Colaboração do Renato Mello
KEITH RICHARDS: “quando você cresce, há duas instituições que o afetam especialmente: a Igreja, que pertence a Deus, e a biblioteca, que pertence a você. A biblioteca pública é enormemente igualitária”. 1
Segundo a edição de hoje do jornal inglês “The Sunday Times”, o músico confessa no livro que, apesar de sua imagem de roqueiro, há anos cultiva uma paixão pelos livros e inclusive recebeu formação profissional para organizar os guardados em suas casas na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Em sua biografia, pela qual teria recebido US$ 7,3 milhões por antecipação, Richards explica que tentou aplicar um sistema que utilizam os bibliotecários para ordenar seus livros, entre eles muitos sobre a história do rock e a Segunda Guerra Mundial.
Além disso, Richards atuou como uma “biblioteca pública” ao emprestar exemplares de autores britânicos como Bernard Cornwell e Len Deighton para seus amigos, diz o jornal.
Segundo o “The Sunday Times”, durante sua juventude na austera Inglaterra do pós-guerra, o roqueiro se refugiava na leitura antes de encontrar o blues.
Para Richards, “quando você cresce, há duas instituições que o afetam especialmente: a Igreja, que pertence a Deus, e a biblioteca, que pertence a você. A biblioteca pública é enormemente igualitária”.
INVESTIGADORES CONQUISTANDO MAIOR ESPAÇO NA INSTITUIÇÃO 22
Chefe geral dos investigadores visita departamentos
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O chefe geral dos investigadores de polícia do Estado de São Paulo, Luis Augusto dos Santos, tem efetuado visita em alguns departamentos para tratar de assuntos pertinentes ao exercício específico da carreira, estabelecimento de metas e padronização do trabalho. “Uma de nossas metas é pedir que os policiais se dediquem mais ao esclarecimento de crimes contra o patrimônio”, explica Luis Santos. Dados estatísticos de 2008 e 2009 são apresentados para posterior comparação com o 1° trimestre de 2010. Homicídio, roubo e crimes contra o patrimônio são os que mais precisam de atenção e prioridade para esclarecimento. O chefe Luis já esteve em reuniões em alguns Deinters (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), como Presidente Prudente (Deinter 8), São José dos Campos (Deinter 1), Piracicaba (Deinter 9), Sorocaba (Deinter 7), Bauru (Deinter 4), Ribeirão Preto (Deinter 3), São José do Rio Preto (Deinter 5) e Campinas (Deinter 2). Suas próximas visitas serão no Decap, Demacro e Deinter 6 (Santos). Em cada reunião, participam o chefe dos investigadores do departamento e os chefes das seccionais correspondentes. Estes ficam com o encargo de transmitir todo o assunto às demais unidades. A aproximação entre o chefe geral e chefe de regiões tem motivado os investigadores, que se atualizam dos assuntos e acontecimentos pertinentes à sua função. As propostas feitas pela nova administração vêm sendo efetuadas, assim como os concursos seccionalizados, que permitem que cada pretendente ao cargo possa trabalhar na região que lhe interessa. “É preciso enaltecer o bom trabalho de cada funcionário. O que é bom tem que ser valorizado”, finaliza Santos.
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Elcio Mario Correa de Mello Junior, investigador de polícia que ganhou em primeiro lugar a 27ª Super SWAT Cop 7
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DESTAQUE DOMINICAL: DOUTOR GEORGE HENRIQUE MELÃO MONTEIRO 11
O delegado de polícia, George Henrique Melão Monteiro, em exercício no Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (Dipol), recebeu no dia 24 de março, em Brasília, a “Medalha do Mérito da Segurança Pública”, por sua contribuição nos trabalhos de Inteligência Policial que realizou juntamente com a Polícia Civil do Distrito Federal, na qual resultou em inúmeros esclarecimentos de crimes e prisões de integrantes de organizações criminosas, em São Paulo e, principalmente, no Distrito Federal.
A medalha do Mérito da Segurança Pública que é entregue desde 2003, homenageia personalidades civis e militares pelos serviços prestados ao sistema de segurança pública do Distrito Federal. O Governador do DF em exercício, Wilson Lima e o Secretário de Segurança Pública, João Monteiro Neto participaram da cerimônia, realizada no Clube do Exército.
Dentre os 132 homenageados, George Melão foi o único agraciado fora do Distrito Federal a receber a honraria. “Estou muito orgulhoso em representar a Polícia Civil do Estado de São Paulo e, principalmente em saber que sou o único homenageado que não pertence ao Distrito Federal”, afirmou o delegado Melão.
Por Wilson Elias
FONTE: SITE DA POLÍCIA CIVIL SP
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Observação: o secretário, na foto com o Melão, parece o doutor Campos Machado.
Na quinta-feira (1/3), o Conselho Superior de Polícia publicou a Resolução 1/2010 que reduz o poder do Ministério Público dentro da Polícia Federal e cria um órgão independente para fiscalizar as atividades policiais 8
Órgão independente
Resolução da PF reduz poder do Ministério Público
Na quinta-feira (1/3), o Conselho Superior de Polícia publicou a Resolução 1/2010 que reduz o poder do Ministério Público dentro da Polícia Federal e cria um órgão independente para fiscalizar as atividades policiais. Atual responsável pelo controle externo, o MP limita o acesso aos documentos internos, como sindicâncias, bancos de dados, memorandos e relatórios de missão. As informações são do Correio Braziliense.
O objetivo da resolução é retaliar as últimas investidas de entidades de classe, parlamentares e até de ministros do Supremo Tribunal Federal contra a atuação da PF. O próprio ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, declarou que o controle do MP sobre a polícia era “lítero-poético- recreativo” ao se falar sobre as acusações de que o delegado federal Protógenes Queiroz teria usado a quebra do sigilo telefônico durante a Operação Satiagraha para grampear integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. O ex-ministro da Justiça Tarso Genro e o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Cezar Britto acompanharam a opinião do ministro.
A resolução determina que o MP não pode atuar em medidas de competência do Tribunal de Contas da União e da Controladoria- Geral da União, ressaltando que a polícia está subordinada ao Executivo.
O Conselho Superior de Polícia publicou ainda outra resolução que determina que os policiais federais e servidores somente atenderão a intimações e convocações para processos judiciais, inquérito policial, Comissão Parlamentar de Inquérito e procedimentos disciplinares. A norma também diz que a PF não irá instaurar inquéritos policiais baseados em “requisições ou notícias genéricas, ou sem justa causa”.
A resolução é em resposta a um manual de controle externo da atividade policial, elaborado pelo Conselho Nacional de Procuradores- Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União. O MP alega ter direito às ocorrências registradas e às informações sobre as providências adotadas pela Polícia Judiciária.
http://www.conjur.com.br/2010-abr-03/resolucao-conselho-superior-policia-reduz-poder-mp
ARQUIVOS DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA POLÍCIA CIVIL 1
Documentação do Departamento de Comunicação
Social da Polícia Civil de São Paulo é aberta ao…
Resolução estabelece que material é de livre acesso a todos interessados, desde que assinem documento próprio se responsabilizando pelo seu uso
O Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou no dia 26 de março uma resolução da Secretaria da Casa Civil autorizando a abertura ao público do acervo da Divisão Policial de Informações Sociais do Departamento de Comunicação Social da Polícia Civil (DCS). Esses documentos atualmente estão sob a guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
O Departamento funcionou de 1983 – ano da extinção do DEOPS – até 1999, e sua Divisão Policial se encarregava de reunir material sobre pessoas consideradas de interesse pelos órgãos de segurança da época, em dossiês estruturados como os do extinto DEOPS. A Resolução CC-12, de 25/3/2010, estabelece que o acesso a esse material é livre a todos os interessados, desde que estes assinem documento próprio se responsabilizando pelo seu uso. Pela mesma resolução, é reservado ao coordenador do Arquivo Público o direito de impedir o acesso aos documentos, caso estes contenham informações de caráter personalíssimo, prejudiciais à vida privada e à honra das pessoas fichadas pelo DCS.
O material da Divisão chegou à instituição em 1999, e desde então já foi tratado, sendo higienizado, acondicionado e catalogado. As fichas estão sendo digitadas para inserção em banco de dados. A documentação já pode ser acessada através de catálogo no setor de atendimento ao público do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Do Arquivo Público do Estado
O projeto de integração das polícias – uma alternativa ao desejo do governo Covas de unificar as instituições – acabou ficando pelo caminho. 20
Polícia Civil repagina viaturas com visual retrô ( mas estrelas douradas )
03 de abril de 2010 | 9h 26
A Polícia Civil entrou na onda retrô da Segurança Pública de São Paulo. A instituição recebeu o aval do governo para que seus veículos voltem a ostentar as cores preta e branca ou, como preferem os policiais veteranos, ônix e marfim. A medida não deve trazer custos, pois atingirá só novas viaturas – as atuais continuarão tricolores. O decreto foi assinado no dia 30 pelo governador José Serra (PSDB), em sua última semana de trabalho.
Ao mesmo tempo que volta a usar as cores que ostentou durante 90 anos – o padrão tricolor foi inaugurado em 1999, durante o governo Mário Covas (PSDB) -, a instituição pretende identificar os carros apenas com o nome Polícia Civil, acabando com nomes de delegacias e departamentos na lataria dos veículos. O plano do delegado-geral da Polícia Civil, Domingos de Paulo Neto, é reaproximar a imagem do órgão à população.
A medida é popular entre os investigadores e agentes. A manutenção da pintura das atuais viaturas é cara, ao contrário do antigo padrão. Além disso, a mudança pode baratear o custo dos novos carros, que seriam comprados da fábrica na cor branca. A frota atual da Polícia Civil é de cerca de 8,5 mil veículos.
Desde 2007 a Polícia Civil tentava recuperar suas cores tradicionais, na cor branca. Em janeiro, com a decisão de Serra de enviar à Assembleia Legislativa o projeto de lei que altera o nome da Polícia Militar, resgatando o histórico e tradicional nome da Força Pública, os delegados de São Paulo voltaram à carga na tentativa de recuperar sua identidade mais tradicional. A pressão acabou surtindo efeito e Serra resolveu encampar a ideia.
As cores preta e branca para a polícia no Brasil foram definidas pela primeira vez em 1808, pelo desembargador Paulo Fernandes Viana, da Intendência-Geral da Polícia da Corte e do Estado do Brasil, em substituição às cores verde e vermelha. Para o desembargador Fernandes Viana, o preto e o branco simbolizavam o trabalho diuturno da polícia.
Quando a pintura das viaturas das Polícias Civil e Militar foi alterada durante o governo Covas, o sentido era aproximar as duas polícias como parte do programa de integração das instituições. Assim, ambas passaram a exibir as cores da bandeira do Estado de São Paulo – vermelho, preto e branco.
Também deveriam trabalhar em prédios em comum – o que só ocorreu com os comandos das instituições -, ter centro de comunicações conjunto e dividir a mesma academia de formação, além de trabalharem em áreas administrativas comuns a fim de facilitar o planejamento integrado. O projeto de integração das polícias – uma alternativa ao desejo do governo Covas de unificar as instituições – acabou ficando pelo caminho. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo
Eleições 2010: MERCADANTE FORTE CANDIDATO AO GOVERNO DE SÃO PAULO 66
Eleições 2010
Lula será arma de Mercadante na luta pelo governo de São Paulo
Agência Estado
Como parte da fatura para enfrentar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que larga com mais de 50% nas pesquisas, o petista obteve a garantia de que Lula terá farta presença na propaganda eleitoral no rádio e na televisão e participará de comícios pelo Estado afora, independentemente da agenda da pré-candidata ao Planalto, Dilma Rousseff.
O reforço foi a maneira encontrada por Lula para amenizar a preocupação de Mercadante com o risco de ficar sem mandato a partir de 2011. Enquanto negociava a candidatura, o senador tentou sem sucesso buscar um ponto de apoio na eleição de 2012. Queria convencer a ex-prefeita Marta Suplicy a lhe dar prioridade para disputar a prefeitura paulistana, mas ouviu dela e de outros líderes petistas que era cedo demais para um acerto.
Com a promessa de Lula, Mercadante torce para abocanhar parte da popularidade do presidente. Entrou na conta a tese de que será mais fácil, por exemplo, atrair o voto de beneficiários de programas de transferência de renda. Só no Bolsa-Família, há 3,5 milhões de paulistas, distribuídos por 1,1 milhão de famílias no Estado, que até a semana passada estava sob comando do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. A conta do Planalto sobe para 8 milhões de pessoas, se considerados todos os programas assistenciais.
Ponto fundamental também a estratégia de Dilma, a promessa de Lula de entrar em campo em São Paulo alimenta o otimismo do time de Mercadante. “Estamos entrando nesta eleição para ganhar”, diz o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP).
Ao mesmo tempo em que colará no presidente, Mercadante dará prioridade total à desconstrução da gestão tucana. A ideia é casar o discurso com o da campanha de Dilma, quem sabe com a contratação de um marqueteiro próximo a João Santana, que está à frente da comunicação da pré-candidata petista.
Mesmo que a estratégia naufrague, petistas apostam que a candidatura valerá a pena para Mercadante. Dizem que é no mínimo uma oportunidade de cair nas graças de Lula, revertendo arranhões na relação entre o presidente e o senador.
Também predomina a avaliação de que as urnas vão enterrar o desgaste de 2006, quando Mercadante foi eliminado da corrida estadual em meio às denúncias sobre o dossiê dos aloprados. Mas petistas insistem que, mesmo com esse episódio e os vestígios do escândalo do mensalão, o senador teve 32% dos votos naquela eleição. “Agora, por outro lado, o cenário nunca foi tão favorável para o PT em São Paulo”, diz Vaccarezza. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
ROBERTO FERNANDES para concorrer ao mandato de Deputado Federal nas eleições do corrente ano 17
Segurança Pública
GABINETE DO SECRETÁRIO
Dispensando,a contar de 01/04/10, ROBERTO FERNANDES,
RG 2.916.756, da função de Presidente do Conselho
Estadual de Trânsito – CETRAN, para concorrer ao mandato de
Deputado Federal nas eleições do corrente ano.
Sindicalista e policial civil, Jeferson Cabral foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas dentro de uma viatura até que foi levado ao 34ª DP de Francisco Morato. 36
Policial civil é confundido com professor, preso e agredido por PMs

O policial civil Jefferson Cabral sendo preso
do site da CUT, via Correio da Cidadania, dica de Ricardo Maciel
Na sexta-feira passada, mais de 40 mil professores paulistas foram impedidos pela tropa de choque da Polícia Militar de chegar até o Palácio do Morumbi, sede do governo estadual, para apresentar suas reivindicações.
Na oportunidade, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, gás pimenta e muitas balas de borracha transformaram as imediações do Palácio em palco de uma batalha campal.
Sindicalista e policial civil, Jeferson Cabral foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas dentro de uma viatura até que foi levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato dos Investigadores de Polícia, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.
Ainda mancando com problemas no joelho e dores por todo o corpo, Jefferson Cabral falou sobre os descaminhos do desgoverno tucano e da importância da unidade de todos os servidores com a comunidade para derrotar a intransigência.
Como você foi preso?
Eu estava junto com os manifestantes quando começaram a atirar bombas. Em meio às nuvens de gás, comecei a tirar as pessoas dali, socorrê-las, levar para um lugar seguro. Quando estava tirando o segundo não vi que estava muito próximo de um policial militar motociclista. Entre vários, conseguiram me prender. (Na foto da UOL, vê-se que o cacetete está dobrado em seu pescoço). Disse que era delegado sindical dos investigadores. Foi quando me disseram: você vai pagar pelos outros.
E depois disso?
Fui colocado algemado e trancado numa viatura da Polícia Militar. Fui hostilizado, ofendido e ameaçado durante três horas e tratado como bandido, com todo tipo de ofensas, impublicáveis.
Houve ameaça?
Diziam a todo tempo que iam me levar para o “esquisito”, que na gíria é um local ermo, onde você pode ser submetido a qualquer agressão pois não haverá ninguém para testemunhar. Diziam que iam acabar com a minha raça. As ameaças vieram de alguns policiais, desavisados, que me dominaram e não sabiam o que estava acontecendo, que havia um movimento lutando por direitos, reivindicando melhorias para toda a sociedade.
E então?
Foi quando trouxeram o comandante da operação, o coronel Veloso, que então se deu conta do tamanho do erro cometido. Me perguntaram se eu atirei pedras. Eu retirei paus e pedras das mãos de muitos, porque acredito que o nosso inimigo não é a polícia, mas o governo que a manipula para reprimir.
E aí, junto com os advogados do Sindicato, te dirigiste à Corregedoria para denunciar os abusos…
Exatamente. Fiz um Boletim de Ocorrência (nº98/10) e fui ao IML fazer o exame de corpo delito. Não consigo andar devido aos chutes que levei no joelho, na cabeça, costas e barriga.
Quando foste agredido desta forma?
Antes, durante e depois de algemado. O pior é que sou asmático e me deixaram um bom tempo com o cacetete vergado, como dá para ver pela foto, inclusive, quase sem respirar. Tive medo que me matassem.
Apesar da intensa brutalidade a que foste submetido, fizeste questão de estabelecer uma diferença entre o comportamento de meia dúzia de covardes e o grosso da corporação.
Antes de ser investigador de Polícia e delegado sindical em Taubaté, fui policial militar por quatro anos. Meu pai é policial militar. As agressões de que fui vítima, assim como uma boa parte dos manifestantes, foi provocada por indivíduos isolados.
Que estavam cumprindo ordens do governo Serra…
Infelizmente, sim. É uma grande pena e um verdadeiro tiro no pé essa orientação do governo porque muitos professores têm filhos que são policiais militares, têm o mesmo sangue. Acho que essa agressão deve servir para a PM refletir e se unir à comunidade.
VI O MUNDO – REPÓRTER AÇO
Operação Padrão da Civil já prejudica atendimento 19
Polícia 02/04/2010 08:00:17
Operação Padrão da Civil já prejudica atendimento
Iniciada no último dia 23, lentidão no atendimento começa a ser sentida
Operação Padrão começa a atrapalhar registros de ocorrências no Plantão Policial
Passados nove dias desde o início da ‘Operação Tartaruga’ ou Operação Padrão, onde delegados passaram a realizar estritamente todas as funções atribuídas a eles, os primeiros reflexos começaram a aparecer. E greve não está descartada. Deve ocorrer caso projeto com melhorias salariais não seja enviado à Assembleia Legislativa.
Foram registrados apenas duas ocorrências na madrugada e, em uma delas, vítima de furto passou quase 9h no Plantão Policial para ver o casal criminoso, pego em flagrante pela PM, ser liberado.
De acordo com a vítima, o carteiro Aparecido Quirino Medeiros, 54, um homem foi flagrado por vizinhos, na tarde de quarta-feira, entrando em imóvel de sua propriedade, na rua Lázaro Teixeira de Camargo, no Tóffoli, zona sul da cidade.
Ele foi ao local, por volta das 16h e os invasores Daniel de Matos Siqueira, 22 e Erica Vieira Fernandes, 20, com filhos de 2 anos e 1 ano, se comprometeram a sair da residência. Já no início da madrugada de ontem, ele foi informado que Daniel estaria furtando as portas.
“Corri até lá e vi que ele tentava arrancar a porta da frente e já tinha conseguido tirar a porta da cozinha. Chamei a Polícia Militar, que prendeu casal e acionou o Conselho Tutelar para as crianças. Por volta da 1h, acompanhei a viatura até o Plantão Policial para registrar o boletim de ocorrência e esperei pela finalização, que só aconteceu quase 10h”, relata.
Após a conclusão do boletim de ocorrência, o criminoso foi liberado. O delegado plantonista entendeu que não havia elementos suficientes para que ele fosse preso pelo crime. Os filhos do casal estavam sob tutela do Conselho Tutelar até o fechamento desta edição.
http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/81195/Operao-Padro-da-Civil-j-prejudica-atendimento
GOLDMAN GOVERNADOR… 7
Sexta-feira, 2 de abril de 2010 – 14h12
Substituição
Vice de Serra toma posse no governo de SP na terça-feira
Agência Estado
Serra e Goldman são amigos há cerca de 30 anos e o novo titular do Palácio dos Bandeirantes governará sob a bandeira do continuísmo. Goldman finalizará as obras e projetos que serão destaques da campanha do governador ao Palácio do Planalto, como o Rodoanel e a expansão do metrô, e conduzirá o PSDB à sucessão em São Paulo.
Essa segunda missão, na avaliação de correligionários do tucano, será a mais difícil para Goldman, que atuará em um cenário distante do que avaliava como ideal.
Entusiasta da candidatura ao governo paulista do ex-secretário da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira, Goldman terá a habilidade testada em uma campanha encabeçada pelo ex-governador e ex-secretário de Desenvolvimento Geraldo Alckmin, que deverá ser oficializado como o nome tucano para a sucessão no Palácio dos Bandeirantes.
Em 2008, Goldman apoiava Gilberto Kassab (DEM) e contava com a desistência de Alckmin em disputar a Prefeitura. “Eles estavam em lados diferentes antes da campanha nacional de 2006, com a disputa entre Serra e Alckmin para ser o candidato a presidente, e também na eleição municipal de 2008, entre Alckmin e Kassab”, explicou uma liderança tucana. “Mas são naturais os desacordos”, amenizou.
“Pode ter havido diferença de opiniões, mas não houve diferença de princípios e isso pode ser superado”, reforça o presidente estadual do PSDB, deputado Mendes Thame.
Se mudanças no programa de governo não devem ser desencadeadas durante os nove meses da gestão Goldman, o mesmo não pode ser dito quanto ao “fuso horário” do Palácio dos Bandeirantes.
Diferente de seu antecessor, que se autodenomina notívago, o vice-governador, aos 72 anos de idade, faz questão de dormir antes da meia noite e acordar por volta das seis da manhã, hábito que deve antecipar as cerimônias e os compromissos de governo. O primeiro sinal nessa direção foi dado quinta-feira na inauguração do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas: o evento teve início às 6h40.
Com Serra, as cerimônias da manhã costumavam ser marcadas a partir das 10 horas, acrescidos os habituais atrasos de até uma hora do governador. Goldman, por sua vez, procura cumprir os horários de forma espartana.
O tucano tem horário para os treinos de basquete semanais, para as aulas de inglês e para o café da manhã com a esposa Deuzeni Goldman, com quem é casado há 32 anos. Dedica espaço ainda na agenda para tocar piano e para frequentar as salas de cinema do Shopping Pátio Higienópolis. Cinéfilo, o vice-governador transferiu a paixão pela sétima arte para a filha Paula, que atua como cineasta em Londres.
Nascido em São Paulo em uma família de poloneses, em 1937, Goldman passou a infância no bairro do Bom Retiro, reduto das famílias judias que aportavam na cidade nas décadas de 30 e 40. O pai, Wolf Goldman, fazia questão de que o filho aprendesse piano e estudasse em uma universidade pública, o que levou Alberto, aos 18 anos, a ingressar na Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
No início, o adolescente tinha dúvida se abraçava a carreira de engenheiro ou estudava regência. Optou pelo primeiro caminho, que o levou ao movimento estudantil e, posteriormente, ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Com o bipartidarismo imposto pela ditadura militar (1964-1985), Goldman se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), pelo qual foi eleito duas vezes deputado estadual por São Paulo (1971 e 1975) e duas vezes deputado federal (1979 e 1983).
Após a redemocratização, com a dissolução do MDB, Goldman ingressou no PMDB, por meio do qual foi ministro dos Transportes no governo do ex-presidente Itamar Franco, entre 1992 e 1993. Em 1997, entrou no PSDB.
Eleito mais duas vezes deputado federal pelo PSDB, em 1998 e 2002, Goldman foi indicado, em 2005, para o posto de líder da bancada tucana na Câmara.
A personalidade forte e a sinceridade por vezes cáustica marcaram sua atuação à frente da oposição, principalmente no caso do mensalão do PT.
Após as denúncias do esquema, Goldman chegou a ingressar com representação na Casa pedindo a instauração de processo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por improbidade administrativa. “Sua oposição é nítida, quente e às vezes desaforada”, definiu certa vez o presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, Ulysses Guimarães. “Goldman é do tipo que dá nome aos bois e não diz coisas diversas em cada canto da boca”, descreveu.
Você concorda com a possibilidade de investigação direta do Ministério Público, sem o auxílio da polícia? 12
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O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu, sumariamente, o promotor de Justiça Pedro Baracat Guimarães Pereira. Ele foi acusado de matar com 10 tiros o motoqueiro Firmino Barbosa 33
http://blogdoimbroglione.wordpress.com/2010/04/01/promotor-que-executou-com-dez-tiros-motoqueiro-e-absolvido-pela-justica-se-fosse-um-ze-ninguem-seria-condenado/
TJ-SP absolve promotor acusado de matar motoqueiro
O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu, sumariamente, o promotor de Justiça Pedro Baracat Guimarães Pereira. Ele foi acusado de matar com 10 tiros o motoqueiro Firmino Barbosa. Os disparos saíram de uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito. A decisão, por maioria de votos, foi tomada na última quarta-feira (31/3) pelo Órgão Especial do TJ paulista. O colegiado entendeu que a denúncia, por eventual excesso culposo, em caso de legítima defesa, é improcedente.
O procurador-geral de Justiça, Fernando Grella, sustentou na denúncia a tese de legítima defesa, mas considerou que houve excesso por parte do promotor ao desferir dez tiros na vítima. O chefe do Ministério Público não levou em conta o porte de arma de uso restrito. Pedro Baracat usava uma arma de uso restrito das Forças Armadas na noite do crime. Grella disse que o resultado da ação não dependeu do calibre da arma – uma pistola 9 mm – uma vez que a legislação, que autoriza promotor de Justiça a andar armado, não faz distinção quanto ao tipo de armamento.
Grella se convenceu de que o delito praticado por Pedro Baracat só aconteceu porque o promotor de Justiça agiu com falta de cautela ao fazer 10 disparos sem considerar que a vítima, depois da primeira série de tiros (três ou quatros no total), não oferecia mais resistência ou não colocaria em risco a vida e segurança do acusado. O tipo da arma, na opinião de Fernando Grella, seria irrelevante, pois teria produzido o mesmo resultado qualquer que fosse o seu calibre.
Em outras palavras, o chefe do Ministério Público defendeu que o promotor de Justiça agiu em legítima defesa, mas censurou o número de disparos feito pelo colega. Por fim, o procurador-geral sustentou que Pedro Baracat não portava irregularmente a arma, pois ao contrário da lei ordinária, a Lei Orgânica do Ministério Público, ao outorgar o porte como uma prerrogativa funcional, não faz restrição ao calibre da arma.
O processo foi relatado pelo desembargador Armando Toledo que o recebeu e teve a concordância de seu colega José Santana. De acordo com a denúncia, o crime aconteceu, por volta das 22h30, do dia 5 de janeiro de 2008, na avenida República do Líbano (região do Parque Ibirapuera). O promotor, que dirigia seu carro, foi abordado por Firmino Barbosa, que estaria numa motocicleta. A vítima pediu que Baracat lhe entregasse o relógio.
“Na moral, na moral, passa o relógio”, teria falado Firmino, com a mão na cintura, fingindo estar armado. O promotor, então, sacou da arma e desferiu vários tiros contra o assaltante, que morreu no hospital. Na jaqueta da vítima, uma enfermeira encontrou vários relógios. Outras vítimas também reconheceram o assaltante fotograficamente.
O desembargador Penteado Navarro abriu divergência. Votou pela rejeição da denúncia. Walter Guilherme julgou absolveu o réu sumariamente e foi acompanhado.
Processo nº 170.189
Clique aqui para ler a denúncia.






