para ir para a linha de frente e botando esse pessoal [do grupo de risco] no administrativo”, disse o prefeito
Era obvio que diante do sucesso de Mandetta o pulha queimaria o seu próprio ministro com medo de que faça concorrência nas eleições de 2022.


Como temos um “Mr. President” , além de louco incompetente , sem a menor personalidade – chupador das bolas do americano – tenham certeza que – voltando atrás – o pulha vai determinar isolamento horizontal em todo o nosso País.
E a súcia de fanáticos , também sem inteligência e personalidade, passará a apoiar integralmente a metamorfose .
Concordando com o que li hoje, na Folha de SP , o Brasil possui duas graves doenças: o Corona e o Bolsonarismo .
Enquanto a hashtag #ImpeachmentDoDoria foi impulsionada por movimentos, influenciadores e deputados estaduais ligados a Bolsonaro ao longo da semana, o tucano tem contado com o apoio de PT, PSL e PSB às suas medidas de isolamento social, embora os opositores façam críticas pontuais.
Como mostrou a Folha, Doria cresceu em popularidade digital ao protagonizar o embate dos governadores com o presidente sobre o isolamento social. A maior parte dos governadores defende o isolamento de toda a população, medida que é recomendada pelos especialistas e adotada em diversos países, enquanto Bolsonaro prega o retorno das atividades para não prejudicar a economia.
A relevância adquirida pelo tucano vem a calhar com seus planos de concorrer à Presidência da República em 2022 e pode também ajudar Bruno Covas (PSDB) na tentativa de se reeleger prefeito de São Paulo. No entanto, os partidos de oposição a Doria nas urnas evitam fazer cálculo eleitoral neste momento e afirmam não se preocupar com a projeção do governador.
Na bancada de oposição a Doria na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado estadual Emídio de Souza (PT) endossa as ações do governador, de impor quarentena no estado até 7 de abril.
“É uma questão de bom senso, não dá para fazer oposição por oposição. As medidas corretas têm que ser apoiadas. Se Doria está fazendo o papel correto, temos que apoiar. Não significa estar do lado de Doria, mas do lado do povo. O país precisa se unir em torno do combate ao coronavírus, isso não significa fazer aliança política”, diz Emídio.
“Não nos preocupa o que vai acontecer politicamente no futuro, não é o debate agora. Como vai estar esse país daqui a seis meses? Ninguém é capaz de saber”, completa.
“Não é hora de politizar, o momento é de crise grave. Chamamos de irresponsável quem colocar esse debate na mesa. Da mesma forma, não cabe a Doria colocar 2022 nesse cenário”, resume Luiz Marinho, presidente estadual do PT em São Paulo.
A oposição, contudo, vem fazendo críticas específicas. Ao mesmo tempo em que elogia Doria pela serenidade e liderança, Marinho cobra mais ações do tucano para preservar emprego e renda e o reprova por preocupar-se com campanha em vez de governar desde quando foi prefeito da capital paulista.
“Tem governadores fazendo mais que Doria, não basta engrossar a voz contra Bolsonaro”, diz.
Em sua rede social, Marinho, que é candidato do PT em São Bernardo do Campo, chamou de inadmissível o fato de funcionários do Poupatempo da cidade terem os contratos suspensos e ainda terem que se aglomerar para assinar a suspensão. O post foi acompanhado de #doriadesemprega.
“Ainda tem coisas que não são realizadas por conta do discurso fácil e da ação difícil. Isso não desmerece a postura de Doria de ter assumido uma posição dura e necessária no estado”, afirma o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT).
Fiorilo critica o fato de Doria anunciar medidas que demoram a entrar em prática, como ampliação de testes do coronavírus. Também cobra medidas de proteção aos mais pobres e considera baixo o valor de R$ 55 reais por estudante dado às famílias para compensar a perda da merenda escolar.
“O estado tem recursos em fundos que poderiam ser usados”, diz. Ainda assim, afirma que Doria teve postura mais altiva e ofensiva no combate ao vírus. “A crise está só começando, não sabemos o que vai acontecer no estado. O cálculo político está longe, mas Doria está pensando no xadrez mais pra frente”, completa.
Ep / Madrid 29.03.2020 | 22:10
El presidente brasileño, Jair Bolsonaro, ha salido de nuevo este domingo a las calles de Brasilia y ha saludado a simpatizantes y ha visitado mercados para hacer campaña contra el confinamiento. El coronavirus ya ha matado a 114 personas en Brasil. “Yo defiendo que usted trabaje, que todo el mundo trabaje. Lógico. Quien tenga una edad se queda en casa”, ha afirmado Bolsonaro en conversación con un vendedor ambulante recogida por la prensa brasileña. “A veces el remedio es peor que la enfermedad”, ha argumentado.
Bolsonaro ha hablado con trabajadores de supermercados y panaderías y también ha visitado el Hospital de las Fuerzas Armadas de Brasilia. En cada parada se aremolinaban sus simpatizantes para corear consignas como “mito” o “estamos juntos” y para pedirle fotos al mandatarios.
La visita de Bolsonaro ha provocado una aglomeración en un momento en que tanto la Organización Mundial de la Salud (OMS) como el propio Ministerio de Sanidad brasileño recomiendan el distanciamiento para evitar contagios.
En un momento dado una mujer le ha pedido que se reabran los templos, a lo que Bolsonaro ha respondido que va a recurrir la decisión judicial que anuló la semana pasada el decreto presidencial que eximía a las iglesias y casas de apuestas del cierre. Sin embargo, rechazó saludar estrechando la mano conforme a la recomendación de las autoridades sanitarias.

Las Fuerzas Armadas brasileñas han enviado señales de alerta ante las reacciones del presidente Jair Bolsonaro a la crisis de coronavirus. Esta semana, representantes de la Aeronáutica, el Ejército y la Armada le adelantaron al vicepresidente, el general Hamilton Mourão, que podría contar con su apoyo si Bolsonaro dejase su puesto, ya sea mediante un juicio político o una renuncia.
Aunque el debate se ha intensificado desde que la crisis de salud empeoró, las posibilidades de que Bolsonaro deje la presidencia son muy remotas. En más de una ocasión, el presidente dijo indirectamente que no renunciaría. “¡Nunca abandonaré al pueblo brasileño, a quien debo lealtad absoluta!”, dijo en su cuenta en Twitter. El titular de Diputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), responsable de poner en marcha un eventual proceso de empeachment, declaró esta semana que el asunto no está, al menos por ahora, en la agenda del Congreso.
Aun así, el Ejército ha mantenido reuniones en Brasilia, incluso con aliados de Bolsonaro y miembros civiles de su primera línea. Esta semana se celebraron al menos dos reuniones en las que se discutieron escenarios hipotéticos a mediano y largo plazo.
Dos participantes de esas reuniones informaron a EL PAÍS que el grupo está preocupado por un posible aumento repentino en los registros de infectados y muertes causadas por la enfermedad y que esto está relacionado con el discurso negacionista de Bolsonaro sobre la gravedad de Covid-19. Destacaron que cuando el presidente sugiere poner fin a las cuarentenas y el aislamiento social decretado por los gobernadores y alcaldes, suena insensible a la gravedad de la pandemia.
En este escenario, creen que la popularidad de Bolsonaro puede caer en picado si se muestra como un líder fallido que prefiere apalancar la economía antes que salvar vidas. “Él tiene un discurso de guerra. Pero quien está en la primera línea de una guerra es un soldado que sabe que puede morir. En una pandemia no podemos poner a todos en la misma situación que los soldados”, dijo uno de los miembros del grupo de manera reservada.
El martes, el comandante del ejército, general Edson Leal Pujol, trató de eximir a las Fuerzas Armadas de cualquier responsabilidad por la crisis. Al contrario de lo que defendió el presidente, declaró que los militares deben, sí, preocuparse por el coronavirus y dijo que combatir la propagación de la enfermedad “es quizás la misión más importante de nuestra generación”.
En Brasilia también ha circulado la tesis de que el presidente podría tomar una decisión extrema y decretar un estado de sitio (que depende de la aprobación del Congreso Nacional, donde Bolsonaro no tiene mayoría), que suponga restricciones a la libertad, comunicación y suspensión de garantías constitucionales. Si bien sería una decisión extrema, Bolsonaro podría argumentar que solo trata de “salvar a Brasil”. La vieja política, sin embargo, no lo acompaña.
Oficialmente, el presidente dice que no ha decretado el estado de sitio porque estaría “dando una señal de pánico a la población”, según dijo en una rueda de prensa la semana pasada. Entre líneas, sin embargo, envía mensajes contradictorios. Este viernes, en una entrevista con el periodista José Luiz Datena, de TV Band, se le preguntó si tenía la intención de dar un golpe de Estado y cerrar el país. “Quien quiera atacar nunca dirá que quiere atacar”, respondió.
Debido al tono de estas señales, los militares se acercaron al vicepresidente. Mourão es uno de los suyos, pero no cosecha un apoyo cerrado. En el Ejército, el vicepresidente llegó a ser visto como un radical cuando, en 2015, sugirió que las Fuerzas Armadas podrían intervenir ante una crisis política. En ese momento, la presidenta Dilma Rousseff (PT) estaba en un mal momento y el Lava Jato comenzaba a revelar escándalos de corrupción en serie. En el campo político, Mourão fue la quinta opción de Bolsonaro para componer su dupla electoral. Fue elegido en el último minuto, ante las negativas de otros políticos o por la desconfianza del propio presidente.
Mourão tampoco está bien considerado entre la familia Bolsonaro. Su principal enemigo entre el clan es el concejal de Río de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), hijo del presidente. Al principio de su mandato, Mourão comenzó a recibir embajadores extranjeros para demostrar que Brasil no se cerraría del mundo. También fue el principal articulador del acercamiento a China, el principal socio comercial de Brasil. A partir de entonces, llegó a ser visto como una voz moderada en un Gobierno de ultras. Entre el núcleo duro ideológico del Planalto, el acercamiento con China se interpretó como una traición al presidente, que quería distanciarse de los comunistas. En la práctica, la ideología se dejó de lado y el comercio entre las dos naciones se mantuvo en su apogeo.
Mourão fue puesto a un lado. Actuó, sin embargo, en algunos momentos clave, como cuando se discutió si Brasil apoyaría o no una intervención militar en Venezuela para secundar a Juan Guaidó en su choque contra el presidente Nicolás Maduro. Más recientemente, comenzó a coordinar el Consejo Amazónico, un colegiado reactivado después de la crisis de los incendios forestales.
Esta semana, el vicepresidente tuvo que contradecir a su jefe. Dijo que Bolsonaro había sido mal interpretado al defender que el país debería priorizar la economía. “Puede ser que él (Bolsonaro) se expresase de una manera, digamos, que no era el mejor. Pero que trató de plantear fue la preocupación que todos tenemos con la segunda ola del coronavirus, como se llama en este momento”.
Bolsonaro reaccionó el viernes. En la entrevista con Band, dijo que Mourão se sentía libre de hablar por ser “imprescindible”, es decir que no puede ser separado de su cargo. “Con el debido respeto a Mourão, él es mucho más rudo que yo. Algunos dicen que incluso soy muy amigable cuando estoy cerca de Mourão. Él es el único que no es resignable en el Gobierno, por lo que puede estar tranquilo “.
En este contexto de tensión, Bolsonaro enfrentó a los gobernadores, se aisló políticamente y escuchó protestas contra su Gobierno en las principales ciudades del país. Esta semana, perdió el apoyo de un importante aliado, el gobernador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). Pero el ajedrez político está lejos de estar definido.
Tras la presión del presidente para reactivar la economía, tres gobernadores autorizaron la apertura parcial del comercio en sus Estados: Rondônia, Santa Catarina y Mato Grosso. Los próximos movimientos dependerán de la gravedad de la pandemia.
elpais.com/internacional/2020-03-28/los-militares-brasilenos-se-acercan-al-vicepresidente-de-bolsonaro-ante-el-agravamiento-de-la-pandemia.html?outputType=amp
Após registrar ao menos três saques a supermercados nos últimos dias, a cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo decidiu reforçar o policiamento preventivo das ruas da capital e região metropolitana com equipes especiais da Polícia Civil.
Por regra, o policiamento ostensivo nas cidades paulistas é feito pela Polícia Militar, em algumas delas contam também com a participação das guardas municipais. Os agentes da Polícia Civil, por sua vez, normalmente se deslocam em viaturas quando estão em investigações de crimes ou em operações especiais de combate à criminalidade organizada.
A expectativa, segundo a Folha apurou, é que esse reforço nas rondas comece na capital e na Grande SP já na noite desta quinta-feira (26) e sem previsão de quando devem ser suspensas. Elas devem ser realizadas por equipes especializadas da Polícia como Deic (crime organizado), Denarc (narcóticos) e do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania).
Integrantes da cúpula da Polícia Civil estavam realizando operação emergencial para aquisição de equipamentos de segurança como luvas e máscaras hospitalares.
Esse reforço no policiamento pode ser estendido para outras regiões do estado, caso novos casos venham a ser detectados. Por ora, contudo, só há registros de saques na capital e na região metropolitana. Embora considerado ainda dentro do controle, o aumento da presença na rua visa desestimular o aumento de casos e gerar clima de insegurança na população,
Dois desses saques ocorreram na noite desta quarta-feira (25) na zona leste da capital, ambas por volta das 20h. Um dos ataques ocorreu a um quiosque ao lado do supermercado D’avó, na avenida Sâo Miguel, na Vila Jacuí, quando um grupo de jovens saqueou as mercadorias, em especial bebidas.
O outro ataque ocorreu no Mini Extra da avenida Amador Bueno da Veiga, no Jardim Popular. Cerca de 20 pessoas, segundo testemunhos à polícia todas também aparentemente jovens, entraram no mercado como clientes e, após pegarem as mercadorias que queria, saíram correndo em debandada.
Outra caso semelhante havia ocorrido no Itaim Paulista, quando um grupo de cerca de 30 pessoas invadiu o Roldão Atacadista, deixando o local com itens como chocolate, bebidas e cigarros. Nesse caso, parte do grupo foi presa, e os produtos recuperados.
Desde o início da semana, a Polícia Militar já vem desenvolvendo um esquema especial de policiamento, tendo como uma das preocupações centrais tentar evitar saques e depredações de estabelecimentos comerciais como supermercados e farmácias.
Todas as operações no estado foram suspensas justamente para que o efetivo fosse integralmente concentrado nesses pontos e, ainda, para o policiamento residencial. A ideia é tentar deixar as pessoas em casa tranquilas e, assim, reduzir o estresse no isolamento social.
Até por essa redistribuição de efetivo, alguns integrantes da cúpula da PM consideravam desnecessária a participação da Polícia Civil no policiamento ostensivo.
Segundo integrantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública ouvidos pela Folha, outro foco de preocupação são as vias totalmente voltadas para o comércio, que, com a quarentena, estão quase desertas. Isso facilitaria os casos de furtos, porque não há a presença de transeuntes que, ao notarem algo errado passando por esses locais, acionem as forças de segurança.
No começo na semana, o governo de São Paulo já havia anunciado a ampliação do serviço de delegacia eletrônica para tentar evitar a aglomeração nos distritos policiais. Com a ampliação, pode-se registrar pela internet praticamente todos os crimes existentes, com exceção de casos de homicídio, latrocínio (roubo com morte), estupros e violência doméstica. Em todas as exceções, há necessidade de coleta de provas imediatas.

A Espanha registrou 832 mortos nas últimas 24 horas, o recorde de óbitos em um único dia devido ao novo coronavírus. Com o novo salto nas mortes, o país já contabiliza 5.694 mortes pela covid-19. As informações foram divulgadas no último balanço do Ministério da Saúde da Espanha.
O país tem 72.248 casos confirmados desses, 8.189 foram confirmados nas últimas 24 horas. A situação gera atenção em toda a Europa já que depois da Itália, o país é o mais afetado pela pandemia do novo vírus.
A capital, Madri, registrou a maioria dos casos, seguida da Catalunha. Dos doentes, 40.630 precisaram ser hospitalizados. Quantos aos curados, eles são 12.285.
Hoje, segundo a agência AFP, o número de casos confirmados da covid-19 pelo mundo chegou a 600.000. Foram diagnosticados 605.010 casos e 27.982 mortes em 183 países e territórios.
O número de contágios é especialmente elevado nos Estados Unidos (104.837 casos, 1.711 mortes), Itália (86.498 casos, 9.134 mortes) e China (81.394 casos, 3.295 mortes).
A grave situação vivida pela Itália levou o primeiro-ministro do país, Giuseppe Conte, a fazer um apelo à União Europeia.
“A inércia deixaria para nossos filhos a imensa carga de uma economia devastada”, afirmou o primeiro-ministro ao principal jornal econômico da Itália. “Queremos estar à altura deste desafio? Então apresentemos um grande plano que apoie e recupere a economia europeia em sua totalidade”, completou ele.
Conte explicou que, na reunião do Conselho Europeu de quinta-feira, “mais do que uma divergência, aconteceu um enfrentamento duro e franco” com a chanceler alemã Angela Merkel.
“Temos que evitar que a Europa cometa erros trágicos. Se a Europa não estiver à altura deste desafio sem precedentes, o edifício europeu em sua totalidade poderia perder a razão de ser”, advertiu.
Os líderes da UE anunciaram na quinta-feira um prazo de duas semanas para alcançar uma resposta comum para conter o impacto econômico do coronavírus, em uma reunião tensa por videoconferência que confirmou a divisão do bloco.
A Alemanha rejeitou a criação dos chamados ‘coronabônus’ e defendeu o uso do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), o fundo de resgate da zona do euro. Uma posição rejeitada pela Itália porque, segundo Conte, “não é o que precisamos agora”.
“O MEDE é um instrumento adotado para socorrer os Estados membros que enfrentam tensões financeiras relacionadas com choques assimétricos. O coronavírus, ao contrário, está provocando um choque simétrico, que pode levar à depressão, ao mesmo tempo e de maneira inesperada, nossos sistemas econômicos e sociais”, destacou.
“É uma coisa completamente diferente da crise de 2008. Estamos em um momento crítico da história europeia”, concluiu Conte.
*Com informações da AFP
Começando pelo próprio e sua prole infecta!