DOIS POLICIAIS FORAM SUMARIAMENTE MORTOS NA BAIXADA SANTISTA 49

Enviado em 12/12/2010 às 19:42 – PM DA BAIXADA

ONTEM UM PM DA 3ªCIA DO 40ºBPM/M FOI EXECUTADO QUANDO ENTRAVA EM UM COMERCIO NA CIDADE DE PRAIA GRANDE, HOJE UM PM DO 22ºBPM/M ACABOU DE SER EXECUTADO, FARDADO INDO TRABALHAR NO BOLSÃO 8 EM CUBATÃO, LEVARAM SUA ARMA E COLETE, ATÉ QUANDO O ESTADO VAI FICAR MASCARANDO QUE ESTAMOS SENDO CAÇADOS, MAIS UMA VEZ GERALDO ALCKMIN VAI SE ACOVARDAR EM FAZER ACORDO COM O PCC, E NÃO USAR O EXEMPLO DO RIO DE JANEIRO, AOS CAROS COLEGAS CIVIS E MILITARES EU SÓ POSSO PEDIR UMA COISA, REDOBREM SUA SEGURANÇA E REZEM BASTANTE, É SÓ O QUE NOS RESTA……

TJ-SP pressiona por aumento em verba do Orçamento 13

Colaboração: Márcia para dipol@flitparalisante.com

A Justiça de São Paulo está preocupada com a verba do orçamento para 2011 destinada ao Judiciário. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o tema é delicado, pois, mesmo com o aumento de 10% em relação ao orçado para 2010, há consenso entre servidores, advogados e juízes de que o Judiciário está subfinanciado.

O Tribunal de Justiça de São Paulo pediu R$ 12,3 bilhões do Orçamento, mas o Executivo cortou o valor da verba para R$ 5,6 bilhões. O deputado estadual Bruno Covas, relator do Orçamento e que vem tratando do assunto com a equipe de transição do governo, vai apresentar nesta segunda-feira (13/12) seu relatório à Comissão de Finanças e Orçamento.

Segundo a Folha, há duas semanas, o presidente do TJ-SP, Antonio Carlos Viana Santos, visitou o colégio de líderes da Assembleia para pedir que os deputados recomponham parte do corte. Em 2010 os servidores do Judiciário fizeram a mais longa greve de sua história e ameaçam parar caso não haja novas reposições salariais.

Setores do PSDB avaliam que o ex-governador José Serra (PSDB) foi muito duro com o funcionalismo, sobretudo na Justiça, na Educação e na Polícia. Por isso, avaliam que o Orçamento será o primeiro indicativo da forma como o governo de Geraldo Alckmin lidará com os servidores públicos.

Legislativo
O presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB), também vai pressionar o governo para que o Legislativo tenha um acréscimo de R$ 71 milhões em sua verba, equivalente a 10,4% do Orçamento deste ano. Pela proposta enviada pelo governo aos deputados, a Assembleia teria, em 2011, uma verba de R$ 680,5 milhões, um crescimento de R$ 435 mil, ou 0,06% a mais.

http://www.conjur.com.br/2010-dez-12/judiciario-paulista-pressiona-governo-conseguir-aumento-verba

Polícia e intolerância racial 15

Domingo, 12 de dezembro de 2010 – 09h48

Estatística

Inquéritos por intolerância racial lideram casos em delegacia especializada de São Paulo

 

G1

No gabinete da delegada Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo (Decradi), não param de chegar casos motivados pelo o que ela chama de “intolerância”. São agressões a homossexuais, negros, judeus, envolvendo torcedores rivais ou gangues.

A história do promotor de crédito bancário Luiz Fernando Pereira Guedes, atacado a pauladas na Avenida Paulista em maio deste ano, poderia estar lá se ele tivesse feito a denúncia. Por ser negro, o rapaz, de 30 anos, acha que foi vítima de racismo. Esse tipo de crime lidera a estatística na delegacia, diz Margarette.
“Os casos são subnotificados porque, geralmente, a vítima não quer exposição. Existem cifras negras. Às vezes, a família não conhece a orientação sexual da pessoa”, diz a delegada, referindo-se aos gays que levam surras na rua. Foram pelo menos seis ataques nos últimos meses, com oito vítimas. Todos nos arredores da Avenida Paulista. “Geralmente, são crimes de gangue, praticados por rapazes de 16 a 25 anos. Nesses crimes de ódio, as pessoas gostam de bater para causar sofrimento”, explicou.

Margarette disse não ter números, mas percentuais de casos que foram parar na Decradi entre janeiro e novembro de 2010. Inquéritos por intolerância racial/ étnica, onde caberia o caso de Guedes, estão no topo da lista, correspondendo a 29,91% dos registros. Em seguida, vêm os inquéritos abertos por outros motivos (21,34%), como perda de documentos (situações que acabam indo parar na delegacia e não deveriam), e em terceiro os abertos por intolerância à orientação sexual (19.65%). Nestes, se encaixam os episódios de agressão a homossexuais.

REVOLUÇÃO ÉTICA EM POLÍCIAS SUBORDINADAS A GOVERNADORES E POLÍTICOS CORRUPTOS, SERÁ POSSÍVEL? 25

Segurança no caminho certo
Editorial – GLOBO

É ponto pacífico que a ocupação do Complexo do Alemão fechou com êxito uma operação de ataque ao bunker do tráfico de drogas no Rio. Nesse episódio, ficou comprovado que não se pode prescindir da participação de tropas e do emprego de equipamentos das Forças Armadas, em apoio a investidas policiais. O sucesso da ação que culminou com a retomada, pelo Estado, de uma área subjugada pelos traficantes fez brotar uma unânime corrente de apoio da opinião pública aos movimentos das forças de segurança, mas, por outro lado, não foi suficiente para evitar críticas ou reparos à estratégia que a invasão desse conjunto de favelas acabou por precipitar.
A primeira delas parte do duvidoso princípio de que tropas federais, ainda que sua participação em ações pontuais seja bem-vinda, não devem se imiscuir no dia a dia de uma ocupação, como a que está em curso no Alemão. O raciocínio é que há o risco de contaminação dos soldados pelo supostamente inquebrantável poder de cooptação do crime organizado. A argumentação é tíbia, vista sob qualquer ângulo: do ponto de vista de pessoal, as Forças Armadas dispõem de rígido manual disciplinar, suficiente para punir desvios de comportamento – que, de resto, devem ser vistos como exceção, não como regra; pelo viés estratégico, não há exemplo no mundo de país que tenha partido a espinha do crime organizado sem contar com algum tipo de apoio de um aparato coercitivo que atue em nível nacional. Óbvio: já se viu que enfrentar quadrilhas encasteladas no alto dos morros, sem lhes cortar o suprimento de armas e drogas (pela ação em fronteiras, rodovias e malhas aéreas), é o mesmo que enxugar gelo.
A outra ponta das críticas à bem-sucedida estratégia do governo do estado prende-se a determinados setores com voz em reverberantes áreas da sociedade, para quem ações pontuais não atacam os problemas de fundo da segurança. Neste caso, há quem considere, por exemplo, que sem uma limpeza radical nas polícias, de modo a lhes varrer a banda podre, operações como a do Alemão são apenas respostas tópicas à violência.
É fora de questão que as corporações precisam fazer uma faxina funcional. A promiscuidade entre maus policiais e criminosos estimula a desenvoltura dos bandidos, e principalmente alimenta a outra face do crime organizado – as milícias, que são de fato potencialmente mais perigosas que o tráfico e igualmente precisam ser desarticuladas. Mas é pueril acreditar que outros movimentos na área de segurança, igualmente emergenciais, precisam ficar a reboque da revolução ética que as polícias Civil e Militar precisam operar.
Nenhuma dessas providências é excludente. Todas são inadiáveis, mas a aplicabilidade de cada uma delas deve ser avaliada à luz das necessidades que se impõem numa guerra em que o crime organizado não dá tréguas. Só por lembrança, as forças de segurança do Rio foram obrigadas a precipitar estratégias em razão do terrorismo de traficantes, o que desembocou no Alemão. O fundamental é ter um plano de ação definido, firme e implacável contra o banditismo, e isso implica elaborar uma política de segurança que integre todas as instâncias de poder, sem esquecer a imperiosa necessidade de o Estado cumprir de fato, nas áreas que venham a ser resgatadas do jugo do crime organizado, seu papel de fomentador da cidadania