Major Olimpio ataca Bolsonaro: ‘Coisa de bundão é não explicar dinheiro de Queiroz para mulher’ 6

O senador Major Olimpio (PSL-SP), ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), divulgou um vídeo na manhã de hoje afirmando que “coisa de bundão” é não explicar por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil para a primeira dama, Michelle Bolsonaro. Ontem, ao atacar mais uma vez a imprensa, Bolsonaro afirmou que, se contaminados pela covid-19, jornalistas têm menos chances de sobreviver do que ele. “Quando pega num bundão de vocês (da imprensa), a chance de sobreviver é bem menor”, afirmou o presidente. Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/.

Todo PM deve lavar a boca com desinfetante antes de falar que todo policial civil é ladrão…A prática demonstra que atualmente a PM foi tomada de assalto por bandidos 4

Um policial morreu após atirar em dois ladrões. Eram seus colegas de farda

24/08/20 por Caê Vasconcelos

Segundo Boletim de Ocorrência, Josimar Lima da Silva morreu após reagir a assalto praticado pelos também PMs André Monteiro Malfati e João Paulo de Araújo Silva, em Diadema (SP); Araújo nega e afirma ser inocente

PM Josimar foi morto após reagir a um assalto que teria sido anunciado por dois PMs | Foto: Arquivo Ponte

O tiroteio entre três PMs, que terminou com dois mortos e um detido em Diadema (Grande SP), na manhã do último domingo (23/8), na verdade teria sido uma tentativa de roubo. O crime aconteceu na avenida das Nações, no Jardim das Nações.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado no 3º DP de Diadema, o PM André Monteiro Malfati, 33 anos, acompanhado do o cabo João Paulo de Araújo Silva, 28 anos, anunciou um assalto para algumas pessoas na rua. Uma das vítimas seria o PM Josimar Lima da Silva, 32 anos, que revidou, efetuando disparos de arma de fogo que atingiram “o policial que anunciara o roubo”, como descreveu o delegado Luciano Galvão Elias. Josimar estava com outras pessoas na porta da casa do sobrinho, que comemorava seu aniversário, quando foram surpreendidos pelos assaltantes.

Leia também: Tiroteio entre três PMs termina com dois mortos e um detido em Diadema (SP)

João Paulo, segundo as testemunhas, parentes e amigos de Josimar, relataram na delegacia, estaria acompanhando André no roubo e seria quem efetuou disparos contra o PM Josimar. Os disparos atribuídos a João Paulo também teriam atingido a namorada de Josimar, que permanece internada.

Ponte ouviu uma das seis testemunhas do caso, sob a condição de anonimato. A familiar disse que os policiais assaltantes chegaram pedindo para as pessoas levantarem as blusas e dar tudo o que tinham com elas.

“Eles não se identificaram como policiais nesse momento. O Josimar conseguiu balear o policial André e o policial João Paulo baleou o Josimar. Ele estava desnorteado, aparentemente drogado. Depois que atirou, ficou falando que era policial, para ninguém chegar perto dele”

O PM João Paulo, lotado 24º Batalhão da PM paulista (Diadema) foi preso em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte), que tem pena de quinze a trinta anos de prisão, e organização de grupo para prática de violência, que tem pena de quatro a oito anos – ambos os crimes fazem parte do Código Penal Militar, que rege o caso uma vez que o enfrentamento ocorreu entre militares. Em depoimento na delegacia, definiu o caso como “entrei em uma furada”.

Leia também: PMs são presos suspeitos de furtar R$ 53 mil durante abordagem em São Paulo

Todos os policiais estavam fora do horário de trabalho e usavam roupas comuns. André, também lotado no 24º Batalhão, e Josimar, do 6º Batalhão de PM, foram socorridos no Hospital Municipal de Diadema, onde foram constatados os óbitos.

No primeiro semestre de 2020, 24 policiais militares paulistas foram mortos, sendo 12 deles em serviço e 12 de folga. No mesmo período, sob o comando de João Doria (PSDB), PMs mataram, em serviço, 435 pessoas, enquanto 63 pessoas foram mortas por PMs de folga. Esse é maior número já registrado em um primeiro semestre desde que a Secretaria da Segurança Pública passou a disponibilizar esses dados, em 1996.

João Paulo foi preso no CPA (Comando de Policiamento de Área
Metropolitano), onde alegou que agiu em legítima defesa de terceiro. Posteriormente, foi encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, na Vila Albertina, zona norte da cidade de SP.

Outro lado

Procurada pela Ponte, a advogada Flávia Artilheiro, que cuida da defesa do PM João Paulo, afirmou por WhatsApp que “o Cabo Araújo é inocente e a legitimidade de sua conduta restará demonstrada ao final das investigações”.

Apoie a Ponte!

A reportagem também questionou a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Militar sobre o caso, perguntando também sobre a permanência de João Paulo na corporação.

Em nota, a SSP informou se limitou a dizer que o caso havia sido registrado no 3º DP da cidade, “que instaurou inquérito policial para apurar todas as circunstâncias do fato”. “A ocorrência também é investigada pela Polícia Militar meio de IPM. O policial militar segue detido no Presídio Romão Gomes”, finalizou a pasta.

Matéria atualizada às 17h do dia 24 de agosto para inclusão dos dados de letalidade policial

Matéria atualizada às 18h39 do dia 24 de agosto para inclusão do depoimento de uma das testemunhas

Comentários

Bolsonaro corta cursos para policiais…Policial bem preparado não vota em presidente que recebia propina do Queiroz 2

Governo revisa conteúdo e reduz cursos para policiais

Número de agentes formados em plataforma do Ministério da Justiça e Segurança Pública cai 80%; pasta fala em ‘adaptação de nova linguagem’

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2020 | 05h00

BRASÍLIA – Eleito com discurso de suporte aos policiais e endurecimento da repressão à criminalidade, o governo Jair Bolsonaro reduziu a quantidade de cursos de formação e aperfeiçoamento fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que levou a uma queda na ordem de 80% na instrução de agentes em todo o País. O motivo alegado foi a necessidade de atualizar e revisar o conteúdo. Os treinamentos, feitos na modalidade de ensino à distância, o EaD, foram criados em 2005, ainda na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

policiais
Cursos virtuais abordam de ética a técnicas relacionadas ao trabalho de policiais Foto: Hélvio Romero / Estadão

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A plataforma do governo oferece três tipos de cursos, todos virtuais e gratuitos. Os de aperfeiçoamento pessoal incluem conteúdos como ética, gestão e direitos humanos. Já os exclusivos para policiais são focados em técnicas relacionadas ao trabalho, como perícia (balística e papiloscopia), inteligência cibernética e investigação de homicídio e estupro. Eles podem ser autoinstrutivos ou acompanhados por tutores, como os da área de inteligência, que devem ser retomados neste ano.

Ao fim do governo Michel Temer, em 2018, a rede de ensino à distância do governo federal tinha 72 cursos disponíveis, que receberam 292 mil matrículas. Ao todo, 204 mil profissionais da segurança concluíram cursos do catálogo. Em 2019, os números caíram para 47 cursos e 44,5 mil matrículas.  Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, em resposta a pedido feito pelo Instituto Sou da Paz.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública é alvo de uma disputa política para que seja desmembrado, uma forma de recriar a pasta dedicada exclusivamente à área de segurança. Aliados do presidente querem emplacar um nome ligado às PMs. Eles alegam, entre outras razões, que o ministro André Mendonça, ex-advogado-geral da União e pastor presbiteriano, tem experiência apenas em assuntos jurídicos e não com gestão de segurança.

O ministro sofre pressão também por causa do dossiê produzido por uma unidade de inteligência da pasta. O relatório, revelado pelo UOL em julho, lista dados pessoais de policiais e acadêmicos autodeclarados “antifascistas” e potencialmente adversários políticos do governo. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que na quinta-feira passada proibiu a pasta de monitorar opositores.

Um dos alvos do relatório, o professor Ricardo Balestreri, especialista em direitos humanos e secretário nacional de Segurança Pública na gestão de Lula, foi um dos idealizadores do sistema de aulas à distância. Ele afirma que os demais poderes devem monitorar o programa de cursos para evitar um risco de formação de “milícias políticas no lugar de polícias”. “Uma coisa muito revolucionária é que todas as disciplinas tinham conteúdo transversal de direitos humanos, porque a ideia era mudar a prática da polícia brasileira no seu dia a dia na rua”, disse Balestreri.

Números

Questionado pelo Estadão, o ministério informou números que apontam para uma retomada neste ano, com 92 mil inscritos e 71 mil aprovados até julho. Atualmente, há 46 títulos disponíveis, além de 14 cursos novos em produção e 18 em revisão, segundo a pasta.

“Ao longo de seis meses a Senasp aprimorou um novo ambiente de estudos, revisando seu catálogo de cursos quanto à atualização de legislação, técnicas e procedimentos. Os cursos foram encaminhados aos setores técnicos para identificação de possíveis impropriedades e a necessidade de adaptação de nova linguagem”, disse o ministério.

A diretora executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou faltar clareza ao governo sobre como induzir a política de segurança pública no País. “Não acho que seja uma motivação política, de tirar temas, algo ideológico, mas sim uma falta de capacidade de gestão e de escolha do que é prioridade, do que cabe ao ministério fazer em política de segurança”, disse Carolina. “Para muitos Estados sem recursos, o sistema acaba sendo uma fonte de repertório para os policiais e parece que ficou para segundo plano. A plataforma  podia ter problemas, mas estava consolidada”, completou ela

E ainda tem policial civil que se solidariza com PM – “É por isso que nós (Policiais Militares) somos zuados”, “Ó o jeito que vocês andam”, “Vocês são um bando de ladrão”, “Corruptos”… 6

RDOABUSODAPM

Dependência: 96º D.P. MONÇÕES
Boletim No.: 1391/2020Salienta que após alguma comunicação no rádio que os milicianos dispunham, os
Policiais Militares lhe questionaram de foram ríspida, “Porque você está andando
com essa viatura toda acesa e com o para-choque quebrado nesta região”, tendo a
vítima respondido, já bastante nervosa, mas contida, “Porque você está perguntando
isso agora?”, “Porque não conferiu para ver se era viatura antes da abordagem?”,
então, os policiais embarcaram em suas motos, e passaram a lhe o ofender com
diversos dizeres, tais como: “É por isso que nós (Policiais Militares) somos
zuados”, “Ó o jeito que vocês andam”, “Vocês são um bando de ladrão”, “Corruptos”,
entre outros diversos xingamentos os quais a vítima não reúne condições de se
lembrar dada a perplexidade que se encontra; em seguida, os milicianos passaram a
“ordenar”, “vai”, “vaza”, “vai embora”, e um dos policiais militares tirado uma
foto da traseira da viatura policial, mas antes que embarcasse, a vítima filmou o
patrimônio das respectivas viaturas, e disse que iria na corregedoria da polícia
militar, tendo os policiais respondido, “Corregedoria o caralho, vai tomar no seu
cú”, e partido do local.