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Sueño Con Serpientes (Silvio Rodríguez)
Hay hombres que luchan un día y son buenos,
hay otros que luchan un año y son mejores,
hay quienes luchan muchos años y son muy buenos,
pero hay los que luchan toda la vida, esos son los imprecindibles.
Bertold B.
SUEÑO CON SERPIENTES
Sueño con serpientes, con serpientes de mar,
con cierto mar, ay, de serpientes sueño yo.
Largas, transparentes, y en sus barrigas llevan
lo que puedan arrebatarle al amor.
Oh, la mato y aparece una mayor.
Oh, con mucho más infierno en digestión.
No quepo en su boca, me trata de tragar
pero se atora con un trébol de mi sien.
Creo que está loca; le doy de masticar
una paloma y la enveneno de mi bien.
Oh, la mato y aparece una mayor.
Oh, con mucho más infierno en digestión.
Ésta al fin me engulle, y mientras por su esófago
paseo, voy pensando en qué vendrá.
Pero se destruye cuando llego a su estómago
y planteo con un verso una verdad.
Oh, la mato y aparece una mayor.
Oh, con mucho más infierno en digestión.
SILVIO RODRIGUEZ
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva
HAVIA LEI DETERMINANDO A TORTURA E EXECUÇÃO SUMÁRIA? 1
20/06/2008 14:54:45
Gilberto Nascimento
Um misto de incômodo, medo e raiva parece dominar o delegado Dirceu Gravina, 56 anos, ao ser interpelado pelo repórter. Surpreso, ele diz ter problemas cardíacos e leva alguns minutos para se recompor e responder. O delegado e professor da Universidade Unioeste, em Presidente Prudente (SP), permanece o tempo inteiro com os olhos fixados no rosto do repórter, como se aguardasse um possível ataque para reagir imediatamente. “Não vou falar sobre isso, não vou falar. Já acabaram comigo, com a minha família, com a minha vida. Me estigmatizaram”, reagiu, num primeiro momento, deixando a porta de entrada da delegacia onde trabalha em direção ao seu carro estacionado em frente. Gravina acabou falando na frente do prédio, em pé, por cerca de 50 minutos. Admitiu ter trabalhado no Dops e no DOI-Codi, mas negou ter matado Aluízio Palhano Ferreira, Lauriberto Reyes e Alexander Ibsen Voerões. “Isso eu nego veementemente. Não sei quem são essas pessoas. Não conheci nenhum deles.” Perguntado várias vezes se torturou presos políticos e se via tortura no DOI-Codi paulista, o delegado respondeu sempre da mesma maneira. “Depende do que você entende por tortura. O que é tortura?”, devolveu. Lembrado de que existem várias modalidades de tortura, como o pau-de-arara, cadeira do dragão, choques elétricos e afogamentos, gesticulou com os lábios e as mãos espalmadas, sinalizando dúvidas. E repetiu diversas vezes: “Isto, sim, o que você está fazendo comigo, é que é tortura. Você é quem está me torturando. Isto, sim. É um massacre. Um massacre”. Gravina alegou não conhecer os ex-presos políticos Lenira Machado e Ivan Seixas. “Não sou esse JC que falam. Eu trabalhava na área de análise e só eventualmente fazia interrogatórios. Nunca tive autodeterminação para nada. Havia salas em que eu nem entrava. Era tudo delimitado”, afirma. E manteve-se na defensiva. “Se fiz alguma coisa errada no passado, peço desculpas. Se houve uma exacerbação, me desculpem. Falar que eu não errei, é hipócrita. Eu errei e continuo errando. Mas eu também não concordava com aquilo. Não achava certo e não era o lugar em que eu gostava de trabalhar. Eu tinha uma função. Eu apenas cumpria ordens. Fui mandado. Nem sabia o que era polícia, quando entrei lá. Tinha só 19 anos. Depois, vi que não era o que eu imaginava. Agora, é importante dizer: eu ganhei alguma coisa com aquilo? Eu tive alguma benesse?” Ele alegou que também não era bem-visto no DOI-Codi. “Não gostavam de mim lá porque eu acompanhava o movimento social da época. Havia uma revolução cultural, um modo de se trajar e eu não era igual a eles. Achavam que eu era playboy”, garantiu. Professor de Direito Internacional Privado, o delegado não vê qualquer incongruência nessa missão com o seu trabalho no DOI-Codi. Para ele, as leis, naquela época, podiam estar erradas. “Mas tinham de ser cumpridas. Eu não tinha que me preocupar com a questão política. Tinha que cumprir a minha função, mesmo se não concordasse. Esse é o lado ruim da polícia”, afirmou. “Mas nunca fui chamado para comissão nenhuma. Nunca fui questionado em nada. Por que não me chamaram para falar na época da ditadura? Foi só eu virar delegado e aí querem me pegar.” Sobre a possibilidade de vir a ser responsabilizado na Justiça, Gravina protestou. “Querem pegar 30 ou 40 pessoas agora. Mas e os grandes? Os donos da vida, os donos do poder, os que detêm a informação?”, reclamou. E recusou-se a dizer quem seriam essas pessoas. Surpreendentemente, Gravina defendeu a abertura dos arquivos da repressão política. “Por que não abrem tudo? Por que o governo não fala? Assim, pode ser esclarecido tudo. Eu errei, mas não tenho de carregar isso por 40 anos”, reclamou. Sobre suas relações com o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, falou pouco. “Ele era o chefe, o comandante. Eu o conheci, sim. Ele dava as ordens. A gente se postava como militar na frente dele. Lá, tinha o Ustra e mais uns três ou quatro capitães.” Para o delegado, é normal que prisões feitas por ele no passado sejam questionadas. “É como hoje, a mesma coisa. Se eu prender alguém do PCC (a organização criminosa Primeiro Comando da Capital), posso ter problemas daqui a 25 anos.”
DO MANIFESTO EM DEFESA DO DIRETOR DO DENARC SUSPEITO DE ENRIQUECER ILICITAMENTE NO EXERCÍCIO DO CARGO
Vamos repartir o lucro entre nós e dividir a responsabilidade com todos. (J.A.)
OS GOVERNADORES CONTRA OS DELEGADOS 2
Luciano Henrique Cintra
JOANA ( fonte Delpol PC)
ALGUÉM POSSUI INFORMAÇÃO SOBRE A MORTE DO ESCRIVÃO DA DGP – EXECUTADO EM SÃO LOURENÇO DA SERRA 3
Corpo foi deixado no veículo da própria vítima em São Lourenço da Serra.Ele trabalhava no setor administrativo da Delegacia Geral da Polícia, na capital.
O policial civil Roberto Carlos Carneo, de 43 anos, foi encontrado morto a tiros no banco de trás de seu próprio carro, um Ecosport preto, na Rua Monte Alegre, no bairro Aldeinha, em São Lourenço da Serra, na região metropolitana, na manhã desta quinta-feira (19), segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A vítima trabalhava no setor administrativo da Delegacia Geral de Polícia, que fica na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP) da capital, e a suspeita é de que ele tenha sido vítima de um seqüestro-relâmpago. A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado na delegacia seccional de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, mas o crime vai ser investigado pela 5ª Delegacia de Polícia do DHPP, na capital.
No último dia 8, o policial militar Hélio Teshima Júnior, de 26 anos, foi encontrado morto a tiros, supostamente depois de um roubo, pouco depois da meia-noite, na Estrada do Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, região próxima ao homicídio desta quinta. Ele fazia parte do corpo de segurança do Governo do Estado, segundo informação da assessoria do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na Zona Sul.
OPERAÇÃO JOÃO DE BARRO DA POLÍCIA FEDERAL
Tarso descarta vínculo político em operação contra desvio de verbas do PAC
GABRIELA GUERREIRO
O ministro Tarso Genro (Justiça) negou nesta sexta-feira que a Operação João de Barro, deflagrada pela Polícia Federal, tenha objetivos políticos às vésperas das eleições municipais, ou mesmo tenha sido tomada de forma “arbitrária” pela própria PF.
“Todas as buscas, mandados de prisão e investigação, não têm destinação voltada a qualquer região, facção política ou ideológica. Obedece estritamente o trabalho dos órgãos técnicos do governo.
AS SECCIONAIS E O MONOPÓLIO NA APURAÇÃO DE CRIMES CONTRA O ERÁRIO 1
PF faz buscas em gabinetes de deputados durante operação contra desvio de verbas
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GABRIELA GUERREIRO
A Polícia Federal realiza buscas nesta sexta-feira nos gabinetes dos deputados federais João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG) durante a operação para combater o desvio de dinheiro público para casas populares e estações de tratamento de esgoto em vários municípios.
A operação, batizada de João de Barro, cumpre 231 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão temporária em sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e os de prisão pelo juiz Hermes Gomes, da 2ª Vara de Governador Valadares (MG).
Segundo a PF, uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) realizada em 29 municípios do leste de Minas Gerais revelou indícios de fraude na execução de obras.
O desfalque atingia as chamadas Transferências Voluntárias, que compreendem recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e municípios em decorrência da celebração de convênios ou empréstimos cedidos pela Caixa Econômica Federal e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
De acordo com a polícia, parte dessas transferências se destinam a custear obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A Polícia Federal informou que os projetos apresentados pelo esquema receberam o repasse de R$ 700 milhões, e a operação pode impedir que mais R$ 2 bilhões tenham o mesmo destino.
Cerca de 1.000 policiais federais participam da João de Barro.
INFORMAÇÃO É A NOSSA MELHOR ARMA
Olá Paulinho!
Pois é…essa guerra de informação e contra-informação é realmente “cabulosa”.
A mídia joga tanta informação na rede…que muitas vezes nem sabemos o limite do real e do imaginário. Mas uma coisa é certa..contra fatos (comprovados e dos documentos) não resistem frágeis argumentos.
Taí o caso do Tanganelli, Luciano Batista, Assessores de Prefeitos (P. Grande, etc) e muitos outros CARDEAIS. Resta apenas aguardarmos se haverá VONTADE e CORAGEM p/ o Judiciário em todas as instâncias…confirmar a provável condenação criminal desses sanguessugas.
Sabemos que administrativamente casos como esse são arquivados e “abafados” na sequência pelos órgãos colegiados (Ex. Conselho da Polícia Civil), que funcionam como instituições p/ auto-proteção de seus integrantes, amigos e colaboradores de 1º e 2º escalão, e botam no “rabo” do pessoal da base p/ justificar que existem punições p/ os servidores, etc.
Um grande abraço.

