MELHOR AFIRMAR: AMO O MEU TRABALHO!
O POLICIAL NÃO DEVE FAZER MAIS DO QUE DEVE…E MORRER NUNCA FOI UM DEVER POLICIAL
Estado deve indenizar famílias de policiais mortos
O estado de Santa Catarina foi condenado a pagar R$ 10 mil, por danos morais, às famílias de dois policiais militares mortos em serviço.
Apesar de lotados no Departamento de Trânsito da Polícia Militar, deslocaram-se para o banco logo após serem informados do assalto, por rádio.
O estado alegou que a culpa foi exclusiva das vítimas.
“Ora, sendo policiais militares e tendo, por isso, o dever de garantir a segurança da população, não lhes restava outra saída que não se dirigir ao local do crime para combatê-lo”, pontuou o relator do processo, desembargador Luiz Cézar Medeiros.
O estado, contudo, livrou-se de parte da condenação de primeira instância.
Apelação Civel 2007.055425-0
Revista Consultor Jurídico, 25 de fevereiro de 2008
Criminalidade está diminuindo no Brasil, destaca jornal dos EUA
“A criminalidade caiu no Brasil nos últimos anos, graças ao fortalecimento da economia, presença policial mais forte e restrições a armas e álcool”, afirma o jornal americano Christian Science Monitor, na edição desta quarta-feira.
O jornal cita o caso de Vila Boa, uma cidade de 4.300 habitantes em Goiás, considerada uma das mais violentas do país entre 2002 e 2004, que caiu para 298º no ranking Mapa da Violência nos três anos seguintes graças às ações do prefeito Waldir Gualberto de Brito.
Segundo o jornal, o prefeito adotou medidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas, investindo em programas públicos e sociais para combater as causas do crime.
Mas o CSM destaca que os esforços do prefeito não são a única força por trás da transformação, que viu o número de homicídios cair para um entre 2005 e 2007, em comparação com 11 nos três anos anteriores.
“Fatores externos ajudaram imensamente. Muitas das famílias mais pobres da cidade recebem uma renda regular através do Bolsa Família, um programa do governo que paga aos pais para manter os filhos na escola”, explica o CSM.
“A afiliação do prefeito ao PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode ter ajudado a garantir fundos federais para seus programas públicos, algo reconhecido pelo próprio Brito.”
Além disso, diz o jornal, a abertura de uma usina de cana-de-açúcar nos arredores abriu centenas de postos de trabalho, injetando dinheiro na economia local.
Mas o CSM afirma que esta tendência também está sendo notada no resto do Brasil, e cita que a legislação restringindo o comércio de armas, adotada em 2003, teria tido algum efeito.
Outras medidas citadas são a proibição de venda de bebidas alcoólicas em algumas cidades depois da meia-noite, em dias de semana, e o aumento do policiamento nas ruas.
“No Rio de Janeiro, a taxa de homicídio caiu de 46,1 em 100 mil, em 2002, para 39,5 em 100 mil, em 2006, segundo dados da polícia, que costumam ser mais conservadores. No Recife, a cidade grande mais violenta do Brasil, a taxa caiu de 58,9 por 100 mil, em 2001, para 53,9 por 100 mil no ano passado, segundo a polícia. No Estado de São Paulo, o número de homicídios caiu de 12.800 em 1999 para 4.800 em 2007.”
No entanto, segundo a reportagem, especialistas alertam que ainda é cedo para dizer se a tendência vai continuar. “O Brasil tem 14 milhões de armas sem licença, segundo dados do governo.”
Mas ainda assim, diz o CSM, a tendência é animadora.
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SINTOMAS DE DOENÇAS PROFISSIONAIS DOS POLICIAIS CIVIS 5
Ressalta-se que os policiais civis quando apresentam dificuldade no relacionamento, transtornos de ansiedade e de humor, cansaço e desânimo possuem sinais de uma doença denominada a síndrome de Burnout (Burn-Out), ou síndrome do desgaste profissional. É o esgotamento físico e mental causado pelo excesso de trabalho. Essa doença provoca vários danos à saúde, desde dores no corpo a depressão, bem como risco de infarto. (Revista Cláudia, janeiro de 2003)
É cediço que alguns problemas podem não ser desgastantes para certos policiais civis, mas para outros, porém, é intensamente prejudicial. A gravidade e intensidade dos danos à saúde variam de pessoa para pessoa. A fadiga extrema ocorre geralmente em trabalho estressante e ambiente tenso. Isso pode gerar dores no corpo, depressão e vários outros problemas.
Vê-se que determinados policiais civis, mesmo aconselhados pelos médicos, evitam o afastamento de suas funções para tratamento médico, diante dos prejuízos que isso acarreta. Esse comportamento é prejudicial a Instituição Policial Civil, aos próprios policiais e ao serviço público.
Certos policiais civis podem adquirir gravíssimos problemas no exercício de suas atividades funcionais e, inegavelmente, também com as demais questões atinentes a todo ser humano. A somatória de tudo isso pode ocasionar danos a sua saúde.
O policial civil portador de sintomas indicadores de deficiências psíquicas ou físicas precisa procurar tratamento médico. E, da mesma forma, melhores condições de trabalho e, se impossível, providenciar a licença médica ou licença prêmio.
O início da síndrome de Burnout decorre da carga de trabalho, competitividade e a pressão do chefe, fato que, a pessoa sente desmotivada e incapaz de produzir satisfatoriamente, comprometendo a produtividade. O psiquiatra Elko Perissinotti, chefe da equipe de psiquiatria do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, explica que a síndrome de Burnout não pode ser confundida com estresse (cansaço mental que atinge só profissionais). (Revista Cláudia, janeiro/2003)
Os primeiros sintomas são dores no corpo, desânimo, fadiga crônica e cansaço. Com a passar dos meses, o colesterol e a pressão arterial podem aumentar, assim como a possibilidade de desenvolver diabetes, doenças de pele e até de sofrer derrame ou infarto. O tratamento eficaz exige não somente o afastamento do trabalho e férias, mas sim a combinação disso com terapia e medicamentos para ansiedade e depressão.
É importante não menosprezar os sintomas. Caso o policial civil não obtenha a melhora de saúde, com a licença (prêmio ou médica) ou a troca do local de trabalho, corretamente deve procurar tratamento médico.
Um profissional desmotivado, sem interesse por projeto algum, lento, dispersivo, mal-humorado com os colegas talvez não seja um mau profissional. Ele pode estar doente, com depressão. Observe esta lista de sintomas: fadiga aumentada, dificuldade de concentração, baixa auto-estima e autoconfiança, idéias de culpa, sensação de inutilidade, lentidão motora e de raciocínio. (Veja, 12/12/2001)
Inegavelmente a depressão também pode se originar das atitudes de policiais civis que executam tarefas enfadonhas, repetitivas e mal planejadas, com a conseqüente inexistência de motivação. Igualmente, os que possuem problemas familiares e sociais pelo pouco salário a receber. A grande motivação de uma pessoa no trabalho é ganhar dinheiro.
O administrador Stephen Kanitz ressalta que nossos policiais reclamam por aumento salariais com absoluta justiça. Alguns têm de viver em favelas, onde temem que alguém descubra sua profissão. Nossos policiais deveriam ser pagos num nível salarial que os fizesse temer a perda do emprego, em vez de sentir vergonha dele. (Veja, 22/08/2001)
Convém considerar o desgastante trabalho policial, como fator de iniciação de distúrbios psíquicos. Constantemente, o talento, a capacidade de trabalho, a paciência, o bom humor e a obstinação do policial civil são levados ao limite, mas em compensação os benefícios, pífios.
O policial civil é desmotivado também pela dificuldade em obter promoções na carreira. Algumas promoções geram ressentimento e amargura. O escritor Alfie Kohn afirma que os psicólogos apontam diferentes tipos de motivação. O primeiro é a intrínseca, segundo a qual a pessoa adora o seu trabalho pelo que ele é. A segunda é a extrínseca, que a levaria a fazer alguma coisa porque vai receber algo em troca. (Revista Exame, 13/12/2000)
Por isso tudo, o escritor afirma que uma empresa deve lidar com a remuneração de um funcionário pagando bem e de forma justa.
O médico Marcelo Dratcu, gestor de Sistemas de Saúde pelo Gallilee College (Israel) e pesquisador na área de terapia cognitivo-comportamental ressalta se uma pessoa reduz suas condições de trabalho, prejudica a empresa e a si mesmo. A busca pelo sucesso e pelos resultados dentro de uma empresa é um fator estressor para qualquer profissional. E o que pouca gente sabe é que tanto a produtividade quanto a ascensão profissional estão totalmente ligados ao bem-estar físico e mental do indivíduo. (Gazeta Mercantil – Alexandre Staut, São Paulo, 18/02/2008)
Observa o Dr. Dractu que ansiosos por serem bons profissionais, muitos funcionários acabam deixando em segundo plano a qualidade de vida. Quando se dá conta, tudo está dando errado. Há de se adotar, assim, técnicas para ajudar a amenizar sintomas da síndrome do trabalho vazio, uma doença na qual se verificam sintomas como a necessidade de seduzir a confusão nas relações e a tendências a bisbilhotar a vida alheia.
Em pesquisa realizada na Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, Ilhas Fiji, França e Hong Kong com 780 profissionais comprovou-se que a pessoa com auto-estima elevada, lida melhor com o estresse. A pesquisa é um retrato de que o profissional, que não se gosta e não se sente competente para executar suas tarefas, tende a assumir comportamento passivo ou agressivo. E isso prejudica o trabalho de equipe e a obtenção dos objetivos corporativos. (O Estado de S. Paulo, 19/12/2004)
Os policiais civis precisam receber treinamentos que exercitem a autoconfiança e fortaleçam a auto-estima. A reportagem jornalística demonstra que programas preventivos de qualidade de vida no trabalho podem minimizar os danos à saúde dos colaboradores e também os prejuízos das empresas. Nos Estados Unidos, o estresse profissional custa, anualmente, U$ 300 bilhões às empresas e, na União Européia, os custos com problemas de saúde decorrentes do stress consomem de 3% a 4% do seu PIB.
Esse desgaste físico e emocional sinaliza que os recursos internos das pessoas são insuficientes para lidar com as situações estressantes. E isso afeta, diretamente, o sistema imunológico, gerando ansiedade, depressão, fadiga, alienação. Além de causar a deteriorização dos relacionamentos, conflitos interpessoais, alta rotatividade nas empresas, absenteísmo e diminuição da qualidade e da produtividade no trabalho. (O Estado de S. Paulo, 19/12/2004)
Certamente, o policial civil com problemas de saúde pode ocasionar prejuízos a Administração Pública. Ao demonstrar ineficiência no serviço poderá envolver-se em procedimentos disciplinares, fato que, como medida preventiva deve comunicar a enfermidade aos seus superiores hierárquicos.
Outra anomalia existente entre os policiais civis é a lombalgia (dores nas costas) que está intimamente relacionada com fatores psicossociais, desde o estresse gerado pela desmotivação no trabalho até a depressão (causas emocionais). Isso é comprovado através de estudos internacionais, endossados por ortopedistas e fisiatras brasileiros.
Os médicos orientam para um tratamento que deva ir além dos analgésicos e de exercícios fisioterápicos para, igualmente, tratar os aspectos emocionais que desencadeiam a dor. O ortopedista Ysao Yamamura, professor da Unifesp e responsável pelo ambulatório de acupuntura do Hospital de São Paulo alerta que não adianta cuidar apenas do corpo físico, mas também das emoções. (Folha de S.Paulo, 09/02/2003)
Segundo o ortopedista Ysao Yamamura, a tensão emocional pode transformar a coluna em um órgão de choque, em que o indivíduo descarrega as emoções negativas, como ansiedade e frustração, fato que, funcionam como um fardo nas costas.
Os médicos alertam que 40% dos doentes de lombalgia podem desenvolver um quadro de dor crônica. E, 85% dos casos não é possível determinar o motivo da dor.
Para o ortopedista Akira Ishida, professor da Unifesp, no decorrer do tempo, vários fatores de risco atuam em conjunto ocasionando a dor. E, não adianta trocar de colchão ou de cadeira, pois se não houver mudança de hábito, como perda de peso e realização de atividade física, a dor voltará. (Folha de S.Paulo, 09/02/2003)
Na fase aguda da dor, que dura de cinco a sete dias, o tratamento mais recomendado é o repouso e o uso de analgésico e antiinflamatórios. Para a fisioterapeuta Maria do Carmo Bruneli, os exercícios de alongamento da musculatura e a reeducação postural também são importantes. (Follha de S. Paulo, 09/02/03)
A fisiatra Lin Tchia Yeng, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que estudos realizados com policiais na Irlanda do Norte e na Inglaterra e com enfermeiras na Alemanha e na Bélgica demonstraram que a proporção de indivíduos com lombalgia crônica não dependeu da freqüência ou intensidade de exposição a estressores físicos, mas sim dos fatores psicossociais, como o estresse e as dificuldades no trabalho. (Follha de S. Paulo, 09/02/03)
Em reportagem jornalística denominada “Dores nas costas têm causa emocional” há informação de que 10% das vítimas de casos crônicos de lombalgia ficam afastadas do trabalho por mais de seis meses e chegam a utilizar 70% dos recursos disponíveis para o tipo de problema. O medo de voltar a sentir dor é um dos principais obstáculos para o sucesso do processo de reabilitação. Após a instalação da lesão inicial, a tendência de algumas pessoas é evitar os movimentos que possam causar a dor. (Follha de S. Paulo, 09/02/03)
O ortopedista Eduardo Jorge, dos hospitais Albert Einstein e Santa Paula, alerta que o excesso de preocupações afeta a coluna. Ir todo dia para o trabalho detestável, estar sob constante pressão do chefe, ansiedade e tristeza demais são fatores que desabam qualquer postura. (Diálogo Médico, janeiro/fevereiro de 2006)
Além do ambiente de trabalho tenso, insalubre, extenuante e desgastante e, igualmente, dos demais problemas que afligem o policial, pois é também um cidadão normal, há ainda a escassez de móveis próprios na Unidade Policial. Assim, normalmente inexiste uma cadeira e mesa confortáveis, principalmente, na utilização correta de postura frente ao computador. Certamente não há nas Unidades Policiais móveis ergonômicos.
Caso seja necessário o policial será readaptado pelo Departamento Médico significando, assim, a investidura em cargo mais compatível com a sua capacidade, dependendo de inspeção médica. (Lei nº 10261, de 20-10-68, alterado pela Lei nº 942, de 06/06/03 – Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo)
Conforme estabelece o Decreto nº 29.180, de 11/11/1988 (Regulamento de Perícias Médicas – R.P.M.), a licença para tratamento de saúde do policial dependerá de perícia médica a ser realizada pelo D.P.M.E. – Departamento de Perícias Médicas do Estado, após solicitação ao superior hierárquico ou diretamente ao órgão de pessoal para emissão da G.P.M. – Guia para Perícia Médica. E, as licenças com prazo superior a noventa dias, dependerão de perícia através de Junta Médica.
A Resolução SS-77, de 11-6-97 (institui norma de procedimento relativa à operacionalização do instituto de readaptação) ressalta que o policial pode ser readaptado quando ocorrer modificação de suas condições de saúde que altere sua capacidade de trabalho. Outras normas regulamentam a readaptação, a saber: Decreto nº 52.968/72; Instrução CER-1/72 e Portaria CAAS-1/90 (Comissão de Assuntos de Assistência à Saúde, ligada a Secretaria de Estado da Saúde).
José Luiz Migllioli
O PÓ NOSSO DE CADA DIA…
GOVERNO CRIARÁ UM OUTRO CRUPO ESPECIAL – O G.E.P.E.
DENARC…FALA SÉRIO! SÓ MUITO "TURBINADO" PRA VER SEMPRE O DOBRO
QUANDO NOS FAZEM DE BOBOS SOMOS DISCIPLINADOS…MAS QUANDO PERCEBEM QUE NÃO SOMOS BOBOS A NOSSA MÃE VIRA "PUTA"!
O título acima é uma livre adaptação de uma frase lida recentemente; muito mais educada é certo.
Mas é conforme a realidade em determinadas plagas policiais.
“Tudo bem e legal” ,enquanto nos usam e nos fazem de bobos.
Quando verificam que não somos(bobos), de arbitrário nos acusam.
E claro: “FILHO DA PUTA”.
A origem do conceito de “licença de parto” at Rua da Judiaria
A RÚA XUDEA: Tes sangue xudea?
AO BAR DO TORTO – SANTOS – COM CARINHO 2

– Exagerado
Cazuza/Ezequiel Neves/Leoni
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
Por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Que por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
(clique no título e visite o site)
PARA MUITAS PESSOAS LEREM, REFLETIREM E APRENDEREM…
Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos:
Alexandre explicou:
(de um colaborador)
SE EU FOSSE UM POLÍTICO ( talentoso ) A MINHA CASA SERIA ASSIM…MANUEL FOI PRO CÉU
Santos
Canteiro de 1 bilhão de reais
Após a revitalização do centro histórico, a cidade atrai construtoras e incorporadoras da capital
Por Filipe Vilicic
06.02.2008
Fernando Moraes
Edifício da Adolpho Lindenberg no Gonzaga: cobertura dúplex avaliada em 8 milhões de reais.Nos últimos anos, a iniciativa privada e a prefeitura investiram 60 milhões de reais na recuperação do centro histórico de Santos. As tradicionais ruas XV de Novembro e do Comércio ganharam calçamento de paralelepípedos e fiação subterrânea. Transformado em Museu do Café, o edifício da Bolsa Oficial de Café foi restaurado e está aberto à visitação. Três bondinhos do início do século passado, com motorneiros vestidos a caráter, levam os turistas em um giro pela região, que também ganhou novos bares e restaurantes. “Como a cidade não tem uma praia tão atrativa, apostamos na nossa história”, afirma a secretária de Turismo, Wânia Seixas. O resultado dessa revitalização foi um aumento no fluxo de visitantes. No verão de 2002/2003, o município recebeu 1,1 milhão de turistas. Quatro anos depois, esse número saltou para 3,7 milhões de pessoas, no mesmo período. Uma enormidade, já que a cidade tem 418 000 moradores.
Esses novos ares vêm atraindo construtoras e incorporadoras imobiliárias. Atualmente, 63 empreendimentos estão sendo erguidos na cidade – outros dez aguardam aprovação da prefeitura. São investimentos que, somados, ultrapassam 1 bilhão de reais. Algumas empresas da capital desceram a serra para aproveitar o bom momento. É o caso da Rossi, da Camargo Corrêa, da Gafisa, da Adolpho Lindenberg e da Klabin Segall, entre outras. “O crédito fácil, os juros menores e os prazos de financiamento mais longos fazem com que o paulistano sonhe com um imóvel de veraneio”, diz Paulo Pôrto, diretor de vendas e marketing da Klabin Segall. Há opções para públicos diversos. A Adolpho Lindenberg deve entregar em agosto, no bairro do Gonzaga, um edifício de 22 andares cuja cobertura dúplex de 600 metros quadrados está avaliada em 8 milhões de reais. Na Ponta da Praia, o condomínio Jardins da Grécia, da construtora santista Miramar, tem apartamentos de 196 metros quadrados a partir de 520 000 reais. Já no Enseada das Orquídeas, da Gafisa, no bairro do José Menino, a unidade de dois quartos custa 175.000 reais. “Havia muito tempo não víamos o mercado tão aquecido”, conta Lourenço Lopes, diretor da Real Consultoria Imobiliária. “Cerca de 60% dos imóveis daqui são comercializados na planta.” Além da enxurrada de turistas, outro fator que impulsiona o ramo imobiliário é a descoberta do campo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos. Estima-se que nos próximos dez anos até 15.000 postos de trabalho sejam criados com a exploração.



