QUARTA, 25/09/2013, 16:21
Alckmin anuncia reajuste para profissionais da Polícia Civil
Medida acaba com isonomia de salários de delegados e oficiais da PM, o que causa polêmica com coronéis.
QUARTA, 25/09/2013, 16:21
Medida acaba com isonomia de salários de delegados e oficiais da PM, o que causa polêmica com coronéis.
Prezados Policiais Civis,
A solidariedade às reivindicações institucionais adensa-se. Neste momento, empenhamo-nos na valorização da carreira jurídica e do nível universitário. A instituição que mais de perto conhece e avalia o trabalho desempenhado pela Polícia Civil em sua atividade fim é o Poder Judiciário. Além do Excelentíssimo Senhor Presidente do E. Tribunal de Justiça, também a Corregedoria de Polícia Judiciária do DIPO empresta apoio às nossas pretensões, conforme manifestou-se expressamente o Excelentíssimo Senhor Doutor Kleber Leyser de Aquino, atual Corregedor.
O Excelentíssimo Senhor Doutor Maurício Lemos Porto Alves, Desembargador aposentado e ex-Juiz Corregedor do DIPO, empenha-se em demonstrar a relevância da atividade desempenhada pela Polícia Civil, por todos os seus integrantes, e a necessidade do respectivo reconhecimento salarial. Igualmente importante é a manifestação da Excelentíssima Senhora Doutora Ivana David, Juíza de Direito Substituta em 2º Grau, que também atuou, com eficiência e dedicação, na mesma Corregedoria. Assim, em uníssono, a Egrégia Corregedoria do DIPO legitima nossas pretensões.
Acrescentamos que os apoios são à Polícia Civil e, como tal, a instituição manter-se-á coesa e comprometida com a legalidade na defesa da segurança pública da população, nos termos que lhe foi atribuído pela Constituição Federal.
Luiz Mauricio Souza Blazeck
Delegado Geral de Polícia
Na sequência, os três ofícios:

Ofício nº 01/2013
São Paulo, 25 de setembro de 2013.
Senhor Governador,
Pelo presente, tomo a liberdade de encaminhar a Vossa Excelência apoio ao pleito formulado pela Cúpula da Polícia Civil do Estado de São Paulo, no sentido de reconhecer que a atividade desenvolvida pelos Delegados de Polícia, se considera como carreira jurídica.
Tal reconhecimento implicará na devida valorização das autoridades policiais dentro da organização institucional do Estado, como determina a Emenda da Constituição do Estado nº 35/2012, de iniciativa de Vossa Excelência.
Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência protestos de estima e consideração.
IVANA DAVID
Juíza de Direito Substituta em 2º Grau
Excelentíssimo Senhor
Governador do Estado de São Paulo
JOSÉ GERALDO RODRIGUES ALCKMIN FILHO
Polícia Civil do Estado de São Paulo
São Paulo, 25 de setembro de 2013.
Excelentíssimo Senhor Delegado Geral,
Respeitosamente, dirijo-me à Polícia Civil do Estado de São Paulo para externar meu apoio à causa do reconhecimento do exercício do elevado mister de Delegado de Polícia como Carreira Jurídica. O mesmo digo à conquista do nível universitário para os Investigadores de Polícia e Escrivães de Polícia e à reestruturação das carreiras policiais civis.
A maior parte da minha trajetória jurisdicional deu-se na área criminal, o que me autoriza a dizer que, sem a Polícia Civil, o sistema de Justiça Criminal não teria insumos para funcionar. Pergunto: quem identificaria os autores de infrações penais e realizaria suas prisões se não existissem os valorosos Investigadores? Quem documentaria os atos e materializaria as diligências não fossem os dedicados e sobrecarregados Escrivães? Que outro profissional comandaria os inquéritos policiais senão os Delegados de Polícia? Que dizer das demais carreiras, dos Agentes de Telecomunicações, dos Carcereiros, dos Agentes Policiais, dos Papiloscopistas, dos Auxiliares de Necropsia, dos Atendentes de Necrotérios e de tantos outros que compõem o mundo policial civil se o Poder Judiciário não pudesse contar com seus préstimos?
A atividade de um Delegado de Polícia é jurídica e a carreira que este compõe é jurídica. Qualquer argumento que não partir de tal constatação terá por falsas suas premissas.
No exercício da coordenação do Departamento de Inquéritos Policiais e Corregedoria da Polícia Judiciária- DIPO/SP, por quase seis anos, conheci de perto o árduo trabalho policial civil, pelo que me julgo apto a atestar que, na minha vida judicante NUNCA presenciei um caso sequer de anômalas investigações, conduzidas por estranhos às coisas da polícia judiciária, que tivesse vingado. Fazer polícia é atribuição para poucos, para experimentados, para quem integra uma classe que demanda aptidões outras, percepções acima dos homens médios.
Portanto, para que cessem de vez as injustiças com a classe policial civil, o mínimo que pode ser feito é assegurar condições humanas de trabalho e reconhecimento salarial condizente a seu status.
Assim, subscrevo-me em homenagem à Instituição ora dirigida por Vossa Excelência, profissional que, certamente, terá lugar de destaque na História da Polícia Civil paulista.
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aposentado.
É só para isso!
Quem duvidar consulte os editais de suas cidades.
Grandes gestores.
Revoltado com o plano do governo, um coronel disse que vai “acabar com os caça-níqueis e o jogo de bicho” de sua área.
Insinuando que eles funcionam em razão de conivência de delegados, disse: “Eles vão ganhar de um lado (salário), mas vão perder de outro (propinas)”.
Segundo os coronéis, os delegados receberiam três reajustes de R$ 2,5 mil cada. A secretaria nega.
Coronel foi morto pela própria tropa, mas ainda há – entre eles – quem se julgue no direito de apontar o dedo contra a suposta corrupção dos delegados de polícia.
A PM é brutal e corrupta!
Rouba e mata sem parar.
Quem recebe propina é a esposa desse coronel amigo dos jornalistas do Estadão: MICHÊ!
O plano do secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, de desvincular os salários dos delegados de polícia dos valores pagos aos oficiais da Polícia Militar abriu uma crise entre o governo e a PM. Em reunião no comando-geral, 57 coronéis se disseram contrários à medida. Muitos dos entrevistados pelo Estado ameaçam até fazer uma “greve branca”.

Se voltar atrás em seu plano, o governo pode ter de enfrentar a fúria dos delegados, cuja associação ameaça uma nova greve nos moldes da que levou ao confronto entre as duas polícias na frente do Palácio dos Bandeirantes, em 2008. Em nota, o coronel Salvador Pettinato Neto, presidente da Associação dos Oficiais da PM, afirmou que a isonomia salarial é “uma garantia inegociável”.
Revoltado com o plano do governo, um coronel disse que vai “acabar com os caça-níqueis e o jogo de bicho” de sua área. Insinuando que eles funcionam em razão de conivência de delegados, disse: “Eles vão ganhar de um lado (salário), mas vão perder de outro (propinas)”. Segundo os coronéis, os delegados receberiam três reajustes de R$ 2,5 mil cada. A secretaria nega.
O governo sabe das resistências que enfrentará na PM se quiser levar adiante o plano. “Há 20 anos existe a isonomia entre as carreiras. Concordamos com a pretensão de carreira jurídica dos policiais civis, desde que haja um tratamento isonômico com os PMs”, disse um coronel do alto comando.
No centro da disputa há o desejo dos delegados de serem tratados como carreira jurídica, com vencimentos iguais a promotores, defensores e juízes. Um delegado classe especial (topo da carreira) ganha, segundo a Associação dos Delegados, R$ 11,6 mil. Com as vantagens de quinquênio e sexta parte, o salário pode subir mais R$ 5 mil.
O salário dos coronéis é de R$ 15,7 mil – sem incluir gratificações para quem passa pela Casa Militar ou Assembleia Legislativa. Com o fim da paridade, os delegados ganhariam mais do que os coronéis. A justificativa para isso é que os oficiais têm vantagens que os delegados não têm, como se aposentar com reajuste de até 20%.
Secretários. Há três semanas, os secretários Edson Aparecido (Casa Civil), Julio Semeghini (Planejamento) e Grella se reuniram com os coronéis. “Chegaram com o prato pronto”, contou um coronel. Quatro oficiais tomaram a palavra e bombardearam os secretários com números e dados. “Eles nos ofereceram migalhas”, disse outro coronel presente no encontro.
A greve branca consistiria em “fazer olho de vidro”. Eles não cobrariam dos subordinados a diminuição dos índices de criminalidade e aumentariam o tempo para o atendimento das ocorrências. “Ninguém vai prejudicar a população, mas é isso que ocorre com a tropa desmotivada”, afirmou outro oficial.
O comandante-geral, Roberto Meira, foi chamado mais de uma vez ao Palácio dos Bandeirantes para contornar a crise. A reação da PM deixara a cúpula da Segurança “decepcionada”. Até capitães passaram a considerar Grella persona non grata na PM. OEstado procurou Grela, mas ele não se manifestou.
Diante da reação dos oficiais, o Conselho da Polícia Civil, formado pelos diretores da instituição, divulgou nota. “Nós, policiais civis, primeiros garantidores do estado democrático de direito, não permitiremos sobre qualquer pretexto que forças negativas avancem contra as autoridades constituídas do Estado. Lançaremos mão de todos os meios legais nessa luta.” E receberam o apoio de 700 delegados que fizeram uma passeata no centro de São Paulo.
“Eles (coronéis) vão fechar caça-níqueis? Se sabem e não fazem nada, prevaricam. Eles não fazem falta, pois quem trabalha são os praças”, disse a delegada Marilda Pansonato, presidente da Associação dos Delegados, que se apresenta como mãe, mulher e filha de PM. Ela foi uma das líderes da greve de 2008.
Publicado em 24/09/2013
Na AGE de 24 de setembro de 2013, convocada pelo SINDPESP e realizada no auditório da ADPESP, os Delegados de Polícia foram surpreendidos pela visita do Delegado Geral, Dr. Luiz Mauricio Souza Blazeck, que discorreu em primeira mão sobre novo anúncio do Governador de São Paulo, consolidando o reconhecimento da Carreira Jurídica para a Classe.
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A publicação acima é independente e de absoluta responsabilidade do FLIT PARALISANTE; que não possui quaisquer vínculos com órgãos e autoridades da Administração , tampouco com entidades de classe da Polícia Civil .
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O almejado Projeto de Lei para o efetivo reconhecimento da Carreira Jurídica dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo deverá ser divulgado, nesta quarta-feira (25), pelo governador Geraldo Alckmin. Esta foi a informação anunciada pelo Delegado Geral de Polícia, Dr. Luiz Mauricio Souza Blazeck durante a Assembleia Geral Extraordinária, convocada pelo Sindpesp e realizada na sede da Adpesp na noite de terça-feira (24).
A ocasião memorável foi marcada pela emoção que contagiou os Delegados presentes ao comemorarem mais um avanço rumo à plena valorização da Classe. Em um discurso comovente, Dr. Blazeck descreveu a conquista como o primeiro passo para a concretização da consolidação da Carreira Jurídica dos Delegados de Polícia. “Chegou o nosso dia! O que conquistamos somente foi possível devido a união e a integração de todos em um propósito único”, anunciou o dirigente da Polícia Civil com a voz nitidamente embargada pela emoção.
Senhores Policiais Civis,
Com grata satisfação, anuncio o recebimento de mais uma moção de apoio à carreira jurídica dos Delegados de Polícia. O ex-Presidente da mais alta Corte de Justiça da República, Ministro Antonio Cezar Peluso, diz, explicitamente, do acerto no que tange à justa iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em relação aos Delegados de Polícia, doravante reconhecidos, claramente, como ocupantes de carreira jurídica de Estado. Vê-se, pois, que os operadores de Direito, sem corporativismo, estão, todos, amparando o pleito da nossa Instituição enquanto Polícia Judiciária do Estado. Daí perseguirmos a legalidade em harmonia com as Autoridades e demais Instituições, jamais tangenciando a lei ou o Estado Democrático de Direito. Na ocasião, venho, nova vez, ratificar o compromisso com a Administração Superior, com todas as carreiras policiais civis e, principalmente, com a população de nosso estado.
Luiz Mauricio Souza Blazeck
Delegado Geral de Polícia
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Senhores Policiais Civis,
Tira sem teto disse:
23/09/2013 ÀS 22:01
O comentarista de segurança da rede globo, ex oficial da PM, na edição do SPTV 1º edição, do dia 23/09, espalhou a falsa notícia sobre uma paridade entre a PC e a PM, comentou o que interessava aos oficiais da PM: disse que se houver a valorização que merecemos por causa da exigência do NU para a investidura nos cargos de Escrivão e Investigador, e a carreira jurídica para os Delegados, haverá problemas na Segurança Pública de SP.
Ele espalhou a ameaça de alguns oficiais que estão chantageando o Governador de SP. Quem quiser assistir aí vai o link:
O comentário está quase no fim da reportagem sobre o indivíduo que atropelou várias pessoas em um bar de SP.
Peço aos colegas que liguem para a rede globo para protestar contra este cidadão e contra o jornalista césar tralli pois o mesmo deu visibilidade somente a uma versão, não cumpriu seu papel de jornalista e ouviu as duas partes. Se ficarmos quietos o lobby deles se assemelhará ao que o MP fez com a PEC 37. Vamos ligar e protestar contra esta mentira que foi vinculada.
O telefone da globo para reclamações sobre a programação é: 11-4002.2884
Levará alguns minutos e isso pode fazer uma enorme diferença em nossa luta.
Temos que ir para a greve, sem luta não conseguiremos, já tenho consciência disso.
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Não tive como me conter ao ver ter comentário em outro post e creio, que merece aprovação de TODOS os policiais civis e também tomadas de atitudes em conjunto, visando melhorias para TODOS os policiais civis, por isso, sem pedir licença, tomei a liberdade, pois o tempo é curto, transcrevi o teu comentário neste post.