Escrivães fazem rodízio de DPs em Ribeirão Preto…são disputados ‘a tapas’ 45

Efetivo pequeno estaria atrapalhando andamento de inquéritos da Polícia Civil

Jucimara de Pauda

Foto: 19.mar.2012 – Tiago de Brino / Especial

Membros de conselhos de segurança dizem que escrivães são disputados ‘a tapas’ nos DPs

A falta de escrivães nos Distritos Policiais de Ribeirão Preto e o aumento de criminalidade na cidade mobilizaram os nove presidentes do Conselho de Segurança de Bairros de Ribeirão Preto. Segundo funcionários dos Distritos Policiais, a situação é caótica e os escrivães fazem rodízio entre os DPs para conseguirem manter o serviço em ordem.

Os presidentes se reuniram com o coordenador estadual dos Consegs, Edvaldo Roberto Coratto, para pedir mais efetivo para a Polícia Civil da cidade. Segundo eles, os delegados estão disputando “a tapas” o profissional que está em falta nos Distritos Policiais. “Vou levar o pedido ao novo Secretário de Segurança Pública que tomou posse”.

Na reunião, os presidentes dos conselhos citaram que a falta de escrivão é alarmante a ponto de um distrito emprestar o profissional para o outro. “Nossos Distritos Policiais estão falidos e precisamos de mais efetivo”, diz Honor Alberto Vicente, presidente do Conseg de Ribeirão Preto.

Segundo a reportagem apurou, os escrivães estão fazendo um rodízio entre os distritos. Um deles, por exemplo, sai três vezes por semana de Cássia dos Coqueiros para trabalhar em Ribeirão. A Seccional também está emprestando seus escrivães para os DPs.

Um delegado da Polícia Civil, que não quer ser identificado, confirmou à reportagem a falta de escrivão. “Não tem como aplicarmos tolerância zero na criminalidade sem efetivo humano.”
Integrantes do Conseg Oeste, na região da Vila Tibério, também acham um absurdo o pequeno número de policiais do 3º DP. “São poucos para atender uma região de mais de cem mil habitantes. É humanamente impossível”, diz Honor.

José Golfieri, do Conseg do Centro, afirma que Ribeirão Preto pede socorro para combater o aumento de criminalidade. “Estamos com poucos policiais que não dão conta de atender todas as ocorrências e isto precisa ser mudado”.

Por e-mail, a assessoria de imprensa da Delegacia Seccional informou que não comentaria o assunto porque o delegado seccional Adolfo Domingos da Silva Júnior estava fazendo correições nas cidades da região.

http://www.jornalacidade.com.br/editorias/cidades/2012/11/22/escrivaes-fazem-rodizio-de-dps-em-ribeirao-preto.html

Dr. Mário Leite de Barros Filho poderá vir a ser o próximo Delegado Geral 54

Grella entrega nomes para a chefia da polícia em São Paulo

Delegado Mário Leite e coronel Benedito Roberto Meira estão na lista de cotados para assumir comandos das polícias Cívil e Militar, respectivamente

23 de novembro de 2012 | 12h 24
Marcelo Godoy – O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – Os nomes do delegado Mário Leite e do coronel Benedito Roberto Meira estão na lista que o secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira vai entregar na tarde desta sexta-feira, 23, ao governador Geraldo Alckmin com indicações para os cargos de delegado-geral da Polícia Civil e de comandante-geral da PM. O anúncio da nova cúpula da Segurança só deve sair depois da aprovação do governador.
Delegado de Polícia, de Classe Especial, do Estado de São Paulo. Professor da  Academia de Polícia de São Paulo. Professor universitário,  tutor do Ensino a  Distância, da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP. Autor de quatro  obras na área do Direito Administrativo Disciplinar e da Polícia Judiciária.

http://marioleitedebarrosfilho.blogspot.com.br/

João Alkimin: CORAGEM TARDIA 11

CORAGEM TARDIA
Espantou-me a declaração do ex Delegado geral Marcos Carneiro tomado de uma súbita valentia após a caída do Pinto. Agora é muito fácil dizer: eu era contra isso, eu era contra aquilo, e eu era contra aquilo outro. Mas quando o Secretário estava no poder não ousava vir a público e dar declarações tão corajosas. O que não faz a perda do poder.
Por outro lado sua Senhoria faz uma declaração gravíssima e que cabe agora rigorosa apuração de que os mortos em São Paulo tiveram antes seus nomes pesquisados no banco de dados da Prodesp e diz também sua Senhoria que é difícil chegar aos autores. Humildemente, pois não especialista em Segurança Pública e nem Policial, gostaria de fazer a seguinte sugestão ao Ilustre Delegado: Enquanto esta no cargo deve oficiar a Prodesp e determinar que lhe informem quais as últimas pesquisas efetuadas em nome das vítimas. Talvez sua Senhoria não saiba mas quando se pesquisa os antecedentes é inserida uma senha, senha essa que por óbvio é da pessoa que usou o terminal. Portanto, Senhor Delegado não requer prática e sequer habilidade. É mais fácil do que aplicar suspensão a quem já foi demitido como o Delegado Conde Guerra me parecendo que isso foi feito somente para tentar dificultar sua reintegração. Onde certamente não obterão exito, pois tanto a demissão quanto as suspensões são medidas anódinas  que certamente serão revistas pelo Poder Judiciário.
Causou-me também espanto o discurso de despedida do demitido Secretário Ferreira Pinto onde fez candentes elogios ao empresário do setor de segurança privada Berardino Fanganiello proprietário da G.P Guarda Patrimonial a maior empresa de segurança do Brasil pela ajuda que teria dado.
A pergunta que não quer calar que ajuda um empresário da Segurança Privada poderia oferecer ao aparato Estatal. Bem isso somente o próprio o ex- Secretário e o empresário poderão responder. Talvez por meio de uma investigação efetuada pelo Ministério Público por que a Polícia Civil com certeza não a fará.
Quero deixar claro que não consigo entender a linha de raciocínio do Governador Geraldo Alckmin se é que alguma ele tem pelo seguinte motivo: Nos anos de chumbo e quero deixar claro que não tenho nenhuma simpatia pelo ex-Governador Maluf, o mesmo conseguiu o Governo do Estado contra a vontade do poder central e dos Militares e era secretário de seu antecessor o Coronel Erasmo Dias. Ao tomar posse o Governador imediatamente nomeou contra todas as pressões o Desembargador Octávio Gonzaga Júnior que, e não é lenda imediatamente chamou o ícone da repressão delgado Sérgio Fleury então Delegado do D O P S e disse-lhe ” Vivemos novos tempos Dr. o senhor não pode continuar no D O P S, lhe ofereço o D E I C e os métodos serão outros e teve de imediato sua determinação acatada. E digo que não é lenda, porque para quem quiser pesquisar Dr. Otávio era Desembargador com meu pai Sylvio Barbosa e com meu primo então Corregedor Geral da Justiça José Geraldo Rodrigues Alckmin. Agora pergunto, porque a fixação do PSDB no Ministério Público. Não a ninguém competente e honesto no Poder Judiciário, não há Desembargadores aposentados que conhecem Polícia profundamente por terem sido Investigadores, Carcereiros, Escrivães ou Delegados de Polícia e também por ter judicado durante uma vida inteira funcional em Varas Criminais nos extinto TACRIM e na Secção Criminal do Tribunal de Justiça.
Já esta provado que Promotores de Justiça não são talhados para o cargo e os exemplos são inúmeros e não cansarei o leitor citando-os.
Por mais boa vontade que tenha o Dr. Fernando Grella, o que conhece de Segurança Pública. Disse sua Excelência que amigo da Polícia, bom eu também me considero mas não tenho nenhuma competência para ser Secretário de Segurança. Em resumo, no quesito Segurança Pública o Governador esta completamente perdido e não vejo solução a curto prazo, o salários continuaram os mesmos, a falta de Policias Civis a mesma, o trabalho insano e o reconhecimento nenhum. Portanto, só nos resta torcer para que as coisas melhorem. Eu particularmente não acredito, pois entre outras coisas ninguém pode ser feliz ou motivado ganhando salário de fome e tratado com desprezo. Parafraseando um apresentador de televisão para a Polícia Civil dêem DIGNIDADE JÁ.
Encerrando quero deixar claro para alguns leitores que não fui, não sou e nem serei amigo do Delegado Diretor do DEINTER 1 Dr. João Barbosa Filho. Sou sim amigo e sempre serei do João Barbosa seja ele diretor ou esteja no ostracismo. Portanto se tiver de criticá-lo o farei tranquilamente, pois não tenho acertos e não atendo pedidos para falar bem ou mal. falo o que e quero, quando quero, do jeito que quero e respondo pelos meus atos civil e criminalmente. Tanto isso é verdade que já fui processado por 22 delgados de São José dos Campos e o inquérito foi arquivado.
João Alkimin

O REVANCHISMO DO AVESSO – Mais uma mancada do ex – DGP : a sociedade acha que “matar pobre é matar o marginal de amanhã” 15

Delegado-geral da Polícia Civil de SP, Marcos Lima:“A gente nunca teve chacina nos Jardins aqui em SP. Por que será?”
Delegado-geral critica ações da PM na periferia
Carta Capital

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, criou uma saia-justa nesta quinta-feira 22 ao afirmar, durante a posse de Fernando Grella Vieira na Secretaria de Segurança do estado, que moradores da região metropolitana tiveram suas fichas criminais acessadas pelo sistema interno da corporação antes de serem assassinados. Segundo o delegado, as mortes estão acontecendo na periferia porque a sociedade acha que “matar pobre é matar o marginal de amanhã”.

A fala de Carneiro Lima acontece após meses de atritos entre a Polícia Civil e a cúpula da Segurança Pública de São Paulo. Durante a gestão de Antonio Ferreira Pinto, que caiu na quarta-feira 21 diante da alta no número de assassinatos ocorrida no estado em 2012, a corporação foi deixada de lado e as investigações sobre o crime organizado passaram a ser concentradas pela Polícia Militar, sobretudo a Rota. A mudança aconteceu depois que policiais civis foram investigados por envolvimento e extorsão a integrantes do Primeiro Comando da Capital.
Desde então o delegado-geral da Polícia Civil se tornou uma das vozes mais críticas dos planos de segurança do governo Alckmin. Ele verbalizou as queixas mais uma vez ao dizer que as mortes de civis no período têm relação com os assassinatos de 95 policiais desde janeiro – a maioria cometida em sequencia desde setembro.
Para Carneiro Lima, ela legitima a ação dos criminosos responsáveis pela onda de violência na Grande São Paulo. De acordo com reportagem publicada pelo site da Folha de S.Paulo, o delegado diz ver “indícios” de ações de extermínio em São Paulo, mas a polícia ainda não foi capaz de identifica-los.
“A gente nunca teve chacina nos Jardins aqui em São Paulo. Por que será? Por que é tão fácil matar pobre na periferia? Por que ainda existe uma grande parcela da sociedade que acha que matar pobre na sociedade é matar o marginal de amanhã. Isso é uma visão preconceituosa da própria sociedade que encara que essa ação de matar é uma ação legítima. Não é legítima.”
Para Carneiro, é difícil solucionar os crimes em São Paulo porque eles possuem uma lógica diferente de outros lugares do mundo. “Em São Paulo existe um diferencial. Quem tem interesse em matar um único alvo no boteco, muitas vezes mata mais dois ou três inocentes. Daí a dificuldade da polícia chegar à autoria”, afirmou.
Muito trabalho. O novo secretário, por sua vez, declarou durante a cerimônia de posse que buscará novas formas de atuação policial para combater o crime em São Paulo. “O tempo agora é de trabalho, de muito trabalho”, declarou.
Ainda segundo a Folha de S.Paulo, Grella recebeu a incumbência de botar uma “focinheira” na PM para evitar abusos.
O novo secretário foi procurador-geral do Ministério Público por quatro anos. Com perfil de conciliador, ele foi nomeado em 2008 pelo então governador José Serra e reconduzido ao cargo em 2010
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A propósito (MUTATIS MUTANDIS  ) repetimos um de nossos comentários de dias atrás:

Complexo de inferioridade social e o revanchismo do avesso

Ferreira Pinto, muitos Delegados da Corregedoria, membros do Conselho e alguns Procuradores do Estado, são merecedores de morte bem lenta e dolorosa.

A maioria deles vindos de classe inferiores – como a maioria de nós policiais – procuram o serviço público como forma de ultrapassar barreiras sociais.

Querem mostrar para o mundo que apesar de não terem dinheiro, de não serem ricos, de descenderem de famílias pobres e sem nome e até de grupos sociais desprezados como imigrantes, nordestinos e negros, conseguindo fazer carreira têm algo de grande que os outros deverão respeitar…

Eu posso prender… Eu posso processar…Eu posso demitir…Eu posso indeferir direitos…Eu posso ameaçar…Eu sou uma autoridade e posso impor respeito.

É a síndrome do escravo condenada por Moisés durante a fuga do Egito, pois logo notou a tendência de  ex- escravo querer fazer o outro de escravo. Disso a regra: não faça a outrem o mal que fizeram contigo.

É a “revanche do avesso ” , nas palavras do mestre Fabio konder Comparato.

É uma revanche contra o passado, não é exercida contra os ricos e poderosos.

Impondo -se sob fracos, acreditam conquistar o respeito dos fortes.

É por isso que gente como Ferreira Pinto e outros – como quase toda a “elite” do funcionalismo público estadual – é violenta e cruel com os seus semelhantes que estão abaixo de si; nunca contra os que estão acima.

Infelizmente há muito comportamento desse tipo entre os policiais que lidam diretamente com a população.

Com uma agravante, porque são chibatados pelos superiores e pelo Governo acabam descontando na população.

Aprovada a PEC que restringe poder de investigação do MP 65

Emenda ainda precisa passar duas vezes pela Câmara e pelo Senado

BRASÍLIA – Por 14 votos a dois, foi aprovada nesta quarta-feira numa comissão especial do Congresso Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que dá às polícias o direito privativo de atuar em investigações criminais, retirando do Ministério Público o poder de apurar crimes. Os deputados da comissão não mantiveram, nem mesmo, a exceção para a atuação do Ministério Público em investigações de crimes contra a administração pública ou cometidos por organização criminosas, aberta pelo relator da PEC, deputado Fábio Trad (PMDB-MS).

Para ser promulgada, a emenda terá que ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara, com o apoio de pelo menos 308 votos, e depois no Senado.

O relatório de Trad dizia que o Ministério Público poderia atuar, “em caráter subsidiário” em investigações conduzidas pela polícia de crimes cometidos pelos próprios agentes públicos, contra a administração pública e crimes envolvendo organização criminosa. Trad enfatizou que seu parecer desagradava tanto representantes da polícia quanto do Ministério Público e beneficiava a sociedade. Mas não convenceu os colegas.

Procurador de Justiça licenciado, o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) apresentou voto em separado na comissão mantendo a possibilidade de o Ministério Público colaborar nas investigações criminais de qualquer natureza. Viera da Cunha defendeu que a comissão aguardasse o julgamento que será feito pelo Supremo Tribunal Federal sobre a competência nas investigações criminais para votar a emenda, mas também foi voto vencido.

Desde a semana passada, o presidente da comissão, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) tenta votar o projeto. No início da tarde de nesta quarta-feira ele conseguiu mobilizar os deputados. Dispostos a evitar a votação, Vieira da Cunha (PDT-RS) e o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) conseguiram impedi-la num primeiro momento, mas à noite, em seis minutos, Faria de Sá retomou a sessão e aprovou o relatório de Fábio Trad. Em seguida, simbolicamente, foi aprovado o destaque que modificou o relatório e inviabiliza que o MP possa fazer qualquer investigação.

– Ninguém questiona a importância do MP, mas cabe à polícia fazer a investigação. A investigação do MP não tem prazo, não tem controle. Os abusos são mais regra do que exceção – disse Bernardo Vasconcellos (PR-MG), autor do destaque que modificou o relatório de Trad.

Para Molon, o resultado final, com a retirada do artigo que permitia a investigação conjunta da polícia e do Ministério Público em alguns tipos de crime, ficou bem pior:

– Em vez de ampliar o poder de investigação, a comissão especial limitou. Quem perde é a sociedade.

Representantes de associações dos delegados atuaram para garantir o quórum na comissão, pedindo a presença de deputados na sessão no final da tarde. A Associação dos Delegados de Política do Brasil (Adepol), que reúne delegados civis, federais e do DF, apoiava o texto original.

– O Ministério Público continua com poder de requisitar diligências. E se o delegado prevaricar e não investigar, o MP pode denunciar – disse o vice-presidente da Adepol, Benito Tiezzi.

Já o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (Anpr), Alexandre Camanho, acredita que o plenário da Câmara vai reverter a decisão da comissão especial:

– O poder de investigação do MP deve ser irrestrito. Essa comissão foi majoritariamente composta por delegados, vejo engajamento corporativo. É um ambiente artificial. O plenário da Câmara terá visão diferente.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/aprovada-a-pec-que-restringe-poder-de-investigacao-do-mp_166855/

Audiência pública para discutir segurança 32

Enviado em 23/11/2012 as 0:27 – ALBERTO

22/11/2012 10:54

Da assessoria do deputado Luciano Batista

Em 31/10, a Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários aprovou o requerimento apresentado por Luciano Batista (PSB), solicitando a realização de audiência pública na Baixada Santista. Segundo o deputado, a finalidade é discutir com autoridades do Estado a onda de violência que a região vem enfrentando. “Toda a população de 1,6 milhão da Baixada Santista está preocupada, e reivindicam mais investimentos na segurança pública e no combate ao tráfico de drogas”, disse Batista. No documento, Luciano pede que a comissão solicite a presença de representante do Ministério Público, do comandante da Polícia Militar, do delegado-geral das polícias Civil e Federal, o comandante do CPI-6 e o diretor do Deinter-6. “Essa reunião é de vital importância para que possamos, numa união de forças, dar resposta à sociedade que está assustada, ansiosa e aflita”. O requerimento foi aprovado, mas a data e local de realização serão divulgados oportunamente. Na reunião da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários também foi aprovado requerimento convidando o secretário de Segurança Pública, para falar sobre as ações de sua pasta. A data deste comparecimento não foi ainda estabelecida, mas houve acordo entre os parlamentares presentes de que seja o mais breve possível. Foi lembrado também o dever constitucional de os secretários de Estado virem prestar contas na Assembleia.

lbatista@al.sp.gov.br

Poxa Silvia, que mancada, hein! …Se ainda fosse para sua satisfação sexual seria menos grave… 74

Enviado em 22/11/2012 as 22:19 – FAUSTUS

Presos são flagrados em serviço na casa de PM

Do Jornal da Band Quinta-feira, 22 de novembro de 2012 – 20h13

Policiais militares condenados pela Justiça foram flagrados deixando ilegalmente o presídio onde cumprem pena em São Paulo. Dois homens saíram pelo menos três vezes na última semana – com escolta oficial – para prestar serviços na casa de uma das diretoras da prisão.

O Jornal da Band conseguiu, com exclusividade, imagens que mostram a exploração. Uma viatura da Polícia Militar deixa o presídio Romão Gomes, na zona norte da cidade, na última terça-feira. PMs escoltam dois detentos da cadeia militar até uma casa.

No local, desembarcam dois policiais militares e os dois homens de camisas listradas, que são agentes condenados pela Justiça.

Um deles, o ex-cabo Adilson Rodrigues, foi preso em 2010 por tráfico de drogas e porte ilegal de munição. Ele foi condenado a sete anos e oito meses de prisão e expulso da corporação. O outro é o soldado Fernando Beto de Almeida, preso desde junho do ano passado por formação de quadrilha, explosão, tentativa de furto de caixa eletrônico, receptação e porte ilegal de arma. Ele foi condenado a 11 anos e meio de cadeia.

Exploração

A casa pertence à subcomandante do Presídio Romão Gomes, major Silvia Martinez Brandão Ferreira de Moraes.

No lugar das algemas, os presos carregam ferramentas e passam horas fazendo serviços de manutenção na residência da oficial da PM. Este é o tipo de serviço que realizam no presídio.

Enquanto os dois presos trabalham na casa da major, os policiais responsáveis pela escolta esperam do lado de fora. Após três horas, os presos saem da casa e voltam à penitenciária.

Moeda de troca

As imagens foram gravadas pelo jornalismo da Band no último dia de trabalho dos presos na casa da subcomandante. Eles já tinham estado lá outros dois dias. De acordo com funcionários da cadeia, em troca do trabalho os detentos recebem regalias, como direito a telefonemas e aumento de visitas.

A denúncia surpreendeu a Justiça Militar, que jamais autorizou a saída dos presos da cadeia.

O Presídio Romão Gomes é exclusivo para policiais militares e abriga 196 presos, a maioria condenada por homicídio.

Investigação

Procurada, a major Silvia não foi localizada pela reportagem porque está fora de São Paulo. A direção da cadeia afirmou que vai investigar a conduta da major e também se os presos recebem regalias em troca de trabalho.

A corregedoria da Justiça Militar também desconhecia a saída dos detentos.

http://www.band.uol.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000552055

Por que não falou na cara do Pinto?…Já vai tarde !…( E cumpra imediatamente a promessa de requerer aposentadoria ) 102

Delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo coloca cargo à disposição

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, colocou seu cargo à disposição do novo secretário de Segurança do Estado, Fernando Grella Vieira, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Grella tomou posse nesta quinta-feira (22) e substitui Antonio Ferreira Pinto, em meio à crise na segurança em São Paulo.

Lima criticou a desidratação da Polícia Civil e a retirada da Corregedoria do controle da entidade. Reclamou também do papel da atuação do Batalhão de Choque Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na investigação de crimes no Estado.

“Foram passadas informações para a Rota que possibilitaram fazer prisões. Acontece que no mundo todo a polícia que patrulha não é a polícia que investiga, mesmo sendo da mesma corporação. Essa divisão entre o pessoal que patrulha e previne e o pessoal que investiga e prende é o padrão internacional. Não adianta querer inventar terceira, quarta polícia”, disse.
“E a Corregedoria tem que ficar na Polícia Civil. Não serão terceiros que vão assumir esse papel. Quando tira [a Corregedoria do controle], atinge a Polícia Civil, que tem de ser considerada como um órgão muito importante”, afirmou.
O delegado-geral da Polícia Civil contestou ainda o poder dado à Polícia Científica. “Ela não existe na Constituição. Em São Paulo é colocada ter como terceira polícia. Como se não bastasse ter duas polícias, o que já é complicado”, disse nesta quinta-feira, ao participar da cerimônia de posse de Grella, na sede do governo paulista.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/11/22/delegado-geral-da-policia-civil-de-sao-paulo-coloca-cargo-a-disposicao.htm

Ferreira Pinto foi demitido pelo conjunto da “péssima obra”; agarrou-se ao cargo empregando uma falsa cruzada contra a corrupção e plantando notícias – contra desafetos – com a colaboração de alguns jornalistas 43

Secretário Ferreira Pinto caiu pelo ‘conjunto da obra’

DE SÃO PAULO

Antonio Ferreira Pinto soube que seria demitido do cargo na última segunda-feira, ao receber um telefonema do secretário Sidney Beraldo, chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin, convocando-o para ir ao Palácio dos Bandeirantes no final daquela tarde.

Gestão de Ferreira Pinto deixa marcas contraditórias

Editoria de arte/Folhapress

Beraldo sempre informava qual era o tema do encontro com o governador, para que o secretário se preparasse para a reunião. Naquele telefonema, porém, não mencionara tema algum.

Beraldo, e depois Alckmin, anunciaram que queriam o cargo do secretário. O nome de Fernando Grella Vieira, o substituto, não foi mencionado uma única vez no encontro, segundo a Folha apurou.

Alckmin só decidiu demitir Ferreira Pinto depois que Grella aceitou o convite na própria segunda-feira. Até então, não encontrara um nome para a função.

Não houve uma gota d´água para a queda de Ferreira Pinto, segundo avaliação de pelo menos três assessores de Alckmin ouvidos pela Folha.

Ele caiu pelo conjunto da obra: a incapacidade de estancar a escalada dos homicídios, a relação para lá de esgarçada com a Polícia Civil, a perda de controle (segundo a visão do governo) sobre a Polícia Militar e a sua relutância em aceitar ajuda da União num momento de crise.

Pesou também o fato de que o governo avalia que o ex-secretário era pouco midiático e incapaz de estabelecer um diálogo com a chamada sociedade civil -entidades que começavam a carimbar o rótulo de truculento no governo do Estado pelo número de mortes atribuídas à Polícia Militar e pela falta de informações sobre a recente onda de crimes.

Ferreira Pinto não deu entrevistas. Na carta em que pede exoneração do cargo, agradece “a confiança e o apoio” de Alckmin.

Os choques entre o agora ex-secretário e o governador se tornaram públicos quando o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse no final de outubro, na véspera do segundo turno das eleições, que a Secretaria da Segurança Pública havia recusado uma oferta de ajuda do governo federal para tentar conter a crise. Ferreira Pinto disse à Folha na época que o ministro mentira, que não havia nenhuma oferta concreta.

O governo considerou inábil a atitude do então secretário. A análise era que não se recusa ajuda no meio de uma onda de homicídios.

Ferreira Pinto tinha uma visão diferente do episódio. Achava que o governo federal sabia menos de PCC (Primeiro Comando da Capital) do que as Secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária. Dizia que o governo federal aumentava a importância da organização criminosa para desqualificar o seu trabalho à frente da secretaria.

O ex-secretário tratava a oferta como uma jogada política de Cardozo, com o objetivo de alavancar o nome do ministro entre os postulantes petistas para a eleição ao governo do Estado, em 2014.

Ele disse a auxiliares que Alckmin caiu numa armadilha ao aceitar a ajuda do governo federal. (MARIO CESAR CARVALHO E DANIELA LIMA)

Editoria de arte/Folhapress
Editoria de arte/Folhapress

Grella diz que será aliado de policiais, mas terá que botar uma “focinheira” na PM e fazer a PC voltar a investigar 84

22/11/2012-11h16

Folha de São Paulo – UOL

Buscará novas formas de atuação

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO

Atualizado às 11h39.

O novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, assumiu na manhã desta quinta-feira a pasta no Palácio dos Bandeirantes e afirmou que defenderá os policiais.

“As instituições policiais terão em mim o primeiro aliado na defesa permanente das carreiras policiais do Estado de São Paulo”, disse.

Grella também ressaltou que buscará novas formas de atuação exigidas pelo momento para combater a onda de violência que atinge o Estado. “O tempo agora é de trabalho, de muito trabalho”, declarou.

O novo secretário afirmou ainda que vai aplicar inovações no programa de segurança estadual, utilizando a transparência e destacará a integração da atuação entre as polícias Militar, Civil e Científica.

Em seu discurso, Grella também elogiou a gestão de Antônio Ferreira Pinto, à frente da secretaria por três anos. “Sua seriedade e competência são inquestionáveis. Cumprimento pela enorme capacidade de trabalho já demonstrado”, afirmou.

Agora, o novo secretário vai se reunir com Antonio Ferreita Pinto, seu antecessor, o comandante-geral da Polícia Militar Roberval França e com o delegado-geral Marcos Carneiro Lima, chefe da Polícia Civil de São Paulo, para discutir como será a montagem de sua equipe.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu demitir Ferreira Pinto depois que Grella aceitou o convite na segunda-feira (12). Até então, não encontrara um nome para a função.

Ele caiu pelo conjunto da obra: a incapacidade de estancar a escalada dos homicídios, a relação para lá de esgarçada com a Polícia Civil, a perda de controle (segundo a visão do governo) sobre a Polícia Militar e a sua relutância em aceitar ajuda da União num momento de crise.

Os casos de homicídios dolosos na cidade de São Paulo subiram 92% no mês de outubro em relação ao mesmo mês de 2011. Entre a noite de ontem e a madrugada de hoje ao menos dez pessoas morreram e 18 foram baleadas na Grande São Paulo.

Durante o evento, Ferreira Pinto, que foi criticado por tirar atribuições de policiais civis e passá-las para a Rota durante seu mandato, afirmou que é “uma falsa verdade dizer que a Polícia Civil foi afastadas de investigações dos crimes”.

O antigo secretário, que ficou três anos e oito meses no cargo, ainda fez um balanço de seu período como secretário. “Eu prestigiei e tive orgulho de prestigiar a Rota. A tropa prendeu 1.327 pessoas condenadas ou foragidas, apreendeu 51 fuzis, 40 metralhadoras, 69 armas de cano longo, 6,9 toneladas de maconha, 1,3 toneladas de cocaína, 209 kg de crack, e R$ 16,3 milhões em dinheiro vivo. Além disso, somente 18 PMs ficaram feridos em combate”, concluiu.

Uma das principais missões do novo secretário será fazer com que setores da Polícia Civil voltem a investigar, controlar o que até o governo chama de “excessos da Polícia Militar” e melhorar o diálogo de sua pasta com entidades da sociedade civil.

Também há expectativa que ele consiga melhorar a imagem das polícias junto à opinião pública, graças à interlocução que acumulou com entidades da sociedade civil ao longo da carreira. O novo secretário, dizem aliados, não é dado a polêmicas.

Grella também recebeu a incumbência de botar uma “focinheira” na PM –o termo está sendo usado dentro do Palácio dos Bandeirantes. Alckmin teme que seu governo passe para a história como truculento e letal.

Alckmin afirmou durante a solenidade que São Paulo reduziu os índices de crimes e chegou a nível comparado aos países desenvolvidos. “São Paulo não vai admitir a regressão nesse campo”, disse.

De acordo com o governador, o objetivo agora é fortalecer o trabalho de segurança para conter a onda de violência. Ele relacionou os ataques contra policiais com uma tentativa de intimidar o Estado. “Venceremos porque já vencemos antes”, afirmou.

O novo secretário foi procurador-geral do Ministério Público por quatro anos, órgão ao qual pertence desde 1984.

Nomeado chefe da Promotoria pelo ex-governador José Serra em 2008 e reconduzido ao cargo em 2010, é conhecido por ser discreto e técnico. “Um diplomata do Ministério Público”, disse Serra a aliados, no fim de sua gestão.

Foi exatamente a fama de conciliador que pesou para que Alckmin o convidasse para o cargo. O governador aposta em Grella para contornar o descontentamento de parte da Polícia Civil e fazer a corporação reassumir os trabalhos de inteligência e combate ao crime organizado.

Novo secretário terá que controlar PM e cobrar Polícia Civil

MARIO CESAR CARVALHO DANIELA LIMA AFONSO BENITES DE SÃO PAULO

Fernando Grella Vieira assume a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo com três missões espinhosas e urgentes.

Ele precisa fazer com que a setores da Polícia Civil voltem a investigar, controlar o que até o governo chama de “excessos da Polícia Militar” e melhorar o diálogo de sua pasta com entidades da sociedade civil.

Grella foi procurador-geral do Ministério Público por quatro anos, órgão ao qual pertence desde 1984.

Nomeado chefe da Promotoria pelo ex-governador José Serra em 2008 e reconduzido ao cargo em 2010, é conhecido por ser discreto e técnico. “Um diplomata do Ministério Público”, disse Serra a aliados, no fim de sua gestão.

Foi exatamente a fama de conciliador que pesou para que Alckmin o convidasse para o cargo. O governador aposta em Grella para contornar o descontentamento de parte da Polícia Civil e fazer a corporação reassumir os trabalhos de inteligência e combate ao crime organizado.

Também espera que ele consiga melhorar a imagem das polícias junto à opinião pública, graças à interlocução que acumulou com entidades da sociedade civil ao longo da carreira. O novo secretário, dizem aliados, não é dado a polêmicas.

Grella também recebeu a incumbência de botar uma “focinheira” na PM –o termo está sendo usado dentro do Palácio dos Bandeirantes. Alckmin teme que seu governo passe para a história como truculento e letal.

Mesmo promotores e advogados aliados de Grella reconhecem que ele não tem conhecimento sobre o que se passa no submundo da segurança. Também não é habituado a mediar conflitos com a magnitude dos que rondam as polícias de São Paulo.

Luiz Carlos Murauskas/Joel Silva/Folhapress
Fernando Grella (à esquerda) será o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele assumirá amanhã a pasta em substituição a Antonio Ferreira Pinto (à direita), que pediu exoneração do cargo ontem
Fernando Grella (à esquerda) será o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele assumirá amanhã a pasta em substituição a Antonio Ferreira Pinto (à direita)

Para tentar compreender o que se passa nas polícias, o novo secretário deve se cercar de pessoas que já trabalharam na secretaria.

Um dos cotados para ajudá-lo é o ex-secretário-adjunto da SSP Arnaldo Hossepian, que foi demitido por Antonio Ferreira Pinto em 2011.

Grella também tem boas relações com o atual secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes. Por isso, mesmo que Gomes seja ligado a Ferreira Pinto, ele não deve deixar o cargo.

ESCOLHA

Grella deixou a chefia do Ministério Público em abril deste ano e emplacou o sucessor, Márcio Elias Rosa. Foi durante a disputa por sua cadeira na Procuradoria-Geral que se aproximou do governador Geraldo Alckmin.

Apresentou relatório sobre sua gestão e indicou necessidades do órgão. Sua conduta auxiliou a escolha de Alckmin por Rosa, que havia sido o segundo colocado na eleição interna do órgão.

Há duas semanas, foi Rosa quem fez lobby para fazer de seu antecessor o secretário da Segurança Pública.

Alckmin destacou a aliados a atuação de Grella no caso de bloqueio de bens e afastamento do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Eduardo Bittencourt.

Quem é o novo secretário

Nome: Fernando Grella Vieira, 54 Formação: É procurador de Justiça. Formado em direito pela PUC-Campinas em 1979 Principais atuações: Foi procurador-geral de Justiça do Estado por dois mandatos (2008/2010 e 2010/2012) e secretário geral da Confederação Nacional do Ministério Público.

Desafios da Segurança Pública

1. Reduzir os homicídios, inclusive de policiais; 2. Diminuir a quantidade de crimes contra o patrimônio; 3. Controlar a letalidade policial; 4. Conter a insatisfação de 85 mil PMs que tiveram seus salários reduzidos de 10% a 25% por conta de uma ação judicial apresentada pelo governo Alckmin; 5. Evitar uma paralisação prevista para o dia 29 de 6.000 investigadores e escrivães da Polícia Civil insatisfeitos com a não equiparação salarial com profissionais de nível superior; 6. Combater a facção criminosa PCC, reduzindo a influência que seus chefes que estão presos, têm sobre os demais criminosos do grupo

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Para Marilda Pansonato, Antônio Ferreira Pinto priorizou investimentos na Polícia Militar

        Publicado em 22/11/2012 às 01h30

Fernando Mellis e Vanessa Beltrão, do R7, com Agência Record

Nilton Fukuda/EstadãoConteúdoAntônio Ferreira Pinto deixou o cargo em meio a crise na segurança de SP

A presidente da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, falou em entrevista ao R7 sobre a mudança no comando da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Para a delegada, o ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, fez uma gestão voltada à Polícia Militar.

— Houve um grande equívoco por parte do ex-secretário quando ele deixou de dar a devida atenção para a Polícia Civil. Nós fomos totalmente esquecidos, deixados à margem na forma de gestão da Segurança Pública. Havia, sim, uma predileção pela Polícia Militar.

Ainda de acordo com Marilda, no tempo em que ficou à frente da SSP, Ferreira Pinto atrapalhou o poder de investigação dos policiais civis paulistas ao tirar algumas atribuições que são específicas da categoria.

— As atribuições da Polícia Civil, a exemplo das interceptações telefônicas do crime organizado, saíram do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) para ir para a Rota, o que comprometeu o estímulo de investigação da Polícia Civil.

Por outro lado, o delegado-geral da polícia paulista, Marcos Carneiro, elogiou o trabalho do ex-secretário e tratou como normal a alteração na titularidade da pasta.

— Na estrutura do Estado, as mudanças de comando são ações rotineiras. Essa alternância é algo que o funcionário público já está preparado para isso. Cargos de confiança têm essa sugestão de mudança mais rápida. Ele [Ferreira Pinto] fez um excelente trabalho e sempre foi devotado para as coisas públicas. Estou no cargo, graças à confiança dele.

Na opinião da delegada Marilda Pansonato, a onda de violência que São Paulo vive nos últimos meses pode ter relação com a falta de investimentos nos trabalhos de inteligência. Ela espera que o novo secretário, o ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, traga invista mais em ações estratégicas.

— A violência não pode ser resolvida com mais violência. Ela tem que ser resolvida com inteligência, com ações articuladas, de força-tarefa. O que nós [policiais civis] esperamos é que o secretário traga uma nova perspectiva. Devolva-nos a nossa autoestima, as nossas atribuições que nos foram tiradas. E a paz para a sociedade que não merece estar passando por uma situação como essa.

Antônio Ferreira Pinto entregou o cargo no fim da tarde desta quarta-feira (21). Em seguida, ele foi até a Assembleia Legislativa de São Paulo, na região do Ibirapuera, e conversou com o deputado estadual e ex-major da PM, Olímpio Gomes. Segundo a assessoria do político, ele foi agradecer o apoio recebido durante a passagem pelo comando da segurança pública paulista.

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Segundo Marcos Carneiro, policiais militares estão sendo investigados. Delegado colocou cargo à disposição após troca de comando na SSP

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro de Lima, afirmou nesta quinta-feira (22) que pessoas mortas durante a onda de violência no estado tiveram suas fichas verificadas no sistema da polícia antes de serem assassinadas. “Algumas das vítimas tiveram, sim, seus antecedentes criminais consultados momentos antes de serem mortas”, disse o delegado-geral.

A afirmação foi feita durante a cerimônia de posse do novo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. Com a mudança na cúpula da Segurança, o delegado-geral afirmou ter colocado seu cargo à disposição.

De acordo com o delegado-geral, há indícios de extermínio das vítimas. Policiais militares também estão sendo investigados por suspeita de praticar parte desses assassinatos. Desde o início do ano, 93 policiais foram mortos em São Paulo. Além disso, a região metropolitana vem registrando média de assassinatos por dia maior que no ano passado (veja tabela).

Para Lima, isso corrobora para a suspeita de que parte das vítimas foram executadas. Perguntado se esse dado reforça a tese de que há grupos de extermínio em São Paulo, o delegado-geral se esquivou. ”O que posso dizer é que há indícios de extermínio. Sobre grupos ainda estamos investigando.”

As investigações dessas mortes estão sendo conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Lima, entretanto, não informou quantos policiais são investigados por suspeita de participação em assassinatos ocorridos durante a onda de violência.

O delegado-geral reafirmou que colocou seu cargo à disposição de Grella – Lima havia sido nomeado para a chefia da Polícia Civil pelo ex-secretário Antonio Ferreira Pinto. Lima terá uma reunião nesta tarde com Grella e deverá novamente colocar seu cargo à disposição do novo chefe da pasta da Segurança Pública.

Lima informou ainda que a Polícia Civil está investigando as redes sociais dos suspeitos de envolvimento nas mortes ocorridas durante a onda de violência.

Posse
A cerimônia de posse do ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella Vieira como secretário de Segurança Pública de São Paulo ocorreu na manhã desta quinta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Grella afirmou que as ações contra o crime e respeito aos direitos humanos podem ser conciliados. “(É preciso) desfazer a noção equivocada de que o combate firme ao crime e o respeito aos direitos humanos são excludentes. Não são”, disse o novo secretário.

O governador Geraldo Alckmin e Antônio Ferreira Pinto, que foi exonerado do cargo na quarta-feira (21), participaram da cerimônia. Segundo Grella, um dos desafios da gestão será “manter a segurança pública no hall das políticas públicas, promovendo a cidadania, combatendo o crime e a violência”.

Em seu discurso de despedida do cargo, Ferreira Pinto ressaltou ter realizado mudanças e valorizado a Polícia Civil. Ele ainda elogiou a atuação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) e negou que a Polícia Civil tenha sido afastada das investigações. Ele citou ainda as armas apreendidas e criminosos presos pela Rota. Segundo ele, apenas em 2012, os policiais da Rota apreenderam mais de R$ 15 milhões do crime organizado. “Eu me orgulho de ter prestigiado a Rota para diminuir a sensação de insegurança que assola todos nós (…) A Rota cumpriu seu papel com muita galhardia e volto a dizer que a Polícia Civil não foi afastada das investigações.”

A mudança no gabinete de Segurança ocorre no momento em que o estado passa por uma alta em índices de criminalidade. Desde o início do ano, 93 policiais foram mortos em São Paulo. Além disso, a região metropolitana vem registrando média de assassinatos por dia maior que no ano passado.

Novo secretário de Segurança de SP promete enfrentar o crime dentro da lei 75

Fernando Grella Vieira assume no lugar de Antonio Ferreira Pinto, demitido em meio à guerra não declarada entre Polícia Militar e Primeiro Comando da Capital (PCC)

Quinta, 22 de Novembro de 2012, 00h45

O novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou na quarta-feira, 21, que não vai ceder um milímetro no combate ao crime organizado. “Haverá enfrentamento dentro da lei e do respeito aos preceitos constitucionais”, disse ao Estado, acrescentando que “não vai haver ruptura” em relação à atual política de segurança. “Vamos fazer aprimoramentos.”

Ex-procurador-geral de Justiça, Grella assume no lugar do também procurador Antonio Ferreira Pinto, demitido na segunda-feira, em meio à guerra não declarada entre Polícia Militar e Primeiro Comando da Capital (PCC) que já matou 93 policiais e fez os homicídios subirem 92,3% na capital (de 78 casos para 150) em outubro, em comparação a 2011 – o governo antecipou em quatro dias a divulgação dos números de violência no Estado para evitar desgaste do novo secretário.

A queda de Ferreira Pinto começou a se desenhar quando o PCC decidiu matar policiais militares para vingar a morte de seus integrantes em ações das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). As execuções começaram em junho. Há dois meses, o governador Geraldo Alckmin procurava um nome para substituir o homem que chefiava a pasta da Segurança desde 2009. Um de seus secretários, Saulo Abreu (Transportes) chegou a se reunir com policiais em busca de uma alternativa a Ferreira Pinto.

A presença constante da violência em São Paulo nos jornais deu ao governador a certeza de que deveria mudar. “Nós reconhecemos as dificuldades que estamos passando e vamos nos empenhar de forma redobrada nesse trabalho”, afirmou Alckmin. Na quinta-feira passada, ele convidou Grella, que lhe pediu tempo para avaliar.

O ex-procurador-geral avaliou o quanto o cargo mudaria sua vida e respondeu a Alckmin na segunda-feira. No mesmo dia, o governador chamou Ferreira Pinto para dizer que precisava do cargo. Ferreira sentiu o impacto. Tinha confiança de que não sairia. Ficou acertado que pediria demissão na quarta-feira – Alckmin anunciou a mudança às 11 horas.

Desafio. Grella toma posse nesta quinta-feira, 22. Ele vai se reunir com as chefias das Polícias Civil e Militar e ouvir Ferreira Pinto. “Vou me inteirar dos dados. O desafio será enorme. A segurança pública é complexa. Vou abrir a pasta à sociedade, ouvir todos os segmentos. Sei que o trabalho será duro e o momento é sério.” De fato, na noite de anteontem, mais dez pessoas foram mortas na Grande São Paulo – sete com indícios de execução e duas em supostos tiroteios com a PM. A sucessão de fatos ameaça não dar trégua ao novo chefe da segurança. / COLABOROU JULIANA DEODORO