1. Histórias para um imbecil ouvir

    Fernando Brito 05/03/2022 12:20 pm

    Diante da abjeção daquele (agora ex) candidato do Podemos ao Governo de São Paulo que, depois de exibir-se com uma inacreditável morbidez ao ir promover-se em meio ao conflito na Ucrânia, enchendo coquetéis molotov, fez comentários digno de um verme sobre as refugiadas serem “fáceis, porque são pobres”, nada melhor que o texto publicado por Jamil Chade, certamente o maior correspondente estrangeiros do Brasil, Jamil Chade, que está, na íntegra, na sua coluna no UOL, da qual não resisto a transcrever a parte final.

    Carta para Arthur do Val: a
    condição feminina na guerra e na paz
    Jamil Chade, no UOL

    (…) Eu tinha viajado para um lugar a oeste da cidade de Bagamoyo, na Tanzânia, para escrever sobre o impacto da Aids numa das regiões mais pobres do planeta. Mas seria naquele local que eu descobriria, de uma maneira inusitada, a dimensão do drama de imigrantes e refugiados. Ao longo dos anos, visitei campos de refugiados na fronteira do Iraque, entre o Quênia e a Somália, em Darfur, na rota entre a Turquia e a Europa.

    Vi milhares de pessoas sem destino. Mas, nas proximidades de Bagamoyo, aquela história era diferente. Oficialmente, não havia uma guerra. Não havia um acampamento de refugiados. Mas eu logo descobriria que nem por isso o desespero deixava de estar presente naquela população.

    Eu fazia uma visita a um hospital e esperava para falar com o diretor. Por falta de médicos, ele fora chamado para fazer um parto. Sabia que aquilo significava que eu passaria horas ali, à espera de minha entrevista.

    Restava fazer o que eu mais gostava nessas viagens: descobrir quem estava ali, falar com as pessoas, perambular pelo local, ler os cartazes e simplesmente observar. No portão do centro de atendimento, centenas de mulheres com seus véus coloridos aguardavam de forma paciente. Tentavam afastar as moscas, num calor intenso, enquanto o choro de crianças rompia os muros descascados daquela entrada de um galpão transformado em sala de espera.

    Ao caminhar para uma das alas, fui barrado. Os enfermeiros me pediram que não entrasse no local. Quando perguntei qual era a especialidade daquela área, disseram que não podiam revelar. Em partes da África, o preconceito e o estigma em relação aos pacientes de Aids obrigam os hospitais a não indicar nem em suas paredes o nome da doença. Decidi sair do prédio em ruínas e, num dos pátios do hospital, vi duas garotas brincando.

    Não tinham mais de 10 anos de idade. E o único momento em que olharam para o chão, sem resposta, foi quando perguntei o que faziam ali. Mas a curiosidade delas em saber o que um rapaz branco, com um bloco de notas na mão e uma câmera fotográfica, fazia lá era maior que sua vontade de contar histórias. Desisti de seguir com minhas perguntas. Expliquei que era jornalista brasileiro e, para dizer meu nome, mostrei um cartão de visita, que acabou ficando com elas.

    Quando iam responder à minha pergunta sobre os seus nomes, nossa conversa foi interrompida por uma senhora que, da porta do hospital, me avisava que o diretor já estava à disposição para a entrevista. Deixei aquelas crianças depois de menos de cinco minutos de conversa. Já caminhando, virei e disse uma das poucas expressões que tinha aprendido em suaíli: kwaheri – “adeus”. Ganhei em troca dois enormes sorrisos.

    Terminada a entrevista com o diretor do hospital, confesso que nem sequer notei se as meninas continuavam ou não no pátio. Estava ainda sob o choque de um pedido do gerente da clínica, que, ao terminar de me explicar o que faziam, me perguntou se eu não poderia deixar para eles qualquer comprimido que tivesse na mala. Qualquer um. Até mesmo se o prazo de validade já tivesse expirado.

    Alguns meses depois, já na Suíça, abri minha caixa de correio de forma despretensiosa ao chegar em casa. Num envelope surrado e escrito à mão, chegava uma carta de Bagamoyo. Pensei comigo: deve ser um erro e a carta deve ter sido colocada na minha caixa por engano. Eu não conheço ninguém em Bagamoyo. Mas o envelope deixava muito claro: era para Jamil Chade.

    Antes mesmo de entrar em casa, deixei minha sacola no chão e abri o envelope. Umavez mais, meu nome estava no papel, com uma letra visivelmente infantil. Eu continuava sem entender. Até que comecei a ler. No texto, em inglês, quem escrevia explicava que tinha me conhecido diante do hospital e que tinha meu endereço em Genebra por conta de um cartão que eu lhe havia deixado.

    Como num sonho, as imagens daquelas garotas imediatamente apareceram em minha mente. Mas o conteúdo daquela carta era um verdadeiro pesadelo. A garota me escrevia com um apelo comovedor. “Por favor, case-se comigo e me tire daqui. Prometo que vou cuidar de você, limpar sua casa e sou muito boa cozinheira.” A carta contava que sua mãe havia morrido de Aids – naquele mesmo hospital – e que seu pai também estava morto.

    Cada um dos oito filhos fora buscar formas de sobreviver e ela era a última da família a ter permanecido na empobrecida cidade. “Preciso sair daqui”, escrevia a garota. A cada tantas frases, uma promessa se repetia: “Eu vou te amar.” Uma observação no final parecia mais um atestado de morte: “Com as últimas moedas que eu tinha, comprei este envelope, este papel e este selo. Você é minha última esperança.”

    Deputado, talvez o senhor classificaria essa pessoa no grupo de “meninas fáceis”. Eu, porém, chorei de desespero e de impotência diante daquele pedido de resgate. Eu e o senhor- homens brancos – nascemos como a classe mais privilegiada do planeta. Eu e o senhor não tivemos de fazer nada para adquirir esses privilégios. Existimos.

    É nossa obrigação, portanto, desmontar o processo de profunda desumanização de uma guerra e da miséria. Cada um com suas armas.

    Não sei qual será o destino que a Assembleia Legislativa em São Paulo, seu partido e seus eleitores darão ao senhor. Qualquer que seja ele, só espero que esse episódio revoltante sirva para que haja alguma insurreição de consciências sobre a condição feminina. Na guerra e na paz.

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  2. Histórias para um imbecil ouvir

    Fernando Brito 05/03/2022 12:20 pm

    Diante da abjeção daquele (agora ex) candidato do Podemos ao Governo de São Paulo que, depois de exibir-se com uma inacreditável morbidez ao ir promover-se em meio ao conflito na Ucrânia, enchendo coquetéis molotov, fez comentários digno de um verme sobre as refugiadas serem “fáceis, porque são pobres”, nada melhor que o texto publicado por Jamil Chade, certamente o maior correspondente estrangeiros do Brasil, Jamil Chade, que está, na íntegra, na sua coluna no UOL, da qual não resisto a transcrever a parte final.

    Carta para Arthur do Val: a
    condição feminina na guerra e na paz
    Jamil Chade, no UOL

    (…) Eu tinha viajado para um lugar a oeste da cidade de Bagamoyo, na Tanzânia, para escrever sobre o impacto da Aids numa das regiões mais pobres do planeta. Mas seria naquele local que eu descobriria, de uma maneira inusitada, a dimensão do drama de imigrantes e refugiados. Ao longo dos anos, visitei campos de refugiados na fronteira do Iraque, entre o Quênia e a Somália, em Darfur, na rota entre a Turquia e a Europa.

    Vi milhares de pessoas sem destino. Mas, nas proximidades de Bagamoyo, aquela história era diferente. Oficialmente, não havia uma guerra. Não havia um acampamento de refugiados. Mas eu logo descobriria que nem por isso o desespero deixava de estar presente naquela população.

    Eu fazia uma visita a um hospital e esperava para falar com o diretor. Por falta de médicos, ele fora chamado para fazer um parto. Sabia que aquilo significava que eu passaria horas ali, à espera de minha entrevista.

    Restava fazer o que eu mais gostava nessas viagens: descobrir quem estava ali, falar com as pessoas, perambular pelo local, ler os cartazes e simplesmente observar. No portão do centro de atendimento, centenas de mulheres com seus véus coloridos aguardavam de forma paciente. Tentavam afastar as moscas, num calor intenso, enquanto o choro de crianças rompia os muros descascados daquela entrada de um galpão transformado em sala de espera.

    Ao caminhar para uma das alas, fui barrado. Os enfermeiros me pediram que não entrasse no local. Quando perguntei qual era a especialidade daquela área, disseram que não podiam revelar. Em partes da África, o preconceito e o estigma em relação aos pacientes de Aids obrigam os hospitais a não indicar nem em suas paredes o nome da doença. Decidi sair do prédio em ruínas e, num dos pátios do hospital, vi duas garotas brincando.

    Não tinham mais de 10 anos de idade. E o único momento em que olharam para o chão, sem resposta, foi quando perguntei o que faziam ali. Mas a curiosidade delas em saber o que um rapaz branco, com um bloco de notas na mão e uma câmera fotográfica, fazia lá era maior que sua vontade de contar histórias. Desisti de seguir com minhas perguntas. Expliquei que era jornalista brasileiro e, para dizer meu nome, mostrei um cartão de visita, que acabou ficando com elas.

    Quando iam responder à minha pergunta sobre os seus nomes, nossa conversa foi interrompida por uma senhora que, da porta do hospital, me avisava que o diretor já estava à disposição para a entrevista. Deixei aquelas crianças depois de menos de cinco minutos de conversa. Já caminhando, virei e disse uma das poucas expressões que tinha aprendido em suaíli: kwaheri – “adeus”. Ganhei em troca dois enormes sorrisos.

    Terminada a entrevista com o diretor do hospital, confesso que nem sequer notei se as meninas continuavam ou não no pátio. Estava ainda sob o choque de um pedido do gerente da clínica, que, ao terminar de me explicar o que faziam, me perguntou se eu não poderia deixar para eles qualquer comprimido que tivesse na mala. Qualquer um. Até mesmo se o prazo de validade já tivesse expirado.

    Alguns meses depois, já na Suíça, abri minha caixa de correio de forma despretensiosa ao chegar em casa. Num envelope surrado e escrito à mão, chegava uma carta de Bagamoyo. Pensei comigo: deve ser um erro e a carta deve ter sido colocada na minha caixa por engano. Eu não conheço ninguém em Bagamoyo. Mas o envelope deixava muito claro: era para Jamil Chade.

    Antes mesmo de entrar em casa, deixei minha sacola no chão e abri o envelope. Umavez mais, meu nome estava no papel, com uma letra visivelmente infantil. Eu continuava sem entender. Até que comecei a ler. No texto, em inglês, quem escrevia explicava que tinha me conhecido diante do hospital e que tinha meu endereço em Genebra por conta de um cartão que eu lhe havia deixado.

    Como num sonho, as imagens daquelas garotas imediatamente apareceram em minha mente. Mas o conteúdo daquela carta era um verdadeiro pesadelo. A garota me escrevia com um apelo comovedor. “Por favor, case-se comigo e me tire daqui. Prometo que vou cuidar de você, limpar sua casa e sou muito boa cozinheira.” A carta contava que sua mãe havia morrido de Aids – naquele mesmo hospital – e que seu pai também estava morto.

    Cada um dos oito filhos fora buscar formas de sobreviver e ela era a última da família a ter permanecido na empobrecida cidade. “Preciso sair daqui”, escrevia a garota. A cada tantas frases, uma promessa se repetia: “Eu vou te amar.” Uma observação no final parecia mais um atestado de morte: “Com as últimas moedas que eu tinha, comprei este envelope, este papel e este selo. Você é minha última esperança.”

    Deputado, talvez o senhor classificaria essa pessoa no grupo de “meninas fáceis”. Eu, porém, chorei de desespero e de impotência diante daquele pedido de resgate. Eu e o senhor- homens brancos – nascemos como a classe mais privilegiada do planeta. Eu e o senhor não tivemos de fazer nada para adquirir esses privilégios. Existimos.

    É nossa obrigação, portanto, desmontar o processo de profunda desumanização de uma guerra e da miséria. Cada um com suas armas.

    Não sei qual será o destino que a Assembleia Legislativa em São Paulo, seu partido e seus eleitores darão ao senhor. Qualquer que seja ele, só espero que esse episódio revoltante sirva para que haja alguma insurreição de consciências sobre a condição feminina. Na guerra e na paz.

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  3. Histórias para um imbecil ouvir

    Fernando Brito /03/2022 2:20 pm

    Diante da abjeção daquele (agora ex) candidato do Podemos ao Governo de São Paulo que, depois de exibir-se com uma inacreditável morbidez ao ir promover-se em meio ao conflito na Ucrânia, enchendo coquetéis molotov, fez comentários digno de um verme sobre as refugiadas serem “fáceis, porque são pobres”, nada melhor que o texto publicado por Jamil Chade, certamente o maior correspondente estrangeiros do Brasil, Jamil Chade, que está, na íntegra, na sua coluna no UOL, da qual não resisto a transcrever a parte final.

    Carta para Arthur do Val: a
    condição feminina na guerra e na paz
    Jamil Chade, no UOL

    (…) Eu tinha viajado para um lugar a oeste da cidade de Bagamoyo, na Tanzânia, para escrever sobre o impacto da Aids numa das regiões mais pobres do planeta. Mas seria naquele local que eu descobriria, de uma maneira inusitada, a dimensão do drama de imigrantes e refugiados. Ao longo dos anos, visitei campos de refugiados na fronteira do Iraque, entre o Quênia e a Somália, em Darfur, na rota entre a Turquia e a Europa.

    Vi milhares de pessoas sem destino. Mas, nas proximidades de Bagamoyo, aquela história era diferente. Oficialmente, não havia uma guerra. Não havia um acampamento de refugiados. Mas eu logo descobriria que nem por isso o desespero deixava de estar presente naquela população.

    Eu fazia uma visita a um hospital e esperava para falar com o diretor. Por falta de médicos, ele fora chamado para fazer um parto. Sabia que aquilo significava que eu passaria horas ali, à espera de minha entrevista.

    Restava fazer o que eu mais gostava nessas viagens: descobrir quem estava ali, falar com as pessoas, perambular pelo local, ler os cartazes e simplesmente observar. No portão do centro de atendimento, centenas de mulheres com seus véus coloridos aguardavam de forma paciente. Tentavam afastar as moscas, num calor intenso, enquanto o choro de crianças rompia os muros descascados daquela entrada de um galpão transformado em sala de espera.

    Ao caminhar para uma das alas, fui barrado. Os enfermeiros me pediram que não entrasse no local. Quando perguntei qual era a especialidade daquela área, disseram que não podiam revelar. Em partes da África, o preconceito e o estigma em relação aos pacientes de Aids obrigam os hospitais a não indicar nem em suas paredes o nome da doença. Decidi sair do prédio em ruínas e, num dos pátios do hospital, vi duas garotas brincando.

    Não tinham mais de 10 anos de idade. E o único momento em que olharam para o chão, sem resposta, foi quando perguntei o que faziam ali. Mas a curiosidade delas em saber o que um rapaz branco, com um bloco de notas na mão e uma câmera fotográfica, fazia lá era maior que sua vontade de contar histórias. Desisti de seguir com minhas perguntas. Expliquei que era jornalista brasileiro e, para dizer meu nome, mostrei um cartão de visita, que acabou ficando com elas.

    Quando iam responder à minha pergunta sobre os seus nomes, nossa conversa foi interrompida por uma senhora que, da porta do hospital, me avisava que o diretor já estava à disposição para a entrevista. Deixei aquelas crianças depois de menos de cinco minutos de conversa. Já caminhando, virei e disse uma das poucas expressões que tinha aprendido em suaíli: kwaheri – “adeus”. Ganhei em troca dois enormes sorrisos.

    Terminada a entrevista com o diretor do hospital, confesso que nem sequer notei se as meninas continuavam ou não no pátio. Estava ainda sob o choque de um pedido do gerente da clínica, que, ao terminar de me explicar o que faziam, me perguntou se eu não poderia deixar para eles qualquer comprimido que tivesse na mala. Qualquer um. Até mesmo se o prazo de validade já tivesse expirado.

    Alguns meses depois, já na Suíça, abri minha caixa de correio de forma despretensiosa ao chegar em casa. Num envelope surrado e escrito à mão, chegava uma carta de Bagamoyo. Pensei comigo: deve ser um erro e a carta deve ter sido colocada na minha caixa por engano. Eu não conheço ninguém em Bagamoyo. Mas o envelope deixava muito claro: era para Jamil Chade.

    Antes mesmo de entrar em casa, deixei minha sacola no chão e abri o envelope. Umavez mais, meu nome estava no papel, com uma letra visivelmente infantil. Eu continuava sem entender. Até que comecei a ler. No texto, em inglês, quem escrevia explicava que tinha me conhecido diante do hospital e que tinha meu endereço em Genebra por conta de um cartão que eu lhe havia deixado.

    Como num sonho, as imagens daquelas garotas imediatamente apareceram em minha mente. Mas o conteúdo daquela carta era um verdadeiro pesadelo. A garota me escrevia com um apelo comovedor. “Por favor, case-se comigo e me tire daqui. Prometo que vou cuidar de você, limpar sua casa e sou muito boa cozinheira.” A carta contava que sua mãe havia morrido de Aids – naquele mesmo hospital – e que seu pai também estava morto.

    Cada um dos oito filhos fora buscar formas de sobreviver e ela era a última da família a ter permanecido na empobrecida cidade. “Preciso sair daqui”, escrevia a garota. A cada tantas frases, uma promessa se repetia: “Eu vou te amar.” Uma observação no final parecia mais um atestado de morte: “Com as últimas moedas que eu tinha, comprei este envelope, este papel e este selo. Você é minha última esperança.”

    Deputado, talvez o senhor classificaria essa pessoa no grupo de “meninas fáceis”. Eu, porém, chorei de desespero e de impotência diante daquele pedido de resgate. Eu e o senhor- homens brancos – nascemos como a classe mais privilegiada do planeta. Eu e o senhor não tivemos de fazer nada para adquirir esses privilégios. Existimos.

    É nossa obrigação, portanto, desmontar o processo de profunda desumanização de uma guerra e da miséria. Cada um com suas armas.

    Não sei qual será o destino que a Assembleia Legislativa em São Paulo, seu partido e seus eleitores darão ao senhor. Qualquer que seja ele, só espero que esse episódio revoltante sirva para que haja alguma insurreição de consciências sobre a condição feminina. Na guerra e na paz.

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  4. E claro que a opiniao expressada pelo deputado e ruim, mais ruim ainda e o fato de que quebra de sigilo telefonico deixou de ser crime. E o universo onde vc vai ser punido pelo crime de “lesa majestade” ou melhor evidenciar a profissao mais antiga do mundo. Se me lembro bem o tal do Luciano , aquele apesentador casado com outra apresentadora teria dito a colegas americanos para virem para o Brasil durante o carnaval , a anos atras, que aqui teriam muitas brasileiras “messalinas”, todo mundo ficou quieto e nao rebateu o sujeito. O inglorio nesta triste estoria e ver que se alguem pensar alto ou falar asnice em ambito privado vai estar lascado. E melhor acabar com a lei de sigilo telefonico e abrir um microfone publico para todas as conversas inclusive a dos magistrados impolutos dos segredos alheios. Ao final e claro que a opiniao do deputado e horrivel mais ainda assim fico com o respeito a lei.

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    • Está enganado. Quando o imbecil do Huck lançou a ideia do quadro que arranjaria namorados estrangeiros para brasileiras durante a Copa de 2014, houve reação forte e ele recuou – quase tomando uma acusação de lenocínio na testa.
      Quanto ao outro imbecil, o Mamãe Falei, é um deputado, uma pessoa pública formadora de opinião, para quem o conceito de privacidade é aplicado de forma diferente do que é para mim ou você. Gente assim precisa pensar cada palavra, é o ônus de ser o que é.
      A grande frase do Lincoln cai como uma luva, até na Polícia: “melhor ficar calado e deixar as pessoas imaginando se você é um idiota do que abrir a boca e acabar com a dúvida delas”.

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      • Olha respeito sua opiniao mais a lei nao fala de tal diferenca, seja ele o presidente da republica ou o mais humilde cidadao violacao de sigilo telefonico e crime. Volto a consignar que o pensamento por ele coloxado e altamente reprovavel mais nao autoriza o cometimento de crime por ninguem.

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        • Nessa linha, por exemplo, a exploração sem consentimento do direito à imagem seria suficiente para anular os crimes (abusos, porque sabe-se que não havia anjos) da Favela Naval…
          Bom saber também que essa posição se aplica integralmente ao áudio vazado sobre a conversa entre a então Presidente e o ex-Presidente Lula…
          Resumo: cf disseram ontem era uma tragédia anunciada. A tal “nova politica” (que nunca nem condomínio dirigiu) iria dar nisso…

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          • Ali era muito diferente nao estava se tratando de conversa privada e sim de prova de crime. E preciso se refletir que se houver endosso a quebra do sigilo de comunicacao pessoal nao relacionada com crime todos nos corremos o risco de mesmo procedimento. E claro que o deputa e um “bosta” mais isto nao autoriza a ilegalidade.

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            • Olha, você é policial. Deve ter um whatsapp. Se num grupo aí, dois idiotas vão lá e comentam sobre efetuar um homicídio ou um estupro, você vai entender que eles têm “direito” ao sigilo telemático? Pessoa pública ou não, ele foi no mínimo escroto, possivelmente criminoso. E, para arrematar, burro. Como o Eduardo escreveu aí, telefone serve para marcar encontro no lugar errado. E só.

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        • P.S: independentemente da questão jurídica, sob o aspecto político a figura pública vai suportar os ônus da conduta.
          Seja pela traição ou pela repugnância (vide a propagação de algo “privado”) que o comentário causou…
          Pior: caiu e derrubou junto os “aspones”.
          E se estudasse a história dos personagens da política (jornais, documentários, entrevistas) teria aprendido com Tancredo Neves o seguinte: “Telefone serve no máximo para marcar encontro, de preferência no lugar errado”.

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  5. Desgraça pouca é bobagem. Na ALESP mulher só pode entrar com cinto de castidade. Tem deputado que apalpa seios da colega pelas costas e outro que viaja para difamar mulheres vulneráveis submetidas aos horrores da guerra as quais rotulou de fáceis por serem pobres. A fila de refugiados em que se encontravam fazia inveja às filas das melhores baladas de Sampa. Ninguém merece !

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  6. Se posso dar meu pitaco penso que não se trata de quebra de sigilo telefônico ou não, visto o próprio dePUTAdo afirmar que se trata de um grupo de mui “amigos” ele não estava ” conversando ” ele fez comentários e observação pra lá de idiotas. Além disso esse dePUTAdo é expert em pegar áudio de outras pessoas e colocar a sua opinião, sempre jocosa, como se fosse dono da verdade, até já foi condenado por uma edição malandra dele numa entrevista. Resumo da ópera esse otário está sendo pago na mesma moeda, se FORDeu grandão!

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  7. Torcendo para a esquerda voltar para o poder.
    O primeiro que vai levar é a PM, depois a PC que é bem menor e muito mais fraca.

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  8. No ‘Estadão’, o clima da velório da campanha de Moro

    Fernando Brito 06/03/2022 8:20 pm

    Gustavo Queiroz e Luiz Vassallo, d’O Estado de S.Paulo, desenham neste domingo o clima fúnebre da campanha do ex-juiz Sergio Moro à Presidência, segundo eles, “marcada nos últimos meses por eventos pouco concorridos e sem a presença de líderes partidários”.

    “O ex-juiz tem participado de eventos com público reduzido, nos quais fala, basicamente, para antigos apoiadores e fãs da Lava Jato. E ainda não conseguiu arregimentar apoios relevantes. Moro enfrenta desgastes internos no Podemos. Diante dessa situação, ele se cercou de um grupo de confiança, apartado da cúpula do partido. A exemplo do ex-juiz, alguns dos integrantes desse núcleo são novatos em eleições”.

    A preocupação central de Moro, é que o Podemos estaria “rifando” a sua candidatura, para não ter de gastar nela a sua cota do Fundo Eleitoral.

    O remédio, então, é fazer uma “caixa privada” de campanha, com uma meta de “arrecadar R$ 25 mil por mês de um universo de aproximadamente 40 empresários. A ideia é ter R$ 1 milhão mensal para a campanha.”.

    Como não há (em tese) financiamento privado de campanha, estas doações teriam de ser ao seu partido, o Podemos, para que fossem repassadas à campanha, mas o partido diz que não existe qualquer combinação para isso.

    Os repórteres descrevem sua relação com o partido como ‘separação de corpos’, ou seja, apenas a de manter a fachada.

    Pior que não ter dinheiro é não ter palanques estaduais, que ajudam a empurrar uma candidatura: segundo levantamento de O Globo, Moro só tem candidato definido no Distrito Federal, José Antônio Reguffe e duas alianças encaminhadas, no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Ou seja, 10% dos estados brasileiros.

    No mais importante deles, São Paulo, tinha um, ainda que ridículo, mas o “Mamãe Falei” acaba de mergulhar numa lata de lixo.

    Moro pode jurar de pés juntos que não troca de candidatura, para senador ou deputado, mas a realidade da política o está empurrando a isso.

    Um pena, porque seria mais didático que ele permanecesse candidato, com um ou dois por cento, para ser reduzido ao tamanho que tem.

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  9. No ‘Estadão’, o clima da velório da campanha de Moro

    Fernando Brito 06/03/2022 8:20 pm

    Gustavo Queiroz e Luiz Vassallo, d’O Estado de S.Paulo, desenham neste domingo o clima fúnebre da campanha do ex-juiz Sergio Moro à Presidência, segundo eles, “marcada nos últimos meses por eventos pouco concorridos e sem a presença de líderes partidários”.

    “O ex-juiz tem participado de eventos com público reduzido, nos quais fala, basicamente, para antigos apoiadores e fãs da Lava Jato. E ainda não conseguiu arregimentar apoios relevantes. Moro enfrenta desgastes internos no Podemos. Diante dessa situação, ele se cercou de um grupo de confiança, apartado da cúpula do partido. A exemplo do ex-juiz, alguns dos integrantes desse núcleo são novatos em eleições”.

    A preocupação central de Moro, é que o Podemos estaria “rifando” a sua candidatura, para não ter de gastar nela a sua cota do Fundo Eleitoral.

    O remédio, então, é fazer uma “caixa privada” de campanha, com uma meta de “arrecadar R$ 25 mil por mês de um universo de aproximadamente 40 empresários. A ideia é ter R$ 1 milhão mensal para a campanha.”.

    Como não há (em tese) financiamento privado de campanha, estas doações teriam de ser ao seu partido, o Podemos, para que fossem repassadas à campanha, mas o partido diz que não existe qualquer combinação para isso.

    Os repórteres descrevem sua relação com o partido como ‘separação de corpos’, ou seja, apenas a de manter a fachada.

    Pior que não ter dinheiro é não ter palanques estaduais, que ajudam a empurrar uma candidatura: segundo levantamento de O Globo, Moro só tem candidato definido no Distrito Federal, José Antônio Reguffe e duas alianças encaminhadas, no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Ou seja, 10% dos estados brasileiros.

    No mais importante deles, São Paulo, tinha um, ainda que ridículo, mas o “Mamãe Falei” acaba de mergulhar numa lata de lixo.

    Moro pode jurar de pés juntos que não troca de candidatura, para senador ou deputado, mas a realidade da política o está empurrando a isso.

    Um pena, porque seria mais didático que ele permanecesse candidato, com um ou dois por cento, para ser reduzido ao tamanho que tem.

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  10. Fico imaginando o que se passa na cabeça de um vagabundo como esse sujeito. Um mentiroso, cretino e inútil que espero seja varrido da política imediatamente.

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  11. Só apenas mais um playboy com DNA Dória que se elegeu na onda Bolsonaro gritando fora PT. Num país onde se limpa ficha de criminoso condenado em trânsito em julgado não há o que se esperar. Aqui pode-se falar qualquer coisa desde que não xingue os deuses do STF.

    Vale a dica: conversa de boteco fica no boteco. Não partilhe conversa com amigo político no Whatsapp!

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  12. Ele não disse o que disse e está torcendo pra ficar o dito pelo não dito. Entende? virar pizza, entende? disse:

    Deputado Mamãe falei “merda” ou Mamãe falhei, quiça Mamãe me ferrei,

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  13. Toda vez que esses caras dizem merd@, pedem desculpas pelo vazamento das conversas e não pelo conteúdo. O Boris Casoy quando ofendeu os garis, pediu desculpas pelo vazamento do áudio… O Willian Waack qdo proferiu comentários racistas, fez o mesmo… E o Arthur idem. Todos esses caras tem a msm característica: burros e covardes !

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  14. Bolsonaro consegue um comício pró-Lula no dia de lançar candidatura

    Fernando Brito 27/03/2022 7:53 pm

    Fiquei aqui me perguntando se valia comentar o discurso do “bem contra o mal” de Jair Bolsonaro no lançamento de sua candidatura.

    O essencial já havia dito antes dela acontecer, porque só o que ele tem a oferecer é ódio e Bolsonaro só o confirmou ao levantar a bandeira do “inimigo interno” que precisa ser exterminado:

    “O nosso inimigo não é externo, é interno. Não é luta da esquerda contra a direita, é do bem contra o mal. E nós vamos vencer essa luta, porque estarei sempre na frente de vocês“.

    Nada além da ditadura, que ele glorificou na pessoa do torturador Brilhande Ustra, seu “amigo”, e fez insinuações sobre o “seu” exército:

    “Se para defender a nossa liberdade e a nossa democracia, eu tomarei a decisão contra quem quer que seja e a certeza do sucesso, é que eu tenho um exército ao meu lado. Ele é composto por cada um de vocês. Poderemos até perdemos algumas batalhas, mas não perderemos a guerra por falta de lutar. Vocês sabem do que estou falando”.

    Mas a irrelevância do discurso presidencial fica a cargo da interpretação da mídia, onde ele perdeu, disparado, para a repercussão da inócua tentativa de proibir manifestações contra ele durante um festival.

    Reclamando de um suposto e inexistente “showmício”, seus advogados conseguiram, grátis, um imenso comício pró-Lula, com direito a farta cobertura da mídia nacional.

    No dia do “lançamento” da candidatura, apanhou feio para o “Fora Bolsonaro” supostamente proibido, mas que se reproduziu no festival de música que, a pedido de seus advogados, se quis reprimir.

    Bolsonaro falou para seus fiéis (interprete como queira a palavra). Seus advogados, além de citarem a empresa errada, o que desconfigura qualquer ilegalidade dos vários “fora bolsonaro” que povoaram a exibição de hoje dos artistas, fizeram que a oposição a ele falasse para o país inteiro.

    Cada vez mais, a população entende a violência que terá esta campanha. E vai saber evitá-la.

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