Fonte: O POVO Online/OPOVO/Brasil
Rogério Zagallo declarou que o policial civil Marcos Martins “matou um fauno que objetivava cometer assalto”. Zagallo é alvo da Corregedoria
17.09.2011| 01:30
O texto é do promotor Rogério Leão Zagallo, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo. Foi escrito numa manifestação na qual pediu, em março deste ano, o arquivamento do inquérito que investigava as circunstâncias em que o policial civil Marcos Antônio Teixeira Marins havia matado um homem que, ao lado de um comparsa, teria tentado roubar o carro que o policial dirigia.
Na versão do policial civil, a dupla tentou atirar nele, motivo pelo qual reagiu: “O agente matou um fauno que objetivava cometer assalto contra ele, agindo absolutamente dentro da lei”, escreveu o promotor em sua manifestação, comparando o suspeito morto no episódio ao ser da mitologia romana meio homem meio animal.
O promotor disse que o policial agiu em legítima defesa, portanto a morte do suspeito, “para fortuna da sociedade”, não poderia ser julgada no Tribunal do Júri, que cuida de crimes contra a vida.
As polêmicas observações feitas por Zagallo são alvo agora da Corregedoria do Ministério Público. O procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira, não quis comentar o caso. Outro trecho heterodoxo do texto do promotor versa sobre o esforço da Polícia em tentar achar o segundo suspeito, que conseguiu fugir após a tentativa de roubo.
O pedido pelo arquivamento da apuração das circunstâncias da morte do suspeito foi aceito pela Justiça. O policial, portanto, não foi processado por homicídio doloso. Zagallo disse não ter interesse em falar publicamente sobre suas manifestações no documento no qual pediu o arquivamento do inquérito.
Ele confirmou as declarações em sua manifestação pelo arquivamento do caso para o Tribunal de Justiça. O procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, não quis se manifestar sobre o episódio. Por meio da assessoria de imprensa do MPE, Vieira se limitou a informar que o caso já foi encaminhado para a Corregedoria da Promotoria paulista. (da Folhapress)
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A postura do promotor de São Paulo gera estranheza por se tratar de um agente cuja prioridade deve ser a preservação do respeito à lei. No Brasil, até onde se sabe, inexiste amparo legal para ação que condene à morte, quem quer que seja.
Quando foge do controle….o que fazer?
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Vamos transformar a frase: bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer, um pouco grotesca, em raciocínio jurídico: Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. Ou seja, a vítima está sendo alvo de disparo de arma de fogo e, para salvar-se, dispara contra seu agressor e o mata, logo está em legítima defesa, isto é, não existe crime.
O Promotor não está incentivando assassinatos, só conseguiu transformar a legítima defesa em em uma frase polêmica, de forma irônica aos bandidos.
Aliás, inclusive, quem está incentivando mortes é a própria imprensa, pois pelo tom das reportagens que li até agora, quer que o policial ou mesmo o cidadão ao ser alvo de disparo de arma de fogo por parte de bandidos não faça absolutamente nada, apenas morra…
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Cinquenta mil mortos por ano nesse país de merda e ninguém fica indignado. O Promotor não fez nada demais; o que tá havendo é excesso de mamãezada sobre o ocorrido.
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Se me permitem dizer quando um policial é morto, todo mundo fica fudido quando o mala é preso e não levado pra vala. Quem não concorda é um falso moralista, não vive a realidade atual, ou é um polícia de bosta, ou no teste de aptidão profissional deu outra merda. Que existem caras “passados” por injustiça de cabeças de bagres tem, mais vamos concordar… são minoria.
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Pode sobrar sim, para o policial se algum outro gênio e também promotor resolver oferecer a denuncia contra o policial, Quanto ao Promotor, não . Esse tem direito constitucional de se manifestar sem ser punido. A mesma que permite o Delegado de Policia fazer a mesma coisa em seu relatório, a de prender em flagrante ou instaurar inquérito , ou seja ” a decisão de um Delegado de Polícia não é mera formula matemática e sim com base em de foro intimo”. Será ?? Talvez os mais antigo e mais machos ajam desse jeito ainda, mas os mais modernos (isso mesmo mais modernos, termo usado pelos pms (coxa) para se referirem aos de mesma patente porém que entraram um dia depois na mesma patente, ora já não entregaram a Policia Civil para a PM (coxa mesmo), eles estão fazendo até BO.
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Para esclarecimento, quem tá elaborando RDO, na PM é soldado temporário. AI FUDEU…..
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Absolutamente nada de errado com a manifestação desse Promotor. Apenas aproveitou a oportunidade de, utilizando-se de raciocínio jurídico claro referente à ausência de interesse-utilidade-adequação, alfinetar aqueles que entendem que a vida de um policial vale menos do que a de um vagabundo.
PARABÉNS AO PROMOTOR ROGÉRIO LEÃO! TODOS OS POLICIAIS DEVERIAM ELOGIÁ-LO, AO INVÉS DE PROCURAR PÊLO EM OVO. GARANTO QUE SE FOSSE DELEGADO DA CORRÓ, ESTE POLICIAL ESTARIA PENANDO NAS MÃOS DE MAÇANETAS.
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PARABENS AO PROMOTOR QUE FALOU A VERDADE , OQUE TODAS AS PESSOAS HONESTAS DIRIAM , POREM HOJE TEM MEDO
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