Arquivo diário: 06/06/2010
EX-CORREGEDOR DE PIRACICABA RELATIVIZA O DEVER DE RESIDIR NA SEDE DE EXERCÍCIO:”Acho bacana que haja esse bairrismo, mas o mais importante é que o delegado tenha uma equipe motivada e ele esteja preocupado e envolvido em resolver os problemas da cidade” 7
Café JC: delegado Roberto José Daher
Para Roberto, o principal desafio da Polícia Civil em todo o Estado é lidar com a falta de recursos humanos. “É um problema geral da Polícia, mas que vem sendo sanado aos poucos”, completou.
FECHA-BARES
De acordo com o delegado, em suas análises na estatística de crimes ocorridos em Rio Claro nos últimos tempos, há uma tendência de queda. “O número de homicídios, por exemplo, ainda é muito alto, se compararmos aos de cidades maiores que Rio Claro. Mas, com o trabalho conjunto das polícias e Guarda Municipal, bem como medidas de legislação local, como a lei “fecha-bares”, podem fazer essa estatística diminuir consideravelmente”, disse Roberto.
Segundo Roberto, a lei que limita o horário de funcionamento de bares, bem como carrinhos de lanche, ajuda a diminuir a criminalidade. Como argumento, ele cita o exemplo da cidade de Sumaré, onde trabalhou como delegado titular. “Na época em que assumi, Sumaré era considerada a cidade mais violenta do Estado. Muitas medidas foram adotadas, como a lei fecha-bares, criação de um batalhão da polícia militar e muita participação da sociedade. O resultado foi que houve uma diminuição de 50% no número de homicídios”, contou o delegado.
Paulistano de nascimento, Roberto já contabiliza mais de 20 anos na Polícia Civil e já atuou inclusive na Corregedoria da Polícia Civil, na área de abrangência do Deinter-9, com sede em Piracicaba.
PAPEL DA POLÍCIA CIVIL
Roberto acredita que uma maior proximidade da Polícia Civil junto à comunidade é de grande importância no combate à criminalidade. Ele elogia os Consegs (Conselhos de Segurança) em Rio Claro. “Logo que cheguei aqui, percebi os Consegs muito atuantes. Acredito muito nessa participação direta da sociedade próxima à Polícia Civil. Nós, que temos a atribuição de atuar na apuração dos crimes, dependemos muito de informações. E a maioria das denúncias chega através da comunidade”, afirmou.
Essa proximidade da sociedade, segundo ele, também é importante como forma das pessoas entenderem melhor o papel da Polícia Civil. “Nossa atividade é essencialmente a apuração dos crimes. Atuamos justamente quando os órgãos de repressão e prevenção ao crime falham. Também fazemos o policiamento preventivo em conjunto com a Polícia Militar. Acredito que muitas pessoas ainda não compreendam essa nossa atividade”, disse Roberto.
Ele disse que as expectativas são boas em relação ao trabalho a ser desenvolvido em Rio Claro. Segundo o delegado, uma das grandes preocupações é dar continuidade ao trabalho que já é realizado pelas delegacias especializadas, a fim de dar mais tranquilidade à sociedade rio-clarense.
Questionado sobre possíveis mudanças nas delegacias, Daher respondeu que, a princípio, não haverá. “Num primeiro momento, vou conversar com os delegados e saber das dificuldades enfrentadas para buscarmos soluções”, disse. Daher elogiou a atuação de seu antecessor, o delegado Antonio Luiz Tuckumantel, que ocupou o cargo de 18 de fevereiro a 24 de maio deste ano.
MORAR EM RC
Sobre o fato de em dez anos Rio Claro ter tido sete delegados seccionais, Roberto afirmou ser normal essa rotatividade. “Acontece em muitas regiões e depende muito de circunstâncias. O caso da saída do doutor Tuckumantel mesmo foi tão-somente por conta de um curso que ele irá fazer”, analisou.
Com relação ao fato de o delegado seccional ter de residir na cidade em que atua, Roberto, que atualmente mora em Paulínia, disse não haver ligação disso com a redução da criminalidade. “Acho bacana que haja esse bairrismo, mas o mais importante é que o delegado tenha uma equipe motivada e ele esteja preocupado e envolvido em resolver os problemas da cidade. Mas de qualquer forma pretendo vir morar aqui em Rio Claro. Gostei muito da cidade e fui surpreendido com o convite”, disse.
Roberto cita ainda os títulos de cidadão em Cosmópolis e Sumaré, por conta do trabalho efetivo de combate às drogas que desempenhou nos dois municípios.
Entre as coisas que mais o irritam, segundo Roberto, é saber que uma pessoa foi mal-atendida por um policial. “É preciso que o policial tenha consciência da importância do papel dele, que é servir à comunidade. E tudo começa pelo atendimento. Porque, quando alguém procura uma delegacia ou um policial, no geral está à procura da resolução de um problema. Mesmo que não possa resolvê-lo, o policial tem o dever de atender bem e encaminhar essa pessoa para a resolução desse problema”, ressaltou.
FILHO DE AGENTE DA DENAR DE CAMPO GRANDE-MS VAI PARA A BALADA COM VIATURA DESCARACTERIZADA UTILIZADA PELO PAI…DURANTE A FESTA – ALÉM DE “BRINCAR” EFETUANDO DISPAROS COM PISTOLA, ACABOU DISPARANDO UMA CALIBRE 12 MATANDO UM COLEGA…ACHO QUE O RAPAZ TAMBÉM USAVA A COCAÍNA GUARDADA NA VIATURA 9
| 05/06/2010 13:22 | |||
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Após filho de agente da Denar matar amigo com arma do pai, familiares da vítima revoltam-se
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| Éser Cáceres e Alessandra de Souza | |||
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O jovem Guilherme Henrique Santana de Andrea, de 22 anos, ainda não se apresentou à polícia depois que matou com tiro acidental o colega Ítalo Marcelo de Brito, de 27 anos, em uma festa na Vila Piratininga. A tragédia aconteceu ontem (4) e deve implicar civil, administrativa e criminalmente o pai de Guilherme, policial civil Pedro Wladimir de Andrea, da Denar (Delegacia de Narcóticos). O disparo foi feito com uma arma da Polícia que o filho do agente achou no porta-malas da viatura, usada pelo pai para animar com som do veículo do poder público uma festa particular. “Pode até ter sido um acidente lá na hora, mas o comportamento desse policial só podia acabar em tragédia mesmo”, disse uma testemunha que presenciou o homicídio e já prestou depoimento. Segundo ela, Pedro de Andrea sempre usou o fato de ser da Polícia Civil para “se mostrar” aos colegas durante festas e reuniões familiares. Segundo a Polícia Civil, até o momento oito testemunhas já foram ouvidas no inquérito que apura a morte de Ítalo. Guilherme deve ser indiciado por homicídio culposo, ou seja, quando não houve a intenção de matar. Já o pai dele, policial que atua na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), vai responder a processo administrativo na Corregedoria da Polícia Civil e pode também ser indiciado em inquérito policial por omissão de cautela porque deixou uma a da Polícia Civil chegar às mãos do filho. “Se ele não for envolvido diretamente no inquérito que investiga a morte do Marcelo vai ser uma injustiça”, lamentou uma amiga da família do rapaz assassinado. Choque nos amigos e tiros para cima com arma da Polícia “É lógico que a conduta do filho foi causada pelo péssimo exemplo do pai. Como policial, ele devia agir diferente, mas sempre era ele quem causava problemas nas festas. Depois de beber um pouco, ele algemava colegas, dava choques e muitos tiros para cima. Todo mundo ficava com medo e ele achava o máximo”, conta. Segundo a testemunha, poucos minutos antes do tiro que atingiu Ítalo no abdome e causou a morte dele antes de chegar ao hospital, o policial tinha inclusive realizado disparos para o alto. Viatura da Polícia para animar festa particular com som O carro que era usado para animar a festa com som, no caso, é uma viatura GM Blazer da Denar sem caracterização. “Em algumas ocasiões, quando há uma diligência programada, os agentes ficam com a viatura, mas vamos apurar para saber por que ela estava em uma festa particular”, disse o delegado titular da Delegacia, Marcos Takeshita, que está viajando. Segundo informações de pessoas ligadas à família, o autor do disparo só deve se apresentar à polícia na segunda-feira para escapar do flagrante.
A testemunha que falou à reportagem disse que logo quando o acidente ocorreu, o policial civil tentou induzir as pessoas presentes nas primeiras declarações que foram feitas aos outros policiais no local do homicídio. “Ele ficou alterado, queria dizer que a gente não tinha visto nada direito, mas eu estava sóbria. Tinha chegado não fazia nem uma hora e logo que chegamos, meu namorado buzinou para ele, que estava dentro da Blazer. O Pedro tirou a espingarda calibre 12 pela janela e mirou nosso carro, numa brincadeira de péssimo gosto. Deu no que deu”, lamenta |
A Corregedoria da Polícia Militar prendeu entre anteontem e ontem mais 17 policiais militares suspeitos de envolvimento na série de homicídios ocorridos na Baixada Santista no mês de abril. 14
Desse jeito não sobrarão policiais militares na Baixada.
Fonte: Agora São Paulo
06/06/2010
PMs são presos por mortes na Baixada
Folha de S.Paulo
A Corregedoria da Polícia Militar prendeu entre anteontem e ontem mais 17 policiais militares suspeitos de envolvimento na série de homicídios ocorridos na Baixada Santista no mês de abril.
Desde quarta-feira, 22 PMs já foram presos. Os suspeitos foram transferidos de quartéis do litoral para a Corregedoria, na capital paulista, onde cumprirão prisão disciplinar de até cinco dias. Caso a Corregedoria encontre evidências da participação dos policiais nos 23 assassinatos ocorridos de 17 a 26 de abril, será pedida à Justiça a prisão temporária deles. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
No início tarde de ontem, era intensa a movimentação de mulheres, advogados, amigos e familiares dos policiais na sede da Corregedoria, na Luz (centro de SP). A detenção dos suspeitos foi confirmada pelo Ministério Público, que está acompanhando as investigações. O Comando Geral da PM informou que não iria se posicionar sobre o assunto para “evitar problemas nas investigações”, feitas em conjunto com a Polícia Civil.
As prisões disciplinares dos 22 PMs só aconteceram depois que a Polícia Civil deteve três pessoas por porte ilegal de armas na quarta. Uma delas forneceu nomes de policiais que poderiam ter relação com as 23 mortes na Baixada.
A reportagem apurou que a Polícia Civil tem pelo menos dois focos de investigação. Um vai na linha de vingança de policiais pela morte do soldado da PM Paulo Rafael Pires, 27 anos, morto a tiros, em abril, no Guarujá. As outras 22 mortes ocorreram na sequência, a tiros. A outra suspeita é uma disputa de traficantes por pontos de venda de drogas na Baixada. Alguns dos detidos poderiam ter relação com essa briga.
DECAP: Portaria DPJC-5, de 4-5-2010, normatiza o controle de produção, por equipe de investigação, nas unidades policiais que compõem as Delegacias Seccionais de Polícia do Decap 26
sábado, 5 de junho de 2010
Diário Oficial – Poder Executivo – Seção I – pág. 17
Portaria DPJC-5, de 4-5-2010
Normatiza o controle de produção, por equipe de investigação, nas unidades policiais que compõem as Delegacias Seccionais de Polícia do Decap
O Delegado de Polícia Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital – Decap, no uso de suas atribuições legais, especificamente a de organizar mecanismos de controle interno, no âmbito da estrutura hierárquica
que lhe compete e,
Considerando que incumbe à Polícia Civil, por dispositivo constitucional, o desempenho das atividades de polícia judiciária e a apuração das infrações penais;
Considerando que a Administração deve atuar em consonância com os princípios que lhes são afetos, dentre os quais destaca-se o da supremacia do interesse público e o da eficiência;
Considerando que, na Instituição Policial Civil, o imperativo constitucional de eficiência, inscrito no artigo 37 da Carta Magna, deve ser compreendido como o desempenho das atividades de natureza policial com presteza, perfeição e rendimento funcional, com vistas à obtenção de resultados positivos no esclarecimento de crimes, objetivo fim da atividade de polícia judiciária, voltado para a consecução do jus puniendi;
Considerando a singularidade que distingue a atividade de investigação policial e a imperiosa necessidade de zelar para que a morosidade não se instale, comprometendo o sucesso das investigações policiais;
Considerando que compete à hierarquia a verificação da eficiência dos trabalhos policiais, e que a produção reveste-se de parâmetro para a aferição da prontidão e da qualidade dos serviços policiais prestados;
Considerando a possibilidade de indicação e inscrição, “ex officio”, de policial civil para curso de reciclagem compulsória junto à Academia de Polícia, nos termos da Portaria DGP-24, de 1º de maio de 2010, sempre que seu desempenho apresentar inadequação técnica decorrente de defasagem na formação ou no aperfeiçoamento profissional;
Considerando que a avaliação da ineficiência pode, ainda, sustentar a “suficiente motivação” para a remoção do policial civil, de uma a outra unidade policial, a teor do que dispõe o artigo 1º da Portaria DGP-22, de 16 de abril de 2010;
Considerando, por fim, que a ineficiência intencional e reiterada no serviço é ilícito funcional previsto no artigo 74, inciso III, da Lei Complementar nº 207/79 que, após correspondente apuração, à luz da legislação disciplinar ora vigente, pode sujeitar o policial a penalidade demissória, resolve:
Artigo 1º – Os Delegados Seccionais de Polícia deverão encaminhar, à Diretoria departamental, mensalmente, Relatório de Atividades de Investigação, referente à atuação dos policiais operacionais, necessário à avaliação de seu desempenho.
Artigo 2º – O Relatório de Atividades de Investigação deverá ser encaminhado, por meio eletrônico (via notes), até o dia 10 do mês subsequente, contendo:
01.- Composição das equipes de investigações de cada unidade, excluindo-se os policiais que exercem suas funções nos plantões;
02.- Indicação das viaturas utilizadas, por equipe, com a respectiva anotação dos quilômetros rodados;
03.- Quantidade, por equipe, de:
a) boletins de ocorrência recebidos;
b) relatórios negativos de investigações;
c) relatórios positivos de investigações, com a indicação do procedimento de polícia judiciária correspondente;
d) prisões em flagrante efetuadas, com a indicação do boletim de ocorrência e do número do inquérito policial instaurado;
e) procurados pela Justiça, recapturados;
f) ordens de serviço recebidas;
g) ordens de serviço cumpridas.
Artigo 3º – Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação.
BLOG DO IMBROGLIONE:Empresa de delegado de SP tem contratos de R$ 4 mi com o governo 4
05/06/2010…11:37
Empresa de delegado de SP tem contratos de R$ 4 mi com o governo
High society: delegado-empresário entre amigos famosos (Felipe Massa, Ronaldo e Kaká)
Caros leitores, uma pesquisa na Junta Comercial mostra que também há uma outra empresa de transportes aéreos no nome da mulher. No mercado da segurança privada, comenta-se sobre a existência de um helicóptero. Será? Também falam de imóveis em Miami. Será? Deve ser maldade destes invejosos do sucesso alheio.
CARO ANDRÉ CARAMANTE: OS CONTRATOS DESSAS “EMPRESAS DE SEGURANÇA” COM ENTIDADES PÚBLICAS NÃO PASSA DE “VENDA DE RECIBO” COM OBJETIVO DE PECULATO…NÃO HÁ EFETIVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NOS TERMOS CONTRATUAIS…OUTRO DETALHE: ALGUMAS SERVEM APENAS PARA LAVAGEM DE DINHEIRO GANHO CRIMINOSAMENTE…QUER PROVAR: ABRA UMA EMPRESA DE SEGURANÇA, CONTRATE PESSOAL ESPECIALIZADO; DEVIDAMENTE REGISTADOS…FALÊNCIA EM SEIS MESES! 5
Mulher de delegado vende serviços de segurança
Corregedoria apura se chefe da delegacia de Cumbica é dono da empresa
A Cerco Segurança age em casos de sequestro; suspeita é que empresa use servidores públicos para favorecer clientes
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
A Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo investiga o delegado Carlos Alberto Achôa Mezher, chefe da delegacia do aeroporto de Cumbica, sob a suspeita de que ele explore o ramo da segurança privada.
A Cerco Segurança Patrimonial e Vigilância Ltda. é registrada em nome de parentes do delegado: Mague Achôa Mezher e Patrícia Verginelli Mezher -mulher dele.
A suspeita é que ele seja o verdadeiro dono da empresa, que oferece justamente serviços que são atribuições do policial: “pronta resposta” para sequestro e ameaças de bomba, por exemplo.
A Corregedoria também investiga se a Cerco, por influência do delegado Mezher, usa servidores públicos para favorecer clientes -outro serviço oferecido é de “agilizar a retirada de documentos” como cédula de identidade e passaportes.
A empresa firmou nos últimos anos contratos de mais de R$ 4 milhões com o Estado e a Prefeitura de São Paulo, segundo documentos da investigação.
A Lei Orgânica da Polícia Civil não veda participação de policial como cotista de empresa privada, muito menos de seus parentes, mas o policial não deve participar do dia a dia da empresa, seja qual for seu ramo.
Mezher não aparece nos registros da Cerco Segurança, mas a Corregedoria investiga se ele atua por trás dos negócios.
A delegacia de Cumbica, onde trabalha Mezher, é vinculada à Divisão e Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários da Polícia Civil.
PROTEGER AUTORIDADES
Outro serviço vendido pela empresa é de proteção de dignitários (autoridades).
“A Cerco mantém profissionais com treinamentos internacionais na área de segurança de executivos e dignitários, adestrados de acordo com modernas tendências das agências oficiais”, propagandeia a empresa.
Alguns dos contratos da Cerco envolvem a Secretaria de Estado da Educação, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e o autódromo de Interlagos.
Em algumas das ligações da reportagem para a empresa nos últimos dias, funcionários disseram que o delegado não tem mais ido até lá.
Mezher é bem relacionado. Em fevereiro, ele foi à festa do primeiro aniversário de Luca, filho de Kaká, camisa 10 da seleção brasileira.
Nas fotos da festa publicadas por uma revista de celebridades, o delegado é abraçado por Ronaldo Fenômeno e Kaká, junto com o piloto Felipe Massa, da F-1
OUTRO LADO
Delegado diz que nada sabe sobre firma de segurança
“Deve ter um equívoco; vou ver as informações e, com o maior prazer, te atendo”, disse ele na quarta e não mais falou
DE SÃO PAULO
O delegado Carlos Alberto Achôa Mezher, chefe da delegacia do aeroporto de Cumbica, afirmou não ter nenhum tipo de vínculo com a Cerco Segurança Patrimonial e Vigilância Ltda.
“Não estou sabendo [de investigação da Corregedoria da Polícia Civil], não estou sabendo de empresa de segurança, eu não estou sabendo de nada”, disse Mezher.
“Esse tipo de assunto [possível exploração de segurança privada] fale direto com o meu [delegado] divisionário, esse assunto não compete a mim, eu não sei de empresa de segurança nem nada”, continuou o policial civil.
Questionado sobre a propriedade da empresa, Mezher respondeu: “Deve ter algum equívoco. Vou levantar essas informações e, com o maior prazer, eu te atendo para verificar algum equívoco de informação de empresa”.
Na quarta, ao ser questionado sobre Patrícia Verginelli Mezher, sua mulher e uma das donas da Cerco Segurança, o delegado disse que iria se informar mais sobre ela e voltaria a falar com a Folha ainda naquele dia.
Documentos do Tribunal de Justiça de SP mostram Patrícia Mezher e o delegado de Cumbica em pelo menos 13 ações cíveis ao lado da Cerco Segurança e Cerco Service Monitoração Ltda., uma outra empresa investigada como da família do policial.
Ontem, a reportagem voltou a procurar Mezher na delegacia de Cumbica, mas ele não quis falar novamente.
Segundo um policial, Mezher “estava no saguão [do aeroporto], onde foi atender um pessoal amigo dele”.
Ainda na tarde de ontem, o mesmo funcionário confirmou à Folha que o próprio delegado Mezher disse saber da investigação em andamento na Corregedoria.
O delegado Roberto Krasovic, chefe de Mezher e, segundo ele, responsável por prestar esclarecimentos sobre o caso, não respondeu aos pedidos de entrevista.
Krasovic é o delegado chefe da Divisão de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários da Polícia Civil. Foram cinco tentativas para entrevistá-lo sobre Mezher.
EMPRESA NÃO FALA
Também desde quarta-feira, a reportagem tenta entrevistar os responsáveis pela Cerco Segurança, mas ninguém foi encontrado.
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Domingos Paulo Neto, foi procurado ontem para se manifestar sobre o caso, mas também não atendeu ao pedido de entrevista.
A investigação sobre uma possível exploração de segurança privada por parte de Mezher está na Divisão de Apurações Preliminares da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, sob o comando do delegado José Boucinhas Neto. (ANDRÉ CARAMANTE)

