Delegado de Ribeirão Pires fala sobre as falsas acusações de assédio moral e suposta exposição de policiais civis a risco de infecção pelo Covid 15

Delegado de RP fala sobre acusações de assédio e descumprimento de protocolos

Doutor Wagner Milhardo negou perseguir sua equipe e afirmou que denúncias não são verídicas

Delegado titular de Ribeirão Pires, doutor Wagner Milhardo

Imagem:Foto: Divulgação

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Por Thainá Maria
19/02/2021 09:43:49

O delegado titular de Ribeirão Pires, doutor Wagner Milhardo, tem sido alvo de acusações de assédio moral e descumprimento dos protocolos vigentes em razão da pandemia do novo Coronavírus. Os relatos ganharam repercussão ao longo desta semana, após jornais da região publicarem a denúncia supostamente feita por policiais do DP da Estância.  

A Folha procurou Milhardo, na tarde da última terça-feira (16), para questioná-lo a respeito dos episódios mencionados pelo então denunciante. O delegado aceitou falar sobre as acusações sofridas e afirmou tratar-se de histórias criadas por alguém que não concorda com sua permanência no cargo. 

Em relação ao episódio em que ele estaria perseguindo integrantes de sua equipe que não concordassem com suas ordens ou opiniões, o delegado afirmou que, ao longo desses dois anos a frente da Delegacia da Estância, sempre tratou os funcionários igualmente, prezando sempre pela humanização em seu relacionamento com os demais policiais e prestadores de serviços. “Muito pelo contrário, eu trato todos igualmente. Sem distinção de cargo.”  

Perguntado sobre a questão de não exigir o uso da máscara nas dependências da Delegacia, Milhardo foi enfático em afirmar que, desde a publicação do decreto estadual, sempre cumpriu e forneceu os equipamentos necessários para barrar a disseminação do vírus, implantando medidas no atendimento ao público, na apresentação de ocorrências feitas por policiais militares ou guardas municipais.  

“Independente das minhas crenças ou opiniões, eu jamais chegaria para a minha equipe e falaria o que estão divulgando nesses jornais, que a pandemia é uma conspiração, impedindo-os de usar máscara. Eu não tenho autoridade para impor essas questões pessoais”, afirmou. 

Enquanto era entrevistado por nossa equipe, Milhardo recebeu um dos policiais com quem trabalha diariamente. O investigador fez questão de afirmar a Folha que, em nenhum momento, recebeu ordens ou incentivo para ignorar os protocolos da pandemia ou sofreu qualquer tipo de assédio.  

A denúncia anônima ainda utiliza uma fotografia publicada pelo delegado em sua página particular nas redes sociais, como uma suposta prova, em que ele aparece sem máscara ao lado de sua equipe após a “Operação Motoboy”, deflagrada no último dia 22 – que chegou a ser intitulada de “operação midiática”, sem objetivos claros.  

Wagner Milhardo explicou que as operações, que tornou-se uma das marcas de seu trabalho na cidade, são ordens que vêm de seus superiores, que querem uma Polícia Civil mais participativa e presente nas ruas. “Todas as operações são comunicadas previamente ao delegado seccional, e possuem metas. Elas costumavam ser semanais, mas precisaram ser interrompidas em razão do aumento do número de casos da Covid-19”. 

“Estávamos sem máscara porque havíamos concluído a operação e estávamos felizes, por isso tiramos e fizemos a foto. Nos reunimos para ir até um restaurante almoçar após o término das atividades, que aconteceu em grupos de quatro pessoas em pontos diferentes. Eu não obriguei ninguém a tirar a máscara naquele momento”, reiterou a respeito da fotografia.  

O delegado ainda aproveitou a oportunidade para lembrar que, devido a união sua equipe e as operações – como a deflagrada na última segunda-feira (16), que resultou na captura de quatro foragidos e no cumprimento de um mandado de prisão -, Ribeirão Pires conseguiu resultados significativos como a redução dos principais indicadores criminais e a primeira colocação no quesito produção policial entre as delegacias da Seccional de Santo André. 

“Em nenhum momento esses jornais me procuraram para ouvir o que eu tinha a dizer”, finalizou Milhardo.

http://folharibeiraopires.com.br/detalhes_noticia.php?q=33827

  1. quando a investigação é fraca o delegado que não sabe trabalhar tem que recorrer à essas operações segura cadeira.

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  2. Não entrarei no mérito da matéria, mas que há muitos abusos cometidos por alguns delegados, isto é verdade, absurdo no século XXI, ainda existe esses tipo de coisa.
    O correto seria sempre que houvesse um abuso cometido por um superior, logicamente devidamente comprovado, o autor deveria ser punido de forma exemplar, porque se comete abuso contra os próprios colegas, imagina o que faz com a população.
    Esse tipo de falta funcional na minha opinião é uma das piores.

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  3. ASSÉDIO MORAL NA POLÍCIA É COMO SE FOSSE UMA DOUTRINA, PASSA DE UM PARA OUTRO, É COMO UM VIRUS.

    ESTE MONTE DE CARGO EXISTENTE AINDA, CONTRIBUI MAIS PARA ISSO, NA UNICA POLICIA CIVIL DO BRASIL QUE TEM 14 CARREIRAS MAIS VELHA QUE A MINHA AVÓ.

    CARREIRAS EM DESUSO OU OBSOLETAS.

    A POLICIA CIVIL DE SP PARA SER UMA POLÍCIA DE VERDADE TINHA QUE SER IGUAL A POLICIA FEDERAL:
    AGENTE DE POLICIA JUDICIÁRIO.
    DELEGADO DE POLICIA JUDICIÁRIA.
    ESCRIVÃO DE POLICIA JUDICIÁRIA.

    EQUIPARAÇÃO DOS SALÁRIOS COM O JUDICIÁRIO OU POLICIA FEDERAL.

    NESTA POLICIA CIVIL DE SP: “SÓ TEM COVARDES E MOLEQUES”, NINGUÉM PARA BEM PARA ESTES TIPOS.

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    • OS UNICO RESPOSAVEIS POR ESTE ESTADO EM QUE SE ENCONTRA A POLICIA CIVIL SOMOS NÓS MESMOS QUE PERMITIMOS LIDERES CLASSISTAS ETERNAMENTE NA INSTITUIÇÃO – SIPESP, AGEPOL, , AFPCESP, AIPESP ETC .

      REESTRUTURAÇÃO DA POLICIA CIVIL SP

      DELEGADO DE POLICIA
      ESCRIVÃO DE POLICIA
      AGENTE DE POLICIA JUDICIARIA
      PERITO

      NÍVEL SUPERIOR PARA TODAS AS CARREIRAS !!!!!!!!!!!
      SINDICATO UNICO JÁ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  4. Alguém acha que o próprio acusado iria dizer que sim , com certeza o investigador era um desses de confiança, se não o chefe e, sobre as operações , porque não disse a verdade, em geral na policia, existem as operações para se fazerem flagrantes (grande parte biqueiras, que não pagam em dia), verifiquem as O.S., todas atrasadas, tem que ficar fazendo operações dia sim, dia não, bloqueio na rua com a PM, no mínimo uma biqueira tem que fazer flagrante, nenhum delegado questiona isso, ficam com o cartório carregado, fazem essas operações, medo de perder a cadeira lucrativa, porque o jornalista não perguntou sobre a cada esquina uma jogatina, ou os camelos no centro, ou então os postos, quando não é o combustivel são as bombas alteradas…. tá faltando falar a verdade” excelentíssimo dr !”

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  5. Ha Ha Ha…. acha que vai concordar, o tira perguntado é o chefe de confiança, sobre as operações de flagrante em biqueira que não está rigorosamente em dia é nill, operação cada 3 dias, cartório todo atrasado, O.S. parada, vem falar de mandado e procurado kkkk, cadê o sindicato para coibir esses flagrantes obrigatórios,

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  6. Tiramos as máscaras pq estávamos felizes” Sic

    Depois dessa vou ali tomar uma.kkkkkkkkkkkk

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  7. Pela pilha de papel na mesa do majura o que não falta para ele é trabalho!
    Mas ele, só, estava seguindo “determinação” superior, não faz a sua obrigação mas faz o que é atribuição da Polícia Militar, e não me venham uns e outros falar de policiamento especializado como competência da Polícia Civil, o que passada longe destas operações e bloqueios na Polícia Civil é especialidade.
    Vou desenhar o que aconteceu!
    Fizeram um catado, de última hora como sempre com os MO/AB (mão de obra/amassa barro) de sempre e vão fazem essas m…..a dar com pau!
    Como o próprio majura afirma que fez uma operação “motoboy”, ou seja nada ligado a investigação ou fato concreto, ou seja um BO o inquérito policial, fez por fazer! Acredito que nem guincho devia ter para recolher moto com a documentação irregular!
    Sem contar que muito provavelmente o majura já tem condições de se aposentar e é claro como na foto também é possível perceber que ele está com todo o gás, porque ele ama a população e quer dar o seu melhor!
    Quem quiser acreditar nisso acredite, EU NÃO!

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  8. Vamos ver se confere, primeiro coloca um monte de I.P na mesa (quem faz faz tudo é o escriba), queria ver um jornalista que conhece da área, para questionar as rondas, o porque de não apreender as maquininhas se em cada boteco e cada esquina tem, não vale apreender a cota de 05 a 06 por mês(padrão), os contrabandos, etc… aio vem com esse papinho de mandado de prisão, esse cara não atende nem as vítimas, nem no plantão desce, mas a caderneta mensal o credicrime deve estar atualizado.

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    • O mal da polícia Civil de São Paulo é que os agentes ficam vendidos pelos chefes dos Investigadores.
      As vezes o Delegado nem é bandido porque ganha o dobro ou 3 vezes mais do que o Investigador e os agentes não podem fazer nada porque quem dá os bondes são os chefes.

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  9. Não sei se é o caso, mas, assim como comentaram, existem vários(as) delegados(as) que assediam moralmente os subordinados, achando que podem mandar neles como quiserem, mesmo que seja na ilegalidade, bastando ser conveniente para eles(as).

    Se este delegado fazia isso que o acusam, de agora em diante vai ficar “pianinho”. Se o acusam injustamente, que punam os responsáveis. Porém, acredito que ninguém faria esse tipo de denúncia sem haver fundamento, visto que a maioria nada faz mesmo estando certa.

    Fica a dica, pessoal: esse tipo de denúncia surte efeito, sim. Se você estiver sendo vitima de um(a) delegado(a) inescrupuloso(a), aja, não se sujeite às conveniências deles(as) impostas. E você, delegado(a) que se acha o “rei da cocada preta”, ou rainha, fique alerta, pois estou percebendo que muitos policiais não estão se sujeitando tanto quanto outrora.

    Algumas autoridades agem do jeito que agem, ou seja, por conveniência, porque os próprios subordinados, paulatinamente, permitiram que isso estivesse ocorrendo.

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