Toque de recolher determinado por “traficantes” faz com que as ruas da cidade fiquem desertas…VERDADE, NEM SEQUER A 1ª VITÓRIA DO SANTOS FOI COMEMORADA 21

Explosão de violência põe em pânico o litoral de São Paulo

26/04/2010

Toque de recolher determinado por traficantes faz com que as ruas da cidade fiquem desertas Toque de recolher determinado por traficantes faz com que as ruas da cidade fiquem desertas 

A população da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, está submetida a um regime de terror há quase dez dias, sem que a polícia do Governo Alberto Goldman (PSDB) esclareça os motivos ou detenha os responsáveis pela explosão de violência que, na última semana, matou 23 pessoas – a maioria delas, jovens entre 18 e 30 anos e sem antecedentes criminais – e deixou outras 12 pessoas feridas a bala. Em algumas cidades os moradores estão em pânico. Segundo reportagem exibida à noite passada pelo Fantástico, da Rede Globo, muitas escolas do Guarujá não tiveram aula durante a semana, por falta de alunos, de acordo a Prefeitura.

 

Em Vicente de Carvalho, um distrito do Guarujá, os comerciantes fecharam as lojas na segunda e na terça-feira, dias 19 e 20/04, diante de rumores de que traficantes teriam ordenado toque de recolher. Ruas e praças de cidades da Baixada que ficavam cheias de gente, mesmo à noite, se tornaram desertas, descreveu o Fantástico.  A matança se sucede praticamente a cada dia. Na segunda-feira, seis pessoas foram assassinadas. De terça para quarta, mais duas foram mortas na mesma cidade e outras três em São Vicente, por assassinos encapuzados. Quinta-feira, um rapaz de 29 anos foi executado com um tiro na nuca e cinco homens e uma mulher foram baleados em Cubatão.

 

Nem a Polícia Militar e nem a Polícia Civil do Governo Goldman chegaram, até a noite passada, a qualquer conclusão sobre a origem da matança que não conseguem deter ou sobre os envolvidos nos crimes. Comandante da PM na região, o coronel Sérgio Del Bel Junior disse que a corporação foi surpreendida. Entre policiais militares, a explosão de violência que está matando inocentes é descrita como uma guerra entre policiais e traficantes, que estariam vingando a prisão de nove ladrões e a morte de outro, em confronto com a PM, em 23/03. A hipótese de vingança estaria fortalecida pelo assassinato, no dia 19, de um dos soldados que participara da prisão da quadrilha.

 

 O delegado Josias Teixeira de Souza, que investiga os assassinatos praticados no Guarujá também suspeita de represália. “Nota-se uma orquestração de condutas que nos apontam na direção da prática do crime organizado”, disse ao Fantástico. A Corregedoria da Polícia Militar está na região para investigar se há envolvimento de PMs nos assassinatos.

 

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Poucos carros circulando, pouca gente assistindo ao jogo e, depois,  comemorando nos bares e  tradicionais barracas de praia.

A coisa aqui tá feia!

Observando-se que entre os “traficantes” poderemos incluir: grandes empresários do setor portuário, da prestação de serviços de mão-de-obra,  serviços de segurança, construção civil e –  especialmente –  deputados com ficha policial por tráfico e receptação, dados a vencer eleições comprando voto  por R$ 50,00 a R$ 100,00;  organizando eventos culturais estilo  “batidão” para o populacho maloqueiro, com farta distribuição de cerveja  pra levantar a poeira.  

Todos com particular camarilha composta por policiais civis e militares: ativos, aposentados, demitidos e expulsos

Há cincos anos executaram o velho ROCHINHA ( então com 72 anos ) –  empresário, jornalista e presidente do diretório do PMDB, um dos filhos sempre esteve entre os mais votados vereadores de São Vicente – SABEM QUEM FOI INDICIADO COMO AUTOR DO BÁRBARO HOMICÍDIO?

O LEE OSVALD!  Sim, esse mesmo,  o executor do presidente J.F.K.

O Delegado responsável pelo caso, coincidentemente amigo de bola de um “famoso” político, em desfavor de quem ROCHINHA teria propalado condutas nada abonadoras, tal como a perda de uma “carga”,  mais  R$ 600.000,00 a título de “acertamento” , em quatro anos –  POR MERECIMENTO –  da 3a. chegou a 1a. classe.

De qualquer forma, tantos são os  suspeitos desse homicídio que simples  tábula rasa  já renderia promoção por indicação de vários interessados, os quais –  caso investigados – seriam isentos de quaisquer participações, mas acabariam enredados em diversos crimes contra a Administração Pública.

Na Baixada Santista é na cara dura: TEM  POLÍTICO QUE , EM POUCOS ANOS,  DO MORRO OU  DA BEIRA DO MANGUE COMPRA COBERTURA A BEIRA-MAR…

De BMW e Audi, conversíveis. 

FICAM MILIONÁRIOS.

tp://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=14450

O BRASIL É GOVERNADO POR TRÊS PODERES INDEPENDENTES, MAS HARMÔNICOS: “OS TRÊS ROUBAM”! 3

25/04/2010
Carrinho de Compras: Supremo compra 1 tonelada de açúcar
Leandro Kleber e Giselle Mourão
Do Contas Abertas
Na semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) apresentou oficialmente seu novo presidente, o ministro Cezar Peluso, a instituição também se destacou empenhando (reservando em orçamento) recursos para a realização de despesas, digamos mais curiosas. Uma delas, por exemplo, trata da compra de uma tonelada de açúcar refinado “de primeira qualidade”, conforme descreve a nota de empenho emitida pelo órgão para a aquisição. O açúcar estará acondicionado em pacotes de um quilo. Preço total: R$ 2,3 mil. Resta agora tomar cuidado com exageros, principalmente nos cafezinhos, e a diabetes…O Supremo também parece ter resolvido renovar seus equipamentos para “jardinagem”. A instituição comprometeu R$ 2,4 mil para a compra de três serras “tico tico” de corte de madeira. As serras elétricas terão soprador de ar, manterão a linha de corte visível, sistema de troca de lâmina, velocidade variável com cinco estágios e menos vibração. A quantia também serviu para a compra de uma lixadeira de tinta e uma furadeira de impacto.Outros R$ 2,3 mil foram reservados para a compra de outra serra circular, com ajuste de inclinação até 45 graus, uma serra de esquadria, com no mínimo nove posições de fixação para cortes angulares, e uma lixadeira excêntrica. Resta aos ambientalistas lamentar um possível desmate nas dependências do STF, que ainda empenhou – em compra menos polêmica – R$ 1,8 mil para a aquisição de dois gravadores de mão digital, “leves, compactos, discretos, com alto-falantes potentes e interface USB 2.0 para conexão ao computador”.

Já no Congresso Nacional, destaque para o Senado, que “fuzilou” nas compras. Vamos por partes… R$ 8,8 mil foram comprometidos para a aquisição de 220 telefones (vale ficar de olho na conta nos próximos meses), R$ 4,7 mil para a compra de dois mil rolos de barbantes, R$ 6,7 mil para a aquisição de blocos de recados auto-adesivos na cor amarela e R$ 1,1 mil para custear prestação de serviços de buffet para coffee break para 80 pessoas.

Os automóveis dos senadores também funcionarão bem, pelo menos nos próximos meses. Isso porque o Senado empenhou R$ 1,3 milhão com contratação de manutenção e assistência técnica aos veículos do órgão. A Casa reservou mais R$ 77 mil para a contratação de empresa especializada em fornecimento e aplicação de películas, “à medida que houver necessidade”. Só não se sabe onde serão instaladas essas películas…

Ainda na última semana, R$ 33 mil foram destinados a compra de leite pasteurizado tipo “C”, que, por incrível que pareça, está extinto na região Centro-Oeste desde 2005. A exigência foi grande quanto à qualidade do produto. O Senado solicitou nome do fabricante, endereço, registro no órgão, prazo de validade, embalagem apropriada, lacrada, entre outros itens que devem obrigatoriamente ser inseridos ao produto. Também nos últimos dias, R$ 1,3 mil foi reservado com dez campainhas sem fio do tipo “din-don” e mais de R$ 680 com 80 agulhas, cada uma com 12 unidades, para “máquina de costura” não especificada na nota de empenho.

Já a Câmara dos Deputados gastou um pouco mais com eventos: R$ 21,5 mil para pagar prestação de serviços de organização e fornecimento de lanches, coquetéis, almoços, jantares. O valor serve para atender despesas até 17 de maio. A Casa ainda reservou R$ 3 mil para a compra de 30 webcans, a pedido do Departamento de Polícia do órgão. A Câmara também investiu no lanche dos deputados e funcionários, reservando mais de R$ 9,6 mil para custear fornecimento de biscoitos e leite em pó para estoque até junho.

Clique aqui para ver as notas de empenho citadas.

*Todo fim de semana o Contas Abertas publica a coluna “Carrinho de Compras”, que traz reservas de recursos em orçamento realizadas por órgãos da União para pagamento de despesas curiosas. Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.

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Leia os últimos “Carrinho de Compras”:

Senado compra 21 mil quilos de café

Senado reserva R$ 605 mil para comprar e reformar móveis

 

STF reserva R$ 10,2 mil para comprar 33 apoios para os pés

Senado reserva R$ 320 mil para compra de móveis especiais

Presidência reserva R$ 585 mil para instalação de persianas

PROFESSOR ITALIANO SOBRE O PODER DA INTERNET NAS ELEIÇÕES DESTE ANO: A sociedade brasileira é profundamente machista. Aceita no máximo uma mulher no comando do governo municipal…SERÁ? 14

Cidadãos 365 dias por ano

Para sociólogo, a internet e as redes sociais online vêm criando uma nova opinião pública, que não engole mentira, não tolera promessas, não aceita líderes analógicos; faz acontecer

24 de abril de 2010 | 14h 09

Christian Carvalho Cruz, de O Estado de S. Paulo

  A política como conhecemos hoje pode ser, muito em breve, um retrato embolorado na parede. E o político profissional, um desempregado irremediável, com saudade dos “bons tempos” pré-internet. Não, essa não é a última do admirável mundo novo. É a opinião de alguém que o acompanha com olhos de cientista: o sociólogo italiano Massimo di Felice. Doutor em Ciências da Comunicação, especialista em mídias digitais, ele leciona Teoria da Opinião Pública na Escola de Comunicação de Artes da USP. Acredita que a humanidade vivencie neste momento algo tão grandioso quanto o surgimento da prensa de Gutenberg no século XV: é o tempo em que a web vai levar ao desaparecimento do tipo de política e de político que existem hoje.

Reprodução

Reprodução

Massimo di Felice é Doutor em Ciências da Comunicação e professor da USP

Para afirmar isso ele não leva em conta apenas a tecnologia em si, gelada em seus inesgotáveis twitters, orkuts e facebooks. Seu objeto de análise é a nova realidade que está nascendo daí, vertiginosa e quase silenciosamente. “A internet e as redes sociais online estão criando uma nova democracia e uma nova opinião pública.” O que é particularmente interessante em temporadas como esta, de caça à tal opinião pública empreendida pelos institutos de pesquisa que tentam medir os humores e os pendores eleitorais dos brasileiros.

Mas alto lá com os antigos conceitos, previne Di Felice. “Essa opinião pública  que está surgindo não quer ser chamada a opinar apenas de quatro em quatro anos. Ela participa, colabora, difunde ideias para mudar seu território cotidianamente. É cidadã 365 dias por ano. Está fazendo acontecer o que os políticos só prometem.” O efeito imediato disso – para as eleições presidenciais de outubro – será mínimo, ele reconhece, dada a predominância, ainda, da opinião pública televisiva no País. Mas no futuro será algo decisivo.

Na entrevista a seguir, Di Felice empreende um passeio pela história e o desenvolvimento da opinião pública e, otimista, explica aonde, agora cada vez menos analógica, ela pode nos levar.

O que é opinião pública?

É um conceito que nasceu com a substituição da sociedade feudal pela sociedade a contrato social. Nasceu com a destruição do modelo baseado no rei que era rei por ter sido colocado no trono por Deus (e, por isso, emanava leis inquestionáveis) e com o surgimento dos primeiros mercadores que deram origem à burguesia. Foi uma passagem econômica, social, cultural e política. A sociedade que nasce daí não é mais assentada em valores divinos, “justos”, e sim em códigos racionais, que tem mais a ver com a necessidade de organizar as coisas ao gosto da nova classe que ascende ao poder e vai fazer leis para defender seus interesses. Serão, portanto, leis “injustas”. Mas, como elas podem ser questionadas, afinal não vieram do poder divino do rei, haverá a necessidade de lutar para mudar tais leis. Nessa imperfeição está uma das características da sociedade a contrato social, que cria pela primeira vez a separação clara entre sociedade civil e Estado.

Então a opinião pública é filha da democracia moderna?

Ela é o alicerce da democracia moderna. Não é apenas a expressão dela, um instrumento a mais. Não há democracia sem conflito, sem opinião. E o que resulta dessa passagem do feudalismo para o mercantilismo burguês é uma sociedade dada ao conflito, a tal sociedade civil – um conjunto de indivíduos, grupos, etc., que se reúnem contra o Estado. Então, é nessa imperfeição que se desenvolve o conceito de opinião pública, não só como lugar de divulgação, mas de elaboração contínua de ideias. É fácil compreender o porquê disso. Com seu dinamismo econômico, a sociedade a contrato social necessita de transformações constantes de valores. Isso muda completamente o comportamento das pessoas, elas passam a valorizar as mudanças, o progresso, contra a estagnação pré-definida por seu nascimento, como ocorria no modelo feudal.

Esse conceito de opinião pública se mantém até hoje?

Ao longo da história ele foi contestado por uma porção de teorias, principalmente depois do surgimento da mídia de massa e do uso que o nazismo, o fascismo e regimes autoritários em geral fizeram dela. Isso levou muitos autores a pensar que a opinião pública era só um doutrinamento da população. Ela teria tão somente a opinião que o status quo quisesse que ela tivesse e manipulava para conseguir. Para esses autores, opinião pública é alienação. Por aí caminhou Adorno (Theodor Adorno, filósofo alemão), chegando a Bourdieu (Pierre Bourdieu, sociólogo francês), para quem a opinião pública simplesmente não existe. Ele dizia isso, na verdade, como provocação. Na França da época, anos 60/70, ele queria questionar o uso demagógico que se fazia das pesquisas de opinião. Todas as ações dos entes públicos e privados eram justificadas por pesquisas de opinião. E Bourdieu vem dizer que essas pesquisas não davam necessariamente a opinião das pessoas, davam a opinião que as pessoas tinham formado a partir do doutrinamento. Portanto, a opinião pública não existia.

E nos dias de hoje, ela existe?

Existe, mas de um jeito totalmente diferente. Na minha avaliação, a opinião pública muda de caráter de acordo com a tecnologia informativa de uma época. No tempo da oralidade, tínhamos os filósofos, os sofistas. Com Gutenberg e a sua máquina de reproduzir grande quantidade de páginas, surge a opinião pública dos tempos modernos, mais ampla, instigada a debater pelo acesso mais fácil ao conhecimento. Depois, a mídia de massa – jornais, rádios e TV – dá origem às democracias nacionais, à esfera pública do tamanho de uma nação. Afinal, a mídia de massa consegue atingir toda a população ao mesmo tempo. Aí chegamos aos tempos atuais, à internet. E a coisa vira de cabeça para baixo. A internet cria uma arquitetura informativa absolutamente distinta das anteriores e, mais do que isso, cria um novo tipo de democracia e um novo tipo de opinião pública.

Pode explicar melhor?

Com a internet, passamos da democracia opinativa para a democracia colaborativa, na qual todo cidadão é chamado não a mudar o mundo, a fazer revolução, nada disso. Ele é chamado a ter um impacto na sua realidade próxima. Se olharmos para o teatro grego, os livros, os jornais, o rádio e a TV notamos que o modo de transmitir as informações se manteve constante. O ator de teatro fala, o público ouve em silêncio; no final aplaude ou vaia, ou seja, opina. Na TV é a mesma coisa. Quando assistimos a um debate eleitoral os candidatos falam e nós acompanhamos tudo passivamente e depois vamos votar – opinar – sobre propostas e programas de cuja elaboração não participamos. É a democracia baseada na opinião. O cidadão é cidadão na medida em que ele opina de quatro em quatro anos. A internet inaugura um tipo de democracia qualitativamente diferente.

Como ela funciona?

Primeiro, a comunicação em rede é uma tecnologia que pela primeira vez disponibiliza não só o acesso a todas as informações como também possibilita que cada indivíduo crie conteúdo e poste esse conteúdo com o mesmo poder comunicativo dos outros meios. Tecnologicamente, um blog tem o mesmo poder comunicativo que a CNN. Isso está educando o cidadão não apenas a opinar, mas a criar debate e a discutir ideias que se espalham velozmente pelo mundo. São as chamadas redes sociais, redes de cidadãos que se reúnem por terem determinadas afinidades e passam a trabalhar online para transformar a sociedade pela proposição, discussão e implementação de ideias. Primeiro no seu território, sua rua, seu bairro, sua cidade, depois no país e mundo. Chamamos isso de net-ativismo. Não se trata de uma questão ideológica, de fazer a revolução com a ajuda da internet. Não é isso.

E que tipo de opinião pública está sendo gestada nessa era de net-ativismo?

Uma opinião pública que não quer ser só opinativa. Não quer só opinar com base numa pauta estabelecida pela mídia e pelos políticos. A rede está criando, de fato, uma nova realidade em que as pessoas se afastam cada vez mais da política partidária, do debate político profissional, porque acham que isso não resolve nada. Meus alunos têm total desinteresse pelas questões políticas tradicionais, mas de maneira alguma podem ser chamados de alienados, porque estão em redes sociais, integram grupos que trabalham com reciclagem de lixo, inclusão digital, acesso à informação. Estão tentando modificar o seu território 365 dias por ano. Eles são cidadãos o ano inteiro, não só a cada quatro anos. Para esse pessoal o voto é a última coisa na qual eles estão pensando. A lógica da web não é piramidal, não prevê um líder. A palavra-chave é colaboração. Assim, se há alguém que eles enxergam como representante, é necessariamente alguém que esteja nessas redes sociais desde sempre, discutindo, propondo, ajudando a levantar verbas para projetos. O que eu estou tentando dizer é que a política analógica é obsoleta, porque unidirecional. Podemos chamar isso de fascismo se adotarmos a etimologia grega da palavra “fascio”, que significa seta, algo que aponta, direciona. Estamos no caminho contrário. Pode levar 10, 20 anos, mas estamos indo claramente na direção de uma democracia totalmente colaborativa.

Essa nova ordem já deve influenciar as eleições deste ano?

Provavelmente não. Mas estou certo de que, nesta campanha presidencial, teremos surpresas vindas do mundo digital. A web será um lugar de desmascaramento. Esse movimento é maior do que imaginamos no Brasil. Um sinal claro disso é que já há no País mais gente usando a internet para acessar redes sociais do que para ver pornografia. Temos um curso de pós-graduação muito procurado por pessoas que vão trabalhar com marketing político. Os alunos perguntar a mesma coisa: “Como eu uso o Twitter para ajudar meu candidato a vencer a eleição?” Eu digo: “Você não pode. Se entrar com essa intenção a mesa vira sobre você”.

Por quê?

Imagina só isso: o político utilizando a web como utiliza a TV – para mentir, basicamente. Essa é muito boa (risos). Na rede, uma mentira dura dois minutos. E, uma vez descoberta, centenas de pessoas vão ter o prazer de denunciá-la. Isso aconteceu com o Lula. Um dia ele resolveu que queria ser Barack Obama e fez um blog. Só que não permitiu comentários. Poos alguém duplicou o blog dele num espaço aberto para comentários. Uma lição de que não dá para se aproveitar da internet dessa maneira. Uma vez dentro da rede ele terá de se submeter às regras dela, que não têm nada a ver com as regras da TV. O problema é que os políticos, seus estrategistas e marqueteiros querem transferir o passado para o novo. Eles não têm a menor noção dessa nova democracia, dessa nova opinião pública que está nascendo. Querem entrar num contexto no qual o político é visto com maus olhos. A imagem dele é negativa, porque tradicionalmente ele representa o contrário do que se faz ali. Ele tem uma proposta pronta e, através da sedução, busca obter consenso da maioria da opinião pública para se eleger. A comunicação parte dele e volta para ele. A internet permite outro modelo: que ele apresente sua proposta, que vai ser continuamente debatida, modificada e aprimorada – e daí vai nascer o consenso. (  BUSQUEM A PUTA CANALHICE CONTIDA NESTE PARÁGRAFO )

Quer dizer que no futuro os candidatos a representantes do povo podem surgir das redes sociais da internet?

E é provável que eles sejam completos desconhecidos para quem estiver fora dessas redes. A função do político tradicional tende a desaparecer. Não vai ter mais aquela coisa de ele prometer fazer, porque a nova opinião pública formada por essas pessoas conectadas em redes sociais já está fazendo sem ele.

Mas qual o peso real dessa nova opinião pública em termos eleitorais no Brasil?

Por enquanto, pequeno. A opinião pública cobiçada pelos políticos é a televisiva. Aquela suscetível à propaganda e ao marketing político. O cenário está mudando rapidamente, mas quem vence eleição ainda são os marqueteiros. A TV tem regras precisas que são dominadas com perfeição por eles. Quanto mais o político se submete ao marqueteiro, maior a sua chance de vitória. Então, dizer que a Dilma não tem experiência em cargos executivos, por exemplo, pesa pouco para essa opinião pública televisiva. Já ela fazer plástica ou, do lado de lá, fotografar o Serra em pose de Obama, com a mão segurando o rosto, pedir para ele sorrir mais em público, isso sim tem impacto na opinião pública televisiva. O fato é que nem Serra nem Dilma são capazes de conquistá-la sozinhos. Ambos dependem dos seus marqueteiros.

Pesquisa eleitoral que ouve 3 mil pessoas capta o que pensa a opinião pública?

No contexto atual de política do espetáculo, política que associa aos conteúdos as imagens televisivas, deve-se reduzir a importância normalmente atribuída às pesquisas de intenção de voto. Uma vez que a política deixa de ser doutrina ideológica para se assumir como arte dramatúrgica, a disputa eleitoral se torna algo muito próximo de um reality show. E aí o que vale é o excesso e a surpresa, a presença midiática, o ataque ao adversário, a construção de uma imagem que se pretende vencedora.

As enquetes mostram que 60% dos eleitores não sabem dizer espontaneamente o nome de um pré-candidato à Presidência da República. O que isso significa?

Significa o afastamento da política do público. Não do público da política. A política partidária, feita por lobbies preocupados apenas em se manter no poder, não interessa, cansou. E não é por motivos ideológicos, já que no fundo as diferenças entre políticos e partidos são muito pequenas. É porque a humanidade se deu conta de que a classe política é um grande câncer, no mundo inteiro. A política tradicional é feita pelas pessoas menos qualificadas – reservadas as devidas exceções, obviamente. Só que do outro lado, na rede, há cidadãos ativos, conscientes, exercendo sua cidadania diariamente, que não entram nesse jogo antigo. Isso explica as altíssimas taxas de abstenção nas eleições na Europa, que beiram 50%. A população está cansada e, por meio da internet e das redes sociais, quer reformular isso. Me parece que temos agora a alienação dos políticos em relação a essa nova opinião pública, à política real, nas quais a sociedade cada vez mais organizada na web está construindo uma realidade melhor, independentemente das disputas eleitorais.

A opinião pública brasileira topa uma presidenta mulher?

Não. A sociedade brasileira é profundamente machista. Aceita no máximo uma mulher no comando do governo municipal. Mas para chefiar a nação acha que é demais. Já na nova opinião pública que está se fortalecendo na internet as regras são outras. A imagem, o gênero, são coisas que não têm a menor importância. O que faz a diferença é a participação ativa, as ideias postas em discussão, a disposição para o debate contínuo. E o melhor desse modelo é que pela primeira vez está se dando voz, de fato, aos excluídos, à massa das periferias. Estamos diante de algo tão grande quanto a prensa de Gutenberg. ( DEVE SER NA ITÁLIA )

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Desculpem-me eventual grosseria:

MULHER QUE NÃO VOTA EM MULHER,  PELO FATO DE  A CANTIDATA SER MULHER, É BURRA!

MÃE QUE CONDICIONA  FILHO A VALORIZAR AS VIRGENS: É, ou foi,  VACA!

E  ITALIANO  DANDO ENTREVISTA AO ESTADÃO NÃO MERECE MUITA CONFIANÇA: É CARCA!

CARCA A MANO…NA BALANÇA DA VERDADE.

Arlete Sampaio: Oposição propõe melhorar aquilo que tentou destruir 2

Viomundo:
http://www.viomundo.com.br/
24 de abril de 2010 às 0:47
Arlete Sampaio: Oposição propõe melhorar aquilo que tentou destruir
A esperança e o preconceito: as três batalhas de 2010
Simone de Beauvoir disse que “a ideologia da direita é o medo”. O medo foi o grande adversário de todas as campanhas de Lula. Desta vez, o fato de Lula ser governo desfaz grande parte das ameaças que antes insuflavam o temor entre os setores populares. O grande adversário dessa campanha não é mais o medo; tampouco é Serra, candidato de poucas alianças, sem programa e que esconde seu oposicionismo no armário. O grande adversário são os que estão por trás do tucanato e o utilizam como recurso político de uma guerra elitista, preconceituosa, autoritária e desigual. O artigo é de Arlete Sampaio.
Arlete Sampaio, na Carta Maior

A campanha de 2010 não é apenas uma, mas pelo menos três grandes batalhas combinadas. Uma disputa política, dos que apóiam as conquistas do governo Lula contra aqueles que sempre as atacaram e agora se esquivam de dizer o que pensam e o que representam. Uma disputa econômica, dos que defendem o protagonismo brasileiro e sabem da importância central do estado na sustentação do crescimento, contra os que querem eletrocutar nossas chances de desenvolvimento com a proposta de “choque de gestão” e de esvaziamento do papel do estado. Finalmente, uma disputa ideológica entre, de um lado, a esperança de um país mais justo, igualitário e sem medo de ser feliz, contra, do outro lado, a indústria da disseminação de preconceitos.
Na disputa política, a popularidade do presidente Lula criou uma barreira que a oposição prefere contornar do que confrontar. Serra não quer aparecer como aquilo que ele realmente é: o anti-Lula. O mesmo anti-Lula que ele próprio foi em 2002 e que Alckmin fez as vezes, em 2006. Daí a tentativa de posar como “pós-Lula”. A oposição irá para a campanha na vergonhosa condição de fingir que não é oposição, que concorda com o que sempre atacou, que quer melhorar o que tentou, a todo o custo, destruir. Os eternos adeptos da ideia de que o Brasil não pode, não dá conta e não consegue, agora, empunham o discurso de que o Brasil pode mais.
Diante do fato de que alguém precisa assumir o impopular ataque ao governo e ao presidente, para alvejar a candidatura governista, surgiram duas frentes. A mais aberta e declarada é realizada pela imprensa mais tradicional, a que tem relações orgânicas com o grande empresariado brasileiro e com uma elite política que a ela é comercialmente afiliada.
Na ânsia de conseguir, contra Dilma, o que não conseguiu em 2006 contra Lula, esta imprensa tomou para si a tarefa de tentar derrotar ambos. Para tanto, tem enveredado em um padrão autoritário que significa um retrocesso claro até se comparado a seu comportamento na época da ditadura. Naquela época, a ditadura era a justificativa de suas manchetes. Hoje, não. Se não fosse pela democracia e pela mídia regional e alternativa, a situação seria igual à vivida quando era mais fácil ter notícias fidedignas a partir da imprensa internacional do que pela grande imprensa brasileira.
Um exemplo: o tratamento dado à participação do presidente Lula na cúpula nuclear em Washington. Dois dos mais tradicionais jornais brasileiros (Estadão e Folha) deram manchetes idênticas (“Obama ignora Lula…”), numa prova não de telepatia, mas de antipatia. Um editorial (“O Globo”, 14/4) chegou a dizer que “Lula isola Brasil na questão nuclear”. Se contássemos apenas com esses jornais, teríamos que apelar à Reuters, ao Wall Street Journal, ao Financial Times ou à Foreign Policy para sabermos que a China mudou de posição por influência do Brasil e declarou oficialmente sua opção pelo diálogo com Teerã.
Seria demais pedir que se reproduzisse, por exemplo, o destaque dado à cúpula dos BRICs, que no jornal Financial Times e na revista Economist foram bem maiores do que o conferido à cúpula de Washington. Até hoje, porém, o fato de nosso país estar galgando a posição de polo dinâmico da economia mundial, de modo acelerado, é visto com desdém pelos que não acreditam que o Brasil pode mais.
A questão nuclear teve a preferência porque cai como uma luva à tentativa de trazer para 2010 a questão do terrorismo, além de demonstrar a relação que existe entre as campanhas anti-Dilma, declaradas e mascaradas. A questão do terrorismo é um curioso espantalho invocado pelos próprios corvos (para usar uma imagem apropriada ao lacerdismo que continua vivo na direita brasileira e em parte de sua imprensa). A diferença sobejamente conhecida e reconhecida entre guerrilha e terrorismo e o fato de que os grupos armados brasileiros sempre se posicionaram contra o terrorismo como forma de luta política são esquecidos. Durante a ditadura, os grupos armados eram acusados de terroristas pela mesma linha dura que arquitetava explodir um gasoduto no Rio e bombas no Riocentro para inventar terroristas que, de fato, não existiam. A parte da imprensa que, por conta própria, reedita o autoritarismo faz jus ao título de “jornalismo linha dura”.
No campo da política econômica, a batalha será igualmente ferrenha e desigual, apesar dos feitos extraordinários de Lula. Seu governo é de fato o primeiro na história do País a conseguir combinar crescimento econômico, estabilidade (política e econômica) e redução das desigualdades. Segundo estudos, o Brasil conseguiu avançar em termos sociais em ritmo mais acelerado do que o alcançado pelo estado de bem-estar social europeu em seus anos dourados. Mesmo isso não tem sido suficiente para abalar a aposta de alguns setores da elite econômica de que a principal tarefa a ser cumprida é a de tornar o Brasil o país com o estado mais acanhado dentre os BRICs. São os que querem o Brasil mirando o Chile, e não a China, em termos econômicos. Para alguns, que sempre trataram o Brasil como um custo em sua planilha, não importa o tamanho do país, e sim o tamanho de suas empresas.
O que se vê até o momento não é nada diante do que ainda está por vir, dado o espírito de “é agora ou nunca” da direita em sua crise de abstinência. Os ataques declarados são amenos diante da guerra suja que tem sido travada via internet, por mercenários apócrifos que disseminam mensagens preconceituosas.
Dilma é “acusada” de não ter marido, de não ter mestrado, de não ter sido parlamentar. As piores acusações não são sobre o que ela fez, mas sobre o que ela não fez. As mais sórdidas são comprovadas mentiras, como a de ter sido terrorista.
Simone de Beauvoir disse que “a ideologia da direita é o medo”. O medo foi o grande adversário de todas as campanhas de Lula, e ele foi vencido em duas, dentre cinco. Desta vez, o fato de Lula ser governo desfaz grande parte das ameaças que antes insuflavam o temor entre os setores populares. O grande adversário dessa campanha não é mais o medo; tampouco é Serra, candidato de poucas alianças, sem programa e que esconde seu oposicionismo no armário. O grande adversário são os que estão por trás do tucanato e o utilizam como recurso político de uma guerra elitista, preconceituosa, autoritária e desigual.
A oposição cometeu o ato falho de declarar que “o país não tem dono”, mostrando que ainda raciocina como na época em que vendeu grande parte do patrimônio público e tratou o Brasil como terra de ninguém. Mas, por sorte, o país tem dono, sim. É o povo brasileiro. E, mais uma vez, é apenas com ele que contaremos quando outubro vier.
Arlete Sampaio é médica, foi vice-governadora do DF (1995-1998), deputada distrital (2003-2006) e secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, na gestão de Patrus Ananias (2007-2009).

QUESTIONÁRIO: “A Polícia Militar é uma instituição voltada para a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana.” 37

2010/04/25 at 14:46 – JOTAPÊ

“A Polícia Militar é uma instituição voltada para a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana.”
Vamos começar do começo:
1 – Você acha digno o tratamento dispensado aos recrutas quando do curso de formação? ( )sim ( )não
2 – Você acha que defesa da dignidade é sair dando tapa na cara de paisano só proque o cara respondeu áspero a pergunta de Vossa Eminência? ( )sim ( )não
3 – Você acha que defesa da vida é forjar flagrantes para poder pegar um dia de folga? ( )sim ( )não
4 – Você acha que defesa da vida é matar uma pessoa algemada e intrujar uma arma para forjar quma reação por parte do dentista negro, ou melhor, do ladrão de carros? ( )sim ( )não
5 – Você a cha que defesa da dignidade é chutar a porta dos barracos de qualquer morador de uma favela só proque ele mora na favela? ( )sim ( )não
6 – Você acha que os pms, ao apresentarem uma ocorrência no plantão, estão dizendo a verdade e que as histórias que eles contam no plantão são verdadeiras? ( )sim ( )não
7 – Você acha que o capitão que saiu fora e deixou os pms matarem o motoboy vai ser punido? ( )sim ( )não

Se você respondeu sete SIM, ou você é promotor…
Se você respondeu seis SIM, você é capitão pm…
Se você respondeu cinco sim, você é 1º sargento…
Se você respondeu de dois a quatro SIM, você é muito ingênuo…
Se você respondeu um SIM, você é um trouxa…
Se você não respondeu nenhum SIM, você é Policial Civil…

PARA O POLICIAL ABELHUDO DA CORREGEDORIA AUXILIAR DO DEINTER-6…A POLÍCIA É COMO A MINHA MITSUCA DC8388BR 18

Mais precisamente ao policial que meteu as mãos na minha pequena câmara digital

Vossa Senhoria  extrapolando os termos do mandado de busca e apreensão, cumprido no dia 28 de janeiro do corrente,  exigiu MEXERICAR até o conteúdo de  câmara fotográfica, praticamente sem uso, devidamente acondicionada na caixa original, com respectivos acessórios e a nota fiscal do Extra.com.br, nº 254226, no valor de R$ 299,00, emitida no dia 27 de abril de 2009, em nome do subscritor.

E assim fez na presença de várias pessoas; do Delegado, inclusive.

Certamente constatou que a máquina não é lá grande coisa…

Mas  ESTAVA ÍNTEGRA!  Quebrava o meu galho!

Vossa Senhoria, certamente dotado daquela  peculiar destreza policial própria de arrombadores, não soube instalar as baterias e ao fechar o receptáculo forçou  danificando a tampa ;  assim  desistiu de “bisbilhotar” em busca de corpo de delito nela armazenado; por tal fez providencial exclamação  para que os presentes  ouvissem: TÁ QUEBRADA!

TAVA QUEBRADAcom todo o respeito aos nossos leitores – O CARALHO!  

Ilustre policial PREPOTENTE e OLHUDO  cujo nome desconheço,  segundo descrição “meio velhote” (o mesmo que teria crescido os olhos – conforme as testemunhas – na minha carabina Puma), O SENHOR É UMA  BESTA INCOMPETENTE…  

Tão  apressadamente recolocou-a na caixa –  sob a alegação de  estar estragada – que nem sequer reparou nos dois cartões  de memória SD. ( O  mandado autorizava a apreensão  de mídias. )

Tá quebrada!…É muita cara- de- pau!

Estou me questionando: VALERÁ A PENA REQUERER A RESTITUIÇÃO dos três computadores, da carabina e demais objetos apreendidos (aliás, nem sei exatamente o que foi apreendido)?

Vislumbro que experimentarei o mesmo sentimento das milhares de vítimas para as quais fiz restituição de bens: INSATISFAÇÃO e REVOLTA!

Pois –  de regra –  O BEM É APREENDIDO  ÍNTEGRO, mas acaba restituído AOS PEDAÇOS…

Não há o mínimo cuidado na preservação dos bens alheios; não há para quem reclamar (quem sabe nos futuros Juizados Especiais da Fazenda Pública).

Enfim, essa é a nossa Polícia.

Tal como a minha “Mitsuca” de R$ 299,00; em 12 parcelas. 

Precisa conserto…Será que compensa?  

JÁ CONSERTEI!

Só faltará a MITSUCA  nos processar por difamação; por causar descrédito ao produto ” made in malaysia” !

S.O.S. HORTOLÂNDIA: São Paulo em guerra: Hortolândia tem noite violenta com ataques contra a Polícia 10

2010/04/24 at 23:03 –  REPÓRTER AÇO

Alô, alô, Guerra.

Fiquem atentos por aí.

Fonte: A Voz de Hortolândia

23/04/2010 – 23:34
São Paulo em guerra: Hortolândia tem noite violenta

Carro da polícia é alvejada por metralhadora

Uma viatura da policia militar foi alvejada por balas de calibre ponto 45 contra uma viatura da Polícia Militar. O policial que dirigia perdeu o controle e bateu a viatura em um poste de energia elétrica, na Vila Real, em Hortolândia, ontem de madrugada. Ninguém ficou ferido.

De acordo com o boletim de ocorrência, no início da madrugada, policiais militares avistaram um Astra preto sem placa. Ao se aproximarem para a abordagem, os suspeitos fugiram em alta velocidade. Um dos ocupantes, segundo os policiais, deu tiros de metralhadora contra a viatura.

O policial fez uma manobra para evitar que fossem atingidos, mas perdeu o controle e bateu em um poste. Os disparos não acertaram a viatura.

Três munições de calibre ponto 45 – de uso exclusivo das Forças Armadas – que teriam sido usadas pelos suspeitos foram apreendidas e serão periciadas.

A viatura, com danos na lateral esquerda, foi recolhida na sede da 4ª Companhia da Polícia Militar, no Jardim Amanda, em Hortolândia.

O capitão Luiz Horácio Raposo Borges de Moraes, do Setor de Relações Públicas, do 48º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior) de Sumaré, descartou a possilidade de ser mais um ataque do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que age dentro e fora dos presídios.

Outro caso de ataque a policiais em Hortolândia

Um policial militar e a namorada foram baleados em uma troca de tiros que aconteceu ontem de madrugada, no Jardim Everest, em Hortolândia. Dois suspeitos que tentaram render o policial foram baleados, segundo testemunhas.

A polícia apura se os acusados tentaram roubar a vítima e reagiram a tiros ao descobrir que era policial, ou teriam se aproximado e atirado, pois R. usava uma camiseta preta da Polícia Militar com a inscrição Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas).

Até ontem, o policial continuava internado em coma induzido e seu estado de saúde era grave.

A abordagem ao policial aconteceu por volta das 23h. Os dois ocupavam uma motocicleta Tornado, quando dois homens em uma Honda CG 150 preta se aproximaram e houve a troca de tiros. Os suspeitos fugiram sem levar nada.

Testemunhas relataram à polícia que não tinham certeza se os suspeitos haviam sido atingidos pelos disparos.

O policial e a recepcionista foram socorridos por ambulâncias até o Hospital e Maternidade Governador Mário Covas, mas em decorrência dos ferimentos foram transferidos ao Hospital Estadual Dr. Leandro Franceschini, em Sumaré. Ele foi atingido nas costas, mas a bala atravessou o corpo, e a jovem atingida nas costas e no braço. A pistola ponto 40 usada pelo policial foi apreendida e passará por perícia

 Autor: nnostradamus@ig.com.br – Categoria(s): Sem categoria

DE SE VER QUE: “Da outra vez, quando você tomou os tiros, de dia, em pleno centro da cidade, ficou o dito pelo não dito? – Não, o inquérito foi avocado e está com um dos delegados que mais conhece o crime, o Dr. Marcos Antonio Desgualdo”…DESTARTE, PODE DORMIR TRANQUILO! 6

23.04.2010 00h.00  
  Radialista anda escoltado                      O radialista João Carlos Alckmin corre risco de vida e só se locomove numa viatura da Polícia Civil. Isso acontece em São José dos Campos, o maior pólo tecnológico da América Latina.
 
  por Marcos Badilho com Ricardo Faria  
     
  No último dia 19, entrevistamos João Alckmin, o radialista, que já sofreu um atentado à bala, descreve esses dias de horror:Como está vendo está enfrentando essa situação, sendo novamente ameaçado de morte? João Alckmin – Estou estarrecido com o rumo das coisas. Mas, quero deixar claro que as providências foram tomadas de imediato pela cúpula da Secretaria de Segurança, inclusive me fornecendo escolta vinte e quatro horas por dia. Agradeço às autoridades e aos policiais que sacrificam suas famílias e colocando-se em risco em defesa de minha vida.

Da outra vez, quando você tomou os tiros, de dia, em pleno centro da cidade, ficou o dito pelo não dito? – Não, o inquérito foi avocado e está com um dos delegados que mais conhece o crime, o Dr. Marcos Antonio Desgualdo e também com uma mulher séria, a delegada de Polícia, Maria Inês Trefilio Valente, Corregedora Geral.

Mas, veja, já se passaram quase três anos… Pois é, somente agora o novo diretor do Deinter, Dr. Márcio Dutra, mandou o inquerito para o DHPP.

Por que da demora? – Porque estavam, de todas as maneiras, tentando obstar que o inquérito fosse ao DHPP. Não sei os motivos.  Talvez remetendo para o DHPP demonstrasse a incompetência da polícia de São José. Entretanto, a polícia local não tinha mesmo condições de investigar, porque 22 delegados entraram com uma ação contra mim.

E pode isso? – Tanto não pode que o Diretor oficiou e mandou para o DHPP, alegando que não havia condições de investigações em São José dos Campos, em face das animosidades de algumas autoridades policiais com a vítima.

Então, eles se acham donos da polícia? – Não são, mas às vezes fazem de conta. Talvez muita gente desconheça que 94 por cento das investigações na área do Departamento de Polícia da Capital não são esclarecidas. A Polícia está parada. Acho que chegou a hora de alguém fazer com que ela se  mexa e trabalhe.

Desta vez, como surgiram as ameaças contra você? – Eu fiz uma denúncia no meu programa Show Time que determinada investigadora, de Jacareí, havia ido por quatro vezes checar uma denúncia anônima, que numa tal Toca do Peixe, em Jacareí, existia um cassino clandestino e a investigadora afirmou não ter encontrado nada no local. Para minha surpresa, fui informado depois que a DIG havia estado no local e apreendido mais de 20 máquinas caça-níqueis. Eu comentei que a policial é conivente ou é olho de vidro; – Alguns dias depois, a caminho do Deinter de São José dos Campos, onde fui para encontrar o delegado Tocantins, do DHPP, que teria que me ouvir, notei uma camionete me seguindo, pela avenida Andrômeda. Achei estranho e liguei para um amigo na Ciretran e ele me informou que a placa da camionete não era cadastrada. Perto do Deinter, o veículo sumiu, imaginei que deveria ser alguma viatura com o mesmo destino do meu, uma coincidência.

O que aconteceu depois? – Passado algum tempo da denúncia contra essa policial, vejo o mesmo carro atrás de mim, na avenida Anchieta e não tive dúvidas, fui ao Primeiro Distrito e fiz um Boletim de Ocorrência, com o Dr. Gilmar Guarnieri. Logo em seguida, fui informado que o tal veículo havia sido depositado a um investigador por um delegado de polícia, algo irregular, porque delegado não pode depositar carro, ainda mais usando uma placa fria. Fui à Primeira Corregedoria Auxiliar de São José dos Campos e constatei um descaso. O delegado, Dr. Marquiel, fez um Boletim de Ocorrência, mas, senti que não seriam tomadas providências.

E daí? – Os meus repórteres de campo foram à Jacareí e fotografaram o carro parado na frente do Primeiro Distrito, ai voltei e entreguei as fotos ao Corregedor que foi à Jacareí, ouviu o policial e apreendeu o carro. Numa atitude, para mim, irregular; – Seu eu estiver conduzindo um carro com placa fria, serei autuado em flagrante e mandado para a cadeia e isso não aconteceu com o policial que estava com o tal carro com placa fria.

Como é que ficou? – Exatamente ai foi determinado que eu fosse escoltado por policiais vinte e quatro horas por dia. As autoridades entenderam que a minha vida corre perigo.

Informações do delegado Roberto Conde Guerra, no Jornal Flip Paralisante, citam até os nomes de alguns policiais envolvidos com as ameaças a você tem conhecimento disso? – Eu li, eles dão alguns nomes como José Carlos Lopes, de um tal de China que não conheço e do Rudney. Dão também os nomes de Roberto Monteiro de Andrade e Antonio Agnaldo Fracarolli. O primeiro foi seccional de Jacareí e o segundo está sendo processado por envolvimentos com máquinas caça-níqueis; – Se quiser ir alem posso lhe contar mais.

O que seria? – Há alguns anos, recebi documentos mostrando que o sócio do famoso seqüestrador Andinho era possuidor de um porte de arma fornecido pelo delegado Fracarolli. Entreguei essa documentação ao então presidente da OAB de São José, Dr. Arley Rodrigues, que a repassou ao Dr. Ângelo Maria Lopes Filho, presidente da Ordem em Jacareí, que representou solicitando a apuração dos fatos. O promotor Nelson Garcia Rosado simplesmente mandou arquivar alegando que o delegado certamente teria sido iludido em sua boa fé, e o juiz Marcos Roberto simplesmente arquivou o feito. Passado algum tempo, o Dr. Ângelo Maria foi assassinado, em Jacareí, dentro do seu carro, em plena luz do dia, um crime até hoje não desvendado. Temos o caso sem solução da menina Izildinha que foi estuprada e assassinada. Em Jacareí ocorrem coisas muito estranhas. Um advogado e presidente da Ordem ser assassinado e ninguém tomar providências para elucidar o caso é de abismar. Eu pergunto: que país é esse?

E quanto ao Gaerco, o que diz? – Acho que a competência de investigar não é do Ministério Público. O Gaerco pode, quando muito, designar um promotor para acompanhar as investigações que competem à Polícia Civil.

O seu caso é grave, as ameaças se repetem, como encara isso? – No caso das denuncias das máquinas caça-níqueis, as placas são importadas, existe o crime de contrabando e a Polícia Federal, que deveria fazer alguma coisa, não faz. Isso para mim é assustador.

Você não é uma pessoa comum. Não é muita ousadia ameaçar a vida de um radialista? – É muita ousadia, mas vejo as pessoas se acovardando. O Secretário de Segurança determinou investigações pela Corregedoria Geral da Polícia Civil. Então, do Secretário, não tenho o que reclamar e nem do Delegado Geral.

Como vê a venda de segurança? – As empresas estão nas mãos de policiais. Acho o seguinte: Enquanto houver permissão para que delegados, coronéis e outras autoridades tenham empresas de segurança, eles não farão nada para debelar a violência, que é uma fonte inesgotável de dinheiro.

Com os políticos pelo meio? – Exatamente, basta ver os vereadores autorizando o fechamento dos bairros que colocam segurança particular, como foi o caso do Jardim Apolo, em São José dos Campos. É uma vergonha, estão criando dificuldades para vender facilidades. Nas eleições, as “empresas de segurança” financiam os políticos. Gatunagem pura, e a população que se dane!

João Alckmin comanda o programa Show Time, aos sábados, das 10 às 12 horas, na Rádio Piratininga 750-AM – showtime.radio@hotmail.com

21 de ABRIL : 80 ANOS DO NASCIMENTO DO SAUDOSO MÁRIO COVAS 42

Mário Covas foi governador do Estado de São Paulo entre 1994 a 2001

Santos, 21/04/1930
São Paulo, 06/03/2001

 

Um dos mais importantes políticos brasileiros, Mário Covas Junior nasceu em Santos, em 21 de abril de 1930. Filho do português Mário Covas e da espanhola Arminda Carneiro Covas, cresceu em Santos, onde cursou o ensino fundamental no Colégio Santista. Nesta época, ganhou o apelido de ‘Zuza’, nome carinhosos usado por seus familiares, devido a uma fantasia de Carnaval.

Ainda morando em Santos, com 16 anos, conheceu Florinda Gomes, a Lila, durante uma partida de basquete, com quem se casou em 1947 e se tornou a sua grande companheira. Nesta época, interessava-se por política e esportes, dedicando-se especialmente ao tênis e ao futebol, sendo um torcedor fanático do Santos Futebol Clube. Junto com Lila, Covas teve três filhos: Renata, Mário e Silvia, que morreu em 1975, devido a um acidente de moto no Réveillon.

Em 1947, foi estudar química industrial na Escola Técnica Bandeirantes, na capital paulista. No terceiro ano do curso, prestou vestibular para Engenharia Civil, formando-se pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, turma de 1955. Neste período, teve intensa militância na política estudantil da década de 50, sendo vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), em São Paulo. Formado, prestou concurso público na Prefeitura de Santos, onde trabalhou como engenheiro até 1962.

Em 1961, com o apoio de Jânio Quadros, disputou a eleição para a prefeitura de Santos pelo Partido Social Trabalhista (PST), onde obteve 22.369 votos, ficando em segundo lugar. No ano seguinte, foi eleito deputado federal com 31.100 votos, sendo escolhido vice-líder do PST na Câmara. Em 1964, com a eleição indireta de Castelo Branco para Presidência, Covas, em protesto, votou no marechal Juarez Távora, que não concorria ao cargo. Neste mesmo ano, tornou-se líder do PST.

Filiação ao MDB
Com a extinção do pluripartidarismo, devido ao Ato Institucional 2, Covas filiou-se ao MDB, partido pelo qual foi reeleito deputado em 1966, tornando-se líder da sigla na Câmara. Em 1969, devido a promulgação do Ato Institucional 5, Mário Covas foi destituído do seu cargo e teve seus direitos políticos suspensos por dez anos. Além disso, no mesmo ano, passou dez dias preso em um Quartel da Aeronáutica, em São Paulo. Durante o período da cassação, trabalhou com engenheiro, mas continuou seus contatos com a vida política do país.

Com a retomada de seus direitos políticos, Mário Covas foi eleito diretor regional do MDB e, no mesmo ano, com a extinção do bipartidarismo, filiou-se ao PMDB, sendo eleito deputado federal, em 1982, com mais de 300 mil votos. Indicado pelo governador Franco Montoro, assumiu a Prefeitura de São Paulo em 1983, onde ficou até 1985.

Após sair da prefeitura, foi eleito senador, em 1986, com 7,7 milhões de votos, a maior votação da história do Brasil na época, tornando-se líder do seu partido na Assembléia Nacional Constituinte. Em junho de 1988, Mario Covas foi um dos fundadores do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e, alguns meses depois, seu presidente nacional.

No ano seguinte, foi candidato a presidente da República, obtendo o quarto lugar. Em 1990, perdeu a eleição para governador de São Paulo, ficando em terceiro lugar. Quatro anos depois, foi eleito governador do Estado de São Paulo com 8,6 milhões de votos, sendo reeleito em 1998.

Durante este período, Mário Covas conviveu com vários problemas de saúde. Em 1986, sofreu um infarto, o que o levou a uma angioplastia e a colocação de duas pontes de safena e uma mamária um ano depois. Em 1993, foi submetido a uma cirurgia para retirada da vesícula biliar e, nos anos seguintes, foi internado duas vezes por causa de crises de erisipela nas pernas.

Em 1998, após a retirada de um tumor benigno na próstata, os médicos detectaram um câncer de bexiga, que foi retirada para iniciar um tratamento quimioterápico. Dois anos depois, foi descoberto um novo tumor maligno entre a nova bexiga e o reto. No dia 24 de outubro, Covas adiou sua internação para a noite do dia 29, data da eleição para a Prefeitura de São Paulo, para confirmar publicamente seu voto em Marta Suplicy (PT), no segundo turno.

Mesmo doente e se submetendo a vários tratamentos, Covas continuou as suas atividades como político atuante. Em 2000, ao ser perguntado se iria descansar após sair de uma internação no Instituto do Coração (Incor), Covas disse: “Eu vou trabalhar, pois trabalhar não mata ninguém. Só hoje tenho cinco reuniões agendadas.”

Em 6 de março de 2001, Mário Covas morreu de falência múltipla dos órgãos por volta das 5h30, no Incor, em São Paulo. O seu velório foi acompanhado por milhares de pessoas, sendo sepultado no Cemitério do Paquetá, em Santos. ( Biografia: UOL EDUCAÇÃO )

___________________________________________

Pouca gente lembrou.

SÃO PAULO ELEGERÁ GOVERNADOR NASCIDO EM MUNICÍPIO DA ILHA DE SÃO VICENTE…COMO MÁRIO COVAS, UM GOVERNADOR DUPLAMENTE SANTISTA! 17

Encontro Estadual

PT confirma pré-candidatura de Mercadante para o governo de SP

Na presença de mais de 4 mil pessoas, o PT confirmou neste sábado, 24, as pré-candidaturas de Mercadante para o governo de SP e de Marta Suplicy para o Senado. Em discurso, Mercadante destacou que sente orgulho e responsabilidade pelo desafio de governar São Paulo. “Orgulho porque ajudei a construir as riquezas desse Estado, onde nasci e escolhi viver. E responsabilidade porque sei que São Paulo tem que liderar o processo de crescimento do País”. O senador reforçou, dentre as prioridades, que pretende criar um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, regionalizado. Ao final, emocionado, relembrou sua trajetória: Eu vim de muito longe para chegar aqui. A única coisa que eu sinto é ter perdido os momentos com a minha família, meus filhos, mas tudo isso eu fiz por esse Brasil que estamos construindo!”

“Não temos dúvida alguma de que ele sofreu tortura, e que foi a tortura que levou o rapaz à morte” 13

Motoboy foi torturado por PMs, diz secretário

“Não temos dúvida alguma de que ele sofreu tortura, e que foi a tortura que levou o rapaz à morte”, afirma Ferreira Pinto

Para o titular da Segurança Pública, violência ocorreu numa edícula de prédio da PM; caso irrita governador e faz PSDB temer uso eleitoral

MARIO CESAR CARVALHO
AFONSO BENITES
DA REPORTAGEM LOCAL

O secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse ontem não ter dúvidas de que a morte do motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30, no último dia 9, na zona norte de São Paulo, foi resultado das torturas que ele sofreu de policiais militares.
“Não temos dúvida alguma de que ele sofreu tortura, e que foi a tortura que levou o rapaz a óbito”, disse. Nove policiais militares foram presos anteontem suspeitos de terem participado da tortura do motoboy dentro de uma sede de companhia da Polícia Militar na Casa Verde.
O caso mobilizou o comando da PM, virou alvo de ao menos duas frentes de investigação -na Corregedoria da PM e na Polícia Civil- e, segundo Ferreira Pinto, irritou o governador Alberto Goldman (PSDB) e seu partido, que temem a exploração eleitoral do episódio.
Segundo a Corregedoria, Santos foi preso por volta das 20h50 do dia 9 quando discutia com três pessoas na avenida Casa Verde -o motivo teria sido o furto da bicicleta do filho.
Em vez de serem levados a uma delegacia, foram parar na 1ª Companhia do 9º Batalhão da PM, que fica ao lado do 13º Distrito Policial, na Casa Verde. Após pouco mais de duas horas, três foram liberados sem que ao menos um boletim de ocorrência fosse feito no DP ao lado.
O motoboy, que, conforme a PM, estava mais exaltado que os outros, acabou ficando detido por mais tempo. Ele chegou a discutir com um policial e aplicou uma rasteira nele -o que teria iniciado as agressões.
Por volta da 0h10 do dia seguinte, PMs da mesma companhia informaram à central que haviam localizado um homem caído na avenida Voluntários da Pátria, na esquina com a Brás Leme -um dos pontos mais movimentados de Santana, também na zona norte-, atrás de uma banca de jornais.
Levado ao pronto-socorro do bairro pela PM, chegou morto, com vários hematomas e traumatismo craniano. Perto das 2h15, os policiais comunicaram a morte ao 13º DP. Três dias depois do crime, a família do motoboy foi a uma delegacia e registrou que ele havia desaparecido. No dia 14, acharam o corpo no Instituto Médico Legal.
Ferreira Pinto afirma que as investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) apontam que a cena da morte na rua foi “montada” pelos policiais. Segundo ele, o local em que o motoboy sofreu maus-tratos foi uma edícula no prédio da PM.
Ferreira Pinto diz que Goldman ficou “indignado” com a morte e pediu uma apuração rigorosa do caso. A Folha apurou que, no PSDB, há o temor de que o episódio seja usado na campanha eleitoral contra o candidato tucano, José Serra.

Outro lado
À Corregedoria os detidos negaram participação no crime. Disseram que dispensaram os quatro envolvidos na briga e, só mais tarde, encontraram Santos no chão. Os PMs disseram que, ao acharem o motoboy caído, não conseguiram identificá-lo como a pessoa que havia sido presa mais cedo.

O CANDIDATO DO POLICIAL CIVIL: Mercadante atacará colapso tucano em SP 26

de Osmar
para
data 24 de abril de 2010 08:13
assunto Mercadante atacará colapso tucano em SP
assinado porgmail.com

 

NOSSO CANDIDATO

Em relação à segurança pública, o sr. vê equívocos de gestão do PSDB?
Todos os indicadores em 2009 pioraram, praticamente. O que mostra que há um problema na política de segurança que começa no policial. Tem PM em São Paulo que recebe pouco mais que a metade do salário de um soldado de Sergipe. Na Polícia Civil, a situação também é insustentável e há descontentamento generalizado. A falta de gestão do sistema prisional levou as organizações criminosas, no governo anterior, a atacar a sociedade. A polícia não esquece o que aconteceu, nem a sociedade. Temos que separar os presos por grau de periculosidade, investir em monitoramento eletrônico de presos, investir em penas alternativas. Se não reorganizarmos o sistema prisional, nós estaremos enxugando gelo. Se tem uma categoria que com certeza estará conosco nesta campanha são os funcionários públicos de uma forma geral.    (((SEM DÚVIDA NENHUMA !!!! )))

 

Mercadante atacará colapso tucano em SP
Petista lança candidatura ao governo paulista hoje e diz que usará popularidade de Lula a seu favor
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mercadante-atacara-colapso-tucano-em-sp,542277,0.htm

Mercadante atacará ‘colapso tucano’ em SP

Petista lança candidatura ao governo paulista hoje e diz que usará popularidade de Lula a seu favor

24 de abril de 2010 | 0h 01

Malu Delgado e Roberto Almeida, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O senador Aloizio Mercadante (PT) aponta a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o “colapso da gestão tucana em São Paulo” como os eixos de sustentação de sua pré-candidatura ao governo, que será lançada neste sábado, 23, na quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, ao lado de Marta Suplicy, que concorrerá ao Senado. O evento contará ainda com a presença de Lula e da pré-candidata petista à sucessão, a ex-ministra Dilma Rousseff. “O melhor momento para disputarmos o governo de São Paulo é esta eleição”, disse, em entrevista ao Estado.

Tiago Queiroz/AE - 16/04/2010

Tiago Queiroz/AE – 16/04/2010

O senador Aloizio Mercadante, que voltará a concorrer ao governo de São Paulo

Apesar de há semanas ter sido enfático sobre a decisão de disputar a reeleição ao Senado, Mercadante justifica a abrupta mudança por conta da unidade atípica construída no PT após Ciro Gomes (PSB) ter descartado a candidatura no Estado e pelo cenário que possibilitou a ampliação da aliança ao centro.

O petista promete um programa de governo inovador para superar o “esgotamento do PSDB” e elege educação, transporte e segurança pública como áreas estratégicas. Defenderá, por exemplo, a universalização da banda larga nas escolas públicas e o monitoramento eletrônico de presos. Ele admite, ainda, que o tema “enchentes” será estratégico e “evidentemente abordado”.

Sobre o caso do dossiê, que o chamuscou em 2006, reconhece deslizes do PT e nega que contará com apoio dos “aloprados”, que coordenavam sua campanha e tentaram comprar papéis contra tucanos. A seguir, a entrevista.

O sr. disputará o governo com o PT unificado no Estado, sequer houve prévias. O sr. vê condições distintas entre 2006 e essa disputa?

Vejo. Temos um mesmo grupo no Palácio do Bandeirantes há 27 anos. Isso vai levando a um esgotamento. A alternância é fundamental na democracia. São Paulo merece muito mais. O novo traz políticas públicas inovadoras. Demonstramos, no governo Lula, que sabemos fazer bem. O PT, pela primeira vez, construiu uma unidade partidária e a maior frente que já tivemos em São Paulo. Isso nos dá o apoio de praticamente todas as centrais sindicais e tempo de televisão que nunca tivemos.

Há poucas semanas o sr. era enfático sobre disputar a reeleição ao Senado. Qual motivação para enfrentar Geraldo Alckmin (PSDB), que tem mais de 50% nas pesquisas?

Na última eleição presidencial, Alckmin perdeu quase 3 milhões de votos no segundo turno. Para a prefeitura, ele saiu em primeiro com 45% e chegou ao final com 22%. Pesquisa mede o momento. Em 2006, eu saí com 12% e cheguei com 32%, num cenário muito mais difícil. Hoje, o governo Lula tem 2/3 de apoio da população. Essa condição nos ajudará decisivamente no debate.

O sr. disse que deixaria a liderança no Senado no episódio dos atos secretos e também recuou. Considera-se instável ou impulsivo?

Não. Nós temos um ex-prefeito (José Serra) que foi no cartório, dizendo que não seria candidato, e disputou o governo. Em política, às vezes, a gente muda de posição. O que jamais as pessoas verão é eu mudar de lado. Achava que os atos secretos tinham que ser investigados com rigor. No entanto, o peso que tem o PMDB na governabilidade levou o governo e o PT a uma outra posição. Fui derrotado. Lula divulgou uma carta pública e disse que achava imprescindível que eu continuasse.

O atual momento político é diferente sobretudo porque em 2006 havia o desgaste do mensalão que afetava Lula?

O PT cometeu graves erros. Praticamente todos os grandes partidos do País cometeram grandes erros do ponto de vista das campanhas. Em 2006, o Lula tinha em São Paulo 40% de aprovação. O índice de rejeição era da ordem de 25%. Hoje, é de 6%, 7%. O projeto neoliberal do Fernando Henrique fracassou. São dois caminhos. O nosso, sob qualquer ponto de vista, é mais consistente e trouxe resultados econômicos e sociais muito mais relevantes para São Paulo. É o que me move. Na hora em que o Ciro se retirou, houve um movimento forte no PT que convergiu para o meu nome. Lula defendeu minha indicação.

O sr. propõe um programa criativo e inovador. Como?

Desde que o PSDB governa nós perdemos participação no PIB e na indústria nacional. Estamos numa situação de colapso no sistema de trânsito e transporte público. Eles não planejaram o futuro, não asseguraram os investimentos em segurança e transporte. Não há saída se você não investir em transporte público. Tudo que eles prometeram de modernização não aconteceu. A situação da educação é desoladora.

A o que o sr. atribui os baixos índices de qualidade de educação?

Não houve política de formação e valorização dos professores. A situação dos salários dos professores é insustentável. Estamos há cinco anos com 5% de reajuste. É o 14º salário do país. Não tivemos a visão para construir a escola do futuro. Precisamos colocar banda larga, dar laptops. Não tem no Estado política de inclusão digital na velocidade com a qual a juventude está se movendo.

O ex-governador José Serra enfrentou protestos de professores. Houve uso político da entidade sindical (Apeoesp) para favorecer o PT?

Desde a época da ditadura eu ouço esse discurso, de que qualquer conflito social tem conotação política. Não responde ao problema. Temos 17 mil professores no Estado. Trabalham em condições precárias. Fizeram uma política de abono salarial em que parte dos professores pode fazer a prova e, dos que passarem na prova, nem todos recebem o abono. Fraturou a categoria.

Em relação à segurança pública, o sr. vê equívocos de gestão do PSDB?

Todos os indicadores em 2009 pioraram, praticamente. O que mostra que há um problema na política de segurança que começa no policial. Tem PM em São Paulo que recebe pouco mais que a metade do salário de um soldado de Sergipe. Na Polícia Civil, a situação também é insustentável e há descontentamento generalizado. A falta de gestão do sistema prisional levou as organizações criminosas, no governo anterior, a atacar a sociedade. A polícia não esquece o que aconteceu, nem a sociedade. Temos que separar os presos por grau de periculosidade, investir em monitoramento eletrônico de presos, investir em penas alternativas. Se não reorganizarmos o sistema prisional, nós estaremos enxugando gelo. Se tem uma categoria que com certeza estará conosco nesta campanha são os funcionários públicos de uma forma geral.

Qual avaliação o sr. faz sobre as enchentes no Estado? Será tema de sua campanha?

Evidente que precisa ser abordado porque 79 pessoas morreram no Estado. Dezenas de milhares perderam a casa, ficaram desalojadas e desabrigadas. Eu fui visitá-las. Precisamos de uma resposta muito mais eficiente contra enchentes, vamos trabalhar isso como tema estratégico. O governo do Estado reduziu em 40% a verba das enchentes e parou investimentos indispensáveis, como o aprofundamento da calha do Tietê. Houve um problema de gestão nos reservatórios da Sabesp. Vamos atacar a raiz da mudança climática, que é ter uma política de meio ambiente e descarbonização da economia paulista, de preservação das matas ciliares, de tratamento de dejetos e do lixo. São Paulo precisa liderar essa agenda e até agora não apresentou nenhuma medida substantiva, e nós vamos apresentar.

Sem a candidatura de Ciro Gomes no Estado, a aliança com o PSB ruiu ou o sr. ainda vê alguma possibilidade de diálogo com Paulo Skaf?

O PSB tem todo o direito de ter candidatura própria. Nossas portas estarão abertas se eles julgarem que esse ainda é um caminho possível. Tenho grande apreço pelo Ciro. Ele foi muito leal ao governo Lula. Se ele decidir ser candidato à Presidência, eu respeitarei. Se ele nos apoiar, será muito bem vindo, porque ele faz parte deste projeto.

O PDT indicará seu vice?

O PR tem sugestões, o PDT tem sugestões. Não vamos fechar a chapa agora, exatamente para deixar uma janela, ampliando as alianças. Quem tiver o melhor perfil e agregar mais, terá o vice.

E as candidaturas ao Senado?

Marta será lançada na convenção como pré-candidata. Temos ainda a possibilidade do Netinho (PC do B), uma candidatura muito bem-vinda. Eventualmente, se o PSB vier, outro nome possível para o Senado seria o do (vereador Gabriel) Chalita.

Em 2006, o senhor enfrentou momentos difíceis na sua campanha com o caso dossiê. Pessoas que se envolveram no episódio atuarão em 2010?

O que posso dizer sobre isso eu já disse durante todo esse período: se dependesse de mim, jamais teria acontecido. Espero que nunca mais aconteça nas campanhas. Foi um erro grave que prejudicou o partido e todos aqueles que se envolveram neste episódio. Quando convidei o Hamilton para a campanha ele tinha uma história de quem poderia contribuir. Depois do que aconteceu, nunca mais tivemos nenhum tipo de contato. É evidente que nem ele pleiteia participar da campanha e nem seria um bom caminho.

O sr. mudou depois de 2006?

Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante a ter aquela velha certeza sobre tudo. O PT mudou muito, e para a melhor. E o Brasil também. Estou mais maduro, mais preparado, mais tolerante, mais capaz de conviver com as adversidades, porque elas foram muitas.

O sr. disse que São Paulo merece mais. O slogan de José Serra à Presidência é o “Brasil pode mais”. Como o sr. vê essa dicotomia entre alternância e continuísmo?

Pode mais quem faz mais, e nós fizemos muito mais que eles. É só comparar qualquer aspecto relevante do governo Fernando Henrique com o nosso governo. O nosso governo é muito melhor. Continuísmo seria se o Lula tentasse um terceiro mandato. Estamos só há sete anos no governo. Eles estão há 27 anos em São Paulo, o mesmo grupo. O Alckmin já teve o tempo dele fazer ou não fazer. O próprio governador interino (Alberto Goldman) acha que o Alckmin não é o melhor candidato. Se você verificar, há uma profunda divisão no campo deles.

Em 2006 o Serra teve quase 58% dos votos válidos e o sr. 31,6%. Alckmin recebeu quase 12 milhões de votos no Estado e Lula, 8 milhões. O sr. vê possibilidade de reverter essa vantagem de 4 milhões de votos do PSDB em São Paulo?

O colégio eleitoral de São Paulo é muito importante nacionalmente e para a nossa trajetória. Alckmin perdeu votos no segundo turno, o que mostra que se formos competentes na campanha nós podemos reverter isso

 

UNIÃO PAGARÁ POR “GRAMPO ILEGAL”: O então major Waldir Copetti Neves, oficial da Polícia Militar do Paraná, solicitou à juíza Elisabeth Khater, da comarca de Loanda, região noroeste do estado, autorização para grampear linhas telefônicas de cooperativas de trabalhadores ligadas ao MST. A juíza autorizou a escuta e não notificou o Ministério Público…QUEM RESSARCIRÁ A UNIÃO? 7

Grampos ilegais

Brasil indeniza membros do MST em US$ 110 mil

Demorou nove meses. A decisão é de julho de 2009, mas nesta quinta-feira (22/4) o governo brasileiro publicou no Diário Oficial da União decreto em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceitando decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, diz que o Executivo vai pagar indenização a cinco membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra que tiveram ligações telefônicas grampeadas ilegalmente.

O caso dos integrantes do MST ocorreu em maio de 1999, na cidade de Querência do Norte, no Paraná. O então major Waldir Copetti Neves, oficial da Polícia Militar do Paraná, solicitou à juíza Elisabeth Khater, da comarca de Loanda, região noroeste do estado, autorização para grampear linhas telefônicas de cooperativas de trabalhadores ligadas ao MST. A juíza autorizou a escuta e não notificou o Ministério Público. 

Arley José Escher, Dalton Luciano de Vargas, Delfino José Becker, Pedro Alves Cabral e Celso Aghinoni receberão, cada um, US$ 22 mil. No decreto, o presidente Lula autoriza a Secretaria de Direitos Humanos a cumprir a sentença da Corte. 

Os juízes integrantes da Corte Interamericana de Direitos Humanos consideraram que houve violação ao direito à privacidade e honra, liberdade de associação, garantias judiciais, difamação e impunidade. De acordo com a sentença, o Brasil, além de indenizar os líderes do MST, foi obrigado a retomar as investigações dos fatos que geraram as violações. 

O caso foi levado à Corte em maio de 2003. Diante da morosidade e da suspeita de conivência de autoridades responsáveis pela investigação, as organizações não governamentais Justiça Global, Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), MST, Terra de Direitos e Comissão Pastoral da Terra (CPT) iniciaram o trâmite no Sistema Interamericano de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). 

Um ano depois, o caso ainda seria arquivado na Justiça brasileira, pela juíza Elisabeth Khater, por falta de provas. No entendimento da Corte, o Brasil não tomou as medidas necessárias para coibir a ação de grupos armados e nem para apurar devidamente o caso. 

Essa é a terceira vez que o Estado brasileiro é condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos e a segunda envolvendo crimes contra trabalhadores rurais sem terra. 

O pedido de interceptação foi feito pela Polícia Militar, o que tornou a ação ilegal, já que, de acordo com a legislação, apenas a Polícia Civil, a Polícia Federal e o Ministério Público podem solicitar a quebra de sigilo telefônico. 

Os telefonemas foram gravados durante 49 dias e o conteúdo das gravações foi divulgado em partes em uma coletiva de imprensa por ordem do então secretário de Segurança Pública do Estado, Cândido Martins de Oliveira. A veiculação das gravações gerou a acusação de desvio de verbas repassadas pelo governo e de ameaça à segurança de autoridades locais. 

Morte no campo
A Organização dos Estados Americanos (OEA) considerou o Brasil culpado por não responsabilizar os envolvidos no assassinato do sem terra Sétimo Garibaldi. O trabalhador foi assassinado em 1998 durante despejo de um acampamento feito por pistoleiros na cidade de Querência do Norte, no Noroeste do Paraná.

A investigação da morte durou cinco anos e acabou sendo arquivada, sem denunciar nenhum responsável. O advogado Darci Frigo, da Terra de Direitos, uma das organizações que levou o caso à OEA, aponta que o órgão questionou o inquérito, que teve um razoável prazo e fortes indícios para que encerrasse sem responsáveis.

Segundo a sentença, o Estado brasileiro teria três meses para divulgar a decisão da OEA à população e um ano para indenizar a família do agricultor por danos morais e materiais. O governo também deveria se reunir com as entidades que levaram o caso para montar um cronograma e uma equipe isenta a fim de apurar a conduta dos agentes públicos, entre eles a Polícia, o Ministério Público e o Judiciário.

Leia a publicação no DOU

DECRETO Nº 7.158, DE 20 DE ABRIL DE 2010

Autoriza a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República a dar cumprimento a sentença exarada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e 

Considerando a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Arley José Escher e outros; 

Considerando a existência de previsão orçamentária para pagamento de indenização a vítimas de violação das obrigações contraídas pela União por meio da adesão a tratados internacionais de proteção dos direitos humanos; 

DECRETA: 
Art. 1o  Fica a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República autorizada a promover as gestões necessárias ao cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, expedida em 6 de julho de 2009, referente ao caso Arley José Escher e outros, em especial a indenização pelas violações dos direitos humanos às vítimas ou a quem de direito couber, na forma do Anexo a este Decreto. 

Art. 2o  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 

Brasília, 20 de abril de 2010; 189o da Independência e 122o da República. 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Paulo de Tarso Vannuchi 

ANEXO

BENEFICIÁRIO TOTAL*
Arley José Escher US$ 22,000.00
Dalton Luciano de Vargas US$ 22,000.00
Delfino José Becker US$ 22,000.00
Pedro Alves Cabral US$ 22,000.00
Celso Aghinoni US$ 22,000.00

* Conforme estabelecido no art. 1o da Lei no 10.192, de 14 de fevereiro de 2001, os valores em dólares determinados pela sentença deverão ser convertidos em Real. De acordo com determinação constante do parágrafo 261 da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o câmbio utilizado para o cálculo deverá ser aquele que se encontre vigente na bolsa de Nova Iorque no dia anterior ao pagamento.

POR SORTE (DO KASSAB, ALCKMIN E SERRA ) O “ALAGÃO” É COSMOPOLITA…ALIÁS, EM SÃO PAULO É SÓ MAROLINHA, GRAÇAS AO BOM GOVERNO…DIFERENTEMENTE DOS ALAGÕES E DESLIZAMENTOS NOUTROS ESTADOS…AH, NO TEMPO DO MALUF NÃO TINHA ENCHENTE! ELE DESVIAVA TODA A ÁGUA

Edição do dia 23/04/2010

Seguradoras aumentam preço para cobrir prejuízo com enchentes em SP

Mesmo quem não teve o carro danificado sentiu o aumento.
Federação de seguros diz que valor da apólice subiu pelo menos 5%.

Do SPTV  

Quem teve ou não teve o carro inundado pelas enchentes deste ano em São Paulo está pagando mais pelo seguro. O aumento, que muita gente nem percebeu, foi para cobrir o prejuízo das seguradoras.
Gislene Campos Mey nunca bateu o carro e só precisou do seguro para não sujar a roupa. “A única coisa que nós mulheres precisamos. A gente utiliza (o seguro) para trocar o pneu porque você está trabalhando na rua de roupa social e não vai trocar pneu, né? Estava esperando um descontinho, mas foi um aumentinho”, contou a gerente de contas. ( QUE DOÇURA )
O seguro deste ano ficou em R$ 1.361 reais, R$ 115 a mais que no ano passado. Com as enchentes, as companhias tiveram bastante prejuízo. Segundo a Federação Nacional de Seguros, desde março a chuva provocou um aumento de, no mínimo, 5% na apólice.
Os mecânicos explicam que um alagamento já é capaz de provocar danos irreversíveis ao carro, principalmente aos mais modernos, que têm muitos componentes eletrônicos. Dados das seguradoras mostram que os efeitos da água são, em geral, mais graves do que os de uma batida. Vinte por cento das colisões resultam em perda total do veículo. Nos casos de enchente, esse número dobra (40%).
“Houve um grande número de enchentes. Acredito que, em janeiro e fevereiro, já ultrapassou o número de serviços que a gente fez no ano de 2009”, afirmou Caê Marques, dono de uma oficina.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/04/seguradoras-aumentam-preco-para-cobrir-prejuizo-com-enchentes-em-sp.html

Tanto que deveriam ter  batizado aquela grande obra (  que até rendeu uma notinha em autos de inquérito ) de Avenida Águas Desviadas; não Espraiadas.

Depois, por ato da sexóloga que não gosta de viados, denominada avenida  Jornalista Roberto Marinho.

PALAVRAS DE UM MAJOR EM FACE DE SUPOSTO CRIME DE TORTURA DENTRO DO QUARTEL: “NÃO VOU FICAR AQUI PARA VER ISSO NÃO”…OBVIAMENTE, O TORTURADOR ERA O CORONEL, SALVO OS PRAÇAS TEREM ASSUMIDO O COMANDO 27

23/04/2010 19h26 – Atualizado em 23/04/2010 21h49

Homem diz que também foi agredido a socos por policiais sob investigação

Ele diz que ao chegar ao batalhão levou socos e foi pisoteado por PMs.
Corregedoria apura morte de homem abordado por soldados em 9 de abril.

Do Jornal Nacional

Entre os nove policiais presos desde a noite de quinta-feira (22) na Corregedoria da Polícia Militar há oito soldados e um sargento. Todos estavam em trabalho na noite entre 9 e 10 de abril, quando um homem foi encontrado morto na Zona Norte de São Paulo poucas horas depois de ser abordado por policiais da 1ª Companhia do 9º Batalhão da PM.

Agora, um comerciante e bacharel e direito pediu para não ser identificado procurou a reportagem para acusar os mesmos policiais de o terem agredido no mesmo batalhão. A  agressão teria ocorrido no último domingo (18) após um incidente no trânsito. Ele conta que começou a apanhar ainda na rua e estima dez agressores.

“O policial me empurrou e vei me agredindo. Eu revidei. Aí nós nos atracamos. Aí veio outro policial me deu uma gravata, me algemou. Aí eles começaram a me bater e me colocaram dentro da viatura”, disse o homem. Ele afirma que um oficial anunciou que iria embora para não ver aquilo. A vítima disse que está decidida a depor, em detalhes.

“Chegando no batalhão, eu algemado, já desci tomando soco , chute, tapa no rosto, me pisotearam, me arrastaram…Aí ele catou, me deu um chute na minha nuca aqui que eu bati na grade, que rasgou, cortou”, afirmou. A  Polícia Militar informou que vai apurar este caso com rigor.

VÍDEO

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/04/homem-diz-que-tambem-foi-agredido-socos-por-policiais-sob-investigacao.html