Questão de protocolo 19

Haddad confirma demissão de funcionário que publicou vídeo comparando Serra a Hitler

Do UOL, em São Paulo

Durante visita nesta quinta-feira (9) ao Cooperglicério (Cooperativa dos Catadores da Baixada do Glicério), no centro da capital paulista, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu o afastamento do funcionário que publicou, no site da campanha do petista, um vídeo que fazia ataques ao adversário José Serra (PSDB) e o comparava ao ditador Adolf Hitler (1889-1945).

De acordo com Haddad, porém, o problema é algo que “pode acontecer com qualquer site”. “Não vi [o vídeo], mas considero correta a decisão que foi tomada pela coordenação, de afastar o responsável. Foi uma postura indevida, e ele foi afastado por não ter seguido o protocolo do site. Pode acontecer com qualquer site”, disse o petista.

Segundo Haddad, o funcionário –que não teve o nome divulgado– não tinha autonomia para publicar o vídeo sozinho e, portanto, foi afastado. Ao ser questionado se a campanha preparava algum pedido de desculpas para apresentar a Serra, Haddad desconversou e citou apenas a demissão.

Adpesp participa da cerimônia de posse de 200 Delegados de Polícia 6

A Diretoria da Adpesp, a convite do Governador do Estado, Geraldo Alckmin, esteve, nesta quarta-feira (08/08), na cerimônia de posse de 200 novos Delegados de Polícia. O evento aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Além da presidente da Adpesp, Marilda Pansonato Pinheiro e do próprio chefe do Executivo, outras personalidades do meio político e da Comunidade Jurídica estiveram presentes, como o presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Barros Munhoz, e o Secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.

Vunesp realizará os próximos concursos da Polícia Civil – SP 12

Quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Vunesp realizará os próximos concursos da Polícia Civil - SP

No último sábado (4), foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) o despacho 7130/12 da Delegacia Geral de Polícia Adjunta, que dispensa a licitação para a contratação da Fundação Vunesp como a organizadora dos próximos concursos públicos da Polícia Civil de São Paulo.

A decisão baseia-se no inciso XIII do artigo 24 da lei Federal nº. 8666, de 21 de junho de 1993, que diz que “na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, (…) desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos”.

Antes, o processo era feito apenas pela Academia de Polícia Civil (Acadepol). A mudança vai agilizar o processo seletivo, já que o período entre a inscrição e a classificação acontecerá em poucos meses. Para o delegado geral Marcos Carneiro Lima, a mudança é positiva e trará muitos benefícios para a instituição.

“Alguns de nossos concursos têm mais de 100 mil inscritos, e isso causa um desvio muito grande de policiais para atenderem essa demanda. Embora a Academia tenha se esforçado e realizado de forma séria todos os concursos até hoje, é preciso entender que a nossa missão é investigar”, disse.

Durante evento de posse de 200 novos delegados, na manhã desta quarta-feira (08), a autoridade ressaltou que este foi o último concurso realizado nos moldes antigos.

“Os concursos públicos da Polícia Civil serão feitos por um órgão externo no padrão Vunesp para demonstrar à sociedade que nós queremos os melhores fazendo parte do nosso quadro.”

Próximos concursos

A Vunesp aplicará as provas para os concursos já aprovados pelo governador Geraldo Alckmin. São eles: perito criminal, agente policial, papiloscopista, auxiliar de necropsia, auxiliar de papiloscopista, atendente de necrotério e vagas remanescentes de escrivães e investigadores.

Novas licitações serão feitas para definir a empresa que aplicará os próximos concursos públicos.

Terceirizados

A terceirização dos concursos foi publicada no começo de maio no DOE. O decreto 58.030 do governador Geraldo Alckmin autoriza que as provas sejam realizadas por entidades sem fins lucrativos especializadas na elaboração e aplicação de processos seletivos.

Fonte: www.ssp.sp.gov.br

Comando quer pagar gratificação para policial militar que matar menos 52

Jornal da Tarde

BRUNO PAES MANSO

O Comando-Geral da Polícia Militar vai criar uma remuneração variável para valorizar seus praças e oficiais. E os PMs que menos se envolverem em ocorrências suspeitas de resistência seguida de morte ganharão pontos para aumentar seus vencimentos.

Um índice será feito com base em uma lista de metas ligadas à redução da criminalidade e à produtividade da ação policial relacionada, por exemplo, a apreensão de armas e revistas de suspeitos. Essa será uma das medidas a serem apresentadas pelo comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, para reformar a corporação. No cargo desde o dia 24 de abril, França falou ao Jornal da Tarde sobre as estratégias que pretende implementar.

O plano já foi apresentado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. “O governador reagiu da seguinte forma: ‘Meus parabéns, aprovo na totalidade e tem minha liberação para colocar 100% dessas propostas em realidade’”, diz o comandante.

Outra medida importante é a descentralização da Corregedoria, com a criação de 12 escritórios regionais na capital, Grande São Paulo e no interior. A estrutura atual de 800 homens deve permanecer. O comandante diz que pretende ainda mudar as normas internas para tornar mais rápida a punição e a expulsão de policiais envolvidos em crimes.

França diz que a reforma não tem o objetivo de responder à sucessão de notícias negativas na área da Segurança Pública que vieram à tona no período de sua gestão. Entre os principais problemas, houve, em junho, uma sequência de seis PMs executados. Escutas da Polícia Civil identificaram criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) como os responsáveis. Até ontem, 54 policiais militares já haviam morrido a tiros neste ano. Também cresceram no Estado e na capital as taxas de crime contra o patrimônio e contra a pessoa, como os homicídios.

No fim do mês passado, a morte do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 42 anos, assassinado por PMs durante uma abordagem, causou uma série de críticas. Movimentos sociais iniciaram coleta de assinaturas pedindo a desmilitarização da corporação, e a Defensoria e o Ministério Público Federal (MPF) ameaçam entrar com ações contra o Comando.

Segundo França, a reforma é necessária por causa do tipo de demanda que a população tem dos serviços da polícia. Ele afirma que, no ano passado, entre os 43 milhões de chamados feitos pelo 190, 90% foram pedidos de intervenção social, como partos, mediações de conflitos, problemas de barulhos. Só 10% estavam relacionados a crimes.

França afirma também que pretende reformar a PM para que a corporação seja vista como “um manto protetor”. Ele cita a polícia inglesa e a experiência vivida por um primo na Inglaterra como a meta e o modelo. O primo do comandante-geral estava correndo de bicicleta acima da velocidade permitida quando foi parado. Os policiais checaram no rádio se ele era foragido ou se tinha problemas na Justiça. Diante do resultado negativo, perguntaram por que corria. Ele explicou que havia emprestado o blusão para um amigo e corria para não ter hipotermia.

Os policiais colocaram a bicicleta dentro de uma viatura e o levaram para casa. Depois de dez minutos, voltaram a ligar para saber se o risco de hipotermia havia passado. “Esse tipo de postura, que nossa polícia não tem, dá ao cidadão a sensação de segurança. É o que buscamos fazer com a proposta de reforma.”

Nível Universitário – Sem Proposta 32

———- Mensagem encaminhada ———-
De: WAGNER NUNES LEITE GONCALVES> Data: 8 de agosto de 2012 21:24
Assunto: Nível Universitário – Sem Proposta

 

 

BOLETIM INFORMATIVO08/08/2012

Nível Universitário de Escrivães e Investigadores:

“EXECUTIVO NÃO ENCAMINHOU NENHUMA PROPOSTA”, DIZEM DEPUTADOS

Diretores da FEIPOL-SE e do Sindicato dos Policiais Civis de Ribeirão Preto, estiveram na tarde de ontem (7/8/2012) na Assembleia Legislativa, onde foram recebidos pelos Deputados Adilson Rossi e Campos Machado, integrantes do Grupo de Trabalho instituído pela Lei 1.151/2011, para a valorização das carreiras de Escrivão e Investigador de Polícia, em face do nível universitário.

Na ocasião, tomaram conhecimento, através dos dois Deputados, que o Governo do Estado, até agora, não apresentou “nenhuma proposta objetivando concretizar os ditames da legislação em vigor, acarretando nesta indefinição, em contrapartida a uma enorme expectativa das classes, uma crescente e constante frustração e até mesmo tensão…”.

O documento, endereçado ao Secretário Sidney Beraldo, da Casa Civil, estava assinado pelos seis deputados integrantes do GT, e se constitui em autêntica ducha de água fria em nosso ânimo de ver reconhecido o nível universitário, eis que demonstra, claramente, o pouco caso com que o assunto vem sendo tratado pelas instâncias do Executivo. E isso é lamentável, além de muito sério, diante da conjuntura atual.

Estamos, pois, propensos a aderir ao que propalam alguns colegas: “só fazendo manifestação pública é que o Governo se mexe”. Não queríamos isso, pois sabemos o desgaste que provoca… entretanto…

Por enquanto, contatos urgentes estão sendo feitos com alguns setores, para sabermos o que de fato existe por traz de tanta demora. Paciência tem limites. Depois não digam que fomos precipitados.

Pela Federação dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste – FEIPOL-SE

Jarim Lopes Roseira

Diretor de Organização em São Paulo

A Polícia Civil do Estado de São Paulo está praticamente parada 27

———- Mensagem encaminhada ———-
De: WAGNER NUNES LEITE GONCALVES
Data: 8 de agosto de 2012 21:34
Assunto: Manifestação do Juiz Corregedor
Para: dipol@flitparalisante.comPolícia Civil do Estado de São Paulo está praticamente parada.

Artigo Dr. Nelson Augusto Bernardes – “Polícia? Para quem?”

Campinas, 6 de Agosto de 2012

Assumi a função de juiz corregedor da Polícia Civil faz cerca de dois meses. Por determinação legal realizei visita correicional nos 21 distritos policiais de Campinas. Fiquei estarrecido com o que vi. Em uma palavra, em princípio radical porém verdadeira, é possível dizer sem medo de errar que a Polícia Civil do Estado de São Paulo está praticamente parada. É uma estrutura amorfa, em franco processo de sucateamento.

Já de plano faço a ressalva de que certamente a situação atingiu tal ponto não foi por culpa de seus integrantes, os homens e mulheres que trabalham em condições algumas vezes sub-humanas, muitos demonstrando verdadeiro amor à nobre função que exercem.

Os distritos policiais não contam com quadro adequado de funcionários, não possuem equipamentos mínimos adequados, não têm estrutura suficiente sequer para cumprir as tarefas burocráticas naturais do serviço policial. As instalações físicas de muitas das delegacias são semelhantes às construções de uma invasão.

As paredes são sujas, a pintura velha, o reboco caindo, goteiras no telhado. Há em todos os locais objetos de apreensão, por falta de espaço adequado, espalhados – jogados mesmo – de forma desordenada, misturados a inquéritos policiais, provas colhidas, maquinário velho e obsoleto.

Nos distritos policiais há vários instrumentos apreendidos (as chamadas máquinas caça-níquel, peças de veículos, pneus, até produtos alimentícios) ao relento, sob sol e chuva, com insetos e ratos ao redor. Um horror. O receio de contágio de doenças, como dengue, foi manifestado em diversas situações por policiais.

Muitos deles confidenciaram-me a vergonha e desprezo sentidos por estarem trabalhando naquele local esquecido pelas autoridades competentes.

Em um dos distritos que visitei um funcionário, ao ser por mim cumprimentado, começou a chorar. Perguntei a razão. Com muito medo de repreensão ele me disse, acanhado, que aquilo era “uma máquina de fazer loucos, senhor juiz”. Compreendi a razão da fala. Não bastasse tudo isto, a remuneração está totalmente defasada. Outras unidades da federação pagam até o dobro para policiais em início de carreira. Investigar crimes? Não há como, declararam incontáveis policiais.

Eu tinha ciência sobre a grave situação da Polícia Civil, mas ainda não tinha visto tão de perto, com meus próprios olhos, o caos atual. Neste passo, como forma de tentar minimizar a situação caótica, é absolutamente necessário empregar todos os esforços para instalação da 2ª Delegacia Seccional de Polícia na zona Oeste da cidade.

Ora, o Estado de São Paulo é o mais rico da federação. Sua Polícia Civil umas das mais abandonadas e esquecidas, embora haja inúmeros excelentes policiais em seus quadros. Paradoxalmente, a cobrança por segurança é frequente pela sociedade em dias de escalada de violência.

O problema não é de administração. É de governo. Enquanto não se quiser promover um real e concreto resgate da Polícia Civil do Estado de São Paulo faremos de conta que temos polícia. A população, como sempre, pagará um preço caro.

Nelson Augusto Bernardes é juiz de Direito Titular da 3ª Vara Criminal de Campinas e juiz corregedor da Polícia Civil

fonte:http://www.proordem.com.br/noticias/5859/Campinas/2012/08/08/Artigo-Dr.-Nelson-Augusto-Bernardes-Policia-Para-quem

http://correio.rac.com.br/correio-popular/0/123922/2012/07/20/0.html