FRAUDES EM CONCURSOS: Entre os beneficiários estão a ex-mulher, a nora, o filho e amigos do filho do dono de uma universidade de São Paulo apontado como líder da quadrilha. A PF não divulgou os nomes dos envolvidos e da instituição… DIVULGA AÍ, PÔ! 8

PF prende 12 acusados de fraudar concursos

Quadrilha vazou provas para candidatos, no Rio e em SP, de exames de instituições como OAB, Receita e da própria PF

Fábio Fabrini e Marcelle Ribeiro

 

BRASÍLIA e SÃO PAULO. A Polícia Federal prendeu ontem 12 acusados de fraudar concursos na Grande São Paulo, na Baixada Santista, em Campinas e no Rio de Janeiro, em ação batizada de Operação Tormenta. A quadrilha vazou provas para 53 candidatos ao concurso de agente da Polícia Federal e 26 candidatos do exame da OAB em 2009; e 41 do concurso da Receita Federal em 1994. Há ainda indícios de fraudes nos concursos mais recentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Os bandidos conseguiam os cadernos de questões da provas aliciando pessoas com acesso a elas; contratavam como professores de cursos pessoas que já sabiam as perguntas da prova da OAB; usavam pontos eletrônicos para passar respostas; e contratavam pessoal para fazer a prova no lugar dos candidatos.

A organização tentou, sem sucesso, vazar a última prova da OAB e passar resultados do exames dos concursos de Caixa Econômica Federal, Agência Nacional de Energia Elétrica, INSS, Advocacia Geral da União, Residência Médica da Santa Casa de Santos, Defensor Público da União e Faculdade de Medicina de Ouro Preto. A quadrilha ainda falsificava documentos e diplomas exigidos nas inscrições.

Dos 53 concorrentes com acesso à prova da PF, só seis chegaram à última fase. Excluídos, serão indiciados por estelionato e receptação. Os 26 aprovados acusados de comprar respostas do exame da OAB devem ser ouvidos a partir de hoje.

A quadrilha cobrava R$ 50 mil para vazar provas da OAB e cobrava, em dólares, R$ 93 mil para as de policial federal e R$ 279 mil para as de auditor da Receita. Diplomas e documentos falsos custavam R$ 30 mil. Segundo a PF, o grupo pretendia vazar, por US$ 100 mil, provas de delegado da PF. Os 41 aprovados por fraude no concurso da Receita em 1994 foram excluídos na época, por indícios de irregularidades.

Mas entraram com ação na Justiça Federal de São Paulo e foram reincorporados e indenizados em cerca de R$ 3 milhões, que seriam repartidos com o grupo.

Entre os beneficiários estão a ex-mulher, a nora, o filho e amigos do filho do dono de uma universidade de São Paulo apontado como líder da quadrilha. A PF não divulgou os nomes dos envolvidos e da instituição.

Quadrilha que fraudava concursos agia na Baixada Santista…TEM MAJURA PREOCUPADO 1

Quinta-feira, 17 de junho de 2010 – 06h47

Operação Tormenta

Quadrilha que fraudava concursos agia na Baixada Santista

Da Redação

 

Créditos: Nirley Sena

A colaboração do Departamento da Polícia Federal de Santos foi fundamental para as investigações

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A Polícia Federal (PF) prendeu na quarta-feira, em Santos, dois acusados de envolvimento em uma quadrilha que fraudava concursos públicos. A ação da PF foi batizada de Operação Tormenta, uma gigantesca investigação realizada em todo o País.

A colaboração do Departamento da PF em Santos foi um dos pontos de partida da operação. Foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, dos quais 21 na Grande São Paulo, um no Rio de Janeiro, nove na Baixada Santista e três na região de Campinas, além de 12 mandados de prisão temporária. Os nomes dos dois suspeitos de Santos não foram divulgados, nem os setores em que atuavam dentro do esquema.

Em busca de informações que pudessem ampliar o dossiê da Operação Tormenta, agentes da Polícia Federal chegaram ontem, às seis horas da manhã, à residência do advogado Norberto Moreira da Silva. Revistaram sua casa e se detiveram em seu computador. Em seguida, foram à Universidade Santa Cecília (Unisanta) para plugar o terminal do advogado nessa universidade.

Nada foi encontrado, porém, que pudesse ligar Norberto ao conjunto da operação. Norberto Moreira da Silva, ex-vice-presidente do Santos F.C., é atualmente membro suplente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e diretor da Faculdade de Direito da Unisanta.
Em entrevista exclusiva a A Tribuna, na noite de ontem, ele se confessou “perplexo” com a iniciativa da Polícia Federal de investigá-lo, mas tranquilo com o andamento do processo. “Claro que vou tomar providências a respeito, ou seja, acompanhar detidamente as investigações, até para reafirmar meu total distanciamento de qualquer problema. Meu e da Unisanta”,disse o advogado.
Um grande movimento de solidariedade cercou Norberto Moreira da Silva logo que a notícia circulou. O presidente da OAB São Paulo, Luiz Flávio Borges D’ Urso, imediatamente ligou da Capital. E o presidente da seção santista da Ordem, Rodrigo Lyra, procurou pessoalmente Norberto para um abraço de apoio. Muitos advogados ligaram para manifestar seu apoio ao alto funcionário da Unisanta.

Investigações

Doze pessoas foram presas durante a operação. A PF iniciou as investigações em 2009, durante concurso para agente federal. A partir de fevereiro deste ano, com o aprofundamento dos trabalhos, a PF identificou que a quadrilha atuava em todo o país, mediante o acesso aos cadernos de questões, antes da data de aplicação das provas.
Além do concurso da PF, o grupo teve acesso privilegiado às provas do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB (2ª fase/2010) e do concurso da Receita Federal (auditor-fiscal/1994). Outros concursos como o da Abin e da Anac estão sob suspeita, diz a PF. A investigação, no entanto, é o que vai poder identificar se os candidatos conseguiram aprovação a partir do esquema.
Foram identificados 53 candidatos que tiveram acesso à prova de agente federal, pelo menos 26 candidatos que tiveram acesso à prova da OAB e há indícios de que 41 candidatos tenham tido acesso à prova da Receita Federal. A quadrilha chegava a cobrar até US$ 50 mil de cada candidato que participasse da fraude no caso do concurso para agentes da PF.


Como agiam

De acordo com a PF, o grupo atuava por meio de aliciamento de pessoas que tinham acesso ao caderno de questões, para conhecimento antecipado das provas. O grupo atuava ainda no repasse de respostas aos candidatos por meio de ponto eletrônico durante a realização do concurso e ainda indicava uma terceira pessoa mais preparada para fazer o concurso no lugar do candidato. Ainda de acordo com a PF, a quadrilha fazia ainda falsificação de documentos e diplomas exigidos nos concursos quando o candidato não possuía a formação exigida.

Outros concursos

Mesmo após a notícia do vazamento da prova da OAB, segundo a Polícia Federal, a organização criminosa se articulou para fraudar, sem sucesso, concursos da Caixa Econômica Federal, da  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do INSS – Perito Médico, da AGU – Advogado da União, da Santa Casa de Santos – Residência Médica, de Defensor Público da União e da Faculdade de Medicina de Ouro Preto. Foram constatados indícios de fraudes em outros concursos

Santa Casa de Santos

O vice-diretor clínico da Santa Casa de Santos, José Luiz Camargo Barbosa, negou qualquer envolvimento com as fraudes. “Acho que é impossível ter acesso às perguntas (das provas)”, afirmou.
Barbosa explicou que as provas para a seleção de médicos residentes acontecem no início de cada ano e são formuladas por um médico de “total confiança” da direção do hospital.

“Não sei por que a Santa Casa foi relacionada a essa operação”, disse ele. Barbosa destacou que em nenhum momento a direção do hospital foi procurada para prestar qualquer tipo de esclarecimento à PF. Atualmente, cerca de 50 médicos residentes atuam no hospital. Com informações de A Tribuna On-line

OPERAÇÃO TORMENTA: A PF (Polícia Federal) afirma ter identificado ao menos sete funções entre os membros de uma quadrilha que fraudava concursos públicos em todo o país 8

16/06/2010-18h21

PF identifica funções de membros de quadrilha que fraudava concursos

DE SÃO PAULO

A PF (Polícia Federal) afirma ter identificado ao menos sete funções entre os membros de uma quadrilha que fraudava concursos públicos em todo o país. Nesta quarta-feira, 12 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento nas fraudes, no âmbito da Operação Tormenta.

De acordo com informações da PF repassadas ao Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), os membros da quadrilha tinham as seguintes funções:

Líder: responsável por corromper as pessoas que tinham acesso ao caderno de questões das provas, mediante pagamento de propina. Revendia cópias dos cadernos aos clientes do esquema, de maneira direta ou por meio de distribuidores e aliciadores. Também era responsável por organizar fraudes mediante “ponto eletrônico”, quando não conseguia obter as questões antecipadamente.

Responsáveis pelo desvio: tinham acesso ao caderno de questões ou responsabilidade pela segurança antes do do exame. Desviava o caderno mediante pagamento de propina.

Distribuidores: adquiriam as provas do líder da organização criminosa para revendê-las com lucro, seja diretamente aos “clientes” da organização criminosa, seja por meio de aliciadores.

Aliciadores: intimamente ligados aos distribuidores, negociavam as provas com os candidatos. Frequentemente telefonavam para possíveis clientes, orientando para que se inscrevessem no concurso prometendo a venda do caderno de questões.

Clientes: serviam-se da organização criminosa para comprar provas de concursos e exames, tendo acesso às questões antecipadamente.

Falsificadores: eram responsáveis por falsificar diplomas e certificados para candidatos que não possuíam a formação necessária para concorrer a determinados cargos públicos. Também forneciam documentos para que um candidato fizesse a prova no lugar do outro.

Professores: eram responsáveis pela correção das questões da prova que seriam entregues aos candidatos e, no caso da OAB, pelas aulas dadas em cursinhos para os candidatos, com base no teor das questões da prova desviada.

Investigação

As investigações que identificaram a quadrilha tiveram início após concurso para Agente de Polícia Federal, realizado em 2009. De acordo com a corporação, foram identificados 53 candidatos que tiveram acesso à prova. Dessas pessoas, seis teriam conseguido chegar à fase final do concurso e seriam empossadas na próxima sexta-feira (18). Eles foram expulsos hoje.

Além disso, outras 26 pessoas tiveram acesso à uma prova da OAB. Há indícios ainda de que 41 tenham fraudado prova da Receita Federal, ocorrida em 1994. “A partir daí, a PF apurou que a quadrilha atuava em todo o país, mediante o acesso aos cadernos de questões, antes da data de aplicação das provas”, afirmou a Polícia Federal.

Mais de 130 mil pessoas estavam inscritas nos concursos fraudados. O grupo cobrava valores entre R$ 30 mil e cerca de R$ 270 mil pelas provas.

No concurso da Receita, a suspeita de fraude foi investigada logo após a aplicação da prova, mas essas 41 pessoas suspeitas conseguiram direito na Justiça para que fossem empossadas, além do recebimento de indenização no valor de R$ 3 milhões cada um pelo tempo em que não puderam assumir o cargo.

A polícia aponta que mesmo após o início das investigações e a divulgação de fraude na prova da OAB, os criminosos tentaram fraudar ainda, sem sucesso, um concursos da Caixa Econômica Federal, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), do INSS, da AGU (Advocacia Geral da União), da Santa Casa de Santos, de Defensor Público da União e da Faculdade de Medicina de Ouro Preto.

Todas as pessoas apontadas como clientes da quadrilha foram indiciadas, mas permanecem soltas. Elas devem responder pelos crimes de interceptação e estelionato. Já os suspeitos de fraudar as provas devem responder por formação de quadrilha, violação de sigilo funcional, falsificação de documentos públicos, entre outros.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que os funcionários públicos federais que foram admitidos por concursos públicos fraudados vão ser demitidos.

  Editoria de Arte/Folhapress

UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR: Oito policiais, quatro militares e quatro civis, foram presos na tarde desta quarta-feira (16) pela Corregedoria da Polícia Civil de Campinas por suspeita de envolvimento com traficantes 8

Policiais são presos por suspeita de envolvimento com traficantes
Investigação começou após denúncia de estudante que chefiava quadrilha de tráfico

16/06/2010 – 21:01

EPTV

Oito policiais, quatro militares e quatro civis, foram presos na tarde desta quarta-feira (16) pela Corregedoria da Polícia Civil de Campinas por suspeita de envolvimento com traficantes. Segundo o delegado Roveraldo Battaglini, as investigações começaram após a denúncia do estudante de Direito David Martins. Ele chefiava uma quadrilha que comercializava drogas para diversos bairros da cidade e foi preso em abril deste ano em uma operação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), na maior apreensão de entorpecentes no Estado de São Paulo em 2010.

De acordo com a Corregedoria, os policiais monitoravam os pontos de venda acobertando a ação dos traficantes. Gravações em vídeo feitas pelo estudante comprovam que os suspeitos recebiam entre R$ 3 mil a R$ 5 mil mensalmente pelo serviço. O esquema acontecia há pelo menos quatro meses.

Um dos policiais militares foi flagrado estocando maconha no 47º Batalhão, onde os demais colegas também atuavam. Os policiais civis, por sua vez, trabalhavam no 4º e no 9ª distritos de Campinas. Encaminhados ao presídio Romão Gomes, em São Paulo, eles serão indiciados por corrupção ativa e associação ao tráfico de drogas.

Entenda o caso

David Martins mantinha um laboratório de refino no Parque Oziel. Outras três pessoas, entre elas uma mulher, trabalhavam com o estudante. O grupo se reunia em uma chácara no bairro Três Marias para armazenar parte do material em um porão. Com a quadrilha, foram encontrados 312 mil flaconetes de cocaína vazios e outros 11,7 mil prontos para a comercialização.

No local, a operação da Dise também apreendeu um arsenal que incluía armas de uso restrito do Exército, além de munição. A prisão aconteceu no dia 30 de abril.

http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?302984

Delegacia fechada na hora do jogo de seleção é invadida 22

Delegacia fechada na hora do jogo de seleção é invadida

Três adolescentes invadiram, por volta das 17 horas de ontem, o 4º Distrito Policial de Itu, no interior paulista, após arrombarem uma das janelas. A delegacia, localizada na Rua Osasco com a Avenida da Paz Universal, no bairro de Cidade Nova, deveria estar aberta, mas, em razão do jogo da seleção brasileira, os policiais resolveram fechá-la para assistir à partida em outro local.

Aproveitando a pouca movimentação nas ruas da cidade, os jovens, menores, estouraram a janela, entraram e separaram armas apreendidas pela polícia, cartuchos de vários calibres e um colete à prova de balas. Eles foram flagrados por PMs da 5ª Companhia do 50º Batalhão do Interior (BPM/I), que foram à delegacia registrar um caso de furto. O material furtado foi recuperado.
 
 
 

Por Ricardo Valota, Agencia Estado, Atualizado: 16/6/2010 5:27

Após licença-prêmio e liminar, delegado Eduardo Tokuiti Tokunaga reassume posto em Pinhal 8

 Delegado reassume suas funções

Após licença-prêmio e liminar, delegado Eduardo Tokuiti Tokunaga reassume posto em Pinhal

LUÍS FERNANDO PEREZ

No dia 1º de abril, o Diário Oficial publicou a informação de que Eduardo Tokunaga, por decisão do delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Domingos Paulo Neto, havia sido removido para a Delegacia de Polícia de Hortolândia por interesse do trabalho policial.

Sem ter a pretensão de mudar de cidade, Eduardo Tokunaga decidiu impetrar ação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, onde obteve liminar suspendendo seu ato de remoção. A licença-prêmio terminou no dia 29 de abril e ele ficou esse período aguardando resultado da liminar. Após o trâmite, voltou a assumir suas funções em Espírito Santo do Pinhal desde a quarta-feira. “É uma satisfação imensurável ter reassumido minhas funções nesta cidade, mas, lamentavelmente, fico impossibilitado de fornecer maiores detalhes sobre o assunto por encontrar-se sub judice. Também manifesto minha alegria de voltar a trabalhar com policiais civis denodados e da competência dos que aqui labutam, ressaltando, como exemplo, os incansáveis, atuantes e probos delegados de polícia drs. Sérgio Ferreira do Carmo e Alvim Spinola de Castro [de Santo Antônio do Jardim, que assumiu interinamente o 1º Distrito Policial de Pinhal]”.

Campanha do Agasalho
A Polícia Civil participa da Campanha do Agasalho 2010 e, segundo Eduardo Tokunaga, não mede esforços para obter o mesmo êxito dos anos anteriores, quando foram arrecadadas centenas de peças de roupas, que foram distribuídas a famílias carentes da cidade. Intitulada ‘Quanto mais gente, mais quente’, a campanha vai até o dia 7 de julho. 

O delegado Eduardo Tokuiti Tokunaga reassumiu na quarta-feira, dia 9, suas funções na Delegacia de Polícia do Município e também como diretor da Circunscrição de Trânsito (Ciretran) após licença-prêmio de 30 dias e liminar que suspendeu sua remoção para Hortolândia.

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O “Flit Solution” averigua os motivos da remoção do Delegado:

  http://esaj.tj.sp.gov.br/cjsg/getArquivo.do?cdAcordao=4394117
 getArquivo.do

Vergonha na Educação
Isso já vem sendo investigado pela corregedoria.
Desde ano passado estão investigando, mas não realizaram nada de concreto até agora. 
Foi descoberto um grande esquema de desvio de dinheiro, suborno e outros crimes envolvendo “autoridades” e a diretoria de uma instituição de ensino superior.
É uma vergonha para a educação e para os alunos.
Tentam encobrir tudo enquanto os alunos pagam por um ensino de má qualidade. “

Funcionário da Record acusa policiais militares por agressão em estacionamento de SP 24

http://noticias.r7.com/videos/funcionario-da-record-acusa-policiais-militares-por-agressao-em-estacionamento-de-sp/idmedia/3717da55c257f9d25ed169539747b2cc.html

Crisler Miranda estava no estacionamento do pai na zona norte da capital paulista, onde também se aluga vagas para donos de barracas. Segundo ele, dois policiais questionaram em tom agressivo se no local era vendido churrasco e, ao verem que Crisler era da imprensa, jogaram o crachá dele longe e começaram a agressão. O pai dele foi empurrado ao tentar separar a briga e recebeu gás de pimenta no rosto. Segundo o operador de câmera da TV Record, os policiais o ameaçaram dizendo que o prenderiam e também que dariam um tiro nele. A Corregedoria da Polícia Militar disse que investiga o caso.

MARINA SILVA: Entre o sonho e a realidade 3

Merval Pereira

Entre o sonho e a realidade 

Ao contrário de Barack Obama nos Estados Unidos, que desafiou o sistema político tradicional por dentro do Partido Democrata e conseguiu vencer a favorita Hillary Clinton, viabilizando uma candidatura com a mobilização do eleitorado, especialmente a juventude, a candidata do Partido Verde à Presidência da República, Marina Silva, teve que sair do governo e do PT para viabilizar sua candidatura.

Com uma estrutura partidária incipiente, pouquíssimo tempo de propaganda na televisão e uma plataforma eleitoral que vende sonhos que alcançam uma parcela limitada de eleitores, enquanto a grande massa está anestesiada por políticas assistencialistas e uma sensação de bem-estar que, embora real, não tem bases estruturais que garantam sua permanência, ela tenta ser uma alternativa viável à polarização entre PT e PSDB.

Quando não se concorda com ela, é difícil criticá-la, tanto pela maneira suave, mas firme, com que defende suas ideias, como pela inequívoca seriedade com que as expõe. Suas teorias são ótimas, mas nada indica que sejam viáveis.

A ex-senadora Marina Silva se propõe a fazer política com transparência, pensando mais em um projeto de futuro para o país do que em manter o poder político à custa da estagnação dos avanços institucionais, que é o que detecta no nosso momento político.

Ela admite que as reformas necessárias para um avanço estrutural – da Previdência, tributária, trabalhista, política – são de difícil consecução, e se dispõe a viabilizar uma Constituinte para tratar desses temas espinhosos.

Com essa decisão, se exime, pelo menos neste momento da campanha, de explicitar quais são seus pontos de vista sobre cada um desses assuntos.

Mas convocar uma Constituinte, sem dar a ela parâmetros, pode resultar em uma falsa solução, com todos os movimentos sociais e lobbies interferindo no resultado final, sem que se chegue a um consenso.

Aliás, sempre que o assunto é polêmico, Marina Silva encontra no plebiscito uma saída.

Sobre o aborto, reafirmou que é contrária, mas defendeu um plebiscito sobre o tema, assim como sobre a descriminação do uso de drogas.

Mas voltou a reafirmar que é contrária ao casamento de homossexuais, apesar de reconhecer o direito deles de ter “uma união civil de bens”.

Mesmo quando lida com dificuldades de sua biografia recente, como a demora para deixar o PT diante de escândalos como os do mensalão em 2005, Marina encontra uma maneira de se explicar sem os subterfúgios tradicionais dos políticos profissionais.

As questões éticas a abalaram, mas é sincera ao admitir que não foram preponderantes na sua decisão de sair do partido, pois acredita que elas existam em todos os partidos.

Poderia permanecer no PT lutando por dentro para tentar corrigir essas falhas. “Inclusive no meu partido, o Partido Verde (PV), eu tenho que lutar dentro dele para combater os problemas éticos, porque nenhum partido é perfeito. Eu mesma não sou perfeita”, comentou a certa altura do programa “Roda Viva” de segunda-feira.

O que a convenceu a deixar o PT, depois de 30 anos de militância, foi a convicção de que não conseguira que a questão do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável fosse central para o partido e o governo.

Mas admitiu que o rompimento demorou, e comparou o processo ao fim de um casamento longevo, sem esconder a dificuldade que teve.

Sobre política de energia, aliás, ela vê falta de planejamento tanto no atual governo quanto no anterior, de Fernando Henrique, embora admita que houve avanço na área energética, após a criação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Tivemos ameaça de apagão no governo do presidente Fernando Henrique. No governo do presidente Lula, a gente sofre o tempo todo essa ameaça de apagão. Isso tem um nome: falta de planejamento”, afirmou, numa crítica que atinge diretamente sua adversária Dilma Rousseff.

Ela também foi claramente contra a utilização da energia nuclear: “É uma fonte insegura e cara”.

Uma de suas utopias é governar com uma maioria no Congresso que una o PT e o PSDB e setores de outros partidos, até mesmo o PMDB, para tentar fugir do fisiologismo que tornou seus antecessores reféns de uma política “pragmática” e não “programática”, como deveria ser.

Ela quer preparar o país do futuro, mantendo os avanços alcançados nos governos Fernando Henrique e Lula. Ela quer discutir uma visão que antecipe os desafios do futuro, e é muito objetiva nesse aspecto: se o país não se preparar com pesquisas tecnológicas e a melhora da qualidade do ensino, não conseguirá assumir o papel que pode vir a ter num mundo multipolar em transformação.

Mas não consegue convencer da viabilidade de seu projeto, nem parece ter a força necessária para promover uma mobilização social que amplie seu eleitorado para além dos 10%, 12% com que aparece nas pesquisas.

Está literalmente emparedada por um sistema político que privilegia o assistencialismo e o fisiologismo, sem conseguir angariar apoios políticos que lhe permitam ampliar sua audiência.

A tentativa de sua equipe está em repercutir suas ideias através dos novos meios tecnológicos da internet: blogs, Twitter e sites de relacionamento social, como o Orkut e o Facebook.

Tudo na esperança de transformar os sonhos de Marina em uma onda junto aos jovens eleitores que possa ser amplificada para outros setores da sociedade.

GRANDE ARMAÇÃO POLÍTICA PARA PREJUDICAR ALOYZIO NUNES: ENGENHEIRO DO RODOANEL PRESO ILEGALMENTE POR RECEPTAÇÃO DE JÓIA 13

São Paulo, terça-feira, 15 de junho de 2010
 
 
Ex-diretor da Dersa é preso ao negociar joia na Gucci

Bracelete de R$ 20 mil que ele tentou avaliar havia sido furtado da própria lojaANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

Paulo Vieira de Souza, 61, ex-diretor de engenharia da Dersa (empresa de transportes do Estado de São Paulo), foi preso em flagrante no sábado, na loja de artigos de luxo Gucci, do shopping Iguatemi (zona oeste de São Paulo). Ontem à noite, a Justiça mandou libertá-lo.
Ele é acusado de receptação de material ilícito -no caso, um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil, que havia sido furtado da própria Gucci.
Souza e o joalheiro Musab Asmi Fatayer, 28, foram à loja para pedir que os funcionários avaliassem o bracelete. Pretendiam negociar a joia entre si.
Assim que Souza e Fatayer chegaram, por volta das 15h30 do sábado, foram atendidos pelo gerente da loja, Igor Augusto Pereira, 30, e pediram para que o bracelete fosse avaliado.

DELEGACIA
Desconfiado da origem da joia, Pereira pediu para que Souza e Fatayer esperassem um momento. Foi então consultar o livro de registros dos bens da loja.
Ao cruzar as informações sobre o bracelete negociado por Souza e Fatayer, o gerente da Gucci descobriu que aquela mesma joia havia sido furtada da loja no dia 7 de maio passado.
Foi aí que a Polícia Militar foi chamada até o shopping Iguatemi.
Diante do que o gerente da Gucci contou aos policiais militares, Souza e Fatayer foram levados para o 15º Distrito Policial (Itaim Bibi).
Em seu depoimento à Polícia Civil, o gerente da Gucci informou que foi Souza quem entregou o bracelete para que ele o avaliasse.

NEGOCIAÇÃO
O ex-diretor da Dersa, que foi exonerado do cargo no dia 10 de abril, disse à polícia que havia recebido a joia de Fatayer. Afirmou ainda que estava disposto a pagar R$ 20 mil por ela.
Interrogado, Fatayer afirmou ter comprado o bracelete por R$ 18 mil de “um desconhecido” que foi ao seu escritório, em Jundiaí (58 km de São Paulo).

RECEPTAÇÃO DOLOSA
Ao fim das conversas, a delegada-chefe do 15º DP, Nilze Baptista Scapulatiello, decidiu que tanto Souza como Fatayer deveriam ser presos por receptação dolosa, crime cuja pena prevista vai de um a quatro anos de prisão -caso haja condenação.
A delegada confirmou na noite de ontem à Folha a prisão do ex-diretor da Dersa e de Fatayer, mas disse que não podia falar nada sobre o caso “por questões de sigilo”.
A polícia apreendeu R$ 11.242 em dinheiro com Souza e R$ 1.614, com Fatayer.
Na Dersa, Souza foi responsável por grandes obras viárias, como o trecho sul do Rodoanel. No ano passado, recebeu o título de eminente engenheiro do Instituto de Engenharia.

Engenheiro Paulo Vieira de Souza, responsável pelo Rodoanel, foi preso no shopping Iguatemi no sábado

 

arte Folha de S.Paulo/arte Folha de S.Paulo  
 

 

Com efeito, alguém consciente da procedência ilícita de uma jóia Gucci jamais levaria o exemplar para avaliação na  própria joalheria produtora.

O DELEGADO ALBERTO ANGERAMI SERÁ APOSENTADO “NO FINAL DE AGOSTO…APÓS 49 ANOS DE SERVIÇO NA POLÍCIA CIVIL” 19

Sociedade de Heráldica homenageia Alberto Angerami

Na noite de 4 de junho, o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Alberto Angerami, recebeu homenagem da Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística. A solenidade aconteceu no Círculo Militar de São Paulo, no bairro do Ibirapuera.

Com o objetivo de oferecer orientação heráldica às organizações militares e civis quando na elaboração de seus brasões, bandeiras, símbolos e escudos, assim como reconstruções de armas e escudos brasileiros, a referida Sociedade também oferece homenagens de cunho cultural, educacional, ecológico, cívico e filantrópico.

O delegado Alberto Angerami recebeu como homenagem a “Ordem do Mérito Cívico e Cultural”, oficializada pelo Governo Federal. Ele, que ingressou na carreira policial como investigador no ano de 1961, está preste a encerrar a carreira na instituição que tanto valoriza. “Essa homenagem eu recebo com muita emoção e carinho, e ela está acontecendo porque no final de agosto eu me aposento após 49 anos de serviço na Polícia Civil”, disse emocionado o congratulado.

Angerami falou em seu discurso do conhecimento que possui sobre a instituição e o seu contexto social. Segundo sua definição, policiais são, acima de tudo, “experts em investigação criminal”. Isso porque são eles que apuram as infrações penais, conforme determina a Constituição Federal. “Além de apurar as infrações penais, atendemos pessoas, principalmente as mais necessitadas, carentes, desprovidas de quaisquer recursos materiais”, acrescentou Angerami ao lembrar do trabalho social e ininterrupto do policial.

Outro homenageado da noite, o delegado David dos Santos Araújo, parabenizou àquele a quem se refere não só como amigo, mas como irmão. “Nossa instituição deve a você respeito, porque você não só a promoveu e a dignificou, mas nos ensinou o caminho da consciência e da honradez”. David Araújo é delegado aposentado e grande benemérito da Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística.

O delegado geral Domingos Paulo Neto, assim como membros do Conselho da Polícia Civil, convidados e amigos estiveram presentes na solenidade para prestigiar Alberto Angerami, que recebeu a honraria de Dom Galdino Cocchiaro, presidente daquela Sociedade e grão-mestre do Sodalício Heráldico.

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Completará 70 anos; assim será aposentado compulsoriamente.

Uma forma de aposentadoria decorrente de invalidez presumida pelo implemento de idade.

MINISTRO DA JUSTIÇA E O PÉ NA BUNDA: “Estando fora do cargo que atualmente ocupa, Tuma Jr. poderá melhor promover sua defesa”…NA POLÍCIA CIVIL A EXPLICAÇÃO PARA DEFENESTRAMENTO É A SEGUINTE: ” TE PRESERVAR “ 16

Romeu Tuma Júnior, secretário nacional de Justiça, é exonerado do cargo após denúncias de ligação com máfia chinesa

14/06 às 15h20 Jailton de Carvalho* e Roberto Maltchik

BRASÍLIA e UBERLÂNDIA – Romeu Tuma Júnior foi exonerado nesta segunda-feira do cargo de secretário nacional de Justiça, mais de um mês após a publicação das primeiras denúncias de envolvimento com a máfia chinesa. Em reunião no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Siva e o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, chegaram à conclusão que não existia mais clima para o retorno do secretário, que estava de férias, ao governo. Ao GLOBO, Tuma Júnior disse que foi “vitima de uma injustiça”.

– Eles queriam que eu pedisse demissão. Mas como eu vou pedir demissão se eu não fiz nada de errado? – questionou.

Em nota , o ministro da Justiça afirmou que a medida foi tomada para que Tuma Júnior possa preparar melhor sua defesa. O pedido de exoneração já foi encaminhado à Casa Civil.

“Estando fora do cargo que atualmente ocupa, Tuma Jr. poderá melhor promover sua defesa”, afirmou Paulo Barreto, destacando “os relevantes trabalhos prestados” pelo ex-secretário no Ministério da Justiça.

Tuma Júnior é acusado de envolvimento com o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, preso por contrabando e outros crimes em São Paulo. Pela versão oficial, entrou de férias por 30 dias para se defender das acusações.

O ex-secretário é alvo de três frentes de investigação. Além do inquérito aberto pela polícia federal (pf) , também é investigado pela comissão de ética pública da presidência e por uma sindicância da Controladoria-Geral da União (CGU), que apura se ele cometeu falta ética no exercício da função.

Os problemas de Tuma começaram com a divulgação de trechos de diálogos entre ele e Paulo Li interceptadas pela polícia durante a Operação Wei Jin. Nos diálogos, os dois falam sobre preços de telefone celular, videogame e até sobre uma mala. Em outro inquérito aberto para apurar tráfico humano, a PF descobriu indícios de fraudes em processos de naturalização de chineses.

A investigação mostrou ainda que eram frequentes os contatos entre Tuma Júnior e Paulo Li. A proximidade entre os dois foi realçada após a revelação de que li acompanhou o secretário à china , em fevereiro de 2009.

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TUMINHA –  ALÉM DE ATROPELAR A FILA  – DEU MUITO PÉ NA BUNDA DE COLEGAS…

AGRILHOAMENTO ELETRÔNICO: SOLUÇÃO TIPICAMENTE INSPIRADA NA ESCRAVOCRACIA BRASILEIRA 11

14/06/2010 – 07h00
Prestes a virar lei, monitoramento eletrônico de presos pode mandar 80 mil para casa
Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Alagoas

Estados já debatem uso da tornozeleira eletrônica; juiz que iniciou monitoramento no Brasil defende que “sistema prisional deve ser para presos perigosos

O Brasil está prestes a adotar o monitoramento eletrônico de pessoas condenadas por crimes de pequeno potencial como alternativa para reduzir a superlotação dos presídios. Caso seja implementado no país, 80 mil presos de baixa periculosidade poderão deixar as superlotadas celas e passar a ser vigiados eletronicamente em casa.

Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o sistema carcerário brasileiro fechou 2009 com 473.626 presos e um déficit de aproximadamente 140 mil vagas. Destes, 80 mil têm direito ao semiaberto. O modelo, já adotado com sucesso em outros países e testado em diversos Estados, está previsto por duas novas regulamentações federais.

A primeira regulamentação que versa sobre o assunto foi aprovada pelo Senado no último dia 19. Trata-se de um projeto que altera a Lei de Execução Penal e acrescenta o uso de instrumentos para monitorar presos do sistema semiaberto. Para entrar em vigor, falta apenas a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A regulamentação dos parâmetros para adoção do monitoramento em substituição à prisão ainda deverá ser feita pelo Ministério da Justiça. Paralelamente, a proposta do novo Código Penal, que chegou à última fase de debate na semana passado no Senado, também prevê a adoção do modelo.

Outro ponto citado como vantajoso do sistema é o preço. Segundo a Câmara dos Deputados, cada preso brasileiro custa em torno de R$ 1.600 por mês. Já com uma tornozeleira ou pulseira eletrônica, esse valor cai para cerca de R$ 400.

O Depen (Departamento Penitenciário Nacional) informou ao UOL Notícias que não possui dados sobre quantos Estados e quais os resultados dos testes já feitos no país, pois as unidades da federação são autônomas para suas avaliações. Mas adiantou que aprova o monitoramento eletrônico.

O diretor-geral do Depen, Airton Aloísio Michels, acredita que o monitoramento trará benefícios à sociedade. “A ideia é possibilitar que presos condenados e provisórios com menor potencial ofensivo deixem de ingressar no sistema penitenciário tradicional, racionalizando o sistema penal brasileiro. Mas essa utilização pelo poder público e a definição do beneficiado dependerão de regulamentação legal”, disse.

Segundo ele, há possibilidade da utilização de tornozeleiras como forma alternativa à prisão nos casos de crimes de menor potencial ofensivo. “Iniciamos em 2009 a participação em eventos sobre o assunto para colher dados comparados de outros países, com o objetivo de verificar a forma que melhor atende ao Brasil”, disse.

Estados já testaram

Mesmo sem regulamentação federal, muitos Estados já realizaram testes com tornozeleiras e adiantaram a discussão nas assembleias legislativas. Rio Grande do Sul e São Paulo aprovaram o monitoramento eletrônico de presos em 2008, enquanto o Legislativo do Rio de Janeiro deu o aval no ano passado.

Mato Grosso do Sul e Paraíba – que foi o primeiro Estado a realizar testes – estão com debates nos legislativos em andamento. Alagoas e Distrito Federal também já realizaram seus testes, que sempre são feitos com presos que concordam em participar da experiência.

Alguns Estados estão em fase ainda mais avançada para adoção do sistema. Em Pernambuco, que iniciou os testes em 2008, o governo já lançou edital há dois anos para adquirir até 5.000 tornozeleiras. A licitação prevê a realização de mais de 100 testes. Três empresas já passaram pelas avaliações, mas o processo ainda não foi finalizado. “Não podemos correr o risco de errar”, alegou o secretário-executivo de Ressocialização, Humberto Viana.

OAB questiona

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, argumentou, logo após aprovação de projeto no Senado, que é preciso aprofundar as discussões sobre o assunto. “Se não tivermos o devido cuidado, a tornozeleira pode vir a funcionar de forma inversa, marginalizando ainda mais o apenado ou provocando rejeição social”, afirmou.

Outro questionamento levantado pelo presidente da OAB é se o Brasil está preparado para adotar o monitoramento. “De que adiantará o apenado ficar em casa se sua família não tiver meios financeiros que garantam sua sobrevivência? O Estado apenas transferirá a responsabilidade que é sua para a sociedade”, avalia