Delegados pedem a Bolsonaro ‘distância republicana’ da PF 6

Delegados pedem a Bolsonaro ‘distância republicana’ da PF

No mesmo documento, a Associação dos Delegados de Polícia Federal diz que existe hoje uma ‘crise de confiança’ com o governo federal e quer o andamento de antigas pautas, como a autonomia financeira e o mandato para diretor-geral

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

26 de abril de 2020 | 19h55

O presidente Jair Bolsonaro participa de videoconferência no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Sergio Lima / AFP

Em carta aberta divulgada neste domingo, 26, a Associação dos dos Delegados de Polícia Federal pediu que o presidente mantenha um ‘distanciamento republicano’ da instituição para evitar que seus atos sejam vistos como uma ‘intervenção política’. No mesmo documento, a entidade diz que existe hoje uma ‘crise de confiança’ com o governo federal e quer o andamento de antigas pautas, como a autonomia financeira e o mandato para diretor-geral.

Segundo os delegados, ‘embora seja absolutamente verdadeira a premissa de que a legislação reservou ao Presidente da República a nomeação do Diretor-Geral da Polícia Federal, trata-se de um pilar do Estado Democrático de Direito que o estadista se limite a escolher o comandante da instituição, sempre buscando o delegado mais preparado técnica, moral e psicologicamente para a função’.

“A partir da nomeação e posse, manda o interesse público que o Presidente mantenha uma distância republicana, de modo a evitar que qualquer ato seu seja interpretado pela sociedade como tentativa de intervir politicamente nos trabalhos do órgão, que por sua natureza costuma realizar investigações que esbarram em detentores do mais alto poder político e econômico, e tem como corolário de suas atribuições constitucionais exercer uma parcela do controle dos atos da administração pública federal, incluindo os da própria Presidência da República”, afirma a entidade.

No documento, os delegados dizem acreditar que a atual crise, envolvendo a saída do ministro Sérgio Moro, poderia ter sido evitada: “Provavelmente, se as premissas e esclarecimentos acima tivessem sido compreendidos e corrigidos os possíveis entraves de comunicação entre V.Exa e a Polícia Federal, os fatos que presenciamos nesta semana não teriam ocorrido e não estaríamos vivenciando as circunstâncias atuais.

O ex-ministro Sérgio Moro anuncia seu pedido de demissão. Foto: Evaristo Sá / AFP

Entre as solicitações, os Delegados Federais pediram que Bolsonaro assumisse um compromisso de encaminhar ao Congresso Nacional, projetos que possam prever autonomia financeira para a Polícia federal e mandato para o Diretor-Geral.

A carta afirma que, se forem acatadas, “tais medidas serão um legado de seu governo para o Brasil e dissiparão qualquer dúvida sobre as intenções de V.Exa. em relação à Polícia Federal”.

Mauricio Leite Valeixo. Foto: Denis Ferreira Netto/Estadão

O documento, segundo a entidade, ainda pontua a real competência do chefe do Executivo em relação à Polícia Federal, bem como explica ‘como se configuram os pedidos de informações sobre inquéritos e a própria investigação do atentado ao presidente’.

“Atualmente, tramitam duas ações com o objetivo de resguardar a Polícia Federal, uma sobre autonomia administrativa, financeira e orçamentária da instituição (PEC 412/2009) e outra conferindo mandato ao Diretor-Geral (PEC 101/2015), que seria indicado pelo presidente, mas não poderia ser exonerado durante o período de permanência no cargo”, completa a ADPF.

  1. Tá! Coletiva de Moro daqui, coletiva de Bolsonaro de lá, twitada de Moro, resposta de Bolsonaro, todo mundo se manifestando, falando, dando pitaco, e o ponto central näo ficou esclarecido: por que Bolsonaro queria trocar o comando da PF?
    Aliás, queria näo; trocou!
    Se bem entendi a coletiva do presidente, o diretor da PF havia desligado o aquecedor da piscina presidencial, porque a mäe e a avó da primeira-dama mandaram Paulo Guedes dar aquela facada no Bolsonaro, por causa que o INMETRO queria trocar o taximetro do carro oficial de Moro, que queria ir até o STF sem pagar a corrida, mas como Bolsonaro ameaçou implodir o INMETRO, mandou Osama Bin Laden fazer, mas este o traiu porque näo recebeu a “carta branca” que o presidente prometeu a Moro, mas näo deu, já que metade do condomínio havia dado para seu filho 04, enquanto Mariele ligava para o porteiro e o filho 02 ou 03 tirava foto dela – que era “sapatäo” – com o miliciano que era “viado” e a PF nada fez para evitar aquilo…

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    • Eis aí um “upgrade” do “samba do crioulo” doido, interpretado no “sanatório geral” da república dos bananas, onde os corpos estão sendo enterrados empilhados por causa de uma “gripezinha”, segundo o “cão raivoso” candidato a “herr führer!”

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    • Doutor, Ronaldo Tovani… Estou rindo muito aqui do outro lado… hahahhaha
      É mais ou menos isso que o Bolonaro transmitiu ao público…

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  2. Para o Ministro da Justiça, bolsonazi é um profeta. Disso o povo brasileiro não tem qualquer dúvida, profeta do apocalipse.

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  3. Se o governo do Estado de São Paulo e a prefeitura municipal não radicalizarem e bloquearem as principais vias da capital, vai morrer gente dessa covid-19 que nem mosquito mosquito morre com aerosol.
    Nas periferias os pancadões e a “butecagem” correm solta, como se não estivesse acontecendo nada.

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