DIÁRIO CATARINENSE – 21/06/10
PRISÃO DEFLAGRA CRISE ENTRE A PM E A POLÍCIA CIVIL
Os agentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), a elite da Polícia Civil, estão em pé de guerra com a PM, na Capital. A abordagem corriqueira de uma viatura do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), nas imediações do Shopping Itaguaçu, em São José, ontem ao meio-dia, desencadeou o que pode ser uma das maiores crises entre as duas instituições. Um investigador da (Deic) foi detido, agredido e conduzido ao 22º Batalhão da PM, no Bairro Monte Cristo, na gaiola da viatura. Até o momento da prisão, as duas versões, tanto Polícia Civil quanto da PM, são parecidas (leia na página 18).
As supostas arbitrariedades estão no fato de o agente, mesmo se identificando, ter sido detido por “desacato à autoridade”e ser conduzido ao quartel, enquanto o correto seria uma delegacia. Na Deic, o diretor Cláudio Monteiro precisou conter a equipe para evitar represálias, mas admite que o incidente vai deixar marcas profundas entre as corporações.
A PM, oficialmente, diz que só fez a abordagem porque percebeu a aproximação de um homem armado (o agente) que não teria se identificado. O policial permaneceu no quartel por cerca de 40 minutos, sendo liberado depois da chegada do delegado Cláudio Monteiro.
O secretário de Estado de Segurança Pública, André Mendes, que está na região Oeste, foi informado do episódio ontem à noite. Conversou com os delegado-geral da Polícia Civil, Ademir Serafim, e o comandante-geral da PM, coronel Luiz da Silva Maciel. Imediatamente, determinou a abertura de uma sindicância e garantiu que os culpados serão punidos exemplarmente.
Mendes disse que trata-se de um fato isolado, que não irá influenciar na orientação de investir cada vez mais na unificação das duas corporações. A intenção do secretário é positiva, mas para curar estas feridas, vai levar tempo. Porque se fazem isto com um policial, imagina o que esperar como cidadão?






