A poucos meses do final do atual governo federal do PT, o deputado estadual Fausto Figueira aparece no cenário com a velha e oportunista tática eleitoreira, de apostar no ataque contra quem tem os melhores exemplos do que já fez. Ele tenta desviar a atenção de um debate mais sério sobre o tema Segurança Pública no País, por causa da inércia do lulopetismo, que nesses sete anos e cinco meses não cuidou do setor como prioridade e por isso mesmo não tem resultados para mostrar. Não encontro outras palavras, senão oportunismo e leviandade, para definir com precisão o artigo Serra promete o que não fez, de Figueira, publicado neste jornal no último dia 10 de maio.
O deputado recorreu a um episódio momentâneo um aumento nos casos de homicídios dolosos na Baixada Santista, no primeiro trimestre deste ano, muito provavelmente devido a confrontos entre gangues de traficantes para tentar desqualificar os avanços da política paulista de segurança pública e a proposta do Ministério da Segurança Pública anunciada por José Serra.
A oscilação momentânea nos homicídios dolosos na Baixada é compreensível diante da acelerada redução da criminalidade no Estado de São Paulo nos últimos anos o que gerou uma dificuldade permanente para se estabelecer e cumprir metas cada vez mais rigorosas de combate ao crime. Mas o Governo paulista, além de reconhecer o fato, respondeu prontamente, com firmeza e decisão. Fez o que tinha de fazer: aumentou o contingente policial e colocou a tropa de choque nas ruas da região. A criminalidade voltou a cair imediatamente na Baixada.
Com um contingente extra de 1.277 homens e 386 viaturas se revezando nas ruas, em menos de 10 dias foram efetuadas 25 prisões, recapturados 8 foragidos e registradas 7 ocorrências de tráfico de drogas e 4 de porte ilegal de arma de fogo. Foram abordadas 2.842 pessoas e vistoriados quase 700 veículos e 17 edificações.
Os governos tucanos fizeram de São Paulo um modelo de Segurança Pública para o Brasil. Nos últimos nove anos, o Estado reduziu em 70,2% os casos de homicídios dolosos. Em 2009, atingiu o índice de 10,6 casos para 100 mil habitantes. Desde o início do Governo de José Serra, em 2007, foram poupadas mais de 36 mil vidas. No Brasil, o número de homicídios dolosos corresponde a 24,5 casos para cada grupo de 100 mil habitantes mais do que o dobro de São Paulo.
Esse número, por si só, já explica a importância do Ministério da Segurança Pública sugerido por José Serra. Mas é evidente que o ex-governador de São Paulo tem bases muito mais sólidas para sustentar a sua proposta. O Ministério é fundamental para suprir a falta de ação do Governo Federal no combate ao crime, principalmente ao contrabando de drogas e armas, que é o que dá força, poder e gera recursos para queas facções criminosas se organizem e se sustentem.
Os criminosos encontram as portas das nossas fronteiras escancaradas e, na falta de uma política nacional de Segurança Pública, agem como querem, espalhando o horror. No mesmo espaço ocupado pelo seu artigo de conteúdo raso que se valeu de um fato momentâneo, já superado o deputado do PT Fausto Figueira poderia ter inserido milhares de leitores deste jornal em um debate sério e responsável sobre um verdadeiro projeto nacional de Segurança Pública. E é justamente isso o que José Serra está fazendo, para que o Brasil possa sempre mais. ( fonte A TRIBUNA de 19 de maio de 2010 )
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RAUL CHRISTIANO.
Jornalista e dirigente estadual e nacional do PSDB.
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Lembro que a explosão do número de homicídios no Brasil – especialmente São Paulo – se deu a partir de 1995, ou seja, durante o governos FHC e Covas. Em 1998 o Brasil passou a contar legiões de adolescentes filhos dos desempregados pela política neoliberal. Foram recrutados pelo crime.
A sensível diminuição da contabilidade criminal – nada confiavel e sob suspeita de manipulação – acompanha a retomada do crescimento da economia e mudanças na legislação durante o governo LULOPETISTA. A partir de 2003. Mas a perversa herança do Plano Real – e outros planos – continuará lotando os presídios por muitos anos. Principalmente pelos bilhões que a corrupção governamental anualmente arranca do mercado.
Por outro aspecto, aparentemente a grande esperança de Serra para consertar as Polícias Civis e Militar será o controle federalizado dessas organizações. Deve ter percebido, enquanto governador do Estado, que não há como depurá-las SEM GRANDES FORÇAS EXTERNAS; ainda mais quando governadores são obrigados ao loteamento desses órgãos entre as bases de apoio.
POR FIM, ESPECIALMENTE QUANDO NÃO SE QUER INVESTIR EM QUALIDADE DE VIDA PARA OS POLICIAIS.