De: Governo SP – Sala de Imprensa <imprensa@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 2 de setembro de 2013 17:17
Assunto: Campinas ganha 2ª Delegacia Seccional da Polícia Civil
Para: dipol@flitparalisante.com
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Publicado em 01/09/2013
Entrevista delegada Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de SP
Josie Jeronimo e Izabelle Torres

DRAMA
Em 40 anos, 36 policiais federais perderam a vida no cumprimento da função.
Um terço desse total morreu por suicídio apenas entre 2012 e 2013
Vista do lado de fora, a Polícia Federal é uma referência no combate à corrupção e ainda representa a elite de uma categoria cada vez mais imprescindível para a sociedade. Vista por dentro, a imagem é antagônica. A PF passa por sua maior crise interna já registrada desde a década de 90, quando começou a ganhar notoriedade. Os efeitos disso não estão apenas na queda abrupta do número de inquéritos realizados nos últimos anos, que caiu 26% desde 2009. Estão especialmente na triste história de quem precisou enterrar familiares policiais que usaram a arma de trabalho para tirar a própria vida. Nos últimos dez anos, 22 agentes da Polícia Federal cometeram suicídio, sendo que 11 deles aconteceram entre março de 2012 e março deste ano: quase um morto por mês. O desespero que leva o ser humano a tirar a própria vida mata mais policiais do que as operações de combate ao crime. Em 40 anos, 36 policiais perderam a vida no cumprimento da função. Para traçar o cenário de pressões e desespero que levou policiais ao suicídio, ISTOÉ conversou com parentes e colegas de trabalho dos mortos. O teor dos depoimentos converge para um ponto comum de pressão excessiva e ambiente de trabalho sem boas perspectivas de melhoria.

FALTA DE ESTRUTURA
Agentes trabalham amordaçados em protesto contra condições desumanas de trabalho
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB) no ano passado mostrou que por trás do colete preto, do distintivo, dos óculos escuros e da mística que transformou a PF no ícone de polícia de elite existe um quatro grave. Depressão e síndrome do pânico são doenças que atingem um em cada cinco dos nove mil agentes da Polícia Federal. Em um dos itens da pesquisa, 73 policiais foram questionados sobre os motivos das licenças médicas. Nada menos do que 35% dos entrevistados responderam que os afastamentos foram decorrentes de transtornos mentais como depressão e ansiedade. “O grande problema é que os agentes federais se submetem a um regime de trabalho militarizado, sem que tenham treinamento militar para isso. Acreditamos que o problema está na estrutura da própria polícia”, diz uma das pesquisadoras da UnB, a psicóloga Fernanda Duarte.
O drama dos familiares dos policiais que se suicidaram está distribuído nos quatro cantos do País. A última morte registrada em 2013 ainda causa espanto nas superintendências de Roraima, onde Lúcio Mauro de Oliveira Silva, 38 anos, trabalhou entre dezembro do ano passado e março deste ano. Mauro deixou a noiva no Rio de Janeiro para iniciar sua vida de agente da PF em Pacaraima, cidade a 220 quilômetros de Boa Vista. Nos 60 dias em que trabalhou como agente da PF, usou o salário de R$ 5 mil líquidos para dar entrada em financiamento de uma casa e um carro. O sonho da nova vida acabou com um tiro na boca, na frente da noiva. Cinco meses se passaram desde a morte de Mauro e o coração de sua mãe, Olga Oliveira Silva, permanece confuso e destroçado. “A Federal sabia que ele não tinha condições de trabalhar na fronteira. Meia hora antes de morrer, ele me ligou e disse: Mainha, eu amo a senhora. Perdoa eu ter vindo pra cá sem ter me despedido”.

Relatos de colegas de Mauro dão conta que ele chegou a sofrer assédio moral pela pouca produtividade, situação mais frequente do que se poderia imaginar. Como ele, cerca de 50% dos agentes federais já chegaram a relatar casos de assédio praticados por superiores hierárquicos. Essas ocorrências, aliadas a fatores genéticos, à formação de cada um e à falta de perspectivas profissionais, são tratadas por especialistas como desencadeadoras dos distúrbios mentais. “A forma como a estrutura da polícia está montada tem causado sofrimento patológico em parte dos agentes. Há dificuldades para enfrentar a organização hierárquica do trabalho. As pessoas, na maioria das vezes, sofrem de sentimentos de desgaste, inutilidade e falta de reconhecimento. Não é difícil fazer uma ligação desse cenário com as doenças mentais”, afirma Dayane Moura, advogada de três famílias de agentes que desenvolveram doenças psíquicas.

Os distúrbios mentais e a ocorrência de depressão em policiais são geralmente invisíveis para a estrutura da Polícia Federal. De acordo com o Sindicato dos Policiais do Distrito Federal, há apenas cinco psicólogos para uma corporação de mais de dez mil pessoas. Não há vagas para consultas e tampouco acompanhamento dos casos. Foi nessa obscuridade que a doença do agente Fernando Spuri Lima, 34 anos, se desenvolveu. Quando foi encontrado morto com um tiro na cabeça, em julho do ano passado, a Polícia Federal chegou a cogitar um caso de vingança de bicheiros, uma vez que ele tinha participado da Operação Monte Carlo. Dias depois, entretanto, descobriu-se que Spuri enfrentava uma depressão severa há meses. O pai do agente, Fernando Antunes Lima, reclama da falta de estrutura para um atendimento psicológico no departamento de polícia. “Os chefes estão esperando quantas mortes para tomar uma ação? Isso é desumano e criminoso”, diz ele.
O drama de quem perdeu um familiar por suicídio não se limita aos jovens na faixa dos 30 anos. Faltavam dois anos para Ênio Seabra Sobrinho, baseado em Belo Horizonte, se aposentar do cargo de agente da Polícia Federal. Com histórico de transtorno psicológico, o policial já havia comunicado à chefia que não se sentia bem. Solicitou, formalmente, ajuda. Em resposta, a PF mandou dois agentes à sua casa para confiscar sua arma. Seabra foi então transferido para o plantão de 24 horas, quando o policial realiza funções semelhantes às de um vigia predial. A missão é considerada um castigo, pois não exige qualquer treinamento. No dia 14 de outubro de 2012, Seabra se matou, aos 49 anos. Apesar de estar perto da aposentadoria, a família recebe pensão proporcional com valor R$ 2 mil menor do que os vencimentos do agente, na ativa.

Fruto de uma especial combinação de fatores negativos, internos e externos, o suicídio nunca foi uma tragédia de fácil explicação para a área médica nem para estudiosos da vida social. Lembrando que toda sociedade, em qualquer época, tem como finalidade essencial defender a vida de seus integrantes, o sociólogo Émile Durkheim (1858-1917) demonstrou que o suicídio é a expressão mais grave de fracasso de uma comunidade e que raramente pode ser explicado por uma razão única. Ainda que seja errado apontar para responsabilidades individuais, a tragédia chegou a um nível muito grande, o que cobra uma resposta de cada parcela do Estado brasileiro que convive com esse drama.
fotos: Cesar Greco / Foto arena; Adriano Machad
Criado em uma família em que mãe, tia e o irmão mais velho são professores, Elton Costa não teve dúvida na hora de decidir qual carreira seguiria. “Eu tinha como ideal ensinar”, conta ele, hoje com 36 anos, formado em Letras e Pedagogia. Foram 14 anos de magistério na rede estadual de São Paulo. Costa deu aulas, foi diretor, coordenador e voltou às salas. Mas, segundo ele, a experiência só reforçou uma certeza: “As coisas não iam melhorar”.
Costa deu uma guinada na vida profissional quando passou no concurso para a Polícia Civil. Trocou o giz e a lousa pela arma e a viatura em 2012. Não demonstra nem uma ponta de arrependimento.
“Cheguei em uma situação de autoestima tão baixa, a ponto de achar que meus filhos pudessem ter vergonha do que eu era”, conta. “Por causa da situação precária da carreira, salário baixo e falta de respeito que sentia na escola, decidi sair. E digo que foi até fácil decidir.”
Costa mora em Tupã, cidade a 513 km da capital paulista, e hoje é investigador. Segundo ele, ganha R$ 1 mil a mais do que recebia quando saiu da rede estadual – apesar de, na época, trabalhar em três escolas em cidades diferentes. “Com esse salário e nessas condições é impossível se sentir realizado.”
Segurança. Costa conta que sempre perguntam para ele se não teve medo de se tornar policial. E ele responde sempre que na outra profissão era pior. “Medo eu tinha antes, quando era professor. Passei 14 anos trabalhando contra 35 alunos, sozinho. Na rua estou armado e com meu parceiro”, diz. “O professor é um herói e está sendo estraçalhado. Tem de ser psicólogo, assistente social, mediador de conflito e, por último, ensinar.”
Mesmo relatando as dificuldades de enfrentar violência nas escolas e assumir mais do que a função de dar aula, ele lembra que o professor acaba nem sendo o principal prejudicado desse arranjo. “O aluno é a maior vítima dessa situação.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ex-professor-hoje-e-policial-civil,1069889,0.htm
Policiais Federais veem controle político sobre suas investigações
31 Ago 2013
Atual gestão da PF é ‘péssima’ para a maioria dos entrevistados
DE BRASÍLIA
FOLHA DE SÃO PAULO
As investigações da Polícia Federal são alvo de “controle político” na opinião de 89% dos policiais federais que participaram de uma pesquisa da Federação Nacional dos Policiais Federais, divulgada ontem. Apenas 11% dos entrevistados disseram não haver esse controle.
Questionados se “no ambiente de trabalho, já presenciou ou ouviu algum relato sobre interferências no trabalho investigativo feito pelos policiais federais”, 75% dos entrevistados disseram que sim, e 25% disseram que não.
Para 94%, a “falta de investimento nos últimos anos na PF” é “um castigo pelas investigações sobre corrupção”.
O trabalho do atual diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, nomeado pela presidente Dilma Rousseff em 2011, foi duramente avaliado pelos entrevistados.
Nada menos que 69% dos entrevistados disseram que sua gestão é péssima e outros 21,8% afirmaram que ela é ruim. Apenas 0,9% disseram que ela é boa e 0,06% a consideraram ótima.
Foram consultados 1.732 policiais, entre agentes, escrivães e papiloscopistas (peritos em impressões digitais) –a pesquisa não incluiu delegados. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A direção-geral da PF não comentou o resultado da pesquisa até a conclusão desta edição.
(RUBENS VALENTE)
TRATAMENTO ISONÔMICO INTERINSTITUCIONAL – BY SIPOL PRESIDENTE PRUDENTE – S.P..
sipol-prudente.blogspot.com.br
Vejam o porquê da PM não querer que a PC tenha tratamento diferenciado em face de nossas reivindicações.
POLÍCIA MILITAR
POLÍCIA MILITAR POLÍCIA CIVIL
| Justiça Militar | Justiça Normal (comum) |
| Corregedoria interna | Corregedoria junto ao Gabinete SSP |
| RETEP turbinado | RETEP mixo |
| Não pagaram contribuição sobre ALE e quando incorporaram o ALE fizeram correndo um Projeto de Lei para nenhum PM receber a menos do que no mês anterior | Pagaram contribuição sobre ALE, o salário diminuiu e o Governo não apresentou Projeto de Lei nenhum para assegurar a irredutibilidade de vencimentos |
| Aposentadoria aos 30 anos de trabalho com paridade e integralidade | Aposentadoria aos 30 anos com direito a acionar a Fazenda Pública se quiser a mesma coisa |
| Não retroagem no cargo. | Retroagem na classe se ao aposentar estiver a menos de 5 anos na classe atual |
| Ao aposentarem têm posto imediato | Não tem classe imediata |
| Um soldado pode chegar a oficial recebendo o salário correspondente | Investigadores e Escrivães têm que rezar para chegar na primeira classe. Imagine na especial. Jamais receberá o salário correspondente a um Delegado |
| Alunos oficiais: casa, comida, roupa lavada, tributos, cama mesa e banho, “faculdade” material escolar, E SALÁRIO POR 4 ANOS, era mais… | Presta vestibular, faz um FIES apertado e continua trampando durante o dia como condenado fazer faculdade de noite. |
| Cursos permeados pela endogenia. | Cursos exógenos (fora do ambiente policial estatal) |
| Não pagam transporte urbano | Paga normalmente, como todo cidadão |
| Não pagam roupa nem calçado para trabalhar | Como pelado não pode. Tem que comprar. |
| Tem assistência médica própria | Pula miúdo no IAMSPE (fundo de pensão já) |
| Milhares de temporários | Na Civil também né? Afinal, tantos saem mesmo durante a Academia |
| Não precisa prestar conta do que investigam | Tem Inquérito, O.S., perícias, prazos, oitivas, diligências, correição etc |
| Pode escolher o que vai investigar | Não em escolha. Tem que fazer até BO Não Criminal, furto de pé de alface, Lei 9099, Maria da Penha etc. |
| Folha de pagamento na mão. Parece até que a Fazenda dá uma mesada por mês. Será que a Fazenda sabe o que está pagando? | Folha de pagamento na Fazenda, na mão dos melhores intérpretes das leis que regem a remuneração do funcionalismo |
| Isso é igualdade de tratamento? | Isso é isonomia? |
| ?????????????????????????????????? | ?????????????????????????????????? |
Se for TRATAMENTO ISONÔMICO INTERINSTITUCIONAL O QUE QUEREM, HÁ DOIS CAMINHOS:
1 – silenciarem os “amigos” e nos deixar reivindicar o que nos foi tirado; garantindo a isonomia interinstitucional que tanto parecem almejar, visto que sempre tivemos remuneração superior;
2 – o Governo retirar todos esses benefícios da PM e deixá-la na mesma situação da PC.
São os dois únicos caminhos para garantir o tão almejado tratamento isonômico interinstitucional almejado por aquelas 15 entidades milicianas.
Aliás, segmento hierárquico propriamente dito tem determinadas organizações militares. Delegados têm DELEGAÇÃO DO “PODER” DE “POLÍCIA”. Só para esclarecer.
Senhor Governador: o Estado de São Paulo tem motivos de sobra para atender seus Policiais Civis sem que determinadas Instituições Milicianas, ou segmentos hierárquicos delas, percam nada mais do que sentimentos, aliando-se assim à moderno modelo de Polícia já adotado em todos os outros Estados da Federação, quiçá no Distrito Federal.
Fábio Morrone – Presidente do SIPOL/ Presidente Prudente.
Sex , 30/08/2013 às 08:22 | Atualizado em: 30/08/2013 às 14:54
Fábio Fabrini e Andreza Matais | Agência Estado
O ministro José Antonio Dias Toffoli se recusou ontem a detalhar seus ganhos além do salário no Supremo Tribunal Federal (STF), usados, segundo ele, para pagar prestações de dois empréstimos de R$ 1,4 milhão com o Banco Mercantil do Brasil.
Em resposta a consulta do Estado, a assessoria de Toffoli alegou, em nota, que “os rendimentos, recursos e o patrimônio do ministro são aqueles anualmente declarados à Receita Federal, em seu Imposto de Renda”. Mas não divulgou as informações.
Como o Estado revelou ontem, as parcelas dos empréstimos, de R$ 16,7 mil mensais, comprometem 92% dos ganhos de Toffoli no Supremo, de R$ 18,2 mil em julho. Segundo o gabinete do ministro, seus rendimentos “não se resumem aos vencimentos no STF”.
Toffoli é relator de processos do Mercantil, que lhe concedeu os dois empréstimos em 2011. O primeiro, de R$ 931 mil, previa inicialmente pagamento em 180 parcelas de R$ 13,8 mil mensais; já o segundo, de R$ 463,1 mil, em 204 prestações de R$ 6,6 mil.
Na época em que as operações foram contratadas, a soma das parcelas superava o salário líquido de Toffoli (cerca de R$ 17,5 mil). Em abril deste ano, após decisões do ministro nos processos, o banco reduziu os juros dos empréstimos de 1,35% ao mês 1% ao mês, o que reduziu as prestações para R$ 16,7 mil mensais.
O corte das taxas, considerado atípico até por um dos representantes do Mercantil, assegurou uma economia de R$ 636 mil no total a ser pago. A soma das prestações alcança R$ 3,21 milhões.
Segundo o Código do Processo Civil e o Regimento do Supremo, cabe arguir a suspeição do magistrado, por parcialidade, quando alguma das partes do processo seja sua credora.
O ministro relata casos do banco desde 2009, mas, mesmo com os empréstimos, não viu motivos para se afastar. Ontem, ele deixou o Supremo sem dar entrevistas.
Sem maldade
“Não sei se é conflito de interesse na prática. Se existe isso, não existe maldade”, afirmou ontem o diretor executivo do Mercantil, Paulo Henrique Brant de Araújo. Segundo ele, os empréstimos “não têm nada a ver” com os interesses do banco no Supremo, tampouco a redução das taxas. “Não é a primeira pessoa para a qual o banco poderia emprestar e que tem um cargo público. Não existe esse tipo de restrição. Se houvesse, o próprio ministro deveria se manifestar.”
O diretor não quis analisar o caso específico de Toffoli, devido ao sigilo bancário da operação, mas observou que um “bom pagador”, com garantia segura, merece “condições boas, não atípicas”. “Não necessariamente, o banco tem a obrigação de cobrar 4% ao mês”, comentou.
A reportagem consultou dois gerentes da agência do Mercantil em Brasília, que ofereceram, para cliente VIP, nas mesmas condições financeiras do ministro, empréstimos de no máximo quatro anos e taxas entre 3% e 4% ao mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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Abordagem da PM
Estadão Conteúdo
O Ministério Público denunciou nessa quarta-feira, três PMs envolvidos na morte do publicitário Ricardo Prudente Aquino, de 42 anos, que estava desarmado quando foi baleado pelos policiais. Os réus alegam que a vítima não obedeceu a uma ordem de parar. Aquino foi morto na zona oeste de São Paulo, em julho de 2012, em uma abordagem da PM. Caso a Justiça receba a denúncia, eles vão ao Tribunal do Júri por homicídio doloso (intencional) qualificado por motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima, com pena de reclusão de 12 a 30 anos
O promotor Ricardo Zagallo, da 5.ª Vara do Júri da Capital, entendeu também que os PMs praticaram duas vezes crime de fraude processual penal (pena de 6 meses a 4 anos). As investigações constataram que foi colocada maconha dentro do veículo da vítima e projéteis disparados pela polícia foram removidos. Tudo para simular que a vítima estaria tentando esconder a droga e impedir a perícia criminal.
Segundo Zagallo, o soldado Robson Tadeu do Nascimento Paulino, de 30 anos, deu o tiro que matou o empresário. Os demais acusados, o cabo Adriano Costa da Silva, de 26 anos, e o soldado Luís Gustavo Teixeira Garcia, 27, teriam apenas participado do homicídio – nesse caso a pena pode ser reduzida de um terço a um sexto.
Os policiais alegaram que o publicitário fugiu e que atiraram por confundir o celular dele com uma arma. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
A defesa dos policiais afirma que todos são inocentes. “Eles agiram em legítima defesa real (por existir uma ameaça de verdade) e putativa (porque acreditavam que existia uma ameaça)” diz o advogado dos acusados, Aryldo de Paula. Sobre a denúncia de fraude processual, Paula garante que eles não tinham conhecimento de eventual modificação nas provas do crime e que eles só foram denunciados por suposta participação. A autoria seria de outros policiais.
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Publicado em 29/08/2013
A Polícia Civil tem delegado geral, Dig, Denarc, Deic e tantos outros departamentos. Será que não tem um delegado capaz de assumir a Secretaria da Segurança Pública? Essa é uma indagação que precisa ser respondida.
Trinta dias após a primeira paralisação da Policia Civil de São Paulo, novamente, Delegados e Policiais Civis suspenderão as atividades das Delegacias de todo o Estado, nesta quinta-feira, entre as 10h e 16 horas. Na última semana, outra greve da categoria suspendeu as atividades nos distritos policiais da Baixada Santista, que mais uma vez aderi ao movimento.
Esta é a quinta manifestação da Operação Blecaute, iniciativa que mobilizou 98% das Delegacias do Estado em atos realizados em 29 de julho, 8, 13 e 22 de agosto. O movimento legitimado pelas duas maiores entidades representativas, a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) e o Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) decretou em 20 de agosto Estado de Greve para os Delegados de Polícia.
As paralisações da Operação Blecaute visam alertar a população sobre o cenário de sucateamento da Polícia Civil que segue impedida de prestar um atendimento de qualidade ao cidadão. A falta de investimento resulta diretamente nos baixos índices de esclarecimentos, investigações improdutivas e nas altas taxas de impunidade, alimentando a progressão criminosa.
Última semana
Em estado de greve na última quinta-feira, das 10h às 16 horas, as delegacias registraram apenas ocorrências consideradas gravíssimas, como homicídio, crimes de maus tratos. Já nos casos de pequenos delitos, como extravio de documento, a população foi conscientizada a retornar ao distrito policial após às 16 horas.
“A polícia não está mais conseguindo investigar. O sistema já entrou e em colapso e o Estado não percebeu”, ressaltou, na ocasião, a presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adesp), Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro.
http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=201518&idDepartamento=5&idCategoria=0
DE SÃO PAULO
Os delegados ameaçam cruzar os braços nesta quinta-feira (29) em todo o estado de São Paulo. Entre às 10h e às 16h as delegacias vão atender apenas casos urgentes.
Também está previsto um protesto em Campinas a partir das 14h. Eles devem ir até a Câmara Municipal.
Os delegados pedem melhores condições de trabalho e aumento para a categoria. Eles reclamam que ganham muito abaixo de outras categorias jurídicas, como defensores públicos e promotores.
“A classe está cada vez mais impotente, mais desestimulada. A situação está complicada”, disse Marilda Pinheiro, presidente da ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo).
Os delegados já estão em estado de greve e aguardam as outras categorias da Polícia Civil (como escrivães e investigadores) para entrar em uma paralisação definitiva.
“A greve é o último recurso, mas estamos sem opção”, disse Pinheiro
PARALISAÇÕES
Chamada de operação blecaute, essa é a terceira manifestação do gênero em agosto e a quinta no ano. No dia 8 desse mês os delegados fizeram um protesto no centro de São Paulo, que acabou em frente a secretaria de Segurança Publica.
Já no dia 22 o protesto ocorreu em Piracicaba e foi até a Câmara Municipal.
As duas manifestações foram pacíficas e contaram com representantes de todas as seccionais do estado.