Em menos de 72h
Onda de violência traz Secretário de Segurança à região
Com informações de A Tribuna On-line
Apesar de o titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Antônio Ferreira Pinto, atribuir a “situações locais” a onda recente de homicídios na Baixada Santista, ele esteve mais uma vez em Santos para discutir o assunto com as autoridades policiais em menos de 72 horas.
A presença do representante da pasta somente revela a gravidade da situação, embora considere “um absurdo” o fato de facções criminosas serem as responsáveis pelas execuções registradas nos últimos dias.
Por outro lado, o responsável pelo Deinter-6, Waldomiro Bueno Filho, admite que o momento é delicado, devido à grande quantidade de mortes na última semana. “Isso é preocupante para todos. (…) Queria que o público entendesse que essa é uma exceção. Moramos em uma comunidade tranquila e de paz”, diz ele, que estava de férias, em Portugal, e retornou nesta terça-feira de viagem.
Ainda nesta terça-feira, o secretário Ferreira Pinto esteve reunido com Bueno Filho e outros delegados da região, no Palácio da Polícia, para definir as ações de investigação.
Conforme o representante da SSP, “existem várias quadrilhas aqui. É fácil colocar toda a responsabilidade em uma facção e ela ser exaltada pela imprensa. Temos informações seguras (…) que as ações não têm nenhuma vinculação com essa facção. Se ela fosse tão competente, as pessoas não estariam dentro dos presídios”.
E completa: “Aqui fora o crime é bem organizado. O tráfico aqui na Baixada Santista – não é segredo para ninguém – é muito forte e estamos combatendo. Isso está causando a revolta para eles (membros da facção), que aproveitam esse momento para fazer acertos de contas”.
Ferreira Pinto não descarta nenhuma hipótese de linha de investigação, inclusive a que trata de uma suposta participação de PMs nesses crimes, como ocorreu em 2010, em Guarujá.
O secretário nega a existência de uma lista de cinco PMs que estariam marcados para morrer. Revela que isso é “fruto de sensacionalismo” e nenhum homem foi transferido para outra região por tal motivo.
Reforço
Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou o reforço do policiamento na Baixada Santista com alteração na escala de serviço de todo o efetivo administrativo, empregado em ações policiais como Operação Bloqueio, Patrulhamento, Pontos de Estacionamento e Saturação. A corporação revela ainda que houve alteração no horário de emprego das equipes de Força Tática, Canil, ROCAM, Ronda Escolar, direcionando as abordagens e buscas policiais conforme o levantamento de informações de locais, horários e maneira de agir dos criminosos, de acordo com a característica de cada município.
“A região conta ainda com o apoio dos Batalhões de Choque da Capital (ROTA, ROCAM, COE e Corregedoria PM), que terão suas ações pautadas nas informações reunidas pelo Setor de Inteligência e Divisão Operacional do Comando de Policiamento do Interior -6. Nossa atuação continuará firme, e de maneira legalista, técnica e equilibrada, buscará sempre salvar vidas, proteger pessoas, cumprir e fazer cumprir as leis, combatendo o crime e preservar a ordem pública”.







