Alcolumbre, o Judas terrivelmente ladino do Messias Resposta

Davi Alcolumbre não se comportou como “Rei Davi” que protege o ungido, mas como o Judas profissional da política da pátria que o pariu , que calcula o valor de cada punhalada antes de cravá‑la.

No balcão de negócios do Senado, ele converteu a indicação de Jorge Messias ao STF em peça de leilão, erguida e rebaixada conforme o humor dos compradores habituais: governo fraco, centrão voraz, oposição cínica.

A derrota de Messias não caiu do céu , ou seja , não foi justiça divina como afirmou a ex primeira-dama  e  eterna falsa moralista.

Uma crente de fogo estranho, mais íntima do caixa do que do Evangelho.

A “humilhação histórica” foi preparada em prestações, nos adiamentos, nos recados cifrados à imprensa, nas portas fechadas – com até tu , Alexandre? – finalizando o momento do espetáculo em plenário, quando Alcolumbre pôde entregar o corpo político do indicado como troféu a quem quisesse ver sangue institucional.

Quem sangra é o Brasil assaltado por bandidos eleitos por otários e por outros judas!

O governo Lula, nesse teatro, aparece como apóstolo atrapalhado, incapaz de montar maioria mínima, enquanto Alcolumbre posa de guardião da liturgia, ao mesmo tempo em que negocia nos bastidores a cotação do “Messias” no câmbio paralelo das traições de Brasília.

As “30 moedas” aqui – mensurada em bitcoins – não têm brilho metálico, mas cheiro de poder: controle da pauta, capacidade de chantagear o Planalto, blindagens seletivas ( Master )  vinganças antigas travestidas de prudência republicana.

O preço da traição, como sempre, é pago por fora: a República aceita que a escolha de um ministro do STF vire mercadoria miúda num mercado de canalhas recorrentes; e o Senado se habitua ao papel de casa de leilões, onde cada Judas encontra seu Messias de ocasião.

O Brasil é o templo salomônico de maldades das  pessoas horrorosas que se dizem crentes …

Do dinheiro e do nosso sacrifício !  

Tal espetáculo é a prova viva de que Deus – por aqui – não governa “porra nenhuma”…

Se governa : escolheu os pilantras como seus filhos favoritos!


Advertência : As referências a “Judas”, “Messias”, “crentes” e demais imagens de natureza bíblica neste texto são metáforas político literárias. Não se trata, em hipótese alguma, de ofensa ou incitação ao ódio contra judeus, cristãos ou qualquer pessoa que cultive religiosidade sincera, nem contra aqueles que pautam sua vida por princípios universais de ética, honestidade e probidade. A crítica aqui dirige-se exclusivamente a agentes públicos e políticos concretos, bem como à utilização oportunista do discurso religioso como instrumento de poder e manipulação.