Luto em Santos: O delegado Gilvan Marcílio de Freitas Júnior foi assassinado 38

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O delegado da Polícia Civil, Gilvan Marcílio de Freitas Júnior, foi morto a tiros no bairro do Gonzaga, em Santos, por volta das 22h30 deste domingo (16). Ele trabalhava no Distrito Policial de Cubatão.

O crime já foi esclarecido e os autores identificados.

O corpo delegado morto será velado a partir das 14 horas no Salão União da Memorial Necrópole de Santos. O sepultamento ocorre às 19 horas.

“MORRE ABÍLIO ARMANDO ALCARPE, UM SENHOR INVESTIGADOR DE POLÍCIA” 9

Sr. Dr. Guerra:

Para que chegue ao conhecimento do universo policial, peço a gentileza de publicar em seu Blog esta “nota de falecimento”, sob o título: “MORRE ABÍLIO ARMANDO ALCARPE, UM SENHOR INVESTIGADOR DE POLÍCIA”.

Agradeço antecipadamente a atenção.

Jarim Lopes  Roseira, Presidente da IPA e integrantes do “Clube dos XXX”

 

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MORRE ABÍLIO ARMANDO ALCARPE, UM SENHOR

INVESTIGADOR DE POLÍCIA

Na antevéspera de completar 93 anos, faleceu no dia 14/11/2014, em São Paulo, o

Investigador de Polícia aposentado Abílio Armando Alcarpe, um nome, uma legenda.

Homem simples, mais de ouvir do que de falar, liderava a partir da sua rara

capacidade inata de fazer bem feito tudo o que a profissão lhe impunha: investigar.

Todos que com ele trabalharam são unânimes em atestar suas qualidades de policial de

excepcionais virtudes. Coragem e determinação eram suas marcas principais.

Deixou histórias de muito trabalho em defesa da sociedade, tirando de seu convívio

indivíduos perniciosos que escolheram a senda do crime. Fazia-o com competência,

mercê do seu tirocínio e obstinada dedicação ao mister que abraçou desde jovem.

Dizem seus antigos companheiros que Abílio jamais se atrasou para um compromisso

de trabalho, fosse em que hora do dia fosse, com intervalo para descanso ou sem ele.

Esse aspecto de sua vida foi lembrado no seu velório por seu inseparável

companheiro, o também Investigador aposentado Ari Dutra de Barros, quando houve

demora na cremação de seu corpo: “Não pode ser… em vida Abílio nunca se atrasou, não

há de ser agora, depois de sua morte que isso vai acontecer”, protestou Ari.

Sua imensa folha de serviços registra casos emblemáticos, como o da prisão do

temido marginal “Promessinha”, nos anos 60/70, ocasião em que, chefiando seu grupo,

Abílio se vestiu com roupas de um prestador de serviços qualquer, e com esse disfarce,

surpreendeu e algemou o temido malfeitor.

Atleta (boxeador), sempre manteve a forma física, o bom humor e a disposição para

tomar uma cerveja. Certa feita, eu, ele e mais um colega policial fomos comer peixes

num restaurante do ramo, em Itaquaquecetuba. Passava de treze horas quando pedimos a

primeira cerveja. A “saideira”, depois de uma dúzia, veio lá pelas dezessete horas e nem

vimos o tempo passar, tal a dinâmica da agradável conversa que compartilhamos.

No ano de 1969, Abílio foi um dos fundadores do Clube do XXX, entidade

que congrega policiais e que nesses 45 anos de vida nunca deixou de se reunir,

infalivelmente, uma vez por mês. Como o mais idoso do grupo, Abílio foi, por anos,

o seu decano, condição agora transferida ao também Investigador aposentado José

Nakandakari, de 82 anos.

No último adeus a Abílio, estavam presentes a viúva, os filhos, parentes, amigos

e seus velhos companheiros policiais da “velha guarda”, guardiões da tradição que se

mantém através do Clube dos XXX.

Jarim Lopes Roseira, Escrivão de Polícia posentado,

Presidente da IPA (International Police Association)

e membro do Clube dos XXX