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Cerca de 200 Escrivães e Investigadores de polícia do Estado de São Paulo realizaram ato público na quarta, dia 30, em defesa da valorização da carreira, em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). A atividade foi organizada pelos Sindicatos dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo (SEPESP-CUT) e dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (SIPESP). (Foto: Presidente do SEPESP é entrevistado pela TVT – a TV dos Trabalhadores). Durante o protesto, a categoria aprovou a realização da “Operação Cumpra-se a Lei” , em todas as delegacias no Estado. “Vamos realizar apenas as tarefas pertinentes ao nosso cargo, diferente da rotina diária de hoje, na qual o Escrivão e o Investigador desenvolvem diversas tarefas”, explica o presidente do SEPESP-CUT, João Xavier Fernandes. Os trabalhadores reivindicam do governo do Estado de São Paulo a equiparação salarial com o cargo de perito, conforme a Lei 1.067/2008. Hoje, um Escrivão recebe R$ 1.782,30, enquanto o perito cerca de R$4.909,30. A categoria também reivindica o pagamento de adicionais com base no salário, melhores condições de trabalho e uma jornada de trabalho de 40horas/semanais. Atualmente, os Escrivães e Investigadores trabalham bem acima das 40 horas, chegando até 50 horas nas delegacias. Em assembleia geral, realizada no dia 12 de maio, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a categoria aprovou “estado de greve” para pressionar o governador, Geraldo Alckmin, (PSDB) a atender a pauta de reivindicações. Se até o dia 30 de junho, o governador não atender as reivindicações os trabalhadores ameaçam greve geral.
Respeito e cartilha Enquanto acontecia o ato na ALESP, o governador Alckmin realizou no mesmo horário uma reunião com os deputados estaduais para analisar a pauta de reivindicações do SEPESP-CUT e SIPESP. A resposta do governador tucano foi frustrante. Ele divulgou que a equiparação salarial elevará os gastos do orçamento do Estado. “Esta resposta é um afronta à categoria. O governador precisa nos respeitar. A polícia judiciária está sendo massacrada e está com os salários defasados há mais de 16 anos”, disse o presidente do SEPESP. O Sindicato dos Investigadores elaborará uma cartilha com informações sobre a “Operação Cumpra-se a Lei” para a categoria. O material será disponibilizado no site da entidade até a próxima semana.
Bárbara Medeiros – Edição: Viviane Barbosa
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