10/06/2013 – Alerta ao povo brasileiro e, em especial, à Câmara dos Deputados Federais
Informações fidedignas aportadas a esta Entidade Sindical dão conta de fraude na enquete realizada pela Câmara Federal, cujo objeto é indagar se o Ministério Público pode ou não realizar diretamente a investigação criminal. As informações são do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no PR.
Mais precisamente, a notícia é que ativistas do Ministério Público, que já vinham usando seus estagiários, pagos com o dinheiro público, para realizarem Abaixo-assinado em favor da campanha corporativista da categoria, ou seja, para fins particulares, estão usando agora estes mesmos estagiários para fraudarem a enquete realizada pela Câmara.
A fraude consistiria no seguinte: regularmente, cada internauta, usando de um mesmo computador, só teria condições de votar uma única vez. Com o objetivo de explorar a falsa ideia de que a população estaria favorável à investigação criminal realizada pelo Ministério Público, estariam usando o artifício de votar na referida enquete pela ferramenta de navegação privada do Internet Explorer.
Com isto, uma mesma pessoa, de um mesmo computador, pode votar quantas vezes desejar, ou seja, milhares e milhares. Basta dispor de um computador com acesso à internet e tempo, o que parece não ser problema para os ativistas do Ministério Público e para os estagiários sob suas ordens.
Por tal motivo, sendo acessível a qualquer pessoa verificar a possibilidade da fraude em questão, perde-se completamente a importância os números registrados na enquete levada a efeito, com tão bom propósito, pela Câmara dos Deputados Federais.
Destarte, melhor seria que os senhores ativistas do Ministério Público, assim como seus estagiários, que eventualmente se dedicaram a este vil comportamento, aqui denunciado, retornasse o quanto antes ao trabalho, fazendo jus assim ao salário que recebem dos cofres públicos.
Não é à toa que MP adora PM e vice-versa.
Em matéria de simular fraudes, usar a mídia para ludibriar a opinião pública e utilizar-se de artifícios fraudulentos para atingir seus objetivos, o Ministério Público não fica atrás das Policiais Militares.
Os caras não tem pudor, ética ou comprometimento com a sociedade.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Pior é que os jornalistas globais e alguns dos ícones de outros órgão da imprensa paulista, comem nas mãos desses falsários, em troca de “informações privilegiadas” e do acesso fácil aos meandros do poder constituído.
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Grampo vira função da PM em São Paulo
Depoimento de coronel, a que o iG teve acesso, responsabiliza promotor do Gaeco por escutas de presos de Presidente Prudente e confirma ‘colaboração’ de PMs na ação
Vasconcelo Quadros – iG São Paulo | 11/06/2013 06:00:00
Num depoimento inédito ao qual o iG teve acesso com exclusividade, um oficial da PM abre a “caixa preta” da central de grampo gerida pelo Ministério Público de São Paulo. Ele revela que o sistema de monitoramento telefônico de criminosos presos na região de Presidente Prudente, no interior paulista, é operado pela Polícia Militar.
No interrogatório a que foi submetido para responder sobre suspeitas não confirmadas de participação em operações de espionagem clandestina, o coronel da reserva Homero de Almeida Sobrinho se defende, mas acaba contando em detalhes aquilo que as autoridades não queriam:
“Na realidade, funcionou e funciona na sede do referido Comando de Polícia Militar (Presidente Prudente) um trabalho de interceptação telefônica de exclusiva competência, controle e responsabilidade do Ministério Público”, diz o militar.
Leia mais sobre a PEC 37:
Mesmo sem acordo, PEC que retira poder do MP será votada em 26 de junho
Mais de 130 ações questionam poder de investigação do Ministério Público
Contrários à ‘lei da mordaça’ dizem que PEC é retrocesso e estimula impunidade
O depoimento foi prestado no dia 8 de fevereiro na delegacia seccional de Presidente Prudente ao delegado José Carlos de Oliveira Júnior em inquérito encaminhado às autoridades da capital cujo desfecho vem sendo mantido em segredo para não influir na votação da Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 37 . A emenda pode retirar do Ministério Público o papel de investigação atribuído pela Constituição às polícias.
No depoimento, o coronel Homero de Almeida Sobrinho responsabiliza o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, pela escuta e diz que a “colaboração” da PM foi designar um grupo de policiais (40 homens) para atuar na sede do Comando de Policiamento do Interior (CPI) da cidade.
Documentos. Foto: Reprodução1/6
Com o conhecimento das autoridades que comandavam e das que comandam a segurança pública paulista, a corporação, segundo ele, cedeu efetivo e os recursos materiais necessários para grampear aparelhos, gravar e transcrever conversas de criminosos dentro e fora das penitenciárias da região.
“O atual secretário de Segurança Pública, Dr. Fernando Grella, desde a época em que era procurador-geral de Justiça sempre teve pleno conhecimento da existência desse trabalho do Gaeco e fazendo uso das instalações e efetivo do CPI de Presidente Prudente, tendo inclusive visitado por duas vezes, quando na função de procurador-geral de Justiça, o local de funcionamento do trabalho de interceptação telefônica”, disse o coronel.
Segundo ele, o atual procurador de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, acompanhou Grella na ocasião. Almeida Sobrinho procura, no depoimento, sustentar a legalidade do procedimento. E faz questão de registrar que na primeira quinzena de janeiro deste ano, o atual comandante geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, numa visita em que acompanhou Grella, afirmou em entrevista à imprensa de Presidente Prudente que “o serviço de interceptação telefônica” teria continuidade.
O esquema de espionagem foi autorizado pelo ex-secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto – derrubado no ano passado no choque com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo –, é administrado pelo promotor Lincoln Gakiya e, segundo Almeida Sobrinho, continua em franca operação. A central está no meio da guerra travada, de um lado, entre as forças de segurança contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e, de outro, no conflito institucional envolvendo PM e Polícia Civil de São Paulo. Ferreira pinto era o pivô.
Promotor de Justiça e oficial da PM, o ex-secretário alijou a Polícia Civil de várias demandas de segurança. Sob o argumento de que havia altos índices de corrupção na instituição, passou as atribuições de investigação sobre o PCC à Polícia Militar, responsável legal pela prevenção e controle ostensivo da segurança. A mudança deu um duplo papel à PM, o de investigar e, ao mesmo tempo, combater o crime.
A opção estabeleceu um confronto direto entre o PCC e a corporação mais violenta do País, a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e se transformou num desastre. Na onda de violência do ano passado, morreram centenas de pessoas, entre elas muitos criminosos e mais de 90 policiais militares.
Em dezembro de 2012, diante das notícias de espionagem clandestina publicada nos jornais, a presidente da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, pediu a abertura de investigação. O ofício foi encaminhado à Delegacia Seccional de Presidente Prudente e resultou no interrogatório do coronel e num depoimento, por ofício, do promotor Lincoln Gakiya.
O promotor confirma as declarações do militar, nega qualquer irregularidade e, em sua defesa, diz que as interceptações telefônicas, protegidas por sigilo, foram autorizadas pela Justiça e são de sua inteira responsabilidade. Gakiya afirma que a PM presta apoio, como fazem também as polícias civil e federal, mas sustenta que as investigações são conduzidas e presididas pelo MP, sob o crivo do Judiciário.
Segundo ele, tanto a denúncia da suposta existência da central clandestina – baseada em denúncia anônima – quanto às alegações de que não há amparo legal no uso da PM são posições corporativistas dos policiais para garantir reserva de mercado e isonomia salarial. O secretário de Segurança, Fernando Grella, informou, através da assessoria de imprensa, que todas as escutas são autorizadas pela Justiça.
O procurador Elias Rosa diz que o MP é responsável pela atuação da PM, afirma que não há irregularidade e que os grampos têm controle jurisdicional.
Procurada pelo iG , a delegada se disse perplexa e afirma que as declarações do coronel Homero de Almeida Sobrinho “colocam no papel” o que era mera suspeita. “O depoimento do coronel é surpreendente. Ele confessa uma atividade manifestamente ilegal e afrontosa ao estado democrático e aos direitos individuais: a PM não pode fazer investigação, muito menos quando envolve grampo telefônico”, afirma. Ela ressalta que o fato de a Justiça autorizar não significa que as investigações devam ser feitas pela PM e nem protege direitos individuais.
“O Ministério Público é o fiscal da lei. Mas se ele está envolvido nas investigações, então quem investiga o investigador?”, pergunta a delegada. Marilda faz questão de frisar que “não há controle judicial sobre as investigações”.
A central de Presidente Prudente, continua a delegada, é apenas a ponta do iceberg de um sistema de espionagem ilegal, com fachada institucional, que contaminou toda a máquina do Judiciário paulista, dividiu os órgãos de segurança e se transformou em marca da política de segurança do governador Geraldo Alckmin.
Leia também: Policiais da Rota matam nove suspeitos em troca de tiros da Grande SP
“Por ordem do ex-secretário Ferreira Pinto, o Guardião (sistema de grampo que controla ao mesmo tempo até dois mil aparelhos telefônicos) que era operado no Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) foi transferido para a Rota. Daí se pode entender o que aconteceu no caso do ‘tribunal do crime’ em que a Rota atuou em Várzea Paulista”, diz a delegada.
Em setembro do ano passado, pelotões da Rota invadiram uma chácara no município de Várzea Paulista , a 60 quilômetros da capital, onde integrantes do PCC “julgavam” um criminoso acusado de estupro. No confronto, foram mortos oito criminosos e o “réu” que a polícia diz ter ido salvar. Nenhum dos 40 militares que participaram da ação saiu ferido. Ferreira Pinto e o governo atribuíram a descoberta do “tribunal” a uma denúncia anônima.
Os PICs
Em linha com juristas que vêm alertando sobre ilegalidade institucional e riscos ao sistema judicial, a delegada lembra que há em São Paulo e no País uma verdadeira febre de Procedimentos Investigatórios Criminais (PICs) abertos pelo Ministério Público com base numa resolução (a 02/2007) juridicamente frágil, criada pelo Conselho Nacional do Ministério Público “ao arrepio” do que determina a Constituição. Os PICs, segundo ela, não representam apenas uma violação inconstitucional ou a usurpação de função das polícias.
“Os PICs podem abalar o sistema judicial brasileiro. Existem mais de 100 processos no Supremo Tribunal Federal pedindo a nulidade de inquéritos penais abertos e tocados exclusivamente pelo MP”, diz. Ela lembra que uma das vantagens da guerra entre polícias, procuradores e promotores em torno da PEC 37 é a de que, se aprovada, a nova emenda legaliza milhares de investigações. Anulados, os inquéritos tornariam impunes criminosos de diferentes graus de periculosidade – do colarinho branco aos integrantes do PCC.
Levantamento da entidade mostra que até o final do ano passado o Ministério Público Estadual abriu 191.658 investigações autônomas amparadas nos PICs. Destas, 114.370 foram arquivadas, o que demonstra, segundo a delegada, a baixa efetividade das investigações tocadas só pelos promotores. No Ministério Público Federal, a quantidade de PICs é equivalente a 30% dos inquéritos tocados pela Polícia Federal: 31 mil investigações autônomas.
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É POSSÍVEL SIM
ENCONTRAR CAMINHOS VIRTUAIS
PARA QUALQUER TIPO DE SIMULAÇÃO OU FATO . . .
VOLTO A LHES OFERECER E PEDIR, LEIAM TODOS:
http://pt.scribd.com/doc/48397282/Nilson-Lage-Controle-da-Opiniao-Publica-Um-ensaio-sobre-a-verdade-conveniente
NÃO TENHO NENHUMA PRETENSÃO QUE NINGUÉM ACREDITE EM NADA
ALÉM DA SUA PRÓPRIA PERCEPÇÃO LIMITAÇÃO . . .
MAS ALGUMAS COISAS NECESSITAM SER OBSERVADAS A LUZ
DA NOSSA SOBREVIVÊNCIA . . .
TENHAM ESTE ESFORÇO E COMPROMISSO . . . MESMO QUE SEJA SÓ POR VCS MESMOS . .
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meu, quanto mais pessoas da sociedade virarem investigadores, desde que respeitem os direitos constitucionais, melhores, sendo assim, o poder não fica nas mãos de meia duzia, que podem boicotar o sistema, e sentir por cima da carne seca, ao meu ver o MP tem è que somar suas forças também com as das policias civis, ou seja, unir-se para vencer o crime, em prol da sociedade. todos temos o direito de investigar algo que esteja errado, e denunciarem os mau feitores, inclusive as policias , o MP, juízes, guardas , vigilantes, todo o cidadão de bem.
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Invasão de dispositivo informático (Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012)
Art. 154-A. Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita: (Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012)
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.
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Paulo Moreira Leite
Desde janeiro de 2013, é diretor da ISTOÉ em Brasília. Dirigiu a Época e foi redator chefe da VEJA, correspondente em Paris e em Washington. É autor dos livros A Mulher que era o General da Casa e O Outro Lado do Mensalão.
Falso debate sobre a PEC 37
O debate em torno da PEC 37 ocorre num momento especialmente instrutivo para quem se preocupa com a preservação das instituições democráticas.
A PEC, nós sabemos, pretende garantir exclusividade às forças policiais no trabalho de investigação criminal.
Só para você ter uma ideia do que está acontecendo.
Dias atrás, tivemos um mutirão de 158 promotores. Os jornais e emissoras de TV disseram que sua finalidade era combater a corrupção. O próprio Roberto Gurgel, procurador-geral da República, deu um esclarecimento em outra linha: “O MP está mobilizando a sociedade no sentido de mostrar que o que se deseja com a PEC 37 é concentrar as investigações num único órgão do Estado, a Polícia. É um retrocesso gigantesco para a persecução penal e para o combate à corrupção.”
É grotesco.
O procurador-geral admite que o Ministério Público fez prisões e operações de busca com a finalidade de fazer propaganda de um ponto de vista político e pressionar o Congresso. O Estado de S. Paulo, o mais antigo dos grandes jornais do país, diz que é isso mesmo – e critica Gurgel, em editorial.
“Se fosse apenas uma demonstração de eficiência dos Ministérios Públicos (MPs) estaduais e da Procuradoria-Geral da República no cumprimento de suas atribuições funcionais, o mutirão contra a corrupção – integrado por 158 promotores – mereceria aplauso. Infelizmente, porém, ele foi realizado com propósitos corporativos e políticos.”
Disse ainda o jornal: “Mais do que um ato de protesto, essas operações midiáticas são uma verdadeira tentativa de retaliação contra políticos, por parte do MP.”
É isso, meus amigos: “uma tentativa de retaliação contra políticos.” Quem quer retaliar os políticos?
Até onde eu sei, quem faz isso é o eleitor, em urna. Retalia quem não gosta, promove quem agrada e dá uma chance a quem levanta esperanças. Fazemos isso pelo voto em urna, soberano, origem dos poderes da nação.
É assim nas democracias, o pior regime que existe com exceção de todos os outros.
Vamos pensar um pouco mais. Nesta operação exemplar, tivemos dezenas de prisões, operações de busca, e até dois parlamentares paulistas com seus telefones grampeados, em algo que é uma campanha marketing. Não se iluda. Em poucos dias, o saldo dessa operação de “demonstração” estará nos jornais, um punhado de políticos será acusado a partir de informações vazadas e o país estará estarrecido diante de mais um escândalo.
Sei que a corrupção existe e que é preciso que seja punida e investigada. Mas a perseguição política não leva a parte alguma.
Seleciona alvos, define adversários e escolhe suas vítimas ao sabor de opções que não têm caráter técnico.
Só para dar um exemplo, que todos podem lembrar: não é curioso que o celebre mensalão mineiro, pioneiro e original, iniciado nas eleições de 1998, só tenha sido investigado anos depois que se apurou o mensalão petista?
E não é curioso que até ministros admitem que o interesse da imprensa – uma instituição privada, com interesses próprios e visão política própria – tenha interferido nesse comportamento?
Não se deve generalizar uma discussão que não tem mocinhos nem bandidos, mas é preciso entender o principal: estamos assistindo a uma disputa de garantias constitucionais e direitos democráticos. Este é o debate em torno da PEC 37.
Não sou em quem diz isso, mas a seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, que acaba de criar uma Comissão de Defesa da Constitucionalidade das Investigações Criminais. Procurando esclarecer as coisas, o advogado Marcos Costa, presidente da OAB-São Paulo apoia a PEC 37 e explica, em entrevista ao Estado de S. Paulo de hoje:
“A PEC não quer restringir os poderes do Ministério Público, cujo papel é relevantíssimo e está claramente estabelecido pela Constituição Federal de 88. Na verdade, propõe restabelecer a imparcialidade na fase de investigação, segundo a qual a Polícia Judiciária (Civil e Federal) investiga, o Ministério Público denuncia, a Advocacia faz a defesa e o Judiciário julga.”
Para Costa, “quem acusa não pode comandar a investigação, porque isso compromete a isenção, quebra o equilíbrio entre as partes da ação penal”.
A PEC 37 devolve à polícia o direito de investigar uma denúncia criminal.
Já ao Ministério Público caberia determinar a abertura de uma investigação e apresentar uma denúncia à Justiça, se for o caso.
Por quê? Como ensina o mesmo Estadão: “No Estado de Direito, quem acusa não deve ter a prerrogativa de investigar, sob pena de se pôr em risco o devido processo legal e ferir liberdades públicas e individuais.”
O problema é que vivemos hoje uma situação em que essas funções estão embaralhadas. Temos, assim, uma situação estranha, em que o trabalho da polícia é diminuído e dispensado, em nome da supremacia do Ministério Público. Vamos ver alguns casos realmente exemplares.
Como é fácil de comprovar pela leitura dos autos da ação penal 470, várias conclusões da Polícia Federal – sobre os empréstimos ao PT, sobre o papel dos dirigentes partidários e ministros, contribuições de empresas privadas – não foram devidamente respondidos nem considerados pela denúncia.
Uma leitura possível é que se considerou o que interessava – e se dispensou aquilo que não ajudava na tese da acusação.
Outro aspecto. Os doadores privados do mensalão foram excluídos da denúncia e nenhum se sentou no banco dos réus. Entregaram milhões de reais, informa a Política Federal e também a CPMI dos Correios. Foram seletivamente deixados de lado. Mesmo documentos oficiais não foram levados em conta, no esforço para denunciar que houvera desvio de dinheiro público.
Na morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, tivemos duas conclusões opostas. A Polícia Civil de São Paulo concluiu que foi crime comum. A pedido de Geraldo Alckmin, uma nova equipe policial, com uma delegada de outra área, refez o inquérito e chegou à mesma conclusão. A Polícia Federal, num trabalho realizado a pedido do então presidente Fernando Henrique Cardoso, também.
Mas o Ministério Público diz que foi um crime encomendado.
Resultado: os réus são acusados de um tipo de crime que contraria frontalmente a conclusão de três investigações policiais. Muitos já foram até condenados em nome do crime encomendado.
Nem vou entrar no mérito desses casos específicos, embora tenha uma opinião conhecida a respeito.
Mas é difícil negar que, ao evitar a separação entre o trabalho de investigar e o de acusar, a legislação deixa uma porta aberta para abusos.
É simples como uma fábula infantil: a parte que acusa não pode estar contaminada nem envolvida com o trabalho de investigação.
Eu não posso ter a função legal de encontrar aquilo que quero procurar. É absurdo.
Cabe à acusação levantar as hipóteses que considerar cabíveis numa denuncia e exigir que todas sejam investigadas e examinadas com rigor. Os promotores podem mandar a polícia refazer o trabalho, reexaminar suas conclusões e ir atrás de novos indícios.
Não podem, no entanto, substituir a polícia. Não podem ocupar seu lugar quando discordam da investigação.
O Estadão escreveu que a PEC 37 merece ser aprovada.
Conheço opiniões que defendem uma outra proposta, que preserve o poder de investigação da polícia, mas assegure que os promotores possam supervisionar o trabalho.
Observadores céticos de Brasília julgam que é tudo um teatro, mais uma vez.
Se o MP faz um mutirão para ameaçar os parlamentares, estes fingem que irão colocar a PEC 37 em votação como uma forma de amansar o Ministério Público.
Aqueles que têm motivo real para temer uma investigação bem feita se escondem por trás das garantias fundamentais para assegurar a própria proteção.
Sentem-se chantageados e respondem com a mesma arma.
Mas seria bobo desprezar os aspectos políticos do debate.
As democracias justificam sua existência porque garantem os direitos a todos e só condenam uma pessoa depois que sua culpa foi inteiramente provada. A separação de atribuições é uma forma de a própria sociedade controlar o que é feito e impedir abusos.
O predomínio de uma força sem controle é o caminho mais fácil para o abuso em que se condena com base em indícios, em suposições, em deduções ou com base em denúncias arrancadas daquele jeito tão feio e tão selvagem que anos depois é preciso fazer Comissões da Verdade para descobrir um pouco, mas só um pouco, daquilo que havia por trás de tanta mentira e tanta brutalidade que envergonha a todos, não é mesmo?
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LUÍS XVI ALCOOL IN MIM
DIRETAMENTE DE FRANÇA . . .
TOMANDO CHAMPAGNE NACIONAL . . .
EXPO 2000 GENOCÍDIO . . .
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/06/em-entrevista-radio-alckmin-diz-que-bloquear-vias-e-caso-de-policia.html
Em entrevista a rádio, Alckmin diz que bloquear vias ‘é caso de polícia’
De Paris, governador criticou protestos contra aumento de ônibus em SP.
Alckmin defende candidatura da capital paulista para a Expo 2020.
Do G1 São Paulo
34 comentários
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Alckmin, Haddad e Temer pedem apoio francês para Expo 2020 em SP
Em Paris, Alckmin defende Expo 2020 em SP e parceria com empresas
Missão que analisa Expo 2020 diz conhecer trânsito e violência de SP
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou durante entrevista na manhã desta terça-feira (11) à Rádio França Internacional (RFI), em Paris, os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus que bloqueiam ruas importantes da capital paulista. Ele afirmou que interromper o trânsito em vias importantes é “caso de polícia”.
“Uma coisa é movimento, tem que ser respeitado, ouvido, dialogado. Isso é normal e é nosso dever fazê-lo. Outra coisa é vandalismo, é você interromper artérias importantes da cidade, tirar o direito de ir e vir das pessoas, depredar o patrimônio público que é de todos. Isso não é possível, aí é caso de polícia e a polícia tem o dever de garantir a segurança das pessoas”, declarou Alckmin à rádio.
O governador está em Paris com o prefeito Fernando Haddad (PT) e o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) para defender a candidatura de São Paulo como sede da Expo 2020, um dos maiores eventos do mundo.
Apesar da distância, Alckmin e Haddad prometem acompanhar os protestos previstos contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo na tarde desta terça. Na última quinta-feira (6), 15 pessoas foram detidas em manifestações contra o aumento da tarifa de R$ 3 para R$ 3,20. Houve danos a estações de Metrô na região da Avenida Paulista.
O governador aproveitou a viagem e se reuniu com empresários franceses das áreas de transportes, infraestrutura e de comunicações na embaixada do Brasil. Os empresários queriam obter mais informações sobre os projetos do governo paulista, principalmente as licitações para a ampliação do sistema metroviário no Estado, em especial na capital. O objetivo da reunião é aumentar as Parcerias Público-Privadas (PPPs) entre os dois países.
Expo 2020
Na tarde desta terça, Alckmin, Haddad e Temer participam de uma reunião de preparação para esta apresentação, que acontece nesta quarta-feira (12), na sede da OCDE em Paris. O Brasil concorre com quatro cidades: Dubai (Emirados Árabes), Izmir (Turquia), Ayutthaya (Tailândia) e Ecaterimburgo (Rússia). O nome da cidade escolhida será divulgado em novembro.
São Paulo já tem o local para a Expo 2020, caso seja escolhida: é uma área de 5 milhões de m², em Pirituba. A Exposicão Universal é um dos maiores eventos internacionais, dura até seis meses e pode deixar lembranças inesquecíveis. A Torre Eiffel, inicialmente uma construção provisória feita apenas para a Exposição Universal de 1889, virou símbolo de Paris.
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este é o país em que a LEI M, CF , ETC E TAL , só vale para pobres e fudidos , quando interessa a estes malditos políticos , promotores e o caralho a quatro , os caras fazem até cocô em cima da Constituiçao , inventam , PIC , PEC , o catrzo e burlam tudo em nome de interesse próprio … eu nao acredito mais em nada , salário digno , poder de polícia , já era ,,, infelizmente o povo nao quer uma polícia fore , os políticos nao querem , entao é enxugar gelo … fui….
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SIC . . tirar o direito de ir e vir das pessoas . . ???
COM PEDÁGIOS PRO EXEMPLO ???
SIC . . depredar patrimônio público ???
depredar o erário em favor dos cúmplices ???
SUSPEITAS NA BRUZUNDANGA
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:gkChI_AAFTgJ:pt.wikipedia.org/wiki/Metr%C3%B4_de_S%C3%A3o_Paulo+escandalo+dos+vag%C3%B5es+do+metro&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
Suspeitas de corrupção[editar]
Propinoduto[editar]
Ver artigo principal: Escândalo do caso Alstom
Em maio de 2008, o site do jornal O Estado de S. Paulo,
republicando informações originalmente difundidas pelo jornal norte-americano
The Wall Street Journal,
revelou a existência de uma investigação conduzida pela polícia suíça
acerca de um suposto pagamento de propinas (num valor estimado em 6,8 milhões de dólares)
pela multinacional francesa Alstom a funcionários do Governo do Estado de São Paulo,
visando obter um contrato de 45 milhões de reais para fornecer equipamentos utilizados nas obras de expansão do metrô paulistano. A polícia suíça solicitou a colaboração de seus pares na França e no Brasil para elucidar o caso e repassou às autoridades locais uma lista com 24 nomes de pessoas suspeitas de participar do esquema em diferentes países – entre eles um brasileiro, intermediário de um político não identificado, que teria negociado com a Alstom apoio junto ao Governo do Estado para a obtenção do contrato supracitado em troca de uma “comissão” de 7,5% do valor contratado.69
Após a revelação da denúncia, as bancadas do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembléia Legislativa do estado e na Câmara Municipal da capital paulista iniciaram uma ofensiva para investigar as denúncias e cobrar explicações do Governo do Estado, então gerido por José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Após investigação interna, o PT afirmou ter encontrado seis contratos julgados como irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), envolvendo a Alstom, o metrô, a CPTM e a Companhia Energética de São Paulo (CESP). A maior parte dos contratos foi firmada nos governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin. Na gestão Serra, teriam sido feitos aditivos de contratos com a Alstom para fornecimento de 22 trens, no valor de dois bilhões de reais.70 Segundo o site Terra Magazine, um dos contratos entre a Alstom e o metrô sob suspeitas de irregularidades havia durado dez anos a mais do que o estipulado inicialmente. O único conselheiro do TCE a votar a favor deste contrato, Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil durante o governo Mário Covas (1995-1997), tivera sua viagem à Copa da França ocorrida naquele ano bancada pela Alstom.71
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Nooossa…Tucanalhas envolvidos em desvio de dinheiro público ?
Isso só pode ser invenção da oposição, dos PeTralhas e de policiais civis corruptos !
Nosso Geraldinho Picolé é um santo, nem trepar com a dona Lu ele trepa, quanto mais fazer parte dessa quadrilha nomeada pela postagem do Estado de São Paulo.
Não se deixem levar por essa gentinha mentirosa, continuem votando no PSDB, uma partido de castos e imaculados homens de bem. Alguém já viu alguma CPI para apurar irregularidades no estado de SP ?
Nunca viram e jamais vão ver, porque o MP e os Oficiais da PM, impolutos e ilibados, são os verdadeiros guardiões da ética e da moralidade por aqui.
Aqui não precisamos de denuncismos, porque os tucanos são santificados pelos votos da população arrogante, elitista, preconceituosa e metida à besta.
Paulo Preto, Covas Junior, Veronica Serra, cunhado do Alckimin, Barros Munhoz…NÃO EXISTEM…é tudo intriga da oposição !
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Câmara Municipal de Limeira Faz Moção de Apelo ao Governador solicitando aumento de efetivo da Polícia Civil, principalmente em relação a Carreira de Escrivães de Polícia.
Situação de Calamidade é tanta que caso a Prefeitura Municipal de Limeira, hoje, retirasse seus funcionários e Guardas Municipais dos DPs, DIG, DISE e DDM, alguma(s) Unidade(s) poderia(m) fechar devido a falta de funcionários que assola a Polícia Civil de Limeira.
A População começa a enxergar que o PSDB faz mau a população, através de seus Vereadores.
Parabéns à Câmara Municipal de Limeira.
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Sr jacaré, o problema do mp não é o combate à criminalidade, todos sabemos que o mp é um subproduto da pm, vez que boa parte de seus componentes são oriundos da cazerna, ex-oficiais,logo com a filosofia de conquistar terreno e subjulgar seus “inimigos”,então o proposito do mp não é o enfrentameto com o crime organizado, mas sim aglutinar poder.Não basta ter a policia judiciaria sob seus pés,poís já a tem,mas, sim, tornar a administração governamental, o legislativo e até o judiciario como refens de sua ganancia. Para isso,contam com seus colegas do oficialato,cometem mil arbitrariedades. Veja bem, a exemplo da pc. a pm tem integrantes que cometem infrações, por que o mp não tem o mesmo interesse em exercer o controle externo em relação a segunda? a resposta é simples, unem-se em busca do poder absoluto,em resumo, pré-ditatorial(jogo de compadres).
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NÃO É SÓ NOSSA QUERIDA LIMEIRA QUE ESTA ASSIM . . .
LÁ . . PELO MENOS ELES TEM ALGUÉM PARA EMPRESTAR . . . NÃO DEVERIAM !!!
E SUGIRO À TODOS RETIRAREM ESTE SUPORTE . . .
LIMEIRA PODERIA SER UM ÍCONE NESTE MOMENTO
UMA PARTE DO UNIVERSO ESTATÍSTICO
APRESENTAR OS NÚMEROS . . .
COM CERTEZA TERÍAMOS A EXATA NOÇÃO
DE COMO É DESTRATADA E DESADMINISTRADA A SEGURANÇA PÚBLICA
NO NOSSO INTERIOR . . . TRATADO UNICA EXCLUSIVAMENTE
COMO DEPÓSITO ESCONDERIJO DE PRESOS
E ALVO DE CONCE$$$$$$ÔES DE VIAS QUE DEVERIAM SER PÚBLICAS . . .
TUDO ALUGADO, TUDO EMPRESTADO,
TUDO SUCATEADO
TUDO PRECÁRIO
TUDO INEFICAZ
SALVO NOSSOS ÚNICOS BRAVOS E POUCOS POLICIAIS
PATRIMÔNIO HUMANO PAULISTA
QUE SE DOAM A POPULAÇÃO LOCAL
E AINDA ASSIM SÃO GENOCIDADOS PELO PCC$$$$$$$$$DB
E SEUS COROMÉS DI PUTADO$$$$$$$ LOCAIS !!!
SERA QUE ALGUM MUNICÍPIO DO NOSSO QUERIDO INTERIOR PAULISTA
PODE COMETER ESTE ATO DE CORAGEM AO ESTADO DE SÃO PAULO ???
TODOS NÓS PRECISAMOS DE VCS . . .
VCS SÃO, FORAM E DEVEM CONTINUAR SENDO MUITO IMPORTANTES
AO NOSSO MOSAICO PAULISTA . . .
ESQUEÇAM AS CARINHAS E DIVIDAS CAUCASIANAS . . .
VCS JÁ AGUENTARAM GENOCÍDIO E HUMILHAÇÕES DEMAIS
COM AS UNIDADES PRISIONAIS DO PCC$$$$$$DB !!!
O HORROR . . . A DESGRAÇA . . . A PESTE DO TERROR . . .
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Por favor, parem de falar bobagem. Primeiro não tem nada de fraude em votar mais de uma vez; segundo, é o próprio sistema que permite; terceiro, não tenho a menor dúvida que muitos favoráveis à PEC também estão votando mais de uma vez; quarto, não tenho qualquer dúvida de que em qualquer enquete que seja feita a maioria vai ser contra se dar exclusividade para se fazer investigação apenas à Polícia. Podem ir atrás dos mais diversos argumentos jurídicos, mas a grande maioria da sociedade jamais vai entender porque impedir o MP de investigar diretamente também, já que a Polícia poderá a investigar da mesma forma, ou seja, é mais uma instituição investigando, e a sociedade ganha com isso. Há, por favor, não venham falar de abusos cometidos por promotores, pois se fosse falar dos abusos que já vi sendo cometidos pela polícia, esta então não deveria mais investigar crime algum. Sou ativista de direitos humanos, sei com propriedade o que falo. Abusos devem ser evitados e seus autores punidos, sejam policiais ou promotores. Acho apenas que as investigações do MP necessitam de uma disciplinar mais eficiente, justamente para que abusos não sejam cometidos. Feito isso, plenamente favorável ao MP investigar.
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Que bagunça esta este pais todos investigam tudo , sem padronização sem ética e tudo pelo poder. E as sequelas irreversíveis quando se trata dos ignorantes pobres…p…..p…..p….
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Thiago, vai dar a bunda pro fernando gabeira, ele gostará de comer e vc. de dar! some daqui admirador de bandido, voce não é ativista, vc. é passivista, deve ficar como uma boneca do tipo dorminhoca quando lhe enrabam!
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