Operação Noteiro coloca 356 agentes na rua contra grupo que lava dinheiro do jogo – Ministério Público do Estado de São Paulo 1

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Operação Noteiro coloca 356 agentes na rua contra grupo que lava dinheiro do jogo

Em 19 cidades, cumprem-se 76 mandados contra alvos que movimentaram R$ 170 milhões

Deflagrada pelo Grupo de Atuaçao Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quarta-feira (22/6) em conjunto com a Secretaria de Estado da Fazenda, Polícia Civil e Polícia Militar, a Operação Noteiro está cumpindo 76 mandados de busca e apreensão nos municípios de Barueri, Francisco Morato, Santana de Parnaíba, São Paulo, Campinas, Itatiba, Itupeva, Itaquaquecetuba, Piracicaba, São Pedro, Ribeirão Preto, Guarujá, Praia Grande, Barretos, Franca, Miguelópolis, Nuporanga, Rifaina e São Joaquim da Barra. A investigação tem como objetivo o desmantelamento de organização criminosa que lava capitais oriundos da exploração de jogos de azar por todo o país. São investigadas 33 pessoas, além de diversas pessoas jurídicas. 
O esquema aproveitava-se da constituição de empresas formais que, ao realizarem negócios entre elas e emitirem documentos fiscais referentes às transações, acobertaram movimentação financeira no valor apurado de R$ 170 milhões entre janeiro de 2017 e dezembro de 2021. Essa quantia foi absorvida por supostas atividades de venda de noteiros (validadores de cédulas) para estações de acesso à internet, bem como locação de referidas instalações, com posterior branqueamento por empresas de veículos, construtoras e diversas outras. 
Os integrantes da organização criminosa estão sendo investigados em dois procedimentos investigatórios criminais do Gaeco e as cautelares deferidas pelos juízos respectivos determinaram, além das buscas, o sequestro de todos os bens dos investigados, dentre contas bancárias, veículos, imóveis e outros ativos com valor econômico. 
Participam da operação 24 promotores de Justiça, 33 servidores do Ministério Público, 40 auditores Fiscais, 8 delegados, 95 policiais civis e 156 policiais militares.

 

Um Comentário

  1. 100 dias de suplício até o 2 de outubro

    Fernando Brito 4/06/2022 10:51 am

    Por mais que as pesquisas mostrem que, hoje, é inevitável o triunfo eleitoral de Lula, possivelmente no 1° turno, não dá para ficar feliz com o que está acontecendo com o Brasil.

    Não é só a destruição econômica, com a qual, pelos índices do Datafolha, a maior parte do empresariado concorda, em nome de uma cada vez mais remota vitória eleitoral do atual presidente.

    É a destruição dos sentimentos humanos, a naturalização da transformação do país numa ditadura – por enquanto, apenas moral – e a aceitação de um “vale-tudo” como forma de disputa político eleitoral.

    Um presidente da República que, “em nome da vida” ataca o direito legal de uma menina de 10 anos, vítima de um estupro, é, isto sim, “inadmissível”, como diz ele ao defender que ela fosse obrigada a parir o fruto daquela violência.

    Só são aceitáveis as 670 mil vidas que a Covid levou (“e daí?) ou as que se dão nas terras sem lei deste país.

    Não foi o único sinal de degradação.

    Na live de ontem, contra todas as evidências, Bolsonaro disse que não há corrupção no governo, “apenas esta história de tráfico de influência, não aquelas obras superfaturadas. Assim, uma coisa normal.

    Está-se a ponto de atropelar, de uma só vez, a lei eleitoral e a Constituição, aprontando um “Estado de Emergência” para atender a sua fome de votos, não a fome de milhões de brasileiros.

    Dane-se que isso vá desmoronar, vale é a carruagem de uma horrenda Cinderela eleitoral, que nem abóbora virará depois da meia-noite.

    Pior ainda: nem é mesmo para ganhar as eleições, mas para levá-la ao um segundo turno onde possa, afinal, partir para a subversão da ordem e apelar para um ‘reeleição golpista”.

    Faltam 100 dias para a eleição e serão 100 dias de pesadelo. Você já está vendo cenas que jamais imaginou e, sinto dizer, verá coisas ainda piores.

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