“MORRE ABÍLIO ARMANDO ALCARPE, UM SENHOR INVESTIGADOR DE POLÍCIA” 9

Sr. Dr. Guerra:

Para que chegue ao conhecimento do universo policial, peço a gentileza de publicar em seu Blog esta “nota de falecimento”, sob o título: “MORRE ABÍLIO ARMANDO ALCARPE, UM SENHOR INVESTIGADOR DE POLÍCIA”.

Agradeço antecipadamente a atenção.

Jarim Lopes  Roseira, Presidente da IPA e integrantes do “Clube dos XXX”

 

choque

MORRE ABÍLIO ARMANDO ALCARPE, UM SENHOR

INVESTIGADOR DE POLÍCIA

Na antevéspera de completar 93 anos, faleceu no dia 14/11/2014, em São Paulo, o

Investigador de Polícia aposentado Abílio Armando Alcarpe, um nome, uma legenda.

Homem simples, mais de ouvir do que de falar, liderava a partir da sua rara

capacidade inata de fazer bem feito tudo o que a profissão lhe impunha: investigar.

Todos que com ele trabalharam são unânimes em atestar suas qualidades de policial de

excepcionais virtudes. Coragem e determinação eram suas marcas principais.

Deixou histórias de muito trabalho em defesa da sociedade, tirando de seu convívio

indivíduos perniciosos que escolheram a senda do crime. Fazia-o com competência,

mercê do seu tirocínio e obstinada dedicação ao mister que abraçou desde jovem.

Dizem seus antigos companheiros que Abílio jamais se atrasou para um compromisso

de trabalho, fosse em que hora do dia fosse, com intervalo para descanso ou sem ele.

Esse aspecto de sua vida foi lembrado no seu velório por seu inseparável

companheiro, o também Investigador aposentado Ari Dutra de Barros, quando houve

demora na cremação de seu corpo: “Não pode ser… em vida Abílio nunca se atrasou, não

há de ser agora, depois de sua morte que isso vai acontecer”, protestou Ari.

Sua imensa folha de serviços registra casos emblemáticos, como o da prisão do

temido marginal “Promessinha”, nos anos 60/70, ocasião em que, chefiando seu grupo,

Abílio se vestiu com roupas de um prestador de serviços qualquer, e com esse disfarce,

surpreendeu e algemou o temido malfeitor.

Atleta (boxeador), sempre manteve a forma física, o bom humor e a disposição para

tomar uma cerveja. Certa feita, eu, ele e mais um colega policial fomos comer peixes

num restaurante do ramo, em Itaquaquecetuba. Passava de treze horas quando pedimos a

primeira cerveja. A “saideira”, depois de uma dúzia, veio lá pelas dezessete horas e nem

vimos o tempo passar, tal a dinâmica da agradável conversa que compartilhamos.

No ano de 1969, Abílio foi um dos fundadores do Clube do XXX, entidade

que congrega policiais e que nesses 45 anos de vida nunca deixou de se reunir,

infalivelmente, uma vez por mês. Como o mais idoso do grupo, Abílio foi, por anos,

o seu decano, condição agora transferida ao também Investigador aposentado José

Nakandakari, de 82 anos.

No último adeus a Abílio, estavam presentes a viúva, os filhos, parentes, amigos

e seus velhos companheiros policiais da “velha guarda”, guardiões da tradição que se

mantém através do Clube dos XXX.

Jarim Lopes Roseira, Escrivão de Polícia posentado,

Presidente da IPA (International Police Association)

e membro do Clube dos XXX

Um Comentário

  1. Um dos poucos investigadores que são realmente investigadores de polícia. A maioria de hoje são auxiliares de escritório que não gostam de trabalhar.

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  2. Condolências ‘a família. Ledo engano colega, para a administração somos meros carteiros, já para a população, somos padeiros, e as viaturas, carros de padaria.

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  3. Esse foi “Polícia” mesmo. Fez Polícia. Fez história em uma Polícia que, só conservando, hoje, o nome de outrora, ficou também na história.

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  4. PC disse:
    17/11/2014 ÀS 19:55
    coisa boa vai embora cedo mesmo

    MAS COM QUASE 100 ANOS E VC ACHA MESMO QUE FOI MT CEDO, TO DOIDO CARA, UMA PESSOA QUE ATINGE 80 ANOS JÁ COMEÇA A FAZER HORA EXTRA NESSA TERRA, É SÓ REMÉDIO, NÃO VALE A PENA, CRUZ CREDO FICAR DEPENDENDO DOS OUTROS PARA TUDO, ATE PARA AS NECESSIDADES FISIOLÓGICAS, QUE DEUS OS TENHA NA SUA GRORIA.

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  5. Eu, Alberto tive o privilégio de conhecer o ABILIO, além de decente, um parceiro para todos momentos, não trabalhamos juntos, mas convivi um bom tempo com, os filhos, Paulo e Ricardo, e seu parceiro Dr. Getulio, que confiava plenamente, aliás parceria está cada vez mais difícil na P.C. Que esteja com Deus onde estiver. Vai deixar saudades!

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