Doria é o governador que mais trabalha pelo Brasil ; vagabundo é esse milico bunda suja sem a menor urbanidade e capacidade para o cargo de Presidente 48

Doria, até o presente, tem mais acertos.

Não fosse ele não haveria nenhuma vacina.

Bolsonaro prefere a morte de milhões a admitir que ele sim é o grande vagabundo da pátria. Um canalha que promove aglomerações negando-se a usar máscara e defender a vacinação. Está em férias desde a posse; só aparece pra falar e fazer estulticies.

  1. Tá bão. Vamos torcer pra ele ser candidato a Presidência em 2022. Assim vaza de SP. Ahhh….e perde a eleição tbm.
    Já estou fazendo campanha: #DORIAPRESIDENTE2022

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    • Exatamente.

      Não sei pq o PSDB insinua colocar o diradorzinho do RS.

      Campanha por Dória candidato à presidência.

      Vai lá Dória…não desiste…vc consegue bem mais que os 5% do seu padrinho.
      Não se acovarde.

      Só suma do Estado de São Paulo, PELO AMOR DE DEUS!!!

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    • Enquanto isso na polícia civil do Estado de São Paulo, o chefe dos investigadores do 1º DP da Sé que desapareceu com uma tonelada e meia de maconha, acusado de tráfico internacional e respondendo diversos processos, está comandando a D.I.S.E. da cidade de Mogi das Cruzes, a luz do dia, sem pudor, no interior de São Paulo. Pode isso Sr Governador do Estado de São Paulo?

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  2. CPI da Covid traz genocídio para o Congresso
    Fernando Brito
    08/04/2021
    9:59 pm

    https://tijolaco.net/wp-content/uploads/2021/04/bolsonaro-e-pazuello.jpg.webp

    Não foi o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, quem mais perdeu com a obrigação, imposta pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Suremo, para que se instale a CPI da Covid.

    Foi Jair Bolsonaro que passa a precisar de uma blindagem pesada no parlamento para enfrentar um processo de investigação – e de agitação – de potencial muito mais explosivo do que qualquer investigação feita até agora no parlamento, muito mais ligada à vida real que a “CPI das Fake News” onde as injúrias e calúnias vinham de toda a parte.

    Esta, ao contrário, leva direta e concretamente o genocídio para o debate parlamentar.

    E não parece impróprio que se fale em genocídio ao discutir-se a mortandade de brasileiros em meio a dias onde as mortes passem de 4 mil.

    Parece evidente – e razoável – que seja o patusco general Eduardo Pazuello a via preferencial para atingir Jair Bolsonaro, além de suas próprias declarações debochadas e negacionistas sobre a escalada de mortes.

    Pazuello é, afinal, o “seu exército”, que ocupou o Ministério para impor uma política desumana e negacionista. Já não tinha jeito no cargo e, agora, despido de sua empáfia parece ter poucas condições de defender o que fazia senão as do “um manda, o outro obedece”.

    É natural que se queira saber a que foi mandado.

    Vai, portanto, custar bem caro montar uma maioria eficiente para Bolsonaro na CPI, embora ela possa sempre ter a tropa de choque dos seus incondicionais.

    Mas não basta. O Centrão vai cobrar mais para fazer o tratamento precoce do governo na CPI. A conta vai ser salgada para Bolsonaro.

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  3. ”Doria é o governador que mais trabalha pelo Brasil”
    Fonte: Vozes da minha cabeça

    O que mais trabalha pelo Brasil onde?

    O estado de São Paulo recebeu R$135 BILHÔES de reais e, somente de auxílio, outros R$ 55,19 BILHÕES de reais. O dinheiro destinado pelo governo federal era justamente para melhorar a saúde do estado, fazer hospitais de campanha, compras de EPIs, reposição de cilindros de oxigênio, etc e etc.

    Ai eu te pergunto: Cadê os hospitais de campanha? Os EPIs comprados? Os cilindros?

    Ah, me esqueci. Foram tudo SUPERFATURADOS. Projetos de hospitais de campanha que SEQUER saíram do PAPEL, que custaram uma FORTUNA, também foram SUPERFATURADOS.

    E as compras de EPIs, hein? Vários milhões e milhões de reais comprados em POUCOS EPIs em uma empresa FANTASMA. Chegaram lá e viram que era uma casa.

    E os cilindros, hein? Olha, nunca nem vi. Que dia foi isso?

    E a quantidade de vacinas apreendidas, que deveriam estar nos hospitais, hein?

    Quer dizer, o estado MAIS RICO da FEDERAÇÃO receber 135 BILHÕES de reais e hoje, o atual governador ainda ter a cara de pau de pedir mais dinheiro ao governo federal é o cumulo da burrice em quem acredita em um imbecil como ele. No mínimo é falta de cérebro, pra não dizer outra coisa.

    Meu, sério, não tem jeito. É por isso que eu falo, a mesma oposição burra de 2018 que criaram narrativas pífias contra o atual presidente, age da mesma forma atualmente e será justamente essa oposição burra que o reelegerá em 2022.

    Todas as narrativas dessa oposição são ridículas e são fáceis de serem destrinchadas!

    A única esquerda que eu respeito, de verdade, é a esquerda raiz. Aquela que realmente tem o prazer de se sentar com você e debater sobre o assunto seriamente abordando o que eles pensa sem desvirtuar absolutamente NADA. A esquerda raiz, senhoras e senhores, nada mais é que o PCO. E acreditem, é justamente essa esquerda raiz que sentem vergonha dessa esquerda atual desprovida de cérebro. Não conseguem fazer absolutamente NADA além de baterem na mesma tecla sempre e achar que todo mundo cai em contos da carocinha.

    ”Matuta de malandro é querer pagar de louco.”

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  4. Brasil tem novo recorde de mortes em 24 h: 4.249
    Fernando Brito
    08/04/2021
    6:44 pm

    https://tijolaco.net/wp-content/uploads/2021/04/4249.jpg.webp

    O recorde de 4.195 mortes registrado terça-feira durou pouco.

    As 4.249 mortes anotadas hoje pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde é, agora, o maior número de óbitos lançado em um só dia desde o início da pandemia.

    São quase 24 mil mortes nos primeiros oito dias de abril, e vai subir mais.

    Enquanto o país vive este drama, as autoridades do país estão perdidas. No Supremo, a inacreditável polêmica pela abertura de cultos presenciais em meio a um mar de contágios.

    A dúvida é a sobre que dia chegaremos às 5 mil mortes por dia, quem sabe superando o recorde dos Estados Unidos, de 5.077 óbitos no dia 4 de fevereiro.

    Não há uma palavra, uma providência, uma decisão, senão a de liberar comércio e escolas. Perde tempo quem quiser ainda falar em “lockdown”. Não há mais condições de fazê-lo cumprir.

    Descanse Jair Bolsonaro: ele não terá de colocar o “seu” Exército para impedir que a população se proteja.

    Nem é necessário mais: todos vão sozinhos ao matadouro.

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  5. Neste caso a justiça foi feita. É claro, só pq foi filmado e julgado dentro de um foro específico que julga os seus animais!

    Mas as demais pessoas que são vítimas desses marginais, às vezes os processos são esquecidos pelo tempo.

    Por gentileza Conde Guerra, faz uma matéria desse caso para que todos vejam a putaria causada pelo valentão fardado na Sta Efigênia; mostra o vídeo que está no site abaixo que ainda, creio eu, não havia sido divulgado.

    O engraçado é ouvir a massa gritando e debochando: “pega ele…”

    Aquele pessoal da Brasilândia, na semana passada, fizeram o que o poder público não tem capacidade de fazer, pararam com um baile funk por estarem, acreditem, preocupados com o avanço do vírus que está descontrolado.

    O correto seria aqueles mesmos bandidos da Brasilândia serem acionados para por um fim na putaria causada pelo valentão fardado da Sta Efigênia.

    https://noticias.r7.com/sao-paulo/tjm-condena-policial-que-colocou-arma-no-rosto-de-colega-em-sp-31032021

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  6. É o governador que mais trabalha pelo Brasil.

    Quando penso que já li tudo nesse Blog… Meu Deus… O ódio pelo Bolsonaro é tanto que me escreve uma merda dessas.
    O cara nem é um mentiroso oportunista. A memória de alguns é bem curta.

    Doriapresidente 2022. O gestor de farinata (Fico imaginando… Antes foi Bolsodoria e agora será Luladoria?). 🤔🤔🤔

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    • com um bando de políticos vagabundos neste país, não precisa de muito para isso.

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  7. Eita o “migué frustrado’ ta atacado. Trocou a fraudão hoje? Tomou seu rivotril? Caracas.

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  8. Acho que deve ser brincadeira, só pode.

    Servidor público de SP defendendo o Dória????

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  9. Menos né! Eu ouço falar e vejo o Dólar fazer propaganda institucional do seu governo nas emissoras de televisão dando conta das milhões de vacinas Coronavac produzidas pelo Instituto Butantan sediado em SÃO PAULO. Detalhe: O Estado de São Paulo é um dos que MENOS aplicou vacinas nos idosos. Enquanto vários Estados já estão imunizando idosos entre 60, 61, 62 anos, nós estamos no 68.
    Entende?

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  10. P Q P……… Isso virou uma esquerdalha do Car……lho

    Meu Deus, Dória, PSDB

    nunca mais!

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  11. Não sou o fã do Dória, mas deu de 10 x 0 no bozo nessa “cuestão” aí da vacina! Se não fosse pelo Doriana estaríamos esperando a vacina do abestalhado federal até agora (e ainda diz que gosta de polícia). Sei que é difícil pro gado ouvir isso, mas contra fatos não há argumentos, nisso daí taokei? E se não concordar vai reclamar na casa da sua mãe, por que não sou coveiro e sou messias, mas não faço milagres… kkkk

    Curtido por 1 pessoa

    • Mas ele fudeu a sua previdência e a de milhões né??? Aumentou contribuição do Iamspe, aumentou vários tributos.

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  12. Ai não né, psdbosta não dá.

    Começa com esse plano emergencial de contaminação.
    Se vc quer aumentar o distanciamento social o horário de funcionamento dos mercados devem ser ampliados, e não reduzidos, porque os clientes continuam os mesmos , quando voce diminui o horário de atendimento o que acontece? aglomerações, logico, qualquer imbecil sabe disso.
    Se vc também quer diminuir as aglomerações no transporte público deve aumentar a frota e não diminuir, novamente qualquer idiota sabe disso.

    Agora se vc quer ser benevolente com as grandes redes de mercados e com os donos das empresas de transporte esta no caminho certo, logico, vc tem o mesmo numero de clientes com o numero de funcionários reduzidos e o custo com energia, agua, combustível reduzido também.

    Alguém já parou para pensar em quanto alguns mercados aumentaram seus lucros?

    Não vem me falar do calcinha quanto a vachina, atribuindo a ele o titulo de salvador da pátria, lembra que foi ele que disse no inicio da pandemia que poderia haver carnaval que não teria problema, isso ajudou em muito em proliferar o vírus, e também no início alguns de sues especialistas aconselhavam a não usar mascaras.

    Não estou defendendo o Bolsonaro, que tem sua parcela de culpa sim, só não vou glorificar alguém que não merece, principalmente do psdbosta que vem acabando com São Paulo há muito tempo.

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  13. Araraquara X Bauru: dois retratos do Brasil com e sem lockdown contra a covid-19

    Laís Alegretti – @laisalegretti
    Da BBC News Brasil em Londres
    8 abril 2021

    Ao mesmo tempo em que o Brasil enfrenta o momento mais mortal da pandemia sem um plano nacional para conter o avanço do coronavírus, governos locais vêm tomando suas próprias ações para lidar com a covid-19 e suas variantes.

    Mas isso nem sempre acontece de forma coordenada.

    Enquanto o governo estadual de São Paulo impôs uma série de restrições (veja mais abaixo), dois municípios chamam atenção por posturas opostas contra a pandemia. Bauru e Araraquara estão separadas por cerca de 100 km.

    Exclusivo: Brasil deve considerar seriamente fazer lockdown, diz Anthony Fauci
    Baixa vigilância sobre variantes na América Latina vira ameaça ao mundo
    Brasil registra 3.829 mortes por covid-19 em um dia; total passa de 340 mil
    De um lado, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), decretou um rigoroso lockdown em fevereiro, depois de um aumento brusco em números de casos e ocupação de leitos de UTI. O município suspendeu todos os serviços que não têm relação direta com a área da saúde, incluindo transporte público e supermercados — que só podiam funcionar pelo sistema de delivery.

    Já em Bauru, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) impôs restrições mais leves. Ela defende a abertura de lojas e tem declarado que lockdown não funciona. No Instagram, Rosim publicou vídeo de uma carreata que, em suas palavras, pedia a “abertura responsável do comércio local”. Em outra publicação em que aparece cantando em uma igreja, em fevereiro, a prefeita disse que “tudo deveria ser considerado essencial em quase um ano de pandemia”.

    Fim do Talvez também te interesse
    Em entrevistas, Rosim também criticou restrições impostas pelo governo estadual para tentar reduzir os casos de covid-19 e disse que o lockdown “não funcionaria em Bauru”.

    “Araraquara é prova disso”, afirmou ao portal UOL.

    Depois do lockdown, no entanto, Araraquara viu queda em casos diários e mortes. Já em Bauru, nas últimas semanas, tanto a média diária de mortes quanto a de casos subiram.

    Veja, a seguir, como foi a evolução desses números e como eles podem ser interpretados, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

    Antes, o que é lockdown?
    Literalmente, a expressão em inglês significa algo como “fechamento total”.

    Não existe definição única para “lockdown”, mas o termo se refere a medidas duras tomadas por governos para restringir radicalmente a circulação de pessoas. Isso inclui o fechamento por longos períodos de escritórios, serviços considerados não-essenciais (fora saúde e segurança, por exemplo) e locais públicos.

    Em alguns países, decretos de lockdown incluíram multas e outras penas para quem insistir em sair de casa e desobedecer regras de isolamento.

    O objetivo da medida é garantir o distanciamento social – uma prática defendida por cientistas, governos e pela Organização Mundial da Saúde para reduzir contaminações e mortes pelo coronavírus.

    Ruas de Londres desertas durante lockdown
    CRÉDITO,PA MEDIA
    Legenda da foto,
    Ruas de Londres ficaram desertas durante lockdown; após meses de fechamento, Reino Unido inicia relaxamento das medidas restritivas

    O efeito do lockdown
    Araraquara registra média de 11,9 mortes por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. A taxa de Bauru, no mesmo período, é bem mais alta: 26,4 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados de 7 de abril divulgados pelo governo estadual.

    É importante notar que esta comparação revela a proporção de mortes nas duas cidades, e não seus números absolutos. Este paralelo permite um retrato mais fiel da realidade nos dois lugares, especialmente porque suas populações são bem distintas: Bauru tem 379 mil habitantes e Araraquara, 238 mil.

    Para analisar a evolução dos casos, óbitos e internações em cada um dos municípios neste ano, também vale prestar atenção nos “caminhos” revelados pelos gráficos — eles sobem, caem ou seguem estáveis?

    ‘Não há dúvida sobre eficácia de lockdown’, diz ex-chefe do combate à pandemia em Israel
    Os dados de casos diários de covid-19 mostram que Araraquara, que apostou em lockdown, teve queda de mais de 50% na média de novos casos diários, passando de quase 140 no fim de fevereiro para pouco mais de 60 em meados de março.

    No mesmo período, o número de casos em Bauru subiu, como mostra o gráfico abaixo.

    Evolução de casos de covid por dia. Média móvel (7 dias). População de Bauru (379 mil) é maior que a de Araraquara (238 mil).
    Em março, a quantidade de mortes — que geralmente demora mais a refletir medidas restritivas, devido ao tempo natural que a doença leva para se desenvolver nas pessoas — subiu em Bauru e caiu em Araraquara.

    Evolução de óbitos por dia. Média móvel (7 dias) em 2021. População de Bauru (379 mil) é maior que a de Araraquara (238 mil).
    Outro dado essencial para entender a situação da doença e a capacidade de atendimento das cidades é o número de internações.

    As informações sobre fevereiro e março mostram alta na média diária de internações em Bauru, que se aproximou de 130 na segunda quinzena de março.

    Em Araraquara, a média móvel de internações cresceu no início de fevereiro e, depois, se manteve relativamente estável. A prefeitura diz que os dados gerais de internação não refletem totalmente quedas em casos e óbitos no período porque, depois da desaceleração no ritmo de infecções locais, Araraquara passou a atender maior pacientes de fora do município.

    Evolução de internações por dia. Média móvel (7 dias) em fevereiro e março. População de Bauru (379 mil) é maior que a de Araraquara (238 mil).
    Em entrevista à BBC News Brasil, o prefeito Edinho Silva disse que pacientes de Araraquara ocupam atualmente 36% dos leitos de UTI e 29% dos leitos de enfermaria. Já moradores de outras cidades ocupam, segundo ele, 53% dos leitos de enfermaria e 61% dos leitos de UTI.

    Em fevereiro, no pico da contaminação, Silva diz que a maioria dos pacientes internados moravam na cidade.

    “Inclusive, (na época) mandamos pacientes para outras regiões do Estado porque todos os nossos leitos estavam ocupados”, diz. “Agora completamos 30 dias sem nenhum paciente aguardando internação nas unidades do município. Para nós, é a principal demonstração de que estamos no caminho certo.”

    Silva diz que “o lockdown é a última saída, quando você tem uma curva de contaminação altíssima como essa que enfrentamos no fim de janeiro e começo de fevereiro”. Ele considera o resultado das medidas restritivas “inegável”, apontando a redução de casos e mortes no município.

    A BBC News Brasil procurou a prefeita de Bauru para entrevistas, mas sua assessoria de imprensa informou que ela não teria disponibilidade.

    Por e-mail, a prefeitura disse que o aumento de casos no município “se deve à presença das novas variantes, o que acontece no país todo”.

    A assessoria disse ainda que a prefeita “mantém o mesmo posicionamento sobre o lockdown, diante da realidade econômica e social do país”. A reportagem havia questionado se, diante do atual cenário, a prefeita mantinha a visão de que “lockdown não funciona”.

    A nota aponta que a prefeitura considera que “o momento é crítico, como ocorre em praticamente todos os municípios”.

    Como o Reino Unido fez número diário de mortos por covid-19 desabar de 1,3 mil para 36
    “A perspectiva é que, com o avanço na vacinação e com as medidas de enfrentamento, os casos e óbitos diminuam nas semanas seguintes.”

    A prefeitura de Bauru disse ainda que, além das determinações estaduais, “a prefeitura de Bauru limitou a 30% a capacidade de ocupação dos supermercados, com a entrada de apenas uma pessoa de cada família” e proibiu venda de bebidas alcoólicas das 18h às 6h, em todos os dias da semana, além de ter ampliado a fiscalização.

    Tanto Bauru quanto Araraquara informaram que seguem o calendário de vacinação do governo estadual e que nesta etapa (em 5 de abril) vacinam pessoas a partir de 68 anos e começam a imunização de profissionais da segurança pública.

    Especialistas têm apontado que o Brasil não pode apostar exclusivamente na vacinação, sem outras medidas de controle. O ritmo de imunizações no país é menor que o esperado e, mesmo países com vacinação mais acelerada, como Israel e Reino Unido, fizeram lockdown enquanto imunizavam boa parte de suas populações.

    ‘Ainda não estamos vivendo o estrago total’
    Sars-CoV-2
    CRÉDITO,GETTY IMAGES
    Legenda da foto,
    A variante P1, identificada pela primeira vez no começo do ano em Manaus, é um dos fatores que ajudam a explicar o colapso enfrentado por Araraquara

    O epidemiologista Davi Rumel, que foi vice-diretor da Anvisa e professor de saúde pública da USP, diz à BBC News Brasil que o lockdown promovido por Araraquara “foi pra valer”, e não um “faz de conta” — termo que ele usa para descrever a situação em cidades que usaram o termo lockdown, mas não pararam ou reduziram as atividades e circulação de fato.

    Rumel avalia que os números mostram sucesso, mas alerta que a medida, aplicada apenas uma vez, não é garantia de controle da situação.

    “Como a velocidade da taxa de imunização da população não acompanhou esse lockdown, você vai voltar a ter a mesma situação já já”, alerta.

    “Araraquara fez muito bem em sair na frente, mas uma vez só não é suficiente. E Bauru corre o risco de querer adiar o lockdown e chegar em uma circunstância em que nem vai adiantar mais porque já é tarde. E aí vai enxugar gelo em situação de alta transmissibilidade”, diz.

    “Essa é a diferença entre Bauru e Araraquara. Bauru está indo para o desastre e Araraquara sinalizou a saída, mas só sinalizou”.

    Pior está por vir, mas colapso no inverno pode ser evitado, diz médico de universidade que prevê 100 mil mortes por covid no Brasil em abril
    A epidemiologista Adélia Marçal dos Santos, especialista na dinâmica de transmissão de doenças infecciosas e professora de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, diz que “ainda não estamos vivendo o estrago total que vai acontecer com a P1”, em referência à variante descoberta em Manaus.

    Ela destaca que é importante comparar a realidade de diferentes cidades não necessariamente no mesmo intervalo de tempo, mas nos mesmos “momentos epidemiológicos”.

    Nesta fase da pandemia, isso significaria, segundo ela, avaliar o momento de chegada de variantes a esses locais.

    “O tempo que a P1 leva para dobrar sua capacidade de espalhamento é menor que o tempo que as variantes anteriores demoravam. Então ela antecipa e a curva fica mais acentuada, considerando as mesmas circunstâncias”, diz.

    O monitoramento das variantes no Brasil, no entanto, fica aquém do que desejariam os pesquisadores. “Seria importantíssimo ter esse monitoramento de variante para ajustar medida da resposta”, ela aponta.

    Em Araraquara, a variante P1 foi identificada inicialmente em 12 de 22 amostras coletadas entre 29/01 e 09/02. Mais tarde, ela apareceu em 64 de 139 amostras coletadas entre 15 e 23 de fevereiro, segundo a prefeitura.

    Já em Bauru, a prefeitura confirmou no início de março a identificação de três casos da variante P1, junto a 23 casos de outras variantes. Até agora, segundo a prefeitura, só essas amostras foram analisadas, “uma vez que não ocorreram mudanças epidemiológicas significativas”.

    Os dois médicos apontam que, além de fazer ciclos de lockdown, é necessário promover um trabalho de conscientização da população e adaptar estabelecimentos comerciais e transporte público à nova realidade, com ampliação das condições de ventilação.

    Santos diz que “uma coisa que dificultou muito a contenção da doença no mundo inteiro foi a dificuldade de admitir a transmissão aérea do vírus”.

    Ela aponta que, até hoje, governos e empresas tentam conter uma transmissão que acontece pelo ar – e portanto se espalha com facilidade – com barreiras limitadas de transmissão por contato.

    “A gente fica apostando o tempo inteiro que ela (a pandemia) vai acabar, mas não vai acabar”, completou Rumel.

    Equipe trabalha em cemitério de Manaus em fevereiro de 2021
    CRÉDITO,GETTY IMAGES
    Legenda da foto,
    Em 6 de abril, Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 4 mil mortes por dia pela covid-19

    Em boletim divulgado em 6 de abril, a Fiocruz aponta que “as medidas de bloqueio (lockdown) constituem um remédio amargo, mas que são absolutamente necessárias em momentos de crise e colapso do sistema de saúde como a que o país vive agora, evitando mais mortes”.

    No mesmo texto, a fundação aponta que medidas de bloqueio precisam durar pelo menos 14 dias e, em algumas situações, podem demandar mais tempo, dependendo de quão ampla e rigorosa for a aplicação.

    “Estudos internacionais mostram que pode haver uma redução da ordem de 40%, se (as medidas) forem combinadas e aplicadas rigorosamente. Neste contexto, é fundamental que todos os que não realizam atividades diretamente relacionadas aos serviços essenciais fiquem em casa e que o Estado, por meio de medidas emergenciais de auxílio e assistência social, garanta isso.”

    A Fiocruz também aponta que o momento de crise exige medidas combinadas e complexas, o que torna fundamental “coerência e convergência dos diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), bem como dos diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal) em favor das medidas de bloqueio”.

    Falta de coordenação
    Jair Bolsonaro
    CRÉDITO,REUTERS
    Legenda da foto,
    Embora tenha começado a aparecer de máscara em algumas situações, Bolsonaro segue criticando lockdown

    A falta de um plano nacional de medidas restritivas para combater a covid-19 é visto como um fator que dificulta o cumprimento de regras estaduais e municipais pela população. O presidente Jair Bolsonaro tem criticado repetidamente medidas de lockdown, normalmente sob o argumento de que muitos brasileiros precisam sair para trabalhar e sustentar suas famílias.

    O governo federal, no entanto, passou os três primeiros meses de 2021 sem pagar o auxílio emergencial. A retomada acontece em abril.

    A cientista política e professora na Universidade de Oxford Andreza Aruska de Souza Santos pesquisa sobre medidas tomadas por prefeituras no Brasil contra a covid em 2020.

    À BBC News Brasil, ela diz que “os governos locais ficaram com uma grande responsabilidade” e aponta que eles são os agentes com maior contato direto com a população local.

    Ou seja, “estão mais próximos para receber a pressão social”, explica Santos.

    Sem comentar especificamente sobre Bauru e Araraquara, a professora diz que, em geral, um fator que dificulta é que “nem todas as prefeituras e cidades têm centros de epidemiologia e pesquisa avançados para acompanhar a situação local com exatidão”.

    A influência de outros municípios da mesma região também é apontada por epidemiologistas como um fator que afeta as tentativas de controle dos casos. Isso também ilustra a importância de ações coordenadas: é muito comum, por exemplo, que pessoas trabalhem em uma cidade e vivam em outra, transitando diariamente entre locais com regras diferentes e potencialmente levando consigo o vírus.

    As orientações divergentes também podem confundir a população, diz a cientista política.

    “É possível que as pessoas se confundam com as regras por lerem jornais regionais, se informarem em programas de TV nacionais, mas terem regras locais a cumprir. Mesmo os pesquisadores têm dificuldade em acompanhar um país continental com milhares de ações distintas sendo tomadas em tempos distintos, com nomes distintos, e duração distintas”, diz.

    Fase emergencial
    Os dois municípios, assim como as demais cidades do Estado de São Paulo, estão hoje na chamada fase emergencial do plano do governo estadual de combate à pandemia.

    Essa fase, que reúne as medidas mais rígidas de restrição de circulação e atividades, está em vigor para todas as cidades do Estado desde 15 de março e terminaria no fim daquele mês, mas foi prorrogada pelo governo estadual até 11 de abril para as mais de 600 cidades do estado.

    O objetivo é frear transmissão e mortes, além de reduzir a sobrecarga em hospitais públicos e particulares.

    Entre as medidas de restrição previstas pelo governo estadual nessa fase estão o toque de recolher todos os dias, de 20h às 5h, a proibição do acesso a praias e parques, além da abertura das escolas da rede estadual exclusivamente para entrega de materiais e distribuição de merenda a alunos mais pobres.

    Pessoas também estão proibidas de retirar pessoalmente produtos em restaurantes e lanchonetes e receberem atendimento presencial em lojas de material de construção. Celebrações religiosas coletivas e atividades esportivas em grupo também estão vetadas até 11 de abril.

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  14. Araraquara X Bauru: dois retratos do Brasil com e sem lockdown contra a covid-19

    Laís Alegretti – @laisalegretti
    Da BBC News Brasil em Londres
    8 abril 2021

    Ao mesmo tempo em que o Brasil enfrenta o momento mais mortal da pandemia sem um plano nacional para conter o avanço do coronavírus, governos locais vêm tomando suas próprias ações para lidar com a covid-19 e suas variantes.

    Mas isso nem sempre acontece de forma coordenada.

    Enquanto o governo estadual de São Paulo impôs uma série de restrições (veja mais abaixo), dois municípios chamam atenção por posturas opostas contra a pandemia. Bauru e Araraquara estão separadas por cerca de 100 km.

    Exclusivo: Brasil deve considerar seriamente fazer lockdown, diz Anthony Fauci
    Baixa vigilância sobre variantes na América Latina vira ameaça ao mundo
    Brasil registra 3.829 mortes por covid-19 em um dia; total passa de 340 mil
    De um lado, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), decretou um rigoroso lockdown em fevereiro, depois de um aumento brusco em números de casos e ocupação de leitos de UTI. O município suspendeu todos os serviços que não têm relação direta com a área da saúde, incluindo transporte público e supermercados — que só podiam funcionar pelo sistema de delivery.

    Já em Bauru, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) impôs restrições mais leves. Ela defende a abertura de lojas e tem declarado que lockdown não funciona. No Instagram, Rosim publicou vídeo de uma carreata que, em suas palavras, pedia a “abertura responsável do comércio local”. Em outra publicação em que aparece cantando em uma igreja, em fevereiro, a prefeita disse que “tudo deveria ser considerado essencial em quase um ano de pandemia”.

    Fim do Talvez também te interesse
    Em entrevistas, Rosim também criticou restrições impostas pelo governo estadual para tentar reduzir os casos de covid-19 e disse que o lockdown “não funcionaria em Bauru”.

    “Araraquara é prova disso”, afirmou ao portal UOL.

    Depois do lockdown, no entanto, Araraquara viu queda em casos diários e mortes. Já em Bauru, nas últimas semanas, tanto a média diária de mortes quanto a de casos subiram.

    Veja, a seguir, como foi a evolução desses números e como eles podem ser interpretados, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

    Antes, o que é lockdown?
    Literalmente, a expressão em inglês significa algo como “fechamento total”.

    Não existe definição única para “lockdown”, mas o termo se refere a medidas duras tomadas por governos para restringir radicalmente a circulação de pessoas. Isso inclui o fechamento por longos períodos de escritórios, serviços considerados não-essenciais (fora saúde e segurança, por exemplo) e locais públicos.

    Em alguns países, decretos de lockdown incluíram multas e outras penas para quem insistir em sair de casa e desobedecer regras de isolamento.

    O objetivo da medida é garantir o distanciamento social – uma prática defendida por cientistas, governos e pela Organização Mundial da Saúde para reduzir contaminações e mortes pelo coronavírus.

    Ruas de Londres desertas durante lockdown
    CRÉDITO,PA MEDIA
    Legenda da foto,
    Ruas de Londres ficaram desertas durante lockdown; após meses de fechamento, Reino Unido inicia relaxamento das medidas restritivas

    O efeito do lockdown
    Araraquara registra média de 11,9 mortes por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. A taxa de Bauru, no mesmo período, é bem mais alta: 26,4 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados de 7 de abril divulgados pelo governo estadual.

    É importante notar que esta comparação revela a proporção de mortes nas duas cidades, e não seus números absolutos. Este paralelo permite um retrato mais fiel da realidade nos dois lugares, especialmente porque suas populações são bem distintas: Bauru tem 379 mil habitantes e Araraquara, 238 mil.

    Para analisar a evolução dos casos, óbitos e internações em cada um dos municípios neste ano, também vale prestar atenção nos “caminhos” revelados pelos gráficos — eles sobem, caem ou seguem estáveis?

    ‘Não há dúvida sobre eficácia de lockdown’, diz ex-chefe do combate à pandemia em Israel
    Os dados de casos diários de covid-19 mostram que Araraquara, que apostou em lockdown, teve queda de mais de 50% na média de novos casos diários, passando de quase 140 no fim de fevereiro para pouco mais de 60 em meados de março.

    No mesmo período, o número de casos em Bauru subiu, como mostra o gráfico abaixo.

    Evolução de casos de covid por dia. Média móvel (7 dias). População de Bauru (379 mil) é maior que a de Araraquara (238 mil).
    Em março, a quantidade de mortes — que geralmente demora mais a refletir medidas restritivas, devido ao tempo natural que a doença leva para se desenvolver nas pessoas — subiu em Bauru e caiu em Araraquara.

    Evolução de óbitos por dia. Média móvel (7 dias) em 2021. População de Bauru (379 mil) é maior que a de Araraquara (238 mil).
    Outro dado essencial para entender a situação da doença e a capacidade de atendimento das cidades é o número de internações.

    As informações sobre fevereiro e março mostram alta na média diária de internações em Bauru, que se aproximou de 130 na segunda quinzena de março.

    Em Araraquara, a média móvel de internações cresceu no início de fevereiro e, depois, se manteve relativamente estável. A prefeitura diz que os dados gerais de internação não refletem totalmente quedas em casos e óbitos no período porque, depois da desaceleração no ritmo de infecções locais, Araraquara passou a atender maior pacientes de fora do município.

    Evolução de internações por dia. Média móvel (7 dias) em fevereiro e março. População de Bauru (379 mil) é maior que a de Araraquara (238 mil).
    Em entrevista à BBC News Brasil, o prefeito Edinho Silva disse que pacientes de Araraquara ocupam atualmente 36% dos leitos de UTI e 29% dos leitos de enfermaria. Já moradores de outras cidades ocupam, segundo ele, 53% dos leitos de enfermaria e 61% dos leitos de UTI.

    Em fevereiro, no pico da contaminação, Silva diz que a maioria dos pacientes internados moravam na cidade.

    “Inclusive, (na época) mandamos pacientes para outras regiões do Estado porque todos os nossos leitos estavam ocupados”, diz. “Agora completamos 30 dias sem nenhum paciente aguardando internação nas unidades do município. Para nós, é a principal demonstração de que estamos no caminho certo.”

    Silva diz que “o lockdown é a última saída, quando você tem uma curva de contaminação altíssima como essa que enfrentamos no fim de janeiro e começo de fevereiro”. Ele considera o resultado das medidas restritivas “inegável”, apontando a redução de casos e mortes no município.

    A BBC News Brasil procurou a prefeita de Bauru para entrevistas, mas sua assessoria de imprensa informou que ela não teria disponibilidade.

    Por e-mail, a prefeitura disse que o aumento de casos no município “se deve à presença das novas variantes, o que acontece no país todo”.

    A assessoria disse ainda que a prefeita “mantém o mesmo posicionamento sobre o lockdown, diante da realidade econômica e social do país”. A reportagem havia questionado se, diante do atual cenário, a prefeita mantinha a visão de que “lockdown não funciona”.

    A nota aponta que a prefeitura considera que “o momento é crítico, como ocorre em praticamente todos os municípios”.

    Como o Reino Unido fez número diário de mortos por covid-19 desabar de 1,3 mil para 36
    “A perspectiva é que, com o avanço na vacinação e com as medidas de enfrentamento, os casos e óbitos diminuam nas semanas seguintes.”

    A prefeitura de Bauru disse ainda que, além das determinações estaduais, “a prefeitura de Bauru limitou a 30% a capacidade de ocupação dos supermercados, com a entrada de apenas uma pessoa de cada família” e proibiu venda de bebidas alcoólicas das 18h às 6h, em todos os dias da semana, além de ter ampliado a fiscalização.

    Tanto Bauru quanto Araraquara informaram que seguem o calendário de vacinação do governo estadual e que nesta etapa (em 5 de abril) vacinam pessoas a partir de 68 anos e começam a imunização de profissionais da segurança pública.

    Especialistas têm apontado que o Brasil não pode apostar exclusivamente na vacinação, sem outras medidas de controle. O ritmo de imunizações no país é menor que o esperado e, mesmo países com vacinação mais acelerada, como Israel e Reino Unido, fizeram lockdown enquanto imunizavam boa parte de suas populações.

    ‘Ainda não estamos vivendo o estrago total’
    Sars-CoV-2
    CRÉDITO,GETTY IMAGES
    Legenda da foto,
    A variante P1, identificada pela primeira vez no começo do ano em Manaus, é um dos fatores que ajudam a explicar o colapso enfrentado por Araraquara

    O epidemiologista Davi Rumel, que foi vice-diretor da Anvisa e professor de saúde pública da USP, diz à BBC News Brasil que o lockdown promovido por Araraquara “foi pra valer”, e não um “faz de conta” — termo que ele usa para descrever a situação em cidades que usaram o termo lockdown, mas não pararam ou reduziram as atividades e circulação de fato.

    Rumel avalia que os números mostram sucesso, mas alerta que a medida, aplicada apenas uma vez, não é garantia de controle da situação.

    “Como a velocidade da taxa de imunização da população não acompanhou esse lockdown, você vai voltar a ter a mesma situação já já”, alerta.

    “Araraquara fez muito bem em sair na frente, mas uma vez só não é suficiente. E Bauru corre o risco de querer adiar o lockdown e chegar em uma circunstância em que nem vai adiantar mais porque já é tarde. E aí vai enxugar gelo em situação de alta transmissibilidade”, diz.

    “Essa é a diferença entre Bauru e Araraquara. Bauru está indo para o desastre e Araraquara sinalizou a saída, mas só sinalizou”.

    Pior está por vir, mas colapso no inverno pode ser evitado, diz médico de universidade que prevê 100 mil mortes por covid no Brasil em abril
    A epidemiologista Adélia Marçal dos Santos, especialista na dinâmica de transmissão de doenças infecciosas e professora de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, diz que “ainda não estamos vivendo o estrago total que vai acontecer com a P1”, em referência à variante descoberta em Manaus.

    Ela destaca que é importante comparar a realidade de diferentes cidades não necessariamente no mesmo intervalo de tempo, mas nos mesmos “momentos epidemiológicos”.

    Nesta fase da pandemia, isso significaria, segundo ela, avaliar o momento de chegada de variantes a esses locais.

    “O tempo que a P1 leva para dobrar sua capacidade de espalhamento é menor que o tempo que as variantes anteriores demoravam. Então ela antecipa e a curva fica mais acentuada, considerando as mesmas circunstâncias”, diz.

    O monitoramento das variantes no Brasil, no entanto, fica aquém do que desejariam os pesquisadores. “Seria importantíssimo ter esse monitoramento de variante para ajustar medida da resposta”, ela aponta.

    Em Araraquara, a variante P1 foi identificada inicialmente em 12 de 22 amostras coletadas entre 29/01 e 09/02. Mais tarde, ela apareceu em 64 de 139 amostras coletadas entre 15 e 23 de fevereiro, segundo a prefeitura.

    Já em Bauru, a prefeitura confirmou no início de março a identificação de três casos da variante P1, junto a 23 casos de outras variantes. Até agora, segundo a prefeitura, só essas amostras foram analisadas, “uma vez que não ocorreram mudanças epidemiológicas significativas”.

    Os dois médicos apontam que, além de fazer ciclos de lockdown, é necessário promover um trabalho de conscientização da população e adaptar estabelecimentos comerciais e transporte público à nova realidade, com ampliação das condições de ventilação.

    Santos diz que “uma coisa que dificultou muito a contenção da doença no mundo inteiro foi a dificuldade de admitir a transmissão aérea do vírus”.

    Ela aponta que, até hoje, governos e empresas tentam conter uma transmissão que acontece pelo ar – e portanto se espalha com facilidade – com barreiras limitadas de transmissão por contato.

    “A gente fica apostando o tempo inteiro que ela (a pandemia) vai acabar, mas não vai acabar”, completou Rumel.

    Equipe trabalha em cemitério de Manaus em fevereiro de 2021
    CRÉDITO,GETTY IMAGES
    Legenda da foto,
    Em 6 de abril, Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 4 mil mortes por dia pela covid-19

    Em boletim divulgado em 6 de abril, a Fiocruz aponta que “as medidas de bloqueio (lockdown) constituem um remédio amargo, mas que são absolutamente necessárias em momentos de crise e colapso do sistema de saúde como a que o país vive agora, evitando mais mortes”.

    No mesmo texto, a fundação aponta que medidas de bloqueio precisam durar pelo menos 14 dias e, em algumas situações, podem demandar mais tempo, dependendo de quão ampla e rigorosa for a aplicação.

    “Estudos internacionais mostram que pode haver uma redução da ordem de 40%, se (as medidas) forem combinadas e aplicadas rigorosamente. Neste contexto, é fundamental que todos os que não realizam atividades diretamente relacionadas aos serviços essenciais fiquem em casa e que o Estado, por meio de medidas emergenciais de auxílio e assistência social, garanta isso.”

    A Fiocruz também aponta que o momento de crise exige medidas combinadas e complexas, o que torna fundamental “coerência e convergência dos diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), bem como dos diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal) em favor das medidas de bloqueio”.

    Falta de coordenação
    Jair Bolsonaro
    CRÉDITO,REUTERS
    Legenda da foto,
    Embora tenha começado a aparecer de máscara em algumas situações, Bolsonaro segue criticando lockdown

    A falta de um plano nacional de medidas restritivas para combater a covid-19 é visto como um fator que dificulta o cumprimento de regras estaduais e municipais pela população. O presidente Jair Bolsonaro tem criticado repetidamente medidas de lockdown, normalmente sob o argumento de que muitos brasileiros precisam sair para trabalhar e sustentar suas famílias.

    O governo federal, no entanto, passou os três primeiros meses de 2021 sem pagar o auxílio emergencial. A retomada acontece em abril.

    A cientista política e professora na Universidade de Oxford Andreza Aruska de Souza Santos pesquisa sobre medidas tomadas por prefeituras no Brasil contra a covid em 2020.

    À BBC News Brasil, ela diz que “os governos locais ficaram com uma grande responsabilidade” e aponta que eles são os agentes com maior contato direto com a população local.

    Ou seja, “estão mais próximos para receber a pressão social”, explica Santos.

    Sem comentar especificamente sobre Bauru e Araraquara, a professora diz que, em geral, um fator que dificulta é que “nem todas as prefeituras e cidades têm centros de epidemiologia e pesquisa avançados para acompanhar a situação local com exatidão”.

    A influência de outros municípios da mesma região também é apontada por epidemiologistas como um fator que afeta as tentativas de controle dos casos. Isso também ilustra a importância de ações coordenadas: é muito comum, por exemplo, que pessoas trabalhem em uma cidade e vivam em outra, transitando diariamente entre locais com regras diferentes e potencialmente levando consigo o vírus.

    As orientações divergentes também podem confundir a população, diz a cientista política.

    “É possível que as pessoas se confundam com as regras por lerem jornais regionais, se informarem em programas de TV nacionais, mas terem regras locais a cumprir. Mesmo os pesquisadores têm dificuldade em acompanhar um país continental com milhares de ações distintas sendo tomadas em tempos distintos, com nomes distintos, e duração distintas”, diz.

    Fase emergencial
    Os dois municípios, assim como as demais cidades do Estado de São Paulo, estão hoje na chamada fase emergencial do plano do governo estadual de combate à pandemia.

    Essa fase, que reúne as medidas mais rígidas de restrição de circulação e atividades, está em vigor para todas as cidades do Estado desde 15 de março e terminaria no fim daquele mês, mas foi prorrogada pelo governo estadual até 11 de abril para as mais de 600 cidades do estado.

    O objetivo é frear transmissão e mortes, além de reduzir a sobrecarga em hospitais públicos e particulares.

    Entre as medidas de restrição previstas pelo governo estadual nessa fase estão o toque de recolher todos os dias, de 20h às 5h, a proibição do acesso a praias e parques, além da abertura das escolas da rede estadual exclusivamente para entrega de materiais e distribuição de merenda a alunos mais pobres.

    Pessoas também estão proibidas de retirar pessoalmente produtos em restaurantes e lanchonetes e receberem atendimento presencial em lojas de material de construção. Celebrações religiosas coletivas e atividades esportivas em grupo também estão vetadas até 11 de abril.

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  15. Vai para puta que o pariu, são todos uns loucos defendendo este crápula que é o governador de São Paulo. São Paulo é um estado de desrespeitos a Lei Magna do nosso pais. É um tirano e contra os direitos humanos….

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  16. Pacheco deixa Bolsonaro pendurado no pincel
    Fernando Brito
    09/04/2021
    7:06 pm

    https://tijolaco.net/wp-content/uploads/2021/04/pacheco.png.webp

    A declaração do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de que não moverá “um milímetro” para frustar a CPI da Covid, que vai instalar por decisão do Supremo Tribunal Federal – está totalmente fora do horizonte uma anulação da medida de Luís Roberto Barroso pelo plenário da corte – é sinal que o pomposo senador pode desembarcar da proteção a Jair Bolsonaro que o levou ao vexame de ser levado a cumprir sua obrigação por ordem judicial.

    Matreiro e esperto, debaixo da cara de sonso inexpressivo que conserva nas entrevistas, sabe que a Comissão será um dos focos da atenção da mídia – já francamente anti-bolsonaro – e que o tema, apesar da placitude com que tem se portado a sociedade, tem um potencial de trabalhar com dramas humanos de alta voltagem, num país que estará, quando ela funcionar, rumo a meio milhão de mortes.

    Não haverá, sabe ele, muitos senadores que se disponham a embarcar do “Guerra ao STF” que o zurro presidencial despertou nas redes sociais. Como sabia que, sem o estranho pedido de adiamento da votação dos decretos pró-armas de Jair Bolsonaro, prevista para a semana que vem, haveria francas possibilidades de que eles fossem recusados e, agora, a questão vai para um Judiciário já às turras com o presidente.

    No Brasil de hoje, em que dinheiro vale mais que vida, a questão central para Pacheco e para boa parte dos senadores é não perder a “mordida” que deram no Orçamento da República, garantir a sanção das dotações de recursos e, depois, negociar no varejo eventuais modificações, com a preservação de seus interesses paroquiais.

    A composição da CPI da Covid, que ainda depende de indicações dos partidos, deixa Bolsonaro pendurado em acertos com o parlamento até maio. Para já é o Orçamento, cujos vetos têm de ser decididos até o dia 22.

    Bolsonaro está ficando sem canto para colocar suas costas e poder brigar de frente.

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  17. Ouvi dizer que teve um desses super pulissas que perdeu a arma na região do jardins e um paisano encontrou e entregou para MIke.

    Será que é verdade?

    Alguém esta sabendo de algo?

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  18. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    1º DE ABRIL

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    TA LEVANDO UMA NOTA NÉ BATALHA!!!!!!!!!!!!!!!
    (ERA GUERRA VIROU BATALHA, LOGO SERÁ BRIGA DE RUA)

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  19. Realmente. Cumprindo todas as promessas. A PC tem o melhor salário de Brasil….

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  20. A boa noticia dessa situacao toda é que os comerciantes se uniram aos policiais e nao votarão rm PSDB de jeito nenhum.

    Hoje quem elege alguem é a rede social, e nao mais aqueles debates ficticios de tv aberta.

    Basta visitar o perfil do Bolsonaro, que tem dez milhoes de seguidores e o do Agripino, que tem uns dois milhoes.

    Hoje, so vota em Psdb aposentado, funcionario publico (alguns), pensionista, playboy sustentado pelo papai

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  21. Depois de ser chamado de ‘patife’ por Bolsonaro, Doria pede ‘calma’

    Governador de São Paulo usou as redes sociais para responder as declarações do presidente
    Estadão Conteúdo

    10/04/2021 18:03 – atualizado 10/04/2021 19:01

    Após ter sido chamado de “patife” neste sábado (10/4) pelo presidente Jair Bolsonaro, que o responsabilizou mais uma vez pelos efeitos econômicos do lockdown em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) pediu “caaaaalma”, alongando a palavra, ao adversário político, pelo Twitter.

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    “Pelo jeito, a primeira dose de vacina anti-rábica não foi suficiente. É muito amor pela minha calça apertada”, acrescentou o governador, na rede social, anexando à mensagem a manchete de um portal de notícias sobre visita feita hoje por Bolsonaro de moto a São Sebastião, no entorno de Brasília, onde esteve com uma família venezuelana. Ao chegar ao Palácio da Alvorada, o presidente voltou a fazer críticas a governadores e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Durante a visita neste sábado, Bolsonaro abriu uma transmissão ao vivo em sua conta no Facebook. “Nunca nosso Exército vai fazer qualquer coisa contra a liberdade privada de vocês e vocês sabem que, toda vez que precisaram das Forças Armadas, elas estiveram ao seu lado, não ao lado de possíveis governadores com vieses ditatoriais”, afirmou Bolsonaro ao atacar governadores pelas medidas de fechamentos de atividade econômica durante a crise.
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    Bolsonaro criticou novamente o STF por ter dado aval a decretos de prefeitos e governadores que proibiram cultos e missas na pandemia. O presidente da República classificou a decisão como o “absurdo do absurdo”, apesar de o País já ter registrado só em abril mais de 27 mil mortes pela doença. Na transmissão, ele chamou João Doria de “patife”.
    Tags: #bolsonaro exército doria

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  22. Com o passar do tempo, dia após dia, começo a perceber que as vozes que gritavam bozonaro, estão se calando, quaase não escuto mais os insanos defendendo este doente mental.

    Em tempo: comecem a ver imprensa internacional, pois como dizem, a mídia brasileira está nas mãos dos esquerdistas e afins, -como dizem os bolsonaristas-, pra ver o quão é mal falado o governo.

    eu mesmo votei neste cara, mas após a reunião ministerial que vazou, e que ele não queria que vazasse, percebi a ameba do ser, e a interferência pa PF pra passar a mão na cabeça dos filhos delinquentes.

    Curtido por 1 pessoa

  23. Metrô, CPTM, Ônibus, Cemitério, Crematório, UTI, tudo lotado, quase 4.000 óbitos/dia, rumo à marca de 400.000 até o final de abril e mais de 14 milhões de desempregados. Pobre povo brasileiro, sem vacinas, sem medicamentos para intubação, sem comida em casa, enfim, sem lenço, sem documento e completamente sem governos municipal, estadual e federal.
    Ninguém merece um mito desses.

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  24. Pergunta ao Diretor Midiático:

    Por que, dois meses antes de morrer de complicações pela covid, o saudoso cantor Aguinaldo Timóteo registrou no DOPE (DEPARTAMENTO DE OPERAÇOES POLICIAIS ESTRATÉGICAS) um Boletim de Ocorrência de AMEAÇA?
    O que tem de tão estratégico assim num simples boletim de ocorrência de ameaça que pode inclusive ser registrado pela internet?

    Qualquer pessoa comum, como por exemplo, um modesto catador de reciclados, pode recorrer ao DOPE para registrar uma ocorrência caso seja ameaçada? Ou lá existe alguma Delegacia Especializada em atendimento para artistas, cantores, apresentadores de televisão, políticos, executivos, autoridades públicas, etc.

    Pergunta à Corregedoria e ao Ministério Público: Onde foi elaborado esse Registro Digital de Ocorrência, o equipamento tem “link” com a base de dados de todos os Registros Digitais de Ocorrência da Polícia Civil? Na unidade policial tem cartório, livro de registro de ocorrências, livro de registro de inquéritos policiais, com remessa ao fórum para controle judicial e ministerial, etc.

    Os dois “Brasis”, um para povão e outro para barão.

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  25. COMO PODE EXISTIR ALGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA TER A PACHORRA DE PUBLICAR ISSO???

    O DONO DESTA ESPELUNCA É LUNÁTICO, DEVE TER LEVADO MUITA “GAIADA” DE ALGUM MILICO, POR ISSO A REVOLTA, SÓ PODE SER.

    VÁ LÁ, VÁ!
    VAI LAMBER O SACO DO CALÇA APERTADA, NÃO É POSSÍVEL, ELE DEVE ESTAR TE ARRUMANDO $ALGUM$ NÈ!!!!!!!
    SÓ PODE SER ALGUM LANCE ESCUSO, POIS NINGUÉM AGUENTA MAIS ESSE “DORIANA” NINGUÉM……

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  26. Como não dá para zoar…vamos lá:

    Dória é SATANÁS.
    Nada, ABSOLUTAMENTE N-A-D-A é pior que Dória.
    Para Policiais, até o Marcola é melhor que o Dória.

    Agora, o pior cenário não é ele tentar a Presidência, pois obviamente vai perder.

    O pior é, percebendo que vai perder, decidir tentar um 2° mandato aqui no Estado de SP.
    Como o povo Paulista é imbecilizado e tende a gostar da merda do PSDB – vide o blog -, vai que torna a votar no SATANÁS.

    Sei que a popularidade do Dória está lá embaixo e cada cidadão que está sem emprego o odeia por saber que a culpa é dele…mas não dá para arriscar.

    A nós, policiais estaduais, o mais importante é o Governo do Estado.

    Dória não tem a mais remota chance numa disputa presidencial, doravante é importante que tente, já que, ao tentar, deixa o Estado.

    Dória é o próprio SATANÁS!

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  27. Doria e Leite se dizem preocupados com ocupação do governo sobre suas polícias
    Célia Froufe e Renato Carvalho
    17 ABR 2021 21h42
    separator7COMENTÁRIOSseparator
    Os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSDB, se disseram preocupados com as tentativas do governo federal de cooptar suas polícias. Eles fizeram a análise durante o painel “Desafios do Brasil”, do Brazil Conference at Harvard & MIT, evento organizado pela comunidade de estudantes brasileiros de Boston (EUA), em parceria com o Estadão.

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    A pergunta sobre a institucionalidade, da ação do presidente Jair Bolsonaro de demitir comandantes das Forças Armadas, tirar o comando sobre a polícia dos governos e a intenção de aumentar as armas, foi direcionada aos dois governadores presentes ao evento virtual. O ex-ministro Ciro Gomes, porém, pediu para comentar o assunto dizendo que estava mais livre porque está fora do governo atualmente. “O delírio do Bolsonaro é formar uma milícia para resistir de forma armada a uma derrota eleitoral que se aproxima”, diagnosticou o cearense.

    Leite disse que se preocupa com este tema desde que visualizou a tentativa de conectar o governo federal com as polícias dos Estados, durante a reforma da Previdência. “Isso foi uma interferência do governo, buscou interferir em seus policiais. Isso é bastante grave, mas o Rio Grande do Sul não se subordinou a isso e fizemos a nossa própria mudança previdenciária”, destacou, acrescentando que são inúmeras tentativas de desestabilizar essa relação.

    O governador lembrou também que o dinheiro para combater a covid-19 enviado pelo governo federal era uma obrigação constitucional. “Há mentiras, fake news, desestabilização da relação. É uma forma de tentar diminuir poderes de governadores”, citou. Para Leite, há uma tentativa repetitiva de colocar as instituições e política sob suspeita. “Temos que estar atentos”, avisou. “Às vezes, não só por parte do presidente, mas de seus aliados e subordinados. Ele não consegue conviver com as diferenças”, disse, comentando que Bolsonaro tem arroubos autoritários que não atendem à distribuição de poderes.

    Na mesma linha, Doria afirmou que o presidente “flerta com o autoritarismo” desde o primeiro mês de mandato. E esta ameaça, de acordo com ele, vai continuar. “Se pudesse ser ditador, já teria sido”, imaginou, acrescentando que, ainda que tenha sido eleito pelo voto, trata-se de um governo autoritário. “Este é um governo que não tolera nenhuma espécie de contraditório, de crítica.”

    Na avaliação do governador de São Paulo, querer romper o pacto federativo é um “absurdo”, mas ele disse acreditar que os integrantes das forças da Polícia Militar não vão sucumbir ao presidente ou a seus filhos. “Mas estejamos atentos porque as tentativas vão continuar para calar jornalistas, emudecer cientistas, artistas, silenciar governadores”, previu. “Aqui não tem mordaça, não Jair Bolsonaro. Seja você, ou 01, 02, 03 ou tantos zeros que têm na sua casa, na sua inteligência”, citou em relação à forma como o presidente chama seus filhos.

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  28. Que Bolsonaro, em sua nova cirurgia, receba ‘tudo de bom’ que nos oferece

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    Crédito: Reprodução/ Facebook
    Presidente Jair Bolsonaro está internado no hospital Vila Nova Star em SP após cirurgia (Crédito: Reprodução/ Facebook)

    Chegamos a 370 mil brasileiros mortos por Covid-19. Quantas dessas mortes teriam sido evitadas se o governo Bolsonaro não recusasse 130 milhões de doses de vacinas ainda em 2020? Quantas dessas mortes teriam sido evitadas se o amigão do Queiroz não dissesse à população para enfrentar o vírus de peito aberto? Quantas dessas mortes teriam sido evitadas se o pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais não tivesse incentivado ― nem promovido ― aglomerações e o uso de remédios ineficazes?

    Não há resposta para essas perguntas, e jamais saberemos quantas vidas teriam sido poupadas se o negacionismo, a psicopatia, a sociopatia e a profunda falta de solidariedade e de empatia não fossem a tônica do desgoverno Bolsonaro e da horda de semelhantes que lhe cerca. Porém, posso estar enganado e o presidente estar certo. Talvez o líder de governo na Câmara, Ricardo Barros, tenha razão e o Brasil esteja em situação confortável. Aliás, tanta gente defende e elogia o trabalho do mito, que provavelmente estou enganado.

    Assim, deixando de ser implicante e passando a passar pano, quero dizer, a reconhecer o belo trabalho do devoto da cloroquina e de sua brilhante equipe no combate ao novo coronavírus, gostaria de desejar ao melhor presidente que o Brasil já teve, que receba em sua próxima cirurgia (que ocorrerá em breve, segundo divulgado) o mesmo tipo de tratamento que vem dando ao povo brasileiro. Que a equipe médica que irá lhe operar tenha a mesma excelência que vem tendo o Ministério da Saúde durante essa maldita pandemia.

    por taboolaLinks promovidos
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    Dessa forma, sei que não faltará ao presidente oxigênio hospitalar. Sei que se alguma intercorrência ocorrer, não faltará leito na UTI. Sei que se precisar ― toc, toc, toc ― ser intubado, não faltará “kit intubação”. Sei que, como já contraiu Covid, conforme ele mesmo diz, não correrá risco de se contaminar. Além do mais, ele já tomou vacina para dar bom exemplo. Não? Sem problema, ele foi atleta e no máximo será acometido de uma gripezinha, de um resfriadinho. Mas, se tudo der errado, e daí? Todos morrerão algum dia. Nada de mimimi, portanto. Até porque, ninguém aqui é coveiro, não é mesmo?

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  29. Na mesma cidade de Santos e com integrantes da mesma instituição Guarda Municipal.

    Mas tem um detalhe: O desembargador foi mais gentil e prontamente forneceu os seus dados para os guardas municipal, já o capitão da pm aparentemente achou não ter a obrigação de se identificar-se.

    Ah, um detalhe: Por que mostraram a imagem do desembargador e do oficial da pm não?

    https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2021/04/18/capitao-da-pm-se-recusa-a-usar-mascara-em-abordagem-e-recebe-multa-de-r-300-no-litoral-de-sp.ghtml

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  30. Nossa parece que foi ele que fundou e estruturou o instituto Butatan, QUE TEM MAIS DE 100 ANOS, kkkkkk, a vacina do referido instituto ia sair com Dória ou sem , talves até em mais quantidade se fosse sem , e falando em 2022, já que ele soltou o Bolsodória na eleição passada bem que poderia agora em 22 se unir ou pt tipo com o mercadante e lançar um slogan que combinaria perferitamente com ele tipo ” vote MERDÓRIA “

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  31. SP compra 30 milhões de doses da Coronavac e Doria promete vacinar toda a população em 2021
    ‘[Em] outubro, novembro e dezembro nós vamos concluir a totalidade da vacinação em São Paulo’, disse o governador
    CARTACAPITAL 19 DE ABRIL DE 2021 – 13:40

    O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu completar a imunização contra a Covid-19 no estado até o fim deste ano. Além disso, anunciou a aquisição de 30 milhões de doses da Coronavac para aplicação exclusiva nos moradores de São Paulo.

    As vacinas, de acordo com o tucano, chegarão em setembro e serão administradas nos três meses seguintes. As informações foram divulgadas em entrevista à rádio CBN nesta segunda-feira 19.

    São Paulo vai disponibilizar 100 milhões de doses da vacina do Butantan, este é o contrato que nós temos com o governo federal. E vamos seguir: 46 milhões agora, depois mais 54 milhões. Nós vamos respeitar o Programa Nacional de Imunização. Mas també… Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/sp-compra-30-milhoes-de-doses-da-coronavac-e-doria-promete-vacinar-toda-a-populacao-em-2021/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos

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  32. A CPI e a solidão de Bolsonaro na cloroquina
    Fernando Brito
    21/04/2021
    10:24 am

    https://tijolaco.net/wp-content/uploads/2021/04/cloroema.png.webp

    Embora o governo Bolsonaro trate como uma vitória o adiamento para a próxima terça-feira da instalação da CPI da Covid, politicamente ela já está funcionando.

    As notícias dos jornais – especialmente as da Folha, informando as ações sobre o Exército para liberar recursos às pressas para a produção de montanhas de comprimidos de hidroxicloroquina e a ordem dada por ofício à Fundação Oswaldo Cruz para que estimulasse, entre os médicos, a orientação para prescrevê-la, além de também produzir quantidades extras – mostram que a apuração dos absurdos praticados pelo governo brasileiro está em pleno processo de apuração e, mais ainda, de comprovação formal de sua autoria.

    E acontece que, nesta questão do “tratamento precoce” todos estão desesperados por dizer que “não fui eu” quem indicou a cloroquina, embora muitos tenham sido omissos ou cúmplices deste charlatanismo ,do qual não se afastou até agora. Trump, pelo menos, escafedeu-se do assunto e de outras bobagens que falou, investindo maciçamente na compra de vacinas.

    O “Mito” fez o inverso e por isso não terá solidariedade de ninguém, a não ser de seus alucinados falangistas.

    Do Exército, não é preciso dizer mais do que a forma que trata Eduardo Pazuello, uma “batata quente” que querem em qualquer lugar, menos junto da corporação cuja imagem ele “ferrou”, para usar a expressão do ex-comandante, general Edson Pujol, relatada hoje por Ancelmo Gois, em O Globo.

    O Conselho Federal de Medicina, praticamente a única entidade médica e ser tolerante com o medicamento, está sob pressão de grande parte da corporação e do próprio Ministério Público, ao qual vem protelando a entrega das atas das reuniões nas quais decidiram que receitá-la fazia parte da “liberdade médica”.

    Também não vai adiantar referir-se às referências internacionais: o médico francês Didier Raoul, que lançou a irresponsabilidade, voltou atrás e admitiu que a cloroquina não produz benefícios. A Índia, onde o primeiro-ministro Narendra Modi foi parceiro de Bolsonaro na indicação da droga, está mergulhada numa explosão de casos da doença – 300 mil ao dia – , o que, de quebra, vai arruinar o cronograma de entrega das 42 milhões de doses do Consórcio Covax Facility, da OMS, que esperávamos ansiosamente aqui, porque estão suspensas todas as exportações dos laboratórios indianos.

    Nesta questão, o horizonte é de completa solidão para o charlatão Bolsonaro, porque não terá nem a companhia de seu ministro da Saúde, que não pode responde com um simples “sim” à pergunta direta sobre se receitaria hidroxicloroquina a um paciente de Covid.

    Ninguém o apoiará nisso. Como já vimos, nem as emas do Alvorada.

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  33. FORA DORIA, FORA GUERRA, FORA ESQUERDALHADA SUJA, FORA IMPRENSA MANIPULADORA, FORA STF VENDIDO.

    FORA COM TUDO QUE FOR LIXO.

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