Investigação feita por rede social é premiada 14

 O investigador da Polícia Civil Luís Fernando Ferreira de Souza receberá Prêmio Polícia Cidadã

São Paulo, 10 – Em meio a recorrentes aumentos dos índices de roubo no Estado, o Instituto Sou da Paz premia, na noite desta quarta-feira, 10, as melhores iniciativas policiais para combater esse tipo de delito. O 6.º Prêmio Polícia Cidadã vai, neste ano, para duas iniciativas da Grande São Paulo e uma de Bauru, no interior, que trouxeram as soluções mais inovadoras para a redução dos roubos.

O prêmio principal será para um sistema que cruzou informações dos Leitores Automáticos de Placas (LAPs) dos radares de Guarulhos com informações da polícia sobre roubo de veículos.

Desde maio, cada vez que um carro com queixa de roubo ou furto passa pelos radares – que, assim como na capital, têm tecnologia para identificar todas as placas, não só aquelas de veículos que excedem o limite de velocidade – um aviso é disparado para as viaturas da PM a até 10 quilômetros de distância. “Já recuperamos 89 veículos. E o importante é que foi possível prender mais de 140 pessoas”, diz o capitão da PM Douglas Shoichi Sano, que coordenou a implementação do sistema e receberá o prêmio.

Houve tentativas de promover integração em outras cidades, mas uma série de dificuldades técnicas impediu o avanço da ideia. A equipe de Sano superou os problemas em parceria com a prefeitura de Guarulhos, integrando radares e polícia em 33 pontos. Agora, o projeto deve seguir para a capital, que tem mais de 840 radares.

Capital

A segunda iniciativa vencedora é da capital paulista. Também é resultado da integração entre os sistemas policiais já existentes com novas ferramentas, no caso, as redes sociais. Mas, desta vez, voltadas para o trabalho de investigação.

No fim de 2011, a região do Brooklin, na zona sul, registrava um caso de sequestro relâmpago a cada dia, segundo o investigador da Polícia Civil Luís Fernando Ferreira de Souza. O trabalho da polícia apontava para um mesmo grupo de suspeitos. “A diferença na investigação é que cruzamos as informações dos nossos sistemas com as redes sociais”, explica o policial.

Ao identificar os primeiros suspeitos, os policiais passaram a segui-los no Facebook e coletar fotos dos investigados. “Eles colocavam fotos em baladas, na praia, com mulheres, esbanjando”, diz Souza. “Conseguimos formar uma teia de suspeitos, com banco de fotos, com imagens das redes sociais. Então, começamos a chamar as testemunhas para que fossem reconhecidos.” A ação resultou em mais de 30 prisões. A quantidade de provas coletadas permitiu que todos fossem condenados. O caso ficou conhecido como a “gangue dos playboys”.

Ambiental

Em Bauru, a experiência vencedora foi uma iniciativa que associou as atividades de patrulhamento da Polícia Militar Ambiental com ações de prevenção e repressão a crimes comuns. Os policiais ambientais passaram a trocar informações sobre delitos que a Polícia Civil colhia em suas áreas de atuação e fazer patrulhamento misto, voltado principalmente para coibir a prática de roubo.

Ivan Marques, diretor executivo do Instituto Sou da Paz, diz que os projetos são escolhidos por uma comissão independente. “São policiais de outros Estados”, afirma. Além de premiar em dinheiro, o instituto homenageia projetos com menções honrosas e dá prêmio para uma categoria eleita por voto. As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo

Um Comentário

  1. Parabéns! Pena que na prática isso não tem como funcionar em todas as delegacias do Estado, por simples falta de vontade política ou de alguns policiais que não descolam de suas cadeiras e chefias. Isso sem contar da corrupção! Mas isso já é outra história! Até!

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  2. Tais investigações apenas funcionam por boa vontade do funcionário, pois, se dependessem do Estado, nunca funcionariam, isto por simples motivos… senão vejamos:

    O DIPOL, responsável pelo fornecimento de senhas para os funcionários, deveria realizar convênios e fornecer a cada delegacia, senão a cada policial, senhas de acessos ilimitados em redes sociais, etc… isto na prática não existe, então o policial, ou usa o seu próprio perfil ou cria um falso… mas… com sem acesso ilimitado a tudo.

    A Polícia Civil não tem acesso instantâneo a câmeras, radares, etc… isto por pura falta de gerencia dos seus superiores… A GCM, a PM, possuem câmeras espalhadas por São Paulo, porém, até hoje nenhum super administrador da PC conseguiu liberar o acesso em tempo real, acesso as imagens gravadas… tendo a PC que submeter as burocracias que, em muitas vezes, impossibilitam o serviço.

    A PC sequer possui acesso ao sistema da PM do 190… do registro de abordagens… o fotocrim tem o acesso boicotado constantemente… e o que fazem nossos “gestores” a respeito? NADA.

    A PC, como instituição de investigação, deveria ter acesso irrestrito a radares de trânsito, a câmeras de monitoramento, ao sistema da SAP, ao sistema da GCM, da PM, do DETRAN, ao registro de imóveis, câmeras de bancos, etc…. masss….. não é o que acontece na realidade e a culpa é exclusiva dos administradores da PC.

    Hoje o policial interessado em trabalhar efetivamente, funcionário este que é raro, tem que se desdobrar para conseguir informações… e em muitas vezes até acaba praticando irregularidades… para tentar tocar uma investigação.

    Será que a PC não vai acordar nunca? Nunca irá deixar de ser um gigante adormecido? Será que ninguém se toca que querem acabar com a PC por ela ser um perigo para as demais instituições?

    Se a PC funcionar… irão acabar inúmeros benefícios de muitos… irão ser combatidas diversas irregularidades praticadas, por exemplo, pela PM…

    A PC precisa se modernizar… e não adianta inventar sistemas mirabolantes… é alpha, omega, infocrim, prodesp, rdo, etc… é sistema que não acaba mais… puta zorra… só que conhece sabe o caos que é.

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  3. Em todo caso, parabéns ao colega homenageado. Ações simples, mas que exige no mínimo boa vontade.

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  4. Correta observação do PC FALIDA, os pouquíssimos policiais que ainda tem interesse em trabalhar já fazem, ainda que de forma limitada, o uso de redes sociais para investigação. Acompanhei várias apurações nesse sentido, seja usando os próprios dados ou perfil falso. No mais, o reconhecimento da iniciativa corrobora os esforços daqueles que mesmo com parcos recursos, ainda se esmeram em nossa nada reconhecida atividade fim

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  5. Cadê o TICKET do puliça, não viria ainda em 2014????????????????????

    Alô sindicatos, socorrrrrrooooooooooooooooooooooooooooooo

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  6. caramba pm aki no plantão disse que seu tickt foi para 660,00 ai sindicato cade o nosso sera que a pm vai engoli mesmo a civil

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  7. Genial solução, parabéns!!! Agora pergunto: Existe efetivo policial prá cuidar de mais de 800 radares???Existe cadeia prá enfiar tanto ladrão que cai????? Tem lei que segura eles na cadeia?????? Só prá saber……..

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  8. SERÁ QUE OS CARDIAIS NÃO ESTÃO VENDO OU ESTÃO FINGINDO COM SEMPRE QUE NÃO VÊEM, A P.C. ESTÁ SE FRAGILIZANDO, QUEM ESTÁ DENTRO ESTÃO SE APOSENTADO OU ESTUDADO OU PARA SAIR E QUEM ENTRA NÃO ESTÁ FICANDO, PRECISAMOS URGENTE DE MELHORAS EM TUDO, PRINCIPALMENTE PARA OS “INDIOS”.

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