Por que torço para que Bolsonaro morra…Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal 2

Por que torço para que Bolsonaro morra

O presidente prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida

Como já escrevi aqui a propósito desse mesmo tema, embora ensinamentos religiosos e éticas deontológicas preconizem que não devemos desejar mal ao próximo, aqueles que abraçam éticas consequencialistas não estão tão amarrados pela moral tradicional. É que, no consequencialismo, ações são valoradas pelos resultados que produzem. O sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior.

A vida de Bolsonaro, como a de qualquer indivíduo, tem valor e sua perda seria lamentável. Mas, como no consequencialismo todas as vidas valem rigorosamente o mesmo, a morte do presidente torna-se filosoficamente defensável, se estivermos seguros de que acarretará um número maior de vidas preservadas. Estamos?

O presidente Jair Bolsonaro anuncia que exame deu positivo e que está com Covid-19
O presidente Jair Bolsonaro anuncia que exame deu positivo e que está com Covid-19 – Reprodução/TV Brasil

No plano mais imediato, a ausência de Bolsonaro significaria que já não teríamos um governante minimizando a epidemia nem sabotando medidas para mitigá-la. Isso salvaria vidas? A crer num estudo de pesquisadores da UFABC, da FGV e da USP, cada fala negacionista do presidente se faz seguir de quedas nas taxas de isolamento e de aumentos nos óbitos. Detalhe irônico: são justamente os eleitores do presidente a população mais afetada.

Bônus políticos não contabilizáveis em cadáveres incluem o fim (ou ao menos a redução) das tensões institucionais e de tentativas de esvaziamento de políticas ambientais, culturais, científicas etc.

Numa chave um pouco mais especulativa, dá para argumentar que a morte, por Covid-19, do mais destacado líder mundial a negar a gravidade da pandemia serviria como um “cautionary tale” de alcance global. Ficaria muito mais difícil para outros governantes irresponsáveis imitarem seu discurso e atitudes, o que presumivelmente pouparia vidas em todo o planeta. Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida.

Hélio Schwartsman

Jornalista, foi editor de Opinião. É autor de “Pensando Bem…

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2020/07/por-que-torco-para-que-bolsonaro-morra.shtml


Texto sublime do Hélio Schartsman!

Se torcida influir no resultado, Bolsonaro já estaria morto…

O mundo inteiro torce para que esse canalha desapareça da face da terra.

Infelizmente, não influi em nada! O que influirá em seu pronto restabelecimento é toda a estrutura de saúde à disposição da presidência.

Ele ficará bom e matará outras dezenas de milhares de pobres e honestos brasileiros ; que infectados terão apenas a cloroquina para matá-los sem delongas e custos! 

 

  1. EUA e Brasil: mórbidas semelhanças
    POR FERNANDO BRITO · 08/07/2020

    Nem será preciso que o tempo passe para que historiadores, com suas teses e remissões, verifiquem que a praga do século 21 que se ombreará ao que foi a gripe espanhola no início do 20, é um vírus com características políticas.

    Não, não é o “vírus comunista” que a estultice mundial usa por conta de sua aparição original na China – a “espanhola” é gripe que tem sua origem discutida até hoje, embora seja certo que não foi a Espanha o seu berço.

    É porque dois países, ambos com governos negacionistas e estúpidos, tornaram-se o símbolo desta praga e ainda vão tornar-se ainda mais, à medida em que se sucedam os dias.

    Os números são acachapantes: embora somem menos de 7% da população mundial, Estados Unidos e Brasil respondem por nada menos que 39% dos casos registrados de infecção pelo novo coronavírus: 4,7 milhões, por enquanto. Algo semelhante acontece com o número de mortes: com 134 mil por lá e 67 mil aqui, as 201 mil mortes nos dois países são 37% de todos os óbitos pela doença no planeta.

    Mais ainda: como ambos são líderes em novos casos e novas mortes, estas já incríveis proporções vão se tornar mais agudas: dos novos registros de Covid-19 ontem, 50 % (54 mil nos EUA e 48,5 mil aqui) ficaram com a dupla e quase o mesmo (42%) em relação a novas mortes em 24 horas.

    Em resumo: em nenhum destes indicadores os registros, comparados à população, deixam de ser ao menos 5 vezes maiores que a média do planeta.

    A Europa – 11% da população mundial – onde vimos situações dramáticas na Espanha, no Reino Unido, na Itália e na França, os percentuais são muito menos elevados: 2,5 milhões de pessoas contraíram a doença, ou 21% do total de casos e 35% das mortes, índice que está baixando a cada dia, pois na medida do último dia fica nos 10%.

    Temos mais casos por milhão de habitantes que qualquer daquele países e, como nossos números são crescente, logo os superaremos em óbitos proporcionais.

    Isto não é casual. Salvo algumas exceções pouco importantes, nossos dois países tem governos que trabalham para negar a gravidade da situação e estimulam e promovem, por razões políticas e econômicas, o mau comportamento da sociedade em matéria de prevenção e cuidados.

    Portanto, se querem procurar razões epidemiológicas, melhor esquecer aquela conversa sobre “o clima quente inibe o vírus” que se desmoraliza no nosso país tropical, apesar da climatologia estranha do general da Saúde e no verão norte-americano.

    A estupidez no poder, essa sim, é o mais cruel vetor de transmissão.

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  2. Devemos torcer para sua pronta recuperação. Pelas cagadas que já fez até agora, nem metade do mandato, ele já morreu politicamente. Esperamos que goze de plena saúde para assistir em pé ser defenestrado nas próximas eleições, se seu governo conseguir chagar até lá.

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