Policiais civis de SP são presos sob a suspeita de proteger carregamento de maconha 43

Dupla usou viatura oficial da instituição; PMs encontraram a droga em fundo falso de caminhão

São Paulo

Dois policiais civis de São Paulo foram presos, na madrugada desta quinta-feira (7), sob a suspeita de escoltar um carregamento de maconha estimado em cerca de uma tonelada.

A prisão ocorreu entre as cidades de Castilho e Andradina, próximas à divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul.

PMs contam tabletes de maconha escondidos em fundo falso de caminhão escoltado por policiais civis
PMs contam tabletes de maconha escondidos em fundo falso de caminhão escoltado por policiais civis – Paparazzi News

Uma equipe da Polícia Militar localizou a viatura da Polícia Civil parada próxima de um caminhão amarelo no acostamento da rodovia Marechal Rondon (SP-300).

Questionados pelos PMs, os policiais civis disseram que trabalhavam na capital paulista, mas estavam na região colhendo provas para uma suposta investigação.

Ao ser consultada, a Delegacia Secional de Andradina informou desconhecer a operação oficial descrita pela dupla.

Os policiais militares, então, revistaram o caminhão suspeito e encontraram a droga dividida em tabletes, além de uma espingarda calibre 12 escondida num fundo falso da carroceria do veículo.

Os dois policiais civis e mais dos suspeitos foram detidos no local e levados à delegacia de Andradina, juntamente com o caminhão e o entorpecente apreendidos. 

Em nota, a secretaria de Segurança Pública da gestão Doria (PSDB) informou que os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Em paralelo, a Corregedoria da Polícia Civil vai investigar a conduta dos policiais envolvidos no crime.

BO ANDRADINA – escrivão-chefe contra escrivão-chefe 22

Histórico:
Registro o presente para denunciar a maneira desonrosa e humilhante como fui
tratado pelo Sr. Cruz, Escrivão Chefe da Delegacia Seccional de Polícia. Me tratou
como vem tratando a todos os Escrivães em dias de prestações de contas e correições
com sevíciais morais. Para entender a sua fala ressalto o e-mail que recebi, o qual
desejo que seja juntado aos autos e que é público tendo sido lido por várias
pessoas e o qual considerei difamatório. Além do mais assumi a chefia deste 2o
Distrito Policial a contragosto do mesmo que sempre me teve como pessoa incapaz,
alienada e louca, me difamando entre os funcionários “na boca pequena”. E bem sabe
que faz isso porque sei de suas mazelas, como as seis armas de fogo que registrou
este mês no livro de armas apreendidas, fato mentiroso, pois são remanescentes de
anos atrás na época de sua gestão incompetente. O que pode ser verificado no livro
e que lancei no quadro estatístico deste mês, o que provocousua ira. Recebi gritos em ligação telefônica e ordens ilegais, tendo esclarecido
que sou novo no cartório e que responderia quando possível. Ele gritou e respondi à
altura e ainda utilizei a frase que ele mais gosta: “se você é homem eu também
sou”, que já ouvi várias vezes. Não suportando mais as humilhações registro o
presente peço encaminhamento à Corregedoria, à Promotoria, aos setores trabalhistas
e a todos que possam impedir sua continuação como chefe de uma Delegacia Seccional
fatos estes que certamente não são do conhecimento do Delegado Seccional que
considero pessoa extremamente fina e educada, e o qual já me auxiliou diversas
vezes em minhas dificultadas com diplomacia e o carinho de um pai, bem diferente do
Sr. Cruz. Desejo a apuração dos fatos e forneço como testemunha todos os Escrivães
chefes das Unidades atuais e anteriores (como o Sr. Clóvis e Escrivã Suzi, Márcio
Occhiuci Guimarães) os quais poderão comprovar que não somente eu fui humilhado
pelo mesmo.
DOS FATOS: assédio, destrato moral, humilhação, etc.
Toda e qualquer percepção sobre as condições de trabalho, resulta numa avaliação
psicológica da condição humana no trabalho. Trata-se, então, de uma relação
psicológica dada pela experiência subjetiva, de dimensão individual, ainda que
compartilhada nas relações de trabalho. Para Cruz (2002), a qualidade da relação
entre as exigências do processo de trabalho e a capacidade humana em responder ou
desempenhar essas exigências está diretamente associada aos impactos percebidos na
situação de trabalho.
Esclareço que a violência psicológica constitui toda forma de rejeição,
depreciação, discriminação, desrespeito, cobranças exageradas, punições
humilhantes.
Um assédio resulta em danos ao trabalhador, com repercussões morais sobre o grupo
de trabalho e no processo produtivo, e dependendo de sua gravidade, implica em
prejuízos irreversíveis, irrecuperáveis ou em traumatismos. A prerrogativa legal é
justamente legitimar a ocorrência de dano psicológico e possibilitar, como isso,
que seja solicitada a sua reparação.
É possível identificar que o dano psicológico está diretamente associado ao dano
moral, em que os argumentos expostos demonstram que o objetivo da aplicação do
estabelecimento de um valor referente ao dano é de reparação com caráter punitivo
e, também, compensatório. Os critérios de fixação dos danos morais são considerados
subjetivos, ficando ao arbítrio do juiz sua quantificação e fixação.
Sendo assim, quanto mais caracterizado ficar o prejuízo psicológico em decorrência
do evento, mais será possível ao juiz estabelecer um valor indenizatório com base
nos conhecimentos sobre o dano psicológico.
Nos casos relacionados ao trabalho, os prejuízos podem resultar tanto em danos
materiais (gastos) como em danos pessoais A diferença entre danos a coisas
materiais e a pessoas é que os primeiros podem, embora raramente, traduzir-se em
sofrimento psicológico (ex: o valor de anotações feitas em finais de semana nas
suas folgas para não ter valor algum), já os danos pessoais com freqüência podem
traduzir-se tanto em prejuízos patrimoniais (pela redução da capacidade de
trabalho, entre outros) como os valores extrapatrimoniais (sofrimento físico,psicológico e outras perturbações).
Há que se levar em consideração, ainda, na avaliação do dano moral a posição social
e cultural tanto do lesador quanto do lesado. Do ponto de vista psicológico, é
necessário avaliar o grau de dependência entre as vítimas, a repercussão no grupo
de suporte social, especialmente no ambito policial. Na Psicologia, essa relação
está associada aos ciclos de vida, à percepção das dimensões da vida e do trabalho,
à natureza dos constrangimentos e das estratégias de controle de situações que
envolvam riscos e sofrimento
É possível evidenciar, com base no conhecimento científico disponível, a relação
estabelecida entre o grau de dependência econômica dos envolvidos e a possível
indenização a ser aferida. Na prática, essa relação é difícil de ser demonstrada
quando é necessário estabelecer valor quantitativo para o dano sofrido, haja vista,
que não há valores de referência para o quanto vale uma vida, a incapacidade para o
trabalho ou a perda de parte da motivação ou dano psicológico.
Há um entendimento legal de que deixar de se indenizar um dano moral é deixar sem
sanção um direito, ou uma série deles. A indenização por menor e mais insuficiente
que seja, é a única sanção para os casos em que se perdem ou se têm lesado a honra,
liberdade, a amizade, a afeição, e outros bens morais mais valiosos do que os
próprios bens econômicos, ou seja, que esteja relacionado ao direito de
personalidade.
Um exemplo relacionado ao assédio nas condições de trabalho é o trauma sofrido pela
humilhação. Muitas vezes o seguro destinado à proteção das vítimas garantindo uma
indenização justa conforme o grau da seqüela, resulta em revolta e exacerba o
sentimento de menos valia, pois não corresponde à perda real tanto nos seus
aspectos físicos quanto psicológicos.
O próprio suporte psicológico pode ficar comprometido, pois o trabalhador
reconhece-se a si mesmo com capacidade que lhe possibilita desempenhar quaisquer
atividades; porém, por força de um assédio ocasionado pela falta de previsibilidade
das condições potenciais, onde ocorreu um erro, o que pode ser considerado
negligência, tornando o trabalhador incapaz de utilizar de suas capacidade.
Qual o valor para essa indenização? Certamente, a resposta que não pode ser
considerada como válida é aquela encontrada entre os doutrinários do Direito – como
não é possível medir o valor da perda subjetiva (não material), não se pode
indenizá-la – mas, sim, compreender que a reparação deve ser entendida como uma das
formas de qualificar o sofrimento vivido e de reconhecê-lo, ou seja, uma
possibilidade efetiva de se fazer justiça.
Art. 3o. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:
a) à liberdade de locomoção
b) à inviolabilidade do domicílio

c) ao sigilo da correspondência
d) à liberdade de consciência e de crença
e) ao livre exercício do culto religioso
f) à liberdade de associação
g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto
h) ao direito de reunião
i) à incolumidade física do indivíduo
j) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. (Incluído
pela Lei no 6.657,de 05/06/79)
As alegações acima foram externas pelo servidor.
Solução: APRECIAÇÃO DO DELEGADO TITULAR

Confere(m), assina(m) e recebe(m) uma via

Policiais civis da Baixada Santista apoiam greve e paralisação 8

Policiais civis da Baixada Santista apoiam greve e paralisação

Categoria reivindica 5% do reajuste salarial anunciado pelo governador João Doria

Da Redação – A TRIBUNA DE SANTOS

Categoria aprovou proposta levantada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região

A decisão é uma resposta aos 5% de reajuste salarial anunciados pelo governador João Doria (PSDB), no último dia 30. “Isso não chega nem perto de cobrir as necessidades da categoria. Nossa defasagem salarial é de 81%. Há anos reivindicamos melhores condições de trabalho, reposição do efetivo e jornadas justas”.

Por exercerem uma função essencial à sociedade, os policiais civis devem comunicar a decisão ao Governo Estadual. Depois, aguardar um prazo antes de paralisarem as atividades por tempo indeterminado.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública diz que entende que a manifestação é um direito da categoria, assim como é direito constitucional de todos os cidadãos o acesso irrestrito aos serviços essenciais, como os de polícia judiciária. Na última sexta-feira (1), o governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que prevê o primeiro reajuste salarial desta administração a todos os policiais do Estado, além de um conjunto de medidas de valorização à categoria que terá um impacto de R$ 1,5 bilhão no orçamento estadual.

Polícia prende ‘falsa babá’ que cuidava dos filhos do chef Erick Jacquin 35

Mulher, que já possuía passagens por furto, se apresentou com nome falso para o jurado do MasterChef. Ela foi presa na madrugada de sábado (2)

Jacquin e sua esposa participavam de um jantar na Capital na noite de sexta-feira (1º). Ele recebeu um alerta a respeito da suposta babá falsa por meio de uma mensagem de WhatsApp. Do local onde estava, o chef francês pediu ajuda a um delegado de polícia para poder investigar a verdadeira identidade da babá.

Na pesquisa, foi verificado que a mulher era Andrea Lopes da Silva, de 38 anos. Para Jacquin, ela se apresentou utilizando o nome da irmã. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, ela foi presa na madrugada de sábado (2).

Nesta segunda-feira (4), Jacquin publicou uma foto ao lado de delegados da Polícia Civil de São Paulo por terem resolvido o caso. O chef francês afirmou, ainda, que sua família e seus filhos estão bem.

https://www.atribuna.com.br/noticias/atualidades/pol%C3%ADcia-prende-falsa-bab%C3%A1-que-cuidava-dos-filhos-do-chef-erick-jacquin-1.74386

Elio Gaspari diz que a plateia que aplaudiu Tropa de Elite em 2007, em 2018 elegeu os populistas da lei da bala 16

Quando foi que isso tudo começou?

Plateia que aplaudiu ‘Tropa de Elite’ em 2007 mandou um sinal e ele materializou-se na eleição de 2018

Elio Gaspari

Em 2007, o filme “Tropa de Elite” mostrava uma cena na qual o capitão Nascimento, do Bope da PM do Rio, queria saber onde estava o traficante “Baiano”, espancava um jovem e mandava que o torturassem asfixiando-o com um saco de plástico. Esse momento foi aplaudido em muitas salas do país.

Passaram-se 12 anos, Jair Bolsonaro está no Planalto e Wilson Witzel (Harvard Fake ‘15) governa o Rio de Janeiro. Durante a campanha do ano passado o capitão-candidato foi a um quartel do Bope, discursou e repetiu o grito de guerra de “Caveira!”. Eleito governador, Witzel anunciou sua plataforma para bandidos que empunhassem fuzis: “A polícia vai mirar na cabecinha e… fogo!”.

As plateias de “Tropa de Elite” haviam mandado um sinal e ele materializou-se na eleição. Tudo começou ali. O cidadão que aplaudiu a cena da tortura acreditava que aquele deveria ser o jogo jogado, reservando-se o direito de achar que só se deve torturar quem se mete com traficante ou que só se deve acertar a cabecinha do sujeito que vai para a rua com um fuzil.

Wagner Moura como capitão Nascimento em cena do filme 'Tropa de Elite' (2007)
Wagner Moura como capitão Nascimento em cena do filme ‘Tropa de Elite’ (2007) – Divulgação

Passou-se um ano, não se sabe como o ex-PM Fabrício Queiroz “fazia dinheiro”, e a polícia do Rio acerta não só cabecinhas de bandidos, como também crianças.

O cidadão do aplauso é capaz de fingir que não sabia que esse seria uma das consequências da sua manifestação de felicidade. Por trás da cena do capitão Nascimento havia muito mais.

O repórter Rafael Soares mostrou um aspecto desse desfecho. No dia 13 de novembro de 2014 um PM que servia no Bope tentou convencer o traficante “Lacosta” a executar um major que atrapalhava os negócios do setor: “Manda ver onde mora e quando ele for sair da casa, forja um assalto e rasga ele”.
Depois entrou em detalhes: “Glock com silenciador e carregador goiabada de 100 tiros pow vai brincar com ele. Esse cara tá com marra de brabo”.

Dois meses antes dessa conversa, a PM do Rio havia prendido 23 policiais acusados de extorsão. Entre eles estava o terceiro homem na hierarquia da corporação, sob cujas ordens ficavam os comandantes dos Bopes.

O dilema da segurança nas grandes cidades brasileiras nunca esteve num confronto simples, como a da retórica de Bolsonaro e Witzel, com o capitão Nascimento de um lado e o traficante “Baiano” do outro.

Nas camadas do meio estão policiais, milicianos e todas as combinações possíveis com a bandidagem. Aquilo que começou com o aplauso à cena de “Tropa de Elite” seguiu seu curso e transformou-se numa necropolítica.

Ela finge que combate o crime, mas contém o ingrediente que inibe esse propósito: o PM que queria “rasgar” o major, negociava com o traficante “Lacosta”, a quem chamou de “meu rei”, porque há quem precise de bandido vivo e solto. “Lacosta” vai bem, obrigado. A facção à qual ele se associou foi pioneira na criação de holdings com milícias.

Não há nada de novo nessa constatação. O ex-sargento da PM Ronnie Lessa, acusado de ter participado do assassinato da vereadora Marielle Franco, teve uma carreira complementar à sua atividade no Bope.

Foi guarda-costas de contraventor, teria ligações com a Escritório do Crime e na casa de um de seus amigos guardava 117 fuzis desmontados. Tinha amigos na milícia de Rio das Pedras e uma boa vida, a ponto de ter comprado uma boa casa no condomínio da Barra da Tijuca onde vivia o deputado Jair Bolsonaro.

Elio Gaspari

Jornalista, autor de cinco volumes sobre a história do regime militar, entre eles “A Ditadura Encurralada”.

Secional Centro – Dr. Roberto Monteiro – pessoalmente dá cana em falsa doméstica e receptador de Rolex 11

Hoje de madrugada conduzi presa em flagrante para o 78º DP a falsa Babá Andréa Lopes da Silva, que havia obtido emprego na residência do Chef e apresentador de televisão Erick Jacquin. Estávamos com as esposas na casa de um amigo comum, quando a mulher do Jacquin recebeu um alerta pelo WhatsApp noticiando a ação criminosa da falsa doméstica. Usando as técnicas de investigação,
consegui desvendar a verdadeira identidade dessa pessoa, que se apresentava como Ângela Maria Lopes Santos. Assim como descobrir que a mesma Babá já havia furtado, pelo menos, um relógio da vítima.
Já na Distrital, com a ajuda da equipe do Delegado de Polícia Luís Guilherme, logramos identificar o receptador Sérgio Whashington Talarico. Em diligência realizada nesta tarde, o mesmo receptador foi preso quando pegava a caixa do relógio furtado, franqueando logo depois a entrada dos policiais civis na sua casa e loja (no centro de SP), onde foram aprendidos o relógio do Jacquin e mais outros relógios, entre eles 10 da marca Rolex. A furtadora e o receptador estão presos. Parabéns a todos pela dedicação, competência e redobrado empenho. Fica a lição: todo cuidado é pouco na hora de contratar funcionários para o trabalho doméstico.
Aqui no Estado de São Paulo, lugar de bandido é na cadeia!A imagem pode conter: 2 pessoas

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SECCIONAL DE AMERICANA – Promotoria e Corregedoria prendem cinco policiais que davam segurança a jogos de azar 8

Promotoria e Corregedoria prendem cinco policiais que davam segurança a jogos de azar

Operação Belaggio, nas cidades de Americana e Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, apreendeu R$ 200 mil

Pedro Prata

04 de novembro de 2019 | 16h56

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia foram às ruas de Americana e Santa Bárbara D’Oeste, no interior de São Paulo, nesta segunda, 4, para investigar e prender policiais civis e militares que estariam trabalhando como seguranças de casas de jogos de azar.

Foram apreendidos cerca de R$ 200 mil. Foto: Pixabay/@stokpic/Reprodução

Cerca de 170 policiais militares, 10 promotores de Justiça, 2 delegados da Corregedoria da Polícia Civil e quatro policiais civis cumprem 20 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão no âmbito da Operação Bellagio.

Entre os presos estão três policiais militares e dois policiais civis. Houve apreensão total de R$ 200 mil.

As informações são da Assessoria de Comunicação do Ministério Público de São Paulo.

As investigações mostram que os agentes utilizavam de sua função pública para atuar na segurança dos locais de exploração do jogo de azar.

Com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, foram identificados agentes que também estariam integrados na organização criminosa e que praticavam atos de corrupção.

COM A PALAVRA, A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

“A Corregedoria da Polícia Militar realizou, nesta segunda-feira (04), uma operação em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo. Participaram da ação cerca de 170 PMs e seis policiais civis, além de promotores de justiça para o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão. Entre os presos estão três policiais militares e dois policiais civis.

O caso trata de investigação iniciada pela Corregedoria da Polícia Militar para apurar o envolvimento de policiais militares em atividades ilícitas relacionadas a jogos de azar.”

COM A PALAVRA, A POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO

A reportagem aguarda o posicionamento da Polícia Civil de São Paulo. O espaço está aberto para manifestação

Impeachment, já! – Bolsonaro atenta contra instituições do Estado , afirmam associações de delegados 10

Bolsonaro tenta intimidar apuração do caso Marielle, dizem associações de delegados

Em nota, entidades dizem que cargo não dá ao presidente direito de cometer ‘atentados à honra’

Nicola Pamplona
Rio de Janeiro

Associações que representam delegados de polícia no Brasil divulgaram neste domingo (3) nota conjunta de repúdio a declarações do presidente Jair Bolsonaro sugerindo direcionamento nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista dela, Anderson Gomes.

Eles acusam Bolsonaro de tentar intimidar a Polícia Civil do Rio, “com o intuito de inibir a imparcial apuração da verdade”, ao insinuar em vídeo e entrevistas a adulteração de provas e referir-se ao delegado que comanda o inquérito como “amiguinho” do governador Wilson Witzel (PSC-RJ).

O presidente Jair Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada – Pedro Ladeira – 2.nov.2019/Folhapress

A nota é assinada por Adepol (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil), Fendepol (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil), e por entidades que representam a categoria no Rio, Amazonas e Pará.

“Valendo-se do cargo de presidente da República e de instituições da União, [Bolsonaro] claramente ataca e tenta intimidar o delegado de polícia do Rio de Janeiro, com o intuito de inibir a imparcial apuração da verdade”, diz o texto, sem citar o nome de Daniel Rosa, delegado responsável pelas apurações.

“O cargo de chefe do Poder Executivo federal não lhe permite cometer atentados à honra de pessoas que, no exercício de seu múnus [dever] público, desempenham suas funções no interesse da sociedade e não que qualquer governo”, completam as associações.

As declarações de Bolsonaro foram dadas após reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, que revelou a existência de depoimento de um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, citando o presidente durante as investigações sobre a morte de Marielle.

Na mesma noite, o presidente gravou da Arábia Saudita um vídeo atacando a rede de televisão e insinuando direcionamento nas investigações. No dia seguinte, o Ministério do Público do Rio disse que o depoimento não condiz com os fatos investigados.

No vídeo, Bolsonaro atribuiu o vazamento das informações a Witzel, que contou com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em sua eleição ao governo do estado, mas hoje é adversário político da família.

No fim da semana, o governador virou alvo de ataques nas redes sociais, com a distribuição de um vídeo que repete o discurso de Bolsonaro ligando Witzel à TV Globo.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.

No sábado (2), sem apontar evidências, Bolsonaro voltou a acusar Witzel de ter manipulado o processo que apura o assassinato de Marielle para tentar incriminá-lo.

Bolsonaro repetiu que Witzel “está com sonho e obsessão de ser presidente”. Ele acusou o delegado da Polícia Civil que apura o caso de ser “amiguinho” do governo do Rio.

“Temos uma.. está requisitado, está tudo deferido, é a Polícia Federal com o assessoramento do MP [Ministério Público] Federal lá da seção do Rio de Janeiro. Vamos ouvir o porteiro, vamos ouvir ai o delegado também, o delegado que é muito amiguinho do governador, e logicamente que gostaria que o governador também participasse, né?”, disse Bolsonaro.

BOLSONARO PARECE TER CULPA NO CARTÓRIO – Caso Marielle: entidades de delegados civis repudiam declarações de Bolsonaro e defendem Daniel Rosa 3

Por G1 Rio

 


Delegado Daniel Rosa comanda as investigações do Caso Marielle — Foto: Reprodução / TV GloboDelegado Daniel Rosa comanda as investigações do Caso Marielle — Foto: Reprodução / TV Globo

Delegado Daniel Rosa comanda as investigações do Caso Marielle — Foto: Reprodução / TV Globo

Uma nota conjunta de entidades de delegados de polícia emitida neste domingo (3) critica declarações do presidente Jair Bolsonaro deste sábado (2) sobre o Caso Marielle Franco e sai em defesa de Daniel Rosa, que comanda as investigações do atentado.

“Valendo-se do cargo de Presidente da República e de instituições da União, [Bolsonaro] claramente ataca e tenta intimidar o delegado de polícia do Rio de Janeiro, com intuito de inibir a imparcial apuração da verdade”, afirma o texto.

Em Brasília, no sábado, Bolsonaro afirmou que pegou a gravação das ligações da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, onde tem uma casa, para que não fossem adulteradas (entenda o caso mais abaixo).

“A minha convicção é de que ele agiu no processo para botar meu nome lá dentro. Espero agora que não queiram jogar para cima do colo do porteiro. Pode até ser que ele seja responsável, mas não podemos deixar de analisar a participação do governador. Como é que pode um delegado da Polícia Civil ter acesso às gravações da secretária eletrônica?”, questionou Bolsonaro.

Questionado sobre o que mais Witzel fez, o presidente respondeu: “Manipula o processo.” Bolsonaro, no entanto, não deu detalhes sobre como o governador teria manipulado o caso.

O presidente disse ter acionado a Polícia Federal para ouvir Daniel Rosa, a quem chamou de ‘amiguinho’ de Witzel.

“Vamos ouvir o porteiro, vamos ouvir aí o delegado também, o delegado que é muito amiguinho do governador, e logicamente que gostaria que o governador também participasse, né?”, afirmou.

Bolsonaro diz que pegou gravação para que não fosse adulterada

Bolsonaro diz que pegou gravação para que não fosse adulterada

  1. Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil (Fendepol);
  2. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do RJ (Sindelpol-RJ);
  3. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Paraná (Sindelpol-PR);
  4. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de São Paulo (Sindelpol-SP);
  5. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins (Sindelpol-TO);
  6. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil da Bahia (Sindelpol-BA);
  7. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Espírito Santo (Sindelpol-ES);
  8. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Minas Gerais (Sindelpol-ES);
  9. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Pará (Sindelpol-PA);
  10. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Amazonas (Sindelpol-AM);
  11. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Sergipe (Sindelpol-SE);
  12. Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Mato Grosso (Sindelpol-MT)
  13. Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol-PA);

“O presidente insinua direcionamento das investigações, inclusive com adulteração de provas e coação de testemunha, e refere-se ao delegado presidente do inquérito como amiguinho do governador”, diz o texto.

“O cargo de chefe do Poder Executivo Federal não lhe permite cometer atentados à honra de pessoas, muito menos daquelas que, no exercício de seu múnus público, desempenham suas funções no interesse da sociedade e, não, de qualquer governo”, emenda a nota.

O texto encerra dizendo que as entidades “reafirmam o apoio irrestrito ao delegado responsável pela investigação e repudiam qualquer intimidação a ele e ao trabalho da Polícia Judiciária”.

Neste sábado (2), o presidente voltou a dizer que estava em Brasília e não no Rio de Janeiro no dia em que o ex-policial militar Élcio de Queiroz esteve no Condomínio Vivendas da Barra.

MP diz que depoimentos do porteiro do condomínio de Bolsonaro não condizem com a realidade

MP diz que depoimentos do porteiro do condomínio de Bolsonaro não condizem com a realidade

Gravação da portaria

Na quarta (30), o Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que um áudio obtido na investigação da morte de Marielle e Anderson mostra que foi o PM aposentado Ronnie Lessa quem liberou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no Condomínio Vivendas da Barra, horas antes do crime, em 14 de março de 2018 (veja no vídeo acima). Suspeitos de serem os autores do assassinato, os dois estão presos desde março deste ano.

A perícia que mostrou que a voz na gravação é de Ronnie Lessa foi feita um dia depois da reportagem do Jornal Nacional sobre o assunto e foi realizada em duas horas e meia.

Também na quarta, uma gravação divulgada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) mostrou que a autorização para a entrada do suspeito partiu da casa em que morava outro suspeito – Ronnie Lessa – e não da casa do presidente.

Nesta sexta-feira (1º), o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Marcos Camargo, afirmou que a análise das provas que envolvem o sistema que registra ligações de interfone no condomínio do presidente Jair Bolsonaro foi superficial e que a ausência de perícia oficial pode levar à nulidade do processo.

DISCURSO DE UM PUXA-SACO DO GOVERNO – Vai a merda deputado Roque Barbiere: ser policial é profissão …Quem não precisa de salário são políticos despreparados como Vossa Excelência…E vagabundo não é homem que vai ao mercado, vagabundo é quem fica fumando no carro oficial enquanto o motorista vai fazer a compra! 48

O município de Birigui a partir de agora de “Cidade-pérola” passa a ser conhecida como cidade das pérolas fecais do deputado Roquinho…

Que merda, porra caralho! 

 

 

 

Delegado Edison Remigio de Santi afirma que LULA não mandou matar CELSO DANIEL: “o Ministério Público, no afã de mostrar que sabe investigar mais que a Polícia Civil confundiu a opinião pública apresentando à sociedade a TEORIA DA CONSPIRAÇÃO ” 39

 

Prezados Senhores, tomo a liberdade de dirigir-me ao responsável pelo Blog e respectivos leitores para esclarecer, de forma sucinta, pontos importantes acerca do esclarecimento do seqüestro seguido de morte de Celso Augusto Daniel, eis que o Ministério Público, no afã de mostrar que sabe investigar mais que a Polícia Civil, confundiu a opinião pública apresentando à sociedade a “teoria da conspiração”, fato que, infelizmente, provoca discussões até os dias atuais, causando-me espanto que até nossos próprios colegas desconfiam do nosso trabalho.

O arrebatamento de Celso Daniel ocorreu na noite do dia 18 de janeiro de 2.002, na conhecida rua dos três tombos, Vila das Mercês, área do 26º Distrito Policial, e na manhã de domingo, 20 de janeiro, seu corpo foi encontrado numa estrada de terra em Juquitiba, alvejado por disparos de uma pistola de calibre nominal 9 mm.

Não foram feitos contatos telefônicos com parentes ou assessores do prefeito de Santo André, apenas duas ligações efetuadas para o telefone celular de Celso Daniel logo após o seqüestro, as quais registraram a ERB da conhecida favela Pantanal, localizada na divisão de São Paulo com Diadema, mais precisamente no Jardim Luso, zona sul, sendo este indicativo importante para a investigação.

Uma força tarefa foi criada para apurar o crime, composta pelo DHPP, Polícia Federal e Ministério Público, com dois membros de Santo André e um de Itapecerica da Serra.

Após recebimento de uma denúncia, este Delegado de Polícia, que atuava na época como Titular da 2ª Delegacia de Investigações Sobre Crimes Contra o Patrimônio – DEIC, foi autorizado a realizar uma diligência para apurar o denunciado, haja vista que inúmeras denúncias passaram a ser feitas sobre o caso, sendo certo que, juntamente com os demais policiais civis da unidade especializada, diligenciamos na rua do Guacurí, 80 F, Jardim Luso, um imóvel que havia funcionado como bar , porém estava abandonado, com o portão de correr apenas abaixado, onde localizamos a primeira prova da passagem do prefeito por aquela comunidade, ou seja, um recibo de plano de saúde Sul América em nome de Celso Augusto Daniel. A partir daí, passamos a integrar a força tarefa.

O DEIC ficou encarregado de investigar a quadrilha da favela Pantanal, com objetivo de identificar os seus integrantes, motivo pelo qual instauramos um inquérito policial de formação de quadrilha, atual tipificação – associação criminosa, cabendo ao DHPP manter o inquérito sobre o homicídio e a Polícia Federal com o foco na prefeitura, seus integrantes e empresas com relações junto ao órgão municipal.

A bem da verdade, a partir do momento em que informamos possuir alguns apelidos de criminosos da favela Pantanal, muita gente passou a correr atrás dos bandidos, atrapalhando nossa investigação. Isso a gente entende, pois o velho ditado nos indica que “bandido na rua não tem dono”, é de quem chegar primeiro.

Atuamos nessa investigação durante um ano e, com o esforço de todos policiais do DEIC envolvidos nos trabalhos, chegamos ao final com o total esclarecimento do crime – seqüestro seguido de morte, perpetrado por ladrões comuns que, no período em que o seqüestro foi banalizado, passaram a praticar seqüestros para fins de extorsões, sem que tivessem organização, inteligência e logística para esse tipo de atividade criminosa, salientando que as exigências financeiras começavam em milhões e acabavam finalizadas em milhares de reais.

Identificamos vinte e seis pessoas envolvidas com a quadrilha, sendo certo que sete delas estavam ligadas diretamente ao seqüestro de Celso Augusto Daniel, tratando-se de Ivan Rodrigues da Silva, vulgo Monstro, Itamar Messias Silva dos Santos, vulgo Zóio de Gato, Rodolfo Rodrigues dos Santos Oliveira, vulgo Bozinho, Elcyd Oliveira Brito, vulgo John, Marcos Roberto Bispo dos Santos, vulgo Marquinhos, José Edison da Silva, vulgo Edison, e Laércio dos Santos Nunes, vulgo Lalo, adolescente à época dos fatos.. Nós, pelo DEIC, prendemos vinte e um criminosos da quadrilha, tendo a Polícia Federal prendido três, o DHPP um, a delegacia de área – 98º Distrito Policial um e a Polícia Militar mais um.

As prisões efetuadas pela Polícia Federal deram-se através de informações passadas por nós, eis que alguns indivíduos são originais de Itabuna – BA, e para lá fugiram após o crime, tendo Itamar e Rodolfo sido presos pelos Agentes Federais retornando para São Paulo, já em Aparecida.

Cumpre-me ressaltar que após o arrebatamento, Celso Daniel passou pela favela Pantanal, conduzido dentro de um veículo GM Blazer, cor verde, e colocado no porta mala de um veículo VW Santana, cor azul, e daí removido por José Edison da Silva a um Sítio alugado pela quadrilha em São Lourenço da Serra. O veículo VW Santana foi abandonado, posteriormente, na região de Taboão da Serra.

A quadrilha tinha um alvo para seqüestrar – um comerciante do CEAGESP, possuidor de um veículo Dakota, cor vermelha, o qual foi seguido por José Edison, porém a seguidinha não deu certo e, para não perderem viagem, optaram pelo primeiro veículo de valor, como de fato se deu, ao avistarem a Pajero do amigo e assessor do prefeito, Sérgio Gomes da Silva, de apelido Sombra.

A realidade dos fatos é que os bandidos não sabiam que Celso Daniel era prefeito e apavoraram-se quando a Globo noticiou, já na madrugada de sábado, o seqüestro de Celso Daniel. Além disso, os registros das ligações na ERB próxima da favela, levaram vários policiais para aquela localidade, o que deixou os meliantes preocupados. Na manhã do sábado, todos os demais veículos de imprensa noticiaram o crime, eis que a Globo não segurou a notícia durante a noite, alegando que seus telespectadores tinham direito à notícia. Apenas para ilustrar, os demais veículos tinham um acordo de cavalheiros para não noticiar seqüestros, visando preservar as vidas dos seqüestrados, mas a TV Globo não acompanhou os demais canais de comunicações e divulgou o fato.

Na manhã de sábado, dia 19 de janeiro de 2.002, Ivan Rodrigues da Silva, vulgo Monstro, líder da quadrilha, ordenou a libertação da vítima, porém, os responsáveis pelo cativeiro, José Edison e Lalo, decidiram executá-lo, pois ele poderia reconhece-los no futuro. Apenas para salientar, treze dias antes José Edison e Lalo seqüestraram um travesti, o qual foi visto trafegando na área do Butantã com um veículo Audi, levando-o para o mesmo cativeiro por onde Celso Daniel passou dias depois e, porque o travesti não tinha como levantar o dinheiro pretendido por eles, executaram-no numa estrada de terra situada em Miracatu, próximo do local onde Celso Daniel foi morto treze dias depois.

Todos os indivíduos investigados por nós, foram condenados, inicialmente, às penas de sete anos pelo crime de formação de quadrilha e, posteriormente, os sete elementos envolvidos no seqüestro e morte de Celso Daniel foram condenados a penas que variam entre 19 e 24 anos de reclusão. Todos esclareceram minuciosamente que o crime foi um seqüestro para fim de extorsão, e não crime de mando como o Ministério Público aventou posteriormente. Aliás, quando prendemos Ivan Rodrigues da Silva, vulgo Monstro, em atividade, três meses depois da morte de Celso Daniel, ele nos levou a um cativeiro em Santa Isabel, uma casa onde mantinham três vítimas presas dentro de um quarto, sendo que um menino de nove anos estava prestes a ser libertado pela quantia de vinte e oito mil reais, pois é, esse era o naipe da quadrilha – seqüestros de curtas durações e baixos valores de resgates.

Ademais, as confissões inicialmente no DEIC, depois do DHPP, e também na Polícia Federal, além dos demais indicativos, levaram-nos ao esclarecimento de crime comum, sem motivações políticas. Os três órgãos chegaram à mesma conclusão. Posteriormente, a pedido do Ministério Público, o caso foi reaberto e concluído no 78º Distrito Policial, cuja Autoridade Titular chegou à mesma conclusão, afastando, assim, a possibilidade de “conspiração”.

Finalizando, respeitosamente, informo que nossos trabalhos culminaram com as libertações de cinco vítimas presas em cativeiros, cujas sensações de dever cumprido não tem preço. Quanto ao amigo do prefeito, acusado pelo Ministério Público de ser mandante do crime, ficou meses preso preventivamente e morreu antes de ir a julgamento, eis que o processo a que estava sendo submetido foi cancelado pelo STF por cerceamento de defesa, e os novos atos determinados pelo Ministro Marco Aurélio de Mello nem chegaram a ser realizados.

Muito obrigado pela atenção

Edison Remigio de Santi
Delegado de Polícia

 

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Muito nos honra o testemunho de quem viveu os fatos…

O leitor – especialmente os policiais – que tirem as próprias conclusões.

Na época do crime, LULA era apenas o eventual adversário do candidato indicado pelo PSDB do então Presidente FHC.

Ou seja: OPOSIÇÃO!

A Polícia Civil era toda Tucana e encantada com o sucessor – causa morte – de Mário Covas: Dr. Geraldo Alckmin!

Como se leu desse verdadeiro relatório de um dos delegados que atuaram nas investigações: todos os trabalhos foram realizados por diversos órgãos : DEIC, DHPP, DECAP, POLÍCIA FEDERAL  e MINISTÉRIO PÚBLICO …

Se a Polícia Civil fosse adepta de inventar teorias conspiratórias: O LULA JAMAIS TERIA SIDO ELEITO EM 2002!

Saudações SANTISTAS, Dr. de Santi!

P.S. – Para descontração, mantendo o respeito e seriedade ao assunto ,  pois ainda é preferível as paixões futebolísticas às políticas!

Rede Globo dá mais uma lição de direito e moral para o presidente mistificador: A GLOBO NÃO PRECISA DO GOVERNO! 28

“Não temos débitos fiscais”, diz Globo após ameaça de Bolsonaro

Logotipo da TV Globo - Reprodução/TV Globo

Logotipo da TV Globo Imagem: Reprodução/TV Globo

Ricardo Feltrin

Colunista do UOL

02/11/2019 00h09

Procurado pela coluna, o Grupo Globo, por meio de sua assessoria, respondeu com uma nota oficial às ameaças que o presidente Jair Bolsonaro fez nos últimos dias.

Inimigo figadal da emissora, ele disse em entrevista que era “possível” que não aconteça a renovação de “uma empresa” que precisará renovar seu contrato (concessão) em breve. Também disse que “órgãos de imprensa” jogam pesado para tentar tirá-lo do “combate”.

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Bolsonaro aparentemente alude a supostas dívidas da emissora com o governo federal. A Globo diz que não deve ao governo federal e que paga todos os seus impostos.

Além disso o governo federal também deve à emissora.

A renovação das TVs abertas é feita de 15 em 15 anos, e a próxima da Globo ocorrerá no segundo semestre de 2022, já no fim do mandato do chefe do Executivo. Bolsonaro já havia feito ameaças anteriores e citado especificamente o ano de 2022 —caso em que só a Globo se encaixa.

“Tem empresa que vai renovar seu contrato brevemente, eu não vou perseguir ninguém. Quem estiver devendo, vai ter dificuldade. Então os órgãos de imprensa jogam pesado para ver se me tiram de combate para facilitar sua vida”, comentou o presidente em Abu Dhabi no último dia 29.

“O Grupo Globo paga todos os seus impostos e não tem débitos fiscais. A empresa questiona administrativamente ou em juízo algumas cobranças do Fisco, como garante a lei, por entender que são indevidas”, respondeu o Grupo Globo (veja íntegra abaixo).

Congresso é que dá palavra final

Apesar da ameaça de Bolsonaro, não é o Executivo que decide sobre a revogação de uma concessão de TV aberta ou de rádio, e sim o Congresso.

Uma eventual não renovação dependeria dos votos de dois terços da Câmara e do Senado, em votação nominal. (342 e 54 votos, respectivamente).

As ameaças de Bolsonaro acontecem após o governo federal ter reduzido em seu primeiro ano —e muito— a publicidade federal nas TVs abertas.

No entanto a publicidade federal não representa nem sequer a 5% do faturamento da TV Globo.

Hoje o Brasil tem mais de 500 concessões de TV e quase 10 mil de rádio.

O Grupo Globo tem 5 emissoras próprias e 117 afiliadas que são propriedade de outros grupos e famílias.

Ainda há mais de 2.300 canais a serem explorados país adentro

No último dia 30 foi lançada ainda a Frente Parlamentar de Telecomunicações, com assinatura de 256 parlamentares.

Ou seja, o Congresso agora tem um organismo para acompanhar os movimentos no setor. Inclusive os do Executivo.

Leia a nota oficial do Grupo Globo, enviada à coluna:

“O Grupo Globo paga todos os seus impostos e não tem débitos fiscais. A empresa questiona administrativamente ou em juízo algumas cobranças do Fisco, como garante a lei, por entender que são indevidas.

E acatará e cumprirá integralmente as decisões finais, quaisquer que sejam os processos.

O Grupo Globo cumpre rigorosamente as suas obrigações legais e é reconhecido nacional e internacionalmente pelas boas práticas que caracterizam a sua gestão. Grupo Globo.”

Quem neste País é digno de Pena? 4

Boa Noite!

Senhoras e Senhores.

Quem neste País é digno de Pena?

Certamente muito dirão que os dignos de pena são: os desempregados; os trabalhadores sem clalificação profissional; os assalariados; os pedintes e moradores de rua; ou seja, somando-se os quase três terços da população nacional!

Pois bem!

Nosso País não é só o mais rico do planeta, ele também é abençoado quer seja na sua posição geográfica, biodiversidade ou recursos minerais, porém, devido ausência de uma verdadeira vontade política, sua riqueza se concentra nas mãos de uma minoria e, essa minoria além de concentrar “riquezas” ainda assim, desde o nosso descobrimento, teimam em controlar o dinheiro dos impostos. Pois estes, através de seus indicados politicamente, acabam sendo aceitos por absoluta falta de opção e a devida falta de informação ao povo.

Infelizmente politica no nosso País destoa da transparência e da honestidade.

Vemos através dos anos algumas castas de diferentes segmentos da sociedade brigando por espaço e controle de poder e do dinheiro público, porém, a classe necessitada sempre permanece na rabeira da empreitada.

Será que vivemos uma democracia?

Na minha humilde faculdade, pressinto que diante de tantos caminhos a serem seguidos, a minoria controladora sempre faz uso do caminho mais fácil e rápido, mesmo que este seja completamente ao avesso da maioria.

Quero crer que no fundo de tudo, o que permanece imutável é a falta de sensibilidade, de respeito e de civismo, pois alguns por meio de pressão e intimidação, agem como se donos fossem e manifestam abertamente seus pensamentos nefastos sem nenhuma controvérsia, questionamento ou repreensão.

Agem tranquilos pois sabem que está tudo dominado e que ninguém terá coragem para contestar e, se por ventura alguém aparecer, seguramente este será imediatamente colocado sob o manto da dúvida e da mentira lançada pelos meios de comunicação através da rede marrom.

E novamente vem a pergunta: QUEM É DIGNO DE PENA?

É todo aquele lobo mau que se veste de ovelha para assim atacar o rebanho, mas se esquece que tudo aquilo que aufere com desonrosa, carrega consigo uma maldição e este infortúnio perdurará e perseguirá seus descendentes ad aeternum.

Muitos até dirão: Este pensamento é puro devaneio! Mas digo que:

“Todo aquele que colabora para que a balança continue descalibrada contribui com a falta de compensação espiritual, pois tudo que se arrecada e se abiscoita de maneira vil, retorna para si e para os seus na forma de punição”!

Por: Caronte

Delegado Rodrigo Pinho de Bossi acusa Veja e a senadora Mara Gabrilli pela farsa que aponta Lula como mandante da morte de Celso Daniel 7

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O delegado Rodrigo Pinho de Bossi, responsável pelo caso que envolve a delação de Marcos Valério, criador do Mensalão do PSDB, desmentiu a reportagem da revista Veja desta semana afirmando que o tucano acusou o ex-presidente Lula de ser o mandante do assassinato de Celso Daniel.

De acordo com o delegado, ao reproduzir esse discurso, a revista busca influir no julgamento sobre a prisão a partir da condenação em segunda instância e impedir que Lula seja colocado em liberdade.

Em entrevista ao DCMPinho de Bossi ainda disse que por trás de toda a armação está Mara Gabrilli, senadora do PSDB que admitiu, em depoimento a uma CPI em Santo André, que participou do esquema de corrupção que existia na cidade mesmo antes da administração petista.

“Sabia que eles estavam tentando influenciar no julgamento do STF”, acrescentou.

Mesmo assim, o vídeo não contém nenhuma declaração que liga Lula ao assassinato de Celso Daniel.

”O Marcos Valério jamais disse ‘foi o Lula’. Ele disse que o Ronan (Maria Pinto, empresário do setor de transporte em Santo André) ameaçava dizer que foi ele. São coisas completamente diferentes”, afirmou o delegado, hoje aposentado em razão de um câncer em estádio avançado.

Rodrigo Bossi de Pinho tem os vídeos do depoimento de Marcos Valério porque o acordo de delação premiada foi feito com ele, depois de uma tentativa frustrada com representantes do Ministério Público, tanto o estadual de Minas Gerais quanto o federal.

A alegação para a falta de interesse do Ministério Público é que faltaria credibilidade a Marcos Valério. Rodrigo Bossi de Pinho, no entanto, tem razões para suspeitar que os motivos são outros. Valério denuncia um esquema de corrupção que envolve políticos de partidos de A a Z, mas não só. Também há autoridades do Judiciário, órgãos de imprensa, peritos, policiais.

“Não existiu mensalão do PSDB ou mensalão do PT. Existe um caixa construído com dinheiro de quem se beneficia de desvios e de decisões do Estado para manter as coisas como são”, afirmou.

Segundo ele, a delação de Valério tem relatos importantes, inclusive sobre desvios a partir do processo de simiprivatização da Cemig, a estatal de energia de Minas Gerais, em 1998, que envolve a cúpula do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Mas, sobre isso, Veja silenciou, e preferiu investir na farsa de Lula como mandante do assassinato de Celso Daniel.

“Todo investigador de homicídios parte da motivação. Eu fui delegado de homicídios durante seis anos. Não há motivação pra Lula matar Celso, como também não havia para Celso delatar o esquema. Celso arrecadava para o PT conscientemente”, disse.

“Ele descobre que Sombra e Ronan estavam com um esquema criminoso, arrecadando do crime organizado, e botando parte do dinheiro no bolso. O Celso também seria o ministro, no lugar do Palocci. Qualquer problema, então, seria resolvido interna corporis. Não havia motivação pra matar, pois o Celso não ia jogar sujeira no ventilador. Então, só sobra motivação pro Sombra (Sérgio Gomes da Silva, já falecido, que foi amigo do ex-prefeito de Santo André) e pro Ronan.

São hipóteses que o delegado traça, mas esta é uma investigação de que ele não se ocupou. Em São Paulo, a Polícia Civil investigou o caso duas vezes, e concluiu que foi crime comum.

“Toda vez que este assunto retorna é para desviar a atenção de algo presente e relevante. Foi crime comum, mas os radicais insistem nas teorias da conspiração”, comentou, por sua vez, o delegado Marcos Carneiro Lima, do DHPP, também ele sentindo no ar o cheiro da armação por conta do julgamento sobre a prisão a partir da condenação em segunda instância.

Lula não reivindicou esse julgamento, embora ele seja alcançado pela possível decisão do STF em favor do princípio constitucional da presunção de inocência, que está na essência da questão da segunda instância.

Rodrigo Bossi de Pinho reafirmou: “Repito: o Marcos Valério nunca disse que foi o Lula. E isso já tem um ano. A Veja faz parecer que foi agora”, disse.

É armação.

https://wp.me/papvxL-23I