Autor: Flit Paralisante
Direita assumida engatando a Ré na enrustida 39
02/03/2013- 04h00
Novo secretário particular de Alckmin lidera ‘nova direita’
DANIELA LIMA DE SÃO PAULO
O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) levou para o seu círculo mais próximo de assessores um advogado de 37 anos que ganhou espaço na imprensa em 2010 ao se apresentar como um dos fundadores do movimento “Endireita Brasil” e se autodenomina um representante da “direita liberal” no país.
Nomeado secretário particular do governador, Ricardo Salles pregou contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, classificou o MST como grupo “criminoso” e acusou o governo Lula de promover uma revanche contra militares após levar “terroristas” ao “poder” ao divulgar suas convicções em um blog.
No governo, ele terá como principal função articular os encontros e agendas públicas do governador, a quem está diretamente subordinado.
O blog de Salles conta com uma seção de vídeos, a maioria divulgada em 2010.
“Estamos aqui para falar do PNDH III e dos anistiados”, explica, no início de um filme divulgado em setembro daquele ano, no qual fala do projeto do governo Lula que previa a criação da hoje já instalada Comissão da Verdade.
“Esses que estão no poder, que no passado assaltaram, sequestraram, mataram pessoas na tentativa de instaurar uma ditadura de esquerda, querem o revanchismo”, diz.
O filme foi divulgado no auge da campanha da hoje presidente Dilma Rousseff (PT), que atuou em movimentos de resistência à ditadura quando jovem. “Não podemos permitir que essas pessoas tentem fraudar a história (…) para premiar os terroristas de ontem que hoje estão no poder.”
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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Em outro vídeo, Salles afirma que o casamento de pessoas do mesmo sexo “contraria os princípios da família”. Em um terceiro, intitulado “Tudo aos bandidos do campo”, critica o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.
Procurada, a assessoria de Alckmin disse que as opiniões manifestadas por Salles “há três anos” são de “caráter exclusivamente pessoal”.
“As opiniões do governador sobre esses temas são públicas. Alckmin sempre declarou-se favorável à união civil de homossexuais. Sancionou, em 2001, lei que pune a homofobia”, disse a assessoria em nota. “Alckmin militou contra a ditadura militar. São traços indissociáveis de sua história a defesa da democracia e o repúdio ao autoritarismo.”
No texto, o governo ressalta ainda que “fortaleceu a rede de proteção aos trabalhadores sem terra, por meio de políticas de implantação e apoio aos assentamentos”.
JÁ POSSO SER ASSASSINADO EM PAZ- Projeto de Lei 76/2013 do Executivo autoriza indenização por morte ou invalidez a policiais ATIVOS , REFORMADOS E APOSENTADOS ( retroagindo seus efeitos a 1º de janeiro de 2012 ) 24
Seguro de vida em grupo poderá ser contratado para as carreiras policiais
O Projeto de Lei 76/2013, do Executivo, publicado no dia 1º/3, autoriza o pagamento, em caso de morte ou invalidez permanente, total ou parcial, de indenização de até R$ 200 mil aos militares do Estado e aos servidores sujeitos ao Regime Especial de Trabalho Policial ou que exerçam atividades de risco acentuado em unidades da Secretaria da Administração Penitenciária.
Também a proposta autoriza a contratação de um seguro de vida em grupo, a ser pago pelo Estado.
Essa indenização será devida em caso de morte ou invalidez que ocorram em serviço, no deslocamento entre o domicílio do militar ou do servidor e o seu local de trabalho e em razão da função pública, ainda que o evento causador da morte ou invalidez se dê após a passagem do militar ou do servidor à inatividade.
Segundo o projeto, a concessão da indenização será estabelecida em procedimento investigativo administrativo, independente da existência de procedimento disciplinar e da regulação do sinistro por parte da seguradora. Não caberá indenização se na investigação ficar demonstrada a prática de ilícito administrativo ou penal por parte do militar ou servidor vitimado.
O PL 76/2013 está em pauta para recebimento de emendas. A seguir, irá para análise das comissões temáticas atinentes, para então seguir para aprovação em Plenário.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º – Fica o Poder Executivo autorizado, relativamente aos militares do Estado e aos servidores sujeitos ao Regime Especial de Trabalho Policial ou que exerçam atividades de risco acentuado em unidades da Secretaria da Administração Penitenciária, a adotar as seguintes medidas, em caso de morte ou de invalidez permanente, total ou parcial:
I – efetuar pagamento, de natureza indenizatória, em valor correspondente a até R$ 200.000,00 (duzentos mil reais);
II – contratar seguro de vida em grupo, com a estipulação de cláusulas que:
a) atribuam o ônus do prêmio exclusivamente ao Estado;
b) assegurem o pagamento de indenização, total ou parcial, até o montante previsto no inciso I deste artigo.
§ 1º – O Poder Executivo, na hipótese do inciso II deste artigo, poderá efetuar o pagamento total ou parcial da indenização, devendo adotar, em seguida, providências para o devido ressarcimento junto à seguradora, no que couber.
§ 2º – Para os fins do disposto no § 1º deste artigo, o beneficiário deverá ceder, em favor do Estado, o direito ao valor segurado.
Artigo 2º – As medidas de que trata o artigo 1º desta lei se restringirão à morte ou à invalidez que ocorrerem:
I – em serviço;
II – no deslocamento entre o domicílio do militar ou do servidor e o seu local de trabalho;
III – em razão da função pública, ainda que o evento causador da morte ou invalidez se dê após a passagem do militar ou do servidor à inatividade.
§ 1º – A natureza do evento lesivo e sua relação com uma das hipóteses indicadas no “caput” deste artigo, bem como o valor da indenização, serão estabelecidos em procedimento administrativo específico, de natureza simplesmente investigativa, colhendo-se, quando couber, o pronunciamento de órgão médico oficial.
§ 2º – O procedimento administrativo específico a que alude o § 1º deste artigo será instaurado e concluído independentemente da existência:
1 – de procedimento disciplinar;
2 – de expediente da seguradora para fins de regulação do sinistro, se houver cobertura securitária.
§ 3º – Não será concedida a indenização de que trata esta lei se o procedimento administrativo específico previsto no § 1º deste artigo indicar a prática de ilícito administrativo ou penal por parte do militar ou servidor vitimado. ( ?????????????????????????????????????????? )
Artigo 3º – O pagamento de indenização, de responsabilidade do Poder Executivo, será autorizado pelo Secretário da Segurança Pública ou da Administração Penitenciária, conforme o caso, e poderá ser feito aos herdeiros ou sucessores da vítima, na forma da legislação civil.
Artigo 4º – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento vigente das Secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária, respectivamente.
Artigo 5º – O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 30 (trinta) dias contados da data de sua publicação.
Artigo 6º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º de janeiro de 2012.
Palácio dos Bandeirantes, aos de de 2013.
Geraldo Alckmin
192 mil mandados de prisão aguardam execução do país, diz CNJ 9
01/03/2013-15h19
Folha de São Paulo
DE BRASÍLIA
Um dia após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa classificar o sistema prisional como “caótico” e “frouxo”, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgou nesta sexta-feira (1º) um levantamento mostrando que o Brasil tem mais de 192 mil mandados de prisão aguardando cumprimento.
Segundo dados da Corregedoria Nacional de Justiça, de um total de 268.358 mandados de prisão expedidos de junho de 2011 a 31 de janeiro de 2013, 192.611 (70%) ainda aguardam execução.
Os Estados com as maiores quantidades de mandados de prisão ainda a serem cumpridos pelas polícias são o Paraná (30.431), Minas Gerais (28.641) e Goiás (20.885).
Em São Paulo, dos 9.182 mandados desse período, 7826 ainda aguardam cumprimento.
O estudo mostra ainda que dos mandados expedidos de junho de 2011 até o último dia 31 de janeiro, 65.160 foram cumpridos, ou seja, resultaram efetivamente em prisões, e 10.587 tiveram o cumprimento expirado.
O Rio de Janeiro é onde foi constatado o maior número de mandados de prisão cumpridos, em números absolutos: 14.021 mandados.
Policiais civis usarão armas apreendidas de criminosos 13
01 Mar 2013
Cidades
Com quantidade de armamento insuficiente para distribuir ao efetivo, Polícia Civil quer doação de material apreendido
Alana Berto
As armas apreendidas com criminosos que estiverem em bom estado, em vez de serem encaminhadas para o Exército para destruição, poderão ser doadas para a Segurança Pública do Estado.
De acordo com o delegado Medson Maia, diretor de Estatística e Informática da Polícia Civil, existem armas novas que são apreendidas e se adaptam à necessidade da Polícia Civil, como pistolas 380. “São armas caras e que atendem ao interesse da polícia”, disse o delegado.
Medson falou que nos últimos dois anos a Polícia Civil de Alagoas não teve nenhuma aquisição de armas. “Nós temos um processo que visa à compra de mil pistolas e as doações das armas apreendidas seria uma economia de R$ 1,6 milhão.”
Ele acrescentou ainda que a Polícia Civil do Estado não possui armas suficientes para que seja feita uma divisão individual entre os policiais e após a nomeação dos aprovados no concurso para agente, os novos policiais irão entrar sem armamento. “O policial deixa a arma com outro colega e vai para casa desarmado. Isso é um perigo”, ressaltou.
Segundo Medson, a realidade de estados vizinhos, como Sergipe, é bem diferente da situação de Alagoas, pois naquele estado cada policial tem sua arma. “Para que essas armas sejam doadas, nós temos o apoio do Ministério Público Estadual”, destacou.
O delegado explicou ainda que, após serem apreendidas pela polícia, essas armas são encaminhadas para o Instituto de Criminalística (IC) para serem periciadas. O laudo é anexado ao inquérito e as armas são encaminhadas para o depósito do judiciário, e emitidas posteriormente ao Exército para serem destruídas ou doadas.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, disse que o posicionamento do sindicato é contrário à decisão da Polícia Civil. As armas apreendidas não devem ser doadas ao policial m – ele defende -, mesmo que para trabalho. “A gente é de acordo que o Estado compre armas novas”, relatou.
Josimar lembrou que doações de armas para a Polícia Civil ocorreram no passado, o que teria ocasionado muitos problemas. “Foram doadas armas da Polícia Rodoviária Federal e não deu certo, imagine com armas apreendidas”, argumentou.
Ele disse ainda que o Sindipol defende que as armas sejam registradas pela Polícia Civil e que fiquem sob responsabilidade do policial. “A arma doada pode apresentar defeito e não se sabe como ela está registrada”, alegou.
28/02/2013- Justiça absolve envolvidos em suposto esquema de corrupção conhecido como ‘Operação Pandora’ 11
Tarefa ingrata é a do juiz que ultima a instrução de
um processo-crime e se vê obrigado a desprezar tudo, porque Tribunal
Superior decide que a prova-raiz, fundante, primordial que deu ensejo à
descoberta de todas as condutas narradas na inicial acusatória, teve como
origem escuta precedente que ofendeu a Lei de Interceptação Telefônica (n.
9.296/96, em seu art. 2º, § 2º), porque concedida com base em “delação
anônima”.
Mais ingrata, ainda, quando se trata de processo de
enorme complexidade, envolvendo grande número de réus, com cargos
importantes na administração pública e privada da cidade e adjacências, bem
como de empresa de renome nacional e internacional, a quem se imputam as
práticas de crimes diversos e contrários ao interesse de uma metrópole, como
Sorocaba, porquanto teriam agido ao arrepio da lei.
O juiz criminal é um técnico, e, por conseguinte, é da
rotina forense, não expressar emoção alguma em seus decisórios. No caso sub
examen, no entanto, em face da enorme repercussão que os fatos trouxeram
em seu bojo, impõe-se que o Poder Judiciário dê uma satisfação ao grupo
social, esclarecendo os desdobramentos que redundaram em decisão de
tamanho alcance e que frustraram a expectativa dos mais diversos setores da
sociedade de um julgamento que pudesse analisar o mérito das acusações
lançadas.
Quando a prova precedente ao oferecimento de uma
denúncia é considerada nula, significa que cada fato supostamente típico
descrito na peça acusatória e tendo-a como lastro, prescindirá de justa causa
para sua existência, exatamente porque baseado naquela prova defeituosa,
considerada írrita.
No presente caso, como as autorizações concedidas
foram consideradas nulas, por terem origem na interceptação anterior ofensiva
a preceitos legais e declarada sem efeito, torna-se vedado avaliação do mérito
de cada imputação, ainda que as provas derivadas tivessem o condão de
revelar a tipicidade de determinadas condutas. E isto porque as provas
derivadas daquela declarada nula devem ser consideradas igualmente nulas e,
por conseguinte, inaproveitáveis para o fim predisposto. Mesmo que o sopesar
de todo o conjunto probatório proporcionasse uma resposta sensata aos
anseios de todos os interessados direta ou indiretamente envolvidos.
Em outras palavras, diante da declaração de
nulidade da interceptação telefônica, todas as provas produzidas no curso do
inquérito policial restaram prejudicadas.
Decisão da 1ª Vara Criminal de Sorocaba absolveu, hoje (28), os suspeitos de envolvimento na Operação Pandora em razão de anulação de escuta telefônica que fundamentava todas as provas dos autos.
O caso – A Polícia Civil junto com o Ministério Público deflagrou em 2009 um suposto esquema de corrupção que envolveria, na época, o secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, José Dias Batista Ferrari, o secretário de Governo e Planejamento, Maurício Biazotto, Valéria Cavaller (esposa de Biazotto e ex-secretária de Ivanilde), Jeferson Aily (engenheiro que trabalhava na prefeitura), Dalton Benedito Peres Júnior (diretor do Pão de Açúcar), Humberto Amaral Monteiro (gerente do Pão de Açúcar) e Alexandre de Menezes Simão, que na época era advogado do Sincopetro na Capital, além de Ivanilde Vieira.
Ivanilde é suspeita de chefiar um esquema de corrupção em que cobrava propina para avisar sobre fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo, ajudava na liberação de alvarás para instalação de postos e também protegia estabelecimentos envolvidos em fraudes de combustíveis.
Em outubro de 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), de ofício, concedeu habeas corpus, declarando nulas as interceptações telefônicas realizadas, primeiramente, pelo Juízo das Execuções Penais e, na sequência, pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Sorocaba.
Na medida em que tudo teve início por denúncia anônima, esta não se adequou às exigências de Lei 9.296/96, motivando a nulidade porque nem os nomes dos denunciantes e do investigado constaram do pedido formulado. Segundo a decisão do STJ, a denúncia anônima pode ser usada para desencadear procedimentos preliminares de investigação. Entretanto, não pode servir, por si só, como fundamento para autorização de interceptação telefônica.
Processo nº 602.01.2008.031311-4
Comunicação Social TJSP – RS (texto) / Internet (foto)
O secretário da Segurança Fernando Grella Vieira anunciou a ampliação das Centrais de Flagrantes da Capital. 36
Serão criadas mais 16 unidades. A novidade foi anunciada durante um encontro regional em Campinas, na manhã de hoje (27), onde foram debatidas questões relacionadas à segurança juntamente com os chefes das polícias da região.
Agora, São Paulo passará a contar com 27 Centrais de Flagrantes que funcionarão 24 horas e também aos sábados, domingos e feriados. O novo modelo faz parte de um plano em fase final de estudos.
Para cada Central de Flagrante, haverá três Distritos Policiais subordinados que passam a funcionar das 8 às 20 horas. A medida também irá diminuir as distâncias percorridas pela população, em média 4 quilômetros, facilitando a comunicação do crime por meio do registro da ocorrência.
Força na investigação criminal
Com o novo modelo implantado, será possível fixar 367 equipes de investigação nos Distritos Policiais, fortalecendo a investigação, ampliando os resultados de identificação de criminosos e o esclarecimento dos crimes, além de ampliar o contato entre a comunidade e a polícia civil.
As Centrais de Flagrantes
A implantação das 16 novas centrais também ajudará a reduzir o tempo de deslocamento dos policiais militares até as unidades. Com isso, o registro dos flagrantes será agilizado, e por consequência, os PMs voltarão às ruas em menos tempo para reforçar a segurança na Capital.
As Centrais de Flagrantes foram implantadas na Capital em agosto de 2011 e fazem parte de um pacote de mudanças proposto para reorganizar e melhorar o trabalho da Polícia Civil. Em maio do ano passado, o projeto foi agraciado com o prêmio Mario Covas, que reconhece as melhores iniciativas na área de gestão pública.
Até hoje, a cidade contava com 11 unidades. Agora serão 27. Elas são exclusivas para o registro de ocorrências de flagrante delito, incluindo a captura de procurados da Justiça e atos infracionais. As informações são do portal da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).
Laudos levam até 1 ano para serem concluídos e travam inquéritos em SP 19
João Alkimin: DIFERENÇAS…( Des. Ivan Ricardo Garisio Sartori trata os funcionários do Poder Judiciário de outra maneira, dando-lhes dignidade e pagando-lhes o que é devido ) 51
João Alkimin
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
Diretor da Polícia Técnico-Científica deixa o cargo em SP, diz secretaria 14
Enquanto milhares de funcionários públicos excedem os limites constitucionais em suas remunerações, professores e policiais geralmente ganham pouco mais de US$ 1 mil (R$ 1,97 mil) por mês 19
País dos “supersalários”, Brasil tem juiz que recebe por mês o que colega de país rico ganha em um ano
Simon Romero* Em São Paulo
28/02/201306h00
- Laycer Tomaz/Agência Câmara
A Câmara dos Deputados aprovou projeto que acaba com o pagamento de 14º e 15º salário a parlamentares; atualmente, eles recebem 15 salários, cada um de R$ 26,7 mil, por ano
Há muitas formas de enriquecer no Brasil, mas uma estratégia pode parecer uma surpresa no clima econômico atual: conseguir um emprego público.
Enquanto os servidores públicos na Europa e nos Estados Unidos estão tendo seus salários reduzidos ou estão sendo demitidos, alguns funcionários públicos no Brasil estão recebendo salários e benefícios que deixam seus pares nos países desenvolvidos bem para trás.
Um funcionário em um tribunal em Brasília, a capital, recebeu US$ 226 mil (R$ 445 mil) em um ano –mais do que o ministro-chefe do Supremo Tribunal Federal. Igualmente, um dos engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo recebeu US$ 263 mil (R$ 518 mil) em um ano, mais do que a presidente do país.
E há os 168 funcionários públicos do Tribunal de Contas de São Paulo, que recebiam salários mensais de pelo menos US$ 12 mil (R$ 23 mil), às vezes de até US$ 25 mil (R$ 49 mil)–mais do que ganhava o prefeito da cidade, a maior do Brasil. De fato, o prefeito na época brincou que planejava se candidatar a um emprego no estacionamento da Câmara Municipal quando seu mandato terminasse em dezembro, depois que foi revelado que um manobrista ganhava US$ 11.500 (R$ 22.655) por mês.
À medida que a economia antes próspera do Brasil começa a estagnar, esses “supersalários”, como são conhecidos aqui, estão alimentando um novo ressentimento a respeito da desigualdade nas burocracias desajeitadas do país. Sindicatos poderosos de certas classes de funcionários públicos, fortes proteções legais aos servidores públicos, um setor público inchado que cria muitos novos empregos bem-remunerados, e benefícios generosos que podem ser explorados pelos servidores, tudo isso torna o setor público do Brasil um cobiçado baluarte de privilégio.
Mas as riquezas não são distribuídas igualmente. Enquanto milhares de funcionários públicos excedem os limites constitucionais em suas remunerações, muitos outros enfrentam dificuldades para se sustentar. Por todo o país, professores e policiais geralmente ganham pouco mais de US$ 1 mil (R$ 1,97 mil) por mês, e às vezes menos, exacerbando os problemas de segurança e da educação no país.
“As distorções salariais em nosso setor público chegaram a um ponto em que se tornaram uma desgraça completa e absoluta”, disse Gil Castello Branco, diretor do Contas Abertas, um grupo que monitora os orçamentos dos governos.
Funcionários públicos privilegiados, antes chamados de marajás, em uma referência à opulência da antiga nobreza da Índia, existem há muito tempo no Brasil. Mas à medida que o Brasil nutre ambições de subir às fileiras dos países desenvolvidos, uma nova lei de liberdade de informação exige que as instituições públicas revelem os salários de seus funcionários, dos funcionários públicos mais baixos até os ministros do governo.
Apesar de algumas autoridades resistirem às novas regras, as novas revelações das instituições públicas mostraram casos e mais casos de funcionários públicos ganhando mais do que ministros do Supremo Tribunal Federal, que ganhavam aproximadamente US$ 13.360 (R$ 26.723) por mês em 2012, um valor estabelecido pela Constituição como o salário mais alto que um funcionário público pode receber. Apenas no Senado e na Câmara dos Deputados, mais de 1.500 funcionários ganharam mais do que o limite constitucional, segundo o Congresso em Foco, um grupo de vigilância.
Os juízes estaduais podem fazer ainda melhor. Um em São Paulo recebia recentemente US$ 361 mil (R$ 711,17 mil) por mês. Não é erro de digitação: alguns juízes no Brasil recebem em um único mês mais do que seus pares nos países ricos ganham em um ano. (Os mais altos salários anuais dos juízes no Estado de Nova York foram aumentados para cerca de US$ 198.600)
As revelações recentes, incluindo um auditor no Estado de Minas Gerais que ganhou US$ 81 mil (R$ 159,57 mil) em um mês e uma bibliotecária que ganhou US$ 24 mil (R$ 47,28 mil) em outro, provocaram uma forte reação em alguns setores. Joaquim Barbosa, o ministro-chefe do Supremo Tribunal Federal, revogou os supersalários dos 168 funcionários do Tribunal de Contas de São Paulo em dezembro. Outro juiz federal farto suspendeu em outubro os pagamentos acima do teto de 11 ministros do governo, mas a Advocacia-Geral da União disse que entraria com recurso.
Alguns historiadores culpam Portugal, seu antigo poder colonial, pela criação de uma poderosa burocracia pública na qual mandarins contam com enorme influência e ganham salários excessivos. A justiça bizantina do Brasil também fornece formas para certos funcionários públicos contornarem os limites constitucionais às remunerações. Alguns recebem aposentadoria de cargos anteriores no governo –frequentemente o salário integral na época da aposentadoria– após passaram para outro cargo público bem-remunerado.
E há os auxílios extras para moradia e alimentação, os reembolsos generosos por quilômetro rodado a serviço e, é claro, as brechas. Uma lei datada de 1955 permite que alguns funcionários públicos tirem três meses de licença remunerada a cada cinco anos. Mas aqueles que abrem mão da licença, que agora visa encorajar os funcionários a fazerem cursos de pós-graduação, podem receber o dinheiro extra em seu lugar.
Alguns membros importantes do Partido dos Trabalhadores da situação, incluindo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conseguem contornar o limite constitucional ao receberem US$ 8 mil (R$ 15,76 mil) extra por mês por servirem nos conselhos diretores de empresas estatais, e muitos legisladores têm direito a bônus anuais de mais de US$ 26 mil (R$ 51 mil), para que possam comprar roupas como ternos.
Mas entre os países em desenvolvimento, o funcionalismo público do Brasil é invejado em alguns aspectos por seu profissionalismo. Exames rigorosos para uma série de cargos públicos cobiçados geralmente eliminam os candidatos despreparados. Bolsões de excelência, como algumas organizações públicas de pesquisa, conquistaram aclamação em áreas como agricultura tropical.
Mas alguns contribuintes se irritam com os privilégios do setor público, cujas fileiras incharam em 30% na última década, atingindo 9,4 milhões de funcionários em um país de 194 milhões de habitantes. Sindicatos poderosos minam os esforços para demissão de funcionários públicos, tornando esses empregos excepcionalmente estáveis e bem protegidos.
Enquanto o governo brasileiro financia confortavelmente a si mesmo com a cobrança de impostos e emissão de títulos da dívida, serviços como educação e tratamento de esgoto permanecem lamentáveis. Apesar dos altos impostos, o Brasil ficou em último lugar entre os 30 países industrializados e em desenvolvimento em qualidade de serviços que os cidadãos recebem pelo imposto que pagam, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, instituição sem fins lucrativos.
Alguns legisladores se tornaram alvo de escrutínio pessoal. Fernando Collor de Mello, um ex-presidente que antes denunciava os marajás e agora é senador, foi apontado recentemente como tendo gasto mais de US$ 30 mil (R$ 59,1 mil) por mês em dinheiro público para contratação de um jardineiro e dois arquivistas.
No Maranhão, um dos Estados mais pobres do Brasil, os legisladores concederam a si mesmos o equivalente a 18 salários mensais –cada um de aproximadamente US$ 10 mil (R$ 19,7 mil)– em um único ano, justificando a decisão como uma “ajuda de custo”.
A nova lei de liberdade de informação, aprovada pela presidente Dilma Rousseff, que ganha em torno de US$ 174 mil (R$ 342,78 mil) por ano, visa expor essas práticas. Sem causar surpresa, alguns interesses entrincheirados têm resistido a cumprir a lei.
Quando o Congresso finalmente decidiu em 2012 permitir que as pessoas obtivessem a informação sobre os salários de seus funcionários, ele também exigiu que o nome de cada funcionário fosse apresentado e submetido online. Em outras palavras, se alguém quisesse informação sobre os 25 mil funcionários do Legislativo, então a pessoa teria que identificá-los independentemente e submeter 25 mil pedidos online separados.
Quem dera fosse assim tão fácil em São Paulo. Uma funcionária da Justiça estadual, Ivete Sartorio, teria recebido aproximadamente US$ 115 mil (R$ 226,55 mil) após convencer seus superiores de que devia ter sido compensada por não tirar suas licenças. Mas quando perguntado recentemente sobre os salários dela, um porta-voz do tribunal, Rômulo Pordeus, disse que o “número de matrícula” de Sartorio era necessário para obtenção da informação.
Quando perguntado sobre como algum contribuinte curioso poderia obter esse número, ele respondeu que Sartorio é quem o tem, e que ele não a incomodaria a respeito dele.
“Eu não vou pedir a ela seu número de matrícula, porque é um aborrecimento, entende?” disse Pordeus. “Ninguém gosta de dizer quanto ganha.”
*Lis Horta Moriconi e Taylor Barnes, no Rio, contribuíram com reportagem
Tradutor: George El Khouri Andolfato
Em vez de aumento de recursos e melhores condições de trabalho: AUMENTO DE PRESSÃO PARA REDUZIR CRIMINALIDADE 31
NOSSA REGIÃO
February 28, 2013 – 02:00
Polícia atua sob pressão para reduzir a violência
Operação da Polícia Civil prende 12 pessoas Foto: Thiago Leon
Para delegados seccionais, sem reforço no efetivo, fica difícil reduzir indicadores da criminalidade
Michelle Mendes
São José dos Campos
Após a divulgação dos indicadores da criminalidade de janeiro, que mantiveram a RM Vale no topo do ranking da violência no interior do Estado com 37 vítimas de homicídio doloso (com intenção de matar) e latrocínio (roubo seguido de morte), a cúpula da Polícia Civil pressiona delegados e investigadores a melhorar os resultados.
A determinação do Deinter-1 (departamento de Polícia Judiciária do Interior) esbarra nas dificuldades enfrentadas pela corporação, como falta de efetivo, viaturas e infraestrutura. Apesar de concursos estarem em andamento, ainda não há uma previsão de reforço para a região. Com cerca de 1.400 policiais civis, o déficit no Vale seria de 420 homens.
Vontade.“É nosso desejo diminuir a criminalidade, mas temos um déficit de 70 investigadores. A investigação é prejudicada quando policial tem que fazer escolta de preso, atender demanda de plantão ou quando falta estrutura. Espero que realmente os crimes diminuam”, disse Leon Nascimento Ribeiro, delegado seccional de São Sebastião.
“A redução de 10% depende do índice de quanto o total representa. Fazemos muitas operações de combate ao tráfico, mas temos casos complexos”, disse a seccional de Guará, Sandra Vergal.
“Há três anos o furto de veículo diminuiu em 60% devido ao empenho dos nosso policiais. Pressão sempre existe, mas não é só de responsabilidade da Polícia Civil. Se o Estado e as prefeituras não fizerem sua parte, será difícil obter resultados em curto prazo”, afirmou o delegado seccional de Cruzeiro, José Antônio de Paiva Gonçalves.
Os seccionais de Jacareí, São José e Taubaté foram procurados por O VALE, mas não retornaram as ligações.
Cobrança.
Segundo João Barbosa Filho, diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), os seis delegados seccionais da região, têm a missão de cobrar dos delegados e investigadores de cada unidade a redução de pelo menos 10% dos crimes, manutenção das operações de cumprimento de mandados, divulgação de listas dos criminosos mais procurados, aumento de interceptações e escutas telefônicas e empenho nas investigações, principalmente de homicídios.
Os delegados seccionais têm um mês para apresentar a redução dos crimes em função das reuniões bimestrais determinadas pelo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, para discutir índices.
“Nossos dados são bons, mas apesar disso, devemos ter como objetivo a resposta para sociedade. Estamos cobrando maior empenho em todas unidades, apesar de algumas terem apresentado resultados excelentes. Taubaté e Cruzeiro já fizeram a tarefa de casa e os números de mortes cairam, São José e Jacareí terão que fazer a sua parte”, disse o delegado do Deinter.
Sindicato defende investimentos
São José dos Campos
Segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de São Paulo, George Melão, antes da Polícia Civil cobrar redução de crimes, precisa investir mais nos profissionais e aumentar o efetivo.
“Não adianta pressão momentânea, mostrar dados para imprensa. A sociedade precisa sentir isso. É preciso combater a causa, ter planejamento e investir na estrutura.”
Improviso.
De acordo com ele, delegacias de Ubatuba, São Sebastião, Jacareí, Campos do Jordão e Taubaté, entre outras da região, têm funcionários da prefeitura fazendo papel de agente ou escrivão.
“Isso atrapalha muito na investigação. O déficit de policiais é grande e profissionais como esses, apesar da boa vontade, não estão preparados para agir como policiais”, afirmou Melão.
http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/policia-atua-sob-press-o-para-reduzir-a-violencia-1.379915
Major Olímpio questiona: Providências na segurança pública só quando morrer uma autoridade ? 14
Pronunciamento do Cabo Wilson – presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo – sobre a incorporação do ALE e recálculo de quinquênios e sexta-parte A PARTIR DE AMANHÃ…( Vale para todos os policiais civis, militares e agentes penitenciários ) 115
23 policiais ferroviários federais foram presos pela PF sob a alegação de que não podem trabalhar armados 18
Após prisão de agentes, policiais ferroviários de PE cruzam os braços
Os policiais ferroviários federais de Pernambuco paralisaram as atividades depois que 23 agentes da categoria foram presos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (27), no Recife, sob a alegação de que eles não podem trabalhar armados. “Estamos parados e vamos nos reunir em assembleia, nesta quinta [28], para decidir o que fazer. Eles [PF] precisam dizer qual o motivo de estar prendendo esses agentes”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Ferroviários de Pernambuco (Sindfer-PE), Augusto Lima.
Os 23 agentes foram presos nesta manhã, na estação de metrô Mangueira, e levados para a sede da Superintendência da PF, no Cais do Apolo, no Recife, onde estão sendo ouvidos. A PF informou que eles foram autuados por porte ilegal de armas. “Nós fomos pegos de surpresa. A equipe chegou com 10, 12 homens fortemente armados e prenderam nossos colegas sem dizer o motivo nem apresentar documentos”, explicou Augusto Lima.
Durante a tarde, dezenas de policiais ferroviários realizaram um protesto em frente à sede da PF. Eles foram se entregar à polícia para que também fossem presos, já que também trabalham armados e não consideram justa a prisão de apenas uma parte da equipe. Lima afirmou que está aguardando a conclusão das oitivas para pagar a fiança de todos os que foram presos e garantir a liberação do grupo. “Não nos foi apresentado nada que nos proíba o exercício da nossa profissão com armas. Vamos à Brasília para ver o que conseguimos fazer a respeito dessas prisões ilegais e arbitrárias. Também estamos indo ao Ministério Público Federal”, assegurou Lima.
De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Federal em Pernambuco, a Polícia Ferroviária foi notificada da proibição para trabalhar armada em duas reuniões realizadas em 2012. “Não recebemos nenhuma notificação por escrito sobre isso. Nós judicializamos essa questão e eles [PF] prometeram que não fariam nada porque estamos nessa fase de transição”, rebateu o presidente do Sindifer-PE.
A Polícia Ferroviária Federal tem 158 agentes trabalhando em Pernambuco e mais de 200 servidores aposentados. Ainda não há previsão de quando a categoria voltará a trabalhar. A Polícia Federal convocou uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira (28), quando informou que vai se pronunciar oficialmente.
Repercussão em outra categoria
O assessor de comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Diogo Morais, esteve no protesto desta tarde e disse que a categoria vai avaliar a paralisação dos policiais ferroviários. “Nós também fomos pegos de surpresa. Vamos convocar a categoria para tomar um posicionamento, podemos até interromper o funcionamento do metrô, pois o sistema está descoberto. Queremos alertar a população que não temos mais segurança operacional, pois esses agentes atuam no policiamento ostensivo como também no socorro a acidentes e vítimas”, disse.
De acordo com a assessoria de imprensa do Sindmetro-PE, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pelo metrô da capital pernambucana, ainda não se posicionou, mas informou que vai reforçar a segurança privada na rede. O Sindicato alerta, porém, que esses vigilantes fazem segurança patrimonial, sem uso de armas, e não teriam treinamento para atuar como a Polícia Ferroviária Federal.







