JORNALISMO APODRECIDO E COMPROMETIDO FINANCEIRAMENTE COM CANDIDATURA OPOSICIONISTA…EM TODAS AS CAPAS ESTAMPAM MATÉRIAS SOBRE A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL CULPANDO O GOVERNO LULA PELA CALAMIDADE…GOZADO, NÃO SABIA QUE A SABESP E CONGÊNERES ERAM ADMINISTRADAS PELA UNIÃO 4

GLOBO:

Retrato de subdesenvolvimento

Pesquisa do IBGE mostra que, em 2008, 56% dos domicílios não tinham rede de esgoto

Rafael Galdo

 

Num país que é considerado a oitava maior economia do mundo, 32 milhões de domicílios (56% do total) ainda não eram atendidos por rede geral de esgoto em 2008, sexto ano do governo Lula. Os números, com contornos de calamidade pública, foram revelados na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) 2008, divulgada ontem pelo IBGE. De acordo com o levantamento, 2.495 municípios (44,8% do total) ainda eram totalmente descobertos de redes de esgoto dois anos atrás, e seus moradores tinham que recorrer a alternativas como fossas sépticas e rudimentares ou despejar esgoto em valões, rios ou terrenos vazios.

Dos temas investigados pela pesquisa do IBGE, (esgoto, lixo, abastecimento de água e drenagem), o saneamento foi o que apresentou os piores resultados e que avançou menos em relação à pesquisa anterior, em 2000. Em oito anos, só 135 cidades passaram a prestar o serviço.

Os municípios sem rede de esgoto diminuíram apenas de 2.630 (em 2000) para 2.495 (em 2008).

Nesse período, o número de domicílios sem rede de esgoto diminuiu apenas de 36 milhões (66,5% do total) para 32 milhões (56%).

A situação era mais grave nos estados mais pobres, no Norte e no Nordeste, e nas cidades menores, expondo desigualdades regionais. Enquanto 86,3% dos domicílios do Distrito Federal eram atendidos por rede geral de esgoto, em Rondônia o sistema só beneficiava 1,6% das residências.

Quase a totalidade (99,8%) dos municípios paulistas prestava o serviço, mas no Piauí eram só 4,5%, na lanterna do ranking nacional.

 

Rio: 31 cidades não tratam o esgoto

Mesmo no Sudeste, de onde vieram os melhores resultados, grande parte das cidades enfrentava graves deficiências em saneamento. No Rio, por exemplo, só cinco municípios (Teresópolis, Guapimirim, Mangaratiba, São Francisco do Itabapoana e Japeri) não tinham rede coletora, mas o serviço de saneamento era oferecido a menos da metade (49,2%) dos domicílios fluminenses.

Em Engenheiro Pedreira, distrito de Japeri, município com cerca de cem mil habitantes na Baixada Fluminense, a doméstica Ana Marcelina Lins, de 61 anos, instalou fossas sépticas no quintal para receber o esgoto.

Mas na porta da sua casa corre um valão. O córrego segue até o Rio Guandu, que quilômetros à frente receberá mais de 160 toneladas diárias de produtos químicos, a elevados custos ao estado, para ter suas águas tratadas e abastecer cerca de nove milhões de pessoas na cidade do Rio e em parte da Região Metropolitana.

— O esgoto de Engenheiro Pedreira vai todo para o Guandu. É bom que o povo do Rio, que consome essa água, saiba disso, e que aqui tentem uma solução — reivindica Ana, enquanto o município diz buscar parcerias com o estado e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para obras de saneamento.

Para André Castro, ex-presidente do Instituto Trata Brasil, esse desenvolvimento a passos lentos reflete o subdesenvolvimento que ainda persiste no país: — O Brasil se orgulha de estar se desenvolvendo e de poder ser, em alguns anos, a quarta ou quinta economia do mundo. Mas não prioriza questões básicas como saneamento.

 

Isso é a prova do nosso subdesenvolvimento.

Não adianta dizer que é desenvolvido se não garante condições básicas de vida.

De acordo com a pesquisa, a situação em 2008 era ainda mais grave quando o assunto era o tratamento do esgoto, o que só 28,5% dos municípios, menos de um terço deles, faziam.

E mesmo as cidades que o coletavam, muitas despejavam esses efluentes sem qualquer cuidado na natureza, na maioria das vezes em rios. No Rio, por exemplo, 31 municípios com rede de esgoto não o tratavam.

Como resultado, rios degradados e obstáculos à recuperação de lagoas e da Baía de Guanabara, com prejuízos não só ao meio ambiente, mas também à saúde e à qualidade de vida de milhares de fluminenses.

O lixo e a água escura da Praia do Catalão, na Ilha do Fundão, são o retrato desse problema, a despeito dos milhões gastos em programas de despoluição da Baía. É nessa praia que o aposentado Genival de Oliveira, de 79 anos, morador da Favela Nova Holanda, passa parte de seus dias há mais de 50 anos, pescando.

Mas, se antes voltava para casa com fartura de peixes, hoje o que mais traz do mar no anzol é plástico: — Chamo de “peixe-saco”. Às vezes passo o dia aqui, e volto para casa sem peixe. Todos os rios que chegam à Baía estão poluídos.

Na mesma praia, o serralheiro Rui Fernando Bastos, de 63 anos, morador de Bonsucesso, se exercita diariamente na curta faixa de areia que sobrou: — Bom é quando a maré leva todo o lixo embora e deixa a areia branquinha.

Apesar de todo esse lixo, a natureza aqui sobrevive. Ainda espero ver este lugar livre da poluição.

COLABOROU: Carolina Benevides

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JORNAL DO BRASIL

Lixões ainda presentes em muitas cidades

 

O número de municípios que dão uma destinação final adequada aos resíduos sólidos aumentou no Brasil entre 2000 e 2008, mas os lixões (vazadouros a céu aberto) ainda eram o principal destino do lixo em 50,8% das cidades há dois anos. Em 2000, esse percentual era de 72,3%.

De acordo com o estudo do IBGE, o índice de municípios que passaram a usar prioritariamente os aterros sanitários (locais mais adequados para o tratamento do lixo) aumentou de 17,3% em 2000, para 27,7% em 2008.

Já a proporção de cidades que recorrem a aterros controlados (que são mais higiênicos do que os lixões, mas não são a alternativa ideal) permaneceu praticamente estagnada nos oito anos.

Em 2000, eram 22,3%. Em 2008, esse número passou para 22,5%.

Para o gerente de estudos e pesquisas sociais do IBGE, Antônio Tadeu Ribeiro de Oliveira, os lixões são, junto com a coleta de esgoto, um dos principais problemas de saneamento básico do Brasil.

Cerca de 50% dos municípios ainda recorrem a lixões. A gente tem que caminhar para a solução do aterro sanitário.

Hoje apenas 27% dos municípios fazem a destinação adequada dos resíduos. Para se adequar à lei, precisamos de mais de 70% dos municípios caminhando nessa direção disse Oliveira.

A pesquisa do IBGE mostra também que o número de cidades com projetos de coleta seletiva mais do que dobrou, passando de 451, em 2000, para 994 em 2008. Outro dado é que, há dois anos, apenas 38,9% das empresas coletoras de lixo tratavam resíduos de serviços de saúde em aterros específicos.

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NO PAÍS, 34,8 MILHÕES DE PESSOAS VIVEM SEM COLETA DE ESGOTO

BRASIL TEM 34,8 MILHÕES DE PESSOAS QUE VIVEM SEM COLETA DE ESGOTO
Autor(es): GABRIELA MOREIRA, LUCIANA NUNES LEAL e MÁRCIA VIEIRA
O Estado de S. Paulo – 21/08/2010
 
A expansão da rede de saneamento básico no Brasil não acompanhou o crescimento da população entre 2000 e 2008. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, divulgada ontem pelo IBGE, mostra que, em 2008, 34,8 milhões de pessoas, ou 18% da população, viviam em locais sem nenhum tipo de rede coletora de esgoto. Em 2000 eram 34,7 milhões, ou 20,4%. A proporção de domicílios com acesso à rede geral subiu de 33,5% para 44%, alta de 31,3%. O porcentual de municípios com rede coletora passou de 52,2% para 55,2%, um aumento de 194 municípios. Pouco mais de um quarto dos municípios (28,5%) trata o esgoto coletado.

O número de brasileiros que vivem em municípios sem rede coletora de esgoto aumentou no País em oito anos – e o crescimento do serviço, bastante tímido, não acompanhou o avanço populacional no período. Em 2008, a falta de infraestrutura sanitária afetava 34,8 milhões de pessoas (18% da população). Em 2000, eram 34,7 milhões (20,4%) – 100 mil pessoas a menos.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra também que mais da metade dos domicílios brasileiros (56%) não tem acesso à rede de esgoto – as Regiões Norte e Nordeste são as mais deficientes nesse ponto.

Os números sobre o tratamento do material coletado também são preocupantes: pouco mais de um quarto dos municípios (28%) trata o esgoto coletado. Também foi pequeno o crescimento dos municípios com rede coletora de esgoto: de 52% em 2000 para 55% em 2008. Isso representa um aumento de apenas 194 municípios.

O estudo do IBGE é feito com base em dados fornecidos pelas prefeituras, associações comunitárias e órgãos públicos e privados responsáveis por serviços de saneamento de todos os municípios brasileiros. Portanto, são dados oficiais dos governos.

O retrato do saneamento básico no País pode ser ainda mais preocupante do que revelam esses números. Na metodologia adotada, o IBGE considera que o município tem rede coletora de esgoto quando pelo menos um distrito é atendido. Nem a extensão nem a qualidade da rede estão incluídas nessa conta. Ou seja, mais brasileiros podem estar à margem das estatísticas.

A extensão das mazelas provocadas pela falta de saneamento é grande. A Organização Mundial de Saúde calcula que cada R$ 1 gasto em saneamento gera uma economia de R$ 4 em despesas com saúde. O próprio IBGE reconhece na pesquisa que “o saneamento básico é fundamental em termos de qualidade de vida, pois sua ausência acarreta poluição dos recursos hídricos, trazendo prejuízo à saúde da população, principalmente o aumento da mortalidade infantil”.

Desigualdade. Além de ter avançado pouco, o saneamento básico no País é distribuído de maneira desigual entre as regiões e é deficiente especialmente no Nordeste e no Norte. Dos 34,8 milhões de brasileiros que vivem em municípios sem rede coletora, 15,3 milhões (44%) são nordestinos.

O País tem hoje 32,2 milhões de casas sem acesso à rede. Apenas Distrito Federal (86,3%), São Paulo (82,1%) e Minas Gerais (68,9%) têm mais da metade dos domicílios atendida por rede geral de esgoto. Rio de Janeiro, com 49,2%, e Paraná, com 46,3%, ficaram acima da média nacional (44%). Os outros Estados apresentaram menos de 35% de cobertura.

“Uma parcela importante da população ainda não tem acesso a rede de esgoto”, analisa Antônio Tadeu de Oliveira, gerente da pesquisa. “Os dados mostram que houve evolução em todos os serviços. Mas o avanço mais tímido foi o esgotamento sanitário. Cresceu pouco. É preciso implantar o sistema nos municípios e fazer com que chegue às residências”, sugere.

Para Yves Besse, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto, é preciso mais que isso. “Estamos patinando em termos de rede de esgoto”, diz. Segundo ele, hoje 90% da rede é administrada pelo poder público. “O setor precisa de políticas para o saneamento”, acredita.

 

Correio Brasiliense: 30 MILHÕES DE CASAS SEM ESGOTO

Folha : metade das casas ainda não tem acesso a rede de esgoto

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NO BRASIL A MELHOR REDE DE ESGOTO CONTINUA SENDO:  “A GRANDE IMPRENSA”.

ADVOGADO DÁ APELIDOS AOS DELEGADOS MINEIROS…O QUINTETO DAS TREVAS SERIA COMPOSTO PELOS DOUTORES “MEGA HAIR”, “PAQUITA”, “NEANDERTAL”, “MUDINHO” e “GALINHO DE BRIGA” 7

Crime

Ércio Quaresma cria apelidos para policiais do Caso Bruno

Provocações que advogado de defesa do goleiro Bruno incluiu na peça de defesa prévia entregue à Justiça pode render processo por infração ética

Andréa Silva, de Belo Horizonte (MG)

Provocações também para as mulheres: Ana Maria Santos, chefe da Delegacia de Homicídio de Contagem, e Alessandra Wilke, receberam os respectivos apelidos “Mega Hair” e “Paquita”

Depois de colecionar frases polêmicas em entrevistas e de atazanar a vida dos investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais, o advogado Ércio Quaresma, que defende o goleiro Bruno e sete acusados da morte de Eliza Samudio, resolveu registrar, na defesa prévia entregue à Justiça na quinta-feira, apelidos e provocações aos policiais que apontaram o goleiro como mandante do crime. O documento protocolado no último dia de prazo para entrega da defesa por escrito foi publicado no blog de Quaresma, e trata Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil, como “Neandertal” – subespécie humana desaparecida há 30 mil anos. Wagner Pinto, chefe da alcunha de “Mudinho”, enquanto o delegado Júlio Wilke, foi chamado de “Galinho de Briga”.

As provocações mais hilárias, no entanto, foram reservadas às mulheres: as delegadas Ana Maria Santos, chefe da Delegacia de Homicídio de Contagem, e Alessandra Wilke, receberam os respectivos apelidos “Mega Hair”, devido aos longos cabelos, e “Paquita”, por ser loira.

Além dos apelidos, os seis delegados são classificados por Quaresma na peça de “Quinteto das Trevas”, referente ao procedimento adotado para tomar o depoimento dos oitos dos noves envolvidos no seqüestro e morte de Eliza. Edson Moreira e Wagner Pinto informaram na tarde de sexta-feira que não iria comentar sobre os apelidos que ganharam do advogado. Outros nomes relacionados pelo defesor de Bruno foram o do promotor Gustavo Fantini, que acompanhou o trabalho policial, o da mãe o goleiro, e do adolescente J. de 17 anos, primo do jogador sentenciado por envolvimento no crime.

Infração ética – Para o presidente da Comissão de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Ronaldo Armon, a situação pode ser considerada uma infração ética. “Caso os envolvidos considerem a ação do advogado uma ofensa pessoal, eles devem fazer uma representação à OAB e nós investigaremos o caso. Entretanto, precisamos verificar o conteúdo do documento enviado à Justiça e não o que consta no blog”, afirmou Armon. Sobre a divulgação do documento, o presidente da OAB afirma que como o caso não corre em segredo na Justiça, o defensor não cometeu nenhuma infração disciplinar. “A maneira como foi divulgado o documento, porém, pode caracterizar uma falta ética”, diz o representante da OAB.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Ministério Público chegou a fazer o pedido para que o caso corresse em segredo de Justiça, mas por escolha do próprio Ércio Quaresma, o andamento do processo seguirá em aberto.

Ércio Quaresma também relacionou 20 itens para novas apurações. Entre eles, contra provas dos exames de DNA, obtidos com os vestígios de sangue encontrado no Range Rover do jogador. O veículo teria sido usado para transportar Eliza Samúdio do Rio de Janeiro para Minas Gerais. O defensor pediu ainda a fita original das imagens obtidas dentro do avião, pela rede Globo, com a requisição do inquérito da Corregedoria de Polícia sobre o vazamento da conversa, e o bate-papo entre Eliza e amiga, pelo MSN, também divulgadas na emissora de TV.

Acusação. Além das testemunhas da defesa, 17 pessoas foram arroladas pelo Ministério Público e serão ouvidas pela juíza Marixa Fabiane Lopes, do 1º Tribunal do Júri do Fórum de Contagem, na fase de instrução criminal.

Acusações – Eliza Samúdio está desaparecida desde 10 de junho. Segundo denúncia do Ministério Público, com base nas investigações da Polícia Civil, Eliza foi sequestrada no dia 4 de junho em um hotel, no Rio de Janeiro, e mantida em cárcere privado na casa do goleiro, no Recreio dos Bandeirantes, até seguir para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eliza ela teria sido levada para a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, onde teria sido estrangulada.

Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Dayanne Souza (mulher de Bruno), Elenílson Vítor da Silva (administrador do sítio), Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques, o Coxinha, Sérgio Rosa Sales (primo do goleiro), e Fernanda Gomes de Castro (atual amante do jogador) foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos responderá por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Dilma vai a 47%, e Serra tem 30% após horário eleitoral, aponta Datafolha 14

Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno

Petista vai a 47%, e tucano tem 30% após horário eleitoral, aponta Datafolha

Marina oscilou de 10% para 9%; candidata do PT tem 54% dos votos válidos; 34% dizem ter assistido propaganda

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.
Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.
A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.
Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.
Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.
Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.
Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha (leia texto sobre propaganda na pág. A6).
A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).
Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.

MULHERES E SUL
Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.
Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.
A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%.
Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%.
Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.
No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.
Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.
Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.

ESTAMOS PHODIDOS “post 1″…VEJAM A NOVA POLÍCIA REARRANJADA PELO GERALDO….A MAÇANETAGEM IMPERARÁ E A SEGURANÇA ACABARÁ NA MÃO DO TERCEIRO SETOR…DE ONG (Onde Nóis – eles – Ganha) 18

Para Comandande da PM: TUKSON CAMELO.

Um Coromé banana filho de outro Coromé bananão que comia, muito bem, na ADPM. 

Continuando  a comer, já que tem vida longa,   na  cooperativa de crédito da PM.

Para Delegado Geral: o doutor ROUBERTO  Júnior. Amigo do peito do primo do Geraldo.

Os disque-denúncia continuarão sob a responsabilidade de filantropos: ONG ( Onde  Nóis Ganha ), OSCIP ( Onde Só Corrupto Inescrupuloso Participa ); ISPCV ( Instituto Só Pilantra Contra Você ).

O Jonnhy Rock – afilhado do campineiro cara de cavalo – será o DG adjunto.

Pois ainda é  o maior representante do chamado “corre” caipira. Ah, e o mais próspero! 

Vai trocar de terno, inclusive.  Grife Armani!

Não quer nunca mais ser chamado de  John Paletó.

CORRE…CORRE…CORRE  MINHA GENTE.

Se o GERALDO for eleito nós estaremos phodidos!

EU PHODIDO E NEM MAL PAGO! 

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Com a colaboração inestimável do amigo do 9º andar da Brigadeiro Tobias…

O correio  tarda – 20 dias – mas não falha.

DONO DE CONSTRUTORA DE EDIFÍCIOS E REVENDAS DE AUTOMÓVEIS NA BAIXADA SANTISTA É ACUSADO DE TRÁFICO DE COCAÍNA , ARMAS E DE LAVAGEM DE DINHEIRO PARA O PCC 17

Justiça de SP vê ligação de empreiteiro com o PCC

Flauzio dos Santos Santana e outros sete réus são acusados de formação de quadrilha para lavar dinheiro do tráfico

AE

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A Justiça abriu processo contra o empreiteiro Flauzio dos Santos Santana, de 43 anos, e outros sete réus sob acusação de terem formado uma quadrilha para lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas. A denúncia da Promotoria diz que por trás da fachada de empresário se esconde um homem que em 2008 “passou a prestar contas ao representante do setor de disciplina do Primeiro Comando da Capital (PCC)”.
Esta é a primeira vez que o Ministério Público Estadual (MPE) acusa um empreiteiro de envolvimento com a facção. Investigado pelas Polícias Federal e Civil e Receitas Federal e Estadual, Flauzio responde ao processo em liberdade e nega os crimes e a suposta relação com o PCC. Seus advogados foram intimados a apresentar a defesa prévia. Ele nunca foi flagrado com drogas ou armas pela polícia.
Relatório da PF diz que Flauzio usava um celular para conversas sigilosas e outro para negócios lícitos. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), ele movimentou R$ 165 milhões em suas empresas entre 2000 e 2005 por meio de uma construtora, indústria de embalagem, fazenda e loja de carros. Só as empresas Marecar Veículos, Taís Veículos e Artec Praia Grande teriam movimentado R$ 100 milhões – só a última está em nome de Flauzio.
Segundo o Gedec, embora as demais empresas estejam em nomes de laranjas, Flauzio usou as contas delas para movimentar dinheiro. “É certo que o capital movimentado pelas empresas não contou com respaldo nas receitas declaradas à Receita Federal e tampouco provém de atividade econômica legítima”, afirma a denúncia assinada pelos promotores Arthur Pinto de Lemos Junior, Gilberto Leme Garcia e Cássio Conserino.
Flauzio mesclaria o dinheiro do crime com o capital das empresas, especialmente na construção de prédios. Ele teria lavado o dinheiro comprando carros de luxo, embarcações. Segundo a acusação, ele começou no tráfico de drogas em 2000 – conversas suas sobre supostas remessas de drogas foram gravadas pela polícia. Em junho de 2008, ele teria sido surpreendido participando de uma teleconferência com bandidos do PCC.

Defesa

Flauzio nega qualquer vínculo com o PCC. E diz que jamais comercializou armas. Suas declarações foram prestadas à polícia em 18 de junho de 2009, ocasião em que teve casa e escritórios vasculhados pela Delegacia de Roubo a Banco. No depoimento, afirma que seus bens e dinheiro tiveram origem “na construção civil”. Ele diz que em 1998 começou a erguer residências e prédios de pequeno porte na Baixada Santista.
No ano seguinte, fundou a construtora Artec, que funciona até hoje. Figuram como donos ele e a mulher, Cristiana Ferreira de Flauzio. Em janeiro, ela foi ouvida pelo núcleo de Santos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e confirmou que a empresa da qual é sócia é dona de uma Ferrari. Mas disse desconhecer outros bens que o Ministério Público diz pertencerem a Santana, como uma lancha e um Porsche.
A reportagem procurou a advogada Daniela Correia Tonolli, que defende Santana. Ela informou que não continuaria no caso e, ontem, não poderia informar o substituto. A reportagem tentou ainda entrar em contato com Santana por celular e em casa, mas não conseguiu.

CANSADO, A CASA CENSORA JÁ DETERMINOU O INDICIAMENTO DO DELEGADO ROUBERTO DA ONG – ONDE NÓS GANHA – FLIT SOLUTION 4

PM/08/20 às 19:24 – CANSADO

Agora vai a alta casa censora não apontou ninguém como responsável pela fraude no concurso das organizações tabajara, ou melhor, do CSI/ do quarto mundo, não acredito que isso ocorreu, vou conclamar a todos os policiais que aqui postam os seus comentários, para façamos uma corrente de pensamento, positivo, para com a ajuda, de entes do lado de lá da fronteira da vida para que estes apontem que são os responsáveis pela fraude, se nem os espíritos conseguirem, vou disponibilizar o meu nome e cargo vou assumir a culpa, pois não posso deixar que desmoralizem a alta casa cen$$$ora a da minha impoluta “POLIÇA CIVIL”.
Mas como não sou de ferro, e nem espírito ainda vou querer uma beiradinha da pamonha OK.
Pensamento positivo vai lá,…..um mantra, UHOOOOMMM, uHOOOOMMMM….

ENQUETE NO TWITTER MOSTRA GERALDO COM 36,7% E 32,6% DAS INTENÇÕES DE VOTOS EM ALOIZIO MERCADANTE 26

Resultados
  1. Geraldo Alckmin – 36,7% (1760 votos)
  2. Aloizio Mercadante – 32,6% (1564 votos)
  3. Paulo Skaf – 9,3% (448 votos)
  4. Paulo Búfalo – 9,2% (440 votos)
  5. Fábio Feldmann – 4,6% (222 votos)
  6. Celso Russomanno – 4,2% (202 votos)
  7. Branco/Nulo – 1,4% (69 votos)
  8. Mancha – 1,3% (63 votos)
  9. Anaí Caproni – 0,3% (14 votos)
  10. Igor Grabois – 0,3% (13 votos)

De acordo com o artigo 21, da Resolução TSE 23.190/2009, a presente enquete do eleitorado tem caráter de mero levantamento de opiniões, não se caracterizando como uma pesquisa eleitoral.

http://tvoto.virtualnet.com.br/resultados/6

Promotor dos EUA critica Judiciário do Brasil 5

Se o país quiser congelar dinheiro ilegal terá de mudar seu Judiciário, diz Adam Kaufmann

MARIO CESAR CARVALHO

FOLHA DE SÃO PAULO

 

O promotor dos EUA Adam Kaufmann criticou a “lentidão da Justiça brasileira” e a dificuldade do país em ter sentenças definitivas em casos de crime financeiro.

“A Justiça brasileira precisa mudar. Se o país quer manter dinheiro de crime congelado nos EUA, terá de produzir decisões finais sobre esses casos”, disse ontem à Folha, em São Paulo.

O promotor referia-se ao caso em que um tribunal dos EUA decidiu liberar cerca de US$ 500 milhões (R$ 880 milhões) do Opportunity retidos nos EUA porque não há nem decisão de primeira instância sobre o processo.

Chefe de investigação da promotoria distrital de Nova York, Kaufmann obteve o primeiro mandado de prisão no exterior contra Paulo Maluf.

Ele ilustrou as perdas que o Brasil pode ter pelo fato de sua Justiça não gerar sentenças: em cinco casos em que atuou sobre doleiros, passaram por bancos de Nova York cerca de US$ 20 bilhões. Recursos de doleiros dos casos Banestado e Merchands Bank, hoje congelados, correm o risco de ser liberados.

A Folha revelou que um dos casos é o do doleiro Antonio Pires de Almeida, o único brasileiro que foi acusado de receber dinheiro do narcotráfico. Uma conta dele com US$ 8 milhões está na iminência de ser desbloqueada.

PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO REESTABELECE OS EFEITOS DA RESOLUÇÃO SSP n. 233/2009 QUE DETERMINA A COMPETÊNCIA FUNCIONAL DOS DELEGADOS DE POLÍCIA PARA A ELABORAÇÃO DOS TERMOS CIRCUNSTANCIADOS 29

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Gabinete da Presidência

Suspensão de Execução de Sentença nº 990.10.362786-5

Natureza: Suspensão de Execução de Sentença
Processo n.º 990.10.362786-5
Requerente: O Estado de São Paulo
Requerido: Associação dos Oficiais da Polícia Militar do
Estado de São Paulo

Vistos.

Trata-se de pedido de suspensão dos efeitos da sentença proferida pelo MM. Juiz de Direito da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, nos autos do mandado de segurança (Processo n.º 053.09.035111-0), impetrado pela Associação dos Oficiais da Policia Militar do Estado de São Paulo contra ato do Senhor Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, que por meio da Resolução SSP n. 233, de 09 de setembro de 2009, delegou competência exclusiva aos Delegados de Polícia, para a elaboração de Termos Circunstanciados, por entender a Impetrante estar em desacordo com o que determina o artigo 69 da Lei n. 9.099/95, pleiteando que os policiais militares continuem a elaborar os referidos Termos.

A r. Sentença concedeu a ordem permitindo que a Polícia Militar realize a lavratura de Termos Circunstanciados, desde que, concomitantemente haja a assinatura de Oficial da Polícia Militar.

Pretende o Requerente sustar a execução da sentença, alegando grave risco de lesão à ordem e segurança públicas.

É o relatório.

O pedido de suspensão é de ser deferido.

Admite-o o art. 15, da Lei n.º 12.016/2009, a requerimento da pessoa jurídica de direito público interessada ou do Ministério Público.

A suspensão da liminar ou dos efeitos da sentença proferida em mandado de segurança pelo Presidente do Tribunal competente para conhecer do recurso, constitui medida anormal e urgente de forma a evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, não consistindo a presente providência em sucedâneo dos recursos de agravo ou de apelação.

Nesse sentido a doutrina de HELY LOPES MEIRELLES1 de que: “Sendo a suspensão da liminar ou dos efeitos da sentença uma providência drástica e excepcional, só se justifica quando a decisão possa afetar de tal modo a ordem pública, a economia, a saúde ou qualquer outro interesse da coletividade que aconselhe sua sustação até o julgamento final do mandado”.

Não cabe o exame do mérito da decisão proferida na ação de mandado de segurança, do seu acerto ou não.

Assim se pronunciou reiteradamente o Supremo Tribunal Federal de que: “Na suspensão de segurança não se aprecia o mérito do processo principal, mas tão-somente a ocorrência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes consagrados em lei, quais sejam, a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas” (SS 2385 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 10/03/2008, DJe-065 DIVULG 10-04-2008 PUBLIC 11-04-2008 EMENT VOL- 02314-02 PP-00328).

Admite-se, porém, que na análise do pedido de suspensão se faça um juízo mínimo de delibação a respeito das questões jurídicas debatidas na ação principal de forma a se constatar a existência do direito e do perigo de grave dano.

Em conformidade com o art. 69 da Lei n. 9.099/95: “A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários”.

O mandamus foi manejado contra a Resolução SSP n. 233/2009, do Secretário da Segurança Pública que dispôs que: “O policial, civil ou militar, que tomar conhecimento de prática de infração penal que se afigure de menor potencial ofensivo, deverá comunicá-la, imediatamente, à autoridade policial da Delegacia de Polícia da respectiva circunscrição policial, a quem compete, por sua qualificação profissional, tipificar o fato penalmente punível” (art. 1º), bem como que a autoridade policial em serviço na Delegacia de Polícia, verificando tratar-se de infração de menor potencial ofensivo, é que adotará as providências previstas na Lei n. 9.099/95, dentre elas, a elaboração do Termo Circunstanciado (art. 2º).

Entende a Associação Impetrante que tal disposição ofende a esfera de atribuições de seus associados Oficiais da Polícia Militar, impedindo-os de exercer na plenitude legal a autoridade que lhes confere o art. 69 da Lei n. 9.099/95.

Não se olvida que o PROVIMENTO CSM Nº 1.670/2009, que revogou o Provimento n. 758/2001, citado na r. sentença, estabeleceu que: “51. A autoridade policial que atue no policiamento ostensivo ou investigatório, ao tomar conhecimento da ocorrência, lavrará termo circunstanciado, que encaminhará imediatamente ao Juizado. 51.1. O Juiz de Direito responsável pelas atividades do Juizado é autorizado a tomar conhecimento dos termos circunstanciados elaborados por policiais militares, desde que também assinados por Oficial da Polícia Militar”.

Porém, este Provimento datado de 19 de maio de 2009, que é anterior da Resolução SSP n. 233 de 09 de setembro de 2009, não teve a intenção de impedir que o Senhor Secretário de Segurança Pública, no uso de suas atribuições, na administração e chefia geral da organização policial em todo o Estado de São Paulo, estabelecesse a competência funcional privativa dos Delegados de Polícia, para a elaboração dos termos circunstanciados.

Deve-se ressaltar que é a antiga a discussão quanto a possibilidade da Polícia Militar também elaborá-los, devendo-se considerar o entendimento do Superior Tribunal de justiça, constante do Habeas Corpus n. 7.199/PR, Relatado pelo Ministro Vicente Leal, no sentido de que: “tal providência deve ser realizada, a priori, pela Polícia Judiciária, através do Delegado de Polícia”, aduzindo não consubstanciar: “todavia, ilegalidade a circunstância de utilizar o Estado o contingente da Polícia Militar, em face da deficiência dos quadros da Polícia Civil”.

Nas circunstâncias, a execução imediata da sentença resultará em grave violação à ordem e segurança públicas, na medida em que pode aviventar antigas divergências entre as Polícias Civil e Militar, que motivaram a edição da Resolução SSP n. 233/2009, bem como gerar dúvidas e incertezas e prejuízo à administração das polícias e ao gerenciamento das políticas públicas de segurança.
Assim sendo, o presente pedido é mesmo de ser deferido, eis que existem elementos ensejadores da suspensão.

Daí porque defiro o pedido de suspensão dos efeitos da sentença até o seu trânsito em julgado, comunicando o Juízo a quo por fax.

Int.

São Paulo, 10 de agosto de 2010.

VIANA SANTOS
Presidente do Tribunal de Justiça

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ADPESP 29

Nota de esclarecimento 

Sobre a declaração (vídeo) do candidato à presidência José Serra, que disse ser mentira a informação divulgada pela também candidata Dilma Rousseff, de que os salários dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo são os piores do país

Diferente do que disse na última sexta-feira (13) o candidato à presidência José Serra, os salários dos delegados de polícia do estado de São Paulo, o estado mais rico do país, são os piores da nação, sim. Clique aqui para ver a tabela, com as suas respectivas fontes.

E isso não é “bobagem”, é apenas uma das aberrações da situação da Segurança Pública paulista. Além da baixa remuneração, hoje são apenas 3,2 mil delegados para os 42 milhões de habitantes. Sem contar que 30% das delegacias do Estado de SP não contam com delegados titulares.

Essa não é a primeira vez que José Serra ignora a situação. Inúmeras foram as investidas dos delegados em conversar sobre reestruturação. Em 2008, o então governador assistiu à maior greve da história da Polícia Civil (59 dias) com a promessa de reformas em dois anos, o que não ocorreu. As propostas estão no Palácio dos Bandeirantes e visam à melhora de condições na carreira e estruturais.

Recentemente, o governo paulista aprovou o Adicional de Local de Exercício (ALE). O benefício traz ironias como tornar a arrecadação do imposto de renda maior do que o aumento. Vale destacar, também, que o adicional será pago integralmente em apenas cinco anos. O que fica de certeza com o ALE é que pelo menos até 2014 os delegados paulistas continuarão tendo o pior salário do Brasil.

PSDB está processando novamente delegados de polícia – no mesmo dia em que José Serra disse ser “bobagem” a questão salarial dos delegados, o Tribunal Regional Eleitoral de SP, a pedido do partido e seus coligados nas eleições, entrou com um Mandado de Suspensão de campanha publicitária (www.adpesp.org.br/campanha) da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de SP – Adpesp. Alega-se que a Associação esteja fazendo propaganda eleitoral negativa.

Contudo, os números divulgados, como a remuneração, são oficiais. Por isso, a Adpesp reforça que é apartidária e está, como sempre esteve, preocupada apenas em tornar o mínimo razoável as condições de trabalho dos delegados de SP.

Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – Adpesp

CENSURA OFICIAL: Tucanos tentam barrar anúncio de delegados…ESTRANHO, ONTEM, MEU GOVERNADOR NÃO AFIRMOU QUE PERSEGUIÇÃO A JORNALISTA E ATENTADO A LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO É COISA DO PT? 16

Tucanos tentam barrar anúncio de delegados
Associação da classe recebe notificação judicial para suspender campanha que denuncia condições de trabalho e salários
17 de agosto de 2010 |
 
Malu Delgado – O Estado de S.Paulo
A Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo (Adpesp) recebeu, na última sexta-feira, notificação judicial para suspender a veiculação no Estado de uma campanha publicitária de protesto às condições de trabalho e salariais da categoria.
Segundo informações da Adpesp, o mandado de suspensão teria sido impetrado pelo PSDB estadual, sob a alegação de que a campanha é uma propaganda eleitoral negativa. Procurado pelo Estado, o PSDB-SP não se pronunciou sobre o assunto.
A assessoria de imprensa do candidato do PSDB ao governo, Geraldo Alckmin, informou que se tratava de uma ação partidária e não da campanha.
O tema segurança pública é considerado prioridade para todos os candidatos ao governo de São Paulo e também à Presidência. O candidato do PSDB, José Serra, já anunciou inclusive a intenção de criar o Ministério da Segurança Pública, se eleito.
Em informe divulgado à imprensa ontem, a Adpesp critica declaração de Serra, na última sexta-feira, em que considera “bobagem” o argumento da entidade sindical sobre o fato de os salários da categoria no Estado serem os piores do país.
A presidente da Adpesp, Marilda Pansonato Pinheiro, nega qualquer intenção político-partidária na campanha publicitária institucional veiculada entre os dias 29 de julho e 1º de agosto. Segundo a associação, a campanha veiculada em mídia eletrônica e na internet teria atingido cerca de 49% do Estado, especialmente nos municípios do interior. Está prevista uma terceira fase da campanha, que seria veiculada exatamente no mês de setembro, às vésperas da eleição.
“A campanha foi feita para conscientizarmos a sociedade sobre a situação da segurança pública no Estado”, afirma Marilda Pinheiro. A presidente da associação afirma que há cerca de 3.200 delegados civis no Estado responsáveis por atender uma população de 42 milhões de pessoas. “Fizemos um acordo com o governo Serra que não foi cumprido”, diz a presidente.
A assessoria de imprensa do candidato José Serra também não respondeu às perguntas enviadas pelo Estado por e-mail.
Outro lado. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, por intermédio de sua assessoria de imprensa, contestou os dados da associação. Segundo a assessoria, o piso salarial é de R$ 5.810,30 para os delegados que atuam em cidades com mais de 500 mil habitantes, mas o salário de um delegado de Classe Especial, o topo da carreira, chega a R$ 12.600 (bruto). A Secretaria informa, ainda, que no Estado há isonomia salarial entre todas as polícias e que São Paulo é reconhecido nacionalmente pela drástica redução dos índices de homicídio – 10,9 homicídios para cada 100 mil habitantes, a segunda melhor colocação no ranking nacional em 2008.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, a incorporação do ALE (Adicional por Local de Exercício) aos salários foi um acordo com o atual governo e uma conquista da categoria.
Segundo dados oficiais, o orçamento de 2010 da Secretaria de Segurança Pública do Estado é de R$ 11,2 bilhões. O pagamento de pessoal consome R$ 9,4 bilhões deste montante. Na última década, segundo a Secretaria, o gasto com pessoal superou em 35% o aumento da inflação do período. Para o atual governo, o tema segurança deve ser analisado a partir de uma perspectiva macro, que leva em conta resultados positivos da política pública implementada no Estado.
A Adpesp não se convence com os argumentos do governo estadual. “A incorporação do adicional será feita ao longo de cinco anos. Nós recebemos o pior salário do país”, informa a presidente da associação.
“Somos apartidários e a nossa política é institucional. Eu não sou filiada a nenhum partido, nunca fui. Tentaram tirar nossa campanha do ar antes e não tiveram sucesso”, continuou Marilda Pinheiro. A Adpesp informou que seu departamento jurídico já prepara recurso para derrubar a suspensão da campanha.
Tema de campanha
No debate da TV Bandeirantes na semana passada, o candidato Celso Russomanno (PP) criticou a gestão tucana na segurança e defendeu melhores salários para os delegados.

PROCURADORIA DO ESTADO RATIFICA DECISÃO ABSOLUTÓRIA FAVORÁVEL AO DELEGADO PAULO SÉRGIO OPPIDO FLEURY 7

paradipol@flitparalisante.com

data18 de agosto de 2010 16:20
assunto: fleury
assinado porgmail.com

ocultar detalhes 18 ago (2 dias atrás)

Estou encaminhando cópia do DO de 10/08/2010 onde foi publicado a
prescrição do PA 7074/03.
Este caso por incrivel que se possa imaginar estava arquivado,com
despacho so Sr.Secretario Saulo,de 2005.
Este  secretario atual,no afã de castigar toda a Policia
Civil,desarquivou,alegando que o SR. secretario não é competente para
decidir sobre punição a Delegados,e sim o Governador.
A sêde é tão grande,que atropelando todos os prazos e os direitos de
defesa,determinou a procuradora que desse um jeito de prejudicar o
Fleury.Neste impeto eles se esqueceram da prescrição.
Quando o PA estava no Palacio ( isto demorou 30 dias estre desarquivar
e juntar o parecer da procuradora) juntamos nossa defesa,ao 05 de
janeiro,e fomos surpreendidos com esta boa noticia.
É uma vitoria contra este secretario,que vai embora em dezembro; talvez sem deixar saudade.
Sr. Conde Guerra gostaria de divulgar esta decisão  que dá um alento a
todos os policiais que são vitimas da perseguição implacavel deste
inimigo da Policia Civil,o qual não faz justiça,apenas promove a
injustiça,levando em consideração  o que ouve do reservado da PM e dos
delegados alcaguetas que puxam seu  saco.Humilha nosso conselho,não
dando a menor atenção a suas decisões.Chama Delegados  e os ofende em
seu gabinete.Este  aparentemente exerce algum ódio acumulado . Isto sim é
revanchismo.
absolvissão.JPG

___________________________

Espero  então que o Excelentíssimo Secretário de Segurança,  conforme  entendimento da Procuradoria do Estado, possa proferir decisão em P.A.D. instaurado em desfavor de Delegados de Polícia.

Especialmente: sempre nos absolvendo ou atenuando a penalidade.

Nós os desapadrinhados, desafortunados e desvalorosos.

O FLIT PARALISANTE PODE SER BOCA SUJA…MAS É LIMPINHO, SEM PATROCINADOR E PERSEGUIDO PELAS VIÚVAS DO ADHEMAR…É PAU NA MÁQUINA; NÃO PAU EM NÓS!…(“PAU NA MÁQUINA, O GERALDO É MESMO ORIGINAL) 14

19/08/2010 – 13h57
Serra acusa governo de financiar ‘blogs sujos’ e perseguir jornalistas
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PLÍNIO FRAGA
DO RIO
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acusou nesta quinta-feira o governo federal de financiar “blogs sujos” que “dão norte do patrulhamento” a jornalistas.
Durante discurso no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, Serra afirmou que o governo faz “patrulhamentos e perseguições sistemáticas” a jornalistas.
“Boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos, como por exemplo da TV Brasil, que não foi feita para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir de instrumento de poder para um partido.”
Serra defendeu que haja regulamentação do direito de resposta depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou a lei de imprensa como inconstitucional. “É uma questão que não deve ficar em aberto porque pode gerar coisa ruim em termos de censura e liberdade de imprensa.”
Em seu discurso, Serra fez críticas diretas à candidata do PT, Dilma Rousseff, e ao PT por defenderem o “controle da mídia”, que segundo ele, nada mais é do que censura e restrição à liberdade de expressão.
O candidato assinou ao final do pronunciamento da “Declaração de Chapultepec”, documento em defesa da liberdade de expressão elaborado em reunião no México, no qual, por exemplo, está expresso que nenhum meio de comunicação ou jornalista deve ser sancionado por difundir a verdade, criticar ou fazer denúncias contra o poder público.
Após sua palestra, Serra se recusou a responder três perguntas de jornalistas sobre a suposta falta de oposição no Brasil e sobre quais são os blogs sujos a que se referia.
Ao ser questionado, respondia: “Alguma outra pergunta?” Só manifestou-se quando um repórter de TV o perguntou sobre seu empenho na defesa da liberdade de expressão.

POLÍCIA PENAL; Quem diz que não pode ser feito nunca deve interromper aquele que está fazendo. 5

PM/08/19 às 15:37 – REALIDADE DO SISTEMA PRISIONAL

POLÍCIA PENAL.

Para matar uma pessoa não é preciso tirar-lhe a vida. Basta privar-lhe de seus sonhos.

Tem ladrão pra todo mundo.

Não quero ser inoportuno nem inconveniente, apenas gostaria de deixar aqui um tema para reflexão.

Tem ladrão pra todo mundo:
Ao contrário do que opositores rezam, NÓS “servidores públicos que trabalhamos nos estabelecimentos penais” não queremos inserções abruptas na seara funcional das polícias já existentes, (SEARA FUNCIONAL) aí está a gênese de toda a polêmica, nada proveitoso conflito
O importante e a regulamentação nacional do salário, da carga horária e de outras condições de trabalho dos servidores do sistema prisional brasileiro, tal reforma pode e deve ser implementada sem que seja criado mais um órgão policial”

O reconhecimento normativo da Policia Penal (preliminarmente chamada de Polícia Penitenciária, Polícia Prisional), através da PEC-308 depende, agora, de aprovação na Câmara e no Senado Federal para, em seguida, ser promulgada.

Entidades classistas, representantes dos servidores públicos que trabalham nos estabelecimentos penais de todo o país, começam a se mobilizar, visando mostrar, aos senhores parlamentares, mais que uma conveniência profissional, a necessidade social desse reconhecimento. Pretendem demonstrar que, antes de se constituir em pleito classista, referida PEC vem preencher uma lacuna social premente, contribuindo para redução das ameaças no ambiente de insegurança em que se vive. Têm convicção de que, fatalmente, esse trabalho de esclarecimentos deverá estender-se a algumas pessoas e órgãos que, ainda, não se mostram convencidos da oportunidade da aprovação. Essa postura, vista por eles como equivocada, decorreria de falta de informações para uns e de inadequado embasamento técnico para outros, o que poderá ser suprido com argumentações e explicações que conduzam ao convencimento do impacto social extremamente positivo, decorrente da promulgação da PEC-308.

Difícil será debater com quem fundamenta seus pontos de vista em princípios doutrinários arcaicos, anacrônicos. Contudo, se houver uma postura receptiva para o diálogo, para o debate construtivo, provavelmente ocorrerá reexame de posicionamentos. Há muitas concordâncias no varejo e poucas, mas fortes, discordâncias no atacado. As divergências têm fulcro na ambigüidade conceptual e na heterogeneidade doutrinária, cuja origem, entretanto, está numa área bem mais ampla que a discussão sobre a Polícia Penal. A gênese está numa instância superior, onde continuam sendo discutidos, em relação à sociedade, conceitos e doutrina de proteção, de insegurança, de segurança pública, de defesa social, de sistema policial, de ameaças, de vulnerabilidades e outros mais. Mas, certamente, a discussão sobre a Polícia Penal, ensejará, residualmente, a oportunidade de se conhecer e entender melhor a instituição-polícia, o sistema policial, o ciclo completo de polícia e o sistema de defesa social.

Quem é contrário argumenta, fundamentalmente, que o sistema penitenciário não se confunde com o sistema policial; que as atribuições previstas pela PEC, para a Polícia Penal, são atribuições de polícias já existentes, inviabilizando-a; que o Congresso estaria propondo, como solução para a segurança pública, a criação de uma nova polícia, além de outras colocações impertinentes, descabidas; que essa atividade, enfim, não é atividade policial.

Entendo que o Sistema Penitenciário (ou sistema penal, ou sistema de execução penal), como está disposto, integrado pelo Ministério Público, Judiciário e Administração Pública, óbvia e realmente não integra o sistema policial. Entretanto, a Administração Pública Penal (que detém o poder de polícia administrativa penal) o integra, sim.

Quanto ao fato de a Polícia Penal exercer atividades atribuídas a outras polícias, é importante ressaltar que há tendência de surgimento de especificidades para atender determinadas peculiaridades. Recentemente, o médico era um generalista. Hoje temos, por exemplo, especialistas em mão, em joelho, em cabeça, etc. Constata-se haver algumas situações, bem mais complexas que a cristalina atividade de Polícia Penal, envolvendo outros exercícios policiais, fluindo sem que seja dada atenção a alguns questionamentos. De passagem, lembra-se que, há bem pouco tempo, foram criadas a Polícia do Senado e a Polícia da Câmara dos Deputados. Originariamente, havia a expectativa de que haveria troca de um contingente privado por um contingente público, para a proteção patrimonial e de pessoas no âmbito das respectivas instalações, apenas. Contudo, o rol de atividades é extremamente amplo, pelo que são questionadas por fazerem investigações, inquéritos, perícias, escoltas de dignitários, guardas residenciais e outras. E mais, Guardas Municipais, que detêm o Poder de Polícia Administrativa Municipal, criadas para proteger os próprios municipais, ultrapassam seus limites legais de competência, quando são empregadas como força pública municipal (a um passo de se transformarem em guardas pretorianas) e tem havido tácita aceitação. Essa atividade continua sendo realizada, ainda, em algumas cidades, pela Força Estadual, cognominada Polícia Militar. Recentemente foi criada a Força Nacional (que, subutilizada, lamenta-se, não teve reconhecida sua extraordinária importância) para suplementar o trabalho da força estadual ou para cumprir atividades-força, realizadas até então pela Polícia Federal, que vem extrapolando sua missão constitucional de investigar autoria e materialidade de delitos, na qualidade de Polícia Judiciária da União, não sendo, portanto, Força Federal de Polícia.

Divulgar que a Câmara Federal pretende transformar o reconhecimento da Polícia Penal em panacéia para a segurança pública é um equívoco, uma inverdade. Sem dúvida, trata-se de uma grande contribuição, uma inteligente decisão técnica, visando adoção de alguns procedimentos e comportamentos futuros, com interveniência positiva na redução da insegurança, em razão de fortalecimento do Sistema de Defesa Social (não, apenas, para a segurança pública). E, ao se falar desse novel sistema, creio ser oportuno lembrar aqui que, no enfrentamento à violência urbana, a contenção criminal é importante, mas, a inserção social é fundamental. Falhando essa, restaria o recurso da reinserção, através da reintegração e da ressocialização, esforços de que participa a Polícia Penal. Quando, às vezes, grandes ameaças à sociedade têm origem dentro das prisões, isso se dá, quase na totalidade, por desídia governamental nas áreas administrativa, logística e operacional, o que pode gerar desânimo e descompromisso com os resultados da administração penal (prisional, penitenciária) em alguns Estados.

Após essas considerações, manifesto meu entendimento de que a PEC-308 será promulgada por, no mínimo, quatro motivos.

O primeiro é que a atividade desenvolvida pela Administração, na execução penal, é uma atividade típica de polícia, basicamente através do exercício do poder de polícia administrativa penal e eventualmente através do exercício da força de polícia penal. Um entendimento inovador é de que o Estado existe, basilarmente, para prover a proteção e promover o desenvolvimento. Para isso, detém autoridade, bipartida em poder e força. Muitas pessoas enxergam Polícia como sendo uma instituição que “corre atrás de ladrão e prende bandido”. Isso é muito pouco!

Polícia é instituição, atividade, sistema estatal de proteção social distribuída em estruturas de poder e força, garantidora da ordem social.

Dessa forma, grosso modo, o sistema policial é integrado por órgãos distribuídos nas esferas municipal, estadual e federal (não necessariamente existentes em todas), desempenhando atividades que representam o sempre discutido ciclo completo de polícia: começa pela Polícia Administrativa, a polícia de normas, de resoluções, de fiscalizações, de sanções administrativas (polícias do meio-ambiente, sanitária, fazendária, dos transportes, da seguridade social, do senado, da câmara, rodoviária, portuária, ferroviária, das construções e edificações, da habitação, do meio circulante e inúmeras outras); passa pela Polícia Judiciária, que investiga autoria e materialidade de delitos (Polícia Civil e Polícia Federal), e pela Polícia de Desastres, que realiza a prevenção e a sustinência de desastres (Corpos de Bombeiros e Comissões de Defesa Civil); finda na Polícia Penal, encarregada da custódia e participante da ressocialização de apenados, além de auxiliar na fiscalização de decisões judiciais. As Forças Policiais, integrando e enfeixando esse ciclo, fazem a polícia ostensiva, acautelam o poder de polícia de todos esses órgãos policiais e, ainda, garantem o funcionamento dos poderes estaduais constituidos (Polícia Militar e Força Nacional).

O segundo é que vem passando despercebido o fato de, na realidade, não estar sendo criada uma nova polícia. Está sendo buscado o reconhecimento da existência de uma secular atividade policial. Afinal, os precursores da Polícia Penal aqui aportaram custodiando os degredados trazidos por Cabral (o Pedro), há mais de quinhentos anos. Através da PEC federal, busca-se o reconhecimento normativo de um órgão policial – em alguns locais, institucionalmente virtual – mas, que, realmente, desempenha ações que integram a execução penal, presente em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal. Esse reconhecimento ensejará ocupação de espaço (em alguns Estados, as PM e PC não querem realizar esse tipo de serviço, em outros, já estão transferindo a missão para Guardas Penais, sólidas e/ou embrionárias) e, também, uma identidade profissional (que trará, minimamente, dignidade profissional e respeito).

O terceiro é que, com a estruturação da Polícia Penal, haverá reflexos altamente positivos na sociedade, provocados por efetividade na administração penal e instalação de uma gestão profissional. O sistema de administração penal não está falido. Ainda! Isso em razão, tão somente, do esforço pessoal de quem está, no dia a dia, em contato direto com o apenado. Felizmente, alguns governantes começam a acordar e enxergar a importância de esse sistema estar organizado, investindo na Polícia Penal. Começam a perceber que gastos com a Administração Penal não devem ser lançados em custos e, sim, em investimentos. Assim, no final do ciclo da Defesa Social, iremos encontrar profissionais altamente qualificados para a custódia, através de seu braço armado (guardas interna, externa e de muralhas, escoltas e recapturas), para participar da ressocialização, através de seu braço desarmado (psicólogos, pedagogos, advogados, assistentes sociais, médicos, dentistas, enfermeiros e tantos mais especialistas quantos forem necessários) e para auxiliar na fiscalização das decisões judiciais relativas à execução penal (penas alternativas, condicional, albergados, saídas temporárias, etc.). Alguns Estados já estão partindo para profissionalização dessa atividade, profissionalismo de seus integrantes e modernização administrativa, logística e operacional.

O quarto motivo é que, inexoravelmente, hoje ou amanhã, ocorrerá esse reconhecimento normativo. A União não pode correr o risco de uma atividade policial, realizada por um contingente (que, muito brevemente, ultrapassará 50.000- cinqüenta mil homens e mulheres) treinado, armado e equipado, não ter parâmetros normativos legais, sob pena de surgirem novas forças estaduais, a serviço de governadores, como acontecia, até bem recentemente.

A terceirização, tentada em alguns Estados, provavelmente por erro de origem, não deu certo. Claro! Onde já se viu terceirizar atividade-fim? Alguém já voou em empresa aérea cujo piloto é terceirizado, ou assistiu missa com o padre terceirizado? Outro fato é que a espiral da violência está sendo alimentada, também, de dentro de alguns estabelecimentos penais, em razão de débeis condições para realização das custódia e ressocialização, o que exige correções profissionais.

Finalmente, verifica-se que alguns Estados, ante a morosidade federal, já começam a legislar sobre o assunto. Se por um lado é altamente positiva essa fuga da inércia, por outro pode provocar prejuízos a determinados comportamentos, operacionais e administrativos, que, desejavelmente, deveriam ser padronizados em nosso país, respeitadas as realidades culturais.

Convém lembrar que é reservado à União legislar sobre direito processual penal e direito penal (art. 22, I, CF). Porém, compete CONCORRENTEMENTE à União, Estados e Distrito Federal, legislar sobre direito penitenciário. “Sobrevindo lei federal sobre normas gerais, suspende a eficácia da lei estadual no que lhe for contrário. (art. 24, CF)”. Idealmente, pela amplitude e complexidade da matéria, bem como seu reflexo na sociedade brasileira, a iniciativa de reconhecimento normativo da Polícia Penal deveria ser da União, alterando o Art. 144, da C.F., ao que se seguiria seu conveniente delineamento, através de uma Lei Nacional.

O fato é que, para atender a demandas conjunturais inadiáveis, Estados, ratifica-se, já começam a legislar, alguns timidamente, sobre a matéria, curvando-se à inexorabilidade.

Finalizando, o sistema de administração penal pode e deve contribuir para a contenção criminal e para a reinserção social, não devendo constituir-se, ainda que minimamente, em vetor de insegurança social, conforme é possível depreender-se de fatos ultimamente divulgados na mídia. E o Estado brasileiro é o principal responsável pela instalação das condições e do ambiente favoráveis, que irão permitir redução de vulnerabilidades no contexto

POLÍCIA PENAL; Quem diz que não pode ser feito nunca deve interromper aquele que está fazendo.