Agentes e escrivães da Polícia Federal têm carreira diferente da carreira de delegado federal 8
Do portal do TRF-1
A 2.ª Turma do TRF 1.ª Região negou provimento à apelação interposta por agentes e escrivães da Polícia Federal contra sentença que julgou improcedente o pedido de obrigar a União Federal a fazer suas matrículas em curso de formação profissional de delegado de Polícia Federal para que possam ser promovidos a este cargo, caso concluam o curso com aproveitamento.
Em apelação a esta Corte, os impetrantes alegam que são policiais federais que, por força da DL 2.320/1987, recepcionado pela Constituição Federal, fazem jus à progressão funcional, desde que habilitados em curso de treinamento profissional, pois se tratará de carreira única.
Sustentam ainda que o artigo 37, II, da Constituição Federal permite essa forma de provimento de cargo, desde que interpretado em conjunto com os artigos 39 e 144 da mesma Constituição, sendo a hipótese de promoção e não ascensão funcional. Afirmam, invocando precedentes do STJ, que…
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Justiça reconhece importância da prova oral no concurso para Delegado de Polícia Federal 6
Do portal da ADPF
Em decisão do dia 28 de junho, o juiz federal Eduardo Melo defendeu a realização da prova oral no concurso para o cargo de Delegado de Polícia Federal. O juiz citou a Lei 12.830/2013, concordando que as atividades exercidas pelos Delegados de Polícia têm nítido caráter jurídico
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ADPESP – Assembleia Geral Unificada discute os rumos da Policia Civil Paulista. 70
do site da ADPESP…
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Na manhã do dia 04/07 o Palácio dos Trabalhadores, no bairro Liberdade, sediou uma histórica Assembleia geral unificada, composta por operadores da segurança pública de todo o estado de São Paulo. Convocada pelo Sindicato dos Investigadores de Polícia e pelo Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo, a AGU aglutinou reivindicações específicas inerentes à realidade de todas as categorias representadas, gerando pauta conjunta que será apresentada ao Governo do Estado. Dentre outros itens, a pauta defende remunerações compatíveis com a Carreira Jurídica para os Delegados de Polícia e nível universitário para Investigadores e Escrivães.
A ADPESP também esteve presente, representada por sua presidente, Marilda Pansonato Pinheiro, além de outros Delegados de Polícia e diretores da entidade. A decisão da Associação em apoiar o movimento e unir-se às demais categorias reflete o descontentamento geral da classe, conseqüência de anos de negociação pacífica com o Governo sem acenos concretos.
Ao fazer uso da palavra, a Presidente fez referência à greve histórica da Polícia Civil em 2008, para contextualizar os rumos do novo movimento paredista que se faz necessário: “A cada 10 dias, um Delegado de Polícia abandona a carreira em São Paulo, graças aos baixos salários e às péssimas condições de trabalho, fruto do sucateamento promovido por duas décadas de equívoco na política de segurança pública”.
Também estiveram presentes o Deputado Estadual Major Olímpio Gomes, e diversas entidades como a Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo, o Sindicato dos agentes penitenciários, entre várias outras. Após a Assembleia, uma marcha pacífica em direção à Avenida Paulista marcou o final do evento, acompanhada e aplaudida por onde passava.
A próxima manifestação conjunta está programada para acontecer no dia 11 de julho, contando com a participação de todos os Policiais Civis do Estado de São Paulo, registrando, mais uma vez, a indignação pelo descaso com que a Polícia Civil tem sido tratada durante todos esses anos, que acabou por vitimizar toda a sociedade
Assim, o Movimento “Reage São Paulo” ganha força e unicidade e sua presença escreverá a nova história da nossa Polícia Civil.
Santo André pede ajuda, a chefia da seccional é um no papel e outro na cadeira! 52
Manifestação de policiais fecha av. Paulista, no centro de SP 83
DE SÃO PAULO
Pela segunda vez em menos de três horas, a avenida Paulista foi palco de um protesto nesta quinta feira. Policiais militares da reserva, investigadores da Polícia Civil e agente penitenciários marcham pela avenida e bloqueiam o tráfego nos dois sentidos.
O grupo pretende chegar ao vão livre do Masp, onde fará um protesto.
Mais cedo, uma manifestação de bancários e metalúrgicos interditou uma faixa da Paulista.
Agora, o ato é composto por cerca de 300 policiais civis e militares da reserva, além de agentes penitenciários. Policiais militares são proibidos de fazer greves e manifestações e, por isso, muitas vezes são representados por familiares e policiais da reserva.
| Afonso Benites/Folhapress | ||
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| Policiais civis, militares da reserva e agentes penitenciários fazem protesto na tarde desta quinta-feira centro de São Paulo |
Durante a manhã, os manifestantes participaram de uma assembleia na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, na Liberdade, centro da cidade.
Eles reivindicam: reajuste dos salários das categorias, redução da quantidade de carreiras na Polícia Civil, contratação de mais agentes penitenciários e diminuição na lotação das cadeias.
Durante a assembleia, o deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, afirmou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer receber o grupo ainda hoje.
No entanto, os policiais e agentes rechaçaram a ideia. Eles alegam que o convite é uma estratégia para “desmobilizar o movimento”.
“Conseguimos uma vitória. Tivemos a sinalização que seremos recebidos. Agora, eles [governo] precisam atender às reivindicações”, disse João Batista Rebouças, presidente do Sindicato dos Investigadores do Estado de São Paulo.
A Polícia Militar esclarece que, em relação às imagens da ação em São Bernardo do Campo, no dia 01JUL13, está apurando rigorosamente os fatos, mas a moça era só um travesti 20
Polícias de Hortolândia pedem socorro, além de suportar excesso de trabalho são obrigados a suportar excesso etílico de delegados doentes…( Alcoolismo é doença, mas a omissão da Administração é safadeza ! ) 21
Dr. Bom Dia tudo bem
Bom estou escrevendo este e-mail só para o senhor saber com anda Hortolândia, só peço anonimato caso o senhor tome qualquer providencia, o senhor melhor do que ninguém sabe o que o estado faz com quem faz denuncias.
Os DPs de Hortolândia estão cada dia pior, não sei se o senhor já sabe mas temos um delegado que assumiu o 2 DP o nome dele é Dr. Diogo mas é conhecido como DR DIFOGO, imagina porque?
Só vem trabalhar BEBADO, inclusive como estava no DP maltratava policiais militares, civis, guardas e funcionários do próprio DP, fato estes já denunciados na corregedoria, porém nada foi feito ate o momento.
Na ultima denuncia que fizeram contra o Dr. DIFOGO ele pegou a própria arma e colocou contra sua própria cabeça fato este que foi presenciado por vários policiais.
No DP do município sempre carência de funcionário, todos os escrivães de carreira acho que acordaram, todos estão pedindo readaptação, quando não pedem afastamento médico.
Os inquéritos do 2 DP estão vindo para o DP do município, já não chaga não ter funcionários para tocar BOs TCOPs IP CP processos de menores e JEC do próprio DP ainda tem que fazer o serviço do 2 DP, veja que inócuo.
O pior de tudo não é isso, tivemos correição esses dias e foi falado pro delegado seccional que estava tudo certo, que absurdo, não tem material humano, e com isso só o povo se fode.
Será que o senhor pode publicar isso de alguma forma.
Abraços
Pistolas ponto 40 da Polícia Militar disparam sozinhas 26
Quarta-feira, 3 de julho de 2013 – 15h08
Defeito
Um problema identificado no mecanismo das pistolas ponto 40 da Polícia Militar de todo o Estado de São Paulo tem obrigado a corporação do 21º Batalhão, situado em Guarujá, a realizar um rodízio de armas. Simplesmente, as armas disparam sozinhas.
Segundo o capitão e porta voz da PM, Emerson Masseira, o problema foi identificado durante trabalhos de instruções no começo do ano e desde então vem sendo administrado para não colocar a vida da população, e dos próprios policiais, em risco.
“Trata-se de um problema muito sério, provocado por um mecanismo interno que faz com que as armas disparem diante de qualquer movimento brusco. Isso sem o policial aproximar o dedo do gatilho. Já conversamos com a Taurus (a fabricante da ponto 40) e o dano será completamente solucionado em, no máximo, mais três meses”, explica o capitão.
De acordo com Masseira, a PM em todo o Estado conta com 100 mil pistolas desse modelo e todas elas estarão sendo inspecionadas. Ele ainda explica que o defeito foi localizado em pequena quantidade no arsenal da maioria dos batalhões da Baixada Santista. Exceto em Guarujá, onde o problema foi mais sério.
“No 21º batalhão, 20% das pistolas estão com esse defeito. Como não sabemos se isso é de um determinado lote, tomamos a decisão de tirar as defeituosas de circulação e recolher as armas em boas condições de uso logo após o expediente dos policiais. Dessa forma, conseguimos fazer um rodízio”.
Segundo ele, a Taurus informou que a inspeção no arsenal de cada batalhão terá duração de duas semanas. Pela gravidade, em Guarujá, os trabalhos já começaram. A previsão é que terminem até sexta-feira e que a situação seja resolvida de vez.
A retirada das armas após o expediente trouxe uma sensação de insegurança aos policiais. Com receio de andar desarmados pelas ruas da cidade, muitos soldados estão optando por não voltar às suas casas após o trabalho – eles dormem no próprio batalhão.
Engole, Antônio F.P. ! – Justiça acaba com censura ao blog do jornalista Fábio Pannunzio 10

CARREIRA ARIANA – Recado ao Dr. CAEX ( Horário de Almoço ) : O Ministério Público não aprova negros, mulheres gordas, mulheres feias; muito menos policiais civis…Todos vocacionados para a corrupção 99
Enviado em 03/07/2013 as 14:49 | Em resposta a horário de almoço.
Horário de Almoço, você já deveria ter aprendido que para defender ideias e aspirações pessoais é desnecessário tentar desqualificar o alheio; muito pior quando se macula o próprio órgão em que trabalha enaltecendo o órgão em que pretende ingressar.
Aliás, se é que você é verdadeiramente, como já afirmou neste Blog, investigador de polícia pretendente a ocupar cargo de Promotor!
Diga-se de passagem, se você não é da família dos Bacarat, dos Guimarães Pereira, dos Tucunduva e quejandos, morrerá na Polícia Civil, pois é mais fácil um camelo atravessar buraco de fechadura do que investigador de polícia, desprovido de nome e parentes importantes , por mais capaz que seja, ser aprovado como Promotor .
Para o MP aprovação de investigador de polícia compromete a imagem da Instituição.
Antigamente um ou outro escrivão foi aceito na casta.
Mas, atualmente, investigador e negro no MP é a mesma coisa… Um negro a cada cem anos para comemoração de data cívica.
O MP não aprova negros, mulheres gordas e feias; muito menos policiais civis… Todos vocacionados para a corrupção.
PM virou covil – O coronel da reserva José Carlos Cubas de Almeida ( Capitão Cubas ) foi vítima de crimes cometidos pela Polícia Militar que resolveu tomar na mão grande o terreno sede do Cubas Clube de Tiro, responsável pelo treinamento das Polícias Civil, Federal, GCM, Portuária e Capitania dos Portos 2
Oportunidade de carreira digna: 4,6 mil cargos na Polícia Civil 45
Governo de São Paulo cria 4,6 mil cargos na Polícia Civil
O governo do Estado de São Paulo anunciou na manhã desta quarta-feira a criação de um total de 4.653 vagas na Polícia Civil, representando um aumento nos gastos de R$ 305 milhões por ano, sendo R$ 135 milhões apenas para a polícia científica e o restante para outros cargos.
A cerimônia que oficializou o anúncio foi realizada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, no Palácio dos Bandeirantes.
Alckmin sancionou um Projeto de Lei Complementar (PLC) criando 1.853 cargos para a Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as vagas serão preenchidas por 200 médicos legistas, 529 peritos criminais, 55 desenhistas técnico-periciais, 120 fotógrafos técnico-periciais, 155 auxiliares de necropsia e 110 atendentes de necrotérios policiais. Além disso, serão abertos 600 cargos de oficial administrativo e 84 de técnico de laboratório.
A Secretaria de Segurança Pública anunciou também que serão abertas outras 2.800 vagas para a Polícia Civil, sendo 129 para delegados e 1.384 para investigadores.
Quarta-feira, 03 de Julho de 2013
Alckmin cria 1.853 novos cargos técnico-científicos da Polícia Civil |
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O governador Geraldo Alckmin sancionou nesta quarta-feira, 3, Projeto de Lei Complementar (PLC) que cria 1.853 novos cargos à Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo (SPTC). O projeto havia sido encaminhado pelo governador, no dia 22 de maio, à Assembleia Legislativa (Alesp), onde foi aprovado por unanimidade e na íntegra, no dia 19 de junho. “É um marco histórico nos quadros técnico-científicos da Polícia Civil do Estado de São Paulo, um aumento de 64% dos cargos. Quatro concursos já estão em andamento, rapidamente eles vão começar a trabalhar. Além disso, R$ 24 milhões já foram liberados para construção e reforma dos prédios, e teremos também novos equipamentos. E o que nós precisamos é elucidar os crimes e ter as provas que levem à prisão e condenação dos criminosos”, afirmou o governador. Com a promulgação, concursos públicos serão abertos para reforçar o efetivo do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML), subordinados à SPTC. As novas vagas serão preenchidas por 200 médicos legistas, 529 peritos criminais, 55 desenhistas técnico-periciais, 120 fotógrafos técnico-periciais, 155 auxiliares de necropsia e 110 atendentes de necrotério policiais. Além disso, estão previstos mais 600 cargos de oficial administrativo e 84 de técnico de laboratório. Os novos cargos da SPTC representarão um investimento de cerca de R$ 135 milhões, por ano, do Governo do Estado. A iniciativa é resultado de um conjunto de ações estratégicas anunciado por Alckmin e pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, em maio. Denominado “SP Contra o Crime”, o programa visa diminuir os índices criminais e aumentar o efetivo das polícias Civil e Científica. Reforço no efetivo No caso da Polícia Civil, serão abertos concursos e autorizadas nomeações para mais de 2.800 servidores em várias carreiras. Serão preenchidas 129 vagas de delegados, 1.384 de investigadores, 1.075 de escrivães e 217 de agentes policiais. O investimento será de R$ 170 milhões por ano. Além disso, já estão em andamento processos seletivos para desenhista (sete vagas), médico legista (77), agente de telecomunicação (1), perito criminal (103), investigador (433), escrivão (244), agente policial (391), papiloscopista (103), auxiliar de necropsia (16), auxiliar de papiloscopista (113) e atendente de necrotério (22). Consultoria do Instituto Sou da Paz Outra medida do “SP contra o Crime” é a celebração de um convênio com o Instituto Sou da Paz, que está, desde o anúncio do programa, prestando consultoria para a Secretaria da Segurança Pública (SSP) com o objetivo de elaborar um sistema de metas e meritocracia policiais para a redução de índices criminais – em especial, homicídio doloso, roubo, latrocínio e furto e roubo de veículos. A consultoria prevê a realização de estudos para dar mais eficiência à gestão das polícias, com o objetivo de melhorar o atendimento à população e integrar os trabalhos. Também está prevista a apresentação de um diagnóstico sobre as áreas mais “sensíveis” da Capital – ou seja, onde há mais ocorrências criminais. O projeto de consultoria vai complementar outra ação: a abertura de licitação internacional para a contratação de um sistema de tecnologia que permita a integração dos bancos de dados criminais das polícias Civil e Militar. “A meta é aumentar a integração das polícias e permitir mecanismos inteligentes de alerta para subsidiar os trabalhos de prevenção e repressão criminal”, explica Grella. Reestruturação de unidades O conjunto de ações estratégicas melhorou, ainda, a estrutura de três departamentos especializados da Polícia Civil, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), que inaugurou, no mês passado, a 5ª Delegacia da Divisão Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur) – Porto de Santos, fortalecendo os trabalhos para a Copa de 2014. No caso do Deic, a Delegacia de Roubos passou a investigar também os latrocínios. Já a 2ª Delegacia de Furtos e Roubos de Joias foi transformada em 2ª Delegacia de Investigações de Crimes Patrimoniais de Intervenção Estratégica, ficando focada na apuração de infrações “sazonais”, como assaltos a restaurantes. Uma terceira reformulação é elevação do Serviço Aerotático (SAT) em nível de Divisão de Operações Especiais. As medidas também afetaram o DHPP, já que a apuração dos latrocínios passou para o Deic. A Delegacia de Repressão a Homicídios Múltiplos e Latrocínios (3ª Delegacia da Divisão de Homicídios do Departamento) ficou, apenas, com a investigação de chacinas. Mudanças no Interior No rol de reestruturações, foi anunciada também a criação e organização do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 10 – Araçatuba (Deinter – 10). Hoje, a região é de responsabilidade do Deinter 5 (São José do Rio Preto). |
Policiais de SP planejam passeata até Palácio dos Bandeirantes 40
03/07/2013 – 03h01
Policiais de SP planejam passeata até Palácio dos Bandeirantes
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DE SÃO PAULO
País em protesto Um grupo de 2.000 policiais e agentes penitenciários ligados a sindicatos deve se reunir amanhã em uma assembleia unificada para definir uma série de medidas que visam pressionar o governo do Estado a conceder reajustes salariais e benefícios para as carreiras.
Representantes de entidades de PMs e de carreiras da Polícia Civil devem participar.
Policiais em formação foram escalados durante protestos em SP
Segundo os organizadores do evento, após o encontro deverá ocorrer uma passeata pelas ruas da região central de São Paulo que poderá seguir até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
“Vamos debater se já vamos na quinta ou em outra oportunidade para o Palácio. Queremos que o governo sinalize que vai nos receber até o dia 31, caso contrário podemos tomar atitudes mais duras”, afirmou o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia de São Paulo, João Batista Rebouças.
O representante do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária, Daniel Grandolfo, disse que não descarta uma greve geral.
Ives Gandra Martins: A inútil derrubada da PEC 37 16
A inútil derrubada da PEC 37
03 Jul 2013
ESTADÃO.COM.BR
Ives Gandra Martins
Em preciso, incisivo e gráfico editorial, o Estado de 30/6 (A3) sustentou que a derrubada da PEC 37 por oportunismo político terá efeitos desastrosos. Da análise dos argumentos lá expendidos, como das manifestações inúmeras de constitucionalistas, ministros do STF – na ativa ou aposentados – e do texto da Constituição federal (CF) se percebe que, efetivamente, a decisão foi, sem maiores estudos, tomada por um Congresso acuado pela multidão, que desconhecia o que a PEC propunha.
Pessoalmente, em palestras e artigos, sempre me manifestei no sentido de que aquela proposta de emenda era rigorosamente inútil. Afirmava o que já estava na Constituição e não tirava do Ministério Público (MP) poder que nunca teve.
A polícia judiciária não é um órgão subordinado ao MP, mas ao Poder Judiciário. O artigo 144, § 4.°, da CF – cuja redação é a seguinte: “às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares” – em nenhum momento estabelece que as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais pertencem, simultaneamente, ao Poder Judiciário e ao MP. Declara apenas que são do Judiciário.
Não sem razão, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, em entrevista ao Estado, declarou que a PEC 37 não pretendia retirar nada do MP, pois não se retira de alguém algo que esse alguém não tem.
As competências do Ministério Público não são idênticas às do Poder Judiciário. A Constituição federal outorga ao Judiciário o dever de julgar, correspondente ao disposto nos artigos 92 a126daCF (capítulo III do Título IV). Para completar as “funções essenciais à Justiça” – é esse o enunciado do capítulo IV do Título IV da Lei Suprema -prevê que duas instituições conformam o tripé da prestação jurisdicional, a saber: o Ministério Público (artigos 127 a 132) e a advocacia (artigos 133 a 135).
Estão em igualdade de condições. Numa democracia, o MP tem a função principal de acusador, em nome da sociedade, e a advocacia, a função de defendê-la. Por essa razão, como cláusula pétrea, imodificável, o constituinte garantiu que a defesa, nos processos administrativos e judiciais, deve ser ampla (artigo 5.°, inciso LV). O uso de adjetivo com tal densidade ôntica não foi despiciendo, mas garantia absoluta de que tal direito, o de defesa, é um dos sustentáculos de um regime democrático, posto que inexistente nas ditaduras. Por isso tal disposição é cláusula pétrea da Carta Magna, não podendo ser alterada nem por emenda constitucional (artigo 60, § 4.°, inciso IV).
As funções dessas duas instituições são, pois, iguais (advocacia e Parquet) e dependem do Poder Judiciário para a solução dos conflitos.
Ora, o delegado é membro da polícia judiciária. Não é polícia do MP. Por essa razão, deve presidir o inquérito policial, devendo remeter suas conclusões ao magistrado, a que se subordina, e não ao titular do direito de acusar. Este, pela própria Constituição, pode requisitar investigações aos delegados e acusar os delegados suspeitos de prevaricação (artigo 129, incisos VII e VIII) – não mais que isso, visto que são parte nas investigações e não podem ser “parte” e “juiz” ao mesmo tempo.
Assim é que a própria Lei 12.830, de 20/6/2013, regulamentadora da investigação criminal, dispõe que as funções de polícia judiciária e de apuração de infrações penais são exercidas exclusivamente pelos delegados (artigo 2.°), cabendo-lhes a condução da investigação criminal (§1.° do artigo 2.°). Como se percebe, nunca estiveram os membros do MP incluídos entre os que podem dirigir a investigação. A própria lei mencionada diz que não estão, referindo-se apenas aos delegados. Até porque, se os tivesse incluído, a lei seria inconstitucional.
Por essa razão, constitucionalistas do porte de José Afonso da Silva, Nelson Jobim, Cezar Peluso e Marco Aurélio Mello já se manifestaram no sentido de que não cabem ao Ministério Público funções policiais, até porque não é preparado para tanto. Os delegados, sim. Os membros do Parquet têm outras funções -relevantíssimas -, que estão explicitadas no artigo 129 da Carta Suprema do País.
Como se percebe, a derrubada da PEC 37 nada representou, pois o artigo 144, §4.°, da Lei Suprema não foi alterado, continuando a prever que a polícia judiciária- não o MP – é constituída apenas por delegados de carreira, os únicos com competência constitucional para conduzir as investigações criminais.
O acuado Congresso, que pouco antes aprovara lei na linha da PEC 37 a fim de atender ao clamor da multidão, que desconhecia o tratamento constitucional e legal do tema, derrubou a desnecessária proposta. Aprovada ou não, não modifica a clareza do artigo 144, § 4.°, da CF, ao estabelecer que apenas aos delegados cabe a apuração de investigação criminais.
Termino este breve artigo reiterando que o Ministério Público deve cuidar de suas relevantes funções, e não pretender invadir funções de outras instituições, para as quais não são devidamente preparados promotores e procuradores.
O povo foi às ruas contra a corrupção. O MP declarou que a PEC 37 era a PEC da Corrupção, como se todos os delegados fossem corruptos e todos os membros do MP, vestais. E o povo, contrário à corrupção, pensou ser verdade a marqueteira afirmação. Como o tempo é o senhor da razão, e como a Constituição não foi mudada, à evidência continuam os delegados a ser os representantes do Poder Judiciário e continuarão os membros do MP sem competência para conduzir as investigações criminais, a teor do que dispõe o artigo 144, § 4.°, da Lei Suprema. Cumpre-lhes, todavia, exercer suas relevantes funções, que não são poucas, em prol da sociedade. Mas apenas estas (artigo 129).


Os novos Promotores de Justiça, com o Procurador-Geral de Justiça e a Banca Examinadora, na solenidade de posse
