RUMO INCERTO 4

Rumo INcerto

O subscritor da carta de apoio, ao longo de décadas, outra coisa não fez, senão se utilizar da entidade de classe para barganhar os melhores cargos no 1º escalão da instituição.

Sua carreira é marcada por um grande divisor de águas, o pós sábado de antes e depois da eleição de 1994.

Alegando perseguição profissional e, aproveitando-se da mesma situação, ora vigente, de completa indiferença governamental com as condições de trabalho, defasagem de pessoal e salarial da instituição, lançou-se na campanha do candidato que acabou se elegendo governador.

A partir daí, só felicidade, terno de grife, carro de representação e trânsito pelas diretorias departamentais, sempre acompanhado do núcleo de poder que criou, com vários policiais com dupla função: subordinados na instituição e empregados em suas atividades de segurança privada, culminando com o golpe de mestre ao ter colocado à disposição seu cago de diretor no Dipol, aproveitando-se da mais emblemática mobilização das carreiras policiais por melhores condições salarial e de trabalho, alçando com seu gesto o cargo de Delegado Geral de Polícia. Matou dois coelhos com uma só cajadada: Se livrou do departamento com inúmeras denúncias de fraudes em procedimentos licitatórios durante sua gestão e alcançou o mais alto cargo da estrutura organizacional da instituição.

Como Delegado Geral de Polícia nada fez para a classe, nem tampouco para as demais carreiras da Polícia Civil.

Com a instituição enfrentando enorme defasagem de pessoal, num aviltante paradoxo, saía para almoçar, a 50 metros do gabinete da Delegacia Geral no prédio da SSP, cercado por uma dúzia de seguranças pessoais, parecia o Presidente dos Estados Unidos na via pública, com falta de policial, em todo tipo de carreira, nos plantões das delegacias periféricas de São Paulo.

Numa atitude inédita e descabida, a atual diretoria da ADPESP, de forma pontual, se insurgiu contra ato administrativo da SSP que o removeu da Diretoria do DHPP, como se o cargo fosse de sua propriedade. A movimentação de delegados de polícia, como de qualquer outro funcionário público, é uma decorrência do exercício do Poder Hierárquico da Administração, não estando de forma alguma, sujeito à manifestação de vontade de quem ocupa o cargo, nem tampouco de entidade de classe do qual faça parte.

Ao assumir a Corregedoria Geral de Polícia, entre suas primeiras providências, transferiu experientes delegados da Divisão de Processos Administrativos, que presidiram ou presidiam os procedimentos que apuravam as inúmeras fraudes nas licitações de compras de equipamentos, programas e sistemas pelo Dipol durante sua gestão. Por que? Algum deles recorreu a ADPESP para que fizesse uma monção de desagravo pelo fato. E o que viraram essas apurações ? Os programas de informatização dos Departamentos da Polícia Civil (Academia, Corregedoria, etc.) foram entregues da forma como foram contratados e pagos? E os contratos com a Ebiz Solution, Black Bee, foram submetidos a uma auditoria? E a prestação de contas com o Tribunal de Contas da União, que nunca fechava quanto a aplicação efetiva das verbas da Senasp em projetos apresentados pela polícia. Será que foi devidamente apurada, com oitivas de todos que figuravam como destinatários finais dos produtos ?

Que classista é esse? Paradigma de que?

Ademais, sua manifestação se revela como fruto de enorme frustração por ter sido derrotado diretamente pela candidata Marilda na disputa pela entidade de classe, assim como seu apadrinhado, que vivia as voltas respondendo processos decorrentes de eventual desvio de conduta.

Autor: Amigo da Consolação

  1. O comentário só confirmou o que todos já desconfiavam: corregedoria corrupta na luta pelos interesses da “pá”. Vc é da pá não dá nada, caso não seja leva um PAD e um bonde.

    Só tem que checar as denúncias feitas pelo Amigo da Consolação. Agora tem que provar né… kkkk

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  2. Enquanto nossa instituição estiver legalmente estruturada por essa Lei Orgânica ultrapassada, rançosa, com exagerada concentração de poderes nas mãos de duas dúzias de dirigentes que agem como se dela fossem proprietários, nada vai mudar.

    Esses núcleos de poder se digladiam para assumirem a cabeça da instituição, cujo corpo padece há décadas. Os derrotados não vai embora, ficam no banco de reserva (nasa), ocupando o lugar de quem poderia ser promovido.

    Ficam esperando a nova oportunidade para articularem politicamente a retomada do poder. Por conta disso, a classe especial das carreiras policiais estão lotadas de cabeças brancas que não fazem nada, com idade para se aposentarem, mas que ficam esperando a possiblidade de amealharem alguma coletoria futuramente.

    Chega-se ao absurdo do pós sábado ser transferido do DHPP e o afilhado institucional que deixou como corregedor geral, em solidariedade ao padrinho, ter colocado o cargo à disposição. O mesmo nem passou pela cabeça de outro integrante de seu núcleo de poder, o diretor do DEIC. É afilhado mas não é louco né, largar uma teta boa dessas.

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  3. Enquanto nossa instituição estiver legalmente estruturada por essa Lei Orgânica ultrapassada, rançosa, com exagerada concentração de poderes nas mãos de duas dúzias de dirigentes que agem como se dela fossem proprietários, nada vai
    mudar.

    Esses núcleos de poder se digladiam para assumirem a cabeça da instituição, cujo corpo padece há décadas. Os derrotados não vão embora, ficam no banco de reserva (nasa), ocupando o lugar de quem poderia ser promovido.

    Ficam esperando a nova oportunidade para articularem politicamente a retomada do poder. Por conta disso, a classe especial das carreiras policiais estão lotadas de cabeças brancas que não fazem nada, com idade para se aposentarem, mas que ficam esperando a possiblidade de amealharem alguma coletoria futuramente.

    Chega-se ao absurdo do pós sábado ser transferido do DHPP e o afilhado institucional que deixou como corregedor geral, em solidariedade ao padrinho, ter colocado o cargo à disposição. O mesmo nem passou pela cabeça de outro integrante de seu núcleo de poder, o diretor do DEIC. É afilhado mas não é louco né, largar uma teta boa dessas.

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  4. Tira a mamadeira de um, o outro chora. Belisca um, o outro grita. Tira a diretoria de um, o outro rasga as calcinhas, e assim vamos ladeira abaixo.

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