Governo nunca mais falou mais nada sobre os direitos dos Ecrivães e Investigadores…A desmoralização é nossa!
Eu fico com vergonha!
Governo nunca mais falou mais nada sobre os direitos dos Ecrivães e Investigadores…A desmoralização é nossa!
Eu fico com vergonha!
14/11/2012-06h00
DE SÃO PAULO
O departamento de homicídios de São Paulo investiga se dois policiais militares mortos no dia 31 de outubro, na zona sul, foram “traídos” por um colega de farda.
As informações da Polícia Civil são de que um PM do mesmo batalhão do cabo Hailton Borges dos Santos Evangelista, 33, e do soldado Antonio Paulo da Rocha, 35, teria ligado para traficantes de Heliópolis para informar que os dois estavam circulando em uma moto preta pelas ruas da favela.
Na ocasião Evangelista e Rocha, que estavam de folga, foram mortos a tiros quando passavam pela rua Paraíba.
Investigações iniciais mostram que a dupla foi à favela para identificar criminosos que seriam vítimas de atentados cometidos por policiais.
Esse é o segundo caso de suspeita de traição cometido por PMs que se tem conhecimento nos últimos dias. Ontem, a Folha revelou que a Corregedoria da PM suspeita que policiais tenham vendido, por R$ 8 mil, uma lista com quase cem nomes de policiais para bandidos do PCC.
A relação seria usada pelos criminosos para cometer atentados contra os policiais ou seus familiares. Neste ano, 93 policiais militares da ativa e da reserva foram mortos.
Endereço da página:
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A matéria é tão sórdida que nem sequer foi assinada.
Deputado Major Olímpio fala sobre a morte do soldado Jobel Pereira de Andrade, morto em saidinha de banco.
Enviado em 13/11/2012 as 23:25Policial é morto a tiros em Guarulhos
Vítima foi atingida por disparos efetuados de dentro de um carro
Publicado em 13/11/2012 às 21h52: atualizado em: 13/11/2012 às 21h59
Do R7, com Agência Record
Um policial militar foi morto a tiros, quando chegava em casa, na noite desta terça-feira (13), em Guarulhos, na Grande São Paulo. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Informações do Centro de Operações da PM de Guarulhos indicam que o policial, que seria da corregedoria, chegava de moto em casa, no Jardim Ottawa, quando o ocupante de um carro preto que passou pela rua atirou nele. O crime aconteceu por volta das 21h
O policial foi socorrido ao pronto-socorro Alvorada, mas morreu ao dar entrada na unidade. O caso deve ser registrado no 4º Distrito Policial de Guarulhos. A pessoa que atirou conseguiu fugir.
Boa Noite
13/11/2012 13:25
Governador de SP reconhece que há dificuldade para impedir que bandidos usem o aparelho nos presídios
Plínio Delphino pliniod@diariosp.com.br
O governador Geraldo Alckmin admitiu nesta segunda-feira que o estado tem dificuldades em impedir que os presos falem ao celular de dentro das unidades prisionais. Mas disse que, em contrapartida, as conversas são monitoradas, o que seria uma maneira de identificar ações criminosas e pautar os serviços de inteligência policial para combatê-las.
“Há dificuldade na questão de bloqueadores de celulares. Não há uma tecnologia detalhada para bloquear apenas uma pequena área (que seria a ocupada pela penitenciária). Ou não se consegue bloquear, ou se bloqueia uma área muito grande”, explicou Alckmin durante evento da assinatura do acordo de cooperação para o desenvolvimento de combate a organizações criminosas em São Paulo, firmado entre o governo do estado e o Ministério da Justiça.
Em seguida, o governador tentou explicar que o celular dentro das unidades prisionais também é usado a favor das investigações. “O próprio sistema de segurança também acompanha todo esse trabalho (a comunicação de presos por celulares). Também faz parte da investigação da polícia com autorização judicial. É também uma fonte de acompanhamento importante da polícia, de inteligência policial”, justificou Geraldo Alckmin.
Para o delegado-geral Marcos Carneiro Lima, a melhor maneira de combater o crime organizado é isolar o preso. “Tecnicamente o ideal é que não tenha celular na cadeia”, disse.
Carneiro Lima disse que o sucesso italiano no combate às máfias começou com o endurecimento das leis. “Estabeleceu-se prisão perpétua e o isolamento do preso. O isolamento do preso é fundamental para que se combata o crime organizado”, afirmou o chefe da Polícia Civil de São Paulo.
O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, e o procurador-geral Márcio Elias Rosa também assinaram o acordo nesta segunda à tarde no Palácio dos Bandeirantes.
Na segunda-feira, a força-tarefa começa operações para fiscalizar acessos a São Paulo. Fará blitze em estradas, fronteiras, em portos e aeroportos no combate ao tráfico de armas e drogas e contrabando.
Ações da força-tarefa A força-tarefa contra o crime organizado em São Paulo inclui a criação do Centro de Comando Integrado, incremento da perícia técnica e transferências dos presidiários mais perigosos
Centro Integrado O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, anunciou nesta segunda que o governo federal vai disponibilizar R$ 60 milhões para o desenvolvimento do Centro de Comando e Controle Integrado do estado de São Paulo, que visa reunir em um mesmo ambiente todas as forças de segurança empenhadas no combate ao crime organizado. A previsão é de que esteja pronto até o final do Copa do Mundo de 2014.
Perícia forte, investigação forte O acordo entre os governos tem como um dos objetivos promover o fortalecimento da atuação da perícia técnica, principalmente por meio de utilização de tecnologias avançadas, do aprimoramento de protocolos operacionais padrão e da capacitação dos profissionais da área. O governador Geraldo Alckmin falou sobre a criação do Centro de Excelência da Perícia Técnica, inclusive com inovações como identificador da arma de origem da bala e o DNA de entorpecentes.
Transferências O acordo também contempla o desenvolvimento em conjunto de ações penitenciárias, no qual o governo federal se compromete a disponibilizar vagas em seu sistema. A primeira transferência de preso ocorreu na semana passada. Piauí, chefe do tráfico da Favela Paraisópolis, foi identificado como mandante de mortes de PMs e por isso foi levado de Avaré, no interior, para Porto Velho (RO). Outros 18 presos podem ser os próximos.
13/11/2012-06h00
ANDRÉ CARAMANTE AFONSO BENITES
A Corregedoria da Polícia Militar suspeita que policiais entregaram a criminosos uma listagem com nomes completos, endereços residenciais e telefones de quase cem PMs que atuam na Grande SP.
Segundo a apuração do órgão, a venda dos dados foi feita por R$ 8.000. A listagem teria sido retirada do 35º Batalhão da PM de Itaquaquecetuba, e as informações seriam usadas por membros da facção criminosa PCC para cometer atentados contra policiais e/ou seus familiares.
A Folha tentou ouvir o comandante-geral da PM, Roberval França, mas ele não se manifestou. Por meio do Centro de Comunicação Social, a PM informou que “todos os detalhes envolvidos na investigação não podem ser divulgados para não atrapalhá-la”.
Neste ano, 93 PMs foram assassinados no Estado. Parte das mortes, segundo investigações, ocorreram como retaliação a prisões ou mortes de criminosos por policiais.
As ordens para os assassinatos em série de PMs partiram de chefes do grupo criminoso que estão abrigados em penitenciárias paulistas.
Em agosto, agentes penitenciários apreenderam um celular usado por um detendo ligado ao PCC no qual havia uma listagem com as informações sobre policiais.
Dias depois, a Corregedoria fez uma busca no batalhão de Itaquaquecetuba e recolheu três computadores de onde suspeita-se que a lista tenha sido vazada. Essa listagem, sigilosa, é utilizada para a convocação de PMs em situações de urgência.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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A lista foi distribuída, segundo a apuração, entre criminosos do PCC por meio da rede social Facebook em um “salve”, nome dado a uma ordem dos chefes da facção.
Em outubro, a Folha mostrou que o PCC incluía em livro-caixa pagamentos a policiais civis e acordos com PMs.
Em um comunicado, os chefes pedem que outros criminosos busquem informações com os “PMs que roubam com a gente”, porque só eles teriam os dados que eles precisavam. Não fica claro, porém, se o pedido se refere a endereços de policiais.
“É extremamente preocupante criminosos terem acesso à lista. É entregar o ouro para o bandido. Os PMs e seus familiares ficam mais expostos”, disse o presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, Wilson Morais.
GÊMEOS
No dia 30 de outubro, outra lista com nomes de policiais foi apreendida na favela Paraisópolis (zona sul) com dois gêmeos de 17 anos.
Ela tinha nomes ou apelidos de seis policiais, além de detalhes de lugares que eles frequentavam e anotações sobre tráfico de drogas
12/11/2012- 16h54
DE SÃO PAULO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Atualizado às 17h19.
Um policial militar foi morto e outro ficou ferido após um roubo na porta de um banco na rua São Caetano, na região central de São Paulo, por volta das 15h desta segunda-feira (12).
Informações preliminares apontam que os policiais prestavam serviço a uma empresa de segurança privada. Eles saíam de uma agência do banco Itaú com malotes quando foram abordados por dois suspeitos armados em uma moto Falcon preta.
Os criminosos dispararam diversas vezes contras as vítimas. Após o ataque, eles levaram os malotes e as armas dos policiais.
O policial que morreu era soldado da Tropa de Choque. A segunda vítima, que ficou ferida, era cabo aposentado do 2º Batalhão da Tropa de Choque.
A Polícia Militar confirmou a ocorrência, porém não soube informar se os baleados prestavam serviço à corporação no momento do crime.
O caso será registrado como latrocínio –quando há roubo seguido de morte– no 12º DP (Pari) e investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
pecuarista estava praticando racha....bateu no veiculo infelizmente o motorista é filho de um juiz de direito que agora se aposentou.,.. o menino esta prontamente recuperado. o promotor que estava fazendo a denuncia. foi o Dr.Wagner, que matou 03.. foi condenado pena de l5.000 reais e quatro anos,regime aberto.. o pecuaarista jose antonio escatolinm filho, o erro., pois ficou sabendo que era filho de um juiz fugiu, para se apresentar, decretaram a preventiva.. encontra-se preso ha mais de 02 anos.. ia pra juri, em araçatuba, os advogados desaforaram....n ão consegue sair.... entra no google.. você veja detalhes......ele se encontra preso. .ha mais de 02 anos, numa lesão corporal....... não morreu ninguém o promotor matou 03.. ta solto, recebendo...é brasil... o conde guerra.. transcreveu ta na rua.. fui absolvido, inexistência do fato, não volto. Frederico...prendeu juiz, que hoje é desembargador da 2 câmara criminal TJSP" Portanto, reafirmo existe sim dois pesos e duas medidas e Juiz ou Promotor não são deuses, por outro lado o dr. Tovani t ambém cometeu outro erro, Delegado de Polícia não é passível da pena de disponibilidade como Promotor e Juiz ou é absolvido ou vai para rua sem nenhum salário. Portanto, não pode se beneficiar dessa excrecência que é ser colocado em disponibilidade e c ontinuar recebendo o salário integral que é pago por nós população. Hoje chego a conclusão de que o Delegado Marco Antonio Desgualdo em uma carta que me enviou termina dizendo " OS IGUAIS DEVEM SER TRATADOS IGUAIS E OS DESIGUAIS DE MANEIRA DESIGUAL" mais ou menos aquilo que se encontra a Revolução dos Bichos do escritor George Orwell que diz:
João Alkimin
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
11/11/2012-22h16
DE SÃO PAULO
Um vídeo amador mostrando o servente Paulo Batista Nascimento, 25, sendo encurralado em uma casa, na zona sul de São Paulo, por policiais militares e, em seguida, aparecendo morto, gerou neste domingo (11) ordem de prisão para cinco PMs envolvidos.
Os policiais abordavam um veículo que havia sido roubado quando as cenas foram gravadas por um vizinho da vítima. Houve troca de tiros
No boletim de ocorrência registrado, segundo o programa “Fantástico”, que exibiu as imagens, Nascimento estaria no veículo com outras duas pessoas e teria fugido.
O documento não trazia mais detalhes sobre o homem –que já havia sido condenado por receptação, roubo e falsificação de documentos–, apenas que o corpo havia sido encontrado em uma viela.
Na gravação, porém, o servente aparece vivo quando é cercado. Ele leva tapas e chutes dos policiais e é colocado dentro do carro de polícia. É possível ouvir o barulho de um tiro.
Ainda de acordo com o programa da TV Globo, os PMs afirmaram ter socorrido Nascimento, que deu entrada às 21h40 no hospital.
Outros 25 policiais que participaram da ação, mas não aparecem nas imagens, vão ter de dar esclarecimentos ao Comando da Polícia Militar.
12/11/2012-08h33
As mortes em série na região metropolitana de São Paulo indicam que o governo Alckmin acabou. Pode até renascer nos próximos dois anos se vencer a guerra contra o crime organizado – mas, neste momento, o governador Alckmin vive uma crise de imagem, carregando nas mãos a pior notícia dos últimos tempos em São Paulo.
A grande vitória tucana (comemorada desde o início nesta coluna) foi a queda da taxa de homicídio em São Paulo, especialmente na região metropolitana e na capital. Saímos do nível epidêmico. Virou a principal marca de uma gestão, apesar de outras modalidades de crime terem se estabilizado ou mesmo aumentado.
O problema de Alckmin é que seu governo, neste momento, nem tem nenhuma marca visível em saúde, educação ou transporte público. Existem avanços, claro – e bons. Mas não suficientes para servir de vitrine.
Mas perdeu-se, por enquanto, a vitrine da segurança. E até deu chance para o PT, cujo sonho é conquistar o Palácio dos Bandeirantes, faturar, oferecendo ajuda ao governo estadual – e podem apostar que isso vai para o horário eleitoral.
O momento, porém, não é de tentar faturar politicamente. O momento é de toda a sociedade apoiar os esforços policiais contra o crime organizado, juntando de sindicatos a empresários, além de todos os níveis de governo.
Qualquer governador eleito, afinal, enfrentará essas mesmas forças.
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalenaão do dia 11/11/2012– Atualizado em 11/11/2012 22h25
Documentos obtidos com exclusividade pelo Fantástico mostram que Secretaria de Segurança foi avisada da onda de ataques que estaria para acontecer.
No batalhão, quando você chega para trabalhar, o clima é simplesmente tenso, horrível, cena de terror”, revela um policial militar.
Um ônibus incendiado esta semana ficou todo destruído. Segundo o motorista, oito homens armados entraram no ônibus e atearam fogo.
“Não tem tempo de ficar de luto”, diz uma PM.
Madrugada de sexta-feira (9) À 1h, já são 15 baleados na capital e na grande São Paulo.
“Nós não temos treinamento para nos defendermos de fuzil pelas costas”, revela o delegado.
A perícia recolheu pelo menos 14 cápsulas. A maioria, calibre 380.
Policiais civis e militares escondem o rosto porque não estão autorizados a dar entrevista e porque têm medo de ser as próximas vítimas do crime em São Paulo. Só neste ano, 90 policiais militares foram assassinados. A maioria no horário de folga, com sinais de execução.
Segundo documentos obtidos com exclusividade pelo Fantástico, a Secretaria de Segurança de São Paulo foi avisada – há três meses – de que uma onda de violência estava para acontecer. São relatórios das Policias Civil e Federal, e também do Ministério Público Estadual.
Um deles, do centro de inteligência da Polícia Civil, registra uma conversa telefônica entre bandidos do interior paulista. A quadrilha dá ordens para a morte de PMs.
O documento, “reservado”, é de 16 de agosto. No mesmo dia, a mesma mensagem é interceptada pelo ministério público estadual – agora transmitida por outros bandidos do grupo.
“O Ministério Público obteve numa interceptação telefônica judicialmente decretada essa informação e adotou todas as providências, comunicando inclusive para as polícias”, afirma Márcio Elias Rosa, procurador-geral de justiça de São Paulo.
Seis dias depois, em 22 de agosto, o alerta foi da Polícia Federal. O aviso: “urgentíssimo”. Uma delegada relata as ameaças feita pela quadrilha. Em nota, a PF diz ter repassado a mensagem para os órgãos interessados.
A partir de 16 de agosto , quando a ordem dos bandidos foi interceptada, 36 policiais foram mortos. O numero de homicídios na cidade de São Paulo também disparou: chegou a 135 em setembro, quase o dobro do mesmo mês no ano passado.
O Fantástico consultou mais de uma dezena de policiais militares e civis com cargos de chefia, na grande São Paulo. Todos disseram não ter recebido nenhum aviso oficial do plano para matar policiais.
“Não foi mandado nada para nós falando que realmente está acontecendo, que isso tomou uma proporção muito grande, oficialmente assim não foi mandado”, diz uma PM.
“Aqui, na associação de delegados de policiais, nós temos 4,1 mil delegados, não tivemos nenhuma informação a esse respeito”, conta Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Associação de Delegados de Polícia de São Paulo.
“Não sabíamos que ia acontecer. entendeu? Se os órgãos de informação tinham essa informação, obviamente que tinham que estar repassando pra tropa”, afirma o cabo Wilson Morais, presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM de São Paulo.
A equipe do Fantástico procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O delegado-geral do estado, Marcos Carneiro Lima, afirmou que não foi alertado nem pelo Ministério Público nem pela Polícia Federal sobre os ataques: “Oficialmente nós não temos essa informação”.
O Fantástico teve acesso a um documento que seria do departamento de inteligência da Polícia Civil, dizendo que a policia tinha conhecimento disso no dia 16 de agosto. “Esse documento, para nós, é falso, mas a informação oficial, com base nesse grampo, não temos acesso”, diz Lima.
Quatro delegados do estado de São Paulo, três deles titulares, confirmaram ao Fantástico que tiveram acesso ao documento apontado como falso pelo delegado-geral. Segundo eles, o relatório é verdadeiro e ficou disponível nos computadores da Polícia Civil. O conteúdo do documento é o mesmo do relatório que o Ministério Público diz ter passado às polícias.
O comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberval Ferreira França, também disse que não foi avisado sobre a ordem da quadrilha: “Se a polícia militar tivesse sido comunicada, obviamente ela ia diligenciar, tentar chegar a autoria desses comunicados, desses salves, para que nos pudéssemos prender esses autores e responsabilizá-los por isso”.
Ele também falou sobre como a polícia reforçou os cuidados com a tropa quando o número de ataques aumentou. “Nós determinamos que todos os policiais em todo o estado passassem a ter uma hora de instrução obrigatória por dia relembrando condutas de segurança em serviço de folga. A partir daí, nos emitimos uma série de cartazes e uma série de áudios e de vídeos com alertas e orientações de segurança”, diz o comandante.
Dois meses depois da ordem de ataques, o secretário de segurança, Antonio Ferreira Pinto, negava relação entre as mortes e o crime organizado: “São ações isoladas, de traficantes, alguns se aproveitam da situação para fazerem acerto de contas com alguns policiais. O vinculo ainda é muito prematuro pra chegar a uma conclusão”.
“É fácil falar que não existe uma guerra, que não tem ataque. Agora chegue na sua casa, com sua mulher te esperando, sem ninguém, e sabendo que você pode ser o próximo”, conta um PM.
“Já perdi minha amiga, foi a ultima agora… Covardemente, um absurdo”, diz uma PM.
A policial Marta Umbelina da Silva tinha 44 anos. Ela foi executada pelas costas quando chegava em casa com a filha de 11 anos.“Você quer chegar na sua casa, tomar um banho, relaxar e eu não consigo. Isso me foi cerceado. Eu não tenho esse direito. Só não sabia que a minha filha também não tinha”, revela a PM,
“Quando a minha mãe sai, ela me liga e fala para eu e a minha irmã dormir no chão. De repente se passam atirando, talvez no chão a gente não seja atingido, Talvez”, diz a filha da policial.
Só nesta semana foram assassinadas 65 pessoas na grande São Paulo. Ônibus também foram queimados. As forças policiais procuram reagir. A favela de Paraisópolis, uma das maiores de São Paulo, continua ocupada pela PM. Nesta semana, as operações em busca dos autores dos ataques foram ampliadas para Zonas Leste e Norte da capital, e também para Guarulhos.
“Estamos envolvendo aqui os cinco batalhões da Zona Norte, pra fazer com que a estrutura do trafico venha a ser abalada”, conta o major Marcelo Francisco.
Ao todo, 61 pessoas ja foram presas nas operações. Criminosos acusados de envolvimento nos ataques foram transferidos de cadeia. Além disso, segundo os policiais que entrevistamos, o comando da polícia agora tem orientado funcionários diretamente ameaçados pelos bandidos.
“Em uma denuncia anônima que havia chegado por meio do disque denuncia, a minha esposa seria executada na manha do último dia 7 de novembro”, conta um delegado ameaçado.
Por segurança, ele e os parentes saíram de casa. Nesse clima tenso, o delegado-geral diz estar confiante: “A população pode ficar tranquila que a Polícia Civil ta cumprindo o papel dela, com investigações consistentes e com prisões”.
“Nós temos nesse ano recorde de prisões em flagrante. Então em São Paulo nos temos 109 mil prisões em flagrante de janeiro a setembro”, afirma o comandante da PM.
As famílias de policiais, como tantas na grande São Paulo, esperam o fim da violência. “Eu acabo deixando meus filhos tensos por eu estar trabalhando. É irônico”, diz uma PM.
COBERTURA ESPECIAL- Especial MOUT- Segurança
Humberto Trezzi | São Paulo
Policiais paulistas estão sendo assassinados por quantias ínfimas. Meros R$ 600 ou R$ 850, devidos por alguma quadrilha ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminal dos presídios brasileiros. Isso não é teoria, mas realidade, comprovada em investigações.
A possibilidade de que dívidas na compra de drogas ou armas sejam anistiadas pela facção, mediante o assassinato de policiais, foi flagrada por promotores de Justiça do Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Em telefonemas desde uma penitenciária do oeste daquele Estado, grampeado pelo Ministério Público, bandidos lembram a quadrilheiros a necessidade de pagar a mensalidade do Partido do Crime (como é chamado o PCC). Uma das formas, para os que estão na rua, é matar policiais.
É por isso que drogados em dívida podem estar por trás da onda de assassinatos que já ceifou a vida de 90 PMs, três agentes penitenciários e dois policiais civis este ano. Grande parte das mortes é encomenda do PCC, apontam investigações.
Um dos que ordenaram a morte de seis policiais militares é Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, que passou a outros presidiários bilhetes encomendando o assassinato de integrantes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da PM paulista.
Tiriça, que está trancafiado em cela isolada em Presidente Bernardes, em presídio a mais de 600 quilômetros da capital paulista, quer vingança por duas matanças cometidas por policiais da Rota este ano. A primeira, em agosto, quando seis assaltantes foram metralhados ao tentarem explodir caixas-eletrônicos em um supermercado. A outra, em setembro, quando a tropa de elite matou nove criminosos que se preparavam para “julgar” um suspeito de estupro, em Várzea Paulista (Grande São Paulo).
A grande prova material contra os atentados praticados pelo PCC veio em 30 de outubro, quando a PM localizou o que chamou de “central de espionagem” do Partido do Crime em Paraisópolis, uma das maiores favelas paulistanas. Foi localizada uma mala com anotações feitas pelo bando de Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí, um dos líderes do PCC. Ela estava recheada com cadernos nos quais havia nomes, endereços e hábitos de policiais civis e militares.
Ficou comprovado, pelos manuscritos, que os policiais eram seguidos por criminosos, que sabiam o percurso dos agentes e até seus hábitos, como jogo de futebol e sinuca. A motivação para os assassinatos é diversificada. Alguns policiais seriam eliminados por atrapalhar, no serviço, ações do PCC. Outros, por estarem envolvidos na morte de integrantes da facção. E, conforme investigações, alguns por cobrarem suborno em área controlada pelo Partido do Crime. Um quarto grupo é composto de policiais de rua, que seriam eliminados por serem alvos fáceis e como retaliação, aleatória, contra outros agentes que prejudicaram o PCC.
A apreensão da lista só aconteceu porque a comunidade foi tomada pelos policiais militares, num cerco denominado Operação Saturação. Ela ocorre em quatro regiões da periferia da Capital e Grande São Paulo.
Numa tentativa de neutralizar as ameaças, o governo estadual e o governo federal combinaram o isolamento de Piauí. Ele foi transferido de Avaré (SP) para a Penitenciária Federal de Porto Velho (Rondônia).
ENTREVISTA: Sargento jurado de morte pelo PCC
Sargento com 36 anos de serviço, Schmidt (foto, no detalhe) é um dos 40 policiais militares jurados de morte pelo PCC. Sua rotina estava descrita em minúcias nos manuscritos apreendidos num QG da facção, na favela de Paraisópolis. Acompanhe entrevista exclusiva a ZH:
Zero Hora — Como o senhor recebeu a notícia de que está marcado para morrer?
Sargento Schmidt – Cara… nunca fui de ter medo. Convivi no meu bairro com os “malas” (assaltantes), eles na deles, eu na minha. Agora, os noias (viciados) que devem para o Partido (PCC) devem ter entregue minha rotina. Alguma dívida, que tem de ser paga com sangue. Meu sangue, veja só. Logo eu, que ando na linha. Tem muito policial sem-vergonha, mas eu não sou. Nunca me corrompi. Vou pagar? É injusto.
ZH — O que mudou na sua rotina?
Schmidt – Tudo. Ando com escolta permanente, não uso farda — eu era do policiamento de rua —, a arma disfarçada nas costas. Minha mulher, filha e neta se mudaram para fora da cidade. A gente vivia numa casa avaliada em R$ 250 mil. Quero vender, mas agora se espalhou que estou precisando e aí não oferecem nem R$ 100 mil. Tá difícil, cara (o sargento começa a chorar, esconde o rosto com as mãos).
ZH — O seu irmão, que está aqui, também é PM. O que vocês farão?
Schmidt – Ele era PM, agora tá no comércio. Eu dependo de ajuda do comando.
Irmão de Schmidt – Ele, não sei, porque o comando vai ajudar. Eu vou sair fora da cidade. Esperar que me achem?
http://www.defesanet.com.br/mout/noticia/8534/PCC—Cada-PM-morto-R$-600
11/11/2012-06h29
AFONSO BENITES ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO
a foi dedicada à Polícia Militar. Acordava cedo, vestia sua farda, botava a arma no coldre, fazia uma oração ao lado da mulher e ia para o batalhão na Grande São Paulo.
Neste ano, estava trabalhando em Guarulhos, cidade onde dois PMs foram assassinados na mais recente onda de violência. Em todo o Estado, ao menos 92 policiais foram mortos em 2012.
Foi exatamente por conta desses ataques que Gabriel, nome fictício, decidiu deixar a corporação. Disse que se cansou de ser alvo de ladrões.
“Você põe a ‘cara’ na mira do bandido e é chamado de violento. É hostilizado por quem você quer defender e o salário é uma piada”, disse.
| Eduardo Knapp/Folhapress | ||
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| Aryldo de Paulo, ex-policial, mostra bracal que usou na PM |
E Gabriel, que agora é supervisor de uma empresa de segurança, não está sozinho. Dos últimos 12 anos, 2012 já é o recordista em número de PMs que pediram demissão. Foram 440 até outubro.
Nem no ano dos ataques da facção criminosa PCC, em 2006, houve tantos pedidos de exoneração. De janeiro a outubro daquele ano, 411 PMs saíram por vontade própria.
Entre eles estava o então cabo Aryldo de Paula, que foi da Rota e da Força Tática (tropas de elite da PM), e hoje é advogado de policiais.
“Vi que não tinha o apoio de ninguém. Corria o risco de morrer e era chamado de ‘coxinha’ por algumas pessoas. Se me envolvesse numa ocorrência de resistência seguida de morte, mesmo estando certo, não teria suporte. Por isso, pedi para sair”, disse.
Para cinco comandantes de batalhões da PM ouvidos pela reportagem, a violência é o principal fator que influencia na saída dos militares. Mas há outros dois que precisam ser levados em conta: o salário baixo (o piso salarial de um soldado é de R$ 2.378) e a distância dos policiais até suas casas.
Há casos em que o PM é lotado em cidades a mais de 500 quilômetros de casa.
Quando perguntado sobre se sabia por que este ano registrou um recorde no número de PMs que pediram demissão, o comandante da corporação, coronel Roberval Ferreira França, disse que era boato.
Ao ser confrontado com os números que foram informados pela própria PM por meio da Lei de Acesso à Informação, o coronel mudou o discurso e afirmou que os dados não o preocupam. “Nosso ‘turnover’ (rotatividade) é baixo. Temos quase 100 mil policiais e menos de 0,5% pediram exoneração. Isso é sempre reposto.”
Desde o ano 2000, cerca de mil pessoas ingressam na corporação por ano. Nessa média, estão inclusos os oficiais recém formados pela Academia Militar do Barro Branco.
Para o deputado Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, o elevado número de pedidos de demissões demonstra que há muitas pessoas sem vocação na polícia.
“O salário é baixo, o risco é grande e, quando se põe na balança, alguns bons policiais saem para outras carreiras, como delegado federal ou agente rodoviário. Entre os que ficam, há aqueles que veem a polícia só como mais um emprego público”, disse.
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Assim fica difícil dar crédito aos responsáveis pela condução das forças policiais deste Estado.
Falta sinceridade, transparência e, sobretudo, humildade ao prestar informações.
Ah, e como militar tem a obrigação de empregar o VERNÁCULO.
Não venha com estrangeirismos para enganar trouxa e mostrar falsa qualificação em gerenciamento ( a Ciência ).
O momento é grave!
O “turnover” no IML é elevadíssimo.
11/11/2012-07h00
RICARDO GALLO DE SÃO PAULO
Nove morrem em mais uma noite violenta na Grande SP Morto na Brasilândia, Willian, 13, sonhava em abrir uma oficina
Naquela noite de sábado, 3 de novembro, corria entre PMs da zona norte de São Paulo a informação de que uma policial militar fora atacada. Ana (nome fictício), 35, apressou-se em ligar para o batalhão onde trabalhava, na mesma região, para saber se a vítima era alguma colega.
Era. Mas a colega não estava apenas baleada: “zerar”, na polícia, significa morte.
Marta Umbelina da Silva de Moraes, 44, a Martinha, doce, animada e de voz fina, foi a primeira mulher a morrer nos assassinatos em série de PMs na Grande São Paulo.
| Adriano Vizoni/Folhapress | ||
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| Ao centro, Matilde, mãe de Marta Umbelina da SIlva, na missa de 7º dia da PM |
Levou ao menos dez tiros ao chegar em casa, na Vila Brasilândia, também zona norte, depois de ter ido buscar a filha caçula, de 11 anos.
Era dia de folga e ela havia saído do carro para ajudar a filha a abrir o portão. Um homem atirou nas suas costas e fugiu. A filha viu tudo. Martinha, que estava sem farda (como sempre fazia na folga, a despeito de toda a vizinhança saber que era PM), chegou ao pronto-socorro morta. Na porta do PS, policiais mulheres choravam com a notícia.
Para a família, ela não foi morta por ser a PM Martinha; foi morta porque era policial.
VAQUINHA NO ENTERRO
Na quarta anterior, Ana falara com a amiga pela última vez. Martinha havia ligado para lhe oferecer lingeries, modo de engordar o salário líquido de R$ 2.500.
A vida financeira, aliás, ia mal, asfixiada pelas prestações do carro e da casa, esta comprada na Brasilândia.
Ainda assim, pensava em erguer uma laje e ampliar a casa onde vivia com os três filhos (a caçula, um de 18 anos e a mais velha, de 21), com quem passava o tempo livre desde o divórcio, anos atrás.
Não foi pelo salário que Martinha entrou na PM, em 1996, após largar emprego de telefonista; usar a farda e ajudar a comunidade era um sonho de juventude, diz a filha mais velha. Não há PM na família.
Na polícia, uma ironia: em boa parte da vida, trabalhou para auxiliar e confortar familiares de PMs mortos, uma das tarefas no setor de relações-públicas. De dois anos para cá, cumpria função administrativa noutra área (na rua, atuava só em ações específicas).
Seu corpo ficou quatro horas no IML, à espera de liberação. Depois, os amigos chegaram a fazer uma vaquinha para ajudar no enterro -e se cotizarão para não deixar os três filhos desamparados.
Soldado (a mais baixa patente da PM), Martinha morreu sem alcançar o maior sonho: tornar-se sargento.
Colaborou ROGÉRIO PAGNAN