Todo PM deve lavar a boca com desinfetante antes de falar que todo policial civil é ladrão…A prática demonstra que atualmente a PM foi tomada de assalto por bandidos 4

Um policial morreu após atirar em dois ladrões. Eram seus colegas de farda

24/08/20 por Caê Vasconcelos

Segundo Boletim de Ocorrência, Josimar Lima da Silva morreu após reagir a assalto praticado pelos também PMs André Monteiro Malfati e João Paulo de Araújo Silva, em Diadema (SP); Araújo nega e afirma ser inocente

PM Josimar foi morto após reagir a um assalto que teria sido anunciado por dois PMs | Foto: Arquivo Ponte

O tiroteio entre três PMs, que terminou com dois mortos e um detido em Diadema (Grande SP), na manhã do último domingo (23/8), na verdade teria sido uma tentativa de roubo. O crime aconteceu na avenida das Nações, no Jardim das Nações.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado no 3º DP de Diadema, o PM André Monteiro Malfati, 33 anos, acompanhado do o cabo João Paulo de Araújo Silva, 28 anos, anunciou um assalto para algumas pessoas na rua. Uma das vítimas seria o PM Josimar Lima da Silva, 32 anos, que revidou, efetuando disparos de arma de fogo que atingiram “o policial que anunciara o roubo”, como descreveu o delegado Luciano Galvão Elias. Josimar estava com outras pessoas na porta da casa do sobrinho, que comemorava seu aniversário, quando foram surpreendidos pelos assaltantes.

Leia também: Tiroteio entre três PMs termina com dois mortos e um detido em Diadema (SP)

João Paulo, segundo as testemunhas, parentes e amigos de Josimar, relataram na delegacia, estaria acompanhando André no roubo e seria quem efetuou disparos contra o PM Josimar. Os disparos atribuídos a João Paulo também teriam atingido a namorada de Josimar, que permanece internada.

Ponte ouviu uma das seis testemunhas do caso, sob a condição de anonimato. A familiar disse que os policiais assaltantes chegaram pedindo para as pessoas levantarem as blusas e dar tudo o que tinham com elas.

“Eles não se identificaram como policiais nesse momento. O Josimar conseguiu balear o policial André e o policial João Paulo baleou o Josimar. Ele estava desnorteado, aparentemente drogado. Depois que atirou, ficou falando que era policial, para ninguém chegar perto dele”

O PM João Paulo, lotado 24º Batalhão da PM paulista (Diadema) foi preso em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte), que tem pena de quinze a trinta anos de prisão, e organização de grupo para prática de violência, que tem pena de quatro a oito anos – ambos os crimes fazem parte do Código Penal Militar, que rege o caso uma vez que o enfrentamento ocorreu entre militares. Em depoimento na delegacia, definiu o caso como “entrei em uma furada”.

Leia também: PMs são presos suspeitos de furtar R$ 53 mil durante abordagem em São Paulo

Todos os policiais estavam fora do horário de trabalho e usavam roupas comuns. André, também lotado no 24º Batalhão, e Josimar, do 6º Batalhão de PM, foram socorridos no Hospital Municipal de Diadema, onde foram constatados os óbitos.

No primeiro semestre de 2020, 24 policiais militares paulistas foram mortos, sendo 12 deles em serviço e 12 de folga. No mesmo período, sob o comando de João Doria (PSDB), PMs mataram, em serviço, 435 pessoas, enquanto 63 pessoas foram mortas por PMs de folga. Esse é maior número já registrado em um primeiro semestre desde que a Secretaria da Segurança Pública passou a disponibilizar esses dados, em 1996.

João Paulo foi preso no CPA (Comando de Policiamento de Área
Metropolitano), onde alegou que agiu em legítima defesa de terceiro. Posteriormente, foi encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, na Vila Albertina, zona norte da cidade de SP.

Outro lado

Procurada pela Ponte, a advogada Flávia Artilheiro, que cuida da defesa do PM João Paulo, afirmou por WhatsApp que “o Cabo Araújo é inocente e a legitimidade de sua conduta restará demonstrada ao final das investigações”.

Apoie a Ponte!

A reportagem também questionou a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Militar sobre o caso, perguntando também sobre a permanência de João Paulo na corporação.

Em nota, a SSP informou se limitou a dizer que o caso havia sido registrado no 3º DP da cidade, “que instaurou inquérito policial para apurar todas as circunstâncias do fato”. “A ocorrência também é investigada pela Polícia Militar meio de IPM. O policial militar segue detido no Presídio Romão Gomes”, finalizou a pasta.

Matéria atualizada às 17h do dia 24 de agosto para inclusão dos dados de letalidade policial

Matéria atualizada às 18h39 do dia 24 de agosto para inclusão do depoimento de uma das testemunhas

Comentários

  1. Infelizmente isso é bom para seus superiores com aquela arrogancia e cara de ser superior, verem que lá há tranqueiras também!!!!!!!

    Curtir

  2. Só alguém completamente alienado acha que a Polícia Civil é mais corrupta que a Polícia Militar.

    As mazelas da Civil todos nós conhecemos, mas, bem ou mal, melhorou bastante.

    Agora a PM é um antro de vagabundos das piores espécies. Assassinos, justiceiros, torturadores, intrujadores, ladrões de banco, ladrões de caixa eletrônico, ladrões barnabés, donos de biqueira, donos de bingo, oficiais achacadores, mensalão dos coronéis, arrego do tráfico mensal, etc.

    A PM tem bandido para todos os gostos e é INCOMPARAVELMENTE MAIS CORRUPTA do que a Polícia Civil.

    Essa semana mesmo foi preso um casal de PMs com mais de 50 mil reais em dinheiro que era arrego do tráfico para o batalhão.

    Basta ver a quantidade de nego demitido na PM, as manchetes dos jornais, os presos no Romão Gomes. As práticas criminosas já tomaram conta da Polícia Militar em todos os seus níveis.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Boa Tarde!

    Senhoras e Senhores.

    É lamentável quando se detecta indivíduo que adentra à Instituição Policial com intuído duvidoso e o prende por cometimento de crime previsto no CPB.

    Devemos separar a maçã podre caso contrário poderá contaminar as demais.

    Fica evidente que criminosos aproveitando-se da situação de não possuirem antecedentes criminais registrados e devidamente condenados buscam sobremaneira sombra na Instituição Policial para acobertar crimes cometidos pelos próprios ou pelos parceiros de ilícito.

    Percebemos que membros da sociedade de um modo geral aperfeiçoam-se cada vez mais e buscam guarida tanto nas humildes comunidades quanto nos setores privilegiados para perpetuar as falcatruas.

    Vemos a sociedade sendo diariamente bombardeada por criminosos tanto no setor público quanto no privado.

    Conclue-se que:

    “Se há crime este deve ser apurado e seus algozes, independentemente de grau, posto ou imunidade, devem ser retirados urgentemente do seio da sociedade”.

    Caronte

    Curtir

Os comentários estão desativados.