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Arquivo diário: 09/09/2011
Ladrões obrigam o deputado Padre Afonso Lobato a ensaio pornográfico 43
Como diria Flávio Lapa Claro, a situação está sob controle.
E os fatos se deram nas proximidades do reduto eleitoral do Bom Patrão.
Fonte: Notícias Terra
Em assalto, deputado é forçado a posar com material pornográfico
09 de setembro de 2011 • 16h07 • atualizado às 18h17 Comentários
Notícia
O deputado está em seu terceiro mandato
Foto: Reprodução
A casa do deputado estadual por São Paulo Padre Afonso Lobato (PV) foi assaltada na manhã desta sexta-feira em Taubaté, no interior do Estado. Enquanto era feito refém por cinco homens fortemente armados, o político foi obrigado, segundo sua assessoria de imprensa, a posar para fotos segurando material pornográfico levado pelo grupo. Ele ainda foi forçado a dizer palavras de baixo calão.
Além de Lobato, a empregada, um motorista e outro funcionário foram feitos reféns pelo bando, de acordo com a Polícia Civil. Eles fugiram levando eletrônicos e um cofre com R$ 9 mil e documentos.
De acordo com o delegado Juarez Poti, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Taubaté, o grupo chegou por volta das 8h à residência do deputado e disse à empregada que se tratava da entrega de uma cesta de café da manhã. Quando a mulher abriu o portão, foi rendida pelos assaltantes, que não usavam máscaras.
Portando fuzis, metralhadoras e pistolas, segundo a polícia, eles prenderam Lobato e os funcionários com algemas plásticas e reviraram o imóvel. O bando afirmou que procurava por R$ 1,5 milhão que supostamente estavam guardados no local. Cerca de uma hora depois, eles fugiram levando computador, relógios, celulares, roupas, óculos e um pequeno cofre com dinheiro e documentos. Os assaltantes também levaram as chaves do carro do deputado.
Conforme Poti, a polícia técnica esteve na casa e nos arredores para colher provas do crime. Além disso, o deputado prestou depoimento e ajudará a fazer um retrato falado dos indivíduos. Ninguém havia sido preso até esta tarde.
Segundo o perfil do deputado na página da Assembleia, ele foi ordenado sacerdote em 1988 e coordenou a Pastoral Diocesana em Taubaté. Foi eleito pela primeira vez para a Casa em 2002. Atualmente, está no terceiro mandato.
Alckmin mandará embora arapongas de Serra?…( COMO É LÍMPIDA A POLÍTICA TUCANA ) 8
Mais uma bomba-relógio deixada pelo Nosferatu.
Fonte: Tijolaço
Alckmin mandará embora arapongas de Serra?
Em mais um sinal de que as bicadas tucanas andam fortes em São Paulo, há notícias de que Governador Geraldo Alckmin anulará o contrato do Prodesp – a empresa estadual de processamento de dados – com empresa Fence, do coronel da reserva Ênio Gomes Fontenelle, contratada por Serra em 2008, sem licitação, depois de ter servido ao “coiso” no Ministério da Saúde.
A Fence ficou conhecida pelas suposições de envolvimento da espionagem que resultou na ação da Polícia federal contra Jorge Murad, marido de Roseana Sarney, que teve de abandonar sua candidatura, levando o PFL – hoje DEM – a apoiar Serra à presidência em 2002.
O site Poder Online, do IG, levantou há dias a possibilidade de continuar existindo um sistema de escutas clandestinas ligadas ao serrismo e ao prefeito Gilberto Kassab:
“Os próximos rounds da luta declarada pelo prefeito Gilberto Kassab a seus adversários promete momentos de revelações e deve ocorrer, na avaliação de políticos paulistas, na campanha eleitoral do ano que vem.
De acordo com testemunhas do primeiro destempero público do prefeito Gilberto Kassab, revelado por Poder Online e ocorrido no dia 23 de maio, nas Faculdades Metropolitanas Unidas, durante palestra sobre bullying, ele travou o seguinte diálogo com o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP):
– Eu vou quebrar o seu pescoço, o do [Geraldo] Alckmin, do Alexandre [Moraes] e o do Rodrigo [Garcia].
– O que é isso Kassab ? – teria dito Chalita, surpreso com a agressividade do prefeito.
– Tá tudo grampeado – respondeu Kassab.
– Grampeado o quê? Você está me ameaçando? – devolveu o deputado.
Dali pra frente foi Kassab acusando Chalita de fazer e acontecer contra ele e Chalita dizendo que nunca tinha feito nada. Aí o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que mediaria o debate sobre bullying, chamou os dois para começar o evento.
E mais.
No diálogo, se é que a definição seja esta, de quarta-feira, no gabinete do secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, Kassab ameaçou:
– Eu sei seus podres.
E ouviu:
– Se eu tenho podres foram feitos ao seu lado.
Muita gente ouviu também. Chalita e Rodrigo Garcia preferiram não comentar os fatos. Alckmin também, de acordo com sua assessoria, calou-se.”
WATERGATE BANDEIRANTE – SP mantém contrato com empresa de varreduras de ligações telefônicas 7
SP mantém contrato com empresa de varreduras de ligações telefônicas
Contratada sem licitação na gestão Serra, Fence teve contrato renovado para monitorar linhas
Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo
O governo paulista mantém há três anos contrato com uma empresa que, segundo seu proprietário, trabalha com “contra-informação” e faz “varreduras” em escutas telefônicas na Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), empresa de economia mista – e sociedade anônima fechada – que gerencia toda a rede de dados do Executivo estadual.
A Fence Consultoria Empresarial Ltda. foi contratada em julho de 2008, durante a gestão do ex-governador José Serra (PSDB), e continua trabalhando para a administração do também tucano Geraldo Alckmin.
A Prodesp diz que a Fence presta “serviços técnicos especializados em segurança de comunicações em sistemas de telefonia fixa” nos “ambientes internos e externos” da estatal. Ainda conforme a Prodesp, somente as suas linhas são monitoradas, pois ela não tem acesso a linhas ou troncos telefônicos de outros órgãos.
A contratação se deu sem licitação porque a Prodesp avaliou tratar-se da única empresa no mercado que atendia a todas as suas necessidades. No dia 19 de agosto, o Diário Oficial do Estado publicou a segunda prorrogação do contrato. O valor a ser pago nos próximos 12 meses, de acordo com o documento, é exatamente igual ao do primeiro contrato – que teve duração de dois anos – e da outra prorrogação: R$ 858,6 mil por ano. Significa que ele nunca foi corrigido, nem pela inflação. E que, com esse preço como referência, o governo já pagou um total de R$ 2,6 milhões à Fence.
O contrato prevê a realização de “serviços emergenciais”, pelos quais o governo pagaria R$ 2 mil por visita. Questionada pela reportagem, a Prodesp afirmou que nunca foi necessário nenhum serviço de emergência nem fora da sede da Prodesp. Sobre valores, a Prodesp informou que, desde julho de 2008, paga mensalmente à Fence R$ 69.120, o que totaliza R$ 829.440. A Prodesp não explicou a diferença desse valor para os R$ 858,6 mil.
A Secretaria da Fazenda informou que os pagamentos feitos à empresa não aparecem no Prestando Contas, site do governo que mostra a execução orçamentária estadual, porque a Prodesp é uma empresa não dependente – e, como tal, não está incluída no sistema de informações orçamentárias.
Prodesp diz que só seus telefones são monitorados
A Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) informou, em nota, que “somente monitora suas linhas telefônicas e não tem acesso a linhas ou centrais telefônicas de qualquer outro órgão da administração pública em geral, sejam seus clientes ou não”.
A empresa sustentou também que a contratação da Fence Consultoria Empresarial Ltda. foi totalmente regular: “Obedeceu rigorosamente aos preceitos legais e dispositivos previstos na Lei de Licitações e já foi analisada pelo Tribunal de Contas do Estado e julgada regular”.
O Estado indagou se o governador Geraldo Alckmin tinha conhecimento do contrato e se via a necessidade dessa contratação. A assessoria do Palácio dos Bandeirantes não respondeu a essas perguntas e argumentou que a manifestação oficial era a da Prodesp, repassada à reportagem pela Secretaria de Gestão Pública. Procurada desde a semana passada pelo Estado, a assessoria do ex-governador José Serra informou que não conseguiu encontrá-lo até o fechamento desta edição.
O proprietário da Fence Consultoria, coronel reformado do Exército Ênio Gomes Fontenelle, explicou que sua empresa atua na área de consultoria em segurança de comunicações. “Faz contrainformação, varredura”, afirmou. De acordo com ele, a Fence trabalha na detecção de escutas clandestinas, tanto em telefones como ambientes, e não realiza nenhum tipo de proteção de dados.
Fontenelle disse também que não poderia informar quem o procurou em 2008 para contratar a Fence: “Isso é informação privilegiada do cliente”. Fontenelle reafirmou a versão apresentada pela Prodesp, segundo a qual nunca houve necessidade de varreduras fora de sua sede nem a realização de qualquer visita em caráter de emergência.
O coronel reformado explicou que funcionários da empresa Fence – que tem sede no Rio de Janeiro – vêm a São Paulo uma vez por mês com os equipamentos para a realização do serviço contrato pela Prodesp.
O dono da Fence, Ênio Gomes Fontenelle, é coronel reformado do Exército e foi chefe da área de comunicações do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI).
O SNI foi o órgão de inteligência que operou durante os anos da ditadura militar e depois foi substituído pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em 1993, Fontenelle se aposentou e montou a Fence. A empresa prestou serviços para outros órgãos públicos, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
