ISTOÉ INDEPENDENTE- Armas da lei roubadas para o crime…( Caso Garra ) 9

Armas da lei roubadas para o crime

Os roubos de armamentos da polícia de são paulo mostram como agentes do estado podem estar atuando em parceria com o crime organizado

Raul Montenegro (raul.montenegro@istoe.com.br)

Com 13 anos de corporação, o policial Francisco Ricardo Correa, o Chicão, 44 anos, era um profissional discreto que não possuía manchas no currículo. Mas, na semana passada, uma investigação interna o denunciou como responsável pelo roubo de 82 armas na sede do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto), uma unidade de elite da Polícia Civil paulista, onde ele trabalhava. Esse foi o caso mais recente de armamentos roubados de agentes da lei, dentro de suas instituições, no Estado de São Paulo. E, na maioria das vezes, o ladrão trabalha no local e repassa o material para facções criminosas.

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As investigações preliminares indicam que Correa roubou armas do Garra motivado por dinheiro e contou com a ajuda de um amigo, Fernando Campione, 46 anos, sujeito que se dizia policial sem nunca ter sido. Campione era extrovertido e comunicativo, ao contrário de Correa. Nos corredores da organização, suspeita-se que foi o falso policial quem convenceu Correa a roubar. Há um ano e três meses, ele cuidava do depósito de armas do Garra. Sua função era receber itens defeituosos, encaminhá-los para reparo e municiar os parceiros com novos equipamentos. Desde que fora alojado no grupo, caminhava pelos corredores com Campione. Na portaria, sempre autorizavam sua entrada. Todos pensavam que o cúmplice era policial, pois ele conhecia os bastidores e dominava o linguajar próprio dos agentes, além de andar com uma pistola. Em 9 de outubro, Correa aproveitou que o homem que cuidava do depósito com ele havia saído de licença-prêmio para, ao lado do cúmplice, colocar seu plano em prática. Aos poucos, eles roubaram fuzis, submetralhadoras, carabinas e revólveres da sala de segurança. Câmeras de vigilância gravaram Campione entrando no local, em diferentes ocasiões, com uma sacola vazia e saindo de lá com ela cheia de armas furtadas.

O crime só foi descoberto quando o chefe da corporação solicitou um fuzil e Correa foi obrigado a admitir que havia equipamentos faltando. O policial está preso e responde processo por peculato (desvio de recursos públicos). Em seu depoimento, afirmou que retirou o arsenal para fazer testes, mas não revelou sua localização. Já Campione está foragido. A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo ainda apura o destino do armamento, e desconfia que ele foi parar nas mãos de uma facção criminosa. Além disso, descobriu que o agente mantinha em sua residência uma oficina irregular para o conserto de armas, além de peças que podem pertencer ao depósito onde ele trabalhava anteriormente, no Departamento de Administração e Planejamento (DAP).

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Golpe da esq. para a dir.: fórum criminal da Barra Funda, rondas ostensivas
Tobias de Aguiar (rota) e grupo armado de repressão a roubo e assalto (garra),
de onde o Fernando Campione (no detalhe), ao lado de um policial,
é acusado de roubar 82 armas

Casos em que bandidos agem em conluio com agentes e roubam armas dentro de suas organizações, inclusive de tropas de elite como o Garra, se multiplicam. Outra vítima foi a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), da Polícia Militar. De lá, entre maio e agosto de 2013, 31 pistolas calibre .40 foram desviadas do depósito do batalhão pelo PM Emerson Washington Gomes, o Beijinho. Ele cuidava do local no período noturno e furtava as armas, revendendo-as por cerca de R$ 4 mil cada uma. Como elas faziam parte de uma reserva técnica, a polícia só descobriu o esquema porque um lote de pistolas com defeito precisou passar por recall. Foi quando se constatou o sumiço de algumas peças e o culpado foi identificado. Das 31 desviadas, só uma foi recuperada. E isso só aconteceu porque ela foi usada para matar outro policial, o PM Genivaldo Carvalho Ferreira, em 8 de junho. Beijinho foi condenado a seis anos em regime semiaberto. “Existe um ritual de controle, mas uma hora você cai na confiança de uma pessoa”, diz o major Cássio Freitas, responsável pelo inquérito. Nem sempre os culpados são pegos. No Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, 215 armas foram furtadas, mas ninguém sabe quando ou como elas sumiram e a apuração dos fatos se arrasta desde 2012.

Organizações criminosas são os principais receptadores desses equipamentos. Oito meses depois do roubo de 22 fuzis e 89 pistolas do Centro de Treinamento Tático (CTT) de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, em 2009, dois desses fuzis foram encontrados com traficantes no Rio de Janeiro. Os equipamentos do CTT eram usados para treinar policiais civis e militares.

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Conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima afirma que a capacidade de controle dos armamentos nas polícias é muito frágil. “Precisamos fortalecer mecanismos de supervisão no Brasil. Tanto com o uso de chips e detectores de metal quanto com protocolos mais rígidos de como se armazenam, manipulam e fiscalizam as armas de fogo. Quando não temos supervisão, a tentação de fazer algo ilegal é grande”, diz.

FOTOS: IVO GONZALEZ; ALEX FALCÃO/FUTURA PRESS; ANDRÉ VICENTE/ FOLHAPRESS; ELISA RODRIGUES/FUTURA PRESS

Um Comentário

  1. SERÁ VERDADE? NÃO SEI NÃO. ESSA HISTORIA ESTÁ SEM PÉ NEM CABEÇA. ACHO QUE ENTUBARAM NO COITADO. VAMOS ESPERAR PRA VER O QUE ACONTECE.

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  2. Doutor Guerra, favor colocar um post desse assunto, é de interesse nosso.

    Passou da hora do CDP receber preso 24 horas por dia. Os agentes penitenciario não querem receber preso porque? Não é pra isso que foi criada a SAP?
    No estado de Santa Catarina um agente penitenciário foi preso em flagrante porque se negou a recer o preso fora do seu horário. Mas lá na delegacia um grupo de outros agentes penitenciários resgataram esse agente das mãos da polícia civil.
    Tem que esses CDP começar a receber preso 24 horas, tão com muita frescura essa SAP.

    Olha a matéria
    http://www.tudosobrefloripa.com.br/index.php/desc_noticias/agente_penitenciario_preso_por_policiais_civis_e_resgatado_por_colegas_em_f

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    • Quando eu era plantonista ou titular de DP tinha que me virar depois das 18h00 às 8h00, pois os Excelentíssimos Diretores de Cadeia e seus encarregados também proibiam o recebimento de presos no horário noturno, alegando questões de segurança. Nem preciso lembrar que determinados carcereiros faziam uma frescura do Kacete para aceitar um preso. Assim, nada mudou!

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  3. Administração TUCANA é isso aí, todo mundo rouba e ninguém sabe de nada.

    Roubam nos Transportes Públicos, roubam armamento das policias, roubam nos pedágios, roubam nas licitações, roubam até a água da população e os eleitos sob o manto da “austeridade total no trato da coisa pública”, só sabem dizer à imprensa que “EXIGEM APURAÇÃO DE TUDO E PUNIÇÃO RIGOROSA AO RESPONSÁVEIS”.

    Ah se a imprensa “acertada” com os tucanalhas, descobrisse que algum faxineiro de uma plataforma marítima da PETROBRÁS, sumiu com um litro de óleo retirado das profundezas do oceano. As manchetes seriam: “Presidente Dilma endossou a contratação de empresa terceirizada que colocou ladrão de petróleo na Petrobrás”… “Presidente Lula sabia que o faxineiro desviava o petróleo do povo brasileiro”…” Youssef e Correia denunciam: Lula e Dilma tem as mãos sujas do petróleo roubado”

    Mas aqui no Tucanistão, segue a mentira propalada e repetida infinitamente: ” o governo do PSDB é austero na administração pública e não compactua com a corrupção”, com o único objetivo de manter a maioria da população paulista com os olhos vendados, os ouvidos tapados e a língua dormente, enquanto a sucessão de escândalos, fraudes, incompetência e péssima administração, continuam a crescer em progressão geométrica, no mesmo nível dos índices da criminalidade urbana.

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  4. Esse Fernando Campione, foto em destaque, se não me engano ele morava na z. norte(palmas do tremembé) e é “ou era” irmão de criação de um policial de nome Osvaldo que trabalhou nos anos 90 no GARRA, o Osvaldo vendeu uma casa por um valor mediano no mercado. E chamou seu “meio” irmão (até então de confiança) para acompanha-lo, pois iria sacar parte do dinheiro, no caminho o meio irmão disse que estava com “piriri” e pediu para pararem em um estabelecimento, quando surgiram 2 assaltantes e roubaram a quantia e levaram sua arma; Teve muitas coisas incomuns nesse roubo e o Osvaldo desconfiou muito do seu “meio irmão”, chegaram a brigar. Hoje o Osvaldo não pertence aos quadros da P.C., mora no sul por decisões próprias que não interessam neste momento. Esse Fernando frequentou algumas repartições da policia civil. Tem que aprofundar nessas investigações.

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  5. Polícia Federal aponta elo entre facção brasileira e Hezbollah
    Documentos mostram que criminosos estrangeiros abriram canais para o envio de armas a grupo brasileiro
    POR FRANCISCO LEALI
    09/11/2014 7:00 / ATUALIZADO 09/11/2014 11:55

    Participação da comunidade Árabe no comércio de fronteira Brasil-Paraguai. Na foto, a Mesquita Sunita se mistura ao conjunto de prédios de Foz de Iguaçu, Paraná – Agência O Globo / Michel Filho
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    BRASÍLIA – Na região de fronteira que separa Brasil, Argentina e Paraguai, a atuação de grupos ligados ao terrorismo internacional sempre foi, para as autoridades americanas, um fato incontestável. No Brasil, pelo menos oficialmente, o caso nunca foi admitido, e as declarações governamentais costumam minimizar o tema. Nos últimos anos, no entanto, os serviços de inteligência do país reuniram uma série de indícios de que traficantes de origem libanesa ligados ao Hezbollah, o “Partido de Deus”, se aventuraram numa associação com criminosos brasileiros. Relatórios produzidos pela Polícia Federal apontam que esses grupos se ligaram ao PCC, organização criminosa que atua nos presídios brasileiros, principalmente nos de São Paulo.

    Uma série de documentos obtidos pelo GLOBO revela que essa espécie de sociedade da delinquência começou a ser montada em 2006. Mas as provas só foram descobertas dois anos depois, quando uma operação realizada pela PF reuniu os primeiros indícios da ligação entre libaneses e a organização criminosa brasileira. Na época, envolvidos com o tráfico internacional foram presos. Segundo as autoridades americanas, o dinheiro da droga é justamente uma das fontes de financiamento de entidades terroristas. Já a PF encontrou indícios de que esse grupo de libaneses que operava com o tráfico abriu canais para o contrabando de armas destinadas à organização criminosa brasileira.

    Trecho do relatório da PF destaca a aproximação do Hezbollah com traficantes brasileiros – Reprodução
    Em troca, os criminosos brasileiros prometiam dar proteção a presos da quadrilha libanesa já detidos no Brasil. A notícia da associação criminosa surgiu de informante da PF. A veracidade acabou sendo confirmada pela área de inteligência, que monitorou não só os suspeitos sob investigação, como também os integrantes da facção brasileira que comandavam ações mesmo detidos em presídios federais e estaduais em São Paulo e Paraná.

    Segundo relatório da PF, “a concentração de tais detentos vem auxiliando na aglutinação de indivíduos com interesses comuns, além de viabilizar o contato de traficantes de origem árabe com grupos” como a facção “com marcante presença nos estabelecimentos prisionais do estado de São Paulo”. O documento diz ainda que os contatos internacionais dos traficantes libaneses “têm atendido aos interesses” da facção brasileira, “que, por seu turno, viabiliza uma situação favorável aos estrangeiros dentro do sistema prisional, além de assegurar algum lucro com negociações mesmo enquanto estão presos”.

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    A partir de investigações e conversas com informantes que atuam na região da Tríplice Fronteira, o setor de inteligência da PF se convenceu de que os traficantes libaneses não só abriram canais para a organização criminosa obter armas no exterior, como teriam tido participação na venda de explosivos supostamente roubados pela facção brasileira. Foi identificada a participação dos traficantes libaneses na negociação de C4, um tipo de explosivo plástico que fora roubado no Paraguai. “Os libaneses em atividade criminosa, apesar de terem no tráfico de cocaína seu principal foco de atividades, também atuariam no tráfico de armas para grupos criminosos de São Paulo, sendo que, recentemente, também teriam intermediado uma negociação de explosivos (aparentemente C4, sendo também sabido que um carregamento de tal material foi subtraído no Paraguai e vem sendo vendido a preços bem baixos)”, diz o relatório.

    A área de inteligência da PF registrou ainda a troca de favores entre os dois grupos. Se os libaneses ajudavam no contrabando internacional de armas, a organização brasileira se encarregava de proteger os estrangeiros que já foram detidos no país. Diz documento da PF que “vários libaneses estariam estreitando suas relações” com a facção brasileira há cerca de três anos, “sendo qualificado como forte o vínculo com a referida organização criminosa, sendo constantes seus contatos”. “Sabe-se, entretanto, que a ligação de libaneses estaria beneficiando mais a organização criminosa (brasileira), com poucos benefícios para os estrangeiros, embora tal situação venha sendo aceita por conveniências dentro do sistema prisional”, diz um documento da PF, produzido em 2009.

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    As informações sobre os vínculos entre as duas quadrilhas foram compiladas depois que o governo americano passou a apontar em seus relatórios anuais de combate ao narcotráfico a participação de libaneses da Tríplice Fronteira ligados ao comércio ilegal de drogas e ao financiamento de ações terroristas. Em 2006, relatório do Departamento do Tesouro americano chegou a listar nove pessoas acusadas de ajudar a enviar recursos para o Hezbollah. Além dos nomes, o relatório apontava que a Galeria Pagé, em Ciudad del Leste, no Paraguai, vizinha da cidade brasileira de Foz do Iguaçu, era o bunker dos agentes que davam suporte financeiro ao Hezbollah. Na época, o governo brasileiro emitiu nota negando haver prova de que terroristas atuassem na região do Sul do país. Nos anos seguintes, o DEA, a agência americana de combate às drogas, reiterou a acusação.

    Em 2008, dois anos após o primeiro relatório do Tesouro dos EUA, os serviços de inteligência da PF já estavam apontados para a região. O GLOBO teve acesso à parte do acervo produzido que lista prisões de libaneses, identifica remessas de drogas e confirma a perigosa associação dos libaneses com a facção criminosa de brasileiros. O trabalho de monitoramento incluiu ainda missões para vigiar estrangeiros de origem libanesa que circulavam pelas cidades de Foz, Ciudad del Leste e Porto Iguazu, na Argentina. Os documentos reúnem desde listas de nomes e períodos de hospedagens em hotéis até registros de um suposto risco de atentado terrorista no Brasil. No dia 28 de agosto de 2008, relatório de inteligência assegura que recebeu informe de “fonte não comprovada” de que um estrangeiro “integrante de uma organização terrorista” estaria viajando para Brasília para executar plano de assassinato. Há ainda a descrição de ações na Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Em fevereiro de 2008, por exemplo, policiais pararam um veículo em que estavam o libanês Mostapha Hamdan e o sírio naturalizado paraguaio Farouk Sadek Abdou. Esse último, pouco antes de ser abordado tentou destruir um papel onde havia 17 números de telefones.

    Em abril do mesmo ano, mais uma vez a área de inteligência disparou alerta. Desta vez, sobre atuação da facção criminosa brasileira no Paraná. Havia suspeita de que armas contrabandeadas do Paraguai seriam usadas no resgate do preso Leandro Antonio, conhecido como Chacal. As autoridades locais foram alertadas, e a PF se encarregou de distribuir fotos e nomes dos possíveis envolvidos na operação.

    Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/policia-federal-aponta-elo-entre-faccao-brasileira-hezbollah-14512269#ixzz3IbFHPrWB

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  6. Eu sou da opinião que deveriam desarmar as policias!!Ai não teriamos esses problemas!!

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  7. Rsrsrs.

    Policial de rua e investigadores só enxugam gelo…

    A polícia com um todo, prende as leis soltam; armas entram pelo Paraguai, são roubadas da polícia militar, civil, exercito e dos fóruns.

    Amanhã vamos enxugar gelo. Alguém tem um paninho mais seco o meu já está molhado.

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